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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Angola & Literatura - ‘MUCANDA’, de Geraldo Bessa Victor - Braga 1965 - MUITO RARO;





Angola & Literatura - Da vasta bibliografia desta autor, destaque para esta obra de poesia editada nos meados da década de sessenta 


‘MUCANDA’ 
De Geraldo Bessa Victor 
Edição PAX 
Braga 1965 

Livro com 80 páginas (74 + 6) e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


O AUTOR: 
“GERALDO BESSA VICTOR foi um escritor angolano. Escritor, poeta, ensaísta e jornalista angolano, é natural de Luanda, onde nasceu em 1917. Fez os seus estudos liceais em Luanda e passou a exercer funções de empregado bancário.” 


OBRAS DO AUTOR: 
- ‘AO SOM DAS MARIMBAS’ - poemas - Livraria Portugália, Lisboa 1943; 
- ‘MINHA TERRA E MINHA DAMA’ - Ensaios - Lisboa 1952; 
- ‘CUBATA ABANDONADA’ - poemas - AGU, Lisboa 1958;
(Prémio Camilo Pessanha - 1957) 
- ‘MUCANDA’ - poemas - Editora PAX, Braga 1964; 
- ‘SANZALA SEM BATUQUE’ - contos - Editora PAX, Braga 1967; 
- ‘POÈMES AFRICAINS’ - poemas - Editora PAX, Braga 1967; 
- ‘QUINJANGO NO FOLCLORE ANGOLENSE’ - ensaio - Editora PAX, Braga 1970; 
- ‘MUCANDA. CUBATA ABANDONADA’ - reedição num único volume - Edição Kraus Reprint, Nendeln 1970; 
- ‘MONANDENGUE’ - poemas - Livraria Portugal, Lisboa 1973 
(Prémio Camilo Pessanha - 1972) 
- ‘AO SOM DAS MARIMBAS’ - ‘POÉMES AFRICAINS’ - reedição num único volume - Edições Kraus Reprint, Nendeln 1973; 
- ‘INTELECTUAIS ANGOLENSES DOS SÉCULOS XIX E XX - Augusto Bastos’ - ensaio - Edição do autor, Lisboa 1975;


Preço:  0,00€; (Indisponível) 

Tomar & Literatura. - ‘POEMAS E CANÇÕES POPULARES’, de Manuel António Cordeiro - Tomar 1979 - RARO;






Tomar & Literatura. - O autor reuniu as suas criações entre a poesia e as canções, abordando as mais variadas temáticas da vida quotidiana e editou o livro com impressão local 


‘POEMAS E CANÇÕES POPULARES’ 
De Manuel António Cordeiro 
Edição do Autor 
Composto e impresso em ‘A Gráfica de Tomar’ 
Tomar, Porto da Lage, 1979 


Livro com 120 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
RARO. 



Preço: 27,50€; 

sábado, 25 de abril de 2026

Angola - Cultura & Literatura - ‘ANTOLOGIA DO MAR NA POESIA AFRICANA DE LÍNGUA PORTUGUESA’, de Carmen Lúcia Secco - Luanda 2000 - MUITO RARO;






Angola - Cultura & Literatura - Estudo e análise da poesia angolana de expressão portuguesa 


‘ANTOLOGIA DO MAR NA POESIA AFRICANA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO SÉCULO XX’ - Angola 
De Carmen Lúcia Tindó Ribeiro Secco (Coordenadora) 
Edição Kilombelombe 
Luanda 2000 


Livro com 258 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Da contracapa:
“Colecção ‘Ciências Humanas e Sociais’ - Série Línguas e Literaturas 

Implantado em fins de 1993, o Sector de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa tem suscitado o interesse dos alunos da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Entretanto, a carência de bibliografia específica ainda é um sério problema enfrentado pela nova disciplina (…). Visando a minimizar essa precariedade de bibliografia básica ao estudo da poesia africana de língua portuguesa, surgiu a ideia da elaboração desta antologia, cujo tema é o mar, tendo em vista servente um dos núcleos do projecto de pesquisa ‘MAR, MITO E MEMÓRIA DA POESIA AFRICANA DO SÉCULO XX’ por nós desenvolvido junto à UFRJ, de Setembro de 1993 a Dezembro de 1998, junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científica e Tecnológico (CNPq), de Março de 1995 a Fevereiro de 1999. 
A selecção dos poemas, além do critério temático norteador, procurou rastrear cronologicamente a poesia pré e pós independência referente a cada uma das nações africanas de língua portuguesa, observando os sentidos assumidos pelas metáforas do mar nas fases colonial e nacional dessas respectivas literaturas. Por tal razão, os poemas foram arrolados por países e seguem a cronologia das gerações literárias a que pertencem os seus autores. 
A triagem dos textos foi orientada no sentido de efectuar um mapeamento da simbologia marítima, investigando as relações existentes entre o oceano, a memória, a história e os mitos africanos.“ 


A Autora: 
“CARMEN LÚCIA TINDÓ RIBEIRO SECCO - Rio de Janeiro. Doutora, profesora de Literaturas Africanas na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pós-doutorado na UFF e Universidade Politécnica de Moçambique. Implantou o Setor de Literaturas Africanas na Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1993, lecionando nesta Instituição até a presente data. Membro da Cátedra Jorge de Sena. 
Publicou ‘Morte e prazer em João do Rio’, 1976; ‘Além da idade da razão’, 1994; ‘Guia bibliográfico das literaturas africanas em bibliotecas do RJ’, 1996; ‘Antologia do mar na poesia africana de língua portuguesa’, 1996, 1997, 1999, 3 v.; ‘A magia das letras africanas’, 2003 e 2008. 
Co-organizou: ‘Brasil/África: como se o mar fosse mentira…’ , 2003 e ‘África & Brasil – letras em laços’. v. 2, 2010.“



Do ÍNDICE: 

Nota do Editor 

I. - APRESENTAÇÃO 

II. - INTRODUÇÃO 

III. - BREVE ROTEIRO DA POESIA ANGOLANA 

IV. - POETAS E POEMAS SELECCIONADOS 
1. - José da Silva Maia Ferreira 
- ‘À Minha Terra !’ 
2. - Manuel Correia da Silva 
- ‘Focando’ (de avião) 
3. - Tomaz Vieira da Cruz 
- ‘Romance de Luanda’ 
3. - Geraldo Bessa Victor 
- ‘Kalundu’ 
- ‘Eis-me navegador’ 
- ‘Soneto ao mar africano’ 
5. - Maurício Gomes 
- ‘Estrela pequenina’ 
6. - Lília Fonseca 
- ‘Poema distante’ 
7. - António Jacinto 
- ‘Poema da alienação’ 
8. - Mário António 
- ‘Poema da manhã cinzenta na beira do Mar’ 
- ‘Mar’ 
- ‘Mãos esculturais’ 
- ‘Na pele do tambor’ 
9. - Agostinho Neto 
- ‘Desfile de sombras’ 
- ‘Confiança’ 
- ‘Massacre de S. Tomé’ 
10. - Alda Lara 
- ‘Regresso’ 
11. - Alexandra Dåskalos 
- ‘A sombra das galeras’ 
- ‘Porto’ 
12. - Ernesto Lara Filho 
- ‘Poema da Praia morena’ 
13. - António Neto 
- ‘Os mortos perguntam’ 
14. - Henrique Guerra 
- ‘Entardecer’ 
- ‘O moringue’ 
15. - Luandino Vieira 
- ‘Canção para Luanda’ 
16. - Arnaldo Santos 
- ‘Purificação da Ilha’ 
17. - Maria Eugénia Lima Silva 
- ‘Baía de Luanda’ 
18. - Cândido da Velha 
- ‘É do mar que vêm estas vozes’ 
19. - Costa Andrade 
- ‘Poemas para um tocador de Quissange’ 
- ‘A pedra do fogo’ (fragmentos) 
20. - Jorge Huet Bacelar 
- ‘À beira-mar’ 
21. - João Maria Vilanova 
- ‘Canção do navio negreiro’ 
22. - Antero Abreu 
- ‘Onda vai onda vem’ 
23. - Manuel Rui 
- ‘Manhã de 11 de Novembro’ (leitura primeira)
- ‘Manhã de 11 de Novembro’ (leitura segunda) 
- ‘Maré baixa’ 
- ‘O Mar’ 
- ‘Mar novo’ 
- ‘Como se o mar’ 
- ‘Trazias tanto mar na pele dos dedos’ 
- ‘O búzio’ 
24. - Ruy Duarte de Carvalho 
- ‘O Sul’ 
- ‘Chagas de salitre’ 
- ‘Vou caminhar em frente’ 
- ‘Noção geográfica’ (poema para cinco vozes e coros) 
- ‘Noção geográfica’ (Proposta para quatro vozes) 
25. - Jofre Rocha 
- ‘Cântico de alforria’ 
26. - David Mestre 
- ‘Últimas águas de novembro’ 
- ‘Coral das Ilhas’ 
- ‘A memória dos barcos’ 
- ‘Navalha de água’ 
27. - Arlindo Barbeiros 
- ‘Olhos de peixe são teus dedos’ 
- ‘Oh veleiro encarnado’ 
28. - João Melo 
- ‘Luanda’ 
- ‘O marinheiro’ 
29. - João Maimona 
- ‘E as aves que eu descobri’ 
- ‘Quando vejo as minhas pernas’ 
- ‘A torre da noite’ 
30. - José Luís Mendonça 
- ‘Nocturno sobre o mar’ 
- ‘Eu queria abster-me’ 
31. - Lopito Feijóo 
- ‘Proposta só lida’ 
- ‘Não só ‘ 
- ‘Paixão hepática’
32. - Ana Paula Tavares 
- ‘Contando as horas’ 
33. - Luís Kandjimbo 
- ‘Mar e muralha’ 
34. - António Gonçalves 
- ‘Letras de sangue’ 
- ‘Piando Poesia’ 
- ‘A projecção da luz’ 
- ‘Luanda, vista breve’ 
35. - Maria Alexandra Dàskalos 
- ‘Desejos’ 
- ‘O rio corre manso’ 
36. - Amélia Dalomba 
- ‘Saudades de Lobito’ 
- ‘Com sede’ 
37. - Frederico Ningi 
- ‘uM tendão ceRebRal’ 
38. - Fernando Kafukeno 
- ‘À memória de minha irmã ninimha’ 
- ‘Página’ 
- ‘…na máscara do litoral’ 
39. - António Panguila 
- ‘Encante a Gaivota’ 
- Na festa do mar’ 
40. - Carlos Ferreira 
- ‘Décimo quinto poema’ 
- ‘Décimo nono poema’ 
- ‘Vigésimo primeiro poema’ 
- ‘Vigésimo nono poema’ 
- ‘Trigésimo poema’ 
- ‘Trigésimo primeiro poema’ 
- ‘Trigésimo segundo poema’ 
- ‘Trigésimo terceiro poema’ 
41. - António Pompilio 
- ‘O sal dos olhos do mar’ 
- ‘Inverter’ 
42. - John Bella 
- ‘Água da vida 
- ‘Noite (Ki)landa’ 

V. - BIBLIOGRAFIA 
- Dicionários e Obras Teóricas 
- Antologia e Obras Literárias 


Preço: 77.50€. 

sexta-feira, 27 de março de 2026

Portugal & Literatura - ‘O CAVALO DAS SETE CORES E O NAVIO’, de Papiniano Carlos - Lisboa 1977 - MUITO RARO;








Portugal & Literatura - Autor de uma vasta bibliografia editada, com particular incidência na literatura infantil e juvenil 


‘O CAVALO DAS SETE CORES E O NAVIO’ 
De Papiniano Carlos 
Ilustrações de Rodrigo Cabral, Isabel Cabral e Fernando Oliveira 
Edição ‘A Opinião’ 
Lisboa 1977 


Livro com 38 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


O Autor: 
“PAPINIANO MANUEL CARLOS DE VASCONCELOS RODRIGUES 
(Lourenço Marques, Moçambique, 1918 - Porto, 2012)

Papiniano Carlos nasceu em Moçambique, em Lourenço Marques, actual cidade de Maputo, em 1918, tendo aí efectuado a sua instrução primária. Os estudos secundários viriam a ser realizados no Porto. Frequentou, ainda, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, não tendo concluído o curso. Foi nos arredores da cidade do Porto que viveu, mais exactamente em Pedrouços (Maia).

Poemas seus foram musicados por Fernando Lopes-Graça, integrou o movimento neo-realista e viu alguns dos seus livros proibidos pela Censura, durante a ditadura de Salazar e Marcelo Caetano, chegando a ser detido pela PIDE, polícia do regime político que vigorou em Portugal entre 1926 e o 25 de Abril de 1974.

Papiniano Carlos tem-se assumido, ao longo da vida, como um cidadão interveniente, activo, preocupado com o exercício da cidadania na sua plenitude. No período da ditadura, a sua intervenção cívica pautou-se pela luta em prol da liberdade de expressão e de pensamento. Foi também delegado do Movimento Português para a Paz e a Cooperação em várias conferências internacionais.

Da sua actividade literária salienta-se a colaboração em diversos jornais, revistas e fascículos de poesia, tais como ‘Seara Nova’, ‘Vértice’ e ‘Notícias do Bloqueio’, tendo sido um dos directores desta última publicação. Os seus escritos tornam-se públicos, pela primeira vez, no início dos anos quarenta. Editará contos (‘Terra com sede’, 1946), crónicas (‘A rosa nocturna’, 1960), um romance (‘O rio na treva’, 1975) e poesia (vários títulos antologiados em (‘A ave sobre a cidade’, de 1973). A sua sensibilidade às questões sociais e o fascínio pela marcha do Homem ao longo da História perpassam muitos dos seus textos. A terra natal, Moçambique, serviu-lhe de ‘musa’ inspiradora de diversos poemas em que por vezes a infância, como tópico, marca presença. Registe-se, aliás, que foi um dos divulgadores, em Portugal, de poetas moçambicanos e angolanos, no final da década de cinquenta.

Autor de vários títulos dirigidos ao público infantil, tem cultivado sobretudo o conto e a poesia, explorando, neste caso, uma vertente simultaneamente épica e lírica. Hoje é possível afirmar que, juntamente com Sidónio Muralha, Ilse Losa, Alves Redol, Matilde Rosa Araújo e Maria Rosa Colaço, Papiniano Carlos contribuiu para a renovação da literatura portuguesa para crianças operada entre finais dos anos quarenta e a década de sessenta, por efeito da influência neo-realista e da consequente introdução de novos temas (de cunho social, mas não só) e de novas personagens infantis (crianças de meios sócio-económicos desfavorecidos, por exemplo). Na sua escrita – em que avulta um livro de assinalável sucesso, objecto de numerosas reedições, A menina gotinha de água –, observa-se uma atenção particular a tópicos de cunho científico’ (ciclo da água, circulação do sangue, electricidade…), à luta por objectivos generosos do ponto de vista cívico e civilizacional (O grande lagarto da Pedra Azul) ou ainda à questão do génio artístico (Luisinho e as andorinhas). Entre a criação de narrativas poéticas (vejam-se os títulos de 1963 e 1977) e a incursão num género em que fantástico e «ficção científica» se entretecem (como acontece em (O grande lagarto da Pedra Azul, narrativa em que perpassam preocupações ambientais), se desenhou um percurso literário que engloba ainda um poema dramático (Uma estrela viaja sobre a cidade), inicialmente editado para adultos, na década de cinquenta, mas convertido em livro infantil em 2010, por via do aparato paratextual (ilustrações de Elsa Lé (v.) e formato de álbum, entre outros aspectos).

Bibliografia selectiva: A menina Gotinha de Água (1963), Lisboa: Portugália; O cavalo das sete cores e o navio (1977), [Lisboa]: A Opinião; Luisinho e as andorinhas (1977), [Lisboa]: ABLivro; O grande lagarto da Pedra Azul (1986), Lisboa: Caminho; A viagem de Alexandra (1989), Porto: Porto Editora; “A gaivota branca” (2001), in J. A. Gomes (org.), Contos da cidade das pontes, Porto: Ambar, pp. 59-60; Era uma vez (2001), Porto: Campo das Letras; Uma estrela viaja sobre a cidade (2010), Porto: Trinta por Uma Linha.



Do ÍNDICE: 

Abertura 

O CAVALO DAS SETE CORES 

O NAVIO 


Preço: 37,50€; 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Portugal - Angola & Literatura - ‘NOS BRAÇOS DO VENTO’, de Graça Arrimar - Tomar 2000 - RARO;






Portugal - Angola & Literatura - Obra poética em que a autora escreve sobre os seus sentimentos, dividida entre os dois países de continentes diferentes 


‘NOS BRAÇOS DO VENTO’ 
De Graça Arrimar 
Prefácio de Nuno de Figueiredo 
Ilustrações de Manuela Graça 
Capa e execução gráfica de Paulo Delgado 
Edição Razão de Ser 
Tomar 2000 


Livro com 112 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
RARO. 


Da contracapa:
“GRAÇA ARRIMAR, nasceu em Angola em 1955. Fez o percurso académico entre a Escola Pinheiro Chagas, na Chibia, Colégio Paula Frassinetti, (onde escreveu os primeiros poemas), Liceu Diogo Cão e Faculdade de Letras, da Universidade de Luanda, (onde participou em recitais), na cidade do Lubango, concluiu a Licenciatura em História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. 

Fez o curso de Arqueologia, Arte e Restauro, no Instituto Politécnico de Tomar. 

Concluiu a pós-Graduação e encontra-se a preparar a dissertação do mestrado em História Regional e Local, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

É professora da Escola de Santa Iria - Tomar.



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO 
Por Nuno de Figueiredo 

- Memória; - Horizonte; - Sensações; - Mas a terra… ; - Eu; - Sem sentido; - Feitiço 
- Chibia; - Se eu pudesse; - Nos braços do vento; - Meninice; - Paisagem; 
- Viajante do universo; - Herança; - Procuro; - Os mágicos; - A Alma; - Um dia; 
- Dúvidas; - Cânticos; - Guerra; - Solidão; - Momentos; - Raízes; - Eternidade; 
- Chamamento; - Aquele tempo; - Descoberta; - Emoção; - Quem; - Alguém; 
- Corro para lá; - Tua imagem; - Acontece; - Não sei; - Lembrança; 
- Assombramento; - Viagem; - Tu; 

II 
- Flor de esperança; - Um após o outro; - Quero…; - Fantasia; - Melodias; - Voo; 
- Fuga; - Afago; - Medo; - Saudade; - Se o azul…; - Os lábios; - O mar; - Porquê; 
- Poesia é sol ?; - A força da imagem; - Imagino; - Momento; - Letras; - Arte; 
- O peito; - Emoções; - Poeta; - Sinais; - Os dias; - Desejos; - A Alma; - O rosto; 
- O corpo; - Amor; - Sono; - Música; - Mãos; - Tomar; - Tristeza; - Felicidade; 
- Harmonia; - Dia; - O livro; - Acredita; - Madrugada; - Flores; - Silêncios; 
- Os olhos; - Sonhos; - A idade; - Tradição; - Os amores; - Palavras; - A vida; 
- O passado; - Lágrimas; - Pássaro azul; 


Preço:  0,00€; (Indisponível) 

domingo, 21 de dezembro de 2025

Angola & Literatura - ‘A BANDA’, por Esquerdinho - Vila Real 1998 - MUITO RARO;






Angola & Literatura - O autor divide-se entre Portugal e Angola, expressando através dos poemas editados a sua frustração pela trágica descolonização que portugueses e angolanos sofreram, seguido de uma prolongada guerra civil


‘A BANDA’ 
Por Esquerdinho - Manuel António Correia Gonçalves Matos 
Edição do Autor e apoio da UTAD 
Vila Real 1998 


Livro com 66 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. Edição com tiragem de 500 exemplares. 
MUITO RARO.


Da contracapa:
“Ler as linhas que compõe o trabalho do ‘Esquerdinho’ é ter acesso à viagem pela dor que é ser-se concomitantemente habitante de dois países, num sobrevivem as ideias e as imagens de uma vida que na adolescência se sentou, no outro, já adulto, chorando-se a insatisfação do presente procurando ‘um norte’ onde se construíram fantasias de um Mundo bem melhor do que aquele que nos foi dado apreciar ao longo dos anos. 

Este livro não pretende ser um trabalho de carácter literário. Para o que significado desta obra seja captado na sua íntegra é necessário lê-lo como que olha para uma tela. Os ‘poemas’ são desenhos e aguarelas das muitas emoções que abalaram aqueles que, de um momento para o outro, tiveram de reinventar sonhos numa terra que, apesar de nela terem nascido, se lhes tornou estranha. 

‘A BANDA’ é, efectivamente, o reflexo da mente de um sonhador cuja própria história o maguou. O António Gonçalves expressa neste seu desabafo o humanismo e altruísmo que o caracterizam no seu dia-a-dia. Para quem tem a oportunidade de conviver com ele de perto, este livro não surpreende. O seu corpo divaga por terras transmontanas, mas a sua alma, na verdade, anda por terras de Angola. 

Este é um trabalho de interesse particular para quem se dedica a estudar o comportamento e a mente humana. Nele estão claramente expressos os conflitos inerentes ao processo de aculturação. Através da leitura deste trabalho é possível dar início ao estudo de uma ‘etnografia do psiquismo’ daqueles que sofreram, de forma mais grave, as consequências de um processo de descolonização que deixou muito a desejar. Compreender plenamente o que aconteceu no período pós independência de Angola tem que, forçosamente, passar pela leitura das formas que este processo construiu. Para o Gonçalves o meio escolhido para expressar a sua saudade, frustração e ‘desterro’ foi o ‘poema’. Neles espelham-se os sentimentos de impotência de alguém que tem no coração os outros, que gostava de fazer algo por eles, mas não sabe como, excepto dando um berro é que agora se fez livro.“ 
José Jacinto Vasconcelos Raposo 
Prof. Doutor Psicólogo da UTAD 



Do ÍNDICE: 

Abertura 
PREFÁCIO 

POEMAS 

Pequeno Glossário de Calão usado em Angola 


Preço: 27,50€; 

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Moçambique & Literatura - Revista Cultural ‘LICUNGO’, n. 5 - Nov./2016 - Cascais 2016 - Muito Raro;





Moçambique & Literatura - Uma colectânea de contos e poesia de autores diversos editada pelo Círculo dos escritores moçambicanos na diáspora, em Portugal 


Revista Cultural ‘LICUNGO’, n. 5 - De Novembro de 2016. 
Coordenação de Delmar Maia Gonçalves 
Capa de Isabel Carreira 
Ilustrações de São Passos e Isabel Carreira 
Fotografia de Marques Valentim 
Edição do CEMD Edições (Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora) 
Cascais 2016 


Exemplar com 106 páginas, ilustrada e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.



Do ÍNDICE: 

“Breves Anotações sobre a sociedade moçambicana actual”
Por Delmar Maia Gonçalves 
- “Marrabenta (ritmo que faz uma pessoa dançar até rebentar, explodir) 
Álvaro Giesta 
- “O Status Quo da Poesia” 
Álvaro Giesta 
- “Consciência e Utopia da Diáspora” 
Carlos Jorge Pedroso 
- “Uma interpretação do livro ‘FUZILARAM A UTOPIA’ de Delmar Maia Gonçalves 
Vera Novo Fornelos 
- “O Azarado” 
Ascêncio de Freitas 
- “Goa, a Pérola da Índia” 
Ester de Sousa e Sá 
- “Uma crónica (A mãe e o nobre acto de amamentar os filhos)”
João de Deus Rodrigues 
- “O Pianista” (continuação) 
Sibila Aguiar 
- “Remexendo velhos papéis” 
Rejane Machado 

POESIA 
- Carmen Lúcia Hussein 
- Conceição Alves 
- Conceição Oliveira 
- Conceição Rocha 
- Duo Boci 
- Filipa Vera Jardim 
- Gisela Ramos Rosa 
- Jaime Rafael Munguambe Jr 
- Jorge Campos 
- Jorge Viegas 
- Liliana Lima 
- Lobitino Almeida Ngola 
- Lourdes Peliz 
- Manuel Carlos Chionga 
- Maria João Lopes Gaspar de Oliveira 
- Maria Saturnino 
- Milene Barazzetti 
- Sónia Sultuane 
- Teresa Xavier 
- Vera Novo Fornelos 
- Vitor Burity da Silva 
- Zélia Torres 


Preço: 27,50€; 

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Portugal & Cultura - ‘TODOS OS CAVALOS E MAIS SETE’, de Nuno Higino e Álvaro Siza - Lisboa 2015 - RARO;







Portugal & Cultura - A poesia e os desenhos do arquiteto Siza Vieira numa excepcional obra editada 


‘TODOS OS CAVALOS E MAIS SETE’ 
De Nuno Higino (texto) e Álvaro Siza (Desenhos)
Edição NR - Nota de Rodapé Edições 
Lisboa 2015 


Livro de capas duras, com 48 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
RARO.


Da contracapa:
“Com este título da ‘Nota de Rodapé’ inicia a publicação da obra de Nuno Higino para a infância. Os desenhos foram feitos numa noite, em cima de folhas onde estavam escritos os poemas, em casa de Carlos Castanheira, no ano já distante de 2003. Foram publicados inicialmente, e nesse mesmo ano, pela Cenateca, em Março de Canavezes. Trata-se de um volume muito especial por causa, como é óbvio, do ilustrador, Álvaro Siza. Por isso é publicado isoladamente em relação ao resto da poesia para a infância que aparecerá reunida no próximo volume e que incluirá ‘O menino que namorava paisagens e outros poemas’ (2001), ‘Versos Diversos’ (2008), ‘Criança todos os dias’ (2011), ‘Daqui e do mar eu vou-te contar’ (2013) e vários poemas dispersos em outras publicações.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 

Todos os cavalos 
- Definição 
- Quantos cavalos ? 
- É um cavalo o meu baloiço ? 
- Um cavalo e um cão 
- Tristão e alegrete 
- Um cavalo triste 
- O alto do cavalinho 
- Cavalinho de aluguer 
- Era uma vez um cavalinho 
- A minha casa é um cavalo 
- A Sereia e o seu corcel 
- Que ondas ou cavalos 
- Éguas de sol 

E mais sete 
- O cavalo de Guernica 
- Os cavalos da Praça de S. Marcos 
- Os cavalos de Aquiles 
- Pégaso 
- Os cavalos de Siza 
- O que Alberto Caeiro poderia dizer sobre os cavalos de Marini 
- Rocinante 


Preço: 27,50€; 

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Angola & Literatura - ‘SEIS HISTÓRIAS QUIÔCAS’, de José de Almeida Santos - Luanda 1965 - MUITO RARO;





Angola & Literatura - Conjunto de histórias da cultura Quioca, uma das etnias desta antiga província ultramarina portuguesa da África Ocidental 


‘SEIS HISTÓRIAS QUIÔCAS’ (Poemas) 
De José de Almeida Santos 
Ilustrações de José Redinha 
Edição do Instituto de Angola 
Luanda 1965 


Livro com 40 páginas (38 + 2), com ilustrações e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


Preço:  0,00€; (Indisponível) 

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Portugal & Ultramar - ‘BRANCO E PRETO’, de Branca de Portugal - Lisboa 1945 - MUITO RARO;







Portugal & Ultramar - A autora editou uma obra em poesia sobre as duas colónias portuguesas de África, Angola e Moçambique 


‘BRANCO E PRETO’ 
De Branca de Portugal 
(pseudónimo de Maria Leonor Correia de Matos) 
Edição da Autora 
Lisboa 1945 


Livro com 86 páginas, policopiado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito, muito difícil localização. 
MUITO, MUITO RARO. 



Preço:  0,00€; (Indisponível) 

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Portugal & Angola - ‘SACRIFÍCIO VÃO E O SENTIMENTO DA VIDA’, de António Gonçalves Gomes - Vila Real 1988 - Muito Raro;





Portugal & Angola - Nesta obra, o autor, um transmontano que também fez daquela antiga província ultramarina portuguesa na África Ocidental a sua Pátria, recorda o território com amargura pela descolonização trágica a que se seguiu uma guerra civil que o obrigou a regressar à Vila Real à semelhança de muitos milhares de outros portugueses e angolanos 


‘SACRIFÍCIO VÃO E O SENTIMENTO DA VIDA’ 
De António Gonçalves Gomes 
Edição do Autor 
Vila Real 1988 


Livro com 96 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.


Da INTRODUÇÃO: 
“Amigos leitores, tudo o que neste livro foi escrito foi empregue meu carinho e singeleza nascpalavras, são poemas saídos do fundo da alma tentando tocar nos corações desta tão nobre gente Lusitana. Ao falar-vos de África, nos escritos o leitor observa uma certa revolta, Esper que seja compreendida já que na verdade são testemunhos vividos por este vosso compatriota. 
Hoje muitos políticos já se vergam perante a má descolonização da nossa então África Portuguesa. 
Será que os nossos antepassados ao descobrirem novos mundos, não estavam a pensar nos seus irmãos vindouros ? 
Ainda hoje me sinto vítima da então exemplar descolonização, não propriamente pelos bens materiais mas sim morais, tantos factos deixados ao acaso.
Será que um pai exemplar deixa o seu filho ao abandono sem antes lhe dar as coisas certas para a sua independência ?
Sou Transmontano natural de uma aldeia serrana - Galegos - Valnogueiras - a escassos quilómetros de Vila Real. Nesta linda cidade vivo desde a saída forçada de Luanda - Angola.
Peço perdão, por alguma falha que possa ter sido mostrada no meu fraco vocabulário português mas naquele tempo quem vivia para lá da serra só muito tarde ou nunca teria meios para a transpor e chegar junto à vila ou cidade da civilização.


Um POEMA: 
PATRIOTISMO RECUSADO 

Fui para Angola 
E a Pátria defendi 
Por raiva de alguns traidores
Todos os bens, que lá tinha, eu perdi.

Ao defender Angola,
Meus antepassados recordei; 
Por perdermos essa terra
Muitas lágrimas chorei. 

Angola, linda terra,
Foi lá que meus filhos nasceram 
Os traidores destruíram 
Muitos Portugueses morreram. 

Sofreram muitos Portugueses 
E irmãos Angolanos também 
Depois de tanto sofrimento, 
Essa culpa é de quem ? 

Brancos, Pretos e Mestiços 
Bons Portugueses, pois então 
Roubáramo-nos tudo o que tínhamos, 
Afinal quem é o ladrão ? 


Obras do Autor: 
- ‘SACRIFÍCIO VÃO E O SENTIMENTO DA VIDA’ - Vila Real - 1988; 
- ‘OS MILITARES EM ÁFRICA - OS LEOPARDOS’ - Vila Real - 2002; 
- ‘MEMÓRIAS DE UMA ALDEIA QUE FOI VILA / HONRA / COUTO - PANÓIAS’ - 2004; 



Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 

- Ânsia de viver 
- Patriotismo recusado 
- Força de vencer 
- Glória e decadência 
- Irmãos Brasil 
- Mundial do México 86 
- Merece o pão que comes 
- Eu te saúdo minha linda princesa 
- Uma volta a Vila Real 
- Linha do Corgo 
- Em homenagem ao amigo Padre Borges 
- Medicinais paralelas 
- Aos bombeiros de Portugal 
- Aos Escutas 
- Vidas passadas 
- Vinte e cinco de Abril 
- Uma lembrança a alguns altos senhores 
- Funcionários públicos 
- Uma achega não faz mal 
- Trabalho vão 
- Será necessário 
- Talvez um exemplo 
- Meditando 
- Aos reclusos 
- Trabalho e pão 
- Família na Aldeia 
- Estações do ano 
- Água pura 
- Os nossos animais 
- As nossas flores 
- Sonho bom 
- Anjos do mal 
- África de todos 
- A ver, vamos 

QUE MAL FIZEMOS 


Preço: 27,50€; 

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

São Tomé e Príncipe & Poesia - ‘ILHA DE NOME SANTO’, de Francisco José Tenreiro - Coimbra 1942 - Raro;







São Tomé e Príncipe & Poesia - É uma obra poética fundamental, de Francisco Tenreiro, de 1942, rara e importante por ser um dos primeiros marcos da Negritude na literatura africana de língua portuguesa, explorando temas de identidade, mestiçagem e a condição do negro na diáspora, com uma forte ligação a São Tomé e Príncipe, e sendo um texto precursor do pan-africanismo, sendo a edição de Coimbra um marco raríssimo e valioso para colecionadores e estudiosos. 


‘ILHA DE NOME SANTO’ 
De Francisco José Tenreiro 
Edição Portugália (fac-símile) 
Coimbra 1942 


Livro com 56 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


O Autor: 
FRANCISCO JOSÉ DE VASQUES TENREIRO 

Francisco Tenreiro nasceu em 1921, na Roça do Rio do Ouro, Ilha de São Tomé, e faleceu em Lisboa, em 1963. Filho de uma trabalhadora contratada negra da Roça Diogo Vaz, e de um administrador de roça português branco, deixou a sua ilha natal com apenas dois anos, para viver na capital da metrópole, onde foi criado pela sua tia paterna. Só aos 35 anos regressou a São Tomé e Príncipe.

Em Lisboa, e com apenas 21 anos, publicou o volume de poesia Ilha de Nome Santo (1942), incluído na coleção Novo Cancioneiro, editada por um grupo de intelectuais associados ao movimento neorrealista português. O poema inaugural, dedicado à sua mãe, encerra a sua identidade híbrida e diaspórica; no seu conjunto este trabalho distinguiu Tenreiro como uma figura chave da Negritude em Portugal, contribuindo para o seu estatuto de poeta nacional de São Tomé and Príncipe.

Depois de uma passagem pela Faculdade de Ciências, Francisco Tenreiro frequentou o Curso Superior Colonial, na Escola Superior Colonial, entre 1944 e 1948, e durante o seu tempo como estudante teve um papel de relevo na Associação Académica, participando e organizando diversos eventos culturais relacionados com arte africana. Por indicação do seu professor Medeiros-Gouvêa (1900-1972), e já como estudante finalista, iniciou a colaboração com o Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, sob orientação de Orlando Ribeiro (1911-1997). Contribuiu para a Missão de Geografia à Guiné (1947), e foi secretário do XVI Congresso da União Geográfica Internacional, que se realizou em 1949.

Em 1950, Tenreiro foi nomeado 3º oficial interino do Quadro Administrativo do Ministério do Ultramar, onde trabalhou até 1955. Em 1953 publicou, com Mário Pinto de Andrade (1928-1990), Poesia negra de expressão portuguesa, uma antologia de textos de intelectuais africanos que constitui a primeira manifestação da Negritude nas literaturas africanas de língua portuguesa. Foi durante estes anos que Tenreiro teve um papel central nas atividades da Casa dos Estudantes do Império, um lugar/instituição chave na construção da africanidade, do nacionalismo e da resistência, e no centro de estudos africanos que então se criou.

Na qualidade de funcionário do Ministério participou num curso de férias em Cambridge, em 1950, e durante quase um ano, entre 1954 e 1955, e com uma bolsa de estudo do British Council, Tenreiro esteve na London School of Economics and Political Sciences com o propósito de ‘estudar problemas de geografia da colonização’, interagindo com Harrison Church, Dudley Stamp (1898-1966) e Daryll Forde (1902-1973). Aí recolheu material bibliográfico sobre África, escreveu vários textos, fez cursos e participou em conferências, e inclusivamente deu algumas palestras para a BBC.

Em 1955 foi contratado como assistente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, regendo as cadeiras de Etnologia, Geografia Política e Económica, e Geografia Colonial. Por convite de Adriano Moreira (1922-), lecionou, desde 1959, no Instituto Superior de Estudos Ultramarinos (mais tarde Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina), onde foi nomeado Professor Catedrático, em 1962, após prestar provas de doutoramento em Geografia. Regeu a cadeira de Geografia de África.

A sua tese de doutoramento, A Ilha de São Tomé (1961), é um dos trabalhos-chave da Geografia Tropical Portuguesa, constituindo uma investigação minuciosa na tradição monográfica da geografia regional francesa, com forte suporte de investigação histórica e de rica descrição das características geográficas físicas e humanas da ilha. Neste trabalho, fortemente influenciado por Pierre Gourou (1900-1999) e por George Balandier (1920-2016), destacou as relações delicadas e multifacetadas, ao longo do tempo, entre pessoas e natureza.

Tenreiro teve um papel de destaque nos principais programas científicos relacionados com a Geografia tropical, tendo sido adjunto de Orlando Ribeiro no ‘Agrupamento Científico de Preparação de Geógrafos para o Ultramar’ (1958-1973) e na ‘Missão de Geografia Física e Humana do Ultramar’ (1961-1973). Entre 1957 e a sua morte, foi deputado por São Tomé e Príncipe, à Assembleia Nacional (VII e VII legislaturas). Ser deputado valeu-lhe algumas críticas e um afastamento da geração de Cabral, ainda que tenha defendido, em diversas intervenções, a melhoria das condições de vida da população são-tomense. Por altura da sua morte tinha em preparação os estudos Lourenço Marques – Formação e Desenvolvimento de uma cidade, e O Território dos Saloios – Estudo de Geografia Regional.”
João Sarmento 


Obras de Francisco Tenreiro: 
- Ilha de Nome Santo. - Coimbra 1942; 
- Acerca da Casa e do povoamento da Guiné. Lisboa 1950: Junta de Investigações do Ultramar; 
- Poesia negra de expressão portuguesa (com Mário de Pinto Andrade) - 1953; 
- A Ilha de São Tomé. Tese de Doutoramento em Geografia. Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa 1961; 
- ‘The Portuguese Province of São Tomé and Príncipe: Portugal’s plantation isles’. In R. J. Harrison Church, ed., West Africa. A Study of the Environment and of Man's Uses of It, p. 526-531. Longman, Greens and Co. (1961)
- Angola: Problemas de Geografia Humana. Curso de Extensão Universitária – Angola. Ano lectivo 1963-1964, Instituto Superior de Ciências e Política Ultramarina. Lisboa, 1964 pp. 37-60.



Do ÍNDICE: 

ROMANCEIRO 
- Romance do seu Silva Costa 
- Romance de Sam Màrinha 
- Romance de Sinhá Carlota 
- Canção do mestiço 

CICLO DO ÁLCOOL 
1.
2. 
3. 

3 POEMAS SOLTOS 
- Epopeia 
- Exortação 
- Negro de todo o mundo 

CANCIONEIRO 
- Canção de Fiá Malicha 
- Canto de Òbó 
- Sòcòpé 
- O mar 
- Logindo o ladrão 
- Ilha de nome Santo 


Preço: 25,00€; 

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Moçambique - Literatura & História - LOTE DE 31 LIVROS - De Rodrigues Júnior - Lourenço Marques - MUITO RAROS;























Moçambique - Literatura & História - Um lote das obras de Rodrigues Júnior de importância histórica e literária sobre esta antiga província ultramarina portuguesa da África Oriental e de grande raridade 


LOTE DE LIVROS - De Rodrigues Júnior - MUITO RAROS 

1. - ‘MÃE NEGRA’ (Estudos) - (32,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição Atlântida Ediotira S.A.R.L. 
Coimbra 1967 

Livro com 48 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

2. - ‘POETAS DE MOÇAMBIQUE’ - (45,00€) 
(Contribuição para um juízo interpretativo) 
De Rodrigues Júnior 
Edição África Editora 
Lourenço Marques 1965 

Livro com 96 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente.m

3. - ‘CALANGA’ - (37,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Capa de Anselmo Vieira 
Edição da Minerva Central 
Lourenço Marques 1955 

Livro com 284 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

4. - ‘COLONIZAÇÃO’ - (47,50€) 
(Contribuição para o seu estudo em Moçambique) 
De Rodrigues Júnior 
Prefácio de Luiz Forjaz Trigueiros 
Capa de Alfredo da Conceição 
Edição África Editora 
Lourenço Marques 1958 

Livro com 212 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

5. - ‘O HOMEM NEGRO - Das regiões ao Sul do Save’ - (47,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Foto da capa de Matias de Sousa 
Edição Atlântida Editora S.A.R.L. 
Coimbra 1969 

Livro com 92 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

6. - ‘ENCONTROS’ - (47,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição Atlântida Editora S.A.R.L. 
Lourenço Marques 1966 

Livro com 176 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

7. - ‘O NEGRO DE MOÇAMBIQUE’ - (Estudo) - (47,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Capa de Carlos Alberto Vieira 
Edição África Editora 
Lourenço Marques 1955 

Livro com 76 páginas, capa com sinais de uso e miolo em bom estado de conservação. 

8. - ‘NEGROS E BRANCOS’ - (37,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Capa de Alfredo da Conceição 
Edição do Autor 
Lourenço Marques 1958 

Livro com 198 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

9. - ‘DO HOMEM NEGRO’ - (52,50€) 
Da sua vida e da sua Arte 
De Rodrigues Júnior 
Capa de Carlos Alberto 
Edição PAX Editora 
Braga 1974 

Livro com 184 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

10. - ‘OMAR ÁLI’ - (27,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição Literal 
Lisboa 1977 

Livro com 182 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

11. - ‘CABORA BASSA’ - (42,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Capa de Carlos Alberto 
Edição PAX Editora 
Braga 1973 

Livro com 152 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

12. - ‘ERA O TERCEIRO DIA DE VENTO SUL’ - (32,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição Agência-Geral do Ultramar 
Lisboa 1968 

Livro com 172 páginas e em muito bom estado de conservação. 

13. - ‘QUANDO SE PENSA NOS QUE LUTAM’ - (47,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição da Agência-Geral do Ultramar 
Lisboa 1970 

Livro com 148 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

14. - ‘MOÇAMBIQUE - TERRA DE PORTUGAL’ - (52,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição Agência Geral do Ultramar 
Lisboa 1965 

Livro com 288 páginas e em muito bom estado de conservação. 

15. - ‘ANGOLA - TERRA DE PORTUGAL’ - (72,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição África Editora 
Lourenço Marques 1964 

Livro com 352 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

16. - ‘TRANSPORTES DE MOÇAMBIQUE’ - (37,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição Editorial do Ultramar 
Lisboa 1956 

Livro com 256 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

17. - ‘OS INDÍGENAS DE MOÇAMBIQUE’ - (52,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição PAX Editora 
Braga 1971 

Livro com 214 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

18. - ‘PARA UMA CULTURA MOÇAMBICANA’ - (45,00€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição do Autor 
Lisboa 1951 

Livro com 436 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

19. - ‘CAMINHOS DO COLONATO DO LIMPOPO’ - (77,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição ‘DIÁRIO’ 
Lourenço Marques 1965 

Livro com 88 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

20. - ‘PARA UMA CULTURA AFRICANA DE EXPRESSÃO PORTUGUESA’ - (62,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição PAX Editora 
Braga 1978 

Livro com 310 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

21. - ‘ALGUNS POETAS DE MOÇAMBIQUE’ - (47,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição PAX Editora 
Braga 1972 

Livro com 50 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

22. - ‘MUENDE’ - (47,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição África Editora 
Lourenço Marques 1960 

Livro com 294 páginas e em muito bom estado de conservação. 

23. - ‘TERRA MOÇAMBICANA’ - (67,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição do Autor 
Lourenço Marques 1946 

Livro com 184 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

24. - ‘ALGUNS ASPECTOS CULTURAIS DO TURISMO EM MOÇAMBIQUE’ - (47,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição Atlântida Editora 
Coimbra 1961 

Livro com 100 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

25. - ‘Á PROCURA DE OUTRAS TERRAS E DE OUTRAS GENTES’ - (77,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição Notícias 
Lourenço Marques 1947 

Livro com 110 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

26. - ‘AGUARELAS’ - (47,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição Ultramar Editora 
Lisboa 1957 

Livro com 96/páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

27. - ‘CONSIDERAÇÕES’ - (37,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição do Autor 
Lisboa 1954 

Livro com 105 páginas e em muito bom estado de conservação. 

28. - ‘TERRA, HOMENS E IDEIAS’ - (37,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição do Autor 
Lisboa 1957/

Livro com 92 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

29. - ‘VIAGEM À HOLANDA’ - (37,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição do Autor 
Lourenço Marques 1954 

Livro com 146 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

30. - ‘TERRA NOSSA DA COSTA DO MALABAR’ - (72,50€) 
De Rodrigues Júnior 
Edição África Editora 
Lourenço Marques 1961 

Livro com 274 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 

31. - ‘LITERATURA ULTRAMARINA’ - (67,50€) 
(O escritor, o Homem e o meio) 
De Rodrigues Júnior 
Edição África Editora 
Lourenço Marques 1962 

Livro com 110 páginas e em muito bom estado de conservação. 





O AUTOR 
“JOSÉ RODRIGUES JÚNIOR 
José Rodrigues Júnior (Socorro, Lisboa, 26 de outubro de 1902 - 16 de novembro de 1990 (88 anos)) foi um escritor e jornalista português que se dedicou durante 57 anos ao estudo dos problemas de Moçambique, realizando viagens de inquérito económico e social através de todo território moçambicano. A sua obra embora considerada controversa, é caracterizada por um espírito ideologicamente independente, e inclui mais de 50 publicações, entre ensaios, estudos, romances e reportagens.

BIOGRAFIA 
José Rodrigues Júnior, descendente de gente oriunda da Ilha da Madeira, nasceu acidentalmente em Lisboa, a 26 de outubro de 1902. Em 1919 embarcava, como colono, para Moçambique, onde desde então viveu até 19 de outubro de 1976.
Foi membro da Secção de Letras da Sociedade de Estudos de Moçambique, presidente do Centro Cultural dos Novos, chefe da redação de ‘O Emancipador’, de ‘O Jornal’ e do Notícias’, de Lourenço Marques, e redator-principal e proprietário da revista de arte e crítica ‘Miragem’. Colaborou na revista ‘Seara Nova’, de que foi correspondente em Nampula, assim como também na revista portuense ‘Civilização’, e representou, durante muitos anos, em Lourenço Marques, o ‘Diário de Luanda’. 
Como delegado do ‘Jornal Notícias’, em 1953, foi convidado da K.L.M., na viagem inaugural dos aviões Super-Constellation, nas carreiras Amesterdão-Joanesburgo, escrevendo então o livro ‘Viagem à Holanda’. Da mesma forma, em 1955, ao serviço do mesmo jornal, fez-se representar na viagem inaugural dos Super-Constellation, nas carreiras Lisboa-Lourenço Marques, da TAP, de que veio a publicar o volume ‘Aguarelas’. No ano de 1960, em representação do jornal ‘Diário’, foi a Goa, Damão e Diu, editando o livro ‘Terra Nossa na Costa do Malabar’. Em 1962, a convite do governo da República Federal Alemã e também ao serviço do jornal ‘Diário’, foi à Alemanha Ocidental, publicando o livro ‘Caminhos da Alemanha Ocidental’. Em 1963, também pelo mesmo jornal, foi a Angola integrado na comitiva de jornalistas que acompanhou o Presidente da República Portuguesa, dando ao público o volume ‘Angola - Terra de Portugal’. Da mesma forma o fez, na viagem presidencial a Moçambique, de que escreveu o livro ‘Moçambique - Terra de Portugal’. Em outubro de 1965, indicado pelo ministro do Ultramar, representou Moçambique no 1º Encontro de Escritores Portugueses, na cidade do Porto, editando o volume de crónicas e ensaios ‘Encontros’. 
Na opinião da critica metropolitana da altura, ‘os seus estudos sobre Moçambique são, a par de notáveis obras literárias, trabalhos de sociólogo, de colonialista, de moralista e, até, de economista – e muitas das melhores páginas da nossa novelística e da nossa reportagem, destes últimos 30 anos, por exemplo, saíram das suas infatigáveis mãos’. 
Da sua obra destacam-se as publicações dos livros, ‘O Homem Negro das Regiões do Sul do Save’, ‘Os Indígenas de Moçambique’, ‘Do Homem Negro – da Sua Vida e da sua Arte’, ‘Para Uma Cultura Africana de Expressão Portuguesa’, ‘A Aventura do Mato e a Colonização Dirigida’, ‘O Negro de Moçambique’, ‘Africa - Terra de Promissão’ (Prémio Literatura Ultramarina), ‘Meque o Pescador Negro’ (1º Prémio de Jornalismo), ‘Terra Nossa da Costa de Malabar’ (Prémio Nacional Afonso de Bragança), ‘Ruy de Noronha – Poeta de Moçambique’, os romances/obras de ficção, ‘Sehura’, ‘O Branco da Motase’, ‘Calanga’, ‘Muende’ (Prémio Nacional Fernão Mendes Pinto), ‘Era o Terceiro dia de Vento Sul’ (Prémio Ricardo Malheiros da Academia de Ciências de Lisboa) e ‘Omar Ali’. 
José Rodrigues Júnior, foi ainda distinguido pelo Prémio Afonso de Bragança, de jornalismo, entregue no Palácio Foz em 1962. Pelo conjunto da sua obra literária, foi distinguido com o Grau de Oficial da Ordem do Infante Dom Henrique e com a Cruz de Cavaleiro da Soberana Ordem dos Cavaleiros de Colombo, pelo seu livro Caminhos da Alemanha Ocidental, em 1963.
A sua obra projetou-se para além-fronteiras de Portugal. Vários autores citam com relevo o seu trabalho como escritor, nas suas publicações, nomeadamente ‘O ensaio Mozambique - Pueblo Nuevo’, de Dom Francisco Elias Tejada, catedrático da universidade de Sevilha; o estudo ‘Portuguese Africa’, de James Duffy, catedrático da universidade de Harvard, de Cambridge, Massachusetts; o estudo crítico e histórico ‘African Literature in the Portuguese Language’, do prof. Dr. Gerald M. Moser, da Pennsylvania University e o ensaio ‘Estudios de Derecho Bantu’, do prof Dr. José F. Lorca Navarrete, da Universidade de Córdova.
Após regresso a Portugal, em 1976, repartiu a sua morada, por Cabeço de Bustos (distrito de Aveiro), Benfica e Queluz de Baixo (distrito de Lisboa), profundamente desiludido e amargurado com um mundo hipócrita que não conseguiu entender e afastando-se dos homens, deixou-se aproximar e aconchegar no Mundo da Fé de Cristo, como católico que passou a acreditar ser em determinada fase da sua vida.
José Rodrigues Júnior, faleceu em 16 de novembro de 1990, exilado da terra que tanto sentiu e amou durante 57 anos da sua vida – Moçambique. 

OBRAS EDITADAS 
ENSAIOS 
- A Paz e a Vida (1937)
- ‘Homem, Trabalho e Salário’ (1937)
- ‘Para Uma Cultura Moçambicana’ (1951)
- ‘Afirmação de Presença’ (1952)
- ‘Literatura Colonial’ (1953)
- ‘Considerações’ (1954)
- ‘Terra, Homens e Ideias’ (1957)
- ‘Literatura Ultramarina (O escritor, o Homem e o meio)’ (1962)
- ‘Depoimento’ (1964)
- ‘Poetas de Moçambique’ (1965)
- ‘Encontros’ (1966)
- ‘Mãe Negra’ (1967)
- ‘O Homem Negro das Regiões ao Sul do Save (contribuição para um juízo interpretativo do problema da sua promoção social)’ (1969)
- ‘Os indígenas de Moçambique’ (1971)
- ‘Alguns Poetas de Moçambique’ (1972)
- ‘Do Homem Negro – da sua Vida e da Sua Arte’ (1974)
- ‘Para Uma Cultura Africana de Expressão Portuguesa’ (1977)
- ‘Ruy de Noronha – Poeta de Moçambique’ (1980) 

ESTUDOS DE ASSUNTOS ULTRAMARINOS 
- ‘Caminhos de Ferro de Moçambique’ (1938)
- ‘Sobre indígenas e Missões’ (1940)
- ‘Aventura do Mato e Colonização Dirigida’ (1945)
- ‘O Negro de Moçambique’ (1955)
- ‘Transportes de Moçambique’ (1956)
- ‘Colonização (Contribuição para o seu estudo em Moçambique)’ (1959)
- ‘Alguns Aspectos Culturais do Turismo em Moçambique)’ (1961) 

REPORTAGENS - INQUÉRITO 
- Problemas de Moçambique (1942)
- ‘Diário de Viagem (8.000 kms em Moçambique)’ (1943)
- ‘Actividades e Problemas do Niassa e de Manica e Sofala’ (1944)
- ‘A Voz dos Colonos de Moçambique’ (1945)
- ‘Terra Moçambicana’ (1945)
- ‘À Procura de Outras Terras e Outras Gentes’ (1947)
- ‘África – Terra de Promissão’ (1949)
- ‘Meque – O Pescador Negro’ (1950)
- ‘Por Terras de Monomotapa’ (1951)
- ‘Viagem à Holanda’ (1954)
- ‘Aguarelas’ (1956)
- ‘Negros e Brancos’ (1958)
- ‘Terra Nossa na Costa do Malabar’ (1961)
- ‘Caminhos da Alemanha Ocidental’ (1963)
- ‘Angola Terra de Portugal’ (1964)
- ‘Moçambique Terra de Portugal’ (1965)
- ‘Caminhos do Colonato do Limpopo’ (1965)
- ‘Quando se Pensa nos Que Lutam’ (1970)
- ‘Cabota-Bassa’ (1973)
- A Alma da Nossa Rua’ (1974) 

ROMANCES 
- Sehura (1944)
- ‘O Branco da Motase’ (1952)
- ‘Calanga’ (1965)
- ‘Muende’ (1960)
- ‘Era o Terceiro Dia de Vento Sul’ (1968)
- ‘Omar Ali’ (1ª Edição em 1975 e 2ª Edição em 1977) 

PRÉMIOS 
Alguns destes trabalhos foram galardoados com diplomas, prémios nacionais e internacionais.
- Diploma de Honra do Núcleo de Arte (1945)
- Diploma de Honra do Concurso de Literatura Ultramarina (1945)
- Prémio de Literatura Ultramarina (1949)
- 1º Prémio de Jornalismo (1950)
- Diploma de Honra do Concurso de Literatura Ultramarina (1951)
- Prémio Fernando Mendes Pinto, Nacional, de Literatura Ultramarina (1960)
- Prémio Afonso de Bragança, Nacional, de Jornalismo (1962)
- Grau de Oficial da Ordem do Infante Dom Henrique, pelo conjunto da sua obra literária (1964)
- Cruz de Cavaleiro da Soberana Ordem dos Cavaleiros de Colombo, distinção Internacional, pelo seu livro ‘Caminhos da Alemanha Ocidental’ (1965)
- Prémio Ricardo Malheiros da Academia de Ciências de Lisboa, da classe Letras (1969)



Preço: Valores indicados em cada um dos títulos 
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