segunda-feira, 30 de junho de 2025

Portugal - Guiné & Guerra do Ultramar - ‘ESTRANHA NOIVA DE GUERRA’, de Armor Pires Mota - Lisboa 2010 - Raro;







Portugal - Guiné & Guerra do Ultramar - O conflito militar que decorreu nesta antiga província ultramarina portuguesa do golfo africano, serve de cenário para esta obra, considerada como fulcral na bibliografia do autor, território onde cumpriu a sua comissão 


‘ESTRANHA NOIVA DE GUERRA’ 
De Pires Mota 
Edição Âncora Editora 
Lisboa 2010 


Livro com 152 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa: 
“Surpreendentemente Armor Pires Mota volta à Guiné e escreve o livro da sua consagração: ‘ESTRANHA NOIVA DE GUERRA’. Se procurarmos os seus mestres literários, não é difícil encontrar simpatias por grandes agentes literários da ruralidade, caso dos mais antigos como Raúl Brandão ou posteriores como Aquilino Ribeiro, Araújo Correia ou Tomás de Figueiredo. É a riqueza vocabular, o recurso à mais genuína imagem telúrica, interceptam-se simpatias pelo neo-realismo, naturalismo e, paradoxalmente, a narrativa à Hemingway ou Norman Mailler. Na justa medida em que ‘ESTRANHA NOIVA DE GUERRA’ é um dos livros mais portentosos que se escreveram sobre a guerra da Guiné. (…) Vamos sumariar onde está a singularidade e a notabilidade  deste romance. 
A metáfora é a via-sacra, isto é, o herói, no cumprimento do seu dever, arrasta o corpo de um camarada morto em combate por caminhos inóspitos, sujeito a toda a casta de provocações: o confronto com o inimigo, os jagudis devoradores do corpo à sua guarda; uma imagem que se torna delirante e dilacerante, dando azo a que o herói solte as recordações para embates ainda mais imprevistos.“ 
Beja Santos 


Da badana: 
“ ‘ESTRANHA NOIVA DE GUERRA’ é Thanatos e Eros, a morte e o amor. Armor Pires Mota traz-nos mais um romance translúcido que evoca Alcácer Quibir, na conversão contemporânea: o conflito colonial. Um esboço da geração que regressou nas naus de Quinhentos - e com elas o esquife soçobrado do mito lusitano. Mais do que um singular retrato da epopeia trágico-terrestre em África, o autor concebe no Bravo Elias o topos do soldado frente à bestialidade da guerra. Uma viagem iniciática e a crucificação da juventude. O explorar do mecanismo da ternura passional, desejo e ciúme por duas mulheres que protagonizam duas raças: Mariana, uma bela ‘partisan’, e Helena, mulher do capitão Castro Matias. Um empolgante thriller bélico, narrado com desenvoltura, num estilo tão laborioso quanto intenso. Para ler, da capa al fine - sempre com o coração nas mãos e a memória no olhar.“ 
João de Mancelos 


O Autor: 
“ARMOR PIRES MOTA nasceu em Oiã, em 1939. Concluído o ensino primário, ingressou no Seminário de Aveiro, que abandonou em 1961. 
Foi mobilizado em 1963 e fez comissão de serviço na Guiné, como alferes miliciano. 
A guerra deixou-lhe feridas de muitas histórias e vivências. 
Sobraram-lhe dessa experiência vários livros (crónica, conto, romance e poesia). 
Entre eles, ‘Tarrafo’, apreendido pela PIDE, e ‘Bagabaga’, prémio Camilo Pessanha. 
A Câmara de Oliveira do Bairro distinguiu-o com a Medalha de Mérito Cultural, grau ouro, e o Rotary Club da mesma cidade atribuiu-lhe o galardão de Mérito Profissional, levando em conta os seus mais de vinte anos de jornalismo.”



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO 
Por Mário Beja Santos 

2
10 
11 
12 
13 
14 
15 
16 
17 


Preço: 32,50€; 

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