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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Portugal - Guerra do Ultramar & História - ‘NUNCA ESQUECEREI…’, de Ricardo Durão - Lisboa 2014 - MUITO RARO;





Portugal - Guerra do Ultramar & História - A biografia de um dos militares mais brilhantes das Forças Armadas Portuguesas, com um vasto e riquíssimo currículo enquanto oficial e com diversas comissões cumpridas nas antigas províncias ultramarinas portuguesas de Angola, Guiné e São Tomé e Príncipe, com intervenção nos acontecimentos do 25 de Abril de 1974 e do PREC (Processo Revolucionário em Curso), e de todos esses acontecimentos e vivências relata na primeira pessoa a sua intervenção, numa obra que é imprescindível de leitura e consulta. 


‘NUNCA ESQUECEREI…’ 
O que não foi contado nas comemorações dos 40 anos do 25 de Abril. E não só…
De Ricardo Durão 
Prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa 
Posfácio de Daniel Proença de Carvalho 
Edição SEDA Publicações 
Lisboa 2014 


Livro com 280 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Da contracapa:
“NÃO HOUVE UM 25 DE ABRIL - HOUVE MÚLTIPLOS 
O Senhor General Ricardo Durão tem uma carreira militar de muito relevo e o seu testemunho, ademais tido como próximo de alguns dos factos apreciados, merece ser lido com atenção e debatido com interesse, concordando uns e discordando outros, caso a caso (…) Ele dá-nos, com este livro, uma oportunidade soberana para revermos a nossa história contemporânea e para apurarmos o que, nela, nos foi ou é gratificante e o que, ao invés, nos penalizou ou penaliza.“ 
Do PREFÁCIO, por Marcelo Rebelo de Sousa 

“A CONQUISTA DA DEMOCRACIA A SEGUIR AO GOLPE MILITAR VITORIOSO DO 25 DE ABRIL DE 1974 NÃO FOI TAREFA FÁCIL 
A leituras das memórias do General Ricardo Durão relatadas neste livro. Em especial na parte relativa ao que se passou a seguir ao 25 de Abril de 1974, tocou uma nota sensível na minha própria memória. Fui advogado do irmão do autor, o General Rafael Durão, quando ele foi preso na sequência dos acontecimentos do 11 de Março de 1975. Deixei, aliás, registadas em livro (‘Cinco Causas da Injustiça Revolucionária’) algumas peças da defesa desse militar distinto cujo único ‘crime’ foi bater-se pelos autênticos ideais de Abril, a democracia política, com pluralismo e respeito pelos direitos humanos. (…) Nas comemorações dos 40 anos do 25 de Abril algumas dimensões desses acontecimentos foram ignoradas, senão silenciadas. Uma dessas dimensões está bem caracterizada, com fidelidade neste livro.“ 
Do POSFÁCIO - por Daniel Proença de Carvalho 


O Autor: 
“GENERAL RICARDO FERNANDO FERREIRA DURÃO 

Nasceu em Setúbal em 13 de Junho de 1928. 
Tem dois irmãos: Rafael, Major-General do Exército, oriundo de Cavalaria / Paraquedista e Roberto, Coronel de Cavalaria / Comando. 
Fez os estudos primários em Setúbal e os secundários no Colégio Militar (1938-45). 
Frequentou os Preparatórios Militares na Faculdade de Ciências de Lisboa (1945-46) e de Coimbra (1946-47) e completou o Curso de Cavalaria em 1950. 
Foi promovido sucessivamente a Algeres (1950), Tenente (1952), Capitão (1959), Coronel (1974), Brigadeiro (1978), General (1983). 
Frequentou o Curso de Educação Física (1950-51), Curso de Sapadores (1952), Curso de Carros de Combate (1953), Curso de Treino Físico Militar, na Suécia (1954), Curso de Promoção a Capitão (1958-59), Curso de Promoção a Oficial Superior (1967-68), Curso Superior de Comando e Direcção (1977-78), Curso de Defesa Nacional (1981-82). 
Foi praticante desportivo em diversas modalidades (atletismo, rugby, futebol, voleibol, basquetebol, hipismo, esgrima), campeão escolar no salto em altura em 1945, campeão universitário em 110 metros barreiras e 400 metros em 1949, sagrando-se campeão nacional em 110 metros barreiras e foi recordista em 83 metros barreiras. 




Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO 
- Marcelo Rebelo de Sousa 

INTRODUÇÃO 
Antecedentes 

A GUERRA DO ULTRAMAR 
- Angola 
- Invasão d Estado da Índia 
- Guiné 
- Moçambique 
- Conclusões 

O 25 DE ABRIL DE 1974 
- Crise Palma Carlos 
- O 28 de Setembro de 1974 
- A Descolonização (I) 
- Unicidade / Liberdade Sindical 
- Institucionalização do MFA - Pacto MFA-Partidos 
- Dinamização Cultural 
- 11 de Março de 1975=
- Tentativa de adiamento de eleições para a Assembleia Constituinte 
- Eleições para a Assembleia Constituinte 
- Desvalorização das eleições - Cunhal no seu melhor 
- Plano Sócio-Económico Melo Antunes 
- Descolonização (II) 
- Terror 
- O Verão Quente - Nacionalizações - Reforma Agrária 
- Tribunal Revolucionário 
- Jornal ‘República’ - Rádio ‘Renascença’ 
- Plano de Acção Política do MFA 
- Discurso de António Barreto (2010) 
- Agravamento da situação - Documento dos Nove 
- Descolonização (III) - Retirnados 
- Saneamento de Jaime Neves 
- Posse do V Governo Provisório (Último de Vasco Gonçalves) 
- Linguagem característica 
- Verdadeira natureza dos partidos 
Revolução ? 
- Demissão de Vasco Gonçalves - 25 de Novembro de 1975 
- Transição para a democracia política 

ENFIM A DEMOCRACIA POLÍTICA 

Bibliografia 

POSFÁCIO 
- Daniel Proença de Carvalho 


Preço: 77,50€; 

segunda-feira, 18 de maio de 2026

África - História & Guiné-Bissau - ‘ARQUIVO AMÍLCAR CABRAL’ - Lisboa 2005 - MUITO RARO;















África - História & Guiné-Bissau - A cooperação entre a Fundação Mário Soares e a Fundação Amílcar Cabral de Bissau para a organização, preservação, recuperação e digitalização dos documentos e fotografias dos espólio pessoal do fundador do PAIGC 


‘ARQUIVO AMÍLCAR CABRAL’ 
Edição FUNDAÇÃO MÁRIO SOARES 
Apoios da Fundação Portugal África e Fundação Amílcar Cabral 
Lisboa 2005 


Livro oblongo, com 16 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Da Abertura: 
“Em agosto de 1999, a solicitação das autoridades guineenses, uma equipa do Arquivo & Biblioteca da ‘Fundação Mário Soares’, deslocou-se a Bissau, com o objectivo de salvaguardar o ‘Arquivo Amílcar Cabral’, uma vez que o edifício onde se encontrava tinha sido bombardeado e posteriormente saqueado. 

Não se conheci neste momento a exacta situação daqueles documentos e, não fora o empenhamento e o esforço de Iva Cabral, que já neles começara a trabalhar antes dos acontecimentos entretanto ocorridos na Guiné-Bissau, talvez se tivesse perdido o espólio documental de um dos mais importantes dirigentes africanos. 

Chegada a Bissau, essa equipa deparou-se com duas realidades antagónicas: de um lado, a situação difícil que então ali se vivia, praticamente sem luz eléctrica, ruas intransitáveis, a população ainda traumatizada pelos combates armados recentes e, do outro, a vontade que o primeiro-ministro ministro e a Direcção do PAIGC manifestaram em que se encontrasse uma solução para salvar uma das mais significativas memórias da história e da própria identidades nacional do povo da Guiné-Bissau e de Cabo Verde - os DOCUMENTOS AMÍLCAR CABRAL. 


“Amílcar Cabral é uma figura emblemática do movimento 
anti-colonial dos anos sessenta e uma referência obrigatória, 
ainda hoje, de todos os movimentos 
nacionalistas africanos lusófonos.“ 
Mário Soares 



Do ÍNDICE: 

PROJECTO DE SALVAGUARDA 
DOS DOCUMENTOS AMÍLCAR CABRAL 
- Protocolo 
- Digitalização 
- Exposição 
‘Sou um Simples Africano…’ 
- Descrição e Classificação Documental 
- Fotografia Amílcar Cabral na internet 
- Dossier na internet 
- Blufo em CD-ROM 

SALVAGUARDA E RECUPERAÇÃO DE FOTOGRAFIAS 

ABERTURA AO PÚBLICO DO 
ARQUIVO AMÍLCAR CABRAL 
- Bissau, Praia, Lisboa 

MEMÓRIA, ARQUIVOS E
IDENTIDADE NACIONAL 

CRONOLOBREVE 

Ficha técnica 


Preço: 47,50€; 

Angola - MPLA & História - ‘DOS SANTOS - ARQUITECTO DA PAZ’, de Domingos Gouveia - Luanda 2011 - Muito Raro;




Angola - MPLA & História - O presente livro é um preito de homenagem ao Presidente da República, José Eduardo dos Santos, pelo seu papel na luta pela conquista da paz, na garantia da protecção às crianças e adolescentes vítimas da guerra e memória desses tempos difíceis quanto dramáticos de Angola.


‘DOS SANTOS - ARQUITECTO DA PAZ’ 
De Domingos Gouveia 
Edição Mayamba 
Luanda 2011 


Livro com 188 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 


O Autor: 
“DOMINGOS ALBERTO GOUVEIA nasceu em Malange a 26 de Outubro de 1984. Foi, de Outubro de 1995 a 2002, um dos ex-kandengues do Grupo Tecnocarro, propriedade dos empresários José Récio e Carlos Lages, condoídos com a sorte de várias crianças desfavorecidas, órfãs, muitas delas, e deslocadas de diversas províncias de Angola, outras, devido à guerra civil. 
Em 2002 conclui o ensino médio, tendo-se formado em contabilidade e gestão. Não conseguindo ingressar na Faculdade, optou por fazer vários cursos técnicos básicos e começa a exercitar a escrita de que viria resultar a presente publicação, que é, na verdade, um preito de homenagem ao Presidente da República, José Eduardo dos Santos, pelo seu papel na luta pela conquista da paz, na garantia da protecção às crianças e adolescentes vítimas da guerra e memória desses tempos difíceis quanto dramáticos de Angola. 
Domingos Gouveia foi explicador de Inglês e membro do Grupo Coral da Universidade Católica, sob a direcção do maestro Padre Luís Konjimbi; vive actualmente na cidade do Huambo onde criou e gere uma empresa de prestação de serviços informáticos, denominada Ciber-Welwitschia de Domingos Alberto Gouveia, que emprega 15 funcionários.”


Preço: 47,50€; 

Moçambique - Guerra Civil & História - Semanário ‘TEMPO’, de 29.10.1987 - (‘AMBIÇÕES TERRITORIAIS JUSTIFICAM AUXÍLIO À FRELIMO DA INGLATERRA’) - Lisboa 1987 - MUITO RARO;






Moçambique - Guerra Civil & História - Um importante entrevista quando a oposição armada moçambicana em torno da RENAMO reunia quadros políticos e intelectuais de renome e capacidade académica e prestigiados, como foi o caso do Prof. Dr. Luís Benjamim Serapião, que nos EUA representou o movimento guerrilheiro 


Semanário ‘TEMPO’, de 29 de Outubro de 1987.
‘AMBIÇÕES TERRITORIAIS JUSTIFICAM AUXÍLIO À FRELIMO DA INGLATERRA’ 
Director: Nuno Rocha 
Lisboa 1987 


Exemplar com 68 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Tema em destaque: 
Luís Serapião, da RENAMO 
- ‘AMBIÇÕES TERRITORIAIS JUSTIFICAM AUXÍLIO À FRELIMO DA INGLATERRA E DOS PAÍSES DA LINHA DA FRENTE’ 
‘Os factores de resistência moçambicana são mais internos que externos. A FRELIMO enganou o povo moçambicano - acusa Luís Benjamim Serapião, representante permanente da RENAMO em Washington, em entrevista exclusiva que naquela cidade concedeu ao ‘TEMPO’. O nosso entrevistado nasceu na Beira (Moçambique), é professor agregado de retaliações internacionais na Universidade americana de Washington, onde se licenciou e diplomou em vários cursos, como o de relações internacionais e estudos África (1975). É ainda diplomado em Lei Internacional Pública pela Universidade Católica americana (1971), tem o curso de Filosofia do Seminário Maior de Maputo (1964) e vasta obra bibliográfica.’ 
‘A FRELIMO aprendeu bem as tácticas coloniais.’ 
‘RENAMO defende um sistema político aberto.’ 
‘A FRELIMO já negociou com a RENAMO.’ 


Preço: 0,00€; (Indisponível) 

Política Internacional - ‘A AGENDA PERDIDA DA RECONSTRUÇÃO PÓS-BÉLICA: O Caso de Timor-Leste’, de Mónica Rafael Simões - Coimbra 2001 - Muito Raro;




Política Internacional - A reconstrução do país após mais de duas décadas e meia de ocupação Indonésia e as políticas de conciliação entre as facções independentista e os colaboracionistas com os ocupantes, após a restauração da autonomia e os massacres dos grupos terroristas contra as populações civis 


‘A AGENDA PERDIDA DA RECONSTRUÇÃO PÓS-BÉLICA: O Caso de Timor-Leste’ 
De Mónica Rafael Simões 
Prefácio de Vital Moreira 
Edição Quarteto 
Coimbra 2001 


Livro com 120 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito raro. 


“Uma das tarefas incontornáveis do processo de reconstituição das sociedades saídas de regimes repressivos ou de guerras civis destruidoras consiste na reconciliação nacional.
Neste aspecto, um dos problemas mais árduos e controversos tem a ver com a maneira como se encara o passado muitas vezes ainda dramaticamente vivo, das violações mais grosseiras dos direitos humanos.
A vasta literatura sobre a transição democrática em países saídos de regimes violentamente repressivos ou de devastadores conflitos armados internos, mostra que as opções caem numa de duas dicotomias quanto ao modo de encarar a passada violação dos direitos humanos: esquecer / lembrar, perdoar/ punir.” 
Vital Moreira - in PREFÁCIO 


Preço: 27,50€; 

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Angola & História - ‘MPLA - A REVOLUÇÃO TRAÍDA - 13 Teses da minha Defesa - NITO ALVES’ - Luanda 2021 - MUITO RARO;












Angola & História - O documento histórico da defesa e justificação das atitudes de Nito Alves e do seu grupo após a suspensão de dirigente pelo CC do MPLA, sendo este dirigente o elemento preferencial do PCUS e da URSS, nas relações bilaterais e internacionalistas, tendo estado em representação de Angola no 25.* Congresso em Moscovo, acompanhado de José Van Dúnem em Fevereiro de 1977…


‘MPLA - A REVOLUÇÃO TRAÍDA’
13 Teses da minha Defesa - NITO ALVES 
Prefácio de José Reis 
Posfácio de Manuel Santis Torres 
Edição ELIVULU 
Luanda 2021 


Livro com 224 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
Nota: as fotografias não fazem parte do livro. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Da contracapa: 
“…Mas quando a minha conversa teve lugar com Frank Carlucci, já a CIA estava bem entrincheirada em Angola e pretendia expulsar a influência soviética pela força e não dialogar com o MPLA…
…A CIA, por sua vez, em 1976, já dispunha de 83 agentes na Angolan Task Force no terreno, num plano de estreita cooperação com a África do Sul ‘e com os chineses, que apoiariam a UNITA e a FNLA na sua luta contra os soviéticos, a quem disputavam o aumento de influência em África’.“
Rui Mateus, ‘CONTOS PROIBIDOS - Memórias de um PS Desconhecido’ 

“…Há algumas semanas, descobri um relatório redigido pela CIA, intitulado ‘The Angolan Leadership: current perspectives and prospects after Neto’. Foi escrito por Randy Pherson e publicado em Dezembro de 1978. Actual presidente da próspera ‘Pherson Associates’, ‘especializada na oferta de formação em técnicas analíticas avançadas, destinadas a analistas que trabalham como métodos analítico básicos de espionagem, contra-terrorismo, contra-informação, negação e engano e segurança interna’, tive esperança de o poder entrevistar, mas, depois de responder a um primeiro e-mail, Randy remeteu-se a um silêncio obstinado… Embora Randy se tenha recusado a conversar comigo, outro norte-americano mostrou-se mais aberto e comunicativo. Refiro-me ao embaixador Don McHenry, um afro-americano que foi vice-representante dos Estados Unidos nas Nações Unidas, entre 1977 e 1979, e exerceu funções como representante permanente entre 1979 e 1981. Numa conversa telefónica, falando do seu gabinete na Universidade de Georgetown, disse-me que tivera uma boa reação com Neto. A,nos mantiveram o que descreveu como ‘conversações produtivas’, em 1977, 1978 e 1979. Segundo McHenry, ao longo deste período, ‘Neto mostrou-se muito interessado em criar uma relação com Os Estados Unidos’… Não obstante, é com surpresa que oiço o embaixador admitir a presença de várias personalidades norte-americanas em Luanda, no dia 27 de Maio de 1977. ‘A nossa presença não era segredo’ disse. Estivermos lá, durante vários dias, e falámos com Lopo do Nascimento (o primeiro-ministro)…“ 
Lara Pawson - ‘EM NIME DO POVO - O Massacre que Angola Silenciou’ 

“…O fantasma de um pretenso ‘grupo Nito’, o fantasma do ‘Golpe de Estadi’ é, como ficou exaustivamente e objectivamente denunciado, demonstrado e desmontado ao longo da minha defesa, uma criação de iniciativa e responsabilidade histórica das forças da reacção interna objectivamente ao serviço do imperialismo, que, para tanto, consertou a sua acção com as forças externas da reacção mundial. São agentes provocadores da própria DISA quem montou o fantasma, como se viu nos documentos comprovados do ponto de vista jurídico, cuja validade jamais seria contestada em nenhum tribunal do mundo. Mas os verdadeiros réus são os advogados da pequena e média burguesia, os conscientes defensores da reacção interna. A aliança reaccionária entre à direita, os anti-comunistas e os maoistas são a expressão do instrumento político-ideológico daquela base social, cuja ampla plataforma é o anti-sovietismo…
Nito Alves - ‘13 Teses em Minha Defesa’, 1977 


Da BADANA: 
“…As exigências que acabo de formular não ultrapassam o aspecto formal. A questão de fundo, como claramente venho demonstrando ao longo deste extenso documento que trago à vossa consideração, situa-se em termos ideológicos e de princípio e a História, por mera casualidade perante mim a pesada e inadiável responsabilidade de classificar profundamente o fenómeno em curso, de forma a que os mais altos ideais revolucionários dos operários, dos camponeses, dos intelectuais revolucionários, dos sectores patrióticos da burguesia, em suma, de todo o povo que se levantou em armas há cerca de 16 anos, irmanados numa ampla frente nacional anti-imperialista que é o MPLA, dizendo não à exploração do homem pelo homem e que há pouco definiu sem ambiguidades a sua opção socialista, não sejam traídos por manobras tecidas por oportunistas de todos os países, por manipulações reaccionárias alicerçadas na santa aliança de sociais-democratas e maoistas que embora se sirvam da capa do marxismo-Leninismo, mais não fazem quedavam um fosso cada vez mais profundo entre o MPLA e o movimento revolucionário mundial em geral e o campo socialista em particular, de forma a criar as condições para a implantação de um regime neo-colonial, para uma real e efectiva dependência face ao capitalismo internacional…
Nito Alves - ‘13 Teses em Minha Dedesa’, 1977 

“… Olhando as coisas sob um prisma da contra inteligência, eis como estão a proceder, neste momento, em Angola, os presumíveis oficiais da CIA que, segundo fontes citadas, estão infiltrados na DISA para operações contra-revolucionárias de destabikização política… Essa política tem de acabar definitivamente, há que negar a condução de revolução seguida até agora; esta é uma imperiosa necessidade que se impõe. Não se trata de um quadro nauseante de luta de influências - é falso e reaccionário apresentar assim o problema. É o próprio futuro da revolução que está em causa…
Nito Alves - ‘13 Teses em Minha Defesa’, 1977 

“Tamanho é o manancial de provas que nos revelam aquelas treze questões, grandes na denúncia, que só por si são a arma de arremesso contra os que urdiram a trama. Não fosse assim e não teriam suportado os horrores da tortura e sucumbido, todos aqueles que, em algum momento, passaram os olhos por tão odiadas páginas, ou que a mera suspeita do carrasco assim o tivesse ditado. No interior da DISA, por exemplo, alguns dos seus quadros atingidos pelo ‘fraccionismo’, viram a pena agravada, isto é, foram passados pelas armas, quando, no móbil do crime, aparecia a perversa leitura das perniciosas teses. E quem as leu não viu tudo, pois das 143 páginas policopiadas que foram entregues ao MPLA, há a acrescentar os anexos, um conjunto de documentos probatórios, que levaram sumiço e nunca, mesmo a pedido, nos chegaram às mãos…“ 
José Reis, in ‘ANGOLA O 27 DE MAIO - A História por Contar’ 



Do ÍNDICE: 

Cronologia da vida de Nito Alves 
NOTA PRÉVIA 
Algumas breves palavras sobre a urgência da publicação deste livro 
PREFÁCIO 
“DIREITO À DEFESA” 

13 TESES em minha defesa 
Isto também é a nossa história 
Pontos e causas das divergências 

1.a TESE 
- O método dialético e o método metafísico 
2. TESE 
- Os antecedentes históricos - as diversas frentes de luta guerrilheira nunca se encontraram 
3. TESE 
- O que é ser vanguarda 
4. TESE 
- Unidade nacional 
5. TESE 
- O anti-sovietismo 
6. TESE 
- A CIA e a revolução angolana 
7. TESE 
- Como iludir o povo 
8. TESE 
- A importância do estudo da teoria 
9. TESE 
- A propósito da opção socialista 
10. TESE 
- Um partido leninista ou um partido social-democrata maoista ? 
11. TESE 
- Análise global do 3.* Plenário do Comité Central - o verdadeiro significado dos cinco minutos que entraram na história do MPLA. As teses em confronto 
12. TESE 
- Conclusão final 
As causas reais e objectivos das nossas divergências nos planos filosóficos, ideológico, organizativo e histórico. A dualidade de critérios de disciplina 
13.a TESE 
- Exijo, no imediato, severa Justi aos verdadeiros réus: e verdadeiro veredicto 

Brevíssimas notas à Guisa de Posfácio 


Preço: 67,50€; 

Portugal - PREC & BD - ‘A DIREITA DE CARA À BANDA’ (Desenhada), de José Paulo Simões - Lisboa 1977 - MUITO RARO;









Portugal - PREC & BD - A esquerda ligada ao PCP lançou quer durante o PREC, quer posteriormente diverso material de combate político na imprensa afecta e nas suas editoras, entre informação diária através do matutino ‘O DIÁRIO’ com cartoons e este álbum extremamente sarcástico e hoje em dia um documento histórico de grande raridade 


‘A DIREITA DE CARA À BANDA’ 
(Desenhada) 
De José Paulo Simões 
Editorial Caminho 
Lisboa 1977 


Álbum de Banda Desenhada, com 40 páginas, totalmente ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


PERSONALIDADES RETRATADAS: 
Neste álbum, são retratados inúmeras personalidades políticas, nacionais e estrangeiros, entre uns adversários do PCP e outros mesmo inimigos assumidos pelos dois lados. 
Entre os primeiros reconhecem-se do PS, Mário Soares, Salgado Zenha, Manuel Alegre, Sotto Mayor Cardia, Jorge Campinos, Raúl Rego, António Barreto, Marcelo Curto, Almeida Santos e Lopes Cardoso, do PPD/PSD, Francisco Sá Carneiro e Magalhães Mota, do CDS, Freitas do Amaral e General Galvão de Melo. Dos militares, General António de Spínola, General Kaúlza de Arriaga e o capitão Tomás Rosa. Do regime anterior, Oliveira Salazar, Marcelo Caetano e Américo Tomás. Da descolonização, Jorge Jardim, Holden Roberto e Jonas Savimbi. E ainda Vera Lagoa (Maria Armanda Falcão) a célebre directora do semanário ‘O Diabo’ e Chico da Cuf (Francisco Ferreira, um dissidente do PCP). Dirigentes políticos internacionais, Gerald Ford, Henry Kissinger, Frank Carlucci, Giscard D’Estaing e o escritor e dissidente russo Alexander Soljenistine.
E entre os inimigos e ódios, Acácio Barreiros (UDP) e Arnaldo Matos (MRPP), além do PCP(ml), a AOC, o MDLP e o ELP. 



A DIREITA DE CARA À BANDA 
(Desenhada) 
- OS 7 MAGNÍFICOS 
- NOIVADOS 
Ou ‘as paixões inconfessáveis da família direitinha’ 
- O CASTELO DOS DIREITINHAS 
À atenção do leitor: esta história não deve ser lida por pessoas nervosas ou reaccionárias !!! 
- JOGO DA GLÓRIA DOS DIREITINHAS 
- O CAPUCHINHO VERMELHO 
Uma dos ‘Direitinhas’ quando crianças 
- O CASTELO DOS DIREITINHAS 
A maldição da Múmia 


Preço: 52,50€; 

Guiné & Cabo Verde - ‘DO PAIGC AO PAICV’ - Mem Martins 1981 - MUITO RARO;










Guiné & Cabo Verde - Documentos fundamentais para a análise e compreensão da divisão que se registou no PAIGC após em Bissau João Bernardo Vieira ter derrubado Luís Cabral em 1980, e tomado a liderança do PAIGC (partido único comum à Guiné e a Cabo Verde) e do Estado guineense, com a denúncia da supremacia dos quadros originários do arquipélago Caboverdiano, levando estes à separação com a designação de PAICV (Partico Africano para a Independência de Cabo Verde). 


‘DO PAIGC AO PAICV’ 
Documentos 
Edição PAICV 
Impressão Gráfica Europan, L.da 
Mem Martins 1981 


Livro com 132 páginas, em bom estado de conservação, capa com algum desgaste e miolo impecável. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Da INTRODUÇÃO: 
“Fundado a 19 de Setembro de 1956 por Amílcar Cabral, Aristides Pereira, Luís Cabral, entre outros jovens patriotas da Guiné e Cabo Verde esteve durante cerca de 25 anos à frente de uma das mais árduas lutas de libertação que conheceu o continente africano, para se consolidar, primeiro como movimento político-armado escudado nas largas massas da população, desenvolvendo depois, com brilhantes sucessos, uma Acção armada e diplomática contra a potência colonizadora, dando finalmente aos dois países, que libertou da dominação portuguesa, as bases da sua afirmação no concreto das nações e da consolidação das conquistas arrancadas com tanto sacrifício. 
No contexto do ‘Movimento Libertador Africano’, a própria concepção do PAIGC como partido binacional surge não só como uma necessidade estratégica da luta pela independência dos povos da Guiné e de Cabo Verde, mas também como resposta concreta à ideia pan-africanista da necessidade de unidade a nível continental. 
(…) 
Ignorando a ideologia do Partido e os mecanismos do seu funcionamento, os homens do golpe do 14 de Novembro de 1980 preferiram recorrer às armas, bloqueando logo a seguir todas as hipóteses de diálogo com uma torrente de declarações públicas insensatas que atingiriam gravemente o prestígio da gloriosa luta de libertação dos povos da Guiné-Bissau e Cabo Verde. 
Dolorosa mas clara evidência: o PAIGC estava enfermo dos desvios denunciados pelo seu Secretário-Geral na reunião do CSL de Junho de 1980, e foi destruído pelo folpe que lhe vibraram os homens do 14 de Novembro. 
A reflexão colectiva que levou os militantes de Cabo Verde à dolorosa conclusão da destruição do PAIGC e à proclamação do PAICV como força continuadora da obra encetada em Cabo Verde sob a égide do partido de Cabral foi longa e amadurecida. 
(…)“ 



Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 
- Sobre alguns problemas ideológicos no seio do PAIGC 
(Extracto do Relatório do Secretário-Geral do PAIGC ao CSL em Junho de 1980) 
- Despachos 
- Comunicado do Conselho de Ministros 
- Mensagens trocadas entre o Secretário-Geral do PAIGC e o Comandante 
de Brigada João Bernardo Vieira 
- Comunicação do Secretário-Geral do PAIGC 
- Comunicado do CNCV do PAIGC 
- Cimeira de Luanda - Comunicado 
- Conferência Nacional dos militantes do PAIGC.
Discurso do camarada Secretário-Geral 
- Proclamação 
- Resolução Geral 
- Discurso do Primeiro-ministro, Comandante de Brigada Pedro Pires 
no comício de encerramento do I.* Congresso do PAICV 
- Discurso do Secretário-Geral camarada Aristides Maria Pereira 
no encerramento do I.* Congresso do PAICV 


Preço: 47,50€; 

África - História & Política - Revista ‘TRÊS CONTINENTES’, n. 3 - Set. 1980 - (MOÇAMBIQUE - ‘AUTOCRÍTICA DO CC DA FRELIMO’ e ‘O MARXISMO DE SAMORA’) - Lisboa 1980 - MUITO RARO;





















África - História & Política - A revolução marxista leninista em Moçambique pela FRELIMO e a sua análise por Aquino de Bragança e a situação na África do Sul do regime do Apartheid são dois dos grandes temas desta edição 


Revista ‘TRÊS CONTINENTES’, n. 3 - De Setembro de 1980. 
MOÇAMBIQUE - ‘AUTOCRÍTICA DO CC DA FRELIMO’ e ‘O MARXISMO DE SAMORA’ 
Director: José Antunes Ribeiro 
Lisboa 1980 


Exemplar com 66 páginas, ilustrada e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Temas em destaque: 
MOÇAMBIQUE 
- ‘AUTOCRÍTICA DO COMITÉ CENTRAL DA FRELIMO’, por António Makwala 
‘O Comité Central do Partido FRELIMO acaba de reafirmar na prática o seu respeito pela prestação de contas ao povo ao fazer publicamente a sua autocrítica através da publicação da resolução final da sua 7.a Sessão decorrida cá capital moçambicana entre os dias 17 e 19 do passado mês.’ 
‘Zimbabwe’ 
‘Medalha do internacionalismo para Samora Machel.’ 

- ‘O MARXISMO DE SAMORA’, por Aquino de Bragança 
(Comunicação apresentada no Congresso de Sociologia, em Upsala, Suécia.) 
‘Como a luta armada se tornou revolução, tal como “um rio que, à medida que avança, engrossa incorporando novas forças e atira progressivamente para as margens as impurezas que transporta”.’ 
‘As massas deserdadas’ 
‘Dualidade de poderes’ 
‘Resolver a crise’ 
‘Os blocos de classe’ 

DOSSIER ÁFRICA DO SUL, por J. Fernandes Ribeiro 
- ‘ÁFRICA DO SUL ISOLADA CONTRA ÁFRICA’ 
- ‘A MÁQUINA MILITAR DA R.A.S.’ 
- ‘ENQUADRAMENTO MILITAR DOS CIVIS’ 
- ‘A VENDA DE ARMAS À ÁFRICA DO SUL’ 
‘Angola 1975’ 
‘Bruxelas: elo de ligação da ‘Operação Miami’ 
‘Para que servem os embargos ?’
- ‘A BOMBA ATÓMICA DE PRETÓRIA’ 

- ‘AOS MÁRTIRES DE SOWETO’ 
- ‘UGANDA: Estabilidade difícil’ 


Preço: 27,50€;