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terça-feira, 7 de abril de 2026

Portugal - Política & História - ‘FREITAS DO AMARAL’ & ‘MÁRIO SOARES’, por Joaquim Vieira - Lisboa 1980 - Raro;














Portugal - Política & História - As biografias de dois dos mais influentes políticos da era pós revolução de 25 de Abril de 1974, num único livro 


‘FREITAS DO AMARAL - O Professor Virtuoso’ & 
‘MÁRIO SOARES - O Animal Político’ 
De Joaquim Vieira 
Edição jornal ‘EXPRESSO’ 
Lisboa 1980 


Livro único com duas capas distintas, com 192 páginas (96 + 96), muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


Do ÍNDICE: 

‘FREITAS DO AMARAL - O Professor Virtuoso’ 

INTRODUÇÃO 
1. - O nascimento de um ‘gentleman’ 
- “Um adulto em pequeno” 
- Ordem e disciplina 
- Pedagogia pela catequese 
- O obstáculo Marcelo 
- A crise académica 
- O discurso do consenso 
- Reconciliação com o Mestre 
2. - A táctica do não comprometimento 
- A Marinha no Terreiro do Paço 
- O fiel herdeiro 
- Relutância no empenhamento político 
- Confronto com os conservadores 
- Uma abertura com limites 
- O inquiridor de estudantes 
- O ‘escudo invisível’ 
3. - A batalha pela acreditação do CDS 
- O ‘maior erro político’ 
- Sobreviver à tormenta 
- Não hostilizar o poder 
- Dificuldades de liderança 
- Duo singular 
4. - Da euforia ao desânimo 
- Perda irreparável 
- Ser ou não ser… ministro 
- Ser ou não ser… candidato 
- Inspiração e transpiração 

Livro de Citações 


Do ÍNDICE: 

‘MÁRIO SOARES - O Animal Político’ 

INTRODUÇÃO 
1. - Um agitador nato 
- Imagens de infância 
- A educação de um ‘príncipe’ 
- Controleiro do MUD juvenil 
- O desafio à disciplina paterna 
- Influências marcantes 
- A ligação ao PCP 
- Encontros decisivos 
- Secretário de Norton de Matos 
- O ‘refluxo’ 
2. - O mensageiro do optimismo 
- Relutância no apoio a Delgado 
- O portador da esperança 
- O centralizador de informações 
- Bode expiatório dos ‘ballets roses’ 
3. - Os caminhos do exílio 
- Regresso a Portugal 
- A minicimeira regime-oposição 
- A cisão oposicionista 
- O exílio 
- Contestado pelos esquerdistas 
- O ‘radicalismo’ do PS 
- “Algo mexe em Portugal” 
4. - A década prodigiosa 
- O verão de 75 
- Um estilo de governação 
- Ano de fracassos 
- O dinheiro e os ‘dossiers’ 

Livro de citações 


Preço: 27,50€ 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Moçambique - História & Descolonização - ‘JORGE JARDIM - O ANO DO ADEUS AO ULTRAMAR’, de Adelino Timóteo - Maputo 2024 - Muito Raro;










Moçambique - História & Descolonização - Os avatares do mais misterioso e audacioso luso-moçambicano do século XX, que tentou negociar, discretamente, através do chamado ‘Programa de Lusaka’, um processo multi-racial de descolonização, que evitasse o êxodo e a debandada desesperada de 250 mil cidadãos brancos moçambicanos 


‘JORGE JARDIM - O ANO DO ADEUS AO ULTRAMAR’ 
De Adelino Timóteo 
Edição AT 
Maputo 2024 


Livro com 290 páginas, ilustrado (reprodução de documentos) e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.


SINOPSE: 
“Obra muito importante para o estudo do período final da administração portuguesa em Moçambique e nos primeiro anos do novo país independente, focada numa das personalidades mais complexas dessa época, Jorge Jardim. São abordadas as questões das lutas internas na Frelimo, o assassínio de Eduardo Mondlane, a acção de Costa Gomes e do MFA em Portugal e em Moçambique, a vida de Jorge Jardim depois do 25 de Abril até falecer prematuramente, o comportamento dos dirigentes da Frelimo em 1974 e 1975 e nos anos seguintes e os terríveis fins dos opositores da Frelimo.”


Da contracapa:
“Está obra pretende-se um farol, com material inédito, buscando iluminar os acontecimentos do após 25 de Abril de 1974, assim como o episódio trágico de 7 de Setembro, em Lourenço Marques, no mesmo ano. Com enfoque no Eng. Jorge Jardim, trata-se de um ângulo inédito e distinto de contar também sobre os derradeiros momentos da luta armada de libertação e os demais acontecimentos que lhe sucederam, vinculando-o a uma tentativa humana e de redenção de se acercar à FRELIMO, através do ‘Programa de Lusaka’, com que buscava evitar a debandada de 250 mil bancos de Moçambique. 
Debaixo da lenda desta personalidade e com informação devidamente contextualizada, o autor esmiuça os factos, que marcaram o fim do Ultramar português e a emergência de um novo conflito, debaixo da consigna da guerra fria. 
Afamado como uma das mais ímpares e insignes personalidades da África Austral, purgado pela Junta de Salvação Nacional, dos capitães de Abril, Jorge Jardim, tratado como um monstro, esgrime os seus argumentos, mas não consegue impor o seu plano em cima da mesa, no tratado de Lusaka. Daí resvala-se para um plano secundário e assiste desencantado o processo dramático e trágico da descolonização desde a periferia. 
Cinquenta nos depois, olhando para o pensamento de Jorge Jardim, é possível depreender que, mais do que votá-lo ao ostracismo e ao tabu, Jorge Jardim foi um nacionalista, que pretendeu contribuir com o seu pensar particular, que mantivesse a dignidade da maioria e dos derrotados, numa harmonia comum, sem se ferirem uns aos outros. 
Ao desenterrar o perfil deste homem complexo, raro, pretensamente anti-racista, com as suas contradições e partes encantadora, como todos os seres humanos comuns, o autor oferece a oportunidade de se esgravatar sobre a documentação e testemunhos interessantes de uma figura enigmática, esclarecendo sobre os momentos que mediaram a morte de Eduardo Mondlane, com isto demonstrando que a história é um processo dinâmico, em permanente construção. 
A relevância de documentar com intensidade esse período de ouro da história contemporânea é um serviço à Nação.“ 


O Autor:
“ADELINO TIMÓTEO nasceu a 3 de Fevereiro de 1970, na Beira, em Moçambique. 
É formado na área da docência em Língua Portuguesa, mas não exerceu a profissão. Ingressou no jornalismo em 1994, na cidade da Beira, no ‘Diário de Moçambique’, e, mais tarde, tornou-se correspondente do semanário ‘Savana’, na mesma cidade. 
É licenciado em Direito e exerce a função de jornalista no semanário ‘Canal de Moçambique’. 
Além disso, é artista plástico e já realizou várias exposições individuais de artes, em Moçambique e no estrangeiro. 
Obras publicadas, entre poesia, romances e biografias: 
- ‘Os Segredos da Arte de Amar’, Maputo, AEMO, 1998; 
- ‘Viagem à Grécia através da Ilha de Moçambique’, Maputo, Ndjira, 2002; 
- ‘A Fronteira do Sublime’, Maputo, AEMO, 2006; 
- ‘Mulungu’, Maputo, Texto, 2007; 
- ‘A Virgem da Babilónia’, Maputo, Texto, 2009; 
- ‘Nação Pária’, Maputo, Alcance, 2010; 
- Na Aldeia dos Crocodilos’, Maputo, Escola Portuguesa de Moçambique, 2011; 
- ‘Dos Frutos do Amor e Desamores até à Partida’, Maputo, Alcance, 2011; 
- ‘Não Chora Carmen’, Maputo, Alcance, 2013; 
- ‘Nós, os de Macurungo’, Maputo, Alcance, 2013; 
- ‘Livro Mulher’, Maputo, Alcance, 2013; 
- ‘Apocalipse dos Predadores’, Lisboa, Chiado, 2014; 
- ‘Os Oito Maridos de Dona Luiza Michaela da Cruz’, Maputo, Alcance, 2017; 
- ‘Os Últimos Dias de Uria Simango’, Maputo, 2018; 
- ‘Na Aldeia dos Crocodilos. Contos de Moçambique’, São Paulo, Kapulana, 2018; 
- ‘Volúpia de Pedra’, Maputo, 2018; 
- ‘Afonso Dhlakama - a Longa Luta em Defesa da Democracia’ - 2019; 
- ‘O Feiticeiro Branco’ - 2020; 
- ‘A Luz Diáfana do Amor’ - 2021; 
- ‘O Voo das Fagulhas’ - 2021; 
- ‘Daviz Simango: a Difícil Transição à Democracia’ - 2022; 
- ‘A Biblioteca debaixo da Cidade’ - 2023; e 
- ‘JORGE JARDIM - O Ano do Adeus ao Ultramar’ - 2024.“ 


JORGE JARDIM: 
“Jorge Pereira Jardim (Lisboa, 13-11-1919 - Libreville, Gabão, 01-12-1982) 
Engenheiro agrónomo, foi Secretário de Estado do Comércio e Indústria, de 1948 a 1952, deputado à Assembleia Nacional, em duas legislaturas, de 1953 a 1961. Passou depois a exercer funções em empresas privadas, tais como administrador da fábrica da Lusalite no Dondo, em Moçambique, administrador de várias empresas do grupo Champalimaud, em Moçambique, tendo construído um império económico, que incluía o Interbanque, no Gabão. 
Esteve em Angola a apoiar a formação de milícias em 1961, e desenvolveu uma densa rede de contactos na África Austral, que incluía, os presidentes do Malawi e da Zâmbia. Tentou contribuir, com o ‘Programa de Lusaka’, para uma via pluralista para a independência de Moçambique, tendo falhado devido ao apoio dos militares portugueses à Frelimo.”



Do ÍNDICE: 

1. - JORGE JARDIM: O HOMEM, O MITO, A LENDA 
1.1 O Kissinger luso-moçambicano 

2. - A CAVALGADA AMERICANA SOBRE O ULTRAMAR PORTUGUÊS 
2.1 As manobras do enviado especial de Salazar e de Marcello Caetano 
2.2 Das prisões dos Padres de Macúti e de Burgos 
2.3 PIDE/DGS e o seu destema repressivo 
2.4 A expulsão dos missionários estrangeiros 
2.5 Os bispos vistos sob a lupa da PIDE/DGS 

3. - A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS: A SENTENÇA DE UMA MORTE ESPERADA 
3.1 Os partidos emergentes 
3.2 Jorge Jardim na lista negra da JSN 
3.3 Joana Simeão e Máximo Dias vítimas da escalada da violência 

4. - MANDATO DE CAPTURA A JORGE JARDIM 
4.1 Jardim na encruzilhada dos seus detractores 
4.2 Paris e o rosário da liberdade 
4.3 Jardim leva Domingos Arouca ao banquete de Banda 
4.4 Jardim no centro da rota de colisão Portugal / Malawi 
4.5 Jardim na corrida pela independência 
4.6 Marcello ultrapassa Jardim na corrida 
4.7 As posições diplomáticas de Banda e Kaunda sobre Moçambique 

5. - POMBEIRO DE SOUSA: A MÃO ESQUERDA DE JORGE JARDIM 
5.1 Coligação única liderada por Domingos Arouca 
5.2 Kaunda impressionado com o negociador Jorge Jardim 
5.3 Manifesto de Lusaka e o eclipse de Jardim 

6. - A CHEGADA AO PODER DO DETRACTOR INTERNO DE JARDIM 
6.1 Dr. Soares de Melo a caminho da investidura em Lisboa 
6.2 Spínola empossa novos governadores-gerais 

7. - A COLIGAÇÃO CONSPIRATÓRIA PARA A DETENÇÃO DOS OPOSITORES 
7.1 Costa Gomes e a ‘Operação Jorge Jardim’ 
7.2 A debandada dos sinistros agentes da PIDE/DGS 
7.3 Soares de Melo congela contas e ordena a prisão de Jardim 

8. - FRELIMO E JARDIM ODEIAM-SE ATÉ ÀS ENTRANHAS 
8.1 Jardim tenta recuperar o protagonismo 
8.2 Jardim prepara-se para a batalha judicial 

9. - O ESBOÇO DE UM HIPOTÉTICO PRÉ-ACORDO E AS MUDANÇAS REPENTINAS 
9.1 Governador-Geral Soares de Melo demite-se 
9.2 Correu ‘longe demais’ e chegou demasiado ‘atrasado’
9.3 Jardim iludido 
9.4 Jardim e António de Figueiredo em Mbabane 
9.5 Ultrapassado por Melo Antunes 

10. - PLANOS DE JARDIM VISAVAM INTERESSES ECONÓMICOS 
10.1 ‘O Século’na berlinda de Jardim em Paris 

11. - JORGE JARDIM AVANÇA NO PLANO TÁCTICO 
11.1 Mário Soares e as ameaças de Jardim a Machel 
11.2 Protagonismo de Banda no ‘The Daily Times’ 
11.3 Imprensa arregimentada ao estilo Pravda e Novosti 
11.4 Jardim ‘persona non grata’ na Swazilandia 
11.5 O princípio da incerteza absorve Jorge Jardim 

12. - 7 DE SETEMBRO EM LUSAKA: O ADEUS AO ULTRAMAR 
12.1 A caixa dos segredos do acordo 
12.2 A tragédia humana de 7 de Setembro 
12.3 O fracasso do MML e o êxodo da população branca 
12.4 Jorge Jardim na África do Sul 
12.5 O Governo de Transição 
12.6 Banda aconselha Jardim a exilar-se na Espanha 

13. - A QUEDA DE SPÍNOLA E A ASCENSÃO DE COSTA GOMES 
13.1 Agosto amargo 
13.2 Gelo sobre os tapetes de Belém 
13.3 Morte a Spínola ! 
13.4 Spínola e a longa noite de insónia 
13.5 As últimas cartadas de Spínola 
13.6 Um golpe de astúcia 
13.7 Costa Gomes cai na cadeira como um anjo 

14. - OS DESACATOS DE 21 DE OUTUBRO EM LOURENÇO MARQUES 
14.1 Cão de guarda enamora-se do lobo 
14.2 O desnorte de Banda 

15. - A NOITE DAS FACAS LONGAS: O DRAMA DE JOANA SIMEÃO 

16. - MACHEL CHAMA ‘PERÚ’ A URIA SIMANGO 

17. - JORGE JARDIM E A MORTE DE EDUARDO MONDLANE 
17.1 Carta de Jardim a Horácio de Sá Viana Rebelo 
17.2 As ‘mil e uma versões’ de um assassinato 
17.3 Machel e a arma ‘doble fio’ 
17.4 Do golpe palaciano de Machel a Uria Simango 
17.5 Perfil de verdugo de Eduardo Mondlane 
17.6 O rapto do Padre Gwengere 

18. - ÓSCAR KAMBONA, JORGE JARDIM E O ASSASSINATO DE KARUME 
18.1 O nascimento do comunismo em Zanzibar 
18.2 Herói da revolução 
18.3 Exílio de Ali Sultani 
18.4 João Tudela e os contornos do ‘Programa de Lusaka’ 

19. - O FIM DO IDÍLIO 
19.1 Da viagem triunfal do Rovuma ao Maputo 
19.2 As intentonas de Lisboa e Lourenço Marques 

20. - A FRELIMO E O MARXISMO-LENINISMO 
20.1 ‘El enfant terrible’ na clandestinidade 
20.2 A voz da Quizumba 
20.3 O clã gabonês anti-Mitterrand 

21. - A MORTE DE ‘LAWRENCE DE ÁFRICA’ 
21.1 Estado Português e Costa Gomes no banco dos réus 
21.2 Jardim e Costa Gomes nos bastidores da cortina de fumo 
21.3 Eu acendi o rastilho 
21.4 ‘Programa de Lusaka’: afinal um jogo de ‘cabra-cega’ 

22. - Bibliografia 
23. - Telegramas diplomáticos dos EUA consultados 
24. - Anexos 


Preço:  0,00€; (Indisponível) 


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NOTA:
As fotografias aqui editadas não fazem parte da obra em apresentação. 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Portugal & História - Revista ‘K’, n. 2 - Nov. 1998 - (‘MARCELO - O MAIOR’) - Lisboa 1998 - MUITO RARO;




Portugal & História - Como tema principal desta edição, destaque para a análise do percurso político e pessoal do último chefe de Governo do Estado Novo, Prof. Marcello Caetano, derrubado pelos militares do MFA a 25 de Abril de 1974, da autoria do analista e polemista Vasco Pulido Valente 


Revista ‘K’, n. 2 - De Novembro de 1998. 
‘MARCELO - O MAIOR’ 
Lisboa 1998 


Exemplar com 68 páginas, ilustrada e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.



Temas em destaque : 
- ‘MARCELO - O MAIOR’, por Vasco Pulido Valente 
- ‘IONESCO, DOSSIER GAY’ 
- ‘A VINGANÇA DE CESARINY’ 
- ‘O NORTE DE PORTUGAL’ 


Preço:  0,00€; (Indisponível) 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Portugal & História - ‘O GENERAL QUE COMEÇOU O 25 DE ABRIL DOIS MESES ANTES DOS CAPITÃES’, de João Céu Silva - Lisboa 2024;






Portugal & História - Qual o papel do general do monóculo, que foi como voluntário para Angola no início do conflito e que se destacou como Comandante-Chefe na Guiné, e de regresso a Lisboa Spínola teve um papel decisivo, com a edição do seu livro ‘PORTUGAL E O FUTURO’, na queda do regime com o posterior desencadeamento do golpe dos capitães de Abril no dia 25, que seria o novo Presidente da República do novo regime por escolha da JSN (Junta de Salvação Nacional), renunciando às funções após a radicalização do MFA já sob influência dos oficiais esquerdistas…


‘O GENERAL QUE COMEÇOU O 25 DE ABRIL DOIS MESES ANTES DOS CAPITÃES’ 
De João Céu Silva 
Edição Contraponto 
Lisboa 2024 


Da contracapa:
“CINQUENTA ANOS DEPOIS DO 25 DE ABEIL, E RECORRENDO A 
TESTEMUNHOS INÉDITOS DE INTERVENIENTES DIRETOS NO 
PROCESSO, JOÃO CÉU E SIOVA REVELA-NOS COMO COMEÇOU 
A REVOLUÇÃO QUE FEZ CAIR A DITADURA. 

Ainda hoje muitos não sabem que foi um livro que deu origem ao acontecimento que mudou o país em 1974 e que bastou ao mais prestigiado general português de então apenas uma frase-choque para derrubar em poucos dias o Regime: «A vitória exclusivamente militar é inviável.» Esta declaração do general António de Spínola no seu livro Portugal e o Futuro, sobre a guerra no Ultramar, arrasou por completo a credibilidade do Governo de Marcello Caetano e provocou um autêntico terramoto no país. 

A obra, lançada a 22 de fevereiro de 1974, apresentava uma reflexão demolidora sobre a situação nacional e o futuro das colónias feita por quem melhor os conhecia e teve uma repercussão social e política inédita na sociedade portuguesa. Em poucos dias, os duzentos e trinta mil portugueses que compraram o livro compreenderam que o Estado Novo não tinha soluções para a grave crise que Portugal atravessava e que o Regime estava preso por um fio.

Espalhando-se pelo país como fogo em mato seco, as propostas do general em Portugal e o Futuro abriram o caminho que os capitães de Abril traçariam dois meses depois, no golpe que fez por fim cair o Regime e que o povo português, que acorreu em massa às ruas, transformou numa revolução. Os capitães concederam-lhe a honra de receber o poder das mãos do sucessor de Salazar e nomearam-no presidente da Junta de Salvação Nacional. No entanto, à primeira oportunidade, o general foi descartado, e Spínola não foi capaz de fugir à maldição que lhe estava destinada por se ter antecipado em dois meses ao fazer apenas com palavras um primeiro 25 de Abril.

Um livro surpreendente e polémico que nos mostra os verdadeiros bastidores da Revolução.“ 


Da badana: 
“ ‘PORTUGAL E O FUTURO’, do general António de Spínola, é talvez o livro mais devastador alguma vez publicado em Portugal, tanto que o presidente da república de então imediatamente o renomeou de ‘Portugal sem Futuro’. Em duas centenas e meia de páginas, Spínola declarava o esforço de guerra em Angola, Moçambique e Guiné condenado ao fracasso, e o Governo entrou em profunda crise na manhã de 22 de Fevereiro de 1974, quando o livro chegou às livrarias, depois de ter iludido a censura e a proibição de todos os superiores. A declaração do general provocou um terramoto político e social de tal ordem que o Regime se esfarelou em dias e, dois meses depois de uma lenta agonia, foi a vez de os militares executarem o golpe que lhe deu fim. 

Em ‘O GENERAL QUE COMEÇOU O 25 DE ABRIL DOIS MESES ANTES DOS CAPITÃES’ conta-se a história de um livro que nasceu na Guiné, para onde Spínola fora enviado por Salazar, um território que era a pior frente de combate ultramarina e que lhe mostrou o caminho a seguir para preservar o Portugal africano através de uma Comunidade Lusíada. De permeio, introduziu com os seus discursos o espírito da contestação entre os seus oficiais e inspirou em muito a rebelião do que iria resultar a Revolução dos Cravos.


O Autor: 
JOÃO CÉU E SILVA nasceu em Alpiarça, em 1959, e viveu no Rio de Janeiro, onde se licenciou em História. Desde 1989 que é jornalista e colaborador do Diário de Notícias.
Recebeu, em 2021, o Prémio Carreira de Jornalismo do festival literário Escritaria e publicou neste mesmo ano Uma Longa Viagem com Vasco Pulido Valente, o sétimo volume de uma série, que conta com os autores José Saramago, António Lobo Antunes, Miguel Torga, Álvaro Cunhal, Manuel Alegre e Maria Filomena Mónica.
A par da investigação literária, também se tem dedicado à histórica: O General Que Começou o 25 de Abril Dois Meses Antes dos Capitães, Álvaro Cunhal e as Mulheres que Tomaram Partido, 1961 – O Ano que Mudou Portugal, 1975 – O Ano do Furacão Revolucionário e Fátima – A Profecia Que Assusta o Vaticano.
Em 2013, recebeu o Prémio Literário Alves Redol com o romance A Sereia Muçulmana. Na ficção publicou também 28 Dias em Agosto, A Hora da Ilusão, Adeus África, Adeus Casablanca e A Segunda Vida de Fernando Pessoa. Em 2022, recebeu o Prémio Joaquim Mestre com o romance Guadiana, da Associação de Escritores do Alentejo. Ano Zero é o seu mais recente romance, galardoado com uma menção honrosa no Prémio Literário Carlos de Oliveira.“ 



Do ÍNDICE: 

- A Operação ‘Portugal e o Futuro’ 
- A ‘Revolução’ dentro de duas pastas 
- Um ‘Esquema’ para proteger o livro 
- Da Alemanha de Hitler à guerra em África 
- “Esse livro precisa de uma resposta” 
- O General Traquinas 
- “Não passo de um capitão de cavalaria” 
- Missão de Natália Correia: seduzir o general 
- Publicar a bem ou a mal 
- Um livro que esticava a corda 
- Usado contra a ditadura militar brasileira 
- EUA: concluio na Abrilada, cegueira em Abril 
- “Todo o regime estava em conspiração” 
- A evolução do pensamento do comandante-chefe 
- A ‘besta negra’ de Spínola 
- Abram ‘alas’ para o PIDE bom 
- A Presidência falhada e o efeito Guiné 
- O falso monóculo e a atração pelo hipnotismo 
- A corte de ‘Os Sete Magníficos’ 
- Um mau dia para todos 
- “As tropas ainda estão na rua” 
- A vingança de um ‘relutante’ Otelo 
- Uma Comenda para o Marechal 
- “Vieram todos da Guiné” 
- De farda de gala à fuga em pijama 
- A luz verde em seis palavras 
- Apagar ‘Portugal e o Futuro’ 
- Uma entrevista fantasma 
- Chuva de cartas ao General 
- Aos vencidos, o lixo da história 

Nota do Autor 


Preço: 0,00€; (Indisponível) 

sábado, 13 de dezembro de 2025

Portugal - Angola & Guerra Colonial - Semanário ‘O RAIO’, n. 6 - 26.07.1974 - (‘CORRESPONDÊNCIA UNITA - EXÉRCITO PORTUGUÊS’) - Lisboa 1974 - MUITO RARO;


















Portugal - Angola & Guerra Colonial - Nesta edição, o jornal transcreve sem publicar os originais ou cópias das aludidas cartas que o líder angolano da UNITA, teria trocado com as Forças Armadas Portuguesas no decorrer do conflito e que foram distribuídas por elementos do MFA à comunicação social, tendo sido alvo também de uma edição polémica pela revista francesa ‘AFRIQUE ASIE’


Semanário ‘O RAIO’, n. 6 - De 26 de Julho de 1974.
ANGOLA - ‘CORRESPONDÊNCIA UNITA - EXÉRCITO PORTUGUÊS’ 
Director: Vitor Ilharco 
Lisboa 1974 


Exemplar com 24 páginas e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Temas em destaque:
Angola & Guerra Colonial 
- ‘CORRESPONDÊNCIA UNITA - EXÉRCITO PORTUGUÊS’ 
‘As cartas foram-nos fornecidas há dias. Seis. Três assinadas por Jonas Malheiro Savimbi, da U.N.I.T.A. E três de elementos das Forças Armadas Portuguesas. 
O simples facto de imaginar correspondência entre dois “inimigos” para ficar de boca aberta muito boa gente. 
O teor das cartas, porém, ultrapassa tudo. 
A U.N.I.T.A. manda uma metralhadora para o exército português arranjar.
Requisita balas. Pede médicos. Divide as zonas de combate. Propõe encontros a nível elevado.
Jonas Savimbi chega a, inclusivamente, pedir dois fatos camuflados um dos quais para seu próprio uso. 
A última correspondência é fabulosa. Agradece-se a metralhadora arranjada.
Queixam-se de enganos que provocam a morte de “guerrilheiros”, etc. 
O leitor apreciará pois, certamente, não precisará de mais comentários nossos.’ 
- ‘Respeitosos cumprimentos ao Prof. Marcello Caetano.’ 
- ‘M.P.L.A. o principal obstáculo à Paz.’ 
- ‘Atitude hostil do Governo da Zâmbia a nosso respeito.’m
- ‘Participamos activamente no enfraquecimento do M.P.L.A.’ 
- ‘Actos reprováveis.’ 
- ‘M.P.L.A. não é um monstro de sete cabeças.’ 
- ‘A U.N.I.T.A. solicita a V. Ex.as autorização para…’ 
- ‘Acções conjuntas das nossas tropas.’ 
- ‘Solicito o favor de me fornecerem pelos menos 1500 balas.’ 
- ‘Envio de canas de pesca e anzóis.’ 

Hora grande na vida de um povo 
- ‘INDEPENDÊNCIA PARA AS COLÓNIAS’ 

- ‘HOMENAGEM A JOSÉ BAÇÃO’ 
‘A Obra Póstuma: cartas e poemas.’, por Urbano Tavares Rodrigues 
José Cristóvão Gomes Bação Leal - Lisboa, 1-7-1942 - Nampula, Moçambique, 1-9-1965 

- ‘COMO FOI MORTO HUMBERTO DELGADO’ 
‘Consciente e cuidadosa preparação da liquidação política do general’ 

- ‘PORTUGAL FACE AOS INVESTIMENTOS PRIVADOS ESTRANGEIROS’ 
Por Maia Cadete 

Documentos 
- ‘CARTA PASTORAL DO EPISCOPADO’ 

- ‘CARTA ABERTA AO DR. MARCELO CAETANO’, por Rolão Preto 


Preço: 0,00€; (Indisponível) 

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Portugal - Guerra do Ultramar & História - Semanário ‘O DIABO’, n. 71 - 09.05.1978 - (‘KAÚLZA PLANEOU ATACAR NACHINGWEA’) - Lisboa 1978 - MUITO RARO;













Portugal - Guerra do Ultramar & História - Enquanto o semanário investigava o mistério do assalto ao navio ‘ANGOCHE’ em Abril de 1971, o ex-comandante Chefe das FA Portuguesas general Kaúlza de Arriaga confirmava que esteve planeado um ataque ao campo militar de Nashingwea da FRELIMO na Tanzânia…


Semanário ‘O DIABO’, n. 71 - De 09 de Maio de 1978.
‘KAÚLZA PLANEOU ATACAR NACHINGWEA’ 
Director: Vera Lagoa (Maria Armanda Falcão) 
Lisboa 1978 


Exemplar com 24 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.



Temas em destaque: 
Caso ANGOCHE 
- ‘KAÚLZA PLANEOU ATACAR NACHINGUEIA’ 
- “FUI HOMENAGEADO POR VÍTOR CRESPO E LOUVEI ROSA COUTINHO.” 
Revela Kaúlza de Arriaga a ‘O DIABO’. Por Metzner Leone 
‘Uma operação secreta contra Nashingwea’ 
‘A ex-secretária do ex-Comandante Chefe’ 
‘As investigações’ 
‘Os últimos cartuchos’ 

O ‘Caso ANGOCHE’ mais de seis anos depois - 25 
- ‘O EX-COMANDANTE CHEFE DE MOÇAMBIQUE SÓ SABE O QUE VEM NOS JORNAIS…’ 
- ‘MAIS UM DESAPARECIDO’ (Raúl Gil Tormenta da Silva, telegrafista do ‘Angoche’) 
- ‘MARCELO CAETANO E OS… BANDIDOS’, por Metzner Leone 

Num total de 14 países 
- ‘50 MIL CUBANOS EM ÁFRICA’ 
‘Angola - A revolta das populações’ 

A outra face do “Documento Charais” 
- ‘OS “ILUMINADOS” DO CR TÊM MEDO DE PERDER PRIVILÉGIOS’ 
- ‘GONÇALVISMO ENGRAVATADO’ 

- ‘SOARES CONFIRMA QUERER AMORDAÇAR A IMPRENSA LIVRE’ 

- ‘O PDC VOLTADO AO FUTURO NÃO É “UM PARTIDO DE SAUDOSISTAS”.’ 

Os responsáveis pela chamada “Descolonização” 
- ‘A VIAGEM DO DR. ALMEIDA SANTOS AOS AÇORES’ - II 

Julgamento de uma rede bombista 
- ‘FERTILIDADE DE INCIDENTES JURÍDICOS’ 


Preço: 25,00€; 

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Portugal - Guerra Colonial & História - Revista ‘ÁFRICA 21’, n. 30 - Junho 2009 - (‘O PACTO SECRETO DO COLONIALISMO PORTUGUÊS COM O APARTHEID’) - Luanda 2009 - MUITO RARO;






















Portugal - Guerra Colonial & História - Em Exclusivo, o assunto sobre a Aliança ALCORA entre Portugal, a África do Sul e Rodésia é analisado pela jornalista Nicole Guardiola 


Revista ‘ÁFRICA 21’, n. 30 - De Junho 2009. 
‘O PACTO SECRETO DO COLONIALISMO PORTUGUÊS COM O APARTHEID’ 
‘Trinta e cinco anos depois do fim da guerra colonial, a abertura dos arquivos veio revelar dados importantes e até hoje desconhecidos da opinião pública. À beira de perder o controlo da guerra, Portugal preparava-se para concretizar uma aliança militar com a África do Sul e a Rodésia, num projecto denominado ‘ALCORA’. Um EXCLUSIVO África21.’ 
Director geral: João Melo - Director Executivo: Carlos Pinto Santos 
Luanda 2009 


Exemplar com 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.



Temas em destaque: 
EXCLUSIVO 
- ‘O PACTO SECRETO DO COLONIALISMO PORTUGUÊS COM O APARTHEID’ 
- ‘A ALIANÇA SECRETA DO APARTHEID, RODÉSIA E PORTUGAL’, por Nicole Guardiola 
‘No início cê 1974, Portugal estava à beira de perder o controlo da guerra em Angola e Moçambique e preparava-se para transferir para a África do Sul a capacidade de dirigir e orientar o uso das forças militares para “erradicar o terrorismo da África Austral”. É o que se depreende da análise dos documentos oficiais recentemente descobertos e relativos a uma aliança secreta estabelecida em 1970 entre os governos de Portugal, África do Sul e Rodésia. Aliança que ficou escondida de todos ou quase todos os que participaram na guerra, mas que projecta uma luz diferente - e assustadora - sobre os acontecimentos que antecederam a revolução de Abril de 1974, as independências de Moçambique e Angola, e sobre os conflitos que dilaceraram estes dois países até à queda do regime sul-africano.’ 
‘Uma Aliança Secreta’ 
‘Os territórios do ALCORA’ 
‘A África do Sul toma a liderança’ 
‘A última reunião’ 
- ‘DA RODÉSIA AO ZIMBABWE’ 
- ‘A GUINÉ-BISSAU REFÉM DA ALCORA’ 
- ‘A “ARMA INVENCÍVEL” DE COSTA GOMES’ 
“A alegada indecisão de Marcelo Caetano sobre a questão colonial nunca existiu.” 
“A decisão de tornar pública a ALCORA esteve agendada para a sétima reunião marcada para 24 de Junho de 1974, em Lisboa.” 
“Houve uma reunião em Lisboa em Maio de 1975, com militares sul-africanos para a devolução dos materiais e equipamentos que tinham sido emprestados a Portugal.’
“Ainda há muito para investigar sobre os contornos desta Aliança tripartida.” 

Democracia 
- ‘ANGOLA DEBATE CONSTITUIÇÃO DA 3.a REPÚBLICA’ 
Angola - EUA 
- ‘REGRESSO O FUTURO’, por Itamar Souza em Washington 
- ‘GOVERNO ANGOLANO APERTA ECONOMIA, OPERADORES TEMEM RECESSÃO’ 
- ‘XANANS EM LUANDA, GRATIDÃO E PETRÓLEO’ 
- ‘ANGOLA SERÁ O PRIMEIRO PAÍS VISITADO POR ZUMA’ 
- ‘SECRETAS AFRICANOS FAZEM REUNIÃO EM LUANDA’ 

Filinto Costa Alegre, jurista e membro do Conselho dr Estado são-tomense 
- ‘ASSUMIR UMA ATITUDE PRÓ ACTIVA DE ROTURA’ 

Guiné-Bissau 
- ‘ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NA SOMBRA DA CÚPULA CASTRENSE’ 
Por Fernando Jorge Pereira em Bissau 

Cabo Verde 
- ‘DA EUROPA COM AMOR’, por Chissana Magalhães na Praia 

Moçambique 
- ‘A DINÂMICA DO CRESCIMENTO’, por Leonardo Júnior em Maputo 

- ‘TV BRASILEIRAS À CONQUISTA DAS AUDIÊNCIAS AFRICANAS’ 
Por Alfredo Prado em Brasília 

A crónica de Mia Couto 
- ‘PELA MÃO DOS DEUSES’ 
A crónica de José Carlos Vasconcelos 
- ‘A CPLP E A LÍNGUA PORTUGUESA’ 
A crónica de Luís Cardoso 
- ‘TAMBÉM TU, SALVADOR ?!’ 
Opinião - Mário Murteira 
- ‘RUMO A UMA GOVERNAÇÃO MUNDIAL ?’ 
De Jonuel Gonçalves 
- ‘A HISTÓRIA TAL COMO FOI’ 
Última página - por João Melo 
- ‘ANGOLANOS E PORTUGUESES’ 

Livro do mês 
- ‘O SURGIMENTO DO NACIONALISMO ANGOLANO’, por Filipe Zau 
‘ANGOLA - Génese do Nacionalismo Moderno Angolano’ 
‘Continua a ser um dos livros mais vendidos em Angola, A obra de Edmundo Rocha sobre o conturbado percurso do nacionalismo angolano, iniciado a partir da segunda metade do século XX, saiu recentemente a público em segunda edição.’ 

MEMÓRIA - Luís Cabral (1931-2009) 
- ‘O SONHADOR CONVICTO’, por Waldir Araújo 


Preço: 37,50€;