segunda-feira, 8 de maio de 2017

Moçambique & Literatura - 'CHIGUBO', de José Craveirinha (1.ª Edição CEI) - Lisboa 1964 - MUITO RARO



Moçambique & Literatura - A primeira obra do maior poeta e escritor moçambicano


'CHIGUBO' - 1.ª edição
De José Craveirinha
Capa de José Pádua
Edição da CEI (Casa dos Estudantes do império)
Lisboa 1964


Livro com 36 páginas e em muito bom estado de conservação. Com as folhas ainda por 'abrir'.
De muito, muito difícil localização.
MUITO, MUITO RARO.


Sobre o autor:
"Considerado o maior poeta africano de língua portuguesa e, em particular, um dos fundadores da literatura moçambicana. Referindo-se à sua importância na cultura moçambicana, Mia Couto afirma que 'Craveirinha está para Moçambique como Camões está para Portugal', não havendo distância entre escritores contemporâneos e antigos em Moçambique, como acontece na literatura portuguesa. Mia Couto salienta ainda: 'do ponto de vista da intensidade, da maneira como ele marcou toda uma geração, inclusivamente os prosadores como eu, ele é uma espécie de marco, de fundamento, é o nosso chão, é o chão da nossa literatura'."


Da contra-capa:
"A poesia de José Craveirinha distingue-se pela utilização de uma linguagem que vai directamente ao fundo do problema e que articula os problemas específicos do mundo moçambicano numa zona do conhecimento que se caracteriza pela sua força dialéctica.

Deste modo cada um dos versos, cada uma das palavras, contém uma carga emotiva e ao mesmo tempo ligada ao teor do real, que permite ao leitor uma tomada de contacto íntimo com a substância íntima de um homem moçambicana, que se distingue pela sua inclusão num quadro social perfeitamente determinado.

Deste modo o poeta é não já o simples fazedor de versos, mas antes um homem participante, que conhece o valor de cada coisa nas suas relações com o homem e procura estruturar, na veemência da palavra, um caminho para o futuro."




Do ÍNDICE:
- Manifesto;
- Msaho de aniversário;
- Imprecação;
- Poema do futuro cidadão;
- África;
- Ode a uma carga perdida num barco incendiado chamado Save;
- Chigubo (Para Claude Coufon);
- Subida;
- Mulata Margarida;
- Jambul;
- Grito Negro;
- Sangue da minha mãe;
- Hino à minha terra.




JOSÉ CRAVEIRINHA (28.05.1922 - 06.02.2003):
Escritor moçambicano, José Craveirinha nasceu a 28 de Maio de 1922, em Lourenço Marques (actual Maputo), e faleceu a 6 de Fevereiro de 2003, na África do Sul. Os seus restos mortais repousam na cripta da Praça dos Heróis, em Maputo, Capital de Moçambique.
Filho de pai algarvio cuja família partira para Moçambique em 1908 em busca de fortuna, estudou na escola 'Primeiro de Janeiro', pertencente à Maçonaria. Ainda adolescente, começou a frequentar a Associação Africana.
Colaborou em 'O Brado Africano', que tratava de assuntos de carácter local e que dissessem principalmente respeito à faixa da população mais desprotegida. Fez campanha contra o racismo no 'Notícias', onde trabalhava, tendo sido o primeiro jornalista oficialmente sindicalizado. Em 1958, começou a trabalhar também na Imprensa Nacional. Continuou no 'Notícias' até à fundação do jornal 'A Tribuna', em 1962.
Trabalhou e colaborou também, no 'Notícias da Tarde', 'A Voz de Moçambique', 'Notícias da Beira', 'Voz Africana', 'O Cooperador', 'Revista Nova' e revista 'Tempo'.
Foi funcionário público, desportista, associativista, ensaísta e folclorista.
Entre 1964 e 1968 esteve preso, em virtude da sua ligação à FRELIMO, mas teve a oportunidade de conhecer na prisão o pintor Malangatana.
Começou a escrever cedo, mas a sua poesia demorou a ser publicada. Em Lisboa, a primeira obra a surgir foi 'XIGUBO', em 1964, através da Casa dos Estudantes do Império. Sendo um auto-didacta, exerceu a função de jornalista, tendo usado vários pseudónimos, designadamente, José Mangachane, Mário Vieira, J.C., Jesuino Cravo, Abílio Cossa, António Sousa.
A partir de determinada altura, a consciência política do autor passou a reflectir-se em obras como 'O Grito' e 'O Tambor'. Apesar de a sua obra reflectir a influência dos surrealistas, é fortemente marcada por todo um carácter popular e tipicamente moçambicano. A sua poesia possui um carácter social que radica nas camadas mais profundas do povo moçambicano.
Escritor de ligações afectivas com Portugal, foi-lhe atribuído o 'Prémio Camões' em 1991 e recebeu condecorações dos presidentes de Portugal e de Moçambique, Jorge Sampaio e Joaquim Chissano respectivamente.
Recebeu outros importantes prémios pela sua obra, dos quais se destacam o 'Prémio Alexandre Dáskalos' (1962), 'Prémio Nacional de Itália' (1975), 'Prémio Lótus' (1983) e o 'Prémio Voice of Africa' da Ordfront Publishing House (Suécia, 2002).
Vice-presidente do Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa, escritor galardoado com o prémio 'Vida Literária' da Associação de Escritores Moçambicanos, foi homenageado no dia 28 de Maio de 2002, na sequência da iniciativa do governo moçambicano em consagrar o ano de 2002 a José Craveirinha.
Foi o primeiro moçambicano a ser agraciado com o título doutor Honoris Causa pela Universidade Eduardo Mondlane em 2002.

(Adaptação - fonte - http://www.wook.pt e http://www.alcanceeditores.co.mz/biografia/jose-joao-craveirinha/)


Preço: 62,50€;

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