quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Moçambique - História & Descolonização - ‘JORGE JARDIM - O ANO DO ADEUS AO ULTRAMAR’, de Adelino Timóteo - Maputo 2024 - Muito Raro;









Moçambique - História & Descolonização - Os avatares do mais misterioso e audacioso luso-moçambicano do século XX, que tentou negociar, discretamente, através do chamado ‘Programa de Lusaka’, um processo multi-racial de descolonização, que evitasse o êxodo e a debandada desesperada de 250 mil cidadãos brancos moçambicanos 


‘JORGE JARDIM - O ANO DO ADEUS AO ULTRAMAR’ 
De Adelino Timóteo 
Edição AT 
Maputo 2024 


Livro com 290 páginas, ilustrado (reprodução de documentos) e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.


SINOPSE:
“Obra muito importante para o estudo do período final da administração portuguesa em Moçambique e nos primeiro anos do novo país independente, focada numa das personalidades mais complexas dessa época, Jorge Jardim. São abordadas as questões das lutas internas na Frelimo, o assassínio de Eduardo Mondlane, a acção de Costa Gomes e do MFA em Portugal e em Moçambique, a vida de Jorge Jardim depois do 25 de Abril até falecer prematuramente, o comportamento dos dirigentes da Frelimo em 1974 e 1975 e nos anos seguintes e os terríveis fins dos opositores da Frelimo.”


Da contracapa:
“Está obra pretende-se um farol, com material inédito, buscando iluminar os acontecimentos do após 25 de Abril de 1974, assim como o episódio trágico de 7 de Setembro, em Lourenço Marques, no mesmo ano. Com enfoque no Eng. Jorge Jardim, trata-se de um ângulo inédito e distinto de contar também sobre os derradeiros momentos da luta armada de libertação e os demais acontecimentos que lhe sucederam, vinculando-o a uma tentativa humana e de redenção de se acercar à FRELIMO, através do ‘Programa de Lusaka’, com que buscava evitar a debandada de 250 mil bancos de Moçambique. 
Debaixo da lenda desta personalidade e com informação devidamente contextualizada, o autor esmiuça os factos, que marcaram o fim do Ultramar português e a emergência de um novo conflito, debaixo da consigna da guerra fria. 
Afamado como uma das mais ímpares e insignes personalidades da África Austral, purgado pela Junta de Salvação Nacional, dos capitães de Abril, Jorge Jardim, tratado como um monstro, esgrime os seus argumentos, mas não consegue impor o seu plano em cima da mesa, no tratado de Lusaka. Daí resvala-se para um plano secundário e assiste desencantado o processo dramático e trágico da descolonização desde a periferia. 
Cinquenta nos depois, olhando para o pensamento de Jorge Jardim, é possível depreender que, mais do que votá-lo ao ostracismo e ao tabu, Jorge Jardim foi um nacionalista, que pretendeu contribuir com o seu pensar particular, que mantivesse a dignidade da maioria e dos derrotados, numa harmonia comum, sem se ferirem uns aos outros. 
Ao desenterrar o perfil deste homem complexo, raro, pretensamente anti-racista, com as suas contradições e partes encantadora, como todos os seres humanos comuns, o autor oferece a oportunidade de se esgravatar sobre a documentação e testemunhos interessantes de uma figura enigmática, esclarecendo sobre os momentos que mediaram a morte de Eduardo Mondlane, com isto demonstrando que a história é um processo dinâmico, em permanente construção. 
A relevância de documentar com intensidade esse período de ouro da história contemporânea é um serviço à Nação.“ 


O Autor:
“ADELINO TIMÓTEO nasceu a 3 de Fevereiro de 1970, na Beira, em Moçambique. 


“ 


JORGE JARDIM: 
“Jorge Pereira Jardim (Lisboa, 13-11-1919 - Libreville, Gabão, 01-12-1982) 
Engenheiro agrónomo, foi Secretário de Estado do Comércio e Indústria, de 1948 a 1952, deputado à Assembleia Nacional, em duas legislaturas, de 1953 a 1961. Passou depois a exercer funções em empresas privadas, tais como administrador da fábrica da Lusalite no Dondo, em Moçambique, administrador de várias empresas do grupo Champalimaud, em Moçambique, tendo construído um império económico, que incluía o Interbanque, no Gabão. 
Esteve em Angola a apoiar a formação de milícias em 1961, e desenvolveu uma densa rede de contactos na África Austral, que incluía, os presidentes do Malawi e da Zâmbia. Tentou contribuir, com o ‘Programa de Lusaka’, para uma via pluralista para a independência de Moçambique, tendo falhado devido ao apoio dos militares portugueses à Frelimo.”



Do ÍNDICE: 

1. - JORGE JARDIM: O HOMEM, O MITO, A LENDA 
1.1 O Kissinger luso-moçambicano 

2. - A CAVALGADA AMERICANA SOBRE O ULTRAMAR PORTUGUÊS 
2.1 As manobras do enviado especial de Salazar e de Marcello Caetano 
2.2 Das prisões dos Padres de Macúti e de Burgos 
2.3 PIDE/DGS e o seu destema repressivo 
2.4 A expulsão dos missionários estrangeiros 
2.5 Os bispos vistos sob a lupa da PIDE/DGS 

3. - A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS: A SENTENÇA DE UMA MORTE ESPERADA 
3.1 Os partidos emergentes 
3.2 Jorge Jardim na lista negra da JSN 
3.3 Joana Simeão e Máximo Dias vítimas da escalada da violência 

4. - MANDATO DE CAPTURA A JORGE JARDIM 
4.1 Jardim na encruzilhada dos seus detractores 
4.2 Paris e o rosário da liberdade 
4.3 Jardim leva Domingos Arouca ao banquete de Banda 
4.4 Jardim no centro da rota de colisão Portugal / Malawi 
4.5 Jardim na corrida pela independência 
4.6 Marcello ultrapassa Jardim na corrida 
4.7 As posições diplomáticas de Banda e Kaunda sobre Moçambique 

5. - POMBEIRO DE SOUSA: A MÃO ESQUERDA DE JORGE JARDIM 
5.1 Coligação única liderada por Domingos Arouca 
5.2 Kaunda impressionado com o negociador Jorge Jardim 
5.3 Manifesto de Lusaka e o eclipse de Jardim 

6. - A CHEGADA AO PODER DO DETRACTOR INTERNO DE JARDIM 
6.1 Dr. Soares de Melo a caminho da investidura em Lisboa 
6.2 Spínola empossa novos governadores-gerais 

7. - A COLIGAÇÃO CONSPIRATÓRIA PARA A DETENÇÃO DOS OPOSITORES 
7.1 Costa Gomes e a ‘Operação Jorge Jardim’ 
7.2 A debandada dos sinistros agentes da PIDE/DGS 
7.3 Soares de Melo congela contas e ordena a prisão de Jardim 

8. - FRELIMO E JARDIM ODEIAM-SE ATÉ ÀS ENTRANHAS 
8.1 Jardim tenta recuperar o protagonismo 
8.2 Jardim prepara-se para a batalha judicial 

9. - O ESBOÇO DE UM HIPOTÉTICO PRÉ-ACORDO E AS MUDANÇAS REPENTINAS 
9.1 Governador-Geral Soares de Melo demite-se 
9.2 Correu ‘longe demais’ e chegou demasiado ‘atrasado’
9.3 Jardim iludido 
9.4 Jardim e António de Figueiredo em Mbabane 
9.5 Ultrapassado por Melo Antunes 

10. - PLANOS DE JARDIM VISAVAM INTERESSES ECONÓMICOS 
10.1 ‘O Século’na berlinda de Jardim em Paris 

11. - JORGE JARDIM AVANÇA NO PLANO TÁCTICO 
11.1 Mário Soares e as ameaças de Jardim a Machel 
11.2 Protagonismo de Banda no ‘The Daily Times’ 
11.3 Imprensa arregimentada ao estilo Pravda e Novosti 
11.4 Jardim ‘persona non grata’ na Swazilandia 
11.5 O princípio da incerteza absorve Jorge Jardim 

12. - 7 DE SETEMBRO EM LUSAKA: O ADEUS AO ULTRAMAR 
12.1 A caixa dos segredos do acordo 
12.2 A tragédia humana de 7 de Setembro 
12.3 O fracasso do MML e o êxodo da população branca 
12.4 Jorge Jardim na África do Sul 
12.5 O Governo de Transição 
12.6 Banda aconselha Jardim a exilar-se na Espanha 

13. - A QUEDA DE SPÍNOLA E A ASCENSÃO DE COSTA GOMES 
13.1 Agosto amargo 
13.2 Gelo sobre os tapetes de Belém 
13.3 Morte a Spínola ! 
13.4 Spínola e a longa noite de insónia 
13.5 As últimas cartadas de Spínola 
13.6 Um golpe de astúcia 
13.7 Costa Gomes cai na cadeira como um anjo 

14. - OS DESACATOS DE 21 DE OUTUBRO EM LOURENÇO MARQUES 
14.1 Cão de guarda enamora-se do lobo 
14.2 O desnorte de Banda 

15. - A NOITE DAS FACAS LONGAS: O DRAMA DE JOANA SIMEÃO 

16. - MACHEL CHAMA ‘PERÚ’ A URIA SIMANGO 

17. - JORGE JARDIM E A MORTE DE EDUARDO MONDLANE 
17.1 Carta de Jardim a Horácio de Sá Viana Rebelo 
17.2 As ‘mil e uma versões’ de um assassinato 
17.3 Machel e a arma ‘doble fio’ 
17.4 Do golpe palaciano de Machel a Uria Simango 
17.5 Perfil de verdugo de Eduardo Mondlane 
17.6 O rapto do Padre Gwengere 

18. - ÓSCAR KAMBONA, JORGE JARDIM E O ASSASSINATO DE KARUME 
18.1 O nascimento do comunismo em Zanzibar 
18.2 Herói da revolução 
18.3 Exílio de Ali Sultani 
18.4 João Tudela e os contornos do ‘Programa de Lusaka’ 

19. - O FIM DO IDÍLIO 
19.1 Da viagem triunfal do Rovuma ao Maputo 
19.2 As intentonas de Lisboa e Lourenço Marques 

20. - A FRELIMO E O MARXISMO-LENINISMO 
20.1 ‘El enfant terrible’ na clandestinidade 
20.2 A voz da Quizumba 
20.3 O clã gabonês anti-Mitterrand 

21. - A MORTE DE ‘LAWRENCE DE ÁFRICA’ 
21.1 Estado Português e Costa Gomes no banco dos réus 
21.2 Jardim e Costa Gomes nos bastidores da cortina de fumo 
21.3 Eu acendi o rastilho 
21.4 ‘Programa de Lusaka’: afinal um jogo de ‘cabra-cega’ 

22. - Bibliografia 
23. - Telegramas diplomáticos dos EUA consultados 
24. - Anexos 


Preço:  0,00€; (Indisponível) 


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NOTA:
As fotografias aqui editadas não fazem parte da obra em apresentação. 

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