Portugal - Guerra do Ultramar & Guiné - A história do militar negro das Forças Armadas Portuguesas mais condecorado, guineense e figura incontornável da guerra nesta antiga província ultramarina - entre 1964 e 1974 - que de herói de guerra passou a ser denegrido e até sofreu prisão arbitrária e tortura por revolucionários da extrema esquerda no PREC…
‘O FENÓMENO MARCELINO DA MATA’
O Herói, o vilão e a História
De Nuno Gonçalo Poças
Edição Casa das Letras
Lisboa 2022
Livro com 206 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização.
Raro.
Da contracapa:
“Marcelino da Mata carregava em si o peso das contradições de um passado comum a tantos portugueses ainda vivos. Nessas contradições andará, como quase sempre, a verdade possível.“
“A figura de Marcelino da Mata desencadeou um debate público, feroz e inconsequente entre alguma esquerda e uma certa direita no qual o militar mais condecorado da História portuguesa ora surgiu como herói, ora como vilão.
Mas esse debate, em vez da radicalização, merecia serenidade, clarificação e conhecimento. Implicava, mais do que uma biografia de Marcelino, uma discussão sobre a guerra, o período revolucionário, o fim do Império colonial, o racismo, o nosso legado em África independente e a procura de respostas e dos consensos possíveis em temas tão sensíveis. Depois da efémera e tribal discussão que se gerou na sociedade portuguesa após o falecimento do tenente-coronel, Nuno Gonçalo Poças traz-nos, em ‘O FENÓMENO MARCELINO DA MATA’, uma apologia da moderação e lança as bases para um debate desapaixonado sobre episódios do nosso passado recente.“
Da badana:
“Parece evidente que se foram inventando episódios acerca de Marcelino da Mata, e existem testemunhos que afiançam que várias dessas invenções tinham origem no próprio, mas o certo é que, indiferente à mitomania, a lenda crescia durante a guerra à medida que as medalhas e os louvores se sucediam e confirmavam todas as qualidades militares de Marcelino. E o PAIGC, por sua vez, ganhava a Marcelino da Mata um receio e uma raiva crescentes. Provavelmente, ambos os lados estariam a ser vítimas de algum tipo de exagero provocado, por um lado, pelo próprio regime que precisava de homens como Marcelino para fazer valer a sua posição política e, por outro lado, pela forma como o próprio Marcelino fez crescer a sua fama - não se coibindo de exagerar os feitos, acrescentando zeros às perdas inimigas, por exemplo. Os guerrilheiros achavam-no, pois, um sanguinário execrável, sentimento agravado por se tratar de um negro, guineense, que decidira combater, como tantos outros, embora ele com indiscutível sucesso, do lado da força colonizadora contra a independentista.“
O Autor:
“NUNO GONÇALO POÇAS, advogado formado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, é casado e tem duas filhas. É revisor do ‘Internacional Journal of Business Strategy and Automation’, da IGI Global, revista científica norte-americana, onde publicou sobre Ética e Responsabilidade Social nas Decisões Judiciais. É colunista no jornal ‘Observador’, onde também escreve ensaios sobre políticas públicas e História contemporânea.
É autor do livro ‘PRESOS POR UM FIO - Portugal e as FP-25 de Abril’ (Casa das Letras, 2021).“
Do ÍNDICE:
PRÓLOGO
I. - MARCELINO NA GUINÉ PORTUGUESA
1.1 - Um português natural da Guiné-Bissau
1.2 - Assim nasce um soldado
II. - OS CAMINHOS DA GUERRILHA
2.1 - O início da guerra
2.2 - Amílcar Cabral e o PAIGC
III. - UMA MÁQUINA DE GUERRA
3.1 - “Sou o Marcelino”
3.2 - Operação Tridente
3.3 - Operação Mar Verde
3.4 - Operação Ametista Real
3.5 - O spinolismo na Guiné
IV. - TEMPOS DE PAZ, TEMPOS DE VIOLÊNCIA
4.1 - A guerra acabou
4.2 - Revolução e tortura
4.3 - Depois do PREC
V. - HERÓI OU VILÃO: UM DEBATE AO LADO
Bibliografia
Preço: 37,50€;
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