quinta-feira, 30 de abril de 2026

Portugal - Descolonização & HISTÓRIA - ‘DEIXAR ÁFRICA (1974 - 1977)’, de Alexandra Marques - Lisboa 2024;






Portugal - Descolonização & HISTÓRIA - A autora reuniu informação, documentação e testemunhos da forma como o processo de descolonização foi conduzido pelo MFA (Movimento das Forças Armadas) após o derrube do regime do Estado Novo a 25 de Abril de 1974, onde fica provada a conivência das novas autoridades militares portuguesas nas ex-províncias ultramarinas de Angola e Moçambique com os movimentos nacionalistas marxistas-leninistas (MPLA, FRELIMO e PAIGC), em que estes tiveram carta branca para perseguir, prender e liquidar os seus adversários internos e promover a saída dos cidadãos brancos, mestiços e negros, muitos dos quais nascidos em África - até com várias gerações - e a defesa de vidas e bens dos cidadãos portugueses não foram devidamente protegidas pela administração nacional ainda vigente, antes pelo contrário…


‘DEIXAR ÁFRICA (1974 - 1977)’ 
O Trauma dos Portugueses de Angola e Moçambique 
De Alexandra Marques 
Edição Dom Quixote 
Lisboa 2024  


Livro com 420 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa: 
“Alexandra Marques regressa com um livro sobre uma das páginas mais negras do Portugal contemporâneo - o processo de descolonização de Angola e de Moçambique. Um relato que vem, por fim, contar a verdade chocante sobre o que aconteceu aos portugueses das ex-colónias.

Se deixar África foi um trauma para os portugueses radicados em Angola e Moçambique, que razões o ditaram? O que aconteceu nessas duas maiores colónias portuguesas que impulsionou a sua saída? Que promessas fizeram os decisores militares e políticos do pós-25 de Abril e quais ficaram por cumprir? Que diplomas de expropriação e cerceamento de direitos vigentes foram criados?

Que retrato socioeconómico de Angola traçou o então ministro da Economia, Vasco Vieira de Almeida? O que foi feito para que pudessem salvar parte das poupanças? Como se processou a fuga até aos pontos de embarque? Como se vivia no campo de refugiados de Nova Lisboa, equiparado a um campo nazi por um capitão do MFA? Como foi a epopeia dos aportados a Portugal em traineiras e dos que se acolheram na África do Sul? O que fizeram as autoridades pelos portugueses que estavam nas prisões dos Movimentos armados? E se não houve uma guerra civil em Moçambique antes da independência, por que partiram quase todos os portugueses?

O que foi negociado nas reuniões secretas entre Melo Antunes e a delegação da Frelimo na capital da Tanzânia, antes do Acordo de Lusaca? O que aconteceu em Lourenço Marques no dia 7 de Setembro de 1974 e no massacre de brancos em 21 de Outubro? Que legislação emitiu o Governo de Transição e o Alto-Comissário, Vítor Crespo? E o que se passava nos campos de reeducação da Frelimo, para onde tantos portugueses foram levados?“


Da badana:
“A que se deveu a mágoa e a revolta dos portugueses que deixaram Angola e Moçambique ? A investigação empreendida deu origem à tese doutoral ‘DEIXAR ÁFRICA (1974 - 1977) Experiência e Trauma dos Portugueses de Angola e Moçambique’ (2017), na qual se baseia este livro. 
Distanciado da versão oficial - de ter sido uma descolonização e historicamente inevitável - está, por isso, mais próximo da visão crítica de conceituados autores ocidentais que a descrevem como caótica, desordenada e de prolongada violência, constituindo um momento traumático para quem estava em retirada. A descolonização gerou transições turbulentas, guerras civis sangrentas e a instauração de regimes totalitários nas duas ex-colónias portuguesas, que motivaram o êxodo das populações, radicadas e autóctones. 

Talvez por isso, em 1984, a opinião pública nacional tinha já uma ideia desencantada e até mesmo negativa do processo, alegando que as independências africanas tinham sido concedidas sem se defender os direitos dos portugueses lá radicados. Esta ideia foi tida por errónea, esperando-se que se apagasse da memória colectiva. O que não aconteceu. Porque não foi um processo desejado, pacífico e bem-sucedido para quem deixou Angola e Moçambique à pressa, fugindo ao ódio e ao revanchismo. A violência física e psicológica (sofrida ou observada) e o colapso dos sistemas (de saúde, ensino, justiça, segurança e administração) ditaram a partida, não obstante as perdas materiais e emocionais que implicava. Perderam lugares de pertença, o estatuto socioeconómico e o património adquirido e sofreram danos (Morais e/ou físicos) antes e durante o êxodo. Foram (como disse Costa Pinto) ‘os grandes perdedores’ da descolonização e, por isso, a sua voz não foi ouvida.“ 


A Autora: 
“ALEXANDRA MARQUES nasceu em 1968, em Lisboa, onde vive atualmente. Foi jornalista de política nacional e europeia de 1991 a 2014. É doutorada em História Contemporânea pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e autora da obra Segredos da Descolonização de Angola.”



Do ÍNDICE: 

Siglas 

I. - A PARTIDA DE ANGOLA: DA INCERTEZA AO DESESPERO 

1. - INQUIETOS E APREENSIVOS 
- Promessas e contradições 
- Abusos e retaliações 
- A exploração do medo 
- Ataques aos muceques 
- À espera de ficar 
- O partidarismo branco 
- Cercados e acossados 
- Atemorizados e agredidos 
- A agonia da escolha 
- Desprotegidos e ameaçados 
- Em estado de guerra 
- Desalojados em Luanda 

2. - UM ÊXODO DOLOROSO 
- Indesejados nas duas pátrias 
- Inseguros e perturbados 
- A nacionalidade do retorno 
- Fugindo à guerra 
- Por terra até Portugal 
- Flagelados: rumo ao sul 
- Despojados por decretos 
- O colapso e a ingerência 

3. - ULTRAJADOS NO ADEUS 
- Presos e raptados 
- Como num campo nazi 
- Refugiados na RAS 
- Nos meandros da ponte aérea 
- No caos da partida
- Na realidade pós-colonial 


II. - A PARTIDA DE MOÇAMBIQUE 

1. - NO TURBILHÃO REVOLUCIONÁRIO 
- Revoltados com a tropa 
- Evoluídos e destribalizados 
- Pressionados pela FRELIMO 
- À beira da rendição 
- Nas reuniões secretas 
- Antes de Lusaca 
- O 7 de Setembro 
- ‘O Povo Unido jamais será vendido’ 

2. - RUMO AO TOTALITARISMO 
- A caça aos reaccionários 
- Massacrados na vingança 
- Com medo da violência 
- Sob a ruína e a censura 
- Prisões e campos de trabalho 
- Impelidos pelo pânico 

3. - NO EXPURGO PÓS COLONIAL 
- Expropriados pelas leis 
- Cerceados nos direitos 
- Acossados pelas autoridades 
- Poderes abusivos 
- Detidos após a independência 
- Violentados e expulsos 
- Indignados à chegada 
- Expulsos pela nacionalidade 

Notas 
Índice onomástico 


Preço: 47,50€; 

Portugal - Guerra Colonial & Moçambique - Revista ‘AFRIQUE-ASIE’, n. 667 - 29.05.1972 - (‘DOMINGOS AROUCA: SEPT ANS D’ATTENTE EN PRISON’) - Paris 1972 - MUITO RARO;








Portugal - Guerra Colonial & Moçambique - A denúncia internacional da perseguição e detenção do Moçambicano Domingos Arouca, um advogado negro nascido em Inhambane e formado na Universidade de Lisboa. Após a independência de Moçambique a 25 de Junho de 1975, concorreu às eleições presidenciais de 1994 e dirigiu o seu partido, a FUMI. Era membro fundador da ordem dos Advogados de Moçambique e do Conselho Superior da Magistratura Judicial. Neste órgão exerceu vários mandatos tendo chegado a ser eleito por proposta consensual da Frelimo, no poder, e da Renamo, o maior partido da oposição.


Revista ‘AFRIQUE-ASIE’, n. 667 - De 29 de Maio de 1972. 
‘DOMINGOS AROUCA: SEPT ANS D’ATTENTE EN PRISON’ 
Paris 1972 


Exemplar com 64 páginas, muito ilustrada e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Tema em destaque: 
- ‘DOMINGOS AROUCA: SEPT ANS D’ATTENTE EN PRISON’ 
Par Aquino de Bragança 
‘Les colonialistes portugais n’ont pas pardonné à Domingos Arouca d’être le premier avocat noir du Mozambique’ 
‘Sueveille par la PIDE’ 
‘Camp de Concentration’ 
‘Greve de la faim’ 


BIOGRAFIA: 
“DOMINGOS AROUCA nasceu em Inhambane em 07 de Julho de 1928, numa família de camponeses, e como adolescente, depois de completar a escolaridade, trabalhou como balconista num escritório de advocacia local. Quando fez 16 anos, entrou na escola de enfermagem, e após a conclusão do curso trabalhou como enfermeiro, até aos 21 anos. 
De acordo com uma fonte (seu livro ‘Discursos Políticos’), em 1949, ganhou um prémio significativo na loteria Rhodesiana, país em que tinha ido ilegalmente. Usou esse valor para pagar um bilhete para Portugal, onde trabalhou e estudou ao mesmo tempo, completando a  sua educação secundária e, em seguida, entrou na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. 
Tais oportunidades educacionais eram extremamente difíceis para moçambicanos negros na época. Arouca usou bem o prémio da loteria para prosseguir a sua educação claramente determinante no futuro de sua vida. Formou-se em Direito em Portugal, em 1960, com a idade de 32 anos, tornando-se defensor qualificado de Moçambique na qualidade de primeiro advogado negro.
Arouca voltou a Moçambique e exerceu a advocacia em Lourenço Marques. No entanto, dessa vez ele também passou  à política activa nacionalista e no jornalismo, e em 1965 ele foi eleito para a presidência do Centro Associativo dos Negros de Moçambique . Um mês depois, em 29 de maio, foi preso pela PIDE (A polícia política portuguesa), acusado de pertencer e trabalhar para a FRELIMO e o Centro Associativo foi encerrado. Ao todo, Arouca passou oito anos na prisão, de 1965 a 1973, quatro na Machava e os restantes em Portugal, em condições muito difíceis, no Forte-Prisão de Caxias em Lisboa e na Praça-forte de Peniche, em Leiria.
Arouca foi finalmente libertado em Junho de 1973 e deportado para Moçambique. Foi exilado para a cidade de Inhambane, sua terra natal, onde lhe foi permitido exercer a advocacia. 
Após a queda do regime do Estado Novo em Lisboa e o início do processo de descolonização em Moçambique nos anos de 1974/75, Domingos Arouca ficou infeliz com a chegada  da FRELIMO, com a ideologia marxisma-Leninista, formalizada no III Congresso, em 1977. Assim, regressou a Portugal para fundar o seu próprio partido, a FUMO (Frente Unida Democrática de Moçambique), 3 apresentou-se nos finais da década de 1970 e início de 1980, como o verdadeiro herdeiro de Mondlane. 
Neste altura, Arouca atraiu críticas, ferozes e mesmo sarcásticas  na imprensa moçambicana. Até à liberalização da economia no início de 1990, a FUMO foi um partido notável, principalmente pelo sua defesa de  constituição liberal para Moçambique.
Após a adoção do pluralismo político, Domingos Arouca voltou novamente a Moçambique no início de 1992, tendo concorrido às eleições de 1994 - obteve menos de 1% nas presidenciais - e, daí começou a divisão do  partido, com a proposta de uma união eleitoral com RENAMO,  da qual  Arouca se opunha, acabando por se  demitir. 
Arouca permaneceu activo como advogado até o final de sua vida. 
Morreu em Maputo em Janeiro de 2009 com a idade de 80 anos, tendo ganho algum respeito, até mesmo de seus antigos adversários, como um homem que vincou as suas posições políticas. Lutou contra o racismo, tribalismo  e defendeu sempre uma perspectiva de unidade nacional e da paz em Moçambique.“
Adaptação 


Preço:  0,00€; (Indisponível) 

Portugal - Estado Novo & Oposição - ‘MANUEL DA LUZ GRAÇA - Tarrafalista setubalense’, de Américo Lázaro Leal - Setúbal 2006 - RARO;





Portugal - Estado Novo & Oposição - Nesta obra, é editada a biografia do sindicalista setubalense Manuel da Luz Graça, deportado para o Campo de Concentração do Tarrafal e depoimentos dos seus companheiros e homenagem pelo seu percurso político sindical 


‘MANUEL DA LUZ GRAÇA - Tarrafalista setubalense’ 
De Américo Lázaro Leal 
Edição URAP (União de Resistentes Antifascistas Portugueses);
Setúbal 2006 


Livro com 78 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
RARO. 


SINOPSE: 
“Manuel da Luz Graça foi um operário e resistente antifascista setubalense, conhecido por ter sido um dos presos políticos enviados para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde. 
 Filiou-se no Partido Comunista Português (PCP) em 1927. Teve um papel de destaque na organização operária em Setúbal, integrando o Comité Revolucionário local durante a histórica greve de 18 de janeiro de 1934.
Foi detido pela polícia política (PVDE) em fevereiro de 1935, sendo classificado como "extremista". Após passar por várias prisões em Portugal Continental (Aljube e Peniche), foi julgado pelo Tribunal Militar Especial. Em outubro de 1936, fez parte do primeiro grupo de presos enviados para o recém-criado Campo de Concentração do Tarrafal.” 


Da contracapa: 
“Este livro, editado em homenagem ao destacado patriota e combatente antifascista Manuel da Luz Graça é dedicado a todos os resistentes setubalenses que ao longo de 48 anos de regime fascista, nas condições mais adversas e de diferentes formas, deram a sua valiosa contribuição para o derrubamento da ditadura salazarista e para que possamos estar hoje em liberdade, a defender as conquistas do Portugal de Abril.“ 



Do ÍNDICE: 

APRESENTAÇÃO 

INTRODUÇÃO 
- Fotos relacionadas com Manuel Graça e as prisões 
- Notas biográficas sobre Manuel Graça 

I. - SETÚBAL - 1926 
Abordagem: 
- Aos principais sectores da vida económica do concelho de Setúbal 
- As associações de classe e os sindicatos nacionais fascistas 
- O dirigente sindicalista Manuel Graça 
- A sua companheira Maria Arminda Cândido Graça e filhos 

II. - A REPRESSÃO, A PRISÃO, A TORTURA 
Abordagem: 
- Aos métodos de actuação da PVDE / PIDE 
- Ao Campo de Concentração do Tarrafal 
- À actuação do Director e do médico da prisão do Tarrafal 
- Os factos da vida prisional 
- À “frigideira” e ao “segredo” 
- Às fugas e à sua ligação como parte da continuação da luta dos patriotas presos 

III. - O VALOR DA SOLIDARIEDADE 
- Dos familiares dos trabalhadores, dos democratas e dos próprios companheiros da prisão 

IV. - NA CONTINUAÇÃO DA LUTA ATÉ À PONTA FINAL DA VIDA 
Contém: 
- Depoimentos sobre Manuel Graça 
- Carta do Dr. Manuel Baptista dos Reis ao Director da Prisão 
- Lista dos presos deportados para o Tarrafal 
- Lista dos prisioneiros mortos na prisão do Tarrafal 


Preço:  0,00€; (Indisponível) 

terça-feira, 28 de abril de 2026

Angola & Moçambique - Lote de 5 exemplares de ‘LEBA - Estudos de Pré-História e Arqueologia’ - Lisboa 1978/1982 - MUITO RARO;







Angola & Moçambique - Um lote dos 5 exemplares desta magnífica publicação que editou inúmeros estudos de levantamos arqueológicos efectuados no continente africano, nomeadamente nas suas antigas províncias ultramarinas portuguesas 


Lote de 5 exemplares de: 
‘LEBA - Estudos de Pré-História e Arqueologia’ 
Redactor: Miguel Ramos 
Edição da Junta de Investigações Científicas do Ultramar 
Secção de Pré-História e Arqueologia 
Lisboa 1979/1982 


1. - ‘LEBA - Estudos de Pré-História e Arqueologia’ - n. 1 
Exemplar com 74 páginas, profusamente ilustrado (fotografias e desenhos) e em muito bom estado de conservação. 
Lisboa 1978 

Do ÍNDICE: 

Editorial - M. Ramos 
As pinturas rupestres de Galanga (Angola)
- J. R. Santos Júnior e Carlos M. N. Ervedosa 
Nota acerca de achados de cerâmica chinesa no Zumbo (Moçambique)
- Miguel da Fonseca Ramos e Maria da Conceição Rodrigues 
Noticiário 
Necrologia 


2. - ‘LEBA - Estudos de Pré-História e Arqueologia’ - n. 2 
Exemplar com 74 páginas, profusamente ilustrado (fotografias e desenhos) e em muito bom estado de conservação. 
Lisboa 1979 

Do ÍNDICE: 

Editorial - M. Ramos 
Gravuras rupestres de Monte Negro (Angola) 
- Miguel Ramos 
Contribution portugaise à l’étude archéologique de la vallée du Zambèze 
- Miguel da Fonseca Ramos 
Projecto de remoção e reconstituição de uma torre de um forte português em África 
- Miguel da Fonseca Ramos e Maria da Conceição Rodrigues 
Noticiário 


3. - ‘LEBA - Estudos de Pré-História e Arqueologia’ - n. 3 
Exemplar com 88 páginas, profusamente ilustrado (fotografias e desenhos) e em muito bom estado de conservação. 
Lisboa 1980 

Do ÍNDICE: 

Editorial - M. Ramos 
Nota acerca de um esferóide, do tipo ‘bola’ encontrado na área de Hoque (província do Lubango - Angola) 
- Miguel Ramos 
Le gisement acheuléen de Capangombe - S.to António (Angola) 
- Miguel Ramos 
L’age du feu dans le nord-est de l’Angola 
- João Vicente Martins 
Espólios sepulcrais timorenses 
- Miguel Ramos e Maria da Conceição Rodrigues 
Museu Nacional de Arqueologia - Uma hipótese de ruptura 
- Miguel Ramos 
Colheita de Amostras para datação pelo radiocarbono (C 14) 
- Miguel Ramos 
Contribuição para uma bibliografia sobre o quartenário e a pré-história de Angola 
Resumos 
Noticiário 
Necrologia 


4. - ‘LEBA - Estudos de Pré-História e Arqueologia’ - n. 4 
Exemplar com 100 páginas, profusamente ilustrado (fotografias, desenhos e mapa) e em muito bom estado de conservação. 
Lisboa 1981 

Do ÍNDICE: 

Editorial - M. Ramos 
Prospections et fouilles préhistoriques en République Centrafricaine 
- R. de Bayle des Hermes 
As escavações de Capangombe e o problema da M.S.A. no SW de Angola 
- Miguel Ramos 
Pedras furadas do Nordeste de Angola 
- J. Vicente Martins 
Acerca da metodologia da cerâmica da Idade do Ferro em Moçambique 
- M. Conceição Rodrigues 
Contribuição para uma bibliografia sobre o quartenário e a pré-história (Angola ) 
- Livia Ferrão 
Resumo 
Noticiário 


5. - ‘LEBA - Estudos de Pré-História e Arqueologia’ - n. 5 
Exemplar com 84 páginas, profusamente ilustrado (fotografias e desenhos) e em muito bom estado de conservação. 
Lisboa 1982 

Do ÍNDICE 

Editorial - R. de Bayle des Hermes 
Le matériel de broyage des sites des dhars Tichitt et Walata - (République Islamique de Mauritanie) Essai d’élaboration d’une liste-type 
- Sylvie Amblard 
L’outillage pédonculé Atérien de Tabelbala (Sahara algérien) - (Collection César de l’Institut de Paléontologie Humaine) 
- Belaouane Djemila 
Le Paléolitique du Sud-ouest de l’Angola - vue d’ensemble 
- Miguel Ramos 
Os ‘Pemba’ (trincheiras defensivas) no Nordeste de Angola 
- João Vicente Martins 
Contribuição para uma bibliografia sobre o quartenário e a pré história - Angola 
Resumos 
Noticiário 


Exemplares de muito difícil localização. 
MUITO RAROS. 


Preço: 150,00€; (LOTE COMPLETO) 

Portugal & África - ‘ANGOLA - O MEIO FÍSICO E POTENCIALIDADES AGRÁRIAS’, de A. Castanheira Diniz - Lisboa 1991 - Muito Raro;










Portugal & África - Obra de estudo e divulgação do meio físico, climático e das potencialidades agrárias de Angola, com descrição província a província e a ilustração de cerca de meia centena de mapas informativos 


‘ANGOLA - O MEIO FÍSICO E POTENCIALIDADES AGRÁRIAS’ 
De A. Castanheira Diniz 
Edição da Cooperação Portuguesa 
Instituto para a Cooperação Económica 
Lisboa 1991 


Livro com 192 páginas, muito ilustrado com mapas (cerca de 150) e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 



Do ÍNDICE: 

Lista dos Mapas 
PRÓLOGO 
- Por Jorge Eduardo da Costa Oliveira 
INTRODUÇÃO 

1. - MEIO FÍSICO 
1.1 - Hipsometria é Hidrografia 
1.2 - Geomorfologia 
1.3 - Geologia e Litologia 
1.4 - Clima 
1.5 - Solos 
1.6 - Zonas Fito-Geográficas 
1.7 - Zonas Geo-Climàticas 

2. - RECURSOS AGRÍCOLAS 
2.1 - Tipos de exploração agrícola. Zonagem dos tipos de regadio 
2.2 - Exigências mesológicas das culturas. Zonas mais favoráveis à sua exploração 
1 - Abacateiro 
2 - Algodoeiro 
3 - Amendoim 
4 - Ananaz 
5 - Arroz 
6 - Bananeira 
7 - Batata 
8 - Batata doce 
9 - Cacaueiro 
10 - Café arábica 
11 - Café robusta 
12 - Cajueiro 
13 - Cana de açúcar 
14 - Citrinos 
15 - Coleira. Árvore da cola 
16 - Ervilha Congo 
17 - Feijão 
18 - Feijão cutelinho 
19 - Feijão macunde 
20 - Fruticultura das regiões temperadas 
21 - Gergelim 
22 - Girassol 
23 - Goiabeira 
24 - Mamoeiro 
25 - Mandioca 
26 - Mangueira 
27 - Maracujá 
28 - Massambala 
29 - Massango 
30 - Milho 
31 - Palmeira desdém 
32 - Plantas aromáticas 
33 - Produtos hortícolas 
34 - Rícino 
35 - Sisal 
36 - Soja 
37 - Tabaco 
38 - Trigo 
39 - Urena 
40 - Vielo 

3. - RECURSOS FLORESTAIS 
3.1 - Recursos da floresta natural 
3.2 - Recursos da floresta exótica 

4. - RECURSOS PECUÁRIOS 
4.1 - Pastagem natural. Tipos de cobertura herbácea: árvores e arbustos forrageiros 
4.2 - Bovinicultura dos povos pastores 
4.3 - Bovinicultura de carne 
4.4 - Bonivicuktura leiteira 
4.5 - Ovinos caracul 
4.6 - Caprinos 

Bibliografia 


Preço: 150,00€; 

África - Guerra Civil & História - ‘MANAGING ARMS IN PEACE PROCESSES: MOZAMBIQUE’, by Eric Berman - New York 1996 - RARO;





África - Guerra Civil & História - Análise do Processo de Paz em Moçambique sob a condução das Nações Unidas e da ONUMOZ na mediação das partes em litígio militar, o governo da RELIMO e a oposição armada da RENAMO, após o AGP (Acordo Geral de Paz) assinado em Roma sob a mediação da Comunidade de Santo Egídio 


‘MANAGING ARMS IN PEACE PROCESSES: MOZAMBIQUE’ 
By Eric Berman 
Edition by UNIDIR (United Nations Institute for Disarmament Research 
New York 1996 


Livro com 114 páginas, ilustrado com mapas e quadros e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
RARO. 



Do ÍNDICE: / Table of CINTENTS: 

Previous DCR Project Publications 
PREFACE - Sverre Lodgaard 
Acknowledgments 
Author’s Acknowledgments 
Project Introduction 
List of Acronyms 

INTRODUCTION 

Chapter 1 - THE CONFLICT AND ITS RESOLUTION 
The Historical context and the two Parties 
- The Portuguese and Colonial Mozambique 
- FRELIMO and Mozambique at Independence 
- RENAMO and Post-Independent Mozambique 
Toward a Political settlement 
- The Nkomati Accords 
- Outside support dwindles 
- The General Peace Agreement 

Chapter 2 - THE UNITED NATIONS AND ONUMOZ 
Underlying Dynamics 
- Tensions between the Government and the United Nations 
- The Expanding role of the United Nations 
- Understanding the timetable 
The Peace keeping Operations takes shape 
- The significance and effect of UNAVEM II 
- The size of the force 
- ONUMOZ Military Deployment 

Chapter 3 - THE TWO PARTIES’ ARMED FORCES AND ARSENALS 
Force Structures 
- The Government 
- RENAMO 
External Military Support 
- The Government 
- RENAMO 
Operations Assessment 
- The Government 
- RENAMO 

Chapter 4 - DESMOBILIZATION AND DISARMAMENT 
As Planned 
- The Government’s intention Act Unilaterally 
- The Parties’ Commitments According to the GPA 
- The United Nations’ Approach 
As Imolemented 
- Assembly Areas 
- The FADM 
- Control and Destruction of Weapons 
- CTNAs 
- The Reintegration Program for Demobilized Soldiers 

CONCLUSION 

ANNEXES 
I. - Desmobilization: Final numbers 
II. - Disarmament: Final numbers 

BIBLIOGRAPHY 

MAPS
I. - Mozambique 
II. - Mozambique’s 10 Provinces 
III. - ONUMOZ Deployment as of June 1994 
IV. - Mozambique Superimposed Over Europe 

Tables 
I. - The General Peace Agreement for Mozambique 
II. - ONUMOZ Mandate 
III. - The ONUMOZ Military Component 
IV. - Monthly Deployment of ONUMOZ Blue Helmets 

UNIDIR Publications 


Preço: 37,50€; 

Portugal & História - ‘VIRIATO TRÁGICO’, de Brás Garcia de Mascarenhas - Lisboa 1980 - Raro;









Portugal & História - A obra é um poema épico do escritor português Brás Garcia de Mascarenhas. Composto por 20 cantos, que foi publicado postumamente em 1699 (o autor falecera em 1656), inicialmente impresso e editado em Coimbra. Adaptação em prosa de João de Barros. 



‘VIRIATO TRÁGICO’ 
Contada às crianças e ao povo (1595 - 1656) 
De Brás Garcia de Mascarenhas 
Ilustrações de Emérico Nunes 
Edição Livraria Sá da Costa Editora 
Lisboa 1980 


Livro com 168 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização.
Raro. 


O Autor: 
“BRÁS GARCIA DE MASCARENHAS nasceu na vila de Avô, - Beira Alta, margens do Alva, - em 10 de Fevereiro de 1595. Estudou em Coimbra, onde se tornou conhecido pela sua audácia e graça dos seus ditos e atitudes. 
Grande espadachim, cavalheiresco e leal, muito novo mostrou grande predileção pela carreira das armas, na qual se distinguirá mais tarde. 
Para desagravar ofensa grave a um amigo, feriu em duelo um jovem fidalgo. Isto valeu-lhe ser preso. Mas fugiu da cadeia, e refugiou-se em Madrid. 
Voltando clandestinamente a Portugal para ver a família, não ficou muito tempo quieto. Embarcou novamente e, desta feita, a caminho do Brasil. Tinha então vinte e oito anos. 
No Brasil bateu-se conta os Holandeses, tomando parte nos combates que os expulsaram desses então domínios da América do Sul. Aos trinta e sete anos voltou a Portugal e em 1640 ofereceu-se a D. João IV para defender a causa sagrada da independência nacional. Combateu valorosamente e foi depois nomeado governador da Praça Forte de Alfaiates. 
Acusado falsamente de ‘ter tratos ocultos com Castela’, aleivosia perversa de seus inimigos, e preso na cadeia de Sabugal, conseguiu fazer chegar às mãos do Rei a narrativa em verso da infame perseguição que lhe faziam e do seu iníquo e inexplicável cativeiro. 
E, fatigado de tanta luta e de tanta agitação, recolheu à sua casa em Avô, onde morreu em 1656.



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO 

I. - Primeiras lutas 
II. - Fenícios, Cartagineses e Romanos 
III. - Duas cidades conquistadas 
IV. - Derrota e traição de Galba 
V. - Vingança de Viriato 
VI. - A Paz 
VII. - Mais guerra ! 
VIII. - Sonho de Viriato 
IX. - Recomeça a luta 
X. - Tragédia 

Garcia de Mascarenhas - Nota Biográfica 


Preço: 25,00€; 

Portugal & Angola - Revista ‘NOTÍCIA’, n. 159 - 16.12.1962 - (‘MILAGRE NO HOSPITAL DE LUANDA’) - Luanda 1962 - MUITO RARO;














Portugal & Angola - Notícias diversas da vida quotidiana nesta então província ultramarina portuguesa na África Ocidental e realce para a notícia da morte de um dos mais antigos europeus aqui radicados, com cerca de oito décadas de permanência consecutiva 


Revista ‘NOTÍCIA’, n. 159 - De 16 de Dezembro dec1962. 
‘MILAGRE NO HOSPITAL DE LUANDA’ 
Director: António Sacadura Ribeiro de Albuquerque 
Luanda 1962 


Exemplar com 28 páginas, ilustrada e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Temas em destaque: 
‘MILAGRE NO HOSPITAL DE LUANDA’
- ‘GAIETE, FILHO DE MINDELE DEU UM PONTAPÉ NA MORTE’ 
Reportagem de Luís Rodrigues e de Raúl Moreira 
- ‘AS COISAS IMPOSSÍVEIS APENAS LEVAM MAIS TEMPO’ 
Escreveu: Charulla de Azevedo - Fotos: Raul Moreira 

- ‘NEVES E SOUSA CONTA POR BONECOS EPISÓDIOS OCORRIDOS EM MOÇAMBIQUE’ 
Texto de Alberto Santos 

- DOIS PALMOS DE CARINHO - E muito, muito cuidado com a gente de palmo e meio’ 
Imagens de A. R. Fontainhas (Foto Polo);

António Alves Pinto 
- ‘DESAPARECEU O MAIS ANTIGO HABITANTE EUROPEU DE LUANDA’ 


Preço: 47,50€; 

Portugal & Literatura - ‘GENTE FELIZ COM LÁGRIMAS', de João de Melo - Lisboa 1988 - Muito Raro;






Portugal & Literatura - Entre as suas origens e África, no conflito que se registou em Angola, à época uma província ultramarina portuguesa, o autor narra a vida de personagens que se confundem com o próprio 


‘GENTE FELIZ COM LÁGRIMAS' 
De João de Melo 
Edição Publicações Dom Quixote / Círculo de Leitores 
Lisboa 1988 


Livro de capas duras, com sobrecapa, de 486 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 


Da badana:
“Há fórmulas mágicas e de encanto para quem as quiser ou souber. Em ‘GENTE FELIZ COM LÁGRIMAS’ são cinco os painéis temporais em que se entretece o romance, cinco os mundo das personagens que o vivem, três as vozes que o constituem - Nuno, Amélia, Luís - uma a ilha dos Açores donde partiram com a memória da infância em busca de destinos felizes. Romance que se constrói numa unidade ímpar de beleza e reflexão em torno de uma família que se desfaz e refaz por Lisboa, África, Estados Unidos e Canadá e de um país social e geográfico com os seus túmulos em vinte anos de história.
Mas neste romance plural a evolução faz-se por Nuno: o menino que procurou Deus e foi expulso do seminário: o jovem que sofreu os encantos e desenganos da luta pela liberdade; o homem que aprendeu dois tempos de amor; a paixão por Marta e o divórcio; o escritor em confronto com a verdade de si, do seu tempo, atormentado pela procura da realidade. 
São difíceis os caminhos que nos impelem à vida quando o sentimento se abeira da morte, e nos seca lágrimas antes de brotarem, que geram ódios profundos, originais, e prazeres perturbantes, intensos, que ligam realidades e sonhos como n ilusão de um romance. Mas percorrê-los com quem assim escreve é partilhar a sedução do verbo, libertos da condição de humanos e depois… viver para sempre. Como num sortilégio.“ 


O Autor: 
“JOÃO DE MELO nasceu em Achadinha, S. Miguel, Açores, a 4 de Fevereiro de 1949, e aí viveu toda a sua infância. Em 1960 veio estudar para o continente, em regime de internato gratuito e na província, acabando por fixar-se em Lisboa, sete anos mais tarde. Mobilizado para Angola como furriel enfermeiro, conheceu aí a dura experiência da guerra (1971-74). Posteriormente, trabalhando e estudando, foi técnico sindical, aluno e monitor de curso da Faculdade de Letras de Lisboa, director editorial, crítico literário e colaborador da imprensa cultural, licenciou-se em Românicas, em 1981, e, actualmente, é professor de português e Francês no ensino secundário. 
Da sua obra destacamos, no campo ficcional: 
- ‘Histórias da Resistência’ (1975); 
- ‘A Memória de Ver Matar e Morrer’ (1977); 
- ‘O Meu Mundi não é deste Reino’ (1983); 
- ‘Autópsia de um Mar em Ruínas’ (1984); 
- ‘Entre Pássaro e Anjo’ (1986); 
- ‘Gente Feliz com Lágrimas’ (1988). 
Publicou ainda o volume de poemas ‘Navegação da Terra’ (1980) e a antologia ‘Anos da Guerra’ (1988).“ 



Do ÍNDICE: 

Livro Primeiro 
O TEMPO DE TODOS NÓS 

Livro Segundo 
A 3.a PESSOA DO SINGULAR 

Livro Terceiro 
ÚLTIMO SUSPIRO DE MAMà

Livro Quarto 
A OUTRA VERSÃO DE MARTA 

Livro Quinto 
REGRESSO INVISÍVEL 

Livro Zero 
A FELICIDADE SÀBIA 


Preço: 32,50€; 

São Tomé e Príncipe & Política - ‘CHE GUEVARA: personagem mítica’, por Carlos Graça - S. Tomé 2007 - Muito Raro;






São Tomé e Príncipe & Política - O autor descreve o mítico revolucionário argentino que trocou o seu país pela revolução cubana e que tentou levar a guerra revolucionária para o continente africano 


‘CHE GUEVARA: personagem mítica’ 
Por Carlos Graça 
Edição do Instituto para Democracia e o Desenvolvimento 
S. Tomé 2007 


Livro com 44 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 



Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 
I. 
II. 
III. 
IV. 
V. 
VI. 
VII. 

Documento 
Discurso 

Bibliografia 


Preço: 27,50€; 

sábado, 25 de abril de 2026

Angola - Cultura & Literatura - ‘ANTOLOGIA DO MAR NA POESIA AFRICANA DE LÍNGUA PORTUGUESA’, de Carmen Lúcia Secco - Luanda 2000 - MUITO RARO;






Angola - Cultura & Literatura - Estudo e análise da poesia angolana de expressão portuguesa 


‘ANTOLOGIA DO MAR NA POESIA AFRICANA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO SÉCULO XX’ - Angola 
De Carmen Lúcia Tindó Ribeiro Secco (Coordenadora) 
Edição Kilombelombe 
Luanda 2000 


Livro com 258 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Da contracapa:
“Colecção ‘Ciências Humanas e Sociais’ - Série Línguas e Literaturas 

Implantado em fins de 1993, o Sector de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa tem suscitado o interesse dos alunos da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Entretanto, a carência de bibliografia específica ainda é um sério problema enfrentado pela nova disciplina (…). Visando a minimizar essa precariedade de bibliografia básica ao estudo da poesia africana de língua portuguesa, surgiu a ideia da elaboração desta antologia, cujo tema é o mar, tendo em vista servente um dos núcleos do projecto de pesquisa ‘MAR, MITO E MEMÓRIA DA POESIA AFRICANA DO SÉCULO XX’ por nós desenvolvido junto à UFRJ, de Setembro de 1993 a Dezembro de 1998, junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científica e Tecnológico (CNPq), de Março de 1995 a Fevereiro de 1999. 
A selecção dos poemas, além do critério temático norteador, procurou rastrear cronologicamente a poesia pré e pós independência referente a cada uma das nações africanas de língua portuguesa, observando os sentidos assumidos pelas metáforas do mar nas fases colonial e nacional dessas respectivas literaturas. Por tal razão, os poemas foram arrolados por países e seguem a cronologia das gerações literárias a que pertencem os seus autores. 
A triagem dos textos foi orientada no sentido de efectuar um mapeamento da simbologia marítima, investigando as relações existentes entre o oceano, a memória, a história e os mitos africanos.“ 


A Autora: 
“CARMEN LÚCIA TINDÓ RIBEIRO SECCO - Rio de Janeiro. Doutora, profesora de Literaturas Africanas na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pós-doutorado na UFF e Universidade Politécnica de Moçambique. Implantou o Setor de Literaturas Africanas na Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1993, lecionando nesta Instituição até a presente data. Membro da Cátedra Jorge de Sena. 
Publicou ‘Morte e prazer em João do Rio’, 1976; ‘Além da idade da razão’, 1994; ‘Guia bibliográfico das literaturas africanas em bibliotecas do RJ’, 1996; ‘Antologia do mar na poesia africana de língua portuguesa’, 1996, 1997, 1999, 3 v.; ‘A magia das letras africanas’, 2003 e 2008. 
Co-organizou: ‘Brasil/África: como se o mar fosse mentira…’ , 2003 e ‘África & Brasil – letras em laços’. v. 2, 2010.“



Do ÍNDICE: 

Nota do Editor 

I. - APRESENTAÇÃO 

II. - INTRODUÇÃO 

III. - BREVE ROTEIRO DA POESIA ANGOLANA 

IV. - POETAS E POEMAS SELECCIONADOS 
1. - José da Silva Maia Ferreira 
- ‘À Minha Terra !’ 
2. - Manuel Correia da Silva 
- ‘Focando’ (de avião) 
3. - Tomaz Vieira da Cruz 
- ‘Romance de Luanda’ 
3. - Geraldo Bessa Victor 
- ‘Kalundu’ 
- ‘Eis-me navegador’ 
- ‘Soneto ao mar africano’ 
5. - Maurício Gomes 
- ‘Estrela pequenina’ 
6. - Lília Fonseca 
- ‘Poema distante’ 
7. - António Jacinto 
- ‘Poema da alienação’ 
8. - Mário António 
- ‘Poema da manhã cinzenta na beira do Mar’ 
- ‘Mar’ 
- ‘Mãos esculturais’ 
- ‘Na pele do tambor’ 
9. - Agostinho Neto 
- ‘Desfile de sombras’ 
- ‘Confiança’ 
- ‘Massacre de S. Tomé’ 
10. - Alda Lara 
- ‘Regresso’ 
11. - Alexandra Dåskalos 
- ‘A sombra das galeras’ 
- ‘Porto’ 
12. - Ernesto Lara Filho 
- ‘Poema da Praia morena’ 
13. - António Neto 
- ‘Os mortos perguntam’ 
14. - Henrique Guerra 
- ‘Entardecer’ 
- ‘O moringue’ 
15. - Luandino Vieira 
- ‘Canção para Luanda’ 
16. - Arnaldo Santos 
- ‘Purificação da Ilha’ 
17. - Maria Eugénia Lima Silva 
- ‘Baía de Luanda’ 
18. - Cândido da Velha 
- ‘É do mar que vêm estas vozes’ 
19. - Costa Andrade 
- ‘Poemas para um tocador de Quissange’ 
- ‘A pedra do fogo’ (fragmentos) 
20. - Jorge Huet Bacelar 
- ‘À beira-mar’ 
21. - João Maria Vilanova 
- ‘Canção do navio negreiro’ 
22. - Antero Abreu 
- ‘Onda vai onda vem’ 
23. - Manuel Rui 
- ‘Manhã de 11 de Novembro’ (leitura primeira)
- ‘Manhã de 11 de Novembro’ (leitura segunda) 
- ‘Maré baixa’ 
- ‘O Mar’ 
- ‘Mar novo’ 
- ‘Como se o mar’ 
- ‘Trazias tanto mar na pele dos dedos’ 
- ‘O búzio’ 
24. - Ruy Duarte de Carvalho 
- ‘O Sul’ 
- ‘Chagas de salitre’ 
- ‘Vou caminhar em frente’ 
- ‘Noção geográfica’ (poema para cinco vozes e coros) 
- ‘Noção geográfica’ (Proposta para quatro vozes) 
25. - Jofre Rocha 
- ‘Cântico de alforria’ 
26. - David Mestre 
- ‘Últimas águas de novembro’ 
- ‘Coral das Ilhas’ 
- ‘A memória dos barcos’ 
- ‘Navalha de água’ 
27. - Arlindo Barbeiros 
- ‘Olhos de peixe são teus dedos’ 
- ‘Oh veleiro encarnado’ 
28. - João Melo 
- ‘Luanda’ 
- ‘O marinheiro’ 
29. - João Maimona 
- ‘E as aves que eu descobri’ 
- ‘Quando vejo as minhas pernas’ 
- ‘A torre da noite’ 
30. - José Luís Mendonça 
- ‘Nocturno sobre o mar’ 
- ‘Eu queria abster-me’ 
31. - Lopito Feijóo 
- ‘Proposta só lida’ 
- ‘Não só ‘ 
- ‘Paixão hepática’
32. - Ana Paula Tavares 
- ‘Contando as horas’ 
33. - Luís Kandjimbo 
- ‘Mar e muralha’ 
34. - António Gonçalves 
- ‘Letras de sangue’ 
- ‘Piando Poesia’ 
- ‘A projecção da luz’ 
- ‘Luanda, vista breve’ 
35. - Maria Alexandra Dàskalos 
- ‘Desejos’ 
- ‘O rio corre manso’ 
36. - Amélia Dalomba 
- ‘Saudades de Lobito’ 
- ‘Com sede’ 
37. - Frederico Ningi 
- ‘uM tendão ceRebRal’ 
38. - Fernando Kafukeno 
- ‘À memória de minha irmã ninimha’ 
- ‘Página’ 
- ‘…na máscara do litoral’ 
39. - António Panguila 
- ‘Encante a Gaivota’ 
- Na festa do mar’ 
40. - Carlos Ferreira 
- ‘Décimo quinto poema’ 
- ‘Décimo nono poema’ 
- ‘Vigésimo primeiro poema’ 
- ‘Vigésimo nono poema’ 
- ‘Trigésimo poema’ 
- ‘Trigésimo primeiro poema’ 
- ‘Trigésimo segundo poema’ 
- ‘Trigésimo terceiro poema’ 
41. - António Pompilio 
- ‘O sal dos olhos do mar’ 
- ‘Inverter’ 
42. - John Bella 
- ‘Água da vida 
- ‘Noite (Ki)landa’ 

V. - BIBLIOGRAFIA 
- Dicionários e Obras Teóricas 
- Antologia e Obras Literárias 


Preço: 77.50€. 

África & História - ‘ARCOS E FLECHAS DE ANGOLA’, de Élio de Sousa Oliveira - Mem Martins 2001 - Muito Raro;




África & História - Estudo e análise do uso dos Arcos e Flechas pelas populações nativas nesta antiga província ultramarina portuguesa 


‘ARCOS E FLECHAS DE ANGOLA’ 
Subsídios para o seu estudo 
De Élio de Sousa Oliveira 
Edição do Autor 
Mem Martins 2001 


Livro com 192 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.


SINOPSE: 
“ ‘ARCOS E FLECHAS DE ANGOLA: Subsídios para o seu Estudo’ constitui-se como um estudo etnográfico centrado nos povos Nganguelas, abordando a construção, uso e significado cultural dos arcos e flechas no contexto angolano. Baseando-se em investigação documental e observação de campo, o autor descreve detalhadamente os materiais, técnicas e variações regionais destes artefactos, analisando também as suas funções na caça, nos rituais e na vida social.”


Preço: 37,50€; 

Portugal - Ultramar & História - ‘COLONATO DA CELA (Açorianos em Angola, 1958)’, de José Macedo Bernardo - Angra do Heroísmo 2026;












Portugal - Ultramar & História - O autor refere-se ao Colonato da Cela, em Santa Comba, Kuanza Sul, Angola, para onde migraram vários açorianos, no final dos anos 50, do século XX, à procura duma vida melhor nesta então província ultramarina portuguesa 


‘COLONATO DA CELA’ 
(Açorianos em Angola, 1958)
De José Macedo Bernardo 
Edição Turiscon 
Angra do Heroísmo 2026 


Livro com 134 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 



Preço: 37,50€;