segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Portugal - Ultramar & História - ‘FILHOS DA TERRA’, de António Manuel Hespanha - Lisboa 2019 - Raro;





Portugal - Ultramar & História - A mestiçagem portuguesa que acompanhou todas as fases dos múltiplos territórios do império português ao longo dos séculos 


‘FILHOS DA TERRA’ 
Identidades mestiças nos confins da expansão portuguesa 
De António Manuel Hespanha 
Edição Tinta da China 
Lisboa 2019 


Livro com 368 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


Da contracapa:
“A história da expansão portuguesa 
contada às avessas: não do ponto de vista da 
metrópole, mas sim do ponto de vista daqueles que 
partiram e se instalaram nas margens do Império português. 

António Manuel Hespanha alcança neste livro um feito singular: conta uma história que todos conhecemos - a da expansão portuguesa - segundo uma perspectiva até aqui largamente ignorada. É a perspectiva dos portugueses e seus descendentes que, nos territórios longínquos da expansão, se desviaram da rede do ‘império formal’ para integrarem as sociedades indígenas locais. Será que nessas comunidades - em África, na América, no Oriente - estes mestiços eram de facto portugueses ? Carregariam consigo memórias, sentimentos, valores e traços culturais que se pudessem relacionar com Portugal ? E em tais lugares remotos, fora do controlo da coroa, que visão tinham deles as populações nativas e os estrangeiros ‘concorrentes’ ? 

‘FILHOS DA TERRA’ reconfigura os termos da análise historiográfica e mostra-nos que há uma versões mais rica e policromática da expansão portuguesa e da história social, das pessoas comuns. Partindo das fontes da época, e fugindo a elementos míticos e envolvimentos emocionais, somos, levados a questionar as identidades destes ‘portugueses’ e, com isso, a exercer escrutínio crítico sobre um lugar-comum dos nacionalismo português: o carácter ‘ecológico’, aberto e universalista da ‘presença portuguesa no mundo’.“ 


Da badana:
“Em imagens dos séculos XVI a XIX sobre o Oriente - desde bronzes do Benin e colchas ‘à la manière des Indies’ até biombos namban, passando por pinturas de templos tailandeses e cambojanos e por gravuras de viajantes holandeses, franceses e ingleses - aparecem frequentemente sujeitos com chapeuzinhos nas cabeças, algumas vezes com um arcabuz nas mãos, outras em posição de mando. São ‘portugueses’. Podem usar mais alguma peça do trajo europeu e andar calçados. Mas as suas feições e a cor da pele, quando se podem notar, nem sempre são as características dos ocidentais. Estas figuras representam a ‘gente de chapéu’, um tipo humano e social que restou do contacto entre portugueses e os naturais das zonas de expansão. 
Na verdade, o que mais se lhes ajusta é a designação de ‘filhos da terra’, uma expressão usada na Guiné, em São Tomé, em Angola, em Moçambique, na Índia, em Malaca e em Macau para referir estas comunidades mestiças, na civilização e na cultura. 
No conjunto, elas podem ser consideradas como uma outra face do ‘império’, cuja história, discreta, ambígua, e frequentemente menos cómoda, tem sido pouco cultivada na historiografia portuguesa. 
Este livro procura reunir e tratar conjuntamente elementos para a análise daquilo que se vem chamando desde há uns anos o ‘império sombra’ dos portugueses, ou seja, aquele conjunto de comunidades que, fora das fronteiras formais do Império, sobretudo em África e na Ásia, se consideravam como ‘portugueses’ - qualquer que fosse o sentido disso.“ 


O Autor:
“ANTÓNIO MANUEL HESPANHA nasceu em Coimbra, em 1945. Embora licenciado em Direito, fez a sua carreira ensinando e escrevendo história. A sua tese de Doutoramento - ‘As Vésperas do Leviatahan’, 1986 -, dedicada ao sistema de poderes das monarquias tradicionais europeias, renovou a historiografia sobre a época, realçando a multiplicidade de corpos políticos, de imagens identitárias, de direitos e modos de dominar típicos da época. Essa imagem pluralista do,poder tradicional - que estrutura também os volumes que dirigiu na ‘História de Portugal’ e na ‘História Militar de Portugal’ (Círculo de Leitores) e que deixou marcas nos seus estudos sobre o século XIX, nomeadamente, ‘Guiando a Mão Invisível’, 2004 - subjaz também este livro, em que o ‘império’ é substituído por uma constelação de grupos, de identidades mutáveis e imprecisas. Mesmo nos livros de teoria de direito que publicou (‘O Caleidoscópio do Direito’, 2009, ‘Pluralismo Jurídico e Direito Democrático’, 2013, e ‘O Direito Democrático numa Era Pós-Estatal’, 2018) esta sensibilidade à pluralidade de mecanismos não estaduais de governar é o principal traço da sua originalidade.“ 



Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 
- Identidade ‘portuguesa’ ? 
- Perspectiva de análise 

Capítulo I - O ‘IMPÉRIO INFORMAL’ DOS PORTUGUESES 
- Um ‘Império em rede’ 
- O ‘Império na sombra’ 
- As novidades da ‘historiografia do Atlântico’ 

Capítulo II - ASPECTOS METODOLÓGICOS DE UMA HISTORIOGRAFIA DO ‘IMPÉRIO INFORMAL’ 
- Linhas de orientação 
- Cautelas a ter em conta 
Um exemplo não único da colonização informal 
Uma de muitas tribos 
O ‘portuguesismo’ do Império sombra 
- A observação da identidade: questões de método 
- Um nível diferente de abordagem da história imperial 

Capítulo III - AS ‘PROVÍNCIAS’ DO IMPÉRIO SOMBRA 
- A Guiné 
- A América 
- Angola 
- Moçambique 
- A ‘Índia’ 
O Índico ocidental 
- As ‘praças do Norte’ 
- Goa 
- A Costa do Malabar 
- O Ceilão 
- S. Tomé de Meliapor 
- O Golfo de Bengala 
O Reino de Bengala 
Arracão e Pegu 
Birmânia 
- O Sudoeste Asiático 
Malaca 
O Arquipélago: 
Macassar, O Mar de Timor, As Molucas (Ternate, Amboíno, Tidore) 
Conclusão 
- A Indochina 
O Sião 
O Camboja 
O Vietname 
- Macau 
- O Extremo Oriente 
A China 
O Japão 

Capítulo IV - A ‘TRIBO PORTUGUESA’ 
- Volume demográfico 
- Reinóis 
- ‘Desejo tropical’ e mestiçagem 
- Gente ‘solta’, industriosa, mas menos recomendável 
- Os fatores de prestígio 
Soldados profissionais 
Intérpretes 
Comerciantes 
Médicos e cirurgiões 
Cristãos 

Capítulo V - DOMINAR E ADMINISTRAR ‘A SOMBRA’ 

Capítulo VI - QUESTÕES DE IDENTIDADE: DIFERENCIAÇÃO EXTERNA E HOMOGENEIDADE INTERNA 
- ‘Portugueses’ 
- Divisões e conflitualidades internas 
Divisões dos nativos 
Livres e escravos 
Distinção da cor 
Profissão e riqueza 

Capítulo VII - O UNIVERSALIMO DOS PORTUGUESES 

Notas 
Bibliografia citada 


Preço: 62,50€; 

Médio Oriente - ‘CASEI COM UM BESUINO’, de Marguerite van Geldermalsen - Lisboa 2013;








Médio Oriente - A história de uma mulher moderna neozelandesa que casou em Petra, na Jordânia, com um jovem beduíno e a história deste relacionamento, com três filhos comuns, contada pela autora de forma pormenorizada


‘CASEI COM UM BESUINO’ 
De Marguerite van Geldermalsen 
Tradução de Sónia Oliveira 
Edição ASA 
Lisboa 2013 


Livro com 296 páginas páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa:
“Porque não ficam comigo esta noite, na minha caverna ? Perguntou Mohammad. 

A neozelandesa Marqguerite não podia então imaginar como estas palavras iam mudar a sua vida. 

Ela viajava pelo Médio Oriente com uma amiga quando conheceu o carismático Mohammad, na Jordânia. A paixão que sentiram um pelo outro foi imediata. Por amor, Marguerite trocou a abundância do seu país pela aridez do deserto. 

Corajosamente e de uma forma simples e tocante, ela relata o seu dia a dia a partir do momento em que casou com o jovem beduíno e deu à luz os seus três filhos. Assistimos à sua adaptação a um modo de vida totalmente novo, que vai desde habitar numa caverna, sem electricidade ou água canalizada, a ter de ir de burro buscar água, lavar a roupa no rio, fazer pão e aprender a língua e os costumes de um povo primitivo. Assistimos ao choque cultural, linguístico e religioso, mas também à adaptação, por amor é grande entrega, a um povo que - embora primitivo e supersticioso - a recebeu e integrou como sendo uma deles.“


Da badana:
“Conheci Mohammad Abdallah em Petra. Estava sentada com a minha amiga Elizabeth nos degraus de pedra do ‘Tesouro’, encostada a uma enorme coluna, quando aquele jovem veio sentar-se mais abaixo e começou a falar connosco. Usava enrolado em volta da cabeça um lenço aos quadrados vermelhos e brancos, debruado com um franja, e vestia um fato ocidental em tecido sintético verde-garrafa, com calças à boca de sino. 

Elizabeth e eu tínhamos viajado juntas da Grécia e pelo Egito e encontrávamo-nos na Jordânia há uma semana. Estava tudo a correr bem. Procurávamos aventura e tínhamo-la encontrado.“ 


A Autora:
“MARGUERITE van GELDERMALSEN 
É natural da Nova Zelândia. Em 1978, casou com Mohammad Abdallah e, juntos, tiveram três filhos. Enviuvou em 2002 e divide agora o seu tempo entre Sydney e Patrão, na Jordânia.“ 



Do ÍNDICE: 

Agradecimentos 

1978: no início 
- Na caverna 
- Um pouco de história 
- A noiva 
- Um casamento beduíno 
- Acaso e destino 
- O namoro 
- Uma certidão de casamento para quê ? 
- Uma certidão de casamento: finalmente 
- Os sogros 
- Geografia e história antiga 
- O meu casamento beduíno 
- E dura… e dura… 
- Que disse a tua mãe ? 
- A rotina diária 
- ‘Shraak, wobrs e madeira de zimbro 
- Querida Elizabeth 
- Lavar na nascente 
- Uma aventura por uma cura 
- Uma cheia repentina 

1979: um lindo bebé beduíno 
- Um pouco de prestígio 
- A Clínica de Petra 
- Os visitantes da Clínica 
- O velho e a rababa 
- O projecto da colónia 
- O ‘Tesouro’: local de trabalho do meu marido 
- Jantar de uma panela só 
- A loja local 
- A cidade e os espíritos 
- O escorpião de plástico 
- Desafiando o destino 
- A makeena 
- A peregrinação a Meça 
- Perigos 
- Ramos de cálamo 

1980: cartas 
- Pão sagrado 
- A estrada para Umm Sayhoon 
- Inscrições nabateias 
- Jidaya, a advinha 
- “Chama-lhe Awwad 
- Uma aventura em Wadi Sabra 
- Salwa: o nosso orgulho e alegria 
- Acompanhamento pós-parto 
- Horários flexíveis 
- Cavernas e tendas 
- Nuha, a senhora das vacinas 
- Inverno em casa de Abdallah 
- Eid a-Thehiya 
- Rumo a casa 

1981: chão novo e candeeiro velho 
- Um carro, um empréstimo 
- De carro, a caminho do Khateeb 
- A caminho de Ma’an a meio da noite 
- Acidentes acontecem (I) 
- Porquê dar quando se pode vender ? 

1982: familiares e obras em casa 
- Turistas neozelandeses de mochila às costas 
- Um palco no deserto 
- O contingente Yarmouk 
- Pulseiras beduínas 
- Al-Jimedy, um vizinho 
- Acidentes acontecem (II) 
- Wogbas e turnagas 
- O elefante é o bebé malcomportado 
- Raami chega… sem dar a volta 
- A ‘apresentação’ de Raami 

1983: Umm Salwa 
- O baloiço de Salwa 
- Histórias de verão 
- Tabaco 
- Parte de tudo aquilo 
- A tenda de Bekhita 
- Dakhil-allah, um homem doente 

1984: a rainha Isabel - uma visita real 
- Jejum 
- Uma rapariga e dois rapazes 
- Novamente os sogros 
- Estatuetas 

1985: o dente de ouro 
- A mudança 

EPÍLOGO 
Glossário 


Preço: 25,00€; 

África & História - ‘LEVAR A SOLIDARIEDADE A S. TOMÉ’, de Estrela Silva - Porto 2008 - Muito Raro;





África & História - Relato e testemunhos da autora sobre as campanhas de solidariedade em São Tomé e Príncipe 


‘LEVAR A SOLIDARIEDADE A S. TOMÉ’ 
Testemunho de Uma Missão (S. Tomé e Príncipe 2006) 
De Estrela Silva 
Edição Papiro Editora 
Porto 2008 


Livro com 104 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo, exceção. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 


Da contracapa:
“…Os olhos tristes das crianças de S. Tomé despertaram na autora a vontade de poder contribuir para lhes pôr um brilho no olhar, nem que fosse por um momento. Demorou, mas voltou à ilha e cumpriu o seu desejo como nos relata. Na sua realização, Estrela recebeu mais de cada uma daquelas pessoas do que o que lhes deu, traduzido nos sorrisos de gratidão que lhe preencheram a alma. Tendo sido ‘um pequeno copo de água no oceano’ creio ter sido também o primeiro passo de um sonho que, longe de se encerrar, irá crescer e dar-lhe a inspiração para um di próximo ensinar a pescar.“ 
Otilia Pires de Lima 


Da badana:
“ESTRELA SILVA testemunha uma missão de solidariedade que realizou em S. Tomé e Príncipe. Um diário de uma missão ilustrado com fotos recolhidas diariamente pelos locais onde passou e trabalhou.” 

“Escolhi esta ONG pelo trabalho que tem desenvolvido em prol dos mais carenciados, onde em instalações reduzidas fazem consultas a preços mais acessíveis, desenvolvem actividades no terreno, no combate à pobreza e informação sobre as doenças mais frequentes neste país, essencialmente o HIG - SIDA que tem proliferado a uma velocidade quase que incontrolável, pois não podemos esquecer dos meios e dos apoios que estás associações auferem ! 
(…) Este flagelo, esquecido e ignorado pelas sociedades, não afecta somente determinadas faixas etárias ou sexos, atinge toda a população. É duro pensarmos que além de toda esta pobreza incontornável, acresce mais este flagelo.“ 


A Autora:
“ESTRELA DE FÁTIMA MARTINS DA SILVA
Nasceu em Montemor-o-Novo no ano de 1972. 
Fez licenciatura em Engenharia Alimentar, na Escola Superior Agrária de Beja.
Pós-Graduação em Segurança, Higiene e Saúde do Trabalho, no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egaz Moniz. 
Frequenta a Pós-Graduação em Segurança Alimentar, na TÜV Akademie Reinland. 
Acções de solidariedade onde tem participado: 
- Dinamização na recolha de material essencial (essencialmente roupa) para as vítimas do Tsunami (2004); 
- Realização da campanha de solidariedade com ONG ((ASPF) de S. Tomé e Príncipe (2006); 
- Recolha de roupa e brinquedos e material escolar para as Aldeias de Crianças SOS (2006); 
- Colabora como voluntária com o Centro de Alojamento Temporário de Tercena. 
Outros projectos: 
- Fundação de uma Associação de Solidariedade para promover a realização de acções junto dos mais carenciados (principalmente em Portugal e África).“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
PREFÁCIO 
- Da riqueza de quem dá ao empobrecimento de quem retira 
Por Otilia Pires de Lima 

O SONHO 
A ONG 
MÃOS-À-OBRA 
A CAMPANHA 

A VIAGEM 
1.* Dia de Missão 
2.* Dia de Missão 
3.* Dia de Missão 
4.* Dia de Missão 
5.* Dia de Missão 
6.* Dia de Missão 
7.* Dia de Missão 
8.*, 9.* e 10.* Dia de Missão 
11.* Dia de Missão 
S. Marcos (20.00h) 


Preço: 17,50€; 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Guiné-Bissau - Cabo Verde & História - ‘MANECAS SANTOS - UMA BIOGRAFIA DE LUTA’, de Rosário Luz - Cabo Verde 2024 - Raro;









Guiné-Bissau - Cabo Verde & História - A biografia de um dos mais destacados membros da guerrilha do PAIGC e da história das últimas décadas dos dois países unidos na luta de libertação e separados no futuro das respectivas independências 


‘MANECAS SANTOS - UMA BIOGRAFIA DE LUTA’ 
De Rosário Luz 
Edição Rosa de Porcelana 
Cabo Verde 2024 


Livro com 166 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa: 
“A experiência de Manecas Santis abrange dois países e uma época inteira. As suas particularidades como indivíduo e participante do processo revolucionário destacam-no como uma figura única nos eventos em que esteve envolvido; e os seus relatos são um excelente meio para iluminar esta época tão determinante para o nosso presente. 

A disputa pela nossa História tem sido interesseira e desleal para com os povos a quem ela pertence. Não há nada mais perigoso do que a colonização da História pelo Poder Político, pois não existe nada mais valioso para qualquer comunidade do que compreender a sua própria história. Daí a importância de ter acesso a narrativas que não foram moldadas pelo cinismo de Napoleão; narrativas como esta, que buscam revelar, sem agendas ou interesses, como a vida de um homem se cruzou com a História num período crucial.“ 


Da badana:
“Um dos deveres mais seminais da sociedade civil, em qualquer tempo e lugar, é zelar para que a memória preservada não seja uma mera projecção dos interesses das elites. É este o esforço que ‘MANECAS SANTOS: UMA BIOGRAFIA DE LUTA’ pretende integrar. 

A actualidade nas repúblicas de Cabo Verde e da Guiné-Bissau foi moldada pela luta anti-colonial e, por inerência pelo PAIGC. Esse processo produziu muito mais do que independências; influenciou - por vezes determinou - o carácter do Estado e a personalidade política dos cidadãos nas duas repúblicas. Para compreender o nosso presente, precisamos entender esse período chave da nossa história - um período que o protagonista desta narrativa biográfica percorreu ao longo de uma trilha privilegiada. 

A vida de Manecas Santos cruzou o epicentro dos eventos e das decisões que deram forma a uma época seminal da história da Guiné e de Cabo Verde. O seu percurso capacitou-o a observar e transmitir os acontecimentos basilares do seu tempo. Através dele, conseguimos perceber três aspectos que fundamentam a nossa existência contemporânea: o colonialismo; o esforço anti-colonial; e os obstáculos que se colocam à governação dos estados independentes, completamente imprevistos pelos idealistas do pan-africanismo e protagonistas da luta de libertação.“ 


A Autora:
“ROSÁRIO LUZ estreou-se como escritora em 2012, com uma coluna no semanário caboverdiano ‘Expresso das Ilhas’, focada nos aspectos únicos da política, história e cultura de Cabo Verde. Desde então, tem contribuído regularmente com artigos de opinião para várias publicações, tanto locais como estrangeiras, mantendo sempre o foco na singularidade da experiência caboverdiana.
‘MANECAS SANTOS: UMA BIOGRAFIA DE LUTA’ é o seu primeiro livro. Explora as realidades sociais da Guiné-Bissau e das ilhas de Cabo Verde - duas antigas colónias portuguesas na África Ocidental - e as motivações políticas dos combatentes do PAIGC, através dos olhos de um jovem guerrilheiro: seu tio.“ 



Do ÍNDICE: 

NA DISPUTA PELA HISTÓRIA 
O PORQUÊ DESTA NARRATIVA 

PRÓLOGO 

I 
- Mindelo 
- Lisboa 
- Moselle, Argel e Havana 

II
- O exército de libertação 
- A guerrilha 

III
- Paris 
- Strela-2M 
- Cabral 
- Guidaje 

IV
- O Congresso sem Cabral 
- A Comissão Nacional de Cabo Verde 
- A proclamação do Estado 
- O fim da guerra 

V
- Governo 
- O III Congresso 
- Transportes 

VI
- A segurança do Estado 
- 14 de Novembro de 1980 
- Estradas 
- 1986 

VII
- Comércio 
- Finanças 
- O V Congresso 

VIII 
- O desmoronamento do Estado 
- Guerra Civil 
- EPÍLOGO 


Preço: 42,50€; 

Angola - UNITA & História - Panfleto ‘ANGOLA - S.O.S. JAMBA’ - Lisboa 1990 - MUITO RARO;






Angola - UNITA & História - Cartazes e folhetos semelhantes foram afixados em Lisboa, na zona central entre o Rossio e o Marquês de Pombal, no dia 27 de Janeiro de 1990, coincidindo com a visita do líder da UNITA, Jonas Savimbi, a Lisboa, onde foi recebido pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares e o primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva 


Panfleto ‘ANGOLA - S.O.S. JAMBA’ 
CAMPANHA EM PROL DOS DIREITOS HUMANOS 
Edição e distribuição do FDA (Fórum Democrático de Angola) 
Lisboa 1990 


Exemplar em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito, muito difícil localização. 
MUITO, MUITO RARO. 


A iniciativa, edição e distribuição deste panfleto - hoje um documento histórico - terá sido da responsabilidade do FDA (Fórum Democrático de Angola), um agrupamento de dissidentes da UNITA, constituído maioritariamente por jovens da organização residentes e estudantes em Lisboa, com o objectivo de denunciar o desaparecimento e morte de inúmeros outros quadros e dirigentes do movimento guerrilheiro. 
Mais tarde, o movimento dissidente do FDA estendeu-se a Luanda e Angola, e juntou esforços à TRD (Tendência Renovadora Democrática). 



ANGOLA - S.O.S. JAMBA 
Estimado Amigo.
Pergunte ao Dr. Savimbi onde estão: 
- EUNICE SAPASA 
Primeira Presidente da LIMA 
- Professor EDUARDO JONATÃO CHINGUNJI e esposa 
Figuras de destaque na luta anti-colonial 
- VALDEMAR PIRES CHINDONDO 
Chefe do Estado Maior da UNITA entre 1975/1978;
- Dr. ANTÓNIO VAKULUKUTA 
Figura de destaque anti-colonial 
- ANTÓNIO JOAQUIM VINAMA ‘Chendovava’ 
Chefe do Estado Maior da UNITA 1984/1986 
- Eng. MATEUS KATALAYO e família 
Militante anti-colonial 

Testemunhos oculares provam que todos 
Eles foram consecutivamente mortos. 

CONTRA A DITADURA, PELA 
JUSTIÇA, PELA PAZ, E 
SALVAGUARDA DOS DIREITOS 
HUMANOS 

Campanha em Prol dos Direitos Humanos 



Preço: 0,00€; (Indisponível) 

Angola & Finanças - ‘OS DONOS ANGOLANOS DE PORTUGAL’ - AAVV - Lisboa 2014 - Raro;





Angola & Finanças - A obra denuncia dos interesses financeiros e de investimentos do capital angolano, detido pela família presidencial de José Eduardo dos Santos - desviada do erário público do país durante décadas -, da elite do regime marxista do MPLA e que com a conivência e corrupção de testas de ferro e cúmplices em Portugal, foram aplicando milhares de milhões de dólares na economia empresarial portuguesa, ao ponto de serem decisivos e incontornáveis…


‘OS DONOS ANGOLANOS DE PORTUGAL’ 
AAVV - Jorge Costa, João Teixeira Lopes e Francisco Louçã 
Edição Bertrand Editora 
Lisboa 2014 


Livro com 144 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


Da contracapa:
“Empresários, diplomatas e até intelectuais, pedem ‘de joelhos’ (e alguns até de forma injustificadamente arrogante!) que os jornais portugueses não toquem nos probleminhas dos dignatários angolanos, como por exemplo, os crónicos e mundialmente falados problemas do general Bento Kangamba. (…) É o que deveria esperar das ‘compras’ descomunais e estratégicas que vinham sendo, e continuam a ser feitas, pela família presidencial de Angola: tomar um país de democracia avançada na Europa, numa coutada de vassalos de um ‘reinado absolutista africano’.“ 
Marcolino Moco, primeiro-ministro angolano entre 1992 e 1996.
Outubro de 2013

“ ‘OS DONOS ANGOLANOS DE PORTUGAL’ é a mais completa abordagem até hoje publicada às formas concretas de poder e influência do capital angolano em Portugal e à importância das relações dos grupos económicos portugueses com o círculo próximo de José Eduardo dos Santos. 

O livro analisa o processo de acumulação primitiva em Angola e faz o inventário dos grandes articuladores do investimento em Portugal: Isabel dos Santos, Manuel Vicente, António Mosquito, José Leitão, general Kopelipa. Em cada caso, são apresentados os seus principais parceiros e investimentos. É ainda contada a história especial do Grupo Espírito Santo em África, dos seus contactos chineses e russos e da sua turbulenta aliança com o regime de Luanda.“ 


Da badana:
“A interligação entre capitais portugueses e angolanos não tem paralelo na história do pós-colonialismo. Este processo de reciclagem da riqueza apropriada pela família de José Eduardo dos Santos e pela elite que a rodeia realiza a maior transformação do capitalismo português atual.“ 


Os Autores:
JORGE COSTA - é formado em jornalismo e co-autor, entre outros livros, de ‘OS DONOS DE PORTUGAL’ (2010), sobre o qual realizou um documentário com o mesmo título (2012). 

JOÃO TEIXEIRA LOPES - é sociólogo e professor universitário, tendo publicado, entre outros, ‘A Cidade e a Cultura’ (2000) e ‘Geração Europa ?’ (2014). 

FRANCISCO LOUÇÃ - é economista e professor universitário, tendo publicado recentemente ‘Portugal Agrilhoado’ (2011) e, em co-autoria, ‘A Dividadura’ (2012) e ‘Isto é um Assalto’ (2013). 



Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 

Capítulo 1 - A ‘ACUMULAÇÃO PRIMITIVA’ E A SUA FAMÍLIA POLÍTICA EM PORTUGAL 
- A numerosa família política do MPLA em Portugal 

Capítulo 2 - KANGAMBA, PERSONAGEM DE PEPETELA 
- Um comandante da retaguarda 
- Especialista em logística 
- A reinvenção do general 
- Uma perseguição internacional 
- Predadores 

Capítulo 3 - ANGOLA NA ECONOMIA PORTUGUESA 
- Portugal: lavandaria e rendas garantidas 

Capítulo 4 - QUEM SÃO OS DONOS ANGOLANOS DE PORTUGAL ? 
4.1 - A filha do Presidente De Angola 
4.2 - SONANGOL: 40 mil milhões pelo pipeline 
4.2.1 GALP, sempre mais angolana 
4.2.2 O complexo Sonangol-BCP-Stanley Ho 
4.2.3 Atlântico, um Banco anfitrião 
4.2.4 Interoceânico, marketing de 75 milhões 
4.2.5 António Mosquito, o cobrador de fraque 
4.2.6 Banco Angolano de Investimento, o ‘case-Study’ do Senado norte-americano 
4.2.6.1 - Os bons amigos do BAI em Portugal 
4.2.6.2 - O tesouro angolano escondido pela SLN 
4.3 - Grupo Gema 
4.4 - Kopelipa, o general das linhas de crédito 
4.4.1 Prébuild, a empresa de capitais angolanos desconhecidos 

Capítulo 5 - ESPÍRITO SANTO EM ÁFRICA 
5.1 - A ligação chinesa 
5.2 - O ‘dark side’ do BES 
5.3 - A mediática ascensão de Álvaro Sobrinho 
5.4 - …e a queda do BES no Monte Branco 

Capítulo 6 - BRASIL, ANGOLA, PORTUGAL: O ‘TRIÂNGULO DOURADO’ 
6.1 - Na pista do mensalão 
6.2 - A rede portuguesa da Fundação José Eduardo dos Santos 
6.2.1 Nogueira Leite, dos Mello às Finertec 
6.2 - PS homens de Dirceu em Lisboa 
6.3 - O vértice fraco do triângulo 

Capítulo 7 - EX-GOVERNANTES PORTUGUESES NOS NEGÓCIOS DE ANGOLA 

Capítulo 8 - A LEI DA ACUMULAÇÃO E A VOZ DO DONO 
- A nossa vez 
- Um exemplo para o mundo 
- O caso Machete 
- Os transparentes 

Capítulo 9 - CONCLUSÃO 

10. Glossário e Siglas 

Foram citadas como fontes as seguintes publicações e agências 
Índice remissivo 


Preço: 27,50€; 

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Portugal - História & Descolonização - ‘ANGOLA, OS BRANCOS E A INDEPENDÊNCIA’, de Fernando Tavares Pimenta - Porto 2008 - Muito Raro;





Portugal - História & Descolonização - Uma obra magnífica sobre a temática, pormenorizada e com referências a inúmeras fontes citadas que torna o trabalho investigativo único e imprescindível para a análise e estudos do papel dos angolanos brancos de ascendência portuguesa maioritariamente 


‘ANGOLA, OS BRANCOS E A INDEPENDÊNCIA’ 
De Fernando Tavares Pimenta 
Edição Afrontamento 
Porto 2008 


Livro com 502 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 


Da contracapa:
“ ‘ANGOLA, OS BRANCOS E A INDEPENDÊNCIA’
Durante décadas a história política dos colonos portugueses em África foi um assunto tabu em Portugal. Mas, trinta anos volvido sobre o fim do império, é chegado o tempo de a repensar e de vencer os silêncios do passado. Nesse sentido, este livro analisa a história dos brancos angolanos, discute as suas identidades políticas e as suas opções nacionalistas, examina as suas relações atribuladas com o poder metropolitano e com as guerrilhas africanas e fala dos seus múltiplos combates pela independência de Angola. Independência que se realizou em condições dramáticas, na sequência da exclusão política final da população branca do processo de descolonização e contemporaneamente ao êxodo para o exterior da sua grande maioria.“ 


O Autor: 
“FERNANDO TAVARES PIMENTA 

É Professor Auxiliar Convidado do Departamento de História, Estudos Europeus, Arqueologia e Artes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É igualmente investigador do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa (IPRI/NOVA) e do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20-UC). 
Doutorado em História e Civilização pelo Instituto Universitário Europeu de Florença, tem escrito sobre o colonialismo português em África, nomeadamente em Angola e em Moçambique, e sobre História Contemporânea de Portugal. 
Entre as suas obras, destacam-se ‘ANGOLA, Os Brancos e a Independência’ e, em Itália, ‘Storia Politica del Portogallo Contemporaneo,1800-2000’. Em 2018 foi agraciado com o Prémio Barbosa de Melo de Estudos Parlamentares pela Assembleia da República.”



Do ÍNDICE: 

Nota Prévia 
Agradecimentos 

INTRODUÇÃO 
Capítulo 1. - OS BRANCOS E O NACIONALISMO ANGOLANO: ESTADO DA QUESTÃO É PERSPECTIVAS DE INVESTIGAÇÃO 
1. - Estado da Questão 
2. - Perspectivas de investigação: definição de conceitos, metodologia e fontes 

Capítulo 2. - A 1.a REPÚBLICA E A AUTONOMIA DE ANGOLA 

Capítulo 3. - A DITADURA E A EMERGÊNCIA DO NACIONALISMO ENTRE OS BRANCOS DE ANGOLA 

Capítulo 4. - OS BRANCOS E A GUERRA DE INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA 

Capítulo 5. - OS BRANCOS E O REFORMISMO COLONIAL PORTUGUÊS 

Capítulo 6. - O 25 DE ABRIL E A INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA 

CONCLUSÃO 

ANEXO 

Anexo Estatístico 
Fontes e Bibliografia 
Índice Analítico 


Preço: 62,50€; 

Portugal - Angola & Guerra do Ultramar - ‘O CAIR DAS MÁS CARAS’, de Marcos Vilalva - Loulé 1994 - MUITO RARO;





Portugal - Angola & Guerra do Ultramar - As vivências do autor entre a vida civil e a sua passagem pelo conflito militar nesta antiga província ultramarina portuguesa da África Ocidental enquanto tropa de elite, membro dos comandos


‘O CAIR DAS MÁS CARAS’ 
De Marcos Vilalva 
Edição do Autor 
Loulé 1994 


Livro com 304 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Da ADVERTÊNCIA: 
“Deverão os leitores mais suscetíveis evitar aqueles episódios que se anunciem eventualmente chocantes, seja pelo desaforo verbal de algumas personagens seja por obscuras crendices do Oculto, seja ainda pelas cenas povoadas de fantasmas antigos, impregnadas do bafo clínico dos deuses e capazes de inspirar melindre mesmo nas almas mais refractárias.“ 
O Autor 


Da contracapa: 
“Personagem inquieta, ora sufocado por um salário anémico ora acorrentado na grilheta de um faso incerto aquém e além-mar, também ele parte um dia à aventura. 
De lavador de pratos em Paris a mergulhador profissional em São Vicente, ei-lo a retrilhar caminhos de desencanto no seu regresso das matas e capinzais duma Angola a ferro e fogo, onde sob o pesadelo das minas e das emboscadas participou no nascimento e nas peregrinações daquele que em 61 se tornou conhecido por o ‘Grupo de Nóqui’, pioneiro dos nossos boinas-vermelhas - a tropa comando, raça em vias de extinção. 
Mais recentemente e por outríssimos caminhos, ele andou perseguindo mistérios até à mística fronteira do Desconhecido. Tropeçando por acidente na estranhíssima carta escrita por ilustre Iniciado a sua tia Anita - senhora virtuosa e dada a secretas confabulações com os espíritos dos defuntos -, de pronto embarca numa irreverente cruzada à conquista da Verdade Proibida, intentando surpreender a face esquiva do grão-mestre da charada e do fingimento - Génio da Garrafa em versão nacional, venerando mago da Palavra Ocukta que tantas e tão grandes maravilhas obrou e a tantas e tantos encantou.“ 



Do ÍNDICE: 


Advertência 

Capítulo 1
Ao 
Capítulo 41 

EPÍLOGO 
Post Scriptum 


Preço:  0,00€; (Indisponível) 

África & Moçambique - Suplemento ‘P 2’, do jornal ‘PÚBLICO’ - 7.9.2025 - (‘NEM O VENTO NEM O MAR PARAM ESTAS SUAÍLI’) - Lisboa 2025 - Raro;









África & Moçambique - Uma magnífica e rara reportagem das mulheres mariscadoras suaílis da Ilha de Moçambique 


Suplemento ‘P 2’, do jornal ‘PÚBLICO’ - De 7 de Setembro de 2025. 
‘NEM O VENTO NEM O MAR PARAM ESTAS SUAÍLI’ 
Lisboa 2025 


Exemplar com 18 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.



Temas em destaque: 
Moçambique 
- ‘NEM O VENTO NEM O MAR PARAM ESTAS SUAÍLI’ 
- ‘NAHARAS - Ancestrais suaíli que resistem às imprevisibilidades do vento e do mar’ 
Por Vanessa Rodrigues (texto) e fotografias 
‘Na Ilha de Moçambique, comunidades suaíli, dependentes do mar, enfrentam ciclones e ventos fortes que ameaçam a sobrevivência. As mulheres mariscadoras são centrais na soberania alimentar.’ 
- “Com o ciclone, notamos que os oxhokolos são muito menos,” 
- ‘Oxokholar: arte de colher frutos do mar.’ 
- ‘Saber ancestral de geração em geração.’ 
“A ILHA JÁ VIVIA DENTRO DA MINHA CASA, PORQUE VENHO DE UMA FAMÍLIA DE PESSOAS DAQUI.”, Yara Costa Pereira, cineasta 
- “Nakhodha e a Sereia”: arquivo vivo contra o apagamento das estórias. 
- “Orampelela” e “Axinene Ari Vava”: mulheres guardiãs de património 
- ‘Mariscadoras’ 

- MAMASOU BA - “Há um impasse estratégico à esquerda sobre a questão racial.” 
Entrevista de Margarida Valença 


Preço: 25,00€; 

África - Moçambique & História - ‘CONSPICUOUS DESTRUCTION’ - Human Rights Watch - EUA 1992 - MUITO RARO;





África - Moçambique & História - Um relatório histórico sobre o processo relativo à guerra civil entre o governo de Maputo da FRELIMO desde a declaração da independência e a oposição armada da guerrilha da RENAMO até ao Processo de Paz com a assinatura de cessar-fogo com o ‘Acordo de Roma’ de 1992, onde são relatados os abusos e violação dos Direitos Humanos pelo exército das FPLM e dos guerrilheiros 


‘CONSPICUOUS DESTRUCTION’ 
War, Famine & The Reform Process in Mozambique 
Edition by Human Rights Watch 
EUA 1992 


Livro com 202 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Da contracapa:
“ ‘CONSPICUOUS DESTRUCTION - War, Famine & The Reform Process in Mozambique’ 

This Report on Human rights in Mozambique has a twin focus. One set of concerns relates to the 17-year old war between the Mozambique Armed Forces (FAM) and the rebel Mozambique National Resistance (RENAMO). Both sides have been responsible for abuses, although the evidence shows conclusively that RENAMO has committed the large majority of gross abuses. In ‘CONSPICUOUS DESTRUCTION’, Africa Watch has tried wherever possible to make a broas assessment of the culpabikity of enche side concerning each area of Human Rights abuse. 

The second FOCUS in on the reforms instigated by the ruling Mozambique Liberation Front (FRELIMO) under President Joaquim Chissano, under which the country is moving from authoritarian one-Party state to a pluralist political system, on the western model. Africa Watch evaluates the progress made by the FRELIMO government towards a Democratic system of government which respects civil and political rights. The 1990 Constitution and related legislation are the centerpiece of this transition, and represent the most wholehearted attempt to build an institutional and legal framework to guarantee respect for Human rights so far attempted in the history of Mozambique. Major concerns remain, however, relating to the ability of the government to implement the promised changes.“ 



Do ÍNDICE: / CONTENTS: 

Acknowledgments 

INTRODUCTION AND SUMMARY 
- The Origin of this Report 
- The War 
Violence against civilians 
Control of the population 
Forced recruitment 
The creation of famine 
The total Impact 
- Civil Society 
The 1990 Constitution 
The legal system 
The Press 
- Recommendations 

1. - HISTORICAL BACKGROUND 
- Colonial rule 
- Resistance 
- Independence 
- The formation of RENAMO 
- FRELIMO in Power 

2. - CIVIL WAR, 1980 - 92 
- RENAMO and South Africa 
- FRELIMO: Crackdown and reform 
- Nkomati 
- The war intensifies 
- Peace negotiations 
- Rome talks diary 
- ‘The war of the Spirits’ 
- The recent military position 
- The total cost 

3. - VIOLENCE AGAINST CIVILIANS 
- Mutilations by RENAMO 
- Mutilations by the Mozambique Armed Forces (FAM) 
- Attacks on civilian targets by RENAMO 
- Attacks on civilian targets by FAM 
- RENAMO. Disciplinary measures 
- FAM disciplinary measures 
- Conclusion 

4. - CONTROL OF THE POPULATION 
- Communal villages 
- Operation production 
- Forced relocation as military strategy 
- Forced relocation by RENAMO 
- Forced relocation by FAM 
- Relocations since December 1990 
- Conclusion 

5. - FORCED RECRUITMENT 
- Forced conscription into Mozambique Army (FAM) 
- Conscription by RENAMO 
- Casual encounter - Or just bad luck 
- Raiding parties 
- Child soldiers 
- The volunteers 
- Conclusion 

6. - FAMINE AND FOOD AS TOOLS OF WAR 
- Background 
- Coping with famine 
- Outline of the Famine 
- Factors in the creation of famine 
The legal regime 
- Government abuses 
Relocations 
Scorched earth policy 
Attacks on food relief 
Diversion of food aid 
- RENAMO abuses 
Destruction of infrastructure 
Attacks on famine relief 
Impositions on the population 
Tax areas 
Control areas 
Destruction areas 
- Food security and its effects on the Peace Process 
The war for Zambézia and the Naparama 
The Offensive on the towns and cross-border raids 
- Demilitarized Zones
- Conclusion 

7. - THE CONSTITUTIONAL ORDER 
- Independence 
- Repression and relaxation 
- Peace negotiations 
- The 1990 Constitution 
- Developments since November 30, 1990 
- The December 1991 Assembly Debates 
- The Rome Protocols 

8. - THE RULE OF LAW 
- The legal system 
- Political detentions 
- Access to legal counsel 
- Confessions obtained under duress 
- Physical abuse 
- Conclusion 

9. - THE PRESS 
- Background 
- Press law 
- Conclusion 

10. UNITED STATES POLICY 

AFRICA WATCH’S RECOMMENDATION 


Preço: 0,00€; (Indisponível)