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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Portugal & Literatura - ‘NOVEMBRO’, de Jaime Nogueira Pinto - Lisboa 2012 - Raro;






Portugal & Literatura - O autor, viveu com intensidade o período final do regime do Estado Novo e a guerra do Ultramar nas suas mais importantes províncias ultramarinas (Angola, Guiné e Moçambique), a conspiração e reivindicação corporativa dos militares que deu origem ao MFA e ao derrube do Governo de Marcelo Caetano, a revolução de 25 de Abril de 1974 e o período revolucionário até aos finais de 1975 e consequentemente o seu final, assim como o terminus do Império 


‘NOVEMBRO’ 
De Jaime Nogueira Pinto 
Edição Esfera dos Livros 
Lisboa 2012 


Livro com 638 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


Da contracapa:
“Henrique Pinto de Vasconcelos levantou os olhos do jornal. Nunca se cansava daquele mar, daquela Baía, daquela estrada da Barra, das ondas verde-garrafa nos rochedos pardos, dos costeletes burgueses a montante do comboio. No princípio de Julho, com o sol a aquecer, já aparecia gente pelas praias: velhos tímidos e senhoras com crianças cá por cima, famílias na areia, dois ou três rapazes no banho, um cargueiro é um petroleiro no horizonte (…) Afundou-se no banco de trás do carro e voltou ao jornal. (…) Por cá, naquela espécie de diários do Governo que eram os matutinos, não acontecia nada de especial, nem era de esperar que acontecesse.”

“No Portugal tranquilo de 1973, Henrique segue pela Marginal a caminho da Baixa, para mais um conselho de Administração do Banco. Ao fim da tarde, o seu filho Eduardo atravessa a Praça de Londres rumo ao Bunker, um rés-do-chão semi-devoluto que serve de sede a um movimento de jovens nacionalistas radicais. É aí que Alexandre dirige a ‘Ofensiva’. 
Henrique tenta esquecer a mulher desaparecida em romances e relações atípicas. Eduardo move-se não esperança de encontrar Diana. Alexandre procura na paixão política o romantismo e aventura que não encontra na vida.
Mas a História está a preparar-se para tomar conta das histórias destes homens e das mulheres que amam. Num andar de Nova Oeiras, o capitão Vasco de Carvalho abre o segundo maço ‘Português Suave’ e traça, na noite, o plano do golpe militar. 
A torrente da revolução e da contra-revolução vai arrastar os heróis de ‘NOVEMBRO’ por Lisboa, Luanda, Madrid, Londres e Washington. Tal como na tragédia antiga, Henrique e Alexandre vão cumprir um destino, sabendo que grande parte da sua Acção é inútil. 
‘NOVEMBRO’ é o primeiro romance de Jaime Nogueira Pinto, um romance construído a partir da experiência vivida e da história por contar dos que quiseram resistir à História; um fresco realista que descreve com ritmo, entre o Verão de 73 e o Outono de 75. É em Novembro que acabam o Império e a Revolução e com eles os sonhos dos que, em lados opostos, jogaram tudo por um destino e por um país diferente.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 

1973 
Capítulo 1
Ao Capítulo 24 

1974 
Capítulo 1 
Ao Capítulo 38 

1975 
Capítulo 1 
Ao Capítulo 55 

NOVEMBRO 
Capítulo 1 
Ao Capítulo 21 

Siglas 


Preço: 32,50€; 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Médio Oriente - ‘CASEI COM UM BESUINO’, de Marguerite van Geldermalsen - Lisboa 2013;








Médio Oriente - A história de uma mulher moderna neozelandesa que casou em Petra, na Jordânia, com um jovem beduíno e a história deste relacionamento, com três filhos comuns, contada pela autora de forma pormenorizada


‘CASEI COM UM BESUINO’ 
De Marguerite van Geldermalsen 
Tradução de Sónia Oliveira 
Edição ASA 
Lisboa 2013 


Livro com 296 páginas páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa:
“Porque não ficam comigo esta noite, na minha caverna ? Perguntou Mohammad. 

A neozelandesa Marqguerite não podia então imaginar como estas palavras iam mudar a sua vida. 

Ela viajava pelo Médio Oriente com uma amiga quando conheceu o carismático Mohammad, na Jordânia. A paixão que sentiram um pelo outro foi imediata. Por amor, Marguerite trocou a abundância do seu país pela aridez do deserto. 

Corajosamente e de uma forma simples e tocante, ela relata o seu dia a dia a partir do momento em que casou com o jovem beduíno e deu à luz os seus três filhos. Assistimos à sua adaptação a um modo de vida totalmente novo, que vai desde habitar numa caverna, sem electricidade ou água canalizada, a ter de ir de burro buscar água, lavar a roupa no rio, fazer pão e aprender a língua e os costumes de um povo primitivo. Assistimos ao choque cultural, linguístico e religioso, mas também à adaptação, por amor é grande entrega, a um povo que - embora primitivo e supersticioso - a recebeu e integrou como sendo uma deles.“


Da badana:
“Conheci Mohammad Abdallah em Petra. Estava sentada com a minha amiga Elizabeth nos degraus de pedra do ‘Tesouro’, encostada a uma enorme coluna, quando aquele jovem veio sentar-se mais abaixo e começou a falar connosco. Usava enrolado em volta da cabeça um lenço aos quadrados vermelhos e brancos, debruado com um franja, e vestia um fato ocidental em tecido sintético verde-garrafa, com calças à boca de sino. 

Elizabeth e eu tínhamos viajado juntas da Grécia e pelo Egito e encontrávamo-nos na Jordânia há uma semana. Estava tudo a correr bem. Procurávamos aventura e tínhamo-la encontrado.“ 


A Autora:
“MARGUERITE van GELDERMALSEN 
É natural da Nova Zelândia. Em 1978, casou com Mohammad Abdallah e, juntos, tiveram três filhos. Enviuvou em 2002 e divide agora o seu tempo entre Sydney e Patrão, na Jordânia.“ 



Do ÍNDICE: 

Agradecimentos 

1978: no início 
- Na caverna 
- Um pouco de história 
- A noiva 
- Um casamento beduíno 
- Acaso e destino 
- O namoro 
- Uma certidão de casamento para quê ? 
- Uma certidão de casamento: finalmente 
- Os sogros 
- Geografia e história antiga 
- O meu casamento beduíno 
- E dura… e dura… 
- Que disse a tua mãe ? 
- A rotina diária 
- ‘Shraak, wobrs e madeira de zimbro 
- Querida Elizabeth 
- Lavar na nascente 
- Uma aventura por uma cura 
- Uma cheia repentina 

1979: um lindo bebé beduíno 
- Um pouco de prestígio 
- A Clínica de Petra 
- Os visitantes da Clínica 
- O velho e a rababa 
- O projecto da colónia 
- O ‘Tesouro’: local de trabalho do meu marido 
- Jantar de uma panela só 
- A loja local 
- A cidade e os espíritos 
- O escorpião de plástico 
- Desafiando o destino 
- A makeena 
- A peregrinação a Meça 
- Perigos 
- Ramos de cálamo 

1980: cartas 
- Pão sagrado 
- A estrada para Umm Sayhoon 
- Inscrições nabateias 
- Jidaya, a advinha 
- “Chama-lhe Awwad 
- Uma aventura em Wadi Sabra 
- Salwa: o nosso orgulho e alegria 
- Acompanhamento pós-parto 
- Horários flexíveis 
- Cavernas e tendas 
- Nuha, a senhora das vacinas 
- Inverno em casa de Abdallah 
- Eid a-Thehiya 
- Rumo a casa 

1981: chão novo e candeeiro velho 
- Um carro, um empréstimo 
- De carro, a caminho do Khateeb 
- A caminho de Ma’an a meio da noite 
- Acidentes acontecem (I) 
- Porquê dar quando se pode vender ? 

1982: familiares e obras em casa 
- Turistas neozelandeses de mochila às costas 
- Um palco no deserto 
- O contingente Yarmouk 
- Pulseiras beduínas 
- Al-Jimedy, um vizinho 
- Acidentes acontecem (II) 
- Wogbas e turnagas 
- O elefante é o bebé malcomportado 
- Raami chega… sem dar a volta 
- A ‘apresentação’ de Raami 

1983: Umm Salwa 
- O baloiço de Salwa 
- Histórias de verão 
- Tabaco 
- Parte de tudo aquilo 
- A tenda de Bekhita 
- Dakhil-allah, um homem doente 

1984: a rainha Isabel - uma visita real 
- Jejum 
- Uma rapariga e dois rapazes 
- Novamente os sogros 
- Estatuetas 

1985: o dente de ouro 
- A mudança 

EPÍLOGO 
Glossário 


Preço: 25,00€; 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Moçambique - Literatura & Ultramar - ‘KUFEMBA’, de João Salva-Rey - Lourenço Marques 1972 - MUITO RARO;






Moçambique - Literatura & Ultramar - kufemba é um Ritual de Limpeza Espiritual em Moçambique, os rituais consistem em invocar espíritos que vão dizer o que querem para tratamento de problema da sociedade e dar a solução.


‘KUFEMBA’ 
De João Salva-Rey (Pseudónimo de João Reis) 
Capa de Zeca Lobo Fernandes 
Edição da Livraria Académica 
Lourenço Marques 1972 


Livro com 372 páginas e em muito bom estado de conservação. 
Exemplar com dedicatória e assinatura do Autor. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


Obras do Autor:
- ‘Kufemba’ 
- ‘Ioé ioé que o Matola Morreu’ 
- ‘Marrabenta Kadina’ 
- ‘Excomungado’ 


Preço: 67,50€; 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Angola - Literatura & História - ‘AMOR E GUERRA’, de José Carlos Moutinho - Lisboa 2021;






Angola - Literatura & História - A guerra que decorreu nesta antiga província ultramarina portuguesa da África Ocidental, entre 1961 e 1974, é o cenário onde decorre esta obra de José Carlos Moutinho, que ali viveu à época e registou as emoções e o ambiente que tão realista descreve 


‘AMOR E GUERRA’ 
De José Carlos Moutinho 
Prefácio de Onofre dos Santos 
Posfácio de Luísa Ramos 
Edição Guerra & Paz 
Lisboa 2021 


Livro com 176 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa:
“ Será que o amor, o incansável amor, vence sempre todas as barreiras?

A Angola colonial, a par das desigualdades e conflitos subterrâneos, era também um paraíso. Quem chegava era apanhado por um estranho feitiço para o resto da vida. O rumor longínquo da guerrilha assombrava essa aparente harmonia. A guerrilha funciona – é da sua natureza! – pela surpresa. As gigantescas matas cerradas não permitiam a penetração das tropas chegadas de Portugal e eram perfeitas para a ocultação dos guerrilheiros. Nas cidades, porém, iludia-se a guerra: vivia-se freneticamente o dia-a-dia. Praias, vida nocturna, bares e restaurantes conferiam às cidades, em particular a Luanda, um cosmopolitismo sedutor. Luanda tinha feitiço. A guerra, granadas e minas, era lá longe. A música das G3 e das AK não chegava aos ouvidos da cidade. ‘AMOR E GUERRA’ segue um personagem mobilizado para Angola.

Encontrará fatalidades, incertezas e paixões. Eis uma história de vida num paraíso cheio de inóspitas armadilhas. Será que o amor, o incansável amor, vence sempre todas as barreiras?“ 


Da badana: 
“- É muito aborrecido isso, não é, Rafael ? Ter a vida suspensa, depois de anos a estudar, por causa do serviço militar ? - questionou Matilde, visivelmente consternada.
- É uma grande verdade, mas temos de lutar pela Pátria, se bem que esta é uma guerra muito atípica. Afinal, aqui também é Portugal, ou pelo menos pensa-se que assim é. Parece que a guerra que travamos é fratricida, pois se aqui é Portugal, os de cá são portugueses… Mas isso agora não interessa. Posso tratar-te por tu ? E já agora, onde trabalhas, Matilde ? 
- Sim, claro. Realmente, falar de guerra é deprimente. Felizmente que Luanda parece ignorar o que se passa no interior. Aliás, aqui não chega qualquer informação relativa ao que acontece nas zonas de conflito. Estou a trabalhar na Casa de Saúde do Carmo. Ainda sou praticamente estagiária, acabei o meu curso este ano, mas já tinha estado cerca de três meses numa Clínica em Sacavèm. 
- Vamos dançar - disse ousadamente Rafael -, sinto anseio de te ter nos meus braços , Matilde. Mas com todo o respeito - acrescentou.“


O Autor:
“JOSÉ CARLOS MOUTINHO nasceu em Junho de 1944 na freguesia do Sobralinho, em Vila Franca de Xira. 
Ainda jovem, saiu de Portugal para ir viver para Angola, de onde se mudaria mais tarde para o Brasil, retornando a Portugal anos depois. 
Com 15 anos, em Angola, deu os seus primeiros passos na poesia. Contudo, foi na área farmacêutica que faz carreira em Angola e no Brasil, iniciando-se na Informação Médica aos 22 anos e tendo exercido funções até 1980. 
Em Portugal, foi empresário da indústria hoteleira na cidade da Maia, onde ainda hoje reside. 
Até ao momento, participou em mais de 45 colectâneas e conta já com 13 livros editados, entre eles, o seu último romance, ‘A Força de Amar’, e o seu mais recente livro de poesia, ‘Mar de Saudade’. 
Participou com 3 trabalhos no Prémio ‘Professor Mário Clímaco’ de 2017, organizado anualmente pela Academia de Letras, Ciência e Artes de Ponte Nova – ALEPON, tendo sido todos premiados: 2.º lugar para o poema ‘Lonjura do tempo’, Menção honrosa para o poema ‘Sabiá da minha saudade’ e 3.º lugar para a crónica ‘Caçador Profissional’. 
Este romance, ‘AMOR E GUERRA’, é o seu 14.º livro.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
Agradecimentos 
PREFÁCIO, por Onofre dos Santos 

AMOR E GUERRA 
INTRODUÇÃO 
Capítulo I 
Ao 
Capítulo XXXIII 
EPÍLOGO 

NOTAS DO AUTOR 
POSFÁCIO, por Luísa Ramos 


Preço: 27,50€; 

Angola & literatura - ‘O CÁGADO NAS FÁBULAS AFRICANAS’, de Francisco Kapitiya - Benguela 2007 - MUITO RARO;






Angola & literatura - Recolha de fábulas africanas em torno dos animais selvagens 


‘O CÁGADO NAS FÁBULAS AFRICANAS’ 
De Francisco Kapitiya 
Capa de Bernardo Carlos Fundulo 
Edição do Secretariado Diocesano de Pastoral 
Benguela 2007 


Livro com 72 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


SINOPSE: 
“ ‘O CÁGADO NAS FÁBULAS AFRICANAS’ é uma recolha do Padre Francisco Kapitiya, sacerdote de Benguela, Angola. É uma recolha de fábulas de diversos autores selecionados pensando na “educação” das crianças, juventude e da população no geral e dar resposta as necessidade de desenvolver a inteligência através das mensagens que as fábulas trás. As fábulas e os contos exprimem a sabedoria dos povos através de animais, pessoas e coisas e constituem uma herança imprescindível na história humana. São instrumentos de educação cujas lições envolvem todos os âmbitos do homem (a moral, a honra, a economia, o poder, o respeito, a tradição, a cultura,etc). Há tradições que conservam essa sabedoria através dos textos escritos, como há também aquelas que ainda transmitem-na de geração em geração por via oral. Em África os mais velhos que asseguram essa tradição representam um número ínfimo, podendo mesmo afirmar que há uma lacuna entre gerações anteriores e actuais.”


O Autor:
“FRANCISCO KAPITIYA é sacerdote diocesano de Benguela, Angola. 
É autor de: ‘Método de Estudo’, ‘Óscar Braga sonho realizado’, ‘ABC de Metodologia Científica’ e ‘Anedotas para todos’. 
Em Angola, os mais velhos que asseguram a tradição oral são poucos, podendo mesmo afirmar que há uma lacuna entre gerações anteriores e actuais. 
Por isso, os centros de intelectualidade, o Ministério da Cultura, os investigadores, os antropólogos, os sociólogos etc, devem unir esforços para que a educação, através de fábulas e contos, se mantenha viva no seio do povo. 
As cenas narradas em fábulas ou contos são agradáveis ao ouvido e as suas lições são percebidas e assimiladas sem outros recursos de compreensão. 
Este trabalho, ainda que insignificante, representa um pequeno esforço do Autor para mostrar ao leitor o modo como o cágado, a quem nas fábulas se atribui a inteligência, sendo um animal pequeno, simples, sem força, sem agilidade, sem defesa notória, inofensivo, raro, que aparece apenas para decisões, vence até elefantes. 
A inteligência é uma poderosa arma ao dispor do homem. Não deve ser trocada, não deve ser esquecida; pelo contrário deve ser desenvolvida através de estudos, de reflexões, de narrações de fábulas, declamações de poemas, discussões académicas, trabalho, etc.“ 
Apoio: Pe. Eduardo Alexandre - Vigário Geral da Diocese de Benguela 


Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 
1. - A maratona na floresta 
2. - O Cágado, a Quizumba e a Zebra 
3. - O Cágado e os outros animais 
4. - O Cágado e o Jacaré 
5. - O Chihungu o Cágado 
6. - A Tartaruga dá uma lição bem dada 
7. - O Fígado da Lebre 
8. - O Homem e o Cágado 
9. - A esperteza da Tartaruga 
10. - O Coelho e a Hiena 
11. - O Cágado e a Rapariga que não queria casar 
12. - O Coelho e os outros animais 
13. - A Lebre e a Tartaruga 
14. - O Peru selvagem e outras aves 
15. - O Caçador, o Leão e o Cágado 
16. - A Tartaruga e o Hipopótamo 
17. - A Pacaça, a Raposa, o Papagaio e a Tartaruga 
18. - O Cágado e a Palanca 


Preço: 37,50€; 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

África & Literatura - ‘O MEU AMIGO MATT E HENA, A PUTA’, de Adam Zameenzad’ - Lisboa 2010 - Raro;





África & Literatura - O drama da pobreza de recursos num continente rico em matérias-primas onde a falta de condições para a educação e a fome criam inúmeros desequilíbrios sociais aliado à má governação 


‘O MEU AMIGO MATT E HENA, A PUTA’ 
De Adam Zameenzad’ 
Tradução de Luís Ruivo Domingos 
Edição Editorial Teorema 
Lisboa 2010 


Livro com 320 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa: 
“Um romance verdadeiramente notável.“ 
Punch 

“Um magnífico segundo romances… um extraordinário trabalho.” 
‘The Times’ 


Da badana: 
“Kimo, Golam, Matt e Hena vivem numa cidade africana que está a morrer. Por isso partem em busca de um primo mais velho que supostamente enriqueceu na cidade. Mas o que eles encontraram ao longo da sua jornada é um país paralisado pela fome e pela Guerra Civil. Embora rapidamente se tornem pouco mais do que esqueletos, estas crianças estão cheias de recursos para enfrentar este mundo. Um deles é o riso; o outro é a inteligência prática de Hena. A sua vontade de ajudarem aqueles que são menos capazes de lutar com as dificuldades é uma forte afirmação da fundamental humanidade do homem em relação aos seus semelhantes.
Um retrato, infelizmente bem actual, de uma certa África.“ 


O Autor:
“ADAM ZAMEENZAD nasceu no Paquistão e passou a infância em Nairóbi. Actualmente vive em Kent na Inglaterra.
É autor de ‘The Thirteenth House’, a publicar também pela Editorial Teorema. 
Os seus livros estão traduzidos em várias línguas e publicados por prestigiadas editoras.
Recebeu  ‘David Higham Prize’ e foi seleccionado para o ‘Booker Prize’. Os direitos de alguns dos seus livros foram cedidos para adaptação cinematográfica.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 

Parte I 
A DANÇA DOS ESPÍRITOS 
1. Matt, Hena, Avó Mamarrija e Golam 
2. O Pobre Homem Nú 
3. Os Grandes Estoiros 
4. Gonta, até que enfim 
5. A Dança dos Espíritos 

Parte II 
A VACA DO GOLAM 
1. Bolas do Missionário e a Tia Tima 
2. Os de Fora 
3. Os Brancos e os Traques 
4. Assassínio no Monte 
5. A Vaca do Golam 

Parte III 
HENA, A PUTA 
1. A Última Dança 
2. A Primeira Chuva 
3. Roubar a Cidade 
4. Bolas Pretas Bolas Cor-de-Rosa 
5. Hena, a Puta 

Parte IV 
ESPÍRITOS DA MERDA 
1. Tramados no Túnel 
2. O Milagre 
3. O Gato Preto 
4. Os BESTAs 
5. Espíritos de Merda 

Parte V 
O MEU AMIGO MATT 
1. Um Velho Amigo e Alguns Novos Planos 
2. A Hena é a Maior 
3. Pó, Cinza e ‘Dallas’ 
4. Fim da Linha 
5. O Meu Amigo Matt 


Preço: 25,00€; 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Angola & História - ‘VIDAS E MORTES DE ABEL CHIVUKUVUKU’, de José Eduardo Agualusa - Lisboa 2023;








Angola & História - A extraordinária vida e ‘mortes’ de Abel Chivukuvuku, um dos mais brilhantes membros da UNITA insubmissos a Savimbi, relatadas por José Eduardo Agualusa com pormenores rocambolescos e trágicos 


‘VIDAS E MORTES DE ABEL CHIVUKUVUKU’ 
Uma Biografia de Angola 
De José Eduardo Agualusa 
Edição Quetzal 
Lisboa 2023 


Livro com 254 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da Abertura: 
“Enquanto esperava as balas, 
as pancadas, a cruel morte que 
viria, Abel Chivukuvuku viu-se 
a si próprio criança, no Dondi, 
escalando as mangueiras e 
nespereiras da horta familiar; 
viu os meninos vestidos de 
fato e gravata, na hora do culto, 
e voltou a experimentar a emoção 
dos tempos em que, à beira 
do palco, escutava o seu irmão a 
cantar com os Cadência 7, 
a melhor banda de rock do planalto 
central de Angola, nos vertiginosos 
anos setenta.“ 


Da contracapa:
“Esta é a histeria um homem cujo nome, Chivukuvuku, significa ‘bravura’. Um homem casado com uma mulher chamada Victória. Um homem nascido a 11 de Novembro (data da independência de Angola), e que dedicou toda a sua vida ao combate pela democratização do seu país.
Abel Epalanga Chivukuvuku sobreviveu a tudo: duas quedas de avião durante a guerra civil, um atentado, uma terrível tentativa de linchamento, várias conspirações e ameaças, sem jamais perder a alegria pela vida e a capacidade de perdoar, de escutar o outro e de dialogar.
No contexto da história recente de Angola, a figura de Abel Chivukuvuku e o seu destino extraordinário evocam o passado e o presente, as exceções e as escolhas, as dificuldades experimentaras por homens livres que nunca desistiram. Por isso, a sua história é também a história de Angola, olhada a partir do Bailundo, no coração da nação ovimbundo.“ 


Da badana: 
“Um homem com uma boa história é praticamente um rei. Se isso for verdade, então o nome de Agualusa pode contar-se entre a nova realeza africana.“ 
‘Financial Times’


O Autor:
“JOSÉ EDUARDO AGUALUSA nasceu na cidade do Huambo, em Angola, a 13 de Dezembro de 1960. Estudou Agronomia e Silvicultura. Viveu em Lisboa, Luanda, Rio de Janeiro e Berlim. É romancista, contista, cronista é autor de literatura para crianças. 
Os seus romances têm sido distinguidos com os mais prestigiados prémios literários, assim como os seus livros de contos e pra crianças: O Grande Prémio do Conto APE, por exemplo, ou o Grande Prémio de Literatura para crianças da Fundação Calouste Gulbenkian.
Na área do romance, foi galardoado com o Grande Prémio de Literatura da RTP (atribuído a ‘Nação Crioula’, em 1998), e com o Independent Foreign Fiction Prize (por ‘O Vendedor de Passados’, de 2004); ‘Teoria Geral do Esquecimento’ recebeu o Prémio Fernando Namora, em 2013; foi finalista do Man Booker Prize, em 2016; e vencedor do International Dublin Literary Award (antigo IMPAC Dublin Award), em 2017. Mais recentemente, em 2022, José Eduardo Agualusa recebeu o Grande Prémio da Crónica e Dispersos Literários da Associação Portuguesa de Escritores / Câmara Municipal de Loulé pelo livro ‘O Mais Belo Fim do Mundo’. 
A sua obra está publicada na Quetzal e traduzida em mais de trinta línguas.“


Obras do Autor:
- ‘O Ano em que Zumbi Tomou o Rio’; 
- ‘Barroco Tropical’; 
- ‘Catálogo de Sombras’; 
- ‘A Conjura’; 
- ‘A Educação Sentimental dos Pássaros’; 
- ‘Estação das Chuvas’; 
- ‘Um Estranho em Goa’; 
- ‘A Feira dos Assombrados’; 
- ‘Fronteiras Perdidas; 
- ‘O Livro dos Camaleões’; 
- ‘O Mais Belo Fim do Mundo’; 
- ‘As Mulheres do Meu Pai’; 
- ‘Nação Crioula’; 
- ‘O Paraíso e Outros Infernos’; 
- ‘Passageiros em Trânsito’; 
- ‘A Rainha Ginga’; 
- ‘A Sociedade dos Sonhadores Involuntários’; 
- ‘A Substância do Amor e Outras Crónicas’; 
- ‘Teoria Geral do Esquecimento’; 
- ‘O Terrorista Elegante e Outras Histórias’ (com Mia Couto); 
- ‘O Vendedor de Passados’; 
- ‘A Vida no Céu’; e 
- ‘Os Vivos e os Outros’. 



Do ÍNDICE: 

Abertura 

- A segunda morte de Abel Epalanga Chivukuvuku 
- A linhagem dos homens-pássaros 
- Os meninos do Dondi 
- A fase romântica da guerra 
- Operação Cabinda e a primeira morte de Abel Epalanga Chivukuvuku 
- Nem sempre a pior queda resulta de um desastre aéreo 
- A batalha do Lomba 
- De como Jonas Savimbi acendeu a alta fogueira que acabou por queimá-lo 
- No coração do inimigo 
- As primeiras eleições 
- A segunda morte de Abel Chivukuvuku, segundo o seu matador - e a imprevisível ressurreição 
- Um exílio interior, seguido de nova ressurreição política 
- O testamento de Jonas Savimbi 
EPÍLOGO 

Agradecimentos 
Breve bibliografia 


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Ver entrevista do autor sobre esta obra aqui: 


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Preço: 32,50€;

Angola & Literatura - ‘COLONIZADOS E COLONIZADORES’, de Raúl David - 3 Edições da Obra - Luanda 1975, 78 e Lisboa 1984 - MUITO RARO;




Angola & Literatura - As três edições históricas desta obra do escritor Raul David, as suas primeiras saídas em Luanda e a última em edição na capital portuguesa, Lisboa 


Primeira Edição: 
‘COLONIZADOS E COLONIZADORES’ 
De Raúl David 
Edição LIVRANGOL 
Luanda 1975

Livro com 104 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO, MUITO RARO. 


Do ÍNDICE: 

O Autor 
Dedicatória 
A título de PRÓLOGO 

- Manuel Karitoko 
- Sorte Madrasta 
- Limite de uma aspiração 
- Kalupuku-Puku 
- Os valentões 
- Humanidade sem reservas 
- O Juiz foi apenas testemunha 



Segunda Edição: 
‘COLONIZADOS E COLONIZADORES’ 
De Raul David 
Edição Actualidade Editora 
Luanda 1978 

Livro com 104 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização. 
MUITO, MUITO RARO. 


Do ÍNDICE: 

O Autor 
Esclarecimento 
Dedicatória 
A título de PRÓLOGO 

- Manuel Karitoko 
- Sorte Madrasta 
- Limite de uma aspiração 
- Kalupuku-Puku 
- Os valentões 
- Humanidade sem reservas 
- O Juiz foi apenas testemunha 



Terceira Edição: 
‘COLONIZADOS E COLONIZADORES’ - (Obra aumentada) 
Raul David 
Edições 70 
Lisboa 1984 

Livro com 200 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito raro. 


O Autor: 
“RAÚL DAVID, nome literário de Raúl Mateus ou Raúl Mateus David, funcionário público, nasceu na Ganda, província de Benguela, aos 23 de Abril de 1918. 
Fez instrução primária na vila da sua naturalidade e os estudos secundários no Seminário Menor do Sagrado Coração de Jesus, no Galangue. Exerceu diversas actividades; entre elas a de feitor no interior do país, facto que lhe proporcionou estudar a língua Umbundu, de que é conhecedor. 
Membro fundador da União dos Escritores Angolanos, esteve presente em algumas organizações culturais entre as quais se destacam o 2.* Encontro dos Escritores Afro-Asiáticos  (Luanda, 1979). 
Além de ‘Colonizados e Colonizadores’ que constituiu a sua estreia literária (1.a Ed. 1984; 2.a ed. 1978; 3.a Ed. ampliada, 1984) publicou as seguintes obras:“ 


Obras do Autor: 
- ‘COLONIZADOS E COLONIZADORES’ - Luanda 1975; E 1978; 
- ‘POEMAS’ - Luanda 1977; 
- ‘CONTOS TRADICIONAIS DA NOSSA TERRA’ - Luanda 1979; 
- ‘COLONIZADOS E COLONIZADORES’ - Lisboa 1984 (3.* edição aumentada); 
- ‘ESCAMOTEADOS DA LEI’ - Luanda 1987. 


Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
A título de PRÓLOGO 

- Manuel Karitoko 
- Sorte Madrasta 
- Limite de uma aspiração 
- Kalupuku-Puku 
- Os valentões 
- Humanidade sem reservas 
- O Juiz foi apenas testemunha 
- O ‘Olho de Vidro’ 
- A lavadeira da vizinha 
- A carta do mestre 
- A queixa de Kuleilala 
- O detective ocasional 
- O Cantinflas de Roçadas 
- No comboio das seis 
- O perneta 
- No banco dos réus 
- A morte do presidiário 
- O boi do Chipandeka 
- O cão da Miquelina 
- Brio de morte 
- A Jaqueira 
- Rescaldo de fim-de-ano 

Glossário 
O Autor 


Preço: 0,00€; (Indisponível) 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Cabo Verde & Literatura - ‘A VERDADE DE CHINDO LUZ’, de Joaquim Arena - Lisboa 2006 - Raro;






Cabo Verde & Literatura - As vivências em Portugal da comunidade cabo-verdiana na diáspora 


‘A VERDADE DE CHINDO LUZ’ 
De Joaquim Arena 
Edição Oficina do Livro 
Lisboa 2006 


Livro com 248 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa:
“Às reprimendas de Nitinha seguia-se a sua fuga para os bares crioulos da zona de S. Bento. Ali, John Luzona tinha a prodigiosa habilidade para reinventar, por breves momentos, um cantinho acolhedor das ilhas. As empregadas crioulas habituaram-se, com o tempo, aos seus apalpões e à rudeza carinhosa na voz, já aquecida pela aguardente. Seguia-se depois uma certa exaltação ante a perspectiva de poder impressionar com as suas fantásticas e venturosas passagens pelos lugares mais inóspitos do planeta. Esse era o John Luzona que ele próprio admirava e gostava de reencontrar quando chegava a Lisboa.“ 


Da badana:
“Arsénio Cruz é um jornalista que durante semanas acompanhou a ascensão meteórica de Chindo Luz à categoria de estrela televisiva do momento. O suicídio de Chindo Luz, depois de vencer um ‘reality show’ de sucesso, deixa todos espantados e é motivo suficiente para que Baldo, o irmão mais novo, inicie uma investigação sobre o caso. 

Baldo e Chindo cresceram num dos bairros da zona oriental de Lisboa, no seio de uma família de emigrantes cabo-verdianos. Após o 25 de Abril, a família ocupou num casarão antigo, local de passagem para muitos compatriotas. Após a morte do irmão, Baldo acompanha a mãe por uma errância pela ilha natal, onde conhecerá Eva Lima, responsável por uma ONG, que o vai recolocar, com a ajuda de Arsénio Cruz, na pista do misterioso desaparecimento de Chindo Luz. 

Traçando um primoroso retrato de um certo Portugal dos últimos trinta anos, ‘A VERDADE DE CHINDI LUZ’ é uma obra que nos apresenta o processo de descoberta da identidade cultural pelas comunidades emigrantes que habitam na orla das grandes cidades, mas que nos proporciona, também, uma viagem ao mundo das figuras saudosistas da ‘Dolise cita’ das Colónias sob os auspícios do Imprensa.“ 


O Autor:
“JOAQUIM ARENA nasceu em 1964, na Ilha de São Vicente, CaboVerde, filho de pai português e mãe cabo-verdiana. 
No final dos anos sessenta chega com a família a Portugal. Depois de viajar pela Europa, regressa a Lisboa, no início dos anos noventa, onde se licencia em Direito.
Dirige algumas revistas de temática lusófona, como a África Hoje’, ao mesmo tempo que desenvolve projectos na área musical. 
Em 1998, regressa a Cabo Verde, onde funda o jornal ‘O Cidadão’. Actualmente vive entre Lisboa e S. Vicente. É advogado, músico e jornalista. 
‘A VERDADE DE CHINDO LUZ’ é o seu primeiro romance.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 

Primeira Parte 
- Verdade & Consequência 

Segunda Parte 
- A estrada das Ilhas 

Terceira Parte 
- O Lago 


Preço: 17,50€; 

Américas & História - ‘CARTA DO FIM DO MUNDO’, de José Manuel Fajarda - Lisboa 1996;





Américas & História - O mundo novo do continente americano em história romanceada 


‘CARTA DO FIM DO MUNDO’ 
De José Manuel Fajarda 
Edição Editorial Teorema 
Lisboa 1996; 


Livro com 166 páginas e em muito bom estado de conservação. 


Da contracapa:
“Acabado de chegar à América, Colombo tem de regressar à Espanha para dar notícia do Descobrimento. O Almirante deixa em ‘La Española’ 39 homens encarregados de levantarem o Forte de la Navidad e constituírem a vanguarda da evangelização do continente. Vamos conhecer os acontecimentos do dia a dia dessa gente, as constantes surpresas com que se defrontam e as intrigas e disputas que surgem no seio de tão pequena comunidade, através da carta que Domingo Pérez, tanoeiro, escreve ao seu irmão. Saberemos, também, do seu amor por Nagala, a criatura mais formosa e digna de admiração que viu na sua vida, e da existência, no meio d floresta tropical, de um português, Álvaro de Almeyda, que há muitos anos, se transformou num Deus, o Yucemí dos Índios. 

Como diz Luís Sepulveda no PRÓLOGO, ‘Temos nas mãos um livro inesquecível’.“ 



Do ÍNDICE: 

PRÓLOGO 
- O ROMANCISTA COMO INIMIGO DO ESQUECIMENTO 

Dedicatória 

- Carta do Fim do Mundo 

Apêndice 
Glossário 
Agradecimentos 


Preço: 12,50€; 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Literatura Luso Africana - ‘UM CERTO GOSTO A TAMARINDO’, de Fernando Amaro Monteiro - Lisboa 2011 - Raro;






Literatura Luso Africana - Contos inspirados nas vivências africanas do autor, um escritor com paragem e vida social e profissional pelos espaços lusófonos e africanos 


‘UM CERTO GOSTO A TAMARINDO’ 
De Fernando Amaro Monteiro 
Editorial Estampa 
Lisboa 2011 


Livro com 160 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa:
“ ‘UM CERTO GOSTO A TAMARINDO’ é uma obra intemporal ! 
Compilando vários contos de temática ultramarina, o autor remete-nos, 
através de um ‘africanismo literário’, para a fascinante realidade de 
paisagem africana. Conta-nos estórias de além-mar, faz-nos sentir o cheiro 
das chuvas tropicais e deixa-nos na boca ‘um certo gosto a tamarindo’. 

(…) É todo este espaço temporal que Fernando Amaro Monteiro fixa. E de 
uma forma literária inegavelmente extraordinária. Pois neste punhado de 
estórias está um punhado de História. Esa que fixou, de uma forma 
definitiva, a gente angolana à gesta do português que nadou no mundo a 
tornar Pátria o Portugal que hoje é Pátria de outras Pátrias (…)“ 
Amândio César - in ‘Notas Prefaciais a Uma Leitura’ 


Da badana:
EXCERTOS DA CRÍTICA A PROPÓSITO DA COLECTÂNEA ‘O CORONEL SARDÓNIA’, DO MESMO AUTOR:

“É um documento exemplar da arte de criar romanesco a partir de uma experiência íntima, vinda de fora para dentro e devolvida, ao diante, na sua maior dimensão humana.
Considero-o um livro exemplar. Considero-o, sem favor, o melhor documento literário deste anos de 1970.“ 
Amândio César, ‘Diário Popular’, Lisboa, 2 de Agosto de 1970 

“Formalmente, este livro intrinsecamente Angolan é obra acabada, a alinhar numa primeira fila da nova estilística ultramarina. Servindo-se de uma exposição plena de maciez verbal, Amaro Monteiro soube captar a expressão oral da classe tratada e introduzi-la no mais lídimo português, fabricando assim um desvio literário que, sem se afastar do,português, lhe atribui maior riqueza e o caracteriza e restringe a um determinado espaço. 
Na sequência de uma tradição ficcional de que se têm visto os frutos, aposto neste volume de contos como uma das mais importantes obras, no género, vindas a lume neste último biénio…“ 
David Mestre, ‘República’, Lisboa, 8 de Maio de 1971 


O Autor:
“FERNANDO AMARO MONTEIRO nasceu em 1935, em Lisboa (‘por acidente’, como usa esclarecer), de uma família com várias gerações ultramarinas (Cabo Verde e Angola). Obviamente, a foto representa-o na fase em que escreveu os, contos aqui reunidos, ou seja, no início dos seus 30 anos. 
O autor foi para Luanda com poucos meses e ali viveu até aos 20 anos, tendo sido aluno do Liceu Nacional Salvador Correia. Veio em 1955 para a Faculdade de Letras de Lisboa.
Exerceu diversas actividades públicas e privadas em Portugal, Moçambique, Angola, França, e Macau. 
Desempenhou também missões de serviço na Guiné e em Cabo Verde.
É doutor em Relações Internacionais pela Universidade Técnicas de Lisboa e Professor aposentado do Ensino Superior Particular. Autor de numerosos livros, conferencista.“ 



Do ÍNDICE: 

Do Autor 
NOTAS PREFACIAIS A UMA LEITURA 
- Por Amândio César 
AOS LEITORES 

- A terra que me escorre nas mãos 
- Joana Maluca 
- Menina Octávia 
- Coronel Sardónia 
- Chefe Noronha 
- Dona Epifania 
- Galiano Sotomaior 
- Padre Florêncio 
- Um Certo Gosto a Tamarindo 
- Marianita 
- A mulher do Júlio ou a mulher do próximo 
- Cela 
- O velório 
- Depois do fim 


Preço: 37,50€; 

Portugal & Literatura - ‘TERRA VERDE’, de Amândio César - Braga 1969 - MUITO RARO;






Portugal & Literatura - Um conto de Natal editado pela PAX Editora de Braga deste autor multifacetado e de inúmeras actividades literárias, docentes, de crítica e jornalismo 


‘TERRA VERDE’ 
De Amândio César 
Editora PAX 
Braga 1969 


Livro com 32 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


O Autor:
“AMÂNDIO CÉSAR é nome literário de Amândio César Pires Monteiro (Arcos de Valdevez, 1921- Alto de São João, 1987), dedicou-se ao jornalismo, foi professor, poeta, ficcionista, ensaísta, contista e critico literário, tendo sido elogiado por Jorge de Sena, David Mourão Ferreira, Maria de Lourdes Belchior, Padre Manuel Fernandes, António Manuel Couto Viana, José Moreira e outros. 

Desenvolveu ainda, em Braga e em Lisboa, a actividade de Jornalista comprometido com o Estado Novo. Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, foi Professor do Ensino Técnico. 

Foi um dos elementos do Grupo Poesia Nova e o fundador da revista Quatro Ventos (Braga, 1954-1957).“


Preço: 27,50€; 

domingo, 21 de dezembro de 2025

Angola & Literatura - ‘A BANDA’, por Esquerdinho - Vila Real 1998 - MUITO RARO;






Angola & Literatura - O autor divide-se entre Portugal e Angola, expressando através dos poemas editados a sua frustração pela trágica descolonização que portugueses e angolanos sofreram, seguido de uma prolongada guerra civil


‘A BANDA’ 
Por Esquerdinho - Manuel António Correia Gonçalves Matos 
Edição do Autor e apoio da UTAD 
Vila Real 1998 


Livro com 66 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. Edição com tiragem de 500 exemplares. 
MUITO RARO.


Da contracapa:
“Ler as linhas que compõe o trabalho do ‘Esquerdinho’ é ter acesso à viagem pela dor que é ser-se concomitantemente habitante de dois países, num sobrevivem as ideias e as imagens de uma vida que na adolescência se sentou, no outro, já adulto, chorando-se a insatisfação do presente procurando ‘um norte’ onde se construíram fantasias de um Mundo bem melhor do que aquele que nos foi dado apreciar ao longo dos anos. 

Este livro não pretende ser um trabalho de carácter literário. Para o que significado desta obra seja captado na sua íntegra é necessário lê-lo como que olha para uma tela. Os ‘poemas’ são desenhos e aguarelas das muitas emoções que abalaram aqueles que, de um momento para o outro, tiveram de reinventar sonhos numa terra que, apesar de nela terem nascido, se lhes tornou estranha. 

‘A BANDA’ é, efectivamente, o reflexo da mente de um sonhador cuja própria história o maguou. O António Gonçalves expressa neste seu desabafo o humanismo e altruísmo que o caracterizam no seu dia-a-dia. Para quem tem a oportunidade de conviver com ele de perto, este livro não surpreende. O seu corpo divaga por terras transmontanas, mas a sua alma, na verdade, anda por terras de Angola. 

Este é um trabalho de interesse particular para quem se dedica a estudar o comportamento e a mente humana. Nele estão claramente expressos os conflitos inerentes ao processo de aculturação. Através da leitura deste trabalho é possível dar início ao estudo de uma ‘etnografia do psiquismo’ daqueles que sofreram, de forma mais grave, as consequências de um processo de descolonização que deixou muito a desejar. Compreender plenamente o que aconteceu no período pós independência de Angola tem que, forçosamente, passar pela leitura das formas que este processo construiu. Para o Gonçalves o meio escolhido para expressar a sua saudade, frustração e ‘desterro’ foi o ‘poema’. Neles espelham-se os sentimentos de impotência de alguém que tem no coração os outros, que gostava de fazer algo por eles, mas não sabe como, excepto dando um berro é que agora se fez livro.“ 
José Jacinto Vasconcelos Raposo 
Prof. Doutor Psicólogo da UTAD 



Do ÍNDICE: 

Abertura 
PREFÁCIO 

POEMAS 

Pequeno Glossário de Calão usado em Angola 


Preço: 27,50€; 

sábado, 13 de dezembro de 2025

Portugal - Angola & Ultramar - ‘OS VERDES DO MATO NÃO ACABAM’, de João Coutinho - Vila Nova de Gaia 2005 - RARO;






Portugal & Ultramar - A odisseia dos heróis anónimos em Angola (1849 - 2000). Angola do século XIX e XX - emigração, colonização, Conferência de Berlim, guerra colonial, libertação e descolonização…


‘OS VERDES DO MATO NÃO ACABAM’ 
De João Coutinho 
Edição 
Vila Nova de Gaia 2005 


Livro com 292 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
RARO. 


Da contracapa: 
“(…) Perguntaram a um miúdo de doze anos, que tinha ficado sem as pernas por causa de uma mina, qual era o sonho dele para o Natal. Teve uma resposta que me deixou doente: 
- A senhora acha que eu posso ter sonhos? (…)“ 

“Neste livro ‘OS VERDES DO MATO NÃO ACABAM’. 
Tal como nas queimadas, tudo fica destruído, plantas e animais. Pouco tempo depois, com uma chuvada e aquele cheiro de cinza molhada, começam a rebentar pequenos botões com aquele tom vermelho escuro. O chão fica um tapete lindo, de tonalidades diferentes. Mas esperando um pouco mais, em poucos dias, tudo começa a ficar verde, até as plantas e os animais voltarem a usar o chão que era deles. Donde vieram não interessa. Pena é se têm como único destino serem destruídos pela queimada seguinte. E todos os anos o ciclo repete-se.
ATÉ QUANDO ?“ 


Badana:
“Tinha ouvido contar algumas coisas, mas nunca a esse nível - confessou Miguel Dias - Isso é uma coisa que ultrapassa tudo o que podia imaginar. Lembro-me de ter visto num canal de televisão uma reportagem feita no Kuito. Perguntaram a um miúdo de doze anos, que tinha ficado sem as pernas por causa de uma mina, qual era o sonho dele para o Natal. 
Teve uma resposta que me deixou doente:
- ‘A senhora acha que eu posso ter sonhos ?’ “ 


O Autor:
“JOÃO COUTINHO nasceu na República Democrática do Congo, a 6 de Abril de 1944. 

Durante o período de 1967 a 1969 foi oficial miliciano, em Angola. Em Setembro de 1975, parte definitivamente de Angola, todavia a imagem telúrica dos ‘verdes do mato’, simbólico PS da força regenerativa deste continente, perduraram a sua memória. 

Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, exerceu a profissão de docente (actualmente reformado). 

Neste momento, partilha o seu tempo entre a escrita, a tradução e a televisão, onde é jornalista colaborador (RTP) na área do desporto. 

‘OS VERDES DO MATO NÃO ACABAM’ marca a estreia do autor na escrita da ficção, desvelando-se, neste inebriante romance, um mundo bem presente na memória de muitos portugueses. 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
Nota do Autor 

1. - Porque tudo acabou 
2. - Fugir da pobreza 
3. - Deserto verde 
4. - Por terra de vai e vem 
5. - E porque chegam mais ? 
6. - Mariana chegou e partiu 
7. - Como todos se entenderam 
8. - Viver depressa 
9. - Que faz um húngaro aqui ? 
10. - Nem só de régua e esquadro 
11. - Silva Porto 
12. - Vêm aí os boers ! 
13. - Viver não suportava mais 
14. - Chissingui 
15. - Aiué Kurikutela 
16. - Raízes da utopia 
17. - Dr. Walter Strangway 
18. - ‘Fugar’ é preciso 
19. - O caminho da descoberta de Lisboa 
20. - De derrocada em derrocada 
21. - Andam sonhos no ar 
22. - O problema do pêlo da barba 
23. - Não escolheram 
24. - Hoje há fado 
25. - Sebastião 
26. - A paz vem aí ! 
27. - Mas o sofrimento é das mães 
28. - Usados e enganados 
29. - De Angola se conta 
30. - O olhar cego 
31. - Aí se fala de ‘desígnio nacional’ 
32. - A última viagem 


Preço: 42,50€; 

Angola & Literatura - ‘COLONIZADOS E COLONIZADORES’, de Raúl David - Lisboa 1984 - Muito Raro;






Angola & Literatura - Obra editada em três edições distintas, sendo esta a terceira edição aumentada, alusiva ao período da administração colonial portuguesa do país 


‘COLONIZADOS E COLONIZADORES’ 
De Raúl David 
Edições 70 
Lisboa 1984 


Livro com 200 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.


Da contracapa:
“RAÚL DAVIDA 

‘COLONIZADOS E COLONIZADORES’, livro de estreia literária de Raúl David, publicado em 1974 e reeditado em 1978, saí agora em 3* edição ampliada com o 2.* volume que anteriormente anunciará. 
O autor, na condição de antigo colonizado, é testemunha de um passado ainda presente; sofreu com outros o peso dos deserdados sociais; assistiu ao jogo desleal dos fortes contra os fracos; sentiu a marginalização na sua própria terra perante o fosso intransponível entre o oprimido e o opressor. 
Os textos deste livro espelham imagens dos que souberam resistir a um regime indesejável mas dominante. As figuras de Karitoko, Catanha, Chitata, Natchingolo e tantas outras, embora apresentadas com singeleza, não deixam de revelar aspectos da dureza colonial no país promissor que alcançou a independência nacional em 11 de Novembro de 1975.


O Autor: 
“RAÚL DAVID, nome literário de Raúl Mateus ou Raúl Mateus David, funcionário público, nasceu na Ganda, província de Benguela, aos 23 de Abril de 1918. 
Fez instrução primária na vila da sua naturalidade e os estudos secundários no Seminário Menor do Sagrado Coração de Jesus, no Galangue. Exerceu diversas actividades; entre elas a de feitor no interior do país, facto que lhe proporcionou estudar a língua Umbundu, de que é conhecedor. 
Membro fundador da União dos Escritores Angolanos, esteve presente em algumas organizações culturais entre as quais se destacam o 2.* Encontro dos Escritores Afro-Asiáticos  (Luanda, 1979). 
Além de ‘Colonizados e Colonizadores’ que constituiu a sua estreia literária (1.a Ed. 1984; 2.a ed. 1978; 3.a Ed. ampliada, 1984) publicou as seguintes obras:“ 


Obras do Autor: 
- ‘COLONIZADOS E COLONIZADORES’ - Luanda 1975; E 1978; 
- ‘POEMAS’ - Luanda 1977; 
- ‘CONTOS TRADICIONAIS DA NOSSA TERRA’ - Luanda 1979; 
- ‘COLONIZADOS E COLONIZADORES’ - Lisboa 1984 (3.* edição aumentada); 
- ‘ESCAMOTEADOS DA LEI’ - Luanda 1987. 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
A título de PRÓLOGO 

- Manuel Karitoko 
- Sorte Madrasta 
- Limite de uma aspiração 
- Kalupuku-Puku 
- Os valentões 
- Humanidade sem reservas 
- O Juiz foi apenas testemunha 
- O ‘Olho de Vidro’ 
- A lavadeira da vizinha 
- A carta do mestre 
- A queixa de Kuleilala 
- O detective ocasional 
- O Cantinflas de Roçadas 
- No comboio das seis 
- O perneta 
- No banco dos réus 
- A morte do presidiário 
- O boi do Chipandeka 
- O cão da Miquelina 
- Brio de morte 
- A Jaqueira 
- Rescaldo de fim-de-ano 

Glossário 
O Autor 


Preço: 32,50€;