Angola & Literatura - O autor divide-se entre Portugal e Angola, expressando através dos poemas editados a sua frustração pela trágica descolonização que portugueses e angolanos sofreram, seguido de uma prolongada guerra civil
‘A BANDA’
Por Esquerdinho - Manuel António Correia Gonçalves Matos
Edição do Autor e apoio da UTAD
Vila Real 1998
Livro com 66 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização. Edição com tiragem de 500 exemplares.
MUITO RARO.
Da contracapa:
“Ler as linhas que compõe o trabalho do ‘Esquerdinho’ é ter acesso à viagem pela dor que é ser-se concomitantemente habitante de dois países, num sobrevivem as ideias e as imagens de uma vida que na adolescência se sentou, no outro, já adulto, chorando-se a insatisfação do presente procurando ‘um norte’ onde se construíram fantasias de um Mundo bem melhor do que aquele que nos foi dado apreciar ao longo dos anos.
Este livro não pretende ser um trabalho de carácter literário. Para o que significado desta obra seja captado na sua íntegra é necessário lê-lo como que olha para uma tela. Os ‘poemas’ são desenhos e aguarelas das muitas emoções que abalaram aqueles que, de um momento para o outro, tiveram de reinventar sonhos numa terra que, apesar de nela terem nascido, se lhes tornou estranha.
‘A BANDA’ é, efectivamente, o reflexo da mente de um sonhador cuja própria história o maguou. O António Gonçalves expressa neste seu desabafo o humanismo e altruísmo que o caracterizam no seu dia-a-dia. Para quem tem a oportunidade de conviver com ele de perto, este livro não surpreende. O seu corpo divaga por terras transmontanas, mas a sua alma, na verdade, anda por terras de Angola.
Este é um trabalho de interesse particular para quem se dedica a estudar o comportamento e a mente humana. Nele estão claramente expressos os conflitos inerentes ao processo de aculturação. Através da leitura deste trabalho é possível dar início ao estudo de uma ‘etnografia do psiquismo’ daqueles que sofreram, de forma mais grave, as consequências de um processo de descolonização que deixou muito a desejar. Compreender plenamente o que aconteceu no período pós independência de Angola tem que, forçosamente, passar pela leitura das formas que este processo construiu. Para o Gonçalves o meio escolhido para expressar a sua saudade, frustração e ‘desterro’ foi o ‘poema’. Neles espelham-se os sentimentos de impotência de alguém que tem no coração os outros, que gostava de fazer algo por eles, mas não sabe como, excepto dando um berro é que agora se fez livro.“
José Jacinto Vasconcelos Raposo
Prof. Doutor Psicólogo da UTAD
Do ÍNDICE:
Abertura
PREFÁCIO
POEMAS
Pequeno Glossário de Calão usado em Angola
Preço: 27,50€;



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