terça-feira, 22 de novembro de 2016

Guerra Colonial - 'A FORÇA AÉREA NA GUERRA EM ÁFRICA (1961-1974)', de Luís Alves de Fraga - Lisboa 2004 - MUITO RARO




Guerra Colonial - A melhor obra sobre a presença da Força Aérea nas guerras do Ultramar


'A FORÇA AÉREA NA GUERRA EM ÁFRICA (Angola, Guiné, Moçambique - 1961-1974)'
De Luís Alves de Fraga
Edição Prefácio
Lisboa 2004


Livro com 158 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação.
De muito difícil localização.
MUITO RARO.


Da contra-capa:
"Este livro - ao que se sabe, o primeiro que abrange a actividade aeronáutica nos três teatros de operações africanos - pretende ser a descrição do esforço militar da Força aérea na guerra colonial; uma descrição feita em linguagem acessível a todos os leitores interessados para que melhor possam compreender o sofrimentos de quem porque soube obedecer, quase sempre para além do que o dever lhe impunha. É um relato onde se deixam alguns pormenores inéditos, feito com base documental. Dar-se-á muito maior relevo à acção do chamado poder aéreo, isto é, ao emprego das aeronaves, do que à meritória acção das tropas pára-quedistas as quais, na época, faziam parte integrante da Força Aérea. Dedicámos-lhes um capítulo que é a síntese singela da História já por elas escrita.
In INTRODUÇÃO."



Do ÍNDICE:
- Dedicatória;
- Epígrafe;
- Prefácio;
- Introdução;

1. - ANTECEDENTES - A AVIAÇÃO MILITAR EM ÁFRICA
- Moçambique;
- Angola;
2. - O FINAL DA 2.ª GUERRA E A CRIAÇÃO DA FORÇA AÉREA - O PAPEL DA OTAN
3. - O CONFLITO COM A UNIÃO INDIANA E A FORÇA AÉREA
4. - SINAIS DE SUBVERSÃO EM ÁFRICA
- Angola;
- Moçambique;
- Guiné;
6. - AS PRIMEIRAS MEDIDAS
- A 'Linha Aérea Imperial Militar';
- Missão de Estudo ao ultramar;
7. - 1961 - O CONFLITO EM ANGOLA E O PODER AÉREO
- Doutrina aérea;
- Os massacres da UPA e a Força Aérea;
- Uma missão de reconhecimento armado;
- MUCABA - História de uma vitória do poder aéreo;
- Um brutal acidente aéreo;
- O relatório anual do Comando;
- 1961: balanço final;
8. - ANGOLA: OS ANOS DA GUERRA (1962-1974)
- 1962 - estabelecem-se rotinas;
- As missões da Força Aérea;
- A descentralização dos meios aéreos;
- A actividade anti-aérea da guerrilha;
- As munições;
- As outras carências em 1962;
- As possibilidades do inimigo em 1962;
- 1963-1973: o caminho para a solução política;
- A organização para a guerra;
- As aeronaves e o seu esforço;
- Os B-26;
- Pessoal;
- Referências elogiosas;
- As Formações Aéreas Voluntárias (FAV);
- Os receios da Força Aérea;
- Uma operação pouco ortodoxa;
- Conversa à volta de uma chávena de café;
- O fim da guerra;
9. - A GUERRA AMPLIA-SE
- A GUINÉ;
- Geografia;
- A Força Aérea - primeiros anos;
- Base Aérea n.º 12 - Organizam-se os recursos;
- A actividade anti-aérea;
- Operações aéreas na Guiné;
- Prisioneiro do PAIGC;
- A guerra através dos números;
- Conclusão;
- MOÇAMBIQUE;
- Características gerais de Moçambique;
- A instalação da Força Aérea;
- Estala o conflito;
- As missões e os meios da Força Aérea;
- A operação 'NÓ GÓRDIO' e a Força Aérea;
- O Aeródromo de manobra n. º 51 (Mueda);
- A Força Aérea e os números de Moçambique;
- 1974: o fim da guerra;
10. - AS TROPAS PÁRA-QUEDISTAS
- Angola;
- Guiné;
- Moçambique;
- Conclusão;

- ANEXCOS;
- Fontes e Bibliografia;



Sinopse:
"Quando em Março de 1961, a população portuguesa foi sacudida pela brutalidade do massacre, que no Norte de Angola fez talvez um milhar de vítimas, perpassou pelos mais novos o desejo de vingar o atentado que terroristas, ao "serviço de ideais" estrangeiros, haviam perpetrado contra uma Pátria onde, acreditávamos, não se estabeleciam distinções de qualquer natureza.
Treze longos anos que fizeram sumir os ideais daqueles para quem o conflito já pouco ou nada dizia e, para os muitos que foram em missão de soberania para África, serviram para mostrar a existência das diferenças – e diferenças flagrantes – entre o Minho e Timor. Este processo de desgaste dos ideais que nos haviam imposto foi lento e por vezes doloroso. Os oficiais, com exclusão de alguns que se tinham cristalizado no discurso político, foram tomando consciência do quanto se lhes estava a pedir... E não era a pátria que exigia tal sacrifício... Mas antes os interesses instalados de uns quantos, poucos, para quem o Ultramar sempre foi fonte de larguíssimos rendimentos. Pelo meio ficavam muitos que haviam acreditado na propaganda bem urdida e viriam a ser vítimas da descolonização possível.
A Força Aérea, como ramo das Forças Armadas, já estava em Angola, na Guiné e em Moçambique quando a guerra estalou. Cumpriu a sua obrigação como lhe cabia. Cumpriu até à hora de Portugal dar novas Pátrias ao mundo, retirando-se de terras que havia controlado, afinal, por bem poucos anos. A Força Aérea fez a guerra sem rancores nem ódios, procurando, sempre que lhe era possível, tratar com humanidade e desvelo o inimigo ferido ou o prisioneiro acabrunhado. Terão havido excepções; impossível era não as haver."



Luís Alves de Fraga:
Luís Alves de Fraga nasceu em 1941 em Lisboa. Coronel da FAP e diplomado pela Academia Militar. Licenciado em Ciências Político-Sociais pela Universidade Técnica de Lisboa, onde obteve o grau de Mestre em Estratégia.


Preço: 70,00€;

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