África & História - Uma investigação antropológica sobre a participação das mulheres na guerra colonial pela independência, ocorrida a 11 de Novembro de 1975, e na guerra civil subsequente que só terminaria no ano de 2002
'COMBATER DUAS VEZES - Mulheres na luta armada em Angola'
De Margarida Paredes
Edição Versos da História
Lisboa 2015
Livro com 446 páginas, muito ilustrado e como novo. Em excelente estado de conservação.
De muito difícil localização.
Raro.
Da contracapa:
A AUTORA:
Margarida Paredes é natural do Penedo da Saudade, em Coimbra. Em 1974, abandonou o curso universitário na Bélgica para lutar pela independência de Angola ao lado do MPLA, movimento a que aderiu em 1973. Passou por Brazzaville e foi uma das primeiras militantes vindas do Congo a entrar em Luanda após o 25 de Abril de 1974.Depois da independência abandonou o exército angolano para trabalhar no Conselho Nacional de Cultura com o poeta António Jacinto. Aí desenvolveu projetos na área dos espectáculos e artes plásticas, trabalhando com «crianças-soldado» e órfãos de guerra. Regressou a Portugal em 1981.Licenciada em Estudos Africanos pela Faculdade de Letras de Lisboa, obteve o grau de Doutora em Antropologia pelo ISCTE-IUL com o tema «Mulheres na Luta Armada em Angola». No pós-doutoramento, trabalhou o tema «Mulheres Afrodescendentes da Polícia Militar em Salvador».É investigadora e professora na Universidade Federal da Bahia, Salvador, Brasil. Desenvolve uma linha de pesquisa sobre Masculinidades Femininas no Campo Militar.
Do ÍNDICE:
Da contracapa:
“A história contemporânea de Angola é inseparável das guerras e conflitos que duraram entre 1961 e 2002, incluindo as lutas de libertação nacional e a Guerra Civil após a independência. Um dos aspectos mais marcantes destas guerras foi a participação das mulheres como combatentes.
Num contexto social de dominação masculina, esta participação nem sempre significou, para estas mulheres, maior visibilidade, e a verdade é que, depois das guerras, muitas foram esquecidas. No entanto, não há como negar que a participação das mulheres na Luta Armada reforçou a luta pela emancipação feminina e igualdade de género, já que elas assumiram papéis que lhes estavam interditos anteriormente.
Num trabalho que resulta da sua tese de Doutoramento em Antropologia, Margarida Paredes cria um arquivo de memórias no feminino sobre crimes coloniais, resistência Anticolonial, Luta de Libertação e Guerra Civil, bem como sobre conflitos internos, como o 27 de Maio de 1977, onde realça o comando do Destacamento Feminino das FAPLA na sublevação militar e a repressão que vitimou as comandantes após a revolta.”
“Resgatar um palimpsesto de memórias de guerra é recuperar uma multiplicidade de passados e percursos de vida que, se por um lado foram de violência, sofrimentos, humilhação, traumas, perdas, rancor e tragédia, também foram de resistência, luta, criatividade, inovação, superação, paixão, amor, solidariedade e esperança.“
A AUTORA:
Margarida Paredes é natural do Penedo da Saudade, em Coimbra. Em 1974, abandonou o curso universitário na Bélgica para lutar pela independência de Angola ao lado do MPLA, movimento a que aderiu em 1973. Passou por Brazzaville e foi uma das primeiras militantes vindas do Congo a entrar em Luanda após o 25 de Abril de 1974.Depois da independência abandonou o exército angolano para trabalhar no Conselho Nacional de Cultura com o poeta António Jacinto. Aí desenvolveu projetos na área dos espectáculos e artes plásticas, trabalhando com «crianças-soldado» e órfãos de guerra. Regressou a Portugal em 1981.Licenciada em Estudos Africanos pela Faculdade de Letras de Lisboa, obteve o grau de Doutora em Antropologia pelo ISCTE-IUL com o tema «Mulheres na Luta Armada em Angola». No pós-doutoramento, trabalhou o tema «Mulheres Afrodescendentes da Polícia Militar em Salvador».É investigadora e professora na Universidade Federal da Bahia, Salvador, Brasil. Desenvolve uma linha de pesquisa sobre Masculinidades Femininas no Campo Militar.
Do ÍNDICE:
PREFÁCIO, por Maria Paula Menes
Agradecimentos
PRÓLOGO
INTRODUÇÃO
Capítulo 1
PERCURSO EPISTÉMICO-METODOLÓGICO
- Notas metodológicas
- A luta pelo reconhecimento: “O que o homem pode, a mulher pode”
- A arma e a teoria
- Estado da arte
- Trabalho de campo e subjectividade
- Regimes de informalidade no trabalho de campo em Angola: desafios, dificuldades e estratégias
- Diário de campo: a pesquisadora debaixo de fogo
- Religião e género… como perguntar ?
Capítulo 2
GUERREIRAS NA HISTÓRIA E NA LITERATURA
- Mulheres heróicas: Njinga-Mbandi e Deolinda Rodrigues, masculinidade femininas como estratégia de resistência e subversão
- Masculinidade e feminilidade da female-king Njinga Mbandi
- Deolinda Rodrigues fora da ordem de género
- ‘El Testimonio’ de Rita André Tomás, ‘Memórias da Luta de Libertação’
- ‘Heroínas sem nome’ ou ‘the small voice of history’
- Elisa Glória Calado Henda, uma narrativa-coragem
- Savimbi, a ‘Queima das Bruxas’ como afirmação do poder absoluto e da dominação masculina
- Uma mulher das FAPLA na literatura: Carlota, por Ryszard Kaouscinski
Capítulo 3
RESISTÊNCIA ANTICOLONIAL NO FEMININO
- Crimes coloniais: prisioneiras no ‘Campo de Concentração’ de São Nicolau
- Domingas Tito: “Eu vou morrer em Angola com armas de guerra na mão”
- Domingas Congo Jondila: “Não tínhamos voz naquele tempo”
- “Essas putas pensam que vão conseguir a independência”
- “O primeiro e o encontrado qual é o mais velho?” Momentos etnográficos na Baixa do Kassange
- Mulheres na Revolta da Baixa do Kassange
- Memórias de Elisa Kapunga, uma mulher na história da revolta da Baixa do Kassange
- A ‘Guerra de Maria’: história e memória ou fontes coloniais versus fontes africanas
- A rainha de 4 de Fevereiro de 1961: a história como futuro
- A revolta de 15 de Março de 1961: dois testemunhos no feminino
- Ana Maria da Conceição Fernandes: “Nós estamos prontos a dar os nossos filhos para combater”
- Joana André Domingos: “Naquela altura éramos todos uma só pessoa”
Capítulo 4
MULHERES NAS LUTAS DE LIBERTAÇÃO
- Veio da mata a ‘mukher nova’? Processo de emancipação das guerrilheiras nas lutas de libertação
- ‘Mamãs’ da OMÃ: género e nação
Capítulo 5
AS GUERRILHEIRAS DAS FAPLA: militarização, emancipação e repressão
- O pós 25 de Abril, jovens mulheres nos CIR: “A euforia de combater”, uma questão de identidade guerrilheira
- O ‘Destacamento Feminino’ das FAPLA, a batalha de Kifangondo e o 27 de Maio de 1977
- O ‘Destacamento Feminino’ das FAPLA
- Mulheres na batalha de Kifangondo
- O Destacamento Feminino e o 27 de Maio de 1977
- Destacamento Feminino: da contestação à revolta
- Testemunhos da repressão ao 27 de Maio de 1977: entre o dever de memória e a necessidade de esquecer
- O fim do silêncio
- Mulheres vítimas da repressão pós 27 de Maio: memórias de sobreviventes
Capítulo 6
MULHERES DA UNITA: das margens à ‘tropa especial feminina’
- Meninas raptadas: escravatura contemporânea em tempo de guerra
- “Vai fazer o quê ?”
- “Eu era uma miúda da cidade”
- Mulheres-soldados da UNITA: o batalhão 89, ‘tropa especial’
Capítulo 7
O GÉNERO MILITAR
- Ambiguidade de género: ‘masculinidades femininas’ no campo militar em Angola
- Josefa Batacuchi: uma mulher ‘butch’ nas FAPLA
- Mozemba: uma mulher com músculo e ‘atitude’
- Elizabeth Rank Frank: ‘uma mulher violenta’
- Ana Canjala Alberto: “Aqui no comando somos quatro homens”
- Superintendente ‘Nanda’: “Eu deveria ser general”
- Capitão ‘Marisa’: “No exército não há homens nem mulheres, só há soldados”
- Tânia Teresa Pimentel: “Tenho tendência para a masculinidade”
- Filomena de Fátima Diogo: “Não tenho medo de nada”
- Maria João Chaves: “Comigo era só ação”
Considerações Finais
Bibliografia
Preço: 37,50€;



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