quarta-feira, 9 de abril de 2025

Portugal & História - ‘25 - ABRIL POR CÁ - Imagens e Depoimentos do Distrito de Leiria’ - AAVV - Leiria 1996 - MUITO RARO;
















Portugal & História - As vivências do dia 25 de Abril de 1974 em depoimentos de personalidades do distrito de Leiria e a reprodução integral em fac símile do documento histórico da autoria do capitão Salgueiro Maia da Operação ‘FIM - REGIME’ 


‘25 - ABRIL POR CÁ - Imagens e Depoimentos do Distrito de Leiria’ 
AAVV - Custódio Maldonado Freitas, Joaquim Bernardes, 
José Augusto Esteves, Manuel Ferreira da Silva, 
Manuel Jerónimo Pascoal, Kalidás Barreto, 
Sérgio Ribeiro, Tomás Oliveira Dias 
Fotografia da capa de Elizabete Jorge 
Editor Magno - Ideias & Informações 
Leiria 1996 


Livro com 48 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


Da contracapa: 
“Abril por cá. Ontem como hoje, o 25 de Abril de 1974 continua vivo na memória de algumas gerações. Chegou a definir personalidades e a delinear trilhos políticos e profissionais. 
Vinte e dois anos volvidos, a Magno - Edições pública oito perspectivas. Oito memórias ainda marcantes, bem presentes, apesar da erosão dos anos. 
A opressão, os receios, a expectativa é, por fim, a liberdade, constituem os cenários desta obra colectiva, com características inéditas na região de Leiria.
‘ABRIL POR CÁ’ é uma obra necessária. O agradecimento a Alice Maldonado Freitas, que cedeu a comunicação do seu marido, Custódio Maldonado Freitas (já falecido), e a Joaquim Bernardes, José Augusto Esteves, Manuel Jerónimo Pascoal, Manuel Ferreira da Silva, Kalidás Barreto, Sérgio Ribeiro e Tomás Oliveira Dias. 
‘ABRIL POR CÁ’ contém também o fac simile do ‘Relatório da Operação FIM DE REGIME’, assinado pelo Capitão Salgueiro Maia.
São histórias da ‘revolução dos cravos’. Muitas ficarão ainda por contar.“ 



Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 

- Custódio Maldonado Freitas 
- Joaquim Bernardes
“Como senti o 25 de Abril” 
- José Augusto Esteves 
- Manuel Jerónimo Pascoal 
Conquista Irreversível 
- Manuel Ferreira da Silva 
O meu 25 de Abril 
- Kalidás Barreto 
Um testemunho - Castanheira de Pêra e Abril 
- Sérgio Ribeiro 
- Tomás Oliveira Dias 
Recordar o 25 de Abril 

MOMENTOS DE ABRIL 
Escola Prática de Cavalaria 
- Relatório da Operação ‘FIM - REGIME’ 
De capitão Salgueiro Maia 


Preço: 37,50€; 

segunda-feira, 7 de abril de 2025

Moçambique - Guerra Civil & RENAMO - ‘NÃO SOMOS BANDIDOS’, de Michel Cahen - Lisboa 2019 - Raro;

 




Moçambique - Guerra Civil & RENAMO - Uma análise aprofundada da actividade e organização da guerrilha anti-marxista que combateu o governo de Maputo da FRELIMO de 1977 a 1992, com base na documentação confidencial capturada numa das suas bases principais no decorrer do conflito 


‘NÃO SOMOS BANDIDOS’ 
A vida diária de uma guerrilha de direita: a Renamo na época do Acordo de Incomati (1983-1985) 
De Michel Cahen 
Edição Imprensa de Ciências Sociais 
Lisboa 2019 


Livro com 400 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização.
Raro. 


Da contracapa”
“Em 28 de agosto de 1985, o quartel-general da Resistência Nacional de Moçambique (RENAMO) situado na Casa Banana foi atacado pelas forças zimbabweanas e moçambicanas. Parte dos seus arquivos fora apreendida. Nestes, havia a copia manuscrita de milhares de mensagens rádio, decifradas, entre o Estado-Maior General da guerrilha e os grupos locais. 
Michel Cahen pôde estudar 3401 dessas mensagens datadas de 1983 a 1985. Isso forneceu informações sobre os mais variados aspetos da vida diária desta ‘guerrilha de direita’: implantações, estruturação e equipamento militar, hierarquia, natureza e duração dos combates, ‘batalha para a população’ pelos dois campos, recrutamentos, deserções, baixas, centralização das mercadorias e repressão do mercado negro dentro da guerrilha, escolas e hospitais em zona da RENAMO, bruxaria, relações com os civis e com as milícias (mudjibas), relações sexuais, psicologia dos combatentes, etc. 
É a primeira vez que a RENAMO pôde ser estudada com base em documentos internos. 
Michel Cahen é historiador no centro ‘Les Afriques dans le monde’ (CNRS/Sciences Po Bordeaux), especialista da África colonial portuguesa e analista político dos atuais Países africanos de língua oficial portuguesa. 
Além desses terrenos, interessa-se também pelas problemáticas lusofonia e lusotopia, fascismo e colonialismo, marxismo e nacionalismo, etnicidade e democracia política, subalternidade e colonialidade, racismo e luso-tropicalismo.”



Preço: 47,50€; 

Portugal & Guerra do Ultramar - ‘CAPITÃES DO FIM… DO QUARTO IMPÉRIO’, de António Inácio Nogueira - Lisboa 2016 - Raro;







Portugal & Guerra do Ultramar (Angola, Guiné e Moçambique) - Importante obra escrita por um capitão miliciano, que analisa e descreve as características e empenho dos oficiais milicianos e do Quadro Permanente, particularmente a classe dos capitães - esses mesmos que criaram o Movimento dos Capitães por razões corporativas e reivindicativas e rapidamente passaram a objectivos políticos… - com testemunhos dos militares que encerraram o império e as portas dos quartéis nas províncias ultramarinas portuguesas em guerra, com a descolonização apressada e o abandono territorial para os movimentos guerrilheiros nacionalistas (PAIGC, FNLA, MPLA, UNITA e FRELIMO) e a tragédia que se seguiu na pré e pós independências africanas em 1974/75. Uma descolonização que contou com empenho, isenção por muitos dos oficiais portugueses mas…que do MFA foram observados comportamentos de favorecimento e cobertura a desmandos e participação política com os movimentos guerrilheiros marxistas…


‘CAPITÃES DO FIM… DO QUARTO IMPÉRIO’ 
De António Inácio Correia Nogueira 
Prefácio de Maria Inácia Rezola 
Edição Âncora Editora 
Lisboa 2016 


Livro com 368 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Dos diversos testemunhos que alguns dos capitães milicianos abordam o processo de descolonização, destaque de um entre outros, sobre a cumplicidade do exército português na detenção e guarda de opositores políticos em Moçambique e a sua entrega à FRELIMO, prisioneiros políticos esses que acabariam por ser encarcerados ainda antes da independência e posteriormente deportados para campos de concentração e assassinados. Ver o testemunho do capitão Francisco Pinheiro Ramos, páginas 303 a 306. 


Da contracapa: 
“Quem recusa assumir as suas responsabilidades ? 
As descolonizações corresponderam, para Portugal, à perda do Império. 
E quem perdeu está guerra pela posse do Império ?
Foram os políticos e os militares que não souberam encontrar, em tempo útil, soluções adequadas para um problema que os Não-Alinhados e a opção geoestratégica da União Soviética decidiram levar até à solução definitiva.
Terá sido para alguns uma surpresa, de que até hoje não recuperaram, que o marcelismo, herdeiro do salazarismo, tenha caído de podre em 25 de Abril de 1974. 
A quem deve assacar-se a responsabilidade por esse apodrecimento ?
Foi o evoluir da sociedade civil, acelerado com a agitação estudantil filha do Maio de 1968 e da contestação à guerra do Vietname, que levou ao beco sem saída o poder político, cego, surdo e mudo perante os anseios de democratização do povo culto e progressivo que, em casos como este, é o único que verdadeiramente mais interessa. 
Até à publicação do autista Decreto-lei 353/73, tudo parecia correr a contento entre os QP, mas, após uma primeira contestação corporativa, mudaram inteligentemente de objectivos e tornaram-se merecidos heróis. 
Perdido o quarto império, os sebastianistas convocam à liça Fernando Pessoa e dizem: Falta cumprir Portugal…
Sonhando com o eterno retorno, terá de vir… o quinto império. 
O autor diz não às mordaças para as memórias.“


Da badana:
“Como interpretação dos factos - a até dos documentos - tornou-se lugar-comum dizer-se que a História é escrita pelos vencedores. Talvez seja mais correcto afirmar que ela é escrita maioritariamente pela classe dominante em que os vencedores se transformam. 
A ser verdadeira está acepção, a História das guerras do Ultramar português tem sido escrita pela classe dominante (militar) que triunfou na revolução de 25 de Abril de 1974, representada pelos oficiais do quadro permanente que dominaram o Conselho da Revolução durante dez anos. 
Já era mais que tempo de dar à estampa a versão de alguém que viveu e sofreu os últimos dias do quarto império português no olho do furacão, os Capitães do Fim…
É ainda cedo, muito cedo, para juízos históricos definitivos. Aliás, qualquer pessoa atenta sabe que em História o que hoje parece definitivo será amanhã denunciado como falsa interpretação de documentos e acontecimentos. 
O autor tem a esperança de ter dado com ‘CAPITÃES DO FIM… DO QUARTO IMPÉRIO’ algum contributo para que os juízos se possam fazer com um mais completo conhecimento dos factos que decorreram na África portuguesa entre 1961 e 1975. 
Perdeu-se o quatro império, mas ganhou-se a democracia, a liberdade e o fim da guerra.“ 


O Autor:
“ANTÓNIO INÁCIO CORREIA NOGUEIRA nasceu em Coimbra, em Março de 1943. É licenciado em Ciências Físico-Químicas, mestre em Ciências da Educação e doutor em Sociologia.
Foi professor do Ensino Secundário e do Ensino Superior. Foi formador de formadores de metodologias e práticas ligadas à Educação Permanente e à Educação de Adultos. Desenvolveu projectos incidentes em práticas pedagógicas não formais e informais de âmbito socioeducativo e cultural. 
Cumpriu o Serviço Militar Obrigatório na Guiné e em Angola. Foi comandante da Companhia de Cavalaria n. 3487. 
No campo editorial destaca-se a publicação de artigos em revistas e jornais de âmbito internacional, nacional e regional. 
É autor e co-autor de diversos livros, nomeadamente: 
- ‘Primeiro Congresso Nacional de Educação de Adultos’ (1980); 
- ‘Química Analítica’ (1983); 
- ‘Formar Hoje, Educar Amanhã’ (1990); 
- ‘Formação Contínua de Professores. Um Estudo. Um Roteiro’ (1990); 
- ‘Para uma Educação Permanente à Roda da Vida’ (1997); 
- ‘Cavaleiros do Maiombe’ (2004); 
- ‘Santa Cruz: Um Café com História’ (2007); 
- No Colo da Memória se Escreveu Amoreiras do Mondego’ (2009); e 
- ‘Capitães do Fim… Do Quarto Império’ (2016).“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
PREFÁCIO 
- Vidas com História, a memória da guerra e a guerra da memória 
Por Maria Inácia Rezola 
NOTAS DE AUTOR 
A Guerra 
Resistir a todo o custo 
Companhia em quadrícula 
CAPITÃES DO FIM. O nome merecido 
O testemunho dos protagonistas 
A descolonização 
A africanização 

Capítulo I 
ENQUADRAMENTO HISTÓRICO E POLÍTICO 

A ‘GUERRA À GUERRA’. OS ANOS DO FIM DA GUERRA E A DESCOLONIZAÇÃO (1970-1975). CONTRIBUTOS 
A politização estudantil. Breve abordagem 
A Guerra e a ‘Guerra à Guerra’ 
A guerra que os CAPITÃES DO FIM… enfrentaram e o Exército que encontraram 
Um Exército predominantemente miliciamizado 
A situação na Guiné 
A situação em Angola 
A situação em Moçambique 
A situação global da guerra 
A Companhia como exército em miniatura e de serviços mínimos 

O CICLO DESCOLONIZADOR 
Guiné 
Angola 
Moçambique 

Capítulo II 
A ÚLTIMA OPORTUNIDADE 

SELECCIONAR E FORMAR 
O mito do Exército educador e da Nação em Armas 
Milhares de jovens adultos feitos oficiais milicianos 
Academia Militar. A Escola educadora e formadora dos oficiais do QP 
Formação básica é especializada dos oficiais milicianos. A EPI escola-mãe 
A voz de instrutores do COM 
Ingresso de oficiais milicianos no quadro permanente 
Carência de capitães do quadro permanente. A selecção de Capitães do Fim 
A última oportunidade do regime 
Processo de formação dos Capitães do Fim 

DEZ DEPOIMENTOS DE DISTINTOS MILITARES DO QUADRO PERMANENTE 

Capítulo III 
ESCREVER PARA OS VINDOUROS 

PRÁTICAS INTENSIVAS DO GÉNERO BIOGRÁFICO 
Capitão do Fim… Afonso Maria de Eça de Queiroz Cabral 
- Do saque de Vila Salazar (Dalatando) ao golpe de Cabinda 
Capitão do Fim… António Inácio Correia Nogueira 
- O Cavaleiro do Maiombe 
Capitão do Fim… António Pereira de Almeida 
- Em Mueda a ‘tropa macaca’, em Candulo os abandonados 
Capitão do Fim… Benjamim Fernando Almeida 
- O negociador nos matagais de Cangumbe 
Capitão do Fim… Leonel Pedro Cabrita 
- De N’Riquinha a Rivungo, nas terras do fim do mundo 

Capítulo IV 
TESTEMUNHOS NA PRIMEIRA PESSOA 

TRINTA HISTÓRIAS DE VIDA 
A história de vida como instrumento de libertação da pessoa 

CAPITÃES DO FIM… NA GUINÉ 
Abílio Delgado 
- O capitão ‘puto’ de Guilege 
Albertino Santos Pereira 
- A caminho de Geba em rendição individual 
Carlos Alberto Gaspar Martinho 
- Muita guerra: tanta guerra !
João Londral Ivens Ferraz de Freitas Leite Martins 
- Do polémico batalhão Banazol 
José Fernando Real Magalhães Mendes 
- Voluntário em Bajocunda: a população sempre primeiro 
José Manuel Nunes Marques 
- A retirada de Jemberém 
Luís de Jesus Ferreira Marcelino 
- O capitão que depois foi coronel 
Manuel da Silva Ferreira da Cruz 
- Vida difícil em Cobumba 
Marcos António Blanch da Fonseca Dinis 
- Ser polícia e desactivados de quartéis 
Nuno Álvares da Graça Matias Ferreira 
- O Procurador-geral da República da Guiné 
Óscar António Soeiro Soares 
- Em Caboxanque: a cultura e a guerra 
Raúl Manuel Bivar de Azevedo 
- No chão Felupe: amante e amado 
Rui Jorge Martins Pedro e Silva 
- Um dos capitães da operação ‘Grande Empresa’ 

CAPITÃES DO FIM… EM ANGOLA 
Carlos Alberto Andrade Piçarra 
- Primeiro dia na EPI… senti-me um zero 
Carlos Alberto Monteiro Anahory 
- No inferno do Grafanil 
Carlos Fernando da Silva Tavares 
- Caiu-me aquela bomba dos capitães… 
Fernando Adolfo Morais Faria de Castro 
- Um dos protagonistas do golpe militar de Cabindav
Fernando Campos de Sousa Real 
- Viveu e filmou o fim 
Florentino de Andrade Gonçalves Amado 
- Em Quiende e Zau-Évua: duas companhias para comandar 
Joaquim Manuel Soares de Carvalho 
- Em Muié: fazer a guerra do lado das pessoas 
José António Aluay Vieira Neves 
- Um homem revoltado 
José Vitorino Ferreira Reis 
- Aquele que perdeu o comandante de batalhão 
Luís Manuel Tavares dos Reis 
- Sofrimento em Caio Guembo 
Mário Machado Pinto de Oliveira 
- Determinado no cessar-fogo em Angola 
Rui Ramos do Vale 
- Fechou a porta, foi o último batalhão do Leste…’do pé descalço’ 
Serafim Alves Ferreira dos Santos 
- Comandante do Comando Operacional da Mucaba (COPEM) 

CAPITÃES DO FIM… EM MOÇAMBIQUE 
Francisco Pinheiro Ramos 
- Na Fortaleza de Nangade 
Manuel Isidor Martins Vaz 
- O guerrilheiro de Nambude 
Miguel de Raimond da Silva Amado 
- Tenente de Abril, capitão da paz 
Serafim da Silva Santos 
- Em Nova Coimbra: viu um ‘Unimog’ na ponta do dedo 

Capítulo V 
PARA MEMÓRIA FUTURA 

NOTAS INTRODUTÓRIAS 
Ocorrência que abalou o regime e os modos de formação dos OM 
- Vasco Augusto Rodrigues da Gama 
‘Guerra à Guerra’ 
- Albino Soares dos Reis Brandão 
- António Gonçalves Baptista 
- Graciano Venâncio Morais 
- Jaime Virgílio de Oliveira Marreiros 
- João Carlos Pereira de Nobrega 
- José Pereira Baptista Dias 
- Luís Artur Ribeiro Pessoa 
- Pedro Chagas Ramos 
Polémicas do Fim 
- Francisco José Rodrigues Gil da Silva 
- João Carlos Pereira da Nobrega 
- José Fernando Real Magalhães Mendes 
- José Gabriel Newton de Almeida Santos 
- José Luís Abreu Gomes da Silva 
- José Manuel Nunes Marques 
- Victor Morais Ladeiro 
O Fim 
- João Carlos Pereira da Nobrega 

EPÍLOGO - A PERDA DO QUARTO IMPÉRIO 
A História escrita pelos vencedores 

Agradecimentos 
Siglas e Acrónimos 
Bibliografia Geral 
Bibliografia do Prefácio 
Bibliografia Digital 
Índice remissivo 


Preço: 32,50€; 

Portugal - Política & História - Lote de 2 Documentos do CDS - Lisboa 1974 - MUITO RARO;




Portugal - Política & História - Dois documentos históricos e fundamentais do CDS (Partido do Centro Democrático Social), uma das primeiras organizações políticas a serem legalizadas após o derrube do regime do Estado Novo a 25 de Abril de 1974 


Lote de 2 Documentos do CDS - Lisboa 1974 
1. - CDS - DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS 
2. - CDS - PROGRAMA 

1. - CDS - DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS 
Edição CDS (Partido do Centro Democrático Social) 
Lisboa 1974 

Documento com 12 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.

Do ÍNDICE: 

Declaração de Princípios 

LISTA DE FUNDADORES 
- Adelino Amaro da Costa (31 anos) Engenheiro Civil - Lisboa 
- Alberto Ralha (53 anos) Químico Farmacêutico - V. N. Milfontes 
- Anselmo Carvalhas (48 anos) Médico - Coimbra 
- António Norton de Matos (39 anos) Engenheiro - Lisboa 
- Arnaldo Celestino Santos (51 anos) Advogado - Cabo Verde 
- Augusto Leite de Faria (47 anos) Advogado - Felgueiras 
- Basílio Horta (30 anos) Advogado - Lisboa 
- Carlos Madureira Teixeira (43 anos) Advogado - Recife 
- Diogo Freitas do Amaral (32 anos) Professor Universitário - Póvoa do Varzim 
- Helena Filomena Guedes Salgado - Licenciada em Histórico-filosóficas - Lisboa 
- João António de Morais Leitão (35 anos) Advogado, gestor de empresas - Covilhã 
- João de Korth Brandão (42 anos) Advogado - Lisboa 
- João Lopes Porto (33 anos) Engenheiro Civil - Coimbra 
- Joaquim António de Barros Polónia (48 anos) Professor Universitário - Porto 
- José Afonso Gil (40 anos) Advogado - Covilhã 
- José António Simões Cortez (40 anos) Professor Universitário - Lousã 
- Júlio Baptista Coelho (38 anos) Economista - Lisboa 
- Leonor Sousa Mendes - Lisboa 
- Luís Gomes Moreno (37 anos) Advogado - Viseu 
- Maria Elizete Carvalhas - Assistente Universitária - Coimbra 
- Maria Isabel Marque - Advogada - Lisboa 
- Maria Laura Costa Pinheiro - Licenciada em Ciências Matemáticas - Covilhã 
- Maria das Mercês Oliveira Dias - Figueira da Foz 
- Maria do Pilar Pereira Cabral Paes - Moçambique 
- Maria Teresa Pereira Forjaz - Enfermeira-professora - Lisboa 
- Paulo Lowndes Marques (32 anos) Advogado - Lisboa 
- Silvério Martins (40 anos) Engenheiro, gestor de empresas - Sever do Vouga 
- Valentim Xavier Pintado (48 anos) Economista - Freixo de Espada à Cinta 
- Victor Sá Machado (40 anos) Jurista - Angola 

Exposição inicial feita pelo membro fundador Prof. Doutor Freitas do Amaral na conferência de imprensa de 24/7/74 


2. - CDS - PROGRAMA 
Edição CDS (Partido do Centro Democrático Social) 
Lisboa 1974 

Documento com 40 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização.
MUITO RARO.

Do ÍNDICE: 

PROGRAMA 
Introdução 
Capítulo I 
- Pela Independência e Dignidade de Portugal num Mundo Cooperante 
Capítulo II 
- Pela Solidariedade Efectiva dos Estados de Expressão Portuguesa na Independência e na Dignidade 
Capítulo III 
- Pela Liberdade e Segurança dos Portugueses 
Capítulo IV 
- Pela Igualdade das Pessoas numa Sociedade mais Justa 
Capítulo V 
- Pelo Progresso Económico numa Sociedade mais Próspera 
Capítulo VI 
- Pela Participação dos Cidadãos numa Administração mais Descentralizada 
Capítulo VII 
- Pela Democratização do Ensino numa Sociedade mais Livre 
Capítulo VIII 
- Pela Qualidade de Vida num Ambiente mais Humano 


Preço: 32,50€ (Lote Completo) 

Cabo Verde & Literatura - ‘TUTCHINHA’, de Ovídio Martins - Sá da Bandeira 1962 - MUITO RARO;






Cabo Verde & Literatura - Esta obra integra dois contos e os poemas ‘Flagelados do Vento-Leste’, dedicado a Manuel Lopes e ‘Pergunta ao Mar’, n. 30 da colecção ‘Imbondeiro’, dirigida em Sá da Bandeira, sul de Angola, por Garibaldino de Andrade e Leonel Cosme 


‘TUTCHINHA’ 
De Ovídio Martins 
Capa de Fernando Marques 
Linóleo de João Manuel Mangericão
Edição Imbondeiro 
Sá da Bandeira 1962 


Livro com 28 páginas (uma ilustração) e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


O Autor: 
“OVÍDIO MARTINS foi um Poeta, Ficcionista e Jornalista Cabo Verdiano, que fez os Estudos Secundários em Cabo Verde e que frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que abandonou no 2.º Ano por doença - viveu em Lisboa até 1973, onde exerceu a profissão de Jornalista, mas a sua actividade política relativa à promoção da Independência levou a que fosse perseguido e preso pela P.I.D.E., forçado ao exílio em Roterdão, apenas tendo regressado a Cabo Verde depois da Revolução do 25 de Abril de 1974. 
Por ser surdo, teve dificuldade em arranjar emprego, tendo sido funcionário do Ministério da Educação e Cultura em Cabo Verde, após o seu regresso em 1975. 
Em 1958 estreou-se com poemas na revista ‘Vértice’ em Portugal e ‘Claridade’ em Cabo Verde, tendo sido Co-Fundador, com Aguinaldo Fonseca, Francisco Lopes, Gabriel Mariano e outros, do ‘Suplemento Cultural’ (São Vicente, Cabo Verde) também em 1958 - ficou conhecido essencialmente como Poeta e autor de Mornas, mas colaborou também activamente em revistas e jornais de Literatura e Cultura em Portugal, Angola, Cabo Verde, Bélgica e Holanda. 
Encontra-se representado em diversa Antologias Literárias, em Portugal e no Estrangeiro, como a ‘Antologia de Poesia Negra de Expressão Portuguesa’ (1958), organizada por Mário Pinto de Andrade, ‘Mákua: Antologia Poética’ (Volume 2, 1963), ‘Resistência Africana’ (1975) e ‘Contravento: Antologia Bilingue da Poesia Caboverdiana’ (1982).” 



Do ÍNDICE: 

TUTCHINHA 
SONO NA PRAIA 

- Flagelados do Vento Leste 
- Pergunta ao mar 


Preço: 25,00€; 

Angola & Literatura - ‘A CASA DE MÃEZINHA’, de António Cardoso - Luanda 1980 - Raro;






Angola & Literatura - O autor retrata a história de quatro mulheres angolanas na sociedade e no período anterior à independência na administração colonial 


‘A CASA DE MÃEZINHA’ 
Cinco estórias incompletas de mulheres 
De António Cardoso 
Ilustração de José Rodrigues 
Edição INALD (Instituto Nacional do Livro e do Disco) 
Luanda 1980 


Livro com 140 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
Raro.


O Autor: 
“ANTÓNIO CARDOSO 
Nasceu a 8 de Abril de 1933 em Luanda, onde fez os estudos liceais. Teve a sua estreia literária no boletim ‘Estudante’ (órgão dos alunos do ex-Liceu Salvador Correia) e na revista ‘Mensagem’ (da ex-ANANGOLA). Pertenceu também aos corpos sociais da Sociedade Cultural de Angola e foi um dos fundadores do Cine Clube de Luanda. 
Foi preso pela PIDE em 1959 e de novo em 1961, só sendo libertado a 1 de Maio de 1974, depois de ter passado cerca de três anos em cadeias de Luanda e aproximadamente dez no Campo de Concentração do Tarrafal. 
Tem publicados os livros ‘Poemas de Circunstância’, ‘21 Poemas de Cadeia’, ‘Economia Política’ (poética) e ‘Panfleto’ (poético).“


Obras do Autor: 
- ‘SÃO PAULO’ (poema) - Edição Imbondeiro, Sá da Bandeira 1960; 
- ‘POEMAS DE CIRCUNSTÂNCIA’ - Edição Casa dos Estudantes do Império, Lisboa 1961; 
- ‘21POEMAS DA CADEIA’ - Edição Lavra & Oficina, UEA, Luanda 1979; 
- ‘PANFLETO’ (poética) - Plátano Editora, Lisboa 1979; 
- ‘ECONOMIA POLÍTICA’ (poética) - Plátano Editora, Lisboa 1979; 
- ‘A FORTUNA - Novela de amor’ Plátano Editora, Lisboa 1979; 
- ‘BAIXA & MUSSEQUE’ (contos) - Edições 70, Lisboa 1980; 
- ‘A CASA DE MÃEZINHA - Cinco histórias incompletas de mulheres’ (Novela) - Edição Ulmeiro, Lisboa 1980; 
- ‘LIÇÃO DE COISAS’ (poesia) - Edição Ulmeiro, Lisboa 1980; 
- ‘NUNCA É VELHA A ESPERANÇA’ (poesia) - Edição Ulmeiro, Lisboa 1980; 
- ‘CHÃO DE EXÍLIO’ (poesia) - África Editora, Lisboa 1980; 
- ‘POEMAS DE CIRCUNSTÂNCIA (1949-1969)’ - Editorial Nzila, Luanda 2003;



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 

A QUE ERA LOUCA 
ROSA 
LINDA 
MARIA 
DOMINGAS 


Preço: 27,50€; 

Portugal - Ultramar & Literatura - ‘A GUERRA COLONIAL E O ROMANCE PORTUGUÊS’, de Rui de Azevedo Teixeira - Lisboa 1998 - MUITO RARO;






Portugal - Ultramar & Literatura - A análise aprofundada da produção literária cuja temática tem por base os conflitos militares que o país enfrentou nas suas antigas províncias ultramarinas de África, Angola, Guiné e Moçambique, entre 1961 e 1974, com todo o género de tipos de literatura 


‘A GUERRA COLONIAL E O ROMANCE PORTUGUÊS’ 
Agonia e Catarse 
De Rui de Azevedo Teixeira 
Prefácio de Eugénio Lisboa 
Edição NOTÍCIAS Editorial 
Lisboa 1998 


Livro com 386 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


Da dedicatória: 
“Aos que morreram, aos que foram feridos e aos que se bateram na Guerra Colonial.
À adolescente que, por imperativos de ordem militar, teve de ser executada ao amanhecer chuvoso daquele dia de Maio, de 1973, na margem direita do Luena, no Moxico, Leste de Angola.“ 


Da badana: 
“ ‘A GUERRA COLONIAL E O ROMANCE PORTUGUÊS’, texto enérgico e eminentemente sedutor, de Rui de Azevedo Teixeira, é fundamentalmente, mais sedução, menos sedução, mais aparato erudito, menos aparato erudito, o conteúdo de uma tese de Doutoramento arguida, na Alemanha, há poucos meses, pelo seu autor. (…) Vasto campo quase ainda inexplorado, a Guerra Colonial, qual a viram testemunhos vocacionados para a escrita, tem, pela primeira vez, um grande analista de fundo que, depois de o termos lido, nos deixa melancolicamente devanear acerca de como tudo teria podido ser diferente.“ 


O Autor: 
“RUI DE AZEVEDO TEIXEIRA nasceu em 1951, em Argivai, Póvoa do Varzim. 
Foi alferes dos Comandos em Angola, entre Janeiro de 1973 e Fevereiro de 1975. 
É licenciado em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, ‘Magister Artium’ em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Técnica da Renânia Vestefália (Aachen) e Doutor em Letras pela mesma Universidade. 
Foi docente da Universidade do Minho (1978/79; 1981/86; 1988/91), no ISCED / Universidade Agostinho Neto (Lubango, Angola, 1970/81) e no ISP / Universidade Eduardo Momdlane (Maputo, Moçambique, 1986/88). 
Actualmente é professor na Universidade de Colónia, Alemanha.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
PREFÁCIO, por Eugénio Lisboa 
NOTA DO AUTOR 

INTRODUÇÃO 

INTRODUÇÃO 

A CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA 
1. - O nacional-colonialismo e as “províncias ultramarinas” africanas.
A efervescência independentista 
2. - O quadro das relações internacionais portuguesas 
3. - As Forças Armadas e a guerra em África 

AS FRENTES DE GUERRA 
1. - Angola 
2. - Guiné Portuguesa 
3. - Moçambique 
4. - O rescaldo da guerra 

A ESTETIZAÇÃO VERBAL DA GUERRA 
1. - Em ditadura 
2. - Em democracia 

PARTE CENTRAL 
1. - AS ESTRUTURAS ROMANESCAS 
1.1 - Os dípticos: ‘O Capitão Nemo e Eu’ e ‘Lugar de Massacre’ 
1.2 - Os romances da memória: ‘Os Cus de Judas’, ‘Percursos (do Luachimo ao Luena) e ‘A Costa dos Murmúrios’ 
1.3 - ‘Nó Cego’: uma metáfora orgânica 
1.4 - ‘Jornada de África’: a multiplicidade combinarória 
1.5 - ‘Os Navios Negreiros não sobem o Cuando’: sensualidade e fragmentação 
2. - AS INSTÂNCIAS DE ENUNCIAÇÃO E O TEMPO 
2.1 - Os narradores-protagonistas: uma voz colectiva e o tempo de metamorfose: um narrador ‘grau zero’ e os tempos do monólogo 
2.2 - Narradores exteriores à acção: omnisciência, identificação narrador/protagonista e a inexistência do tempo; omnisciência, testemunho e a reactualização mitoclàstica do tempo 
2.3 - A narração mista: narrador, narrador/protagonista e tempo de espera; multiplicação de emissores e de receptores e tempo de nostalgia 
2.4 - Narrado, autor textual é autor empírico. O tempo da mythopeia 
2.5 - Um narrador-anotador e uma protagonista que narra e teoriza a narração. Tempo de maturidade e apaziguamento 
3. - AS LINGUAGENS 
3.1 - A tonalização dupla 
3.2 - A verbalização feérica 
3.3 - A atitude transgressora 
3.4 - Um vocabulário substantivo-verbal 
3.5 - A multiplicidade discursiva 
3.6 - ‘Sabidúria’ e linguagem irónica 
4. - PERSONAGENS E ESPAÇOS 
4.1 - Um “universal singular” e espaços hospitalares 
4.2 - A retaguarda e a frente 
4.3 - O médico, o quartel e a sanzala 
4.4 - Mulheres de alferes e espaços fechados. Os rios 
4.5 - O colectivo, mato e as férias 
4.6 - Realidade e ficção 
4.6.1 - Os objectos imigrantes 
4.6.2 - A tentação autobiográfica 
5. - A TEMÁTICA DA GUERRA (E DO FIM DO IMPÉRIO) 
5.1 - Guiné Portuguesa 
5.2 - Angola 
5.2.1 - Leste 
5.2.2 - Norte 
5.3 - Moçambique 

CONCLUSÕES 
1. - O pré-texto e o macrotexto 
2. - O intertexto 
3. - O texto 
4. - O subtexto 

Bibliografia Geral 
Índice Onomástico 


Preço: 42,50€; 

Ribatejo & História - Folheto do ‘CARNAVAL EM TOMAR’ - Programa - Tomar 1983 - MUITO RARO;








Ribatejo & História - Tomar nos anos oitenta, organizou, através da Comissão de Carnaval que integrava diversos comerciantes e empresários locais e inúmeros voluntários, um dos mais importantes eventos alusivos ao Carnaval, a nível nacional, que contava com o apoio da população e da Câmara Municipal, conseguindo arrastar multidões de espectadores e foliões…contratando artistas da televisão, nomeadamente das telenovelas brasileiras…


Folheto do ‘CARNAVAL EM TOMAR’ 
Programa - 12 * 13 * 14 * 15 * 16 de Fevereiro de 1983 
Organização da Comissão do Carnaval 
Patrocinado pela Comissão Municipal de Turismo e
câmara Municipal de Tomar 
Tomar 1983 


Exemplar com 88 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


Da Abertura do Programa: 
“Venha para o Carnaval de Tomar… a vitamina para esquecer a crise. 
Esqueça a crise…venha para Tomar… para o maior Carnaval de Portugal…
Onde poderá ver o Rei do Carnaval/83, o artista brasileiro ROBERTO BONDIM (Tobias) da telenovela CABOCLA e sua Alteza a Rainha MARGARIDA CARPINTEIRO (Mariete) da telenovela VILA FAIA.“


Preço: 27,50€; 

sexta-feira, 4 de abril de 2025

Portugal & Estado Novo - Guerra Colonial & História - ‘CASABLANCA - O Início do Isolamento Português’, de José Duarte de Jesus - Lisboa 2006 - Muito Raro;

















Portugal - Estado Novo & História - O autor relata o ambiente vivido nos países do Norte de África, nomeadamente Marrocos e Argélia, onde os líderes dos movimentos de libertação das então colónias portuguesas encontravam asilo e apoio diplomático, e da oposição portuguesa, com recurso a documentos, testemunhos e a imprensa local com noticiário das actividades dos que combatiam o regime liderado por António de Oliveira Salazar 


‘CASABLANCA - O INÍCIO DO ISOLAMENTO PORTUGUÊS’ 
Memórias Diplomáticas: Marrocos 1961 - 1963 
De José Duarte de Jesus 
Prefácio de Adriano Moreira 
Edição Gradiva 
Lisboa 2006 


Livro com 190 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.


Da contracapa: 
“O leitor tem nas mãos um livro de leitura empolgante que conte um dos períodos históricos ‘quentes’ de Portugal.

Colocado em Marrocos, um jovem diplomata assiste aos acontecimentos que aí se desenrolam, participando em episódios de extrema importância histórica. Entretanto, recolhe a documentação a que vai tendo acesso, pois o seu sentido de dever a isso o impele.
É graças a esses documentos e à memória do então jovem diplomata que se torna possível conhecer hoje com maior exactidão o que se passou verdadeiramente em Casablanca em 1961. 
E, na verdade, Marrocos era na altura um verdadeiro turbilhão: com a morte de Mohamed V, ascende ao trono Hassan II: a guerra na Argélia dificulta as relações de Marrocos com os seus vizinhos: a equipa de Henrique Galvão desvia um avião da TAP em Casablanca: os movimentos nacionalistas das Colónias portuguesas surgem unidos na Conferência de Casablanca: Galvão e Delgado permanecem em Marrocos: os serviços secretos tentam assassinar delgado, que o embaixador protege. A guerra colonial inicia-se em Angola. Goa é invadida. 
Em Portugal, o Ministro da Defesa, General Botelho Moniz, tenta um golpe de estado: outro grupo tenta tomar o quartel de Beja. Vive-se uma curta ‘Primavera de esperança’ com o jovem ministro Adriano Moreira.
E Casablanca ocupa sempre um lugar central nos acontecimentos da época.“ 


O Autor: 
“JOSÉ MANUEL DUARTE DE JESUS nasceu em Lisboa, em Dezembro de 1935. 
Com formação académica em História, Filosofia e Lógica Matemática, ingressou na carreira diplomática em Dezembro de 1960 e serviu como diplomata em diversos países da Europa Ocidental e de Leste, do Magrebe, da África Subsariana, da Ásia e da América. Foi afastado da carreira diplomática entre 1965 e 1974. Actualmente, embora ainda ligado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, é docente no Instituto Superior de Ciências Sociais, da Universidade Técnica de Lisboa. 
Tem obra publicada, nomeadamente sobre a China e a Ásia.“ 



Do ÍNDICE: 

Nota Prévia 
PREFÁCIO - Por Adriano Moreira 

Parte I 
O INÍCIO NO PALÁCIO DAS NECESSIDADES E EM RABAT 
1. - As três fases da diplomacia portuguesa do pós-guerra. Salazar e Sampayo marca a época da Segunda Guerra Mundial. Paulo Cunha representa a diplomacia do pós guerra. Marcello Mathias é o ministro da transição. Franco Nogueira protagoniza a diplomacia da guerra do Ultramar 
2. - O Marrocos que antecedeu a minha chegada. O Marrocos que encontrei 
3. - A Embaixada em Rabat e as primeiras experiências duma missão no estrangeiro. Manuel Homem de Mello, embaixador com qualidades invulgares 

Parte II 
ANNUS HORRIBILIS DO SALAZARISMO - VISTO DE MARROCOS 
1. - Preocupações de Marrocos nas vésperas da independência da Argélia: o triângulo Ibérica-França-Marrocos. Encontro com Ferhat Abbas, o autor de ‘L’indépendance Confisqué’ 
2. - A Conferência de Casablanca reúne, pela primeira vez, os MLCP (Movimentos de Libertação das Colónias Portuguesas ‘, uma semana depois de se iniciar em Portugal a curta primavera Adrianista. O embaixador de Portugal é convidado a assistir. O papel preponderante de Marcelino dos Santos e de outras figuras ligadas ao movimento de emancipação de Goa. Amílcar Cabral 
3. - O espião estrangeiro ao serviço da PIDE actua em África 
4. - Humberto Delgado e Henrique Galvão em Marrocos: diferentes tomadas de posição sobre África. A operação ‘Vagô’. A tentativa de assassinato de Humberto Delgado em território marroquino e o papel da embaixada 
5. - O golpe do general Botelho Moniz e a reacção marroquina 
6. - A tomada de Goa. O primeiro baptismo diplomático. Declarações de Marcelino dos Santos e de Aquino de Bragança 
7. - Emigração da comunidade judaica de Marrocos 
8. - A crise de Bizerta. A preocupação marroquina 

Parte III 
1962 - 1963 
1. - Mudança de embaixador e de estilo 
2. - A apresentação de credenciais 
3. - 1962 - O ano em que Hassan II procura estabilizar suas relações externas 
4. - Continuação do imbróglio Argélia-Marrocos e suas repercussões internas e externas. A primeira Constituição 
5. - A CONCP. As ajudas de Marrocos. A ida à Conferência do Cairo. Que queremos nós em África? Assembleia Geral da ONU. Tentativa de acreditar um embaixador residente em Madrid. Longas conversas com Abdelkrim Moussa 
6. - A questão do armamento russo versus americano ou o perigo da chamada ‘infiltração soviética’ em Marrocos. A posição da embaixada face às diversas visões dos serviços de informação in loco. 
7. - O fim de 62 e o início de 63 deixam antever instabilidade social e militar 
8. - A questão de IFNI e as relações com a Espanha. O exemplo de Goa invocado pelo ISTIQLAL 
9. - “Aí, Deus ! Acabaram-se os dias.” 


Preço: 37,50€; 

Portugal & Angola - ‘SABEDORIA CABINDA - Símbolos e Provérbios’, de P. Joaquim Martins - Lisboa 1968 - MUITO RARO;





Portugal & Angola - Obra etnográfica de recolha e descrição circunstanciada dos processos de ‘escrita’ das leis, conceitos, factos, provérbios, atitudes (entre outros) dos clãs Bakongo e Bauoio do Distrito de Cabinda. Propõe uma visão panorâmica sobre a abundância, riqueza e beleza deste simbolismo, ‘escrito’ em textos de panela, esteiras, cabaças de vinho de palma, bandeiras de chefes, ‘sangas’ para água, em túmulos, pentes, entre outros.


‘SABEDORIA CABINDA - Símbolos e Provérbios’ 
De P. Joaquim Martins 
Edição da Junta de Investigação do Ultramar 
Lisboa 1968 


Livro com 566 páginas, profusamente ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


SINOPSE: 

“(…) Ainda que neste trabalho, no fim, se descrevam algumas peças com os seus símbolos e se mostre a união entre eles e as lições que se tiram, o que pretendemos foi descrever os símbolos individualmente e dar o provérbio ou provérbios com os conceitos que lhe estão ligados. 

A esta obra até poderíamos chamar Dicionário de Símbolos. Desta forma, com a descrição e interpretação dos símbolos individualmente, além de mostrarmos esta verdadeira riqueza de simbolismo, facilitamos aos curiosos e amigos destas coisas de peças etnográficas deste género e destas terras que lhe venham a passar pelas mãos.

Contém um Índice Analítico (com um resumo das leis e doutrina dos Cabindas) e um Índice Alfabético em Língua Portuguesa, Francesa e Inglesa.”

Trabalho profusamente ilustrado nas páginas do texto com reprodução através do desenho de centenas de símbolos recolhidos pelo padre Joaquim Martins.


Preço: 160,00€;