quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Estado Novo & História - ‘AQUI TAMBÉM É PORTUGAL’, de Heloisa Paulo - Coimbra 2000 - Raro;





Estado Novo & História - A emigração portuguesa no Brasil, a sua doutrinação no Salazariamo como política e estratégia oficial do regime, numa profunda análise documentada e testemunhada 


‘AQUI TAMBÉM É PORTUGAL’ 
A Colónia Portuguesa do Brasil e o Salazarismo 
De Heloisa Paulo 
Edição Quarteto Editora 
Coimbra 2000 


Livro com 624 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


Da contracapa:
“ ‘AQUI TAMBÉM É PORTUGAL’ 

O objectivo deste trabalho é tentar traçar a trajectória da adesão dos emigrantes portugueses radicados no Brasil ao salazarismo. A cidade do Rio de Janeiro, então capital daquele país, foi escolhida como referencial desta pesquisa, já que constituiu até à década de cinquenta o principal núcleo da colónia portuguesa em terras brasileiras. A partir da história das associações portuguesas e, em especial, da Federação das Associações Portuguesas do Brasil, é reconstituída a evolução do núcleo da colónia defensor da ideologia do Estado Novo, sendo esta defesa feita através dos meios de comunicação administrados pelos emigrantes e de manifestações públicas de apoio à política do regime. Por outro lado, pretende-se analisar as fortes relações que são estabelecidas entre a sociedade emigrante e o governo português. Neste contexto, é dado destaque à dimensão heróica assumida pela figura de Oliveira Salazar na colónia e à acção das associações na organização de manifestações de apoio à política do Estado Novo levadas a cabo no Brasil.“ 


A Autora:
“HELOISA PAULO
É licenciada em História, possuindo uma dissertação de mestrado com o título ‘O Departamento de Imprensa e Propaganda e o Estado Novo’, defendida no Brasil. Doutorou-se na Universidade de Coimbra com a Tese ‘Aqui Também é Portugal - A Colónia Portuguesa do Brasil e o Salazarismo’, agora publicada. Leccionou na Universidade Federal de Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil e na Universidade Católica Portuguesa, Polo de Viseu. 
É autora do livro ‘Estado Novo e Propaganda em Portugal e no Brasil’, tendo publicado artigos em Portugal e no estrangeiro. Na área da pesquisa histórica, é investigadora do Centro de Estudos Interdisciplinares do século XX (CEIS 20).“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
PREFÁCIO 
INTRODUÇÃO 

Parte I - A VISÃO DA EMIGRAÇÃO E DO EMIGRANTE NO IDEÁRIO SALAZARISTA 

Capítulo 1. - O Salazarismo e o lugar do emigrante no ideal da ‘Nação’ do Estado Novo 
1. Estado Novo e ideologia: a ideia fascista como referencial 
2. O Salazarismo: a doutrina e a caracterização do ‘ser salazarista’ 
3. O Salazarismo como proposta de continuidade: o lugar do emigrante 

Capítulo 2. - Da prática política à Propaganda: a imagem do emigrante 
1. O Estado Novo e a emigração: alternativas e propostas 
2. A prática legal: a legislação do regime em relação à emigração 
3. O Estado como ‘engajador’: o papel da Junta de Emigração 
4. A mensagem do Estado Novo para o candidato à emigração 
5. A acção consular: o controlo da colónia à distância 
6. O perigo da desnacionalização: os consulados e a manutenção da identidade nacional 
7. “O emigrante português, cidadão de Portugal e cidadão do mundo”: da imagem oficial à realidade 

Parte II - A COLÓNIA PORTUGUESA NO BRASIL 

Capítulo 1. - Brasil, brasis: os dois lados da emigração 
1. Da imagem do inferno à visão do paraíso 
2. A visão de quem acolhe: a legislação brasileira e a figura do emigrante 
3. Portugal no Brasil: a representação consular portuguesa em terras de Vera Cruz 

Capítulo 2. - Os ‘Portugueses do Brasil’, o rosto da colónia portuguesa dos anos trinta aos cinquenta 
1. O rosto da colónia: quem são e como vivem os ‘patrícios’ 
2. As Associações: sobrevivência e preservação da identidade 
2.1 O Real Gabinete Português de Leitura e as Beneficências Portuguesas 
2.2 As escolas: o Liceu Literário Português e as tentativas de implantação de um ensino para emigrantes 
2.3 As associações de assistência, os Grémios, as Bandas e as ‘Casas de Portugal’ 
2.4 As Casas Regionais 
2.5 As Associações de cunho político: os Grémios Republicanos, as Ligas Monárquicas e o caso do Centro Lusitano D. Nuno Álvares Pereira 
2.6 A Sociedade Luso-Africana do Rio de Janeiro 
2.7 As Câmaras Portuguesas de Comércio e Indústria 
2.8 As sociedades recreativas e desportivas 
3. Os periódicos: instrumentos de coesão da colónia 
4. A ‘Federação das Associações Portuguesas do Brasil’: em prol da unidade, a favor do regime 
5. Os grandes nomes da colónia: de beneméritos a comendadores 
6. Rádio, teatro e televisão: vozes para a colónia 
7. A Colónia portuguesa e os governos brasileiros: tácticas de adaptação e convivência 
7.1 A colónia portuguesa e a primeira era Vargas (1930-1945) 
7.2 Ao lado dos ‘pracinhas’: a colónia portuguesa no Brasil em guerra 
7.3 Os portugueses e os governos do Brasil no pós-guerra: a procura de uma Comunidade Luso-Brasileira 

PARTE III - PROPAGANDA SALAZARISTA E ‘OPOSIÇÃO’ 

Capítulo 1. - Da análise à Pátria: o terreno e as formas para a divulgação do salazarismo na colónia 
1. O culto da aldeia: um bom campo para a divulgação do salazarismo 
1.1 O regionalismo: ‘uma norma político-social’ ou a garantia de uma identidade social ? 
1.2 Uma imagem de Portugal: o referencial da colónia 
2. O culto à Pátria: da aldeia ao regime 
2.1 Em busca da Pátria: a permanência dos cultos cívicos e a reinvenção de tradições 
2.2 As datas históricas: do 1.* de Dezembro à I Grande Guerra 
2.3 Os vultos históricos: de Afonso Henriques a Gago Coutinho 
3. O desejo de se fazer sentir: a presença do emigrante em Portugal 
4. ‘Selecções Portuguesas’: vivências para um Portugal salazarista em terras brasileiras 
4.1 A imprensa e a rádio 
4.2 O Cinema: uma contradição de visões 
4.3 O Teatro Português no Brasil: duas vezes censurado 
4.4 A música: s subtileza de uma mensagem 

Capítulo 2. - A procura de uma propaganda adequada à colónia 
1. A relação do emigrante com o regime: a primeira forma de propaganda 
2. A propaganda pós-salazarismo em acção: a procura de laços com o regime ou a busca da Pátria 
3. Os demais meios de propaganda: do som à imagem 
4. A imagem da Pátria: o trunfo do salazarismo na colónia 

Capítulo 3. - Salazar: a edificação de uma imagem na colónia 
1. O perfil de Salazar: a imagem construída em Portugal 
1.1 A construção da imagem: do Salazar político ao Salazar biografado 
1.2 Do ‘Homem’ Salazar 
1.3 Do Salazar messiânico 
1.4 O Retrato do Chefe 
2. A imagem de Salazar na colónia portuguesa do Brasil 
2.1 Salazar: um nome nos jornais 
2.2 Oliveira Salazar, o Homem e o Ditador 
2.3 A reconstrução do Retrato: a imagem de Salazar na colónia 
3. A ‘presença’ do ‘Chefe’ na colónia do Brasil: o culto a Salazar 
3.1 A União Portuguesa Dr. Oliveira Salazar e a Legião 28 de Maio 
3.2 As visitas de saudação: a colónia vai a Salazar 

Capítulo 4. - ‘Aqui Também é Portugal’, a resposta cívica ao apelo da propaganda salazarista 
1. As demonstrações de apoio político: da Guerra Civil de Espanha à invasão de Goa 
1.1 O apoio da colónia aos ‘viriatos’: o movimento dos emigrantes durante a guerra civil espanhola 
1.2 As comemorações do Duplo Centenário: a campanha pró-centenários 
1.3 A edificação do Cristo Rei: entre a motivação política e a questão religiosa 
1.4 O caso de Goa e a União Indiana: ‘Por Portugal e pelos portugueses da Índia’ 
1.5 As campanhas eleitorais: de Norton de Matos a Humberto Delgado 
2. As colónias e o salazarismo na entrada de uma nova década: um ponto de situação 

Capítulo 5. - O outro lado da moeda: o discurso da oposição no exílio, dos anos trinta ao movimento democrático da década de cinquenta 
1. As vozes da República: a oposição nos anos trinta 
1.1 O Centro Republicano Dr. Afonso Costa 
1.2 O Portugal Republicano e o Boletim de Centro Republicano Dr. Afonso Costa 
1.3 A Verdade sobre Salazar, de José Jobim 
2. A oposição e a esperança de redemocratização após 1945: do ressurgimento à desilusão 
2.1 Da guerra ao fim do ‘Estado Novo’ no Brasil: a luta contra todos os autoritarismo 
2.2 A visita de Craveiro Lopes e as manifestações contrárias 
2.3 A oposição e a imprensa brasileira 
2.4 A literatura contra o regime 
3. Humberto Delgado: a esperança é a realidade da oposição no Brasil 
3.1 Humberto Delgado: a violência e a utopia de um ‘pintão do regime’ 
3.2 O ‘horror efeminado’ ou as limitações da oposição no estrangeiro 

CONCLUSÃO 
- Os e(i)migrantes e Salazar, uma leitura de Portugal no Brasil 

Fontes e Bibliografia 
APÊNDICE 


Preço: 47,50€; 

Política Internacional - ‘REVOLUTIONARY CUBA’, by Terence Cannon - La Habana 1983 - MUITO RARO;













Política Internacional - A history of the Cuban Revolution based on the writings and perspectives of its leaders and on the author's travel and research in Cuba.


‘REVOLUTIONARY CUBA’ 
By Terence Cannon 
Cover / capa de Modesto Braulio 
Editorial José Marti 
Cuba, Havana1983 


Livro com 280 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Da contracapa: 
“Who were the revolutionary leaders who preceded Fidel Castro ? Who fought with him in the foothills of the Sierras, and in the cities ? What does the Cuban Communist Party do? Who can belong to it ? And why has every attempt to overthrow or isolate the Revolution failed ? 

In a dramatic combination of historical events, personal narrative, documents, and interviews, the author answers questions like these, offering the reader throughout the viewpoint of the people who made The Revolution. 

Terence Cannon, journalist and free-lance editor, has lived, worked, and traveled extensively in Cuba. The author of many articles on Cuban affairs and political events in Latin America, he has written for Latin American news services and magazines, and served as a correspondent at the United Nations. Mr. Cannon was graduated from Cornell University with a degree in mathematics, and during the 1960’s founded and edited ‘The Movement’ newspaper. He live in New York City. “ 

“Quem foram os líderes revolucionários que precederam Fidel Castro? Quem lutou com ele nas montanhas e nas cidades? O que faz o Partido Comunista Cubano? Quem pode pertencer a ele? E por que todas as tentativas de derrubar ou isolar a Revolução fracassaram?

Numa combinação dramática de eventos históricos, narrativa pessoal, documentos e entrevistas, o autor responde a perguntas como essas, oferecendo ao leitor, ao longo da obra, a perspectiva das pessoas que fizeram a Revolução.

Terence Cannon, jornalista e editor freelancer, viveu, trabalhou e viajou extensivamente por Cuba. Autor de inúmeros artigos sobre assuntos cubanos e eventos políticos na América Latina, escreveu para agências de notícias e revistas latino-americanas e atuou como correspondente nas Nações Unidas. Cannon formou-se em matemática pela Universidade Cornell e, durante a década de 1960, fundou e editou o jornal "The Movement". Ele reside na cidade de Nova York.”



Do ÍNDICE: 

PREFACE 

Part I 
- The Attack: July 26, 1953 
- The first Cubans 
- The Cuban Nation 
- The Neighbor to the north 
- The ten years’ War 
- The Cuban-Spanish War: Freedom thwarted 
- A Republic in Name only 
- The Revolution of 1933 
- Fidel Castro: The Making of a Revolutionary 
- Fidel Castro: The Making of a Revolution 
- The Revolutionary War begun: Twelve men lost in the Mountains 
- The War Won: A Joyful Nation in Arms 

Part II 
- The first Year: Winning the right to make a Revolution 
- 1960: Cuba becomes an ex-Colony 
- The Counterrevolution and the Bay of Pigs: ‘The First Defeat of Imperialism in America’ 
- The Missiles of October 
- Fighting the blockade: 1961-65 
- Cuba is not alone: The international Revolution 

Part III 
- Education: Revolution in the Revolution 
- The Cuban way of health: Best in Latin America 
- Work and the Working people 
- Workers, peasants, Women, neighbors: The people of Cuba Organize Themselves 
- Beginning Again: How Cuba organized a Socialist Government 
- Organizer and Guide: The Communist Party of Cuba 
- The Revolution Matures 

Selected Bibliography 
Index 


Preço: 27,50€; 

Angola & Cultura - Revista ‘CRÂNEO’, n. 3 - Dez. 1972 - HISTÓRIA E GEOGRAFIA- Luanda 1972 - MUITO RARO;





Angola & Cultura - Uma edição da Universidade de Luanda com a publicação de diversas temáticas 


Revista ‘CRÂNEO’, n. 3 - De Dezembro de 1972. 
HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE ANGOLA 
REVISTA CULTURAL - Elaborada por Estudantes Universitários 
Composição e Impressão da Secção de Textos da Universidade de Luanda 
Luanda 1972 


Exemplar com 48 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


DIRECÇÃO 
- Ana Paula Lavrador - Aníbal Fernandes 
- António Luz - David Costa 
- Carlos Ataíde - José Ferreira 
- Júlia Carvalhal - Jolanda Nobre 

COLABORAÇÃO 
- Jorge Silva - Macedo Rosa 
- José D. Silva - Manuel de Almeida 
- José Pinheiro - Pereira Neves 
- Vasconcelos Costa 

COMPOSIÇÃO e IMPRESSÃO 
- Manuel T. Rodrigues - Américo F. da Silva 

DESENHO 
- Carlos Morais 



Temas em destaque:
- Abertura 
- TEMAS LIVRES 
- Entrevista com o Dr. Vasconcelos Costa, por Júlia Carvalhal 
- Luta contra o cancro 
- A INFORMAÇÃO - Televisão 
- TEMAS UNIVERSITÁRIOS 
Carta 
Acerca de Ensaios para uma Segregação 
Nota de Existência 
- ARTES & LETRAS 
Crónica do tempo passado 
Poema 
Música 
- TEMAS DESPORTIVOS 
- TEMAS ANGOLANOS 
Geografia 
História de Angola 
- TEMAS CIENTÍFICOS 
Que problema deixou Darwin em aberto ?


Preço: 37,50€; 

Portugal - História & Ultramar - ‘VIDAS E MORTE EM MACAU’, de João Manuel Amorim e Francisco Moita Flores - Macau 1995 - Muito Raro;









Portugal - História & Ultramar - Análise das causas de morte, da própria morte e das sepulturas no Cemitério de S. Miguel em Macau 


‘VIDAS E MORTE EM MACAU’ 
O Cemitério de S. Miguel 
De João Manuel Amorim e Francisco Moita Flores 
Edição da Fundação Oriente e Leal Senado de Macau 
Macau 1995 


Livro com 162 páginas, ilustrado e em bom estado de conservação. Nota para descoloração das capas. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 



Do ÍNDICE: 

1. - Da Ameaça 
2. - Da Prosperidade 
3. - Da Praia Grande 
4. - Do Fogueiro 
5. - Da Ilusão e da Adivinhação 
6. - Do Lilau 
7. - Das Verdades 
8. - Dos Mouros 
9. - Dos Becos 
10. - Da Ilusão 
11. - Da Surdez 
12. - Do Enleio 
13. - Do Milhafre 
14. - Da Fortuna 
15. - Do Entendimento 
16. - Da Mosca 
17. - Dos Anjos 
18. - Da Amizade 
DOS TÍTULOS DOS CAPÍTULOS 
- Toponímia 
NOTAS 

FOTOGRAFIAS 

Uma caminhada até à eternidade: 
DA CIDADE DO SANTO NOME DE DEUS AO CEMITÉRIO DE S. MIGUEL 
- A Dissimulação da Morte: Um jogo de cabra cega 
- Aceitar os mortos negando a Morte 
- Miasmas e Medo 
- A revolução científica e o poder médico 
- A ‘Pcidenralidade’ Oriental 
- Controlar socialmente a vida: um remédio para a morte 
- Macau - as preocupações sanitárias 
- A importância da maternidade hospitalar 
- Morrer em Macau - A finalidade do ‘fong soi’ 
- Viver e Morrer em Macau: O valor dos números 
- O valor do número 
- Arte e Vida no Cemitério de S. Miguel 
- Jazigos e Sepulturas 
- A Escultura nos Cemitérios 
- A Exportação dos Modelos - O Cemitério de S. Miguel 
-  Valor Simbólico do Epitáfio 
- O Reencontro da Morte com a vida 


Preço: 62,50€; 

Portugal - Descolonização & História - ‘ANGOLA - EQUACIONANDO O REGRESSO’ - Lisboa 1978 - MUITO RARO;






Portugal - Descolonização & História - Manifesto da Comunidade Angolana refugiada no país, na sequência da trágica descolonização desenvolvida pelo MFA que levou à guerra civil com milhares de vítimas e milhões de refugiados, constituindo um documento histórico daqueles acontecimentos 


‘ANGOLA - EQUACIONANDO O REGRESSO’ 
Autoria não identificada 
Lisboa 1978 


Exemplar com 10 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito, muito difícil localização. 
MUITO, MUITO RARO. 


PROGRAMA DE ACÇÃO 
“1. - Dadas as condições em que se desenrolou a fase de independência e a situação actual do País, os angolanos redactores deste documento só aceitam estabelecer relações com o MPLA nos seguintes termos: 
a) - Expulsão imediata de todos os efectivos militares e técnicos estrangeiros que se encontram em Angola; 
b) - Formulação de uma política de reconciliação nacional que conduza à Paz; 
c) - Reconhecimento dos direitos indiscutíveis da UNITA e FNLA como representantes do Povo Angolano; 
d) - Aceitação de um regime democrático, baseado em eleições livres e num esquema político pluripartidário. 
2. - Na inexistência de tais condições, será o MPLA considerado como inimigo do Povo Angolano, e como tal sujeito a persegui, desmantelamento e procedimento criminal. 
3. - Aceitamos e reconhecemos a FNLA e a UNITA como representantes do Povo Angolano, mérito conquistado com valor no campo da batalha. 
4. - Como postulado democrático não é porém reconhecido a qualquer dos dois movimentos, ou simultaneamente a ambos, a exclusividade de tal representação. 
5. - Compete a todos os angolanos, sem distinção de qualquer espécie, desenvolver e apoiar o esforço de guerra, compartilhando os encargos necessários à consecução da luta. 
6. - Na sociedade angolana de amanhã não serão tolerados distinções baseadas em conceitos rácicos, étnicos ou culturais, bem como de formas de pensamento, opções religiosas ou outras.
Assentes nestes princípios orientadores, tomarão os angolanos filiados na organização como tarefas fundamentais: 
a) - Pugnar pelo reconhecimento internacional da sua condição de cidadãos angolanos que se viram forçados a abandonar a Pátria por força de uma guerra civil injusta e fomentada pelo exterior; 
b) - Levar ao conhecimento da comunidade mundial os crimes que se cometeram e cometem contra o nosso amado Povo, vítima da política de terror dos algozes soviéticos e cubanos; 
c) - Exigir à ONU e à OUA a fiscalização da aplicação dos Direitos do Homem e do cidadão ao Povo mártir daTerra de Angola; 
d) - Defesa dos valores sociais, culturais e morais das nossas tradições, que nos individualizam como sociedade e nos caracterizam como povo com identidade própria; 
e) - Apoiar por todas as formas possíveis a heróica luta dos nossos irmãos da UNITA e FNLA, braço armado do Povo Angolano; 
f) - Contribuir para a elaboração de planos de estudos e projectos adequados às reais carências da nossa gente, com vista ao rápido desenvolvimento e progresso de todos; 
g) - Organizar quadros técnicos e sociais, que se encontrem aptos a assumir as pesadas responsabilidades de reconstrução do País, tão cedo ele seja libertado do domínio estrangeiro; 
h) - Colaborar com todas as organizações afins, no sentido de divulgarmos e unificamos um processo de actuação que sendo convergente seja mais forte e seja coerente com a forma de pensar de todos os angolanos; 
i) - Desenvolver todas as formas possíveis de apoio aos angolanos refugiados em Portugal, África do Sul, Zâmbia, Zaire, Botswana, etc, levando-lhes a expressão da nossa solidariedade e a palavra da nossa esperança; 
j) - Aliámo-nos a todas as forças políticas de África que lutam contra as interferências e domínios do imperialismo explorador.” 

Feito em Portugal, ano 3 do exílio 



Do ÍNDICE: 

NOTA PRÉVIA 

- O MPLA e os movimentos de libertação 
- Exilados no estrangeiro 

EQUACIONANDO O REGRESSO 
- Nós e os movimentos de libertação 

PROGRAMA DE ACÇÃO 

REGRESSO 
- Poema de Alda Lara 


Preço: 32,50€; 

Portugal - História & PREC - Semanário ‘A RUA’, n. 60 - 26.05.1977 - (‘EM LONDRES REUNEM-SE KAÚLZA, SILVINO E GALVÃO DE MELO’) - Lisboa 1977 - MUITO RARO;



















Portugal - História & PREC - Semanário conotado com a extrema direita política, enquanto se publicou editou textos e cartoons polémicos sobre o período revolucionário e anos seguintes 


Semanário ‘A RUA’, n. 60 - De 26 de Maio de 1977. 
‘EM LONDRES REUNEM-SE KAÚLZA, SILVINO E GALVÃO DE MELO’ 
Director: Manuel Maria Múrias 
Lisboa 1977 


Exemplar com 24 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Temas em destaque: 
ORGANIZA-SE A OPOSIÇÃO NACIONAL ? 
- ‘EM LONDRES REUNEM-SE KAÚLZA, SILVINO E GALVÃO DE MELO’ 
- ‘ACCIONISTAS EXIGEM REFERENDO’ 
- ‘RAMALHO EANES VISITA A ESPANHA’ 
- ‘DESVARIOS SEPARATISTAS DO PS - Para desacreditar ou desautorizar Eanes’ 
- ‘O GARRAFÃO COM PERNAS ESTAVA LÁ’, por João Venâncio 
- ‘SALAZAR E O 28 DE MAIO’ 
‘Memórias da Guerra Civil’ 
‘O testemunho de Artur Ribeiro Lopes’ 
‘O Exército foi o motor’ 
‘Eram várias as tendências’ 
‘Chefia de Gomes da Costa’ 
‘A mão estendida de Salazar’ 
‘Uma sociedade integrada e autónoma’ 
- MOÇAMBIQUE - ‘A VIOLÊNCIA RACISTA EM MAPUTO’, por Afonso Madeira 
- ‘INDEMNIZAR OS ESPOLIADOS’ 
‘Não o fazer será dar cobertura a actos de banditismo’ 
- ‘FLEC INTIMA CABINDA GULF OIL’ 
- Em S. Tomé: ‘RUÍNA ECONÓMICA E REPRESSÃO POLÍTICA’ 
‘A caminho de uma autêntica colonização’ 


Preço: 27,50€; 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Portugal - Angola & Guerra do Ultramar - ‘MEMÓRIAS DE UM COMBATENTE’, de João Pedro Quintela Leitão - Lisboa 2024;













Portugal - Angola & Guerra do Ultramar - O autor relata as vivências enquanto militar do Exército Português com destaque para a sua experiência no processo de descolonização desta antiga província ultramarina portuguesa da África Ocidental no anos de 1975 


‘MEMÓRIAS DE UM COMBATENTE’ 
Antes e Depois do 25 de Abril de 1974 
De João Pedro Quintela Leitão 
Edições Colibri 
Lisboa 2024 


Livro com 120 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa:
“O lançamento deste livro de memórias nesta data, ano de comemoração do cinquentenário do 25 de Abril, é um contributo é um alerta para que esse espírito se mantenha vivo e perdure para sempre. 
* Serve igualmente para relembrar que não foi fácil percorrer este caminho travando lutas desiguais antes e depois do 25 de Abril de 1974 até aqui, sem nunca desistir, algumas vezes acompanhado por outros camaradas, outras sozinho, mas em todas elas pugnando pela defesa dos ideais da liberdade e da justiça.
* É o estatuto de cidadão livre que me permite hoje escrever este livro, porque há 50 anos isso era impossível.“ 


Da badana: 
“Nesta memória de antigo combatente, tentarei ser fiel aos factos que vivi, nomeadamente, à comissão que cumpri em 1975, em Angola, procurando fazê-lo com bastante detalhe, graças à correspondência mantida com a minha mulher, há 48 anos, e que serviu de base para eu poder descrever todos esses horríveis episódios, assim como a partilha desses acontecimentos com camaradas ainda vivos, como o tenente-coronel Pinheiro Pinto, o Major Alves Pessoa e o João Barba, todos eles ex-combatentes, como eu.“ 


O Autor: 
“JOÃO PEDRO QUINTELA LEITÃO, nasceu no Fundão, em 17 de Março de 1948. Antigo aluno dos Pupilos do Exército (1960-1967), foi incorporado no Exército no ano de 1967 como sargento e cumpriu 2 comissões em Angola entre 1969 e 1975. 
* Como Major cumpriu uma comissão de Manutenção de Paz da ONU em Moçambique em 1993.
* Como Tenente-coronel foi, Director interino do DGMT Inspector da DST (Direcção dos Serviços de Transmissões), Subchefe dos Serviços de Transporte do Comando de Logística do Exército e Chefe do Gabinete de Auditoria Técnica e de Qualidade da Direcção de Comunicações e Sistemas de Informação. 
* Na reserva e reforma desempenhou as funções de Secretário-Geral da ADFA.“



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO 
APRESENTAÇÃO 

- Origens e antepassados de João Pedro Quintela Leitão 
- Pupilos do Exército na legislação do Estado Novo 
- Entrada no Exército aos 19 anos, com o posto de 2.* Sargento, 1.a comissão em Angola, regresso em 1971 e continuação da luta para sair do Exército 
- Descolonização de Angola, em 1975, e regresso, nos anos de 1976 a 1978 
- Curso de oficiais, promoção a oficial e carreira até à promoção a oficial superior 
- Preparação e missão ONUMOZ, em 1992-1993 
- Actividades desenvolvidas desde 1994 a 17 de Março de 2007, data da passagem à reserva 
- Actividades desenvolvidas na reserva e na reforma, depois de 17 de Março de 2007 
- Análise sobre os graves erros cometidos pela tutela, em 2002 e 2023 


Preço: 27,50€; 

Portugal & História - Revista ‘K’, n. 2 - Nov. 1998 - (‘MARCELO - O MAIOR’) - Lisboa 1998 - MUITO RARO;




Portugal & História - Como tema principal desta edição, destaque para a análise do percurso político e pessoal do último chefe de Governo do Estado Novo, Prof. Marcello Caetano, derrubado pelos militares do MFA a 25 de Abril de 1974, da autoria do analista e polemista Vasco Pulido Valente 


Revista ‘K’, n. 2 - De Novembro de 1998. 
‘MARCELO - O MAIOR’ 
Lisboa 1998 


Exemplar com 68 páginas, ilustrada e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.



Temas em destaque : 
- ‘MARCELO - O MAIOR’, por Vasco Pulido Valente 
- ‘IONESCO, DOSSIER GAY’ 
- ‘A VINGANÇA DE CESARINY’ 
- ‘O NORTE DE PORTUGAL’ 


Preço:  0,00€; (Indisponível) 

Estado Novo & História - ‘PORTUGAL ENTRE A PAZ E A GUERRA (1939 - 1945)’, de Fernando Rosas - Lisboa 1995 - Raro;




Estado Novo & História - Análise sobre o trajecto e estratégia de Portugal sob a liderança de António de Oliveira Salazar no período da II Guerra Mundial, enquanto país europeu e detentor de um império territorial ultramarino 


‘PORTUGAL ENTRE A PAZ E A GUERRA (1939 - 1945)’ 
De Fernando Rosas 
Editorial Estampa 
Lisboa 1995 


Livro com 486 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


O Autor: 
“FERNANDO ROSAS é professor emérito da Universidade Nova de Lisboa e professor catedrático jubilado de História Contemporânea da NOVA FCSH. Foi fundador e presidente do Instituto de História Contemporânea. É autor de uma vasta obra historiográfica que, no tocante a Portugal, se centra sobre a Primeira República, o Estado Novo e a Revolução de 1974/1975. 
Foi autor e apresentador das séries televisivas História a História e História a História África (RTP2 e RTP África, 2016 2017). 
Os seus trabalhos estão publicados em Espanha, França, Itália, Alemanha e Brasil. Entre as suas obras mais recentes editadas pela Tinta da china, destacam-se ‘Salazar e o Poder: A Arte de Saber Durar’ (Prémio Pen Club de Ensaio, 2012); ‘Salazar e os Fascismos’ (Prémio de História Contemporânea da Fundação Calouste Gulbenkian/Academia Portuguesa de História, 2019); ‘O Século XX Português’ (coord. de obra coletiva, 2020); ‘A Revolução Portuguesa de 1974 1975’ (coord. de obra coletiva, 2022). 
Foi deputado à Assembleia da República e candidato à Presidência da República. Integrou a Comissão Instaladora do Museu do Aljube e é membro da Comissão Instaladora de Conteúdos e Acompanhamento Museográfica do Museu Nacional do Forte de Peniche. Recebeu a medalha do Ministério da Ciência em 2017. Em 2016, foi condecorado pelo presidente Jorge Sampaio com a Ordem da Liberdade.”


Preço: 27,50€;