sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Portugal - Política & História - ‘MATA CÃES’, de Fernando Correia da Silva - Lisboa 1986 - MUITO RARO;






Portugal - Política & História - Uma importante é marcante obra deste controverso autor e escritor que passagem pelo Brasil no período do Estado Novo 


‘MATA CÃES’ 
De Fernando Correia da Silva 
Edições Salamandra 
Lisboa 1986 


Livro com 212 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


Da contracapa: 
“Que é isto ? Um poema ? 
Um conto pitoresco ? Um recordação onírica ? 
Um testemunho realista ? 
Uma reflexão sobre a história recente ? 
‘O livro há-de ser’ - como dizia o Bernardino - ‘do que vai escrito nele’. 
Só abrindo se poderá julgar 
o ‘MATA CÃES’, que não é decerto 
um tranquilizante.“ 


O Autor::
“FERNANDO CORREIA DA SILVA - Nasce em Lisboa, em 1931.

Anos 40, a guerra mundial, a vitória dos Aliados, a campanha do Norton de Matos, a militância no MUD Juvenil, a detenção no presídio de Caxias. A frequência de Ciências Económicas e Financeiras, rua do Quelhas. 

Formação literária? Talvez a turbulência de Camilo, a ladinice pícara de Aquilino, o realismo de Graciliano Ramos e Manuel da Fonseca. Também o sarcasmo de Alexandre O'Neill e a verrina surreal de Mário Henrique Leiria, um e outro seus amigos de aventuras várias. Revolução, também a do imaginário.

1950: ‘COLHEITA’, um livro de poemas.
1952: Uma novela infantil, ‘AS AVENTURAS DE PALHITA, O TOURO’. No mesmo ano, com Alexandre O'Neill, publica ‘A POMBA’, jornal clandestino de poesia militante.
1953: No exterior, com Agostinho Neto, Marcelino dos Santos e Vasco Cabral, declara-se pró independência das futuras pátrias africanas. Regressa a Portugal varando as malhas da polícia política. 
1954: Perseguido pela PIDE, abandona Económicas e salta para o Brasil.
1955: A descoberta de que há outras formas de falar e escrever, afinal a língua portuguesa saiu da estufa, já não é o galego do sul, adaptou-se à vastidão.
1956: Na ‘FOLHA DE S. PAULO’ concebe e dirige a ‘FOLHINHA’, o suplemento infantil editado ainda hoje. 
1960/64: Em São Paulo, coordenador editorial da CULTRIX e depois da DIFUSÃO EUROPÉIA DO LIVRO. Publica dois livros de sucesso, biografias, várias edições, ‘OS DESCOBRIDORES’ e ‘OS LIBERTADORES’. É um dos fundadores do jornal antifascista ‘PORTUGAL DEMOCRÁTICO’. Com Jorge de Sena, Casais Monteiro, Sidónio Muralha,  Fernando Lemos e escritores e artistas brasileiros tais como Maria Bonomi, Guilherme Figueiredo e Cecília Meireles, funda em S. Paulo a GIROFLÉ, editora infantil. Lança ‘O SINDICATO DOS BURROS’, contos infantis.
1964/65 : Em 64, a ditadura  militar no Brasil. Um emprego numa indústria em Fortaleza do Ceará. Por dois anos o Nordeste, a verificação in loco da ostentação e da miséria, vampirismo sem disfarces. Regressa a S. Paulo. Estuda as técnicas da racionalização industrial. 
1966: Uma novela fantástica, ‘A COR DOS HOMENS’: se uma peste transformasse em lilases todos os homens (pretos e brancos) o que seria do racismo? 

O regresso a Portugal: 1974, o 25 de Abril, a liberdade e a euforia, garanti-las para sempre... Trabalha, a tempo inteiro, no movimento das cooperativas de produção. Porém os mandarins a retomarem o poleiro... 

1978: Um livro de divulgação, historietas, ‘25 CONTOS DE ECONOMIA’. 
1986: Um romance: ‘MATA-CÃES’, o herói pícaro a desembarcar em pleno Abril de 74. 
1989: ‘LORD CANIBAL’, outro romance, novas aventuras do Mata-Cães. 
1996: Um dos autores e coordenador editorial do coleccionável do jornal ‘PÚBLICO’: 80 VIDAS QUE A MORTE NÃO APAGA, concisão.  
No mesmo ano lança ainda o romance ‘QUERENÇA’, o contador de histórias e estas a reinventarem a sua vida, despojamento. 
1997: Outro romance fantástico (a editar), ‘MARESIA’: se a espécie humana fosse sujeita a períodos anuais de cio, o que aconteceria às relações entre homens e mulheres?  
No mesmo ano rescreve e amplia a novela de 66, ‘A COR DOS HOMENS’ (também a editar). 
1998: Passa a coordenar VIDAS LUSÓFONAS, (http://www.vidaslusofonas.pt) 
site na Internet direccionado aos mundos lusófonos: o rigor histórico não está condenado à prosa de notário, é possível conviver com as figuras do passado, tudo está a acontecer, cada vida / cada conto, concisão. Até Junho de 2000, para este site escreveu as seguintes biografias: Cândido Rondon, Castro Alves, Cristóvão Colombo, Fernão de Magalhães, Fernão Mendes Pinto, Jesus Cristo, João Ramalho, Manuel Sepúlveda, Pedro Álvares Cabral, António de Oliveira Salazar, Simón Bolívar, Vasco da Gama, Zumbi dos Palmares.
2000: ‘LIANOR’, mais um romance: como fugir ou enfrentar o Mostrengo renascido, se o Labirinto que já coincide com toda a geografia do planeta?”


Obras publicadas do Autor: 
- Colheita (Ed. Autor, Lisboa, 1950 - poemas) 
- As Aventuras de Palhita, o Touro (Ed. Autor, Lisboa, 1952 - novela infantil)  
- Os Descobridores (Cultrix, São Paulo, 1960 - biografias) 
- Os Libertadores (Cultrix, São Paulo, 1961 - biografias) 
- O Sindicato dos Burros (Giroflé, São Paulo, 1963 - contos infantis) 
- A Cor dos Homens (Difel, São Paulo, 1966 - novela) 
- 25 Contos de Economia (O Malho, Lisboa, 1978 - divulgação de temas económicos) 
- Mata-Cães (Salamandra, Lisboa, 1986 - romance) 
- Lord Canibal (Edições O Jornal, Lisboa, 1989 - romance) 
- 80 Vidas Que a Morte Não Apaga (Público, 1996 - coleccionável  coordenado por FCS e autor de 15 das biografias) 
- Querença (Editorial Notícias, 1996 - romance) 
- Lianor (Orabem Editora, Alenquer, 2000 - romance) 



Do ÍNDICE: 

Abertura 
O Autor 

FIM DE SEMANA 
1. - Mata-Cães faz-se ao mar, Ternate à vista 
2. - Lá vem a Catrineta 
3. - As sete vidas do Mata-Cães 
4. - Adamastor e o ‘recuerdo’ d Juanita 
5. - Joel e os luxos tropicais 
6. - Matar o cão 
7. - As andorinhas e o menino-papagaio 
8. - Muonini Moli e Malaca, por entre o sono 

SEGUNDA 
9. - A guerra e os pombinhas no sótão 
10. - Um tremor de almaterra 
11. - Magalhães, Esfola-Gatos e Mata-Cães 
12. - O tecnocrata de esquerda 
13. - O Moura dos Fotolitos 
14. - Fraternidade foi ontem, faz trinta anos 
15. - Conversa de chicha na tasca do Zé das Iscas 
16. - A Pátria Pluricontinental 
17. - Por aqui acima tu sobes, por aqui abaixo tu desces 
18. - O sermão aos contraparentes mansos do lobo mau 
19. - O Toino voltou de França 
20. - O primeiro parto sem dor 

TERÇA 
21. - A tia Cândida vai morrer de fome voluntária 
22. - Muonini Moli outra vez dá à costa, no Restelo 
23. - Aquela filha de olhos fundos 
24. - Fogo e palha 
25. - O Esfola-Gatos na quimera de Ternate 
26. - Magalhães em busca da Passagem 
27. - O Pombo e o Rabino em busca do Verbo Santo 
28. - O patrão dentro do espelho 
29. - O comunismo, os pavões e as aves de rapina 
30. - Maria Maia e a invernada em S. Julião 
31. - O brinquedo nas mãos dos militares 
32. - Marianita e a Catrineta electrónica 
33. - É muita fruta para o Ti’Abílio 
34. - Voltar à terra 
35. - St. António e o irmão Zezinho em Sobre-os-Rios 
36. - Quem me puxa para fora dos meus pegões ? 
37. - A Passagem e a cisterna que por baixo havia 

QUARTA 
38. - O Guerra e a vingança dos pombos 
39. - A pomba-rola tropeça na sarça ardente 
40. - A passagem administrativa ao socialismo 
41. - Maldizer em out-put 
42. - A chuva e os cogumelos 
43. - Matamouros, o menino da Mata e o seu Cão Piloto 
44. - Jacinto de Castro Verde 
45. - Rumo ao socialismo, pois…

QUINTA 
46. - O poleiro tem muita força… 
47. - A terra a quem a trabalha, pois… 
48. - A carrocinha dos cães 
49. - Rinoceronte no redondel 
50. - Salvador Capitão 
51. - A morte antecipada do Tio Diogo 
52. - Deus nos valha 
53. - Os capadores de Chicago 
54. - Marés de mijo 
55. - O escravo Henrique coroado de flores 
56. - Esperança já fanada em palidez 
57. - A tropa saiu à rua 

SEXTA 
58. - Ondas sísmicas no território de Francisco Mata-Cães 


Preço: 27,50€; 

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