segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Portugal & Angola - ‘MEMÓRIAS DA GUERRA COLONIAL - Na Lunda da DIAMANG e dos Quiocos’, de Nuno Roque da Silveira - Lisboa 2024;








Portugal & Angola - Um extraordinário livro de memórias do autor, que relata a parte final da sua comissão militar na guerra do ultramar nesta antiga província ultramarina portuguesa, a relação com todos os elementos da sua companhia (oficias, sargentos e soldados), como viu as populações da Lunda nos seus aspectos genuínos e no dia-a-dia, cultura, arte e tradições, a riqueza diamantífera explorada pela DIAMANG, o turismo pelas terras do interior angolano com a publicação de cerca de três centenas de magníficas fotografias 


‘MEMÓRIAS DA GUERRA COLONIAL - Na Lunda da DIAMANG e dos Quiocos’ 
De Nuno Roque da Silveira 
Edição Colibri 
Lisboa 2024 


Livro com 532 páginas, profusamente ilustrado (cerca de 300 fotografias) e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa:
“Ao falarmos sobre a situação no norte de Angola, que nesta altura é o principal teatro de guerra, e dizendo-lhe eu das dificuldades em conseguir desalojar e prender os elementos de uma guerrilha, até porque conhecem melhor o terreno e nele se escondem, disse-me convictamente: - Temos hoje em dia as possibilidades técnicas de traçar no terreno zonas de extermínio, nas quais sistematicamente se poderá fazer um desbaste de toda a vegetação. Isto levará a descobrir todos os terroristas nas matas, que deverão ser pura e simplesmente eliminados.“ 


Da badana: 
“Em 2007 ao dar à estampa as minhas memórias da estadia em Angola como combatente das tropas que para ali iam, prometi escrever sobre o que se passara na segunda parte dessa, como se dizia, missão de soberania, em local de descanso. Infelizmente passaram todos estes anos e penitencio-me por esta minha falta.

No decorrer da leitura das ‘memórias’ que aqui deixo, julgo transmitir a enorme riqueza que me foi oferecida com esta estadia em descanso militar na zona da Lunda dos Diamantes. Também me foi possível transmitir aos soldados mais próximos de mim a iniquidade da guerra em que fôramos obrigados a participar nos meses anteriores lá pelo Zemba, Mucondo, Maria Fernanda… passados todos estes anos, muitos de nós entenderam que da nossa parte, da nossa entrega, não houve resultados heróicos antes a necessidade de um esquecimento modesto e silencioso.“ 


O Autor: 
“NUNO ROQUE SILVEIRA nasceu na Chibia, Angola, em 1940. Fez os seus estudos primários e secundários em Lisboa, Barreiro, Algueirão e Lourenço Marques (hoje Maputo). Licenciado pela Universidade Técnica de Lisboa, ainda pensou voltar à sua terra e exercer a preparação obtida com estudos em Ciências Sociais e em Política Ultramarina, mas acabou por fazer uma pós-graduação em Administração Hospitalar; tendo cumprido a maior parte da sua vida profissional como administrador hospitalar. Anteriormente ainda tinha trabalhado numa forma alemã de Dusseldórfia, acompanhando jornalistas, escritores e cientistas alemães, suíços e austríacos em visitas pormenorizadas as todas as regiões das então colónias de Angola e Moçambique. 

Publicou nesta editora: 
- ‘UM OUTRO LADO DA GUERRA - Zemba, Angola (1963-1964)’; 
- ‘LOURENÇO MARQUES - Acerto de contas com o passado (1951-1965).
Desde 2007 faz trabalho de campo na Feira da Ladra.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
INTRODUÇÃO 

1. - DE ZEMBA PARA A LUNDA 
- Henrique de Carvalho / Lunda 

2. - LUXILO 

3. - UM OUTRO MUNDO SE DESVENDA 
- O memória 

4. - DESEMPENHO DE GUERRA EM SITUAÇÃO DE PAZ 

5. - QUE FAZIAM OS OFICIAIS. QUE FAZIAM OS SARGENTOS. QUE FAZIAM OS SOLDADOS 

6. - O NOSSO MÉDICO FALA-NOS E LEVA-NOS A ANDRADA 

7. - CONHECER A LUNDA DA DIAMANG 
- Muinda 

8. - O BEM-ESTAR NA LUNDA 
- Rodrigo 
- O senhor Nicolau 

9. - OS BAILES NA DIAMANG 
- A família Laranjeira 
- Relações dos nossos militares com os civis 

10. - VEM DO LADO DO ÍNDICO 
- Regresso à Lunda 
- Um pouco de turismo não faz mal a ninguém 
- Memórias de Zé do Telhado e da Rainha Ginga 
- Na morte de José de Freitas Vieira 

11. - A ENCOMENDA DO LEITÃO 
- Aproxima-se o Natal 
- Visita à Central de Escolha 

12. - O ASSIMILADO 
- Instrução primária 
- O ‘Odemira’ 

13. - NA MORTE DE HUMBERTO DELGADO 
- O ócio 
- … E vamos ter teatro 

14. - MARÇO E A DÁDIVA DE UM DIAMANTE 
- Os ovos da Páscoa 
- Infidelidade em tempo de guerra 

15. - O CANZAR EM PERSPECTIVA 
- De guerreiros passamos a senhores 
- Estaremos no Paraíso ? 
- Ida ao nordeste 
- Permanência no Canzar 

16. - TXONZA, O GRANDE ESCULTOR 
- O grande Soba Cassombo 
- O dia-a-dia no Canzar 
- A cega 

17. - BERNARDO ASPIRA A UM DIA SE CASAR 
- Férias e regresso 
- O Nabais Jorge apaixona-se 
- Protesto 
- Os ferreiros 
- Vem o enfermeiro branco que faltava 
- O Cacimbo e as chuvas 

18. - IDA AO LUSO 
- Tempos difíceis 
- O MPLA dá sinal de vida 
- Domingos no Canzar 

19. - MONUMENTAL ROUBO DE GALINHAS 
Desvario em Luanda ? 
- Convite para a Kapa 18 (k18) 
- Um cantineiro no Canzar 
- O Natal vai mesmo ser aqui 

20. - OS ADEUSES E PREPARATIVOS PARA A VIAGEM 
- Vamos mesmo partir 
- A viagem desejada 
- Estamos em Lisboa 

EPÍLOGO 


Preço: 

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Portugal & Ultramar - 'PROBLEMAS DO DESENVOLVIMENTO ECONOMICO DE ANGOLA', de Walter Marques (2 Volumes) Luanda 1964 / 65 - MUITO RARO;




Portugal & Ultramar - 


‘PROBLEMAS DO DESENVOLVIMENTO ECONOMICO DE ANGOLA' - 2 Volumes 
De Walter Marques 
Edição da Junta de Desenvolvimento Industrial 
Fundo de Fomento de Produção e Exportação 
Luanda 1964 / 65  


Nota:
Trabalho executado no Gabinete do Comando-Chefe das
Forças Armadas de Angola - 1962.


A obra é constituída por 2 volumes (I volume com 426 páginas e II volume com 366/páginas), muito ilustrados com mapas de grande tamanho e quadros diversos, conforme as fotografias juntas. Em muito estado e conservação. Excelentes. 
De muito, muito difícil localização.
MUITO RARO.


Análise pormenorizada da economia angolana em todas as suas vertentes e distrito a distrito, sendo a mais completa obra no género, muito documentada em recorrente a dados estatísticos e fontes.

Uma peça documental e histórica do período colonial português.






 

 

 

 




África & Ultramar - Angola analisada em termos económicos por uma dos maiores especialistas desta temática à época 


‘PROBLEMAS DO DESENVOLVIMENTO ECONOMICO DE ANGOLA' - I Volume 
De Walter Marques 
Edição da Junta de Desenvolvimento Industrial 
Fundo de Fomento de Produção e Exportação 
Luanda 1964 


O livro tem 426 páginas, muito ilustrado com mapas de grande tamanho e quadros diversos, conforme as fotografias juntas. Em muito estado e conservação. Excelente. 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
NOTA À EDIÇÃO 

NOTA PRÉVIA 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS, por Walter Marques 
A FILOSOFIA E O MÉTODO DE TRABALHO 


I - ANÁLISE PORMENORIZADA DA ESTRUTURA ANGOLANA 

A) ESTRUTURA SOCIAL 
1 - Aspectos demográficos 
1.1 - A população e a sua distribuição 
1.2 - Idade populacional 
1.3 - Localização da população por concelhos 
1.4 - Movimentos fisiológico e sociológicos
2 - Aspectos etnográficos e sociológicos 
3 - Ensino 
3.1 - Generalidades 
3.2 - Ensino infantil, primário e de adaptação 
3.3 - Ensino secundário 
3.4 - Ensino médio 
3.5 - Ensino superior 
3.6 - Outros ensinos 
3.7 - Aspectos e problemas do ensino noutros territórios 
4 - Saúde, assistência e nutrição 
4.1 - Saúde, serviços sanitários e assistência 
4.2 - Nutrição e serviços de nutrição 
5 - A problemática social 


B) ESTRUTURA ECONÓMICA 
1 - Comércio externo 
1.1 - Exportação 
1.2 - Importação 
1.3 - As estância aduaneiras: sua importância económica 
1.4 - Outros aspectos do Comércio Externo 
1.5 - Razões de troca e capacidade para importar 
2 - As balanças comercial e de pagamentos; Mercado único 
2.1 - Balança comercial 
2.2 - A balança de pagamentos 
2.3 - O problema das transferências para a metrópole 
2.4 - A unidade económica nacional e o mercado português 
3 - Agricultura 
3.1 - Generalidades 
3.2 - Café 
3.3 - Sisal 
3.4 - Milho 
3.5 - Cana Sacarina 
3.6 - Mandioca e crueira 
3.7 - Óleo de Palma e Coconote 
3.8 - Algodão 
3.9 - Feijão 
3.10 - Tabaco 
3.11 - Amendoim 
3.12 - Arroz 
3.13 - Rícino 
3.14 - Gergelim 
3.15 - Cacau 
3.16 - Trigo 
3.17 - Frutas 
3.18 - Outras produções 
4 - Silvicultura 
4.1 - Generalidades 
4.2 - Madeiras e seus subprodutos 
4.3 - Borracha 
4.4 - Gomas, resinas e colas 
4.5 - Cera e mel 
5 - Pecuária e caça 
5.1 - Generalidades 
5.2 - Pecuária 
5.3 - Caça 
5.4 - Avicultura 
5.5 - Pelaria 
6 - Indústrias extractivas 
6.1 - Generalidades 
6.2 - Águas minerais 
6.3 - Carvões e substâncias betuminosas 
6.4 - Chumbo 
6.5 - Cobre 
6.6 - Diamantes 
6.7 - Enxofre 
6.8 - Estanho 
6.9 - Ferro 
6.10 - Fosfatos 
6.11 - Manganês 
6.12 - Mica 
6.13 - Ouro 
6.14 - Petróleo 
6.15 - Prata 
6.16 - Sal 
6.17 - Salitre 
6.18 - Vanádio 
6.19 - Volfrâmio
6.20 - Zinco 
7 - Indústrias transformadoras 
7.1 - Generalidades 
7.2 - Artesanato 
7.3 - Indústrias transformadoras de matérias-primas do origem vegetal 
7.4 - Indústrias transformadoras de matérias-primas de origem animal 
7.5 - Indústrias transformadoras de matérias-primas de origem mineral 
7.6 - Indústrias transformadoras diversas 
8 - Pesca e correlacionadas 
8.1 - Generalidades 
8.2 - Pesca marítima, seca e salga 
8.3 - Farinha, óleos e guano de peixe 
8.4 - Conservas de peixe 
8.5 - Pesca da baleia 
8.6 - Crustáceos e moluscos 
8.7 - Pesca Flávio-lacustre 

LISTA DOS MAPAS E GRÁFICOS 
I - Ocupação humana de Angola 
II - Esboço da localização dos Povos e das Etnias Negras de Angola 
III - Ensino e saúde 
IV - Gráfico da evolução das exportações 
V - Gráfico da evolução do 'Preço médio da Tonelada exportada' 
VI - Absorpção das exportações de Angola 
VII - Gráfico da evolução das importações 
VIII - Gráfico da evolução do preço médio da tonelada importada 
IX - Fornecimento das importações de Angola 
X - Evolução da Balança comercial 
XI - Balança de pagamentos de Angola (3) 
XII - Produção Agro-Silvícola de Angola 
XIII - Caça, Pesca e Pecuária em Angola 
XIV - Indústrias extractivas e Aproveitamentos Hidro-Eléctricos em Angola 
XV - Principais indústrias transformadoras em Angola 














‘PROBLEMAS DO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO DE ANGOLA' - II Volume 
De Walter Marques 
Edição da Junta de Desenvolvimento Industrial 
Fundo de Fomento de Produção e Exportação 
Luanda 1965 


O livro tem 366 páginas, muito ilustrado com mapas de grande tamanho e quadros diversos, conforme as fotografias juntas. Em muito estado e conservação. Excelente. 



Do ÍNDICE:  

Dedicatória 
I - ANÁLISE PORMENORIZADA DA ESTRUTURA ANGOLANA 
B) - ESTRUTURA ECONÓMICA (continuação) 
9. - Rede de comunicações e transportes 
- Generalidades 
- Comunicações rodoviárias 
Estradas 
Transportes rodoviários 
- Comunicações ferroviárias 
Caminho de Ferro de Luanda 
Caminho de Ferro de Moçâmedes 
Caminho de Ferro de Benguela 
Caminho de Ferro de Amboim 
- Comunicações marítimas 
Transportes marítimos 
Portos 
Visão sumária do movimento portuário 
- Comunicações aéreas 
Transportes aéreos 
Aeródromos 
- Comunicações fluviais 
Transportes fluviais 
Condições de navegabilidade 
Telecomunicações, radiodifusão e comunicações postais 
10. - Aproveitamentos hidráulicos e hidroelétricos 
- Generalidades 
- Mabubas 
- Biópio 
- Matala 
- Cambambe 
- Aproveitamentos menores 
- Possibilidades futuras 
11. - Turismo 
- Organização 
- Belezas paisagísticas 
- Motivos folclóricos e etnográficas; artesanato 
- Caça, pesca e desportos 
- Estâncias de repouso, de recreio, termas e campismo 
- Indústria hoteleira 
- A importância actual do sector 
12. - Situação bancária 
13. - Situação financeira e aduaneira 
- Posição financeira 
- Posição aduaneira 
14. - Comércio e mercado interno; Construção civil; outros indicadores das actividades económicas 
- Mercado e comércio internos 
- Preços e níveis de vida 
- Actividades seguradoras 
- Construção civil 
- Actividades de informação pública e divulgação 
15. - As realizações e projectos actuais do II Plano de Fomento (Angola) 
- Posição anterior 
- Posição recente 
- Alguns aspectos de empreendimentos propostos 
- Financiamento 

II - O PROBLEMA (Tese) 
1. - Conhecimento e aproveitamento do território 
2. - Escassez de população e mão-de-obra 
3. - Polos de desenvolvimento 
4. - Dependências de certos produtos 
5. - Processos de agricultura incipiente 
6. - Deficiência de infra-estruturas 
7. - A industrialização 
8. - Fuga de capitais e dificuldades da sua entrada no espaço económico angolano 
9. - O desenvolvimento económico e a acção social e de povoamento 
10. - Potencialidade de recursos 
11. - Índices da economia angolana 
12. - Enquadramento do desenvolvimento angolano num esquema de unidade económica portuguesa 
13. - Objectivos 

III - AS GRANDES REGIÕES A CONSIDERAR (análise final e diagnóstica) 
1. - Análise dos factores físicos 
- Fisionomia orográfica 
- Fisionomia hidrográfica 
- Fisionomia climática 
- Fisionomia geo-pedagógica 
2. - Análise dos factores humanos 
- Caracterização etno-linguística 
- Caracterização demográfica 
- Caracterização segundo as comunicações 
- Caracterização pelos recursos minerais 
- Caracterização por zonas de exploração agrícola e silvícola 
- Caracterização por zonas de exploração ou possibilidades pecuárias e pesqueiras 
3. - Determinação das Regiões 
4. - Polos de desenvolvimento existentes 

IV - ESQUEMA DAS POSSIBILIDADES E DEFINIÇÃO DAS OPERAÇÕES 
Região 1 - CABINDA 
- Síntese estrutural 
- Problemática 
- Esquemas de operações 
- Prioridades 
Região 2 - ZAIRE - SÃO SALVADOR - AMBRIZETE 
- Sistema estrutural 
- Problemática 
- Esquema de operações 
- Prioridades 
Região 3 - UÍGE 
- Sistema estrutural 
- Problemática 
- Esquema de operações 
- Prioridades 
Região 4 - POLO LUANDA - DONDO 
- Sistema estrutural 
- Problemática 
- Esquema de operações 
- Prioridades 
Região 5 - EIXO MALANGE - SALAZAR - DONDO 
- Sistema estrutural 
- Problemática 
- Esquema de operações 
- Prioridades 
Região 6 - CUANGO 
- Sistema estrutural 
- Problemática 
- Esquema de operações 
- Prioridades 
Região 7 - POLO HENRIQUE CARVALHO 
- Sistema estrutural 
- Problemática 
- Esquema de operações 
- Prioridades 
Região 8 - POLO DUPLO LOBITO - BENGUELA 
- Sistema estrutural 
- Problemática 
- Esquema de operações 
- Prioridades 
Região 9 - POLO NOVA LISBOA 
- Sistema estrutural 
- Problemática 
- Esquema de operações 
- Prioridades 
Região 10 - POLO SILVA PORTO 
- Sistema estrutural 
- Problemática 
- Esquema de operações 
- Prioridades 
Região 11 - POLO LUSO 
- Sistema estrutural 
- Problemática 
- Esquema de operações 
- Prioridades 
Região 12 - POLO DUPLO MOÇÂMEDES - SÁ DA BANDEIRA 
- Sistema estrutural 
- Problemática 
- Esquema de operações 
- Prioridades 
Região 13 - POLO ROÇADAS 
- Sistema estrutural 
- Problemática 
- Esquema de operações 
- Prioridades 
Região 14 - POLO SERPA PINTO 
- Sistema estrutural 
- Problemática 
- Esquema de operações 
- Prioridades 

V - ASPECTOS GERAIS DO DESENVOLVIMENTO 
1. - Resumo das operações 
2. - Os Institutos ou Órgãos de desenvolvimento 
3. - Catalizadores ou estimulantes 
4. - Atracção de emigrantes 
5. - Povoamento 
6. - Ensino 
7. - Higiene e saúde 
8. - Medidas fiscais 
9. - Estatísticas e Informação 
10. - Propaganda do desenvolvimento 
11. - Estudos de Mercados e Dimensionamento 
12. - Financiamento e Crédito 

ANEXOS 
1. - Concentração das exportações de Angola 
2. - Concentração das exportações do Tanganica 
3. - Concentração das exportações da Nigéria 
4. - Evolução das exportações de alguns artigos 
5. - Evolução das importações de alguns produtos 
6. - Fauna angolana 
7. - Relação de Minas segundo uma descrição antiga 
8. - Carreiras regulares de camionagem 
9. - Dados sobre o apetrechamento dos portos de Lobito e Luanda 
10. - Lista dos principais aeródromos e algumas das suas características (1962) 
11. - Organigrama do CITA 
12. - Zonas e regiões de Turismo 
13. - Circuitos turísticos naturais 
14. - Listas das Associações Económicas ligadas ao Comércio, Indústria e Agricultura de Angola 
15. - ‘Cabazes de Compras’ - Padrão 
16. - Imprensa periódica 
17. - Cálculo das Idades Médias da População 
18. - Mapa da repartição dos encargos para execução do 2.* PL. FOM 
19. - Projecto de revisão e ampliação do 2.* PL. FOM para o triénio 1962/64 
20. - Mapa resumo das indústrias de Angola 
21. - Organigrama dos Serviços de Saúde e Higiene 
22. - Alguns diplomas sobre a integração económica portuguesa 
23. - Demografia 1960 
24. - Mão-de-obra e salários 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Bibliografia 
LISTA DOS MAPAS E GRÁFICOS 



Preço: 160,00€; (Lote dos 2 Volumes) 

terça-feira, 15 de julho de 2025

África - Moçambique & Antropologia - ‘USOS E COSTUMES DIS BANTOS’, de Henrique A. Junod - Lourenço Marques 1974 - MUITO RARO;





África - Moçambique & Antropologia - 


‘USOS E COSTUMES DIS BANTOS’ - Tomo II 
Vida Mental 
De Henrique A. Junod - 
Edição da Imprensa Nacional de Moçambique 
Lourenço Marques 1974 


Livro com 634 páginas, ilustrado e em bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


A OBRA: 
“ - ‘USOS E COSTUMES DOS BANTOS’, de Henrique A. Junod 
A vida duma tribo sul-africana - Da Missão Suíça da África do Sul. 

Edição da Imprensa Nacional de Moçambique. Lourenço Marques 1974 
Com 2 volumes de 556, 634 páginas respectivamente. 
Ilustrado com desenhos e esboços, partituras musicais, mostruários de utensilagens e fotogravuras no texto e com um vasto conjunto de fotografias em extratexto.
Obra dividida em duas partes: Tomo I – Vida Social; e Tomo II – Vida Mental.
1ª edição da tradução portuguesa, realizada a partir da tradução francesa publicada em 1936. A 2ª edição inglesa, muito ampliada, foi publicada em 1926. A obra foi editada pela primeira vez em 1912.  
Obra fundamental de antropologia e etnografia, de excepcional interesse para Moçambique, pois o autor recolheu grande parte das informações em conversas com nativos da região de Lourenço Marques (actual Maputo). Junod era missionário motivado pela vontade de evangelizar os povos, mas por outro lado coloca em prática todos os preceitos saídos da Conferência de Edimburgo (1910), que definiu a metodologia dos estudos etnográficos no princípio do século XX.
O autor empreende um inquérito sistemático e completo dos cultos, do direito e das instituições da tribo banta dos Tongas, que ocupava territórios de Moçambique e do Transval (que foi incorporado na República da África do Sul), analisando os sistemas de parentesco e de organização social, os ritos de caça e práticas quotidianas e, finalmente, os alicerces gnosiológicos e cultos ancestrais da tribo Tonga, enriquecidos pelos testemunhos pessoais de membros deste colectivo e pela tradução de contos tradicionais.” 




USOS E COSTUMES DOS BANTOS A Vida Duma Tribo Do Sul De Africa Henrique A. JunodPUBLICAÇ;O: Lourenço Marques : Imprensa Nacional de Moçambique, 1974DESCR. FiSICA: 2 v. ;Br.,  22 cmvol.1: Vida social. – 532 p. : il .vol.2 : Vida mental. – 608 p. : il.
CONTEuDOS:
I volume: "A tribo Tonga"; "A vida do individuo: O homem desde o nascimento até à morte; Evoluç;o duma mulher desde o nascimento até à morte; "A vida da familia e da povoaç;o": A vida da familia; A vida da povoaç;o; "A vida Nacional": O Clan; A evoluç;o do chefe; A Côrte e o Tribunal; O Exército.

II volume: "A vida agricola e industrial"; A vida agricola; A industria dos Tongas; "Vida literária e artistica": Caracteres do intelecto banto; O folclore tonga; A musica; "Vida Religiosa e superstições: Ideas dos Tongas sôbre Natureza e o Homem; Religi;o; Magia; Tabo e moralidade.


Preço: 

quarta-feira, 9 de julho de 2025

Portugal - Moçambique & Colonialismo - ‘MOUZINHO - GOVERNADOR DE LOURENÇO MARQUES’ - AAVV - Lourenço Marques 1956 - MUITO RARO;




Portugal - Moçambique & Colonialismo - Compilação de documentos oficiais do Arquivo Histórico de Moçambique, sobre a administração de Mouzinho de Albuquerque enquanto governador do distrito de Lourenço Marques 


MOUZINHO - GOVERNADOR DE LOURENÇO MARQUES’ 
25 de Setembro de 1890 - 4 de Janeiro de 1892 
AAVV - Comissão Organizadora das Comemorações do 1.* Centenário 
de Mouzinho de Albuquerque em Moçambique 
Prefácio e Notas de Caetano Montez 
Edição da Imprensa Nacional de Moçambique 
Lourenço Marques 1956 


Livro com 248 páginas e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO 
NOTA BIOGRÁFICA 
Advertência 

I. - EXPEDIÇÃO A MANICA E DEFESA DE LOURENÇO MARQUES 
- A Expedição a Manica 
- Batalhão de Voluntários 
- O Corpo Expedicionário a Moçambique e a Defesa de Lourenço Marques 

II. - GAZA E INHAMPURA 
- Gaza 
- Inhampura 

III. - MAPUTO 

IV. - GUARNIÇÃO MILITAR 
- Batalhão de Caçadores n. 4 
- Corpo Policial 

V. - COLONIZAÇÃO, COMÉRCIO E INDÚSTRIA 
- Banco Nacional Ultramarino 
- Ponte-Cais de Lourenço Marques 

VI. - QUESTÕES INDÍGENAS 
- Emigração 
- Administração da Justiça 
- Codificação dos Usos e Costumes e Regulamento das Terras da Coroa 
- Regulamento dos Indígenas do Distrito de Lourenço Marques 

VII. - ADMINISTRAÇÃO DA FAZENDA 


Preço: 92,50€; 

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Portugal & Coleccionismo - LOTE DE AUTOCOLANTES POLÍTICOS E HISTÓRICOS - Lisboa 1974 / 1990 - MUITO RAROS;








Portugal & Coleccionismo - Um raríssimo conjunto de autocolantes do período revolucionário do PREC e dos primeiros anos da democracia, com exemplares de várias organizações político partidárias 


LOTE DE AUTOCOLANTES POLÍTICOS E HISTÓRICOS 
Lisboa 1974 / 1990 

AD (Aliança Democrática) / PSD (Partido Social Democrata) 
1. - ‘Aliança Democrática’ 
2. - ‘Eu Apoio o Governo’ - Campo Pequeno 15 de Abril 80 
3. - ‘NUNO ABECASIS - As Decisões têm um rosto’ - ‘VOTA AD’ 
4. - ‘Primeiro-ministro de Portugal’ - Vota PSD 

PS (Partido Socialista) 
5. - ‘VOTA SOARES - Presidente’ 
6. - ‘VOTA SOARES - Presidente’ - Humberto Coelho 
7. - ‘O que prometo, faço. VAMOS A ISTO’ - António de Almeida Santos 
8. - ‘GUTERRES - Razão e Coração’ - PS 

APU (Aliança Povo Unido) PCP + Verdes 
9. - ‘VAMOS VOTAR APU’ - Povo Unido 

PRD (Partido Renovador Democrático) 
10. - PRD - Hermínio Martinho 
11. - PRD 

OTELO (Candidatura Presidencial) 
12. - ‘OTELO À PRESIDÊNCIA’ - UNIDADE CIDADE CAMPO’ 

MRPP (Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado) 
13. - ‘VIVA O MANDATO POPULAR’ - MRPP 

PCP(ml) - (Partido Comunista de Portugal, marxista-leninista) 
14. - PCP (ml) 
15. - P.C. de P. (ml) - (Martelo e foice sobre as cabeças de Álvaro Cunhal e Breznev) 


Exemplares em muito bom estado de conservação. Excelentes. 
De muito difícil localização. 
MUITO RAROS.



Preço: 120,00€; (Lote completo) 

África & História - ‘NAMIBIA IN THE 1980’s’ - London 1981 - Muito Raro;







África & História - Descrição pormenorizada da Namíbia, do território, as suas populações, a história e a ocupação ilegal da África do Sul, após as Nações Unidas terem terminado com a administração decidida anteriormente pela Sociedade das Nações 


‘NAMIBIA IN THE 1980’s’ 
Published by British Council of Churches and 
Catholic Institute for International Relations 
London 1981 


Livro com 84 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.


Da contracapa: 
‘NAMIBIA IN THE 1980’s’ 

“Namibia, illegally occupied by South Africa, is the scene of a brutal war, which South African forces have extended into Angola. 

This book summarises the history of Namibia’s exploitation and traces the growth of the liberation movement SWAPO. It documents the united opposition of the Namibian Churches to the South African occupation. It also analyses the latest developments in the war, and the failure of the international community to implement UN resolution 435 calling for the territory to be brought to independence. 

First Published in 1981, and now revised and updated, ‘NAMIBIA IN THE 1980’S’ is the first volume in the much-praised series ‘A Future for Namibia’, which surveys the steps required to change Namibia’s industry, agriculture, fisheries and education system at independence.“ 



Do ÍNDICE: / CONTENTS: 

Map of Namibia 

FOREWORD 

1. - THE BLOCKING OF NAMIBIA’S INDEPENDENCE 
- An Historical Perspective 
Occupation 
The second phase 
The United Nations 
- The Rise of Namibian Nationalism 
Early resistance 
Mass organisations 
Rejecting the system 
- Background to South Africa’s Internal Settlement 
The destruction of an economy 
A model colony 
The Turnhalle Conference 
Pressures for change 
Western attitudes 
- The Democratic Turnhalle Alliance (DTA) 
The new South African Strategy 
‘Responsible self government 
Concessions and repression 
The sinking ship 
- Towards undeclared UDI 
Playing for time 

2. - MODERN NAMIBIA 
- A Political Economy of theft 
Population 
Incomes 
Land distribution 
Milking the good years 
Radical inequality 
Stagnation and decline 
- Violence in Namibia 
Institutional violence 
The role of the state 
Divisions among whites 
From implicit to Open violence 
- South Africa’s Colonial War 
The development of the war 
War with Angola 
Caprivi and Okavango 
Ovamboland 
- Namibianisation of the war 
Consceiption 
The ‘omakakunya’ 
The cancer in society 
The agony of Ovamboland 

3. - A FUTURE FOR NAMIBIA 
- After Geneva, January 1981 
Stalling tactics 
The Conference 
South Africa’s motives 
- The Reagan administration 
- Towards a future for Namibia 
SWAPO’s political organisation and policy-making 
Problems of building a movement 
SWAPO’s programme 
General economic strategy 
- The Economic Transformation of Namibia 
The problems 
Resources and allies 
Unwarranted constraints 
- The Christian churches and the struggle for Namibia 1978-81 
A shift in attitudes 

4. - NAMIBIA SINCE 1981 
The Economy 
Administration 
SWAPO 
The war 
The Churches 
Settlement negotiations 

SUGGESTED FURTHER READING 

APPENDICES 
A. - Atrocities 
B. - Open letter to the State President of South Africa by The Council of Churches in Namibia 
C. - British Council of Churches statement on British minimg in Namibia 
D. - ‘Counter Insurgency - A WAY OF LIFE’, SWA / Namibia Information Service
Windhoek 1980 
E. - Statement by the Evangelical Lutheran Ovambokavango Church and Evangelical Lutheran Church in South West Africa - Open letter to the Prime Minister of South Africa Mr. J. Vorster on 30 June 1971 


Preço: 32,50€; 

sexta-feira, 4 de julho de 2025

Cultura & História - ‘POVOS DE ÁFRICA’, de Leo Salvador e Arturo Arnau - Lisboa 2000 - MUITO RARO;
























África - Cultura & História - Uma imprescindível e magnífica obra sobre o continente africano e os seus povos, a cultura, tradições, línguas, história e os países que o compõe, com excepcionais ilustrações, cerca de duas centenas…


‘POVOS DE ÁFRICA’ 
De Leo Salvador (texto) e Arturo Arnau (Ilustrações) 
Edição Editorial ALÉM-MAR 
Lisboa 2000 


Livro com 164 páginas, profusamente ilustrado (excepcionais desenhos) e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


Da contracapa: 
“ ‘POVOS DE ÁFRICA’ 

Ao longo dos tempos, a África sempre exerceu grande fascínio, transformando-se em objecto de estudo para exploradores, geógrafos, comerciantes, aventureiros, missionários…, e tem sido um paraíso para os antropólogos. Este interesse ainda hoje perdura, embora nem sempre por motivações genuinamente humanas. 
A África continua, tal como no passado, conhecida por poucos e desconhecida por muitos, envolta num manto de mistério, embora tenha sido o berço da humanidade e seja a reserva espiritual de um mundo demasiado materialista. 
Todos os povos de África, com a sua visão positiva da vida, exuberantes e alegres, continuam a exercer fascínio e têm muito a oferecer a quem os quiser conhecer. Confiamos que a sua leitura mantenha e aumente o interesse dos leitores por tudo quanto é africano e, sobretudo, pela sua gente maravilhosa.“ 



Do ÍNDICE: 

Apresentação 
INTRODUÇÃO 
POVOS DE ÁFRICA 
Línguas de África 

- Os Pigmeus 
- Os Bosquimanos 
- Os Bambaras 
- Os Dogon 
- Os Haussas 
- Os Saras 
- Os Azande 
- Os Mangbetos 
- Os Ashanti 
- Os Bassari 
- Os Ewé 
- Os Iorubas 
- Os peul 
- Os Songhai 
- Os Tuaregues 
- Os Afar 
- Os Amharas 
- Os Oromos 
- Os Sidamos 
- Os Acholi 
- Os Dinka 
- Os Nubas 
- Os Tutsis-Hutus 
- Os Karimojong 
- Os Masai 
- Os Pokot 
- Os Turkanas 
- Os Fang 
- Os Kikuyus 
- Os Hereros 
- Os Macuas 
- Os Macondes 
- Os Ndebele 
- Os Xonas 
- Os Xosas 
- Os Zulus 
- Os Merinas 

Bandeiras 


Preço: 77,50€;  

Portugal & 25 de Abril - ‘E ASSIM MURCHARAM OS CRAVOS’, de MAX Wery - Lisboa 1994 - MUITO RARO;





Portugal & 25 de Abril - O autor, membro do corpo diplomático da Bélgica em Lisboa, acompanhou o final do regime do Estado Novo e a revolução do MFA, a instituição do regime democrático, a descolonização e o PREC, do 11 de Março ao 25 de Novembro, e o final do período revolucionário 


‘E ASSIM MURCHARAM OS CRAVOS’ 
De MAX Wery 
Prefácio de José Medeiros Ferreira 
Edição Editorial FRAGMENTOS 
Lisboa 1994 


Livro com 286 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


Da contracapa: 
“O retrato de Max Wery traça da sociedade portuguesa da altura acaba por ser um dos mais objectivos que se conhece  e esse não é dos menores serviços que o seu testemunho presta aos portugueses ainda hoje perturbados com subjectivismos vários sobre a história recente.

…destaco o retrato que Max Wery traçou da sociedade marcelista e da elite portuguesa da época fechada sobre si própria, tão segura do seu futuro quanto ignorante da evolução internacional e da mudança de valores sociais mesmo nos países mais próximos. 

Este testemunho sobre o Portugal marcelista, sobre o Portugal revolucionário e sobre Portugal constitucional é precioso por ser raro e imparcial.“ 
Do PREFÁCIO: - José Medeiros Ferreira 


OS MILITARES E A COMUNICAÇÃO SOCIAL INTERNACIONAL NA GUINÉ 
Como manipular uma equipa de televisão alemã: 
“Gostaria aqui de contar uma anedota, que decerto não tem nada a ver com o fundo do problema, mas a que não falta sabor, porque teve a Guiné-Bissau por cenário e dois oficiais portugueses, muito bem conhecidos actualmente, como actores.
Foi-me contada, e é uma anedota realmente engraçada.
Em Janeiro de 1971, uma equipa da ZDF, estação alemã de televisão, deslocou-se à Guiné-Bissau para efectuar uma reportagem sobre a situação militar no território e procurar adversários do Presidente da Guiné (ex-francesa), Sekou Touré, que tinham, dizia-se, invadido a Guiné Conakry, em estreita colaboração e mesmo na companhia de tropas portuguesas. O general Spínola negou energicamente, é claro, a participação de tropas portuguesas na invasão, que tinha sido forjada de uma ponta à outra pelo presidente guineense, ávido de publicidade, mas desprovido de sensatez. O general acrescentou, com bastante imprudência, julgar saber que alguns rebeldes guineenses se tinham refugiado no Senegal, na região fronteiriça com a Guiné-Bissau. Tenazes, os repórteres alemães insistiram no sentido de contactar com esses rebeldes na fronteira senegalesa. O general Spínola acedeu aos seus desejos e mandou organizar um cenário digno de filme de cinema. Dois oficiais portugueses foram encarregados da encenação. Um, era o capitão Ramalho Eanes, na altura chefe da secção de Radiodifusão e Imprensa na Guiné, o outro, o capitão Otelo Saraiva de Carvalho, oficial adstrito à subsecção das operações na Guiné. Autênticos refugiados da Guiné%Conackry foram disfarçados de gendarmes, com o uniforme deste país, e conduzidos a cabanas situadas em Nhacra, a 60 quilómetros apenas da cidade de Bissau. 
O capitão Otelo Saraiva de Carvalho conduziu a equipa alemã através das dunas de areia e da savana, o passeio durou duas horas e meia e dava a impressão, embora na realidade andassem às voltas, que se seguia a direção da fronteira. A dado momento, a equipa desembocou numa clareira, onde a aguardava o capitão Ramalho Eanes, acompanhado de um guarda local encarregado de fazer passar sub-repticiamente a caravana para lá da fronteira. A equipa alemã nunca suspeitou da trapaça, o seu chefe teve a entrevista que desejava com os refugiados guineenses, um dos quais, cúmulo da cortesia, falava alemão. Efectuou a reportagem, convencida de se encontrar  em terra senegalesa, quando estava apenas  a algumas horas de Bissau. Só mais tarde os repórteres alemães souberam da mistificação de que tinham sido objecto. O capitão Ramalho Eanes, já sério e discreto, e o capitão Otelo Saraiva de Carvalho, mais jovial e expansivo, revelaram-se, na ocasião, excelentes técnicos de Acção psicológica. Alguns anos mais tarde, tiveram oportunidade de confirmar os seus talentos.“
Extractos da pág. 189/190. 


Sobre o Autor: 
“Antigo resistente na 2ª Guerra, após a libertação da Bélgica Max Wery ocupará, com dois colegas, o edifício do Ministério dos Assuntos Exteriores, na rue de la Loi, em Bruxelas, em 3 de Setembro de 1945. Antes estivera nesse Ministério de 1936 a 1940, tendo pertencido ao gabinete do ministro socialista Paul-Henri Spaak. No final da carreira, a colocação em Lisboa afigurava-se o prenúncio de uma reforma tranquila. Mas, subitamente, uma revolução eclode em Lisboa. Max Wery acompanha-a de perto, ou tão perto quanto as circunstâncias do tempo – e a sua qualidade de representante diplomático de um país estrangeiro – deixaram. O seu livro estende-se pelo período revolucionário e vai mais adiante, até à presidência de Ramalho Eanes e aos primeiros passos da adesão às Comunidades.” 
malomil blogspot 



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO 
PRÓLOGO 

Primeira Parte - DOS CAVALEIROS CRUZADOS DE 1147 AOS CAPITÃES DE ABRIL 
Capítulo I. - “AULTRE N’AURAY…” - Filipe, o Bom 

Capítulo II. - “LISBOA, BELA CIDADE PORTUGUESA…”
- “Nous aultres, portugois”, Carlos, o Temerário 

Capítulo III. - VISITAS PROTOCOLARES 
- O Presidente da República 
- Marcelo Caetano 
- O Dr. Salazar 
- O Cardeal-Patriarca de Lisboa 

Capítulo IV. - O CORPO DIPLOMÁTICO 
- Alguns aspectos da vida social 
- A colónia belga 
- As oposições ao regime 

Capítulo V. - “E SE MAIS MUNDO HOUVERA…” - Camões 

Capítulo VI. - OS ÚLTIMOS MESES DO GOVERNO DE MARCELLO CAETANO 
- O Movimento dos Capitães 

Segunda Parte - A REVOLUÇÃO 
Capítulo VII. - O DIA D: 25 DE ABRIL DE 1974 

Capítulo VIII. - A PRESIDÊNCIA DO GENERAL ANTÓNIO SPÍNOLA 
- I Governo Provisório (Adelino da Palma Carlos) 
- II Governo Provisório (General Vasco Gonçalves) 

Capítulo IX. - A PRESIDÊNCIA DO GENERAL FRANCISCO COSTA GOMES 
- III Governo Provisório (General Vasco Gonçalves) 
- Golpe de Estado de 11 de Março de 1975 
- IV Governo Provisório (General Vasco Gonçalves) 
- A Assembleia Constituinte 

Capítulo X. - A PRESIDÊNCIA DO GENERAL COSTA GOMES (continuação);
- O Verão Quente 
- V Governo Provisório (General Vasco Gonçalves) 
- VI Governo Provisório (Almirante Pinheiro de Azevedo) 
- A insurreição de 25 de Novembro de 1975 

Capítulo XI. - A DESCOLONIZAÇÃO 

Capítulo XII. - A CONSTITUIÇÃO 
- Assembleia da República 
- A eleição do Presidente da República 
- Os problemas da actualidade 

Terceira Parte - O PERÍODO DE TRANSIÇÃO (1976-1980) - A Presidência do General Ramalho Eanes 
Capítulo XIII. - PARTIDOS E PERFIS POLÍTICOS 
- O Partido Comunista (PCP) 
- O Partido Socialista (PS) 
- O Partido Popular Democrático / Partido Social Democrata (PPD/PSD) 
- O Centro Democrático Social (CDS) 

Capítulo XIV. - POLÍTICA INTERNA - 1 
- I Governo Constitucional (Mário Soares) 
- II Governo Constitucional (Mário Soares) 
- III Governo Constitucional (Nobre da Costa) 
- IV Governo Constitucional (Mota Pinto) 
- V Governo Constitucional (Maria de Lurdes Pintasilgo) 

Capítulo XV. - POLÍTICA INTERNA (cont.) - Eleição para a Assembleia ‘intercalar’ da Assembleia da República 
- VI Governo Constitucional (Francisco Sá Carneiro);
- A segunda Assembleia da República 
- Reeleição do General Ramalho Eanes 
- Trágico fim de Sá Carneiro 
- VII Governo Constitucional (Francisco Pinto Balsemão) 

Capítulo XVI. - POLÍTICA EXTERNA 
- Análise das negociações entre Portugal e a Comunidade Económica Europeia 
Capítulo XVII. - À GUISA DE CONCLUSÃO 

Bibliografia 


Preço: 37,50€; 

Portugal & Ultramar - ‘A LENDA NEGRA DA ÍNDIA PORTUGUESA’, de George Davison Winius - Lisboa 1994 - Muito Raro;





Portugal & Ultramar - Contributo para o estudo da corrupção política nos impérios do início da Europa moderna 


‘A LENDA NEGRA DA ÍNDIA PORTUGUESA’ 
Diogo do Couto, os seus contemporâneos e o ‘Soldado Prático’ 
De George Davison Winius 
Tradução de Ana Barradas 
Edição ANTÍGONA 
Lisboa 1994 


Livro com 218 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.


Da contracapa: 
“ALCÁCER QUIBIR 

Verdugo, que esmagaste a Índia aos pés…
Eis aqui, Portugal, o que tu foste ! 
Repulsivo morfético d’Aoste…
Eis aqui, Portugal, o que tu és !

Os Gamas, Albuquerques e Sodrés, 
Alçando a Cruz em sanguinoso poste, 
Bradam ser Cristo o general da hoste, 
Se os povos sangra o ferro português.

Terrível vai mostrar-se a Providência, 
Arrancando das mãos da prepotência 
A levantou-a raça acorrentada.

Índia, escrava gentil, espera um pouco…
Lá vem sobre Marrocos um rei louco…
Eis Alcácer Quibir ! Estás vingada.

Camilo Castelo Branco 


Não pode a ANTÍGONA alhear-se, nesta inesgotável quadra de comemorações culturais & patrióticas dos tesouros escondidos que a nação encerra.
E dentre as mais ocultas pátrias, a ‘LENDA NEGRA DA ÍNDIA PORTUGUESA’, mui frutuoso descobrimento em temática assaz ignorada, esta que versa os índicos negócios - dada à estampa, azadamente, em época faustosa de corrupção democrática.
Camilo Castelo Branco, já manifestamente anticolonialista no séc. XIX, é para aqui trazido como bofetada sem mão na cambada escriba deste nosso tempo vil - o duma manhosa servidão agora voluntária.“ 


Da badana: 
“Todos os testemunhos indicam que a Ásia Portuguesa já era notoriamente corrupta em finais do séc. XVI. 
O mais famoso de todos é o de Diogo do Couto e pode dizer-se que a ele se deve a Lenda Negra. Também existe um manuscrito, praticamente desconhecido, de um modesto soldado português, Francisco Rodrigues de Silveira. Mas houve outros, a maior parte dos quais da autoria de estrangeiros. 
George Winius, historiador norte-americano, examina primeiro o depoimento contemporâneo no seu contexto histórico, para a seguir pôr as seguintes questões: O que era  de facto a corrupção naquela época ? Poderá ser comparada com o que hoje consideramos corrupção? Terá ela sido consequência da incapacidade de Portugal para construir um sistema de dominação apoiado em civis ? Ou terá resultado do sistema europeu de nomeação de funcionários, transportado para uma região em que as possibilidades de fazer fortuna eram muitas ?
George Winius examina todas estas questões e procura dar resposta a duas outras, postas pelos seus colegas da Universidade de Leidein: Terão estes relatos sido descritos por homens ressentidos, postos à margem do sistema ? E seria a natureza desse sistema europeia, ou indiana ?“ 


O Autor: 
“GEORGE DAVISON WINIUS nasceu em Sr. Louis, Missouri, nos Estados Unidos, em 1928, formando-se no Bowdoin College e na Universidade de Columbia. Foi professor entre 1965 e 1976 na Universidade da Florida, em Gainesville, e actualmente exerce funções docentes na Universidade de Leiden, na Holanda, onde escreve para a ‘Itinerário’. Entre as suas anteriores publicações, são de registar ‘The Fatal History of Portuguese Ceylon’, 1971, e ‘A Fundação do Império Português 1415-1580’, Vega 1994, escrito de parceria com o falecido Bailey W. Diffie.“ 



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO 
INTRODUÇÃO: informação necessária para especialistas não portugueses 

1. - Vicissitudes de um cronista honesto 
2. - O ‘Soldado Prático’: os argumentos 
3. - As razões do ‘Soldado Prático’ 
4. - Observações dos visitantes no tempo de Couto 
5. - A ‘Reformação’ de Silveira: o verdadeiro soldado prático 
6. - A ‘Reformação’ de Silveira: medidas paliativas 
7. - No tempo antigo 
8. - Aos olhos do mundo moderno 
9. - Um segundo olhar 

Apêndice: Corrupção nos ‘Documentos Remetidos’ ou ‘Livros das Monções’ 
Bibliografia 


Preço: 32,50€; 

quarta-feira, 2 de julho de 2025

Angola - MPLA & História - LOTE DE 10 AUTOCOLANTES - Lisboa 1976 - MUITO RARO;




Angola - MPLA & História - Uma colecção de autocolantes editados pela Associação de Amizade de Portugal com o novo estado africano independente editados aquando do 1.* aniversário da independência ocorrida a 11 de Novembro de 1975 


LOTE DE 10 AUTOCOLANTES DE ANGOLA - 1.* ANIVERSÁRIO DA INDEPENDÊNCIA 
1. - ‘ANGOLA - INDEPENDÊNCIA NACIONAL - Contra as Superpotências’; 
2. - ‘MPLA - A LUTA CONTINUA’; 
3. - ‘MPLA - PODER POPULAR’; 
4. - ‘FAPLA - EXÉRCITO REVOLUCIONÁRIO POPULAR’; 
5. - ‘CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE COM O POVO ANGOLANO’; 
6. - ‘4 FEV 61/76 - MPLA 15 ANOS DE LUTA ANRI-IMPERIALISTA’; 
7. - ‘MPLA - PODER POPULAR’; 
8. - ‘1975 - 11 DE NOVEMBRO - 1976’ - ‘1.* Aniversário da Independência’; 
9. - ‘ASSOCIAÇÃO PORTUGAL ANGOLA’; e 
10. ‘RESISTÊNCIA POPULAR ORGANIZADA’. 

Edição da A.P.A. (Associação Portugal Angola) 
Lisboa 1976 


Conjunto em muito bom estado de conservação. Excelentes. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.



Preço: 72,50€;