sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Portugal - Política & História - Duplo LP de VINIL - ‘SÁ CARNEIRO - RECORDAÇÃO VIVA’ - Lisboa 1981 - MUITO RARO;
















Portugal - Política & História - Uma obra histórica que preserva a voz do fundador e líder do PPD/ PSD e primeiro-ministro após a vitória da AD (PSD, CDS e PPM) em 1979 e 1980, tragicamente falecido a 4 de Dezembro de 1980 num acidente de avião em Camarate, arredores de Lisboa 


Duplo LP de VINIL - ‘SÁ CARNEIRO - RECORDAÇÃO VIVA’ 
Edição do PSD (Partido Social Democrata) 
Secção E 
Capas de Branco de Oliveira 
Lisboa 1981 


Exemplar composto por 2 LP’s, capas e discos, em muito bom estado de conservação. Excelentes.
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.



Duplo LP de VINIL - ‘SÁ CARNEIRO - RECORDAÇÃO VIVA’ 

DISCO 1 
Lado A (25’) 
- Hino do PSD ‘POVO LIVRE’ 
- Posse do VI Governo (03.01.1980) 
- Apresentação do Programa do VI Governo (11.01.1980) 
Lado B (25’) 
- Moção de Confiança. Intervenção Final (18.01.1980) 

DISCO 2 
Lado A (25’) 
- Debate Político e Económico do Governo 
- Intervenção Final (06.03.1980) 
Lado B (25’) 
- Continuação do debate político e Económico do Governo 
Intervenção Final (06.03.1980) 
- Análise dos resultados das eleições na Conferência de Imprensa (05.10.1980) 
- Hino Nacional - ‘A Portuguesa’ 


FICHA TÉCNICA: 
INTERVENÇÕES DO DR. SÁ CARNEIRO - R.D.P.
O PSD agradece à RDP, a cedência das intervenções.
EDIÇÃO: Comissão Política da Secção E e do PSD 
Seleccção das Intervenções: Nobre Fernandes e B. Oliveira 
Escrita: 
Seleção - Nobre Fernandes e B. Oliveira 
Coordenação e toda a assistência: B. Oliveira 
Som e montagem: Alberto Nunes e Branco de Oliveira 
Estúdio: MUSICORDE 
Fotografias: Raúl de Nascimento e Comissão Política da Secção E do PSD 



REACÇÕES DE PERSONALIDADES,
PARTIDOS POLÍTICOS 
E ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS 
À MORTE DO DR. FRANCISCO SÁ CARNEIRO 
- “Honrem a memória do Dr. Francisco Sá Carneiro, recordando as suas obras, a sua convicção democrática, a sua dedicação patriótica.” 
General Ramalho Eanes - Presidente da República 

- “Sá Carneiro foi o grande construtor de um projecto de democracia plena justiça social.” 
Pinto Balsemão - Militante n. 2 do PSD e primeiro-ministro 

- “Sá Carneiro um dos maiores estadistas de sempre e um tenaz defensor da Democracia.” 
Leonardo Ribeiro de Almeida - Presidente da Assembleia da República 

- “O Dr. Francisco Sá Carneiro foi um grande homem, um grande lutador e um grande estadista. A História não o esquecerá.” 
Diogo Freitas do Amaral - líder do CDS 

- “Curvo-me respeitosamente perante a memória de Francisco de Sá Carneiro. Importa reconhecer o talento e a frontalidade com que sempre soube lutar pelo que considerava ser o interesse nacional. Adversário político de Sá Carneiro, sempre mantive com ele relações de grande cordialidade, mesmo nos momentos mais difíceis, como é natural em Democracia.” 
Mário Soares - líder do PS 

- “A morte de Sá Carneiro é uma tragédia para Portugal e para a Democracia.” 
Francisco Salgado Zenha 

- “Sá Carneiro foi um dos homens que mais colaborou para forjar um Portugal Democrático e livre. A trágica mote do Primeiro-ministro português provocou-me um dos impactos mais profundos de quantos já sofri, tanto no terreno pessoal como nó político.” 
Adolfo Suarez - Primeiro-ministro espanhol 

- “A morte do Primeiro-ministro Sá Carneiro privou Portugal e todo o mundo de um líder que simbolizava muitos dos traços mais importantes da Democracia ocidental.” 
Jimmy Carter - Presidente dos EUA 

- “A morte de Sá Carneiro deixa em Portugal um doloroso vazio.” 
Helmut Schmidt - Chanceler da RFA 

- “Fiquei profundamente abalada ao ouvir a notícia da trágica e inesperada morte do Primeiro-ministro Sá Carneiro.” 
Margaret Thatcher - Primeiro-Ministro da Grã-Bretanha 

- “Profunda admiração e simpatia pelo Primeiro-ministro Sá Carneiro.” 
Rei Gustavo - Suécia 



ALGUNS DADOS SOBRE FRANCISCO SÁ CARNEIRO 
“Nasceu no Porto, em 19 de Julho de 1934, na freguesia da Vitória, Porto, pertencente, pelo lado materno, a uma das mais conhecidas famílias portuenses. Seu pai, o Dr. José Gualberto Sá Carneiro, era oriundo de humildes lavradores, tendo-se formado em direito à custa de ‘sebentas’ estudantis que escrevia, em Coimbra. 
Em 1956 concluiu a licenciatura em Direito, em Lisboa, iniciando imediatamente a sua actividade de advocacia no Porto, a que se dedicou em exclusivo até 25 de Abril de 1974, à excepção de um período em que foi deputado à Assembleia Nacional. Foi sócio fundador e presidente da Mesa da Assembleia Geral da Cooperativa Confronto do Porto, dissolvida em 1972, por os seus fins serem considerados inconvenientes pelo regime então em vigor. 
Foi, durante anos, director da revista dos tribunais.
Em 1969 aceitou a candidatura à Assembleia Nacional, vincando, num comunicado, juntamente com três candidatos pelo seu círculo, a sua independência relativamente ao governo vigente, ao mesmo tempo que declarava estar disposto a bater-se pela consecução efectiva das liberdades públicas e a lutar pela instauração da Democracia em Portugal.
Foi um dos deputados mais activos da XI Legislatura, em que fez 85 intervenções m das quais se destacam 8 projectos de Lei e uma proposta para criar uma comissão de inquérito à actuação da P.I.D.E/D.G.S., para estudar todas as queixas que lhe fossem apresentadas ou de que tivesse conhecimento. 
Lutou, também, pela abolição da censura, levando àquela Assembleia, casos concretos de intervenção da polícia do pensamento. Por considerar não poder continuar a exercer o mandato que lhe havia sido confiado sem quebra da sua dignidade, atitude que justificou em extenso documento, renunciou à sua presença na Assembleia Nacional, renúncia que se tornou efectiva em 2 de Fevereiro de 1973. 
Deu ao semanário ‘Expresso’ uma regular colaboração, colaboração essa que acabou por desaparecer face aos sucessivos cortes de que vinham sendo alvo os seus artigos pela censura. 
É autor das seguintes obras: ‘Uma Tentativa de Participação Política’, Ed. Morais, Lisboa 1971; ‘Revisão da Constituição Política’, Ed. Liv. Figueirinhas, Porto 1971; ‘As Revisões da Constituição Política de 1933’, Ed. Brasília Editora, Porto 1971; ‘Ser ou não Ser Deputado?’, Ed. Arcádia, Lisboa 1973; ‘Vale a pena ser Deputado?’, Ed. Jornal do Fundão, 1973; ‘Por uma Social Democracia Portuguesa’, Ed. Publicações Dom Quixote, Lisboa 1975; ‘Poder Civil, Autoridade Democrática e Social Democracia’, Ed. Publicações Dom Quixote, Lisboa 1975; ‘Impasse’, Ed. Macroplan, 1978; ‘Uma Constituição para os Anos 80’, Ed. Publicações Dom Quixote, Lisboa 1979. 
Em Maio de 1974, é o principal fundador do PPD (Partido Popular Democrático) e assume, logo após a fase de organização as funções de Secretário Geral, cargo em que foi confirmado no 1.* Congresso do Partido, em Novembro de 1974. 
A sua actividade de oposição durante o fascismo granjeou-lhe grande popularidade, o que esteve na origem da sua nomeação para Ministro Adjunto do Primeiro-ministro do I Governo provisório, deixa as funções governativas com a queda desse I Governo pós 25 de Abril e, até Janeiro de 1980, nunca mais exerceu qualquer cargo de governação.
Em 1979 foi um dos fomentadores da formação da Aliança Democrática que englobou o PSD, CDS e PPM. 
Em 3 de Janeiro de 1980 é empossado no cargo de Primeiro-ministro do VI Governo, CArt que exerceu até à sua morte. 
O VI Governo obtém resultados económicos jamais atingidos pelos governos anteriores. Francisco Manuel Lumbrales de Sá Carneiro faleceu tragicamente em 4 de Dezembro de 1980, aos 46 anos de idade, deixando cinco filhos.



Preço: 77,50€;