quarta-feira, 23 de março de 2016

Guerra colonial (Angola, Guiné e Moçambique) - 'OS QUE NÃO VOLTARAM' - Lista completa dos mortos de 1961 a 1975 - Muito raro



Guerra colonial (Angola, Guiné e Moçambique) - A lista nominal dos mortos nas guerra africanas de Portugal


'ANGOLA - GUINÉ - MOÇAMBIQUE: OS QUE NÃO VOLTARAM'
- Lista completa dos mortos de 1961 a 1975.

Semanário 'EXPRESSO', de 30 de Abril de 1994.
Com 32 páginas e em excelente estado de conservação.

De muito, muito difícil localização.
Muito, muito raro.


"A LISTA DE ÁFRICA
'Na paz os filhos enterram os pais,
e na guerra os pais enterram os filhos'
Francis Bacon

Vinte anos depois, serenadas as paixões, pode-se pensar num balanço isento e distanciado do que representaram para Portugal 13 anos de guerra em África. Guerra colonial ou do ultramar, numa coisa há unanimidade: na fria realidade que é o extenso rol de militares portugueses mortos em campanha. Houve mortos civis, é certo, assim como os houve nas fileiras inimigas, mas falamos das vítimas que determinaram a mudança de rumo da história de Portugal em 25 de Abril de 1974. Daí o motivo da sua evocação, quando se assinalam duas décadas sobre o derrube da ditadura e da extinção do império.

Esta é a primeira tentativa de publicação da lista nominal e integral dos combatentes portugueses caídos em Angola, Moçambique e Guiné. Por estranho que pareça, nenhum serviço oficial possui esses dados centralizados, pelo que, apesar do tempo já decorrido, ainda falta apurar com rigor o conteúdo da lista.

Números do Estado-Maior General das Forças Armadas falam num total de 8.831 mortos (dos quais 3.455 em Angola, 3.136 em Moçambique e 2.240 na Guiné, pertencendo 8.290 ao Exército, 346 à Força Aérea e 195 à Marinha). Graças à colaboração da Liga dos Combatentes, a única entidade que tem vindo a elaborar a lista integral, foi possível reunir neste caderno (com pesquisa complementar de Luísa Amaral) 8.797 nomes. O 'EXPRESSO' publicará um aditamento se , entretanto, vierem a surgir novos nomes.

A causa oficial da morte deve ser encarada com reservas, já que havia na época discrepâncias quanto aos critérios utilizados e tentativas de diminuir o número de baixas em combate. As mortes por afogamento e suicídio foram consideradas acidente. Os falecimentos posteriores a 1974 devem-se a doenças contraídas na frente.

A não esquecer, também, os cerca de 20 mil deficientes, dos quais 5.120 com grau de deficiência superior a 60 por cento. Disse um sai um monarca: 'São precisos 20 ou mais anos de paz para formar um homem, mas bastam 20 segundos de guerra para o destruir'.

Joaquim Vieira"



Preço: 32,50€;

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