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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Portugal - Guerra do Ultramar & História - ‘NUNCA ESQUECEREI…’, de Ricardo Durão - Lisboa 2014 - MUITO RARO;





Portugal - Guerra do Ultramar & História - A biografia de um dos militares mais brilhantes das Forças Armadas Portuguesas, com um vasto e riquíssimo currículo enquanto oficial e com diversas comissões cumpridas nas antigas províncias ultramarinas portuguesas de Angola, Guiné e São Tomé e Príncipe, com intervenção nos acontecimentos do 25 de Abril de 1974 e do PREC (Processo Revolucionário em Curso), e de todos esses acontecimentos e vivências relata na primeira pessoa a sua intervenção, numa obra que é imprescindível de leitura e consulta. 


‘NUNCA ESQUECEREI…’ 
O que não foi contado nas comemorações dos 40 anos do 25 de Abril. E não só…
De Ricardo Durão 
Prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa 
Posfácio de Daniel Proença de Carvalho 
Edição SEDA Publicações 
Lisboa 2014 


Livro com 280 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Da contracapa:
“NÃO HOUVE UM 25 DE ABRIL - HOUVE MÚLTIPLOS 
O Senhor General Ricardo Durão tem uma carreira militar de muito relevo e o seu testemunho, ademais tido como próximo de alguns dos factos apreciados, merece ser lido com atenção e debatido com interesse, concordando uns e discordando outros, caso a caso (…) Ele dá-nos, com este livro, uma oportunidade soberana para revermos a nossa história contemporânea e para apurarmos o que, nela, nos foi ou é gratificante e o que, ao invés, nos penalizou ou penaliza.“ 
Do PREFÁCIO, por Marcelo Rebelo de Sousa 

“A CONQUISTA DA DEMOCRACIA A SEGUIR AO GOLPE MILITAR VITORIOSO DO 25 DE ABRIL DE 1974 NÃO FOI TAREFA FÁCIL 
A leituras das memórias do General Ricardo Durão relatadas neste livro. Em especial na parte relativa ao que se passou a seguir ao 25 de Abril de 1974, tocou uma nota sensível na minha própria memória. Fui advogado do irmão do autor, o General Rafael Durão, quando ele foi preso na sequência dos acontecimentos do 11 de Março de 1975. Deixei, aliás, registadas em livro (‘Cinco Causas da Injustiça Revolucionária’) algumas peças da defesa desse militar distinto cujo único ‘crime’ foi bater-se pelos autênticos ideais de Abril, a democracia política, com pluralismo e respeito pelos direitos humanos. (…) Nas comemorações dos 40 anos do 25 de Abril algumas dimensões desses acontecimentos foram ignoradas, senão silenciadas. Uma dessas dimensões está bem caracterizada, com fidelidade neste livro.“ 
Do POSFÁCIO - por Daniel Proença de Carvalho 


O Autor: 
“GENERAL RICARDO FERNANDO FERREIRA DURÃO 

Nasceu em Setúbal em 13 de Junho de 1928. 
Tem dois irmãos: Rafael, Major-General do Exército, oriundo de Cavalaria / Paraquedista e Roberto, Coronel de Cavalaria / Comando. 
Fez os estudos primários em Setúbal e os secundários no Colégio Militar (1938-45). 
Frequentou os Preparatórios Militares na Faculdade de Ciências de Lisboa (1945-46) e de Coimbra (1946-47) e completou o Curso de Cavalaria em 1950. 
Foi promovido sucessivamente a Algeres (1950), Tenente (1952), Capitão (1959), Coronel (1974), Brigadeiro (1978), General (1983). 
Frequentou o Curso de Educação Física (1950-51), Curso de Sapadores (1952), Curso de Carros de Combate (1953), Curso de Treino Físico Militar, na Suécia (1954), Curso de Promoção a Capitão (1958-59), Curso de Promoção a Oficial Superior (1967-68), Curso Superior de Comando e Direcção (1977-78), Curso de Defesa Nacional (1981-82). 
Foi praticante desportivo em diversas modalidades (atletismo, rugby, futebol, voleibol, basquetebol, hipismo, esgrima), campeão escolar no salto em altura em 1945, campeão universitário em 110 metros barreiras e 400 metros em 1949, sagrando-se campeão nacional em 110 metros barreiras e foi recordista em 83 metros barreiras. 




Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO 
- Marcelo Rebelo de Sousa 

INTRODUÇÃO 
Antecedentes 

A GUERRA DO ULTRAMAR 
- Angola 
- Invasão d Estado da Índia 
- Guiné 
- Moçambique 
- Conclusões 

O 25 DE ABRIL DE 1974 
- Crise Palma Carlos 
- O 28 de Setembro de 1974 
- A Descolonização (I) 
- Unicidade / Liberdade Sindical 
- Institucionalização do MFA - Pacto MFA-Partidos 
- Dinamização Cultural 
- 11 de Março de 1975=
- Tentativa de adiamento de eleições para a Assembleia Constituinte 
- Eleições para a Assembleia Constituinte 
- Desvalorização das eleições - Cunhal no seu melhor 
- Plano Sócio-Económico Melo Antunes 
- Descolonização (II) 
- Terror 
- O Verão Quente - Nacionalizações - Reforma Agrária 
- Tribunal Revolucionário 
- Jornal ‘República’ - Rádio ‘Renascença’ 
- Plano de Acção Política do MFA 
- Discurso de António Barreto (2010) 
- Agravamento da situação - Documento dos Nove 
- Descolonização (III) - Retirnados 
- Saneamento de Jaime Neves 
- Posse do V Governo Provisório (Último de Vasco Gonçalves) 
- Linguagem característica 
- Verdadeira natureza dos partidos 
Revolução ? 
- Demissão de Vasco Gonçalves - 25 de Novembro de 1975 
- Transição para a democracia política 

ENFIM A DEMOCRACIA POLÍTICA 

Bibliografia 

POSFÁCIO 
- Daniel Proença de Carvalho 


Preço: 77,50€; 

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Política Internacional - ‘A AGENDA PERDIDA DA RECONSTRUÇÃO PÓS-BÉLICA: O Caso de Timor-Leste’, de Mónica Rafael Simões - Coimbra 2001 - Muito Raro;




Política Internacional - A reconstrução do país após mais de duas décadas e meia de ocupação Indonésia e as políticas de conciliação entre as facções independentista e os colaboracionistas com os ocupantes, após a restauração da autonomia e os massacres dos grupos terroristas contra as populações civis 


‘A AGENDA PERDIDA DA RECONSTRUÇÃO PÓS-BÉLICA: O Caso de Timor-Leste’ 
De Mónica Rafael Simões 
Prefácio de Vital Moreira 
Edição Quarteto 
Coimbra 2001 


Livro com 120 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito raro. 


“Uma das tarefas incontornáveis do processo de reconstituição das sociedades saídas de regimes repressivos ou de guerras civis destruidoras consiste na reconciliação nacional.
Neste aspecto, um dos problemas mais árduos e controversos tem a ver com a maneira como se encara o passado muitas vezes ainda dramaticamente vivo, das violações mais grosseiras dos direitos humanos.
A vasta literatura sobre a transição democrática em países saídos de regimes violentamente repressivos ou de devastadores conflitos armados internos, mostra que as opções caem numa de duas dicotomias quanto ao modo de encarar a passada violação dos direitos humanos: esquecer / lembrar, perdoar/ punir.” 
Vital Moreira - in PREFÁCIO 


Preço: 27,50€; 

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Angola & Agricultura - ‘A JUNTA DE EXPORTAÇÃO DE CAFÉ COLONIAL EM ANGOLA’, de Ramos de Souza - Luanda 1946 - MUITO RARO;




Angola & Agricultura - Obra contendo um conjunto de dados estatísticos, económicos, produção, da atividade de produção e exportação do café, em Angola e também de outras províncias ultramarinas portuguesas na época 


‘A JUNTA DE EXPORTAÇÃO DE CAFÉ COLONIAL EM ANGOLA’ 
Cinco Anos de Cativeiro 1941/45 
De Ramos de Souza 
Edição da Junta de Exportação de Café de Angola / JUNCAFÉ 
Luanda 1946 


Livro com 154 páginas e Anexos, em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 

Capítulo I. - DEFESA DA PRODUÇÃO 
a) - Fixação inicial de preço 
b) - Situação do mercado interno quando a JUNCAFÉ se instala em Angola 
c) - Operações realizadas pela JUNCAFÉ 
d) - Assistência Financeira 
e) - Assistência Técnica 
f) - Apresentação do café 
g) - Sacaria 
h) - Armazenagem 
i) - Coordenação da actividade económica e combate à concorrência desregada 
j) - Números relativos à produção 

Capítulo II. - CADASTRO 

Capítulo III. - TRANSPORTES 
a) - Transporte terrestre 
b) - Transporte marítimo 

Capítulo IV. - EXPORTAÇÃO 

Capítulo V. - MERCADOS
a) - Império 
b) - União Sul Africana 
c) - Espanha 
d) - América do Norte 
e) - Outros países 

ANEXOS
1 a 19
Relação das Firmas de Angola inscritas na JUNCAFÉ 


Preço: 0,00€; (Indisponível) 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Portugal & Guerra Colonial - Jornal ‘THE OBSERVER’, de 09.09.1973 - (‘NOOSE ROUND MOZAMBIQUE’) - London 1983 - MUITO RARO;









Portugal & Guerra Colonial - Uma reportagem histórica sobre a guerrilha da FRELIMO, no interior de Moçambique - à época uma província ultramarina portuguesa em guerra - editada na imprensa britânica em Londres 


Jornal ‘THE OBSERVER’, de 09 de Setembro de 1973. 
‘NOOSE ROUND MOZAMBIQUE’, by David Martín 
‘O LAÇO EM TORNO DE MOÇAMBIQUE’, de David Martín 


London 1983 


Exemplar com 38 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Tema em destaque: 
- ‘NOOSE ROUND MOZAMBIQUE’ 
- ‘O LAÇO EM TORNO DE MOÇAMBIQUE’ 
‘DAVID MARTÍN, the first British correspondent to make contact with FRELIMO guerrillas insise the Portuguese colony of Mozambique, reports on a visit to Tete peovince and on the war that could decide the future of Southern Africa.’ 
David Martín, o primeiro correspondente britânico a estabelecer contato com guerrilheiros da FRELIMO dentro da colônia portuguesa de Moçambique, relata uma visita à província de Tete e à guerra que poderá decidir o futuro da África Austral.’


Preço: 37,50€; 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Moçambique & História - ‘NGUNGUNYANE’, de Gerhard J. Liesegang - Maputo 1996 - MUITO RARO;





Moçambique & História - A história do imperador de Gaza (1884-1895) que enfrentou os militares portugueses contando com apoio sub-reptício da Grã Bretanha e acabou derrotado por Mouzinho de Albuquerque, levado para Lisboa, exilado nos Açores com parte da sua corte (familiares e esposas) onde acabounoor falecer e deixar descendentes 


‘NGUNGUNYANE’ 
DE Gerhard J. Liesegang 
Edição do ARPAC (Arquivo e Património Cultural) 
Maputo 1996 


Livro com 124 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Preço: 37,50€; 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Portugal - Moçambique & Guerra do Ultramar - Jornal ‘DIÁRIO DE NOTÍCIAS’, de 05.01.1973 - (‘ANTIGOS TERRORISTAS MANIFESTARAM O SEU PORTUGUESISMO’) - Lisboa 1973 - MUITO RARO;







Portugal - Moçambique & Guerra do Ultramar - Em reportagem directamente de Porto Amélia, o matutino publicado em Lisboa edita um trabalho sobre os antigos guerrilheiros da FRELIMO capturados e detidos na Fortaleza do Ibo, aquando de uma visita do ex-dirigente daquela organização e dissidente, Lázaro Kavandame 


Jornal ‘DIÁRIO DE NOTÍCIAS’, de 05 de Janeiro de 1973. 
‘ANTIGOS TERRORISTAS MANIFESTARAM O SEU PORTUGUESISMO’ 
Lisboa 1973 


Exemplar com 48 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Tema em destaque: 
- ‘ANTIGOS TERRORISTAS MANIFESTARAM O SEU PORTUGUESISMO’ 
Durante a visita de Lázaro Cavandame aos reclusos da Fortaleza do Ibo 
- Reportagem de Porto Amélia 


Preço:  0,00€; (Indisponível) 

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Portugal - Ultramar & História - ‘ANGOLA - YOUR NEIGHBOUR’, by António J. Alfaro Cardoso - Joanesburgo 1950 - MUITO RARO;











Portugal - Ultramar & História - Análise aprofundada do autor - delegado económico do Governo Geral de Angola - sobre esta à época província ultramarina portuguesa na África Ocidental e vizinha da pujante república da África do Sul 


‘ANGOLA - YOUR NEIGHBOUR’ 
By Dr. António J. Alfaro Cardoso 
Edição do Autor 
Joanesburgo 1950 


Livro com 146 páginas, ilustrado (mapa e fotografias) e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Do ÍNDICE: 

FOREWORD 

Chapter I. - Brief Historical Note 
Chapter II. - Geography, area and limits 
Chapter III. - Orography and water supply 
Chapter IV. - Geology 
Chapter V. - Climate: rainfall, temperature and humidity 
Chapter VI. - Flora and fauna 
Chapter VII. - Population, european and native; migration 
Chapter VIII. - Harbours, sea and river routes 
Chapter IX. - Railways 
Chapter X. - Roads and road Transport 
Chapter XI. - Airways 
Chapter XII. - Post, telegraphs and telephones 
Chapter XIII. - Most important towns and villages 
Chapter XIV. - Tourist attractions, hunting and game reserves 
Chapter XV. - Government and public administration 
Chapter XVI. - Education 
Chapter XVII. - Culture 
Chapter XVIII. - Native policy 
Chapter XIX. - Currency, banking and finance 
Chapter XX. - Production in general 
Chapter XXI. - Agricultural and pastoral production 
Chapter XXII. - Forest and fisheries 
Chapter XXIII. - Mining industry 
Chapter XXIV. - Manufacturing industries 
Chapter XXV. - Commerce in general 
Chapter XXVI. - Imports and exports. Balance of Trade 
Chapter XXVII. - Trade with the Union of South Africa 


Preço: 62,50€; 

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Portugal & Ultramar - ‘TRATADO BREVE DOS RIOS DE GUINÉ’, de Luís Silveira - Lisboa 1946 - MUITO RARO;





Portugal & Ultramar - A descrição das populações da vasta zona da Senegambia e Guiné efectuada pelo capitão André Alves d’Almada em finais do século XVI, em torno dos inúmeros rios e zonas húmidas desta área que deu origem posteriormente a vários países do golfo africano 


Edição Nova do 
‘TRATADO BREVE DOS RIOS DE GUINÉ’ 
Feito pelo Capitão André Álvares d’Almada 
De Luís Silveira 
Edição patrocinada pelo Governo da Colónia da Guiné 
Impressão: Oficina Gráfica Limitada, Lisboa 
Lisboa 1946 


Livro com 108 páginas, exemplar com as ‘folhas por abrir’ e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


SINOPSE: 
“Em 1594, o capitão André Álvares de Almada, natural da ilha de S. Tiago escrevia o documento mais importante sobre o encontro luso-guineense: "Tratado Breve dos Rios de Guiné do Cabo Verde"; desde o rio de Sanagá até aos Baixos de St.ª Ana; de todas as Nações de Negros que há na dita Costa, e dos seus costumes, armas, trajes, juramentos e guerras. Elementos mais valiosos, riqueza documental assim, não existiam na nossa historiografia. No entanto, o trabalho de André Álvares D'Almada andou esquecido. Deve-se a Diogo Köpke, em 1841, relevando trabalho de ter preparado a edição do Tratado, feita à base de um manuscrito que estava recolhido na Biblioteca Pública Municipal do Porto. Em 1946, no âmbito das comemorações do V Centenário do Descobrimento da Guiné, dava-se à estampa a edição nova do tratado.”
Mário Beja Santos - In blogue ‘Luís Graça & Camaradas da Guiné’ 



Do ÍNDICE: 

1. - ESCLARECIMENTO 
2. - Descrição das espécies 

3. - TRATADO BREVE DOS RIOS DA GUINÉ 
PRÓLOGO 
Capítulo I. - Que trata dos negros jalofos 
Capítulo II. - Dos mais costumes destes jalofos 
Capítulo III. - Que trata do Reino do Ale-em-Bicane 
Capítulo IV. - Que trata do Reino de Borçalo 
Capítulo V. - Que trata do Reino de Gâmbia 
Capítulo VI. - Que trata do mais que há neste Reino de Gâmbia 
Capítulo VII. - Que trata dos arriatas e falupos 
Capítulo VIII. - Que trata do Reino do Casamança 
Capítulo IX. - Que trata do Reino dos Buramos 
Capítulo X. - Que trata dos Bijagós 
Capítulo XI. - Que trata do Rio Grande 
Capítulo XII. - Que trata do que há mais nesta terra de Beafares 
Capítulo XIII. - Que trata dos Reinos dos Naluns, Bagas e Coquolins 
Capítulo XIV. - Que trata do Reino dos Sapes 
Capítulo XV. - Que trata como alevantam os reis na terra dos Sapes 
Capítulo XVI. - Que trata dos Sumbas 
Capítulo XVII. - Que trata dalgumas guerras que tiveram estes Manes 
Capítulo XVIII. - De como quiseram conquistar os Manes a terra dos Souzos 
Capítulo XIX. - Da fresquidão desta terra 

4. - Ms. 297 F. G. da BNL. Passs com informações novas 
5. - Ms. 297 F. G. da BNL. Incipit 
6. - Ms. 603 da BPMP - Incipit 
7. - Ms. 525 F. G. da BNL - Incipit 

8. - Registo dos nomes geográficos 
I. - Do texto principal 
II. - Do ms. 297 F. G. da BNL 

9. - Observações 


Preço: 77,50€; 

Angola & Ultramar - LOTE DE 2 POSTAIS ETNÓLOGOS - Luanda 1966 (?) - MUITO RARO;





Angola & Ultramar - Exemplares históricos de postais ilustrativos das populações e etnias desta à época província ultramarina portuguesa da África Ocidental 


LOTE DE 2 POSTAIS ETNÓLOGOS 
1. - Tipo rácico do sul de Angola 
Edição COMER 
Lisboa 1966 (?) 
2. - Homem Dimba - Angola 
Edição Hospital Missionário da Humpata 
Luanda 1966 (?) 


Exemplares não circulados e em muito bom estado de conservação. Excelentes. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Preço: 17,50€; (Lote completo);

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Portugal & Ultramar - ‘A INFORMAÇÃO EM MOÇAMBIQUE’, de José Júlio Gonçalves - Lisboa 1965 - MUITO RARO;















Portugal & Ultramar - Estudo aprofundado da imprensa e impressão em Moçambique até aos ano de 1964 com muita informação inédita  importante para a sua análise e enquadramento histórico 


‘A INFORMAÇÃO EM MOÇAMBIQUE’ 
(Contribuição para o seu estudo) 
De José Júlio Gonçalves 
Edição Universidade Técnica de Lisboa 
Lisboa 1965 


Livro com 166 páginas, muito ilustrado (imagens e mapas) e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Do ÍNDICE: 

1. - BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE OS MEIOS E PROCESSOS TRADICIONAIS DE COMUNICAÇÃO UTILIZADOS PELOS AUTÓCTONES PRÉ-GÂMICOS DE MOÇAMBIQUE 

2. - IMPACTO DO ISLÃO NA ÁFRICA ORIENTAL. A DIFUSÃO DO CORÃO E OUTROS LIVROS RELIGIOSOS MUÇULMANOS 

3. - PENETRAÇÃO PORTUGUESA EM TERRAS MOÇAMBICANAS, MEIOS E MÉTODOS DE COMUNICAÇÃO USADOS NOS PRIMEIROS CONTACTOS COM OS AUTÓCTONES E ALIENÍGENAS DE ESTIRPE ÁRABE 
3.1 Os intérpretes (‘línguas’), os gestos, os ‘recados’ e as cartas 

4. - PRIMEIRAS PUBLICAÇÕES LEVADAS PARA MOÇAMBIQUE PELOS CARAVELISTAS E MISSIONÁRIOS PORTUGUESES 
4.1 As Ordenações do Reino, as Cartinhas, as Cartilhas e Cathecismos 
4.2 A comunicação pela imagem: uma imagem do Anjo Gabriel e o retábulo de D. Gonçalo da Silveira 

5. - INTRODUÇÃO DA TIPOGRAFIA EM MOÇAMBIQUE (1854) 
5.1 Primeiros jornais publicados em prelos moçambicanos 
5.1.1 O ‘Boletim do Governo da Província de Moçambique’ (1854): primeiro jornal oficial 
5.1.2 ‘O Progresso’ (1868): primeiro jornal não oficial de Moçambique 
5.2 Primeiras publicações não periódicas impressas em Moçambique 
5.2.1 ‘O Regulamento Geral das Alfândegas da Província de Moçambique’ (1854): primeira separata tirada em prelos moçambicanos 
5.2.2 ‘O Almanach Civil Eclesiástico Histórico Administrativo da Província de Moçambique para o Anno de 1859, 3.* depois do Bissexto (1859)’: primeiro livro impresso em Moçambique 
5.2.2.1 Regime jurídico das actividades tipográficas e informativas à data da instalação do primeiro prelo em Moçambique 
5.3 Contribuições de Mário Costa, Raul Neves Dias e Filipe Gastão de Almeida de Eça para o conhecimento da evolução histórica da Imprensa em Moçambique. Um número especial - ‘A Imprensa de Moçambique’ - comemorativo do 1.* Centenário (1854-1954) da Imprensa de Moçambique 
5.4 Algumas notas sobre a informação sectorial impressa da província de Moçambique 
5.4,1 A imprensa católica em Moçambique 
5.4.2 Publicações protestantes impressas ou circuladas em Moçambique 
5.4.3 Publicações periódicas e não periódicas muçulmanas divulgadas em Moçambique 
5.4.4 Jornais e outras publicações militares moçambicanas de ontem e de hoje 
5.5 Alguns problemas cruciais da informação impressa de Moçambique 
5.5,1 As barreiras linguísticas e culturais. Pluralismo linguístico e cultural. Analfabetismo 
5.5.2 O condicionalismo económico-social. Transportes. Poder aquisitivo dos leitores. Concentração. O jornalismo profissionalizado. Problemas suscitados pela publicidade 
5.5.3 A questão do jornalismo infantil e juvenil: um grave problema a resolver 
5.6 Relação das principais publicações periódicas postas a circular em Moçambique desde 1854 a 1964=
5.7 Notas sobre as publicações impressas em Moçambique. O movimento de algumas bibliotecas locais - um indicador cultural 

6. - A INFORMAÇÃO ÁUDIO-VISUAL 
6.1 Introdução e desenvolvimento do cinema em Moçambique. A frequência dos cinemas e a diferenciação social típica das regiões pluriculturais. Elementos estatísticos 
6.2 Introdução da T.S.F. Em Moçambique 
6.2.1 Quadro das emissoras existentes em Moçambique e respectivas potências 
6.2.2 Problemática da informação auditiva em Moçambique. Poder de penetração, programação, evolução técnica e cultural. Os programas destinados aos autóctones. A chamada ‘hora nativa’ 
6.2.3 A informação auditiva em terras moçambicanas. Estatísticas, audiência aparente e audiência real 
6.3 O turismo: uma fonte de divisas e de informações 

7. - OUTROS MEIOS DE COMUNICAÇÃO 
7.1 A correspondência postal, fonopostal, telefónica, telegráfica e magnetofónica. Teor estatístico da sua utilização em Moçambique 
7.2 Perspectivas e campos que se abrem à Informação em terras moçambicanas 

8. - LEI DA IMPRENSA EM VIGOR EM MOÇAMBIQUE 

9. - BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 
9.1 Trabalhos assinados 
9.2 Trabalhos não assinados e outros 


Preço: 67,50€; 

Portugal - Guerra do Ultramar & Guiné - ‘A VIDA NUMA CICATRIZ’, de Rui Ferreira - Porto 2020;





Portugal - Guerra do Ultramar & Guiné - Existem acontecimentos que deixam cicatrizes, visíveis ou invisíveis, que nos marcam para a vida. Fernando ficou marcado de ambas as formas. Mobilizado para a guerra no Ultramar, Fernando faz um amigo improvável e lá encontra o amor da sua vida. Por causa desse amor, enfrenta o dilema do racismo.


‘A VIDA NUMA CICATRIZ’ 
De Rui Ferreira  
Edição Cordel d’prata 
Porto 2020 


Livro com 162 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


SINOPSE 
“Uma fatídica explosão numa oficina de pirotecnia coloca um trágico ponto final na relação com dois grandes amigos de Fernando. A tragédia marca-o de uma forma profunda e irreversível e uma nova e inesperada amizade nasce desta tragédia com José, ferido na explosão.

A mobilização para o Ultramar parece traçar-lhe o destino, mas a sorte anda de braço dado com Fernando, que é capturado numa viagem de Tite para Bissau, mas consegue escapar ao cativeiro, graças a uma operação liderada pelo Cabo Barreto.

 Já em Bissau cruza-se com Alexandre, alferes e filho de um abastado portuense, com o qual cria uma amizade improvável, mas que se virá a revelar decisiva para o seu futuro e precisamente em Bissau encontrará o amor da sua vida: Maguette, uma negra natural do Senegal e empregada de mesa num café. Dividido entre o amor e o racismo, Fernando acaba por se confrontar com um dilema.” 


O AUTOR 
Rui Ferreira nasceu em Penafiel em 1971.
Envolvido desde cedo em causas sociais e ambientais, fundou uma associação ambientalista e foi deputado municipal.
Publicou o romance A Vida Numa Cicatriz, obra premiada em 2020, o romance histórico Resistência com Sotaque e ainda o conto "O Mistério das Pranchas de Surf".
Entre linhas e silêncios, escreve regularmente no seu blog "O silêncio também tem voz", para que nada fique por dizer.


Preço:  0,00€; (Indisponível) 

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Portugal - Descolonização & HISTÓRIA - ‘DEIXAR ÁFRICA (1974 - 1977)’, de Alexandra Marques - Lisboa 2024;






Portugal - Descolonização & HISTÓRIA - A autora reuniu informação, documentação e testemunhos da forma como o processo de descolonização foi conduzido pelo MFA (Movimento das Forças Armadas) após o derrube do regime do Estado Novo a 25 de Abril de 1974, onde fica provada a conivência das novas autoridades militares portuguesas nas ex-províncias ultramarinas de Angola e Moçambique com os movimentos nacionalistas marxistas-leninistas (MPLA, FRELIMO e PAIGC), em que estes tiveram carta branca para perseguir, prender e liquidar os seus adversários internos e promover a saída dos cidadãos brancos, mestiços e negros, muitos dos quais nascidos em África - até com várias gerações - e a defesa de vidas e bens dos cidadãos portugueses não foram devidamente protegidas pela administração nacional ainda vigente, antes pelo contrário…


‘DEIXAR ÁFRICA (1974 - 1977)’ 
O Trauma dos Portugueses de Angola e Moçambique 
De Alexandra Marques 
Edição Dom Quixote 
Lisboa 2024  


Livro com 420 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa: 
“Alexandra Marques regressa com um livro sobre uma das páginas mais negras do Portugal contemporâneo - o processo de descolonização de Angola e de Moçambique. Um relato que vem, por fim, contar a verdade chocante sobre o que aconteceu aos portugueses das ex-colónias.

Se deixar África foi um trauma para os portugueses radicados em Angola e Moçambique, que razões o ditaram? O que aconteceu nessas duas maiores colónias portuguesas que impulsionou a sua saída? Que promessas fizeram os decisores militares e políticos do pós-25 de Abril e quais ficaram por cumprir? Que diplomas de expropriação e cerceamento de direitos vigentes foram criados?

Que retrato socioeconómico de Angola traçou o então ministro da Economia, Vasco Vieira de Almeida? O que foi feito para que pudessem salvar parte das poupanças? Como se processou a fuga até aos pontos de embarque? Como se vivia no campo de refugiados de Nova Lisboa, equiparado a um campo nazi por um capitão do MFA? Como foi a epopeia dos aportados a Portugal em traineiras e dos que se acolheram na África do Sul? O que fizeram as autoridades pelos portugueses que estavam nas prisões dos Movimentos armados? E se não houve uma guerra civil em Moçambique antes da independência, por que partiram quase todos os portugueses?

O que foi negociado nas reuniões secretas entre Melo Antunes e a delegação da Frelimo na capital da Tanzânia, antes do Acordo de Lusaca? O que aconteceu em Lourenço Marques no dia 7 de Setembro de 1974 e no massacre de brancos em 21 de Outubro? Que legislação emitiu o Governo de Transição e o Alto-Comissário, Vítor Crespo? E o que se passava nos campos de reeducação da Frelimo, para onde tantos portugueses foram levados?“


Da badana:
“A que se deveu a mágoa e a revolta dos portugueses que deixaram Angola e Moçambique ? A investigação empreendida deu origem à tese doutoral ‘DEIXAR ÁFRICA (1974 - 1977) Experiência e Trauma dos Portugueses de Angola e Moçambique’ (2017), na qual se baseia este livro. 
Distanciado da versão oficial - de ter sido uma descolonização e historicamente inevitável - está, por isso, mais próximo da visão crítica de conceituados autores ocidentais que a descrevem como caótica, desordenada e de prolongada violência, constituindo um momento traumático para quem estava em retirada. A descolonização gerou transições turbulentas, guerras civis sangrentas e a instauração de regimes totalitários nas duas ex-colónias portuguesas, que motivaram o êxodo das populações, radicadas e autóctones. 

Talvez por isso, em 1984, a opinião pública nacional tinha já uma ideia desencantada e até mesmo negativa do processo, alegando que as independências africanas tinham sido concedidas sem se defender os direitos dos portugueses lá radicados. Esta ideia foi tida por errónea, esperando-se que se apagasse da memória colectiva. O que não aconteceu. Porque não foi um processo desejado, pacífico e bem-sucedido para quem deixou Angola e Moçambique à pressa, fugindo ao ódio e ao revanchismo. A violência física e psicológica (sofrida ou observada) e o colapso dos sistemas (de saúde, ensino, justiça, segurança e administração) ditaram a partida, não obstante as perdas materiais e emocionais que implicava. Perderam lugares de pertença, o estatuto socioeconómico e o património adquirido e sofreram danos (Morais e/ou físicos) antes e durante o êxodo. Foram (como disse Costa Pinto) ‘os grandes perdedores’ da descolonização e, por isso, a sua voz não foi ouvida.“ 


A Autora: 
“ALEXANDRA MARQUES nasceu em 1968, em Lisboa, onde vive atualmente. Foi jornalista de política nacional e europeia de 1991 a 2014. É doutorada em História Contemporânea pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e autora da obra Segredos da Descolonização de Angola.”



Do ÍNDICE: 

Siglas 

I. - A PARTIDA DE ANGOLA: DA INCERTEZA AO DESESPERO 

1. - INQUIETOS E APREENSIVOS 
- Promessas e contradições 
- Abusos e retaliações 
- A exploração do medo 
- Ataques aos muceques 
- À espera de ficar 
- O partidarismo branco 
- Cercados e acossados 
- Atemorizados e agredidos 
- A agonia da escolha 
- Desprotegidos e ameaçados 
- Em estado de guerra 
- Desalojados em Luanda 

2. - UM ÊXODO DOLOROSO 
- Indesejados nas duas pátrias 
- Inseguros e perturbados 
- A nacionalidade do retorno 
- Fugindo à guerra 
- Por terra até Portugal 
- Flagelados: rumo ao sul 
- Despojados por decretos 
- O colapso e a ingerência 

3. - ULTRAJADOS NO ADEUS 
- Presos e raptados 
- Como num campo nazi 
- Refugiados na RAS 
- Nos meandros da ponte aérea 
- No caos da partida
- Na realidade pós-colonial 


II. - A PARTIDA DE MOÇAMBIQUE 

1. - NO TURBILHÃO REVOLUCIONÁRIO 
- Revoltados com a tropa 
- Evoluídos e destribalizados 
- Pressionados pela FRELIMO 
- À beira da rendição 
- Nas reuniões secretas 
- Antes de Lusaca 
- O 7 de Setembro 
- ‘O Povo Unido jamais será vendido’ 

2. - RUMO AO TOTALITARISMO 
- A caça aos reaccionários 
- Massacrados na vingança 
- Com medo da violência 
- Sob a ruína e a censura 
- Prisões e campos de trabalho 
- Impelidos pelo pânico 

3. - NO EXPURGO PÓS COLONIAL 
- Expropriados pelas leis 
- Cerceados nos direitos 
- Acossados pelas autoridades 
- Poderes abusivos 
- Detidos após a independência 
- Violentados e expulsos 
- Indignados à chegada 
- Expulsos pela nacionalidade 

Notas 
Índice onomástico 


Preço: 47,50€; 

Portugal - Guerra Colonial & Moçambique - Revista ‘AFRIQUE-ASIE’, n. 667 - 29.05.1972 - (‘DOMINGOS AROUCA: SEPT ANS D’ATTENTE EN PRISON’) - Paris 1972 - MUITO RARO;








Portugal - Guerra Colonial & Moçambique - A denúncia internacional da perseguição e detenção do Moçambicano Domingos Arouca, um advogado negro nascido em Inhambane e formado na Universidade de Lisboa. Após a independência de Moçambique a 25 de Junho de 1975, concorreu às eleições presidenciais de 1994 e dirigiu o seu partido, a FUMI. Era membro fundador da ordem dos Advogados de Moçambique e do Conselho Superior da Magistratura Judicial. Neste órgão exerceu vários mandatos tendo chegado a ser eleito por proposta consensual da Frelimo, no poder, e da Renamo, o maior partido da oposição.


Revista ‘AFRIQUE-ASIE’, n. 667 - De 29 de Maio de 1972. 
‘DOMINGOS AROUCA: SEPT ANS D’ATTENTE EN PRISON’ 
Paris 1972 


Exemplar com 64 páginas, muito ilustrada e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Tema em destaque: 
- ‘DOMINGOS AROUCA: SEPT ANS D’ATTENTE EN PRISON’ 
Par Aquino de Bragança 
‘Les colonialistes portugais n’ont pas pardonné à Domingos Arouca d’être le premier avocat noir du Mozambique’ 
‘Sueveille par la PIDE’ 
‘Camp de Concentration’ 
‘Greve de la faim’ 


BIOGRAFIA: 
“DOMINGOS AROUCA nasceu em Inhambane em 07 de Julho de 1928, numa família de camponeses, e como adolescente, depois de completar a escolaridade, trabalhou como balconista num escritório de advocacia local. Quando fez 16 anos, entrou na escola de enfermagem, e após a conclusão do curso trabalhou como enfermeiro, até aos 21 anos. 
De acordo com uma fonte (seu livro ‘Discursos Políticos’), em 1949, ganhou um prémio significativo na loteria Rhodesiana, país em que tinha ido ilegalmente. Usou esse valor para pagar um bilhete para Portugal, onde trabalhou e estudou ao mesmo tempo, completando a  sua educação secundária e, em seguida, entrou na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. 
Tais oportunidades educacionais eram extremamente difíceis para moçambicanos negros na época. Arouca usou bem o prémio da loteria para prosseguir a sua educação claramente determinante no futuro de sua vida. Formou-se em Direito em Portugal, em 1960, com a idade de 32 anos, tornando-se defensor qualificado de Moçambique na qualidade de primeiro advogado negro.
Arouca voltou a Moçambique e exerceu a advocacia em Lourenço Marques. No entanto, dessa vez ele também passou  à política activa nacionalista e no jornalismo, e em 1965 ele foi eleito para a presidência do Centro Associativo dos Negros de Moçambique . Um mês depois, em 29 de maio, foi preso pela PIDE (A polícia política portuguesa), acusado de pertencer e trabalhar para a FRELIMO e o Centro Associativo foi encerrado. Ao todo, Arouca passou oito anos na prisão, de 1965 a 1973, quatro na Machava e os restantes em Portugal, em condições muito difíceis, no Forte-Prisão de Caxias em Lisboa e na Praça-forte de Peniche, em Leiria.
Arouca foi finalmente libertado em Junho de 1973 e deportado para Moçambique. Foi exilado para a cidade de Inhambane, sua terra natal, onde lhe foi permitido exercer a advocacia. 
Após a queda do regime do Estado Novo em Lisboa e o início do processo de descolonização em Moçambique nos anos de 1974/75, Domingos Arouca ficou infeliz com a chegada  da FRELIMO, com a ideologia marxisma-Leninista, formalizada no III Congresso, em 1977. Assim, regressou a Portugal para fundar o seu próprio partido, a FUMO (Frente Unida Democrática de Moçambique), 3 apresentou-se nos finais da década de 1970 e início de 1980, como o verdadeiro herdeiro de Mondlane. 
Neste altura, Arouca atraiu críticas, ferozes e mesmo sarcásticas  na imprensa moçambicana. Até à liberalização da economia no início de 1990, a FUMO foi um partido notável, principalmente pelo sua defesa de  constituição liberal para Moçambique.
Após a adoção do pluralismo político, Domingos Arouca voltou novamente a Moçambique no início de 1992, tendo concorrido às eleições de 1994 - obteve menos de 1% nas presidenciais - e, daí começou a divisão do  partido, com a proposta de uma união eleitoral com RENAMO,  da qual  Arouca se opunha, acabando por se  demitir. 
Arouca permaneceu activo como advogado até o final de sua vida. 
Morreu em Maputo em Janeiro de 2009 com a idade de 80 anos, tendo ganho algum respeito, até mesmo de seus antigos adversários, como um homem que vincou as suas posições políticas. Lutou contra o racismo, tribalismo  e defendeu sempre uma perspectiva de unidade nacional e da paz em Moçambique.“
Adaptação 


Preço:  0,00€; (Indisponível) 

terça-feira, 28 de abril de 2026

Portugal & Angola - Revista ‘NOTÍCIA’, n. 159 - 16.12.1962 - (‘MILAGRE NO HOSPITAL DE LUANDA’) - Luanda 1962 - MUITO RARO;














Portugal & Angola - Notícias diversas da vida quotidiana nesta então província ultramarina portuguesa na África Ocidental e realce para a notícia da morte de um dos mais antigos europeus aqui radicados, com cerca de oito décadas de permanência consecutiva 


Revista ‘NOTÍCIA’, n. 159 - De 16 de Dezembro dec1962. 
‘MILAGRE NO HOSPITAL DE LUANDA’ 
Director: António Sacadura Ribeiro de Albuquerque 
Luanda 1962 


Exemplar com 28 páginas, ilustrada e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Temas em destaque: 
‘MILAGRE NO HOSPITAL DE LUANDA’
- ‘GAIETE, FILHO DE MINDELE DEU UM PONTAPÉ NA MORTE’ 
Reportagem de Luís Rodrigues e de Raúl Moreira 
- ‘AS COISAS IMPOSSÍVEIS APENAS LEVAM MAIS TEMPO’ 
Escreveu: Charulla de Azevedo - Fotos: Raul Moreira 

- ‘NEVES E SOUSA CONTA POR BONECOS EPISÓDIOS OCORRIDOS EM MOÇAMBIQUE’ 
Texto de Alberto Santos 

- DOIS PALMOS DE CARINHO - E muito, muito cuidado com a gente de palmo e meio’ 
Imagens de A. R. Fontainhas (Foto Polo);

António Alves Pinto 
- ‘DESAPARECEU O MAIS ANTIGO HABITANTE EUROPEU DE LUANDA’ 


Preço: 47,50€;