África - Aventura & História - Relato das viagens do autor pelo continente profundo e com a calma necessária para conhecer a realidade dos seus habitantes, mitos e tradições
‘A BALADA DO NÍGER - E outras histórias de África’
De Amílcar Correia
Prefácio de Pedro Rosa Mendes
Edição Civilização Editora
Porto 2007
Livro com 224 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização.
Raro.
Da contracapa:
“Esta ‘Balada do Níger’ é um livro de muitas proezas. A primeira é não embarcar na mesma ‘canoa’ onde muitos, nos mesmos sítio, atravessaram o rio de histórias do continente. Amílcar Correia faz uma escolha arriscada: a outra margem do rio alcança-se subindo o deserto a vau.
Um relato vital sobre o continente ancestral. Cada nome um regresso à casa de partida, para, de aqui, reencontrar os mundos. Não há na África desta ‘Balada’ - de Casablanca a Nairobi, de Nouakchott a Durban -, nenhum coração das trevas. O livro resulta numa dupla afirmação, simples de tão corajosa: as trevas não têm coração e África é tão cardíaca como a nossa atracação a ela.
É com garra e dente que se deve enfrentar esta notável ‘BALADA DO NÍGER’, livro sábio, livro intenso, escrito por alguém intransigente no respeito da lei elementar do viajante: na estrada, a verdade do mundo corresponde ao seu valor facial e, por isso, nenhum mundo está perdido desde que o possamos experimentar.“
Pedro Rosa Mendes, in PREFÁCIO
Da badana:
“Todos os Kurunsumana sabiam que havia um branco no fundo do rio. Todos os Bozo que viviam no rio e do rio sabiam a estória desse toubabou perdido, ou escondido, algures no Níger. Ninguém sabia quando isso acontecera, nem sequer se ele estava vivo e poderia um dia regressar. No fundo, todos os piroguistas do Níger achavam que um deles acabaria por encontrar o toubabou, como os ocidentais encontraram o caminho e colonizaram a cidade inalcançável de Tombuctou. A lenda que os Kurunsumana contavam garantia que o branco tinha saído das ruas de pó da velha Ségou e entrado directamente no rio, num daqueles dias em que até o sol se esconde e a cor do rio se une à cor do céu, numa única tonalidade de cinza quente. Os velhos que meditavam à porta da Mesquita, as crianças que brincavam à volta do baobá e as mulheres que regressavam com os filhos às costas e a roupa lavada viram-no desaparecer nesse final de tarde como um caimão a entrar na água.“
O Autor:
“AMÍLCAR CORREIA nasceu em S. João da Madeira, em Setembro de 1966.
Estudou na Escola Superior de Jornalismo do Porto e é jornalista desde 1989.
Actualmente, é subdirector do jornal ‘Público’.
‘A BALADA DO NÍGER’ é o seu primeiro livro.“
Do ÍNDICE:
Dedicatória
PREFÁCIO
Por Pedro Rosa Mendes
INTRODUÇÃO
PRIMEIRA PARTE
- A caminho de Tombuctu
- Um intervalo de areia
- Pede sempre mil dólares
SEGUNDA PARTE
- O primeiro dia de chuva
- No dia em que conheci Amílcar Cabral
- Pedra, cal e macúti
- Gueto preto, gueto branco
TERCEIRA PARTE
- Os muzungus
- As cabeças era pequenas
- Mr. Hatari
Glossário
Bibliografia essencial
Agradecimentos
Preço: 27,50€;
Sem comentários:
Enviar um comentário
APÓS A SUA MENSAGEM INDIQUE O SEU E-MAIL E CONTACTO TELEFÓNICO
After your message, please leave your e-mail address or other contact.