Portugal & Estado Novo - Um escritor que defendia as suas convicções democráticas e assim, foi um dos intelectuais controlado e perseguido no regime salazarista
‘FERNANDO NAMORA - Por entre os Dedos da PIDE’
A Repressão e os Escritores no Estado Novo
De Paulo Marques da Silva
Prefácio de Luís Reis Torgal
Edições Minerva
Coimbra 2009
Livro com 276 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização.
Muito Raro.
Da contracapa:
“Paulo Silva parte do interesse suscitado pela obra e personalidade de Fernando Namora para o conhecimento do cidadão que nelas emerge. Narrador cimeiro do século XX português, um dos nomes de referência do neo-realismo (com traços de singularidade que nunca será demais relevar), o ficcionista de ‘Retalhos’, ‘Domingo à Tarde’ ou o ‘Rio Triste’ nunca de dissociou dos combates democráticos que precederam e se seguiram à revolução de 74, numa perspectiva que sempre pletorizou a autonomia da arte, concebida à margem de qualquer lógica instrumental em relação à esfera do político. A revelação do homem e das causas por que se bateu, desde bem cedo, constituem a surpresa deste livro. Para tanto, conjugando uma investigação metodologicamente escorreita, tratamento e análise dos dados recolhidos, indexação do percurso do autor a momentos decisivos da vida pública, finura na abordagem dos temas e domínios de incursão como nas soluções formais que privilegia, Paulo Silva esboça um perfil cujo mérito fica como momento peculiar e pioneiro entre os estudos que voltam a surgir em torno do grande escritor.”
O Autor:
“PAULO MARQUES DA SILVA (12/12/1966) é natural de Condeixa-a-Nova.
Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra tem vindo a estudar os processos de alguns escritores e de outras personalidades, da região de Coimbra, ligadas à oposição ao Estado Novo, nos arquivos da PIDE/DGS.
Publicou em 2009 o livro ‘FERNANDO NAMORA - Por entre os dedos da PIDE’ – A repressão e os escritores no Estado Novo.
Em 2010 é um dos coautores da publicação ‘Condeixa paisagem, memória e história’, com o trabalho ‘Estórias’ da oposição em Condeixa no tempo de Salazar.
No ano de 2015 é publicado o opúsculo ‘Deniz Jacinto entre duas paixões: o teatro e a liberdade’, uma seleção de documentos sobre o processo da PIDE de Manuel Deniz Jacinto. Neste mesmo ano publica também um pequeno trabalho intitulado ‘Fernando Namora e a PIDE: anatomia de um processo’, integrado no livro ‘Pois não te resta ainda o mundo?, Conferências Fernando Namora’, coordenado por Paulo Archer de Carvalho, um conjunto de cinco conferências sobre o escritor condeixense.
Em 2019, publica textos em diversos catálogos e livros e participa em conferências sobre Fernando Namora. Publica também o livro ‘A PIDE e os seus Informadores - o caso de Inácio’, que retrata a ação de um importante informador da delegação da PIDE de Coimbra.
Editou, em setembro de 2020, o catálogo ‘Fernando Namora caricaturista’ que reúne 181 caricaturas efetuadas pelo escritor no meio universitário.”
Do ÍNDICE:
PREFÁCIO
Agradecimentos
INTRODUÇÃO
I. - OS PRIMEIROS CAMINHOS: BREVE RESENHA BIOGRÁFICA DE FERNANDO NAMORA
1. Condeixa, ‘república autónoma’
2. Os estudos em Coimbra: muita tertúlia, pouca boémia
3. Os trilhos de um jovem médico: as Beiras e o Alentejo
4. Um camponês em Lisboa
II. - FERNANDO NAMORA E O MOVIMENTO LITERÁRIO NEO-REALISTA
1. O neo-realismo em Portugal
2. A polaridade do movimento: os eixos Lisboa e Porto / Coimbra
3. As polémicas com a ‘Presença’
4. As realizações da literatura neo-realista: a importância de Namora
5. As divergências: a forma, o conteúdo e a influência do PCP.
O posicionamento de Namora.
6. Algumas considerações finais sobre o neo-realismo
III. - A CENSURA E OS ESCRITORES
1. Objectivos e enquadramento legal
2. A situação do escritor em Portugal
3. Censura prévia e obras literárias: sim ou não ?
4. A censura e Fernando Namora
5. A censura na televisão, na rádio e no cinema
6. Fernando Namora em entrevista
IV. - OS PROCESSOS DA PIDE/DGS DE FERNANDO NAMORA
1. Os Arquivos
1.1 - O conteúdo dos processos de Fernando Namora
2. A PVDE/PIDE na década de 40
2.1 - As primeiras informações sobre Fernando Namora
2.2 - ‘Inácio’ informa a PVDE da ligação de Fernando Namora ao ‘Sol Nascente’
2.3 - O MUD e Fernando Namora
2.4 - Universidade de Coimbra: ‘Inácio’ identifica Namora como conselheiro de Zenha
2.5 - O país na mudança de década
3. Fernando Namora e a PIDE ao longo dos anos 50
3.1 - Colecção ‘Horizonte’
3.2 - ‘As terças-feiras clássicas no Tivoli’
3.3 - A Comissão Pró-Liberdade de Expressão
3.4 - No salão de chá ‘Imperium’
3.5 - Movimentações para as eleições de 1957
3.6 - Os Serviços Americanos
3.7 - Os intelectuais contra a censura
3.8 - A solidariedade de Fernando Namora
3.9 - A oposição democrática e os monárquicos: a propósito do 1.* de Dezembro de 1959
3.10 - Outros elementos sobre Fernando Namora
4. De inícios de 60 até ao governo de Marcelo Caetano
4.1 - O início agitado de 60
4.2 - O Programa para a Democratização da República
4.3 - Os riscos de apoiar a oposição
4.4 - As comemorações do Dia do Estudante em 1962
4.5 - O 1.* de Maio de 1962: a casa de Fernando Namora como ‘casa de pilotagem’
4.6 - O caso SPE
4.7 - Apelo pró-Amnistia de 1965
4.8 - 1965-1967: o regime intensifica a pressão sobre os escritores
4.9 - A exigência de uma Lei de Imprensa e do fim da censura
4.10 - Fernando Namora e Rui D’Espiney
4.11 - A PIDE vigia Namora em Braga
4.12 - O caso Evtuchenko
5. O governo de Marcelo Caetano
5.1 - Uma centelha de esperança
5.2 - A Comissão Promotora do Voto de 1969
5.3 - As eleições de 1969: a oposição vai até ao fim
6. A DGS e Fernando Namora até Abril de 1974
NOTAS FINAIS
Fontes e Bibliografia
ANEXOS
I. - Reprodução de alguns documentos dos processos de Fernando Namora na PIDE/DGS
II. - Reprodução de algumas dedicatórias em livros existentes na Casa Museu Fernando Namora
III. - Reprodução de algumas cartas que constam do espólio particular de Fernando Namora e do espólio de João José Cochofel
Preço: 57,50€;


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