domingo, 16 de junho de 2024

África - Aventura & História - ‘A BALADA DO NÍGER’, de Amílcar Correia - Porto 2007 - Raro;






África - Aventura & História - Relato das viagens do autor pelo continente profundo e com a calma necessária para conhecer a realidade dos seus habitantes, mitos e tradições 


‘A BALADA DO NÍGER - E outras histórias de África’ 
De Amílcar Correia 
Prefácio de Pedro Rosa Mendes 
Edição Civilização Editora 
Porto 2007 


Livro com 224 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa: 
“Esta ‘Balada do Níger’ é um livro de muitas proezas. A primeira é não embarcar na mesma ‘canoa’ onde muitos, nos mesmos sítio, atravessaram o rio de histórias do continente. Amílcar Correia faz uma escolha arriscada: a outra margem do rio alcança-se subindo o deserto a vau. 

Um relato vital sobre o continente ancestral. Cada nome um regresso à casa de partida, para, de aqui, reencontrar os mundos. Não há na África desta ‘Balada’ - de Casablanca a Nairobi, de Nouakchott a Durban -, nenhum coração das trevas. O livro resulta numa dupla afirmação, simples de tão corajosa: as trevas não têm coração e África é tão cardíaca como a nossa atracação a ela.

É com garra e dente que se deve enfrentar esta notável ‘BALADA DO NÍGER’, livro sábio, livro intenso, escrito por alguém intransigente no respeito da lei elementar do viajante: na estrada, a verdade do mundo corresponde ao seu valor facial e, por isso, nenhum mundo está perdido desde que o possamos experimentar.“ 
Pedro Rosa Mendes, in PREFÁCIO 


Da badana: 
“Todos os Kurunsumana sabiam que havia um branco no fundo do rio. Todos os Bozo que viviam no rio e do rio sabiam a estória desse toubabou perdido, ou escondido, algures no Níger. Ninguém sabia quando isso acontecera, nem sequer se ele estava vivo e poderia um dia regressar. No fundo, todos os piroguistas do Níger achavam que um deles acabaria por encontrar o toubabou, como os ocidentais encontraram o caminho e colonizaram a cidade inalcançável de Tombuctou. A lenda que os Kurunsumana contavam garantia que o branco tinha saído das ruas de pó da velha Ségou e entrado directamente no rio, num daqueles dias em que até o sol se esconde e a cor do rio se une à cor do céu, numa única tonalidade de cinza quente. Os velhos que meditavam à porta da Mesquita, as crianças que brincavam à volta do baobá e as mulheres que regressavam com os filhos às costas e a roupa lavada viram-no desaparecer nesse final de tarde como um caimão a entrar na água.“ 


O Autor: 
“AMÍLCAR CORREIA nasceu em S. João da Madeira, em Setembro de 1966. 
Estudou na Escola Superior de Jornalismo do Porto e é jornalista desde 1989.
Actualmente, é subdirector do jornal ‘Público’.
‘A BALADA DO NÍGER’ é o seu primeiro livro.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
PREFÁCIO 
Por Pedro Rosa Mendes 

INTRODUÇÃO 

PRIMEIRA PARTE 
- A caminho de Tombuctu 
- Um intervalo de areia 
- Pede sempre mil dólares 

SEGUNDA PARTE 
- O primeiro dia de chuva 
- No dia em que conheci Amílcar Cabral 
- Pedra, cal e macúti 
- Gueto preto, gueto branco 

TERCEIRA PARTE 
- Os muzungus 
- As cabeças era pequenas 
- Mr. Hatari 

Glossário 
Bibliografia essencial 
Agradecimentos 


Preço: 27,50€; 

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