Portugal & Ultramar - Contributo para o estudo da corrupção política nos impérios do início da Europa moderna
‘A LENDA NEGRA DA ÍNDIA PORTUGUESA’
Diogo do Couto, os seus contemporâneos e o ‘Soldado Prático’
De George Davison Winius
Tradução de Ana Barradas
Edição ANTÍGONA
Lisboa 1994
Livro com 218 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização.
Muito Raro.
Da contracapa:
“ALCÁCER QUIBIR
Verdugo, que esmagaste a Índia aos pés…
Eis aqui, Portugal, o que tu foste !
Repulsivo morfético d’Aoste…
Eis aqui, Portugal, o que tu és !
Os Gamas, Albuquerques e Sodrés,
Alçando a Cruz em sanguinoso poste,
Bradam ser Cristo o general da hoste,
Se os povos sangra o ferro português.
Terrível vai mostrar-se a Providência,
Arrancando das mãos da prepotência
A levantou-a raça acorrentada.
Índia, escrava gentil, espera um pouco…
Lá vem sobre Marrocos um rei louco…
Eis Alcácer Quibir ! Estás vingada.
Camilo Castelo Branco
Não pode a ANTÍGONA alhear-se, nesta inesgotável quadra de comemorações culturais & patrióticas dos tesouros escondidos que a nação encerra.
E dentre as mais ocultas pátrias, a ‘LENDA NEGRA DA ÍNDIA PORTUGUESA’, mui frutuoso descobrimento em temática assaz ignorada, esta que versa os índicos negócios - dada à estampa, azadamente, em época faustosa de corrupção democrática.
Camilo Castelo Branco, já manifestamente anticolonialista no séc. XIX, é para aqui trazido como bofetada sem mão na cambada escriba deste nosso tempo vil - o duma manhosa servidão agora voluntária.“
Da badana:
“Todos os testemunhos indicam que a Ásia Portuguesa já era notoriamente corrupta em finais do séc. XVI.
O mais famoso de todos é o de Diogo do Couto e pode dizer-se que a ele se deve a Lenda Negra. Também existe um manuscrito, praticamente desconhecido, de um modesto soldado português, Francisco Rodrigues de Silveira. Mas houve outros, a maior parte dos quais da autoria de estrangeiros.
George Winius, historiador norte-americano, examina primeiro o depoimento contemporâneo no seu contexto histórico, para a seguir pôr as seguintes questões: O que era de facto a corrupção naquela época ? Poderá ser comparada com o que hoje consideramos corrupção? Terá ela sido consequência da incapacidade de Portugal para construir um sistema de dominação apoiado em civis ? Ou terá resultado do sistema europeu de nomeação de funcionários, transportado para uma região em que as possibilidades de fazer fortuna eram muitas ?
George Winius examina todas estas questões e procura dar resposta a duas outras, postas pelos seus colegas da Universidade de Leidein: Terão estes relatos sido descritos por homens ressentidos, postos à margem do sistema ? E seria a natureza desse sistema europeia, ou indiana ?“
O Autor:
“GEORGE DAVISON WINIUS nasceu em Sr. Louis, Missouri, nos Estados Unidos, em 1928, formando-se no Bowdoin College e na Universidade de Columbia. Foi professor entre 1965 e 1976 na Universidade da Florida, em Gainesville, e actualmente exerce funções docentes na Universidade de Leiden, na Holanda, onde escreve para a ‘Itinerário’. Entre as suas anteriores publicações, são de registar ‘The Fatal History of Portuguese Ceylon’, 1971, e ‘A Fundação do Império Português 1415-1580’, Vega 1994, escrito de parceria com o falecido Bailey W. Diffie.“
Do ÍNDICE:
PREFÁCIO
INTRODUÇÃO: informação necessária para especialistas não portugueses
1. - Vicissitudes de um cronista honesto
2. - O ‘Soldado Prático’: os argumentos
3. - As razões do ‘Soldado Prático’
4. - Observações dos visitantes no tempo de Couto
5. - A ‘Reformação’ de Silveira: o verdadeiro soldado prático
6. - A ‘Reformação’ de Silveira: medidas paliativas
7. - No tempo antigo
8. - Aos olhos do mundo moderno
9. - Um segundo olhar
Apêndice: Corrupção nos ‘Documentos Remetidos’ ou ‘Livros das Monções’
Bibliografia
Preço: 32,50€;


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