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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Portugal - Estado Novo & História - ‘O Essencial sobre A PIDE’, de Irene Flunser Pimentel - Lisboa 2023 - Raro;





Portugal - Estado Novo & História - O historial e análise das polícias políticas da ditadura militar de 28 de Maio de 1926 ao derrube do regime a 25 de Abril de 1974, passando pelas diversas fases que culminou com a transformação da PIDE em DGS por Marcelo Caetano na designada ‘primavera marcelista’ após a sua designação como chefe do governo na sequência da morte de António de Oliveira Salazar 


‘O Essencial sobre A PIDE’ 
De Irene Flunser Pimentel 
Edição da Imprensa Nacional 
Lisboa 2023 


Livro com 142 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


Da contracapa: 
“ ‘O Essencial sobre A PIDE’ - Irene Flunser Pimentel 

A PVDE/PIDE/DGS ajudou 
o regime a manter-se, assim como 
outros dos seus grandes pilares, 
a Igreja Católica e sobretudo as 
Forças Armadas, que asseguraram 
a continuidade do regime, em 1958, 
durante o ‘terramoto delgadista’ 
e em todo o período da guerra colonial. 
Mas que a polícia política era essa, 
quais os seus fundamentos, 
práticas e ramificações ?“ 



Do ÍNDICE: 

PRÓLOGO: A tomada da sede da PIDE/DGS 
- Os tiros para o ‘ar’ e a rendição da DGS 

1. - AS POLÍCIAS POLÍTICAS DA DITADURA MILITAR, 1962 - 1932 
- Dois grupos no seio da Ditadura Nacional 

2. - A CHEGADA DE SALAZAR AO PODER E A POLÍCIA DE VIGILÂNCIA E DE DEFESA DO ESTADO (PVDE), 1933 - 1945 
- Crimes de ‘rebelião’ e a criação da Polícia de Defesa Política e Social (PDPS) 
- A Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE) 
- Os alvos e métodos da PVDE 
- Uma PVDE à semelhança das polícias políticas fascista e nazi ? 
- Polícia política na Itália fascista e a PVDE 
- As polícias nazis e a PVDE 
- Polícias na Espanha de Franco 
- A PVDE durante a II Guerra Mundial e o PCP 
- Os presos da PVDE, até 1945 

3. - A POLÍCIA INTERNACIONAL DE DEFESA DO ESTADO (PIDE), 1945 - 1969 
- As primeiras duas fases da vida da PIDE, 1945 - 1960 
- A ‘internacionalização’ da PIDE 
- Homero de Matos substitui Neves Graça, na direcção da PIDE, 1960 - 1962 
- A terceira fase da vida da PIDE e a remodelação da Direcção, 1962 - 1969 
- A PIDE e as empresas 
- Os alvos da PIDE. Para que serviam as prisões ? 
- Uma polícia eficaz ? Os métodos da PIDE: informadores e tortura 
- A rede de informadores 
- A violência e a tortura nos interrogatórios 
- Objectivos de tortura e como nasce um torcionário 
- Modalidades de tortura: espancamentos, ‘estátua’ e ‘sono’ 
- O exemplo da CIA 
- O isolamento 
- Mulheres torturadas 
- Torturas com conotações sexuais e os terríveis anos de 1965 - 1966 

4. - A DGS, DURANTE O MARCELISMO 
- A quarta fase da vida da PIDE/DGS: recrudescimento das torturas 
- Marcello Caetano e a DGS: uma organização de ‘Intelligence’ ? 
- A reorganização da DGS, em 1972 

5. - O FIM DA DGS 
- O destino do director e de outros directores de serviços da DGS 
- O que aconteceu nas colónias ainda em guerra ? 
- Criação da Comissão de Extinção da PIDE/DGS 
- A Lei n. 8/75 de criminalização dos elementos da PIDE/DGS 
- O 25 de Novembro de 1975 e a aprovação da Constituição de 1976 
- Houve um processo de justiça de transição em Portugal ? O caso da PIDE/DGS 

NOTAS FINAIS: para que serviu a polícia política em Portugal ? 

Fontes 
Bibliografia 


Preço: 25,00€; 

sábado, 11 de julho de 2026

Portugal & Guerra do Ultramar - ‘ADEUS, ATÉ AO MEU REGRESSO !’ - AAVV - Constância 2026;









Portugal & Guerra do Ultramar - Uma obra de profundidade que relata como foi o conflito que o país enfrentou nas suas antigas províncias ultramarinas de África (Angola, Guiné e Moçambique) e descreve as vidas dos militares oriundos do concelho de Constância na defesa da Pátria pelos seus testemunhos das suas vivências, num livro de grande cuidado organizativo, nas suas temáticas, é um excepcional arranjo gráfico, que torna o trabalho merecedor de um plano cimeiro no género e de consulta obrigatória. 


‘ADEUS, ATÉ AO MEU REGRESSO !’ 
Memórias da Guerra Colonial de Ex-combatentes 
do Conselho de Constância 
AAVV - Coordenação de Anabela Cardoso 
Texto de Miguel Luís 
Prefácio de Luís Albuquerque 
Fotografias de ex-combatentes e familiares 
Edição da Câmara Municipal de Constância 
Constância 2026 


Livro de capas duras, com 256 páginas, profusamente ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 


Da contracapa:
“A História da Guerra Colonial, das suas evoluções políticas e militares, já foi feita por diversos autores. O contributo que lhe pudéssemos dar seria pouco mais do que confirmar tendências verificadas já noutros meios.
O nosso objeto de estudo é a população do concelho de Constância. A nossa investigação recai sobre os impactos físicos, psicológicos, sociais, entre outros, da Guerra Colonial, nos nossos ex-combatentes, seus familiares e amigos. Os quotidianos, os sentimentos envolvidos, em que a História militar e política são um plano de fundo.“ 


LISTA DOS PARTICIPANTES - Fontes Orais 
Acacio Gaspar Caldelas (Tancos) - Adelino Alberto Careca (Angola) - Albino Maria de Moura Marques (Angola) - Alexandre António Alves Félix (Angola) - Alice de Fátima Cabral Pissarra (Angola) - António Carlos Reis Ferreira (Moçambique) - António da Rocha do Vale Quaresma (Portugal) - António Fernando Heitor Morais (Angola, Moçambique e Guiné) - Arnaldo Francisco Corda Caxias (Índia e Angola) - Arsénio Gaspar Caldelas (Guiné) - Augusto Afonso Pissarra (Angola e Moçambique) - Augusto Alexandre (Índia) - Augusto Fernando Mendes Guterres (Moçambique) - Carlos Damaso Filipe - Cipriano Morgado Arsénio (Tancos) - Eduardo Manuel da Cruz Conceição (Moçambique e Guiné) - Fernando Alberto Saraiva Gonçalves - Fernando Manuel Alves Morgado da Silva (Guiné) - Fernando Manuel Lopes Boiada (Timor) - Fernando Sombreireiro Varela (Guiné) - Florinda Lopes Boiada - Florinda Mendes Rafael Gaspar - Francisco Maria Morgado (Angola) - Francisco Morgado Calisto Arsénio (Abrantes) - Hermínio José Varela (Angola) - Isidro Maria Carreteiro (Angola e Guiné) - Jacinto Alfaiate Dinis (Angola) - João Adriano Boiada Picão (Guiné) - João António Pires Lopes (Guiné) - João Fernando Barroso Amante (Angola) - João Luísa dos Santos (Moçambique) - João Maria Morgado Arsénio (Angola) - Joaquim dos Mártires Lopes dos Santos de Jesus (Moçambique e Angola) - Joaquim dos Santos Baptista (Moçambique) - José António da Piedade Joaquim (Guiné) - José António Dias Pereira (Moçambique) - José Carlos Morais dos Santos (Moçambique) - José da Silva Marques (Angola) - José Dias Fernandes Rodrigues (Guiné) - José Farinha Francisco (Guiné) - José Gaspar Louro (Moçambique) - José Gaspar Rodrigues (Guiné) - José Inácio Manique (Moçambique) - José Manuel Baião de Oliveira (Moçambique) - José Maria Gaspar da Silva - José Nunes Carlos (Moçambique) - Manuel Agostinho da Cunha Cachucho (Angola) - Manuel António Godinho Sofio (Angola e Guiné) - Manuel de Matos Palácio (Moçambique) - Manuel de Oliveira Alberto (Moçambique) - Manuel João de Moura Ramos Inácio (Moçambique) - Manuel João dos Santos Lopes (Angola) - Março António Correia de Morais e Jurado (Guiné) - Margarida Isabel Pereira Gaspar - Maria Cesaltina Gomes Pereira Dias Ferreira - Maria da Conceição Abreu da Silva Rafael - Maria da Conceição Dias Pereira Bento - Maria Irene Freire Ramos - Maria Isabel dos Santos Baptista - Maria Isabel Gaspar Caldelas - Maria José Moleiro Correia Morais de Jesus - Maria Luísa Brás Gonçalves Lopes- Maria da Saudade Moura Inácio Laranjo - Mário Gabriel Dias Pereira - Mário Rodrigues Pereira (Guiné) - Norberto Dias Pereira (Moçambique) - Óscar Fernando Gaspar (Moçambique) - Otilia de Oliveira Calado Varino - Reinaldo Silvério - Rui Jofre Soares Dias Ferreira (Angola) - Veríssimo Gomes de Matos (Moçambique) - Vitor Manuel de Campos (Guiné) - Zulmira de Jesus Correia Caldelas. 



Do ÍNDICE: 

Nota de Abertura 
PREFÁCIO 
- Por Coronel Luís Paulo Correia Sodré de Albuquerque 

I. - INTRODUÇÃO 
1. - A escolha de um tema 
2. - Entrevistadores e entrevistados 
3. - Resultados: a exposição, o filme e o livro 

II. - CONTEXTO HISTÓRICO 
1. - Portugal ‘contra’ o futuro: o processo internacional de descolonização 
2. - Evolução política e militar duma guerra em três frentes 
A guerra em Angola 
A guerra na Guiné 
A guerra em Moçambique 

III. - MEMÓRIAS DE EX-COMBATENTES DO CONCELHO DE CONSTÂNCIA 
1. - A geração dos jovens mobilizados 
2. - Antes da guerra: da Inspecção à mobilização 
3. - Para a guerra: a mobilização e o embarque 
4. - Fazer a guerra e sobreviver-lhe 
- A contraguerrilha 
- Acção psicológica 
- Impreparação e inexperiência 
5. - A vida no mato 
- Alimentação 
- Doenças e ferimentos 
- Momentos de lazer 
6. - Os mortos na guerra 
7. - As mulheres e a guerra 
- Mães, irmãs, esposas e namoradas 
- As ‘outras’ mulheres 
8. - Regressar a casa 
- O 25 de Abril 
- A reflexão sobre a Guerra Colonial 
- Os impactos de dois anos de serviço 

IV. - ÁLBUM DE MEMÓRIAS 
Portugal 
Angola 
Guiné 
Moçambique 
Índia Portuguesa 
Timor-Leste 

V. - CONCLUSÃO 

Lista de Fontes Orais 
- Agradecimentos 
- Fontes orais 

Referências 
- Fontes primárias: 
Legislação 
Periódicos 
Fontes editadas 
Fontes arquivísticas 
Outras 
- Bibliografia 


Preço: 62,50€; 

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Portugal - Zaire & Descolonização - ‘CAETANO, SPÍNOLA E MOBUTU (1968-1974)’, de Rui Bonita Velez - Lisboa 2017 - MUITO RARO;






Portugal - Zaire & Descolonização - As relações políticas e diplomáticas entre os dois países, desde a parte final do regime do Estado Novo, a guerra em Angola com o apoio de Mobutu à guerrilha da UPA/FNLA de Holden Roberto, a presença portuguesa no país e na descolonização o encontro do então presidente da república portuguesa, General António de Spínola na ilha do Sal com o Presidente zairense 


‘CAETANO, SPÍNOLA E MOBUTU’ 
As Relações Bilaterais entre Portugal e o Zaire (1968 a 1974) 
De Rui Bonita Velez 
Prefácio de Luís Nuno Rodrigues 
Edição Fronteira do Caos Editores 
Porto 2017 


Livro com 386 páginas (XVI + 370) e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Da CONTRACAPA: 
“Este livro tem por objectivo principal o estudo das relações bilaterais entre Portugal e o Zaire, no período compreendido entre 1968 e 1974.
Está sustentado num estudo comparativo entre o regime de Marcello Caetano e aquele que, liderado por António de Spínola, assumiu os destinos de Portugal após o 25 de Abril de 1974. O propósito fixou-se na identificação de continuidades ou rupturas entre as linhas de acção política adoptadas relativamente ao Zaire, na perspectiva de solucionar os principais impasses políticos de ambos os regimes. Tal situação marcou o relacionamento dos actores em causa, o Zaire e Portugal.
Um dos aspectos inovadores deste trabalho consiste na defesa de que, apesar de conseguirmos identificar alguns elementos de confluência durante este período, Portugal relacionou-se com o Zaire estabelecendo relações oscilantes e evolutivas sem um padrão comum de actuação política entre os dois regimes que marcaram este período da História Contemporânea Portuguesa.
Para um entendimento perfeito da problemática em análise, esta é enquadrada pelo estudo das orientações da política ultramarina portuguesa e na forma como se traduziram na defesa dos interesses nacionais estabelecidos, permitindo avaliar a importância do Zaire na resolução da questão angolana. Por outro lado, no contexto da política externa e africana de Mobutu, analisámos a evolução do seu posicionamento político relativamente a Portugal no sentido de influenciar a questão de Angola em seu próprio benefício.” 


O Autor: 
“RUI MANUEL PROENÇA BONITA VELEZ nasceu a 24 de Março de 1970, em Lisboa. É Oficial do Exército, da Arma de Infantaria, Licenciado em Ciências Militares pela Academia Militar, Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Doutor em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE-IUL. É autor do livro "Salazar Tchombé, O Envolvimento de Portugal na Questão do Catanga (1961 a 1967)".
Cumpriu uma missão de serviço no Kosovo, como Oficial de Ligação do 2. BI/BLI ao Quartel-General da KFOR, entre Janeiro e Setembro de 2005.
Actualmente pertence ao Corpo Docente da Academia Militar, onde lecciona Teoria Geral da Estratégia e Geografia Militar. É ainda Coordenador Científico do Mestrado Integrado em Ciências Militares, especialidade de Infantaria e Cavalaria, e investigador no CEHCP do ISCTE-IUL.
. 
Nota: O Coronel Rui Velez encontra-se actualmente na situação de Reserva.”  


Preço: 77,50€; 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Portugal & História - ‘ANGOLA & MOÇAMBIQUE - Rumo e Tesouro de Portugal’, de Mota de Vasconcelos - Lisboa 1963 - MUITO RARO;





Portugal & História - Exemplar histórico sobre o fomento e o povoamento de Além-mar, nas colónias de Angola e Moçambique, além das actividades nas ilhas da Madeira, S. Miguel e Terceira 


‘ANGOLA & MOÇAMBIQUE - Rumo e Tesouro de Portugal’ 
De Mota de Vasconcelos 
Edição 
Lisboa 1963 

Livro com 516 páginas (336 + 180), ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização.
MUITO RARO. 


Preço: 97,50€; 

Portugal & Oposição Estudantil - ‘SETEMBRO VERMELHO’, de Cândido Ferreira - Coimbra 2012 - RARO;






Portugal - Oposição Estudantil - A crise estudantil de 1969 na Universidade de Coimbra que o autor vivei intensivamente é o cenário desta sua obra onde a realidade se mistura com a ficção, fazendo história dos acontecimentos 


‘SETEMBRO VERMELHO’ 
De Cândido Ferreira 
Edição Minerva Coimbra 
Coimbra 2012 


Livro com 288 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização.m
RARO. 


Da contracapa:
“No romance ‘O Senhor Comendador - Retratos de um Portugal de Abril’,  Cândido Ferreira é o raro exemplo de alguém que… um dia pensou que ‘também sou capaz de escrever um livro’…e é capaz de levar a bom termo a duríssima tarefa de completar quatrocentas páginas, que realmente apetece ir lendo. 
Livro bem humorado, por vezes cativante… e até bastante bem escrito… retrato fiel e verdadeiro do povo português, no melhor e no pior.” 
Humberto de Brito, in Revista ‘Os Meus Livros’ 
Classificação: Quatro Estrelas (em cinco) 

“A prosa levemente corrida e esguia de Cândido Ferreira recorda a escrita de Carlos Oliveira. No seu romance ‘A Paixão do Padre Hilário’… o ambiente rural, o ritmo dos dias, ou o conformado confronto entre o sagrado e o profano, são os marcos que moldam uma história de histórias.“ 
JEQ, in Suplemento Literário da Revista ‘O Semanário’
Classificação: Quatro estrelas (em cinco) 


O Autor:
“CÂNDIDO FERREIRA é casado, vive integrado numa larga família e é médico nefrologista na cidade de Leiria. Nascido em 1949, em Febres - Cantanhede, onde frequentou a Escola Primária, cumpriu a restante formação académica no Liceu de D. João III e na Faculdade de Medicina de Coimbra, até 1973. Foi bolseiro da Gulbenkian, trabalhador-estudante e atleta da AAC, tendo conquistado diversos títulos.
Em 1976, dirigiu o Hospital de Pombal, onde deixou reconhecida obra. Entre 1978 e 1982, foi Assistente de Nefrologia e frequentou um estágio em Lyon, na área das transplantações renais. Regressado aos Hospitais da Universidade de Coimbra, integrou a equipa do Prof. Linhares Furtado, tendo organizado a consulta de transplantação e a primeira colheita de órgãos e colaborado na primeira transplantação renal com rins de cadáver, em Portugal. Em 1982, enveredou pela diálise privada a partir de Leiria, tendo construído empresas e Clínicas consideradas modelares e sido responsável por uma vasta consulta de especialidade e por um milhão de tratamentos de hemodiálise.
Democrata e humanista, viveu a crise académica de 1969 e integrou o Executivo Distrital do MDP-CDE de Coimbra, antes do 25 de Abril, tendo chegado a ser detido por atividades contra a ditadura. Já não pertence a nenhum Partido, mas da sua incursão pela política ressalta, em 1975, ter declinado integrar a lista para a Assembleia Constituinte, pelo PS. Tendo exercido as funções de Presidente da Federação Distrital de Leiria daquele Partido, entre 1991 e 1995, recusaria também a carreira de Deputado à Assembleia da República.
Para além de uma vasta produção técnica e científica, alguma em colaboração com os mais reputados centros e publicações internacionais, foi responsável por largas centenas de artigos de opinião, acolhidos em múltiplos jornais, revistas e estações de rádio, tendo ainda efetuado inúmeras intervenções públicas, incluindo na TV.
É autor dos romances ‘O Senhor Comendador’, ‘A Paixão do Padre Hilário’ e ‘Setembro Vermelho’ e de três livros de crónicas - ‘Os Burros’, ‘Esmeralda’ -  ‘Sim!... e ‘Pelas Crianças de Portugal’; foi também porta-voz de um movimento na blogosfera, criado em torno do ‘Caso Esmeralda’. Tendo sempre merecido excelentes classificações por parte da crítica especializada, foi ainda largamente distinguido na Enciclopédia de Artistas Médicos e na Antologia de Ficionistas da Gândara.
Ligado ao colecionismo, anima a criação de um ‘Museu das Coleções’ em parceria com a Câmara Municipal de Cantanhede, a partir da doação de setecentas mil peças que reuniu, estudou e catalogou, e que se encontram dispersas por uma centena de temáticas, sendo algumas populares e outras ligadas à Bibliografia, ao Dinheiro, à História Postal, à Arqueologia e a diversas Artes Decorativas, como as coleções de pintura portuguesa e de artesanato, esta recolhida em todo o mundo.
Mantém cooperação regular com os países de expressão portuguesa. Em 2007 adquiriu uma propriedade no Alentejo, onde se esforça por instalar e desenvolver atividades ligadas à agricultura, à pecuária e à hotelaria, preparando assim um regresso à natureza e aos valores da vida tradicional.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
Explicação necessária 

Capítulo I 
Capítulo II 
Capítulo III 
Capítulo IV 
Capítulo V 
Capítulo VI 
Capítulo VII 
Capítulo VIII 
Capítulo IX 
Capítulo X 
Capítulo XI 
Capítulo XII 
Capítulo XIII 
Capítulo XIV 
Capítulo XV 
Capítulo XVI 
Capítulo XVII 
Capítulo XVIII 

EPÍLOGO 


Preço: 32,50€; 

domingo, 28 de junho de 2026

Portugal - Oposição & História - ‘A.R.A. - Acção Revolucionária Armada - A História Secreta’, de Raimundo Narciso - Lisboa 2000 - Muito Raro;







Portugal - Oposição & História - 


‘A.R.A. - Acção Revolucionária Armada’
A História Secreta do Braço Armado do PCP 
De Raimundo Narciso 
Edição Publicações Dom Quixote 
Lisboa 2000 


Livro com 410 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 


Da contracapa:
“A ARA foi uma organização criada pelo PCP para a luta armada contra a ditadura fascista. Activa entre 1970 e 73, realizou acções armadas com grande impacto político, algumas tão espectaculares como a do comando que penetrou na Base Aérea 3, emTancoa, em 1971 e destruiu ou danificou 28 aviões e helicópteros.

Este livro é a narrativa, ao vivo, de cada uma das acções da ARA, de secreto e tormentoso processo da sua criação, da furiosa perseguição desencadeada pela PIDE e também de como um clandestino viveu os últimos dias da ditadura e se deslumbrou com essa inolvidável explosão de alegria de um povo que foi o 25 de Abril de 1974. 

Não é um ensaio político nem uma enumeração de factos. É o registo - por quem a viveu - da luta abnegada, das aventuras, medos, raivas, coragens, de homens e mulheres com nome e rosto, quase todos ainda vivos, e que andam por aí, má labuta do dia a dia, iguais a todos os outros, iguais a rodos nós. 

‘Quem viveu aqueles tempos… aqueles tempos de PIDE e Tarrafal, de Mocidade Portuguesa e saudação fascista de braço no ar, de Censura Prévia e Cardeal Cerejeira a abençoar Salazar, de exílio e sindicatos proibidos, de exploração desmedida e perda de emprego por razões políticas, de banimento da função pública e da Universidade… Tempos em que uma telefonista não podia casar para não prejudicar o trabalho ou se casasse perdia o emprego; em que um oficial das forças armadas só podia casar com uma mulher que os superiores considerassem digna da sua classe. Tempos em que as mulheres não podiam votar nas eleições fantoches e o chefe de família era o dono da mulher e o dono dos filhos. Quem não viveu esses tempos de medo, de pobreza, exploração, arbítrio e mesquinhez não consegue avaliar. E sem saber isto, pode até pensar que as pessoas que iam para a clandetinidade eram heróis, loucos ou mártires quando na realidade eram pessoas como os outros. Talvez mais informadas, mais indignadas ou mais trituradas pela engrenagem’.”


O Autor: 
“RAIMUNDO NARCISO nasceu em Torres Vedras, em 1938. A intervenção cívica e política que desenvolveu desde o ingresso na Universidade, em 1956, em Lisboa, obrigou-o, nas condições da repressão política de então, a viver na clandestinidade, em Portugal, de 1964 até ao derrubamento do fascismo em 25 de Abril de 1974. 
Teve um papel central na criação e na direcção da Acção Revolucionária Armada e foi membro do Comité Central do Partido Comunista Português de 1972 a 1988, tendo-se afastado deste partido no âmbito do um processo político que teve início em 1987 e grande repercussão pública. 
Em 1992, foi um dos fundadores do movimento político ‘Plataforma de Esquerda’ e foi deputado independente nas listas do Partido Socialista, de 1995 a 1999, altura em que aderiu a este partido. 
Raimundo Narciso é casado, tem uma filha e um filho, nascidos na clandestinidade e desde 1989 exerce a profissão de gestor de empresas.“ 



Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 

Capítulo I - A SABOTAGEM DO CUNENE 
- Carlos Coutinho 
- Gabriel Pedro 
- A captura do barco a remos 
- A Viagem 
- António Pedro Ferreira 
- A minagen do ‘Cunene’ 
- Victor d’Almeida d’Eça 
- Observar o porto de Lisboa e imaginar o socialismo 
- Plano alterado à última hora 
- O ‘Cunene’ nos jornais 

Capítulo II - PASSAR À CLANDESTINIDADE 
- Junho de 1964 
- Os anos sessenta 
- Esperas 
- Começo difícil 
- Rogério de Carvalho 
- Despedidas 

Capítulo III - TRÊS ACÇÕES SIMULTÂNEAS 
- Escola Técnica da PIDE/DGS 
- Cais da Fundição 
- Centro Cultural Americano 

Capítulo IV - UNIÃO SOVIÉTICA E CUBA 
- Cunhal confunde Brejnev com o Sol da Terra 
- Francisco Miguel 
- Visitar Cuba de Cadillac 
- Condecorações: de Mikoyan a Gorbatchov 

Capítulo V - SABOTAGEM DA BASE AÉREA DE TANCOS 
- Ângelo de Sousa 
- Jaime Serra 
- A chave falsa 
- Os roubos da gasolina 
- O Paiol Central 
- O plano avança 
- No Comando Central 
- O Laboratório na Arruda 
- O Polícia ajuda-me nos explosivos 
- Interceptados pela Polícia de Choque 
- A partida para Tancos 
- Os helicópteros ali mesmo à mão 
- Aproximam-se militares 
- Morrer de ansiedade em Santarém 
- O Relatório Oficial e…
- …o nosso Comunicado 
- Sargento inocente preso e expulso das Forças Armadas 
- A Televisão Sueca quer fazer um programa com o Ângelo 

Capítulo VI - PRISÕES E CLANDESTINIDADE EM AUTO-GESTÃO 
- O Sr. Pires: uma cruz pior que a minha 
- Cassiano Bessa 
- Morais 
- Leonel 
- Mário Reis 
- A PIDE vai prender um clandestino da FAP e saí-lhe um do PCP ! 
- A primeira ‘acção especial’… falhada 
- Os primeiros passos e a vaga de prisões 
- A minha irmã traz-me dinheiro 
- Esconder um clandestino 
- Mário Lino 
- Ângelo Veloso 
- Pausa e curso no Konsomol 

Capítulo VII - O CORTE DAS TELECOMUNICAÇÕES 
- Conselho do Atlântico Norte 
- Alberto Serra 
- A Central de Telecomunicações 
- O corte dos cabos 
- Cortar ou não cortar a electricidade 
- Ramiro Morgado 

Capítulo VIII - RECOMEÇAR 
- Falsa partida para as acções armadas 
- Segundo curso em Cuba totalmente perdido 
- Casa clandestina ao lado do chefe da PIDE 
- Casamento com boda 
- Trabalho de formiga 
- Cunhal manda formar ‘especialistas’ na União Soviética 

Capítulo IX - ASSALTO AO PAIOL 
- Manuel Policarpo Guerreiro 
- Armando Ventura da Silva 
- O Paiol 

Capítulo X - CRIAR INFRA-ESTRUTURAS 
- O Paiol Central 
- Galiza e Manuela 
- Nina e José Morais 
- A casa do Sobreiro 

Capítulo XI - A SABOTAGEM DO COMBERLANT 
- Observar o objectivo 
- Manuel Santos Guerreiro 
- O grande susto 
- Jorge Trigo de Sousa 
- A Operação 

Capítulo XII - CONSOLIDAR A ORGANIZAÇÃO 
- Almendra 
- Do Vale de Lobos para Alcabideche 
- Organizar: um trabalho de filigrana 

Capítulo XIII - O NAVIO MUXIMA 

Capítulo XIV - ÚLTIMOS PREPARATIVOS ANTES DO INÍCIO DAS OPERAÇÕES 
- Credencial para Carlos Coutinho 
- ‘Vendíamos’ comunismo, um produto perigosíssimo 
- A chegada de Jaime Serra 

Capítulo XV - A OPERAÇÃO CURTO-CIRCUITO 
- Do ‘New York Times’ à Tabanca de Tassilina 
- Operação fracassada 
- Contra o Presidente fantoche 
- Mário Abrantes 
- Ângelo de Sousa volta à clandestinidade 

Capítulo XVI - A GRANDE PERSEGUIÇÃO 
- A cabeça a prémio 
- Saber da morte do pai pelo jornal 
- ‘Mandato de busca e apreensão’ a casa dos meus pais 
- A minha mãe decide interpelar a PIDE 
- Ver o Comité Central 
- Romeu 
- De revolucionário a bufo 
- Vésperas de prisões 
- Ordem de Prisão 
- A PIDE atrás do Eusébio 
- Prisão e… suicídio ? 
- Encontro com Francisco Miguel 
- Paragem nas acções armadas 

EPÍLOGO 
- O 25 de Abril de 1974 

ANEXOS: 
- Organigrama da ARAC
- Notas Biográficas 
- O contexto político da criação da ARA - Fim do tempo 


Preço: 37,50€; 

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Portugal & PREC - Cabo Verde & Descolonização - ‘TARRAFAL 1975 - O Campo do Silêncio’, de Sandra Inês Cruz - Porto 2025;
























Portugal & PREC - Cabo Verde & Descolonização - Nesta obra, a autora que pesquisou sobre toda a história da criação e funcionamento do Campo de Concentração do Tarrafal, numa primeira fase com prisioneiros políticos do regime do Estado Novo e nas décadas de sessenta e setenta, com prisioneiros dos diversos movimentos de libertação das antigas províncias ultramarinas portuguesas africanas (Angola, Cabo Verde e Guiné e Moçambique - da FNLA, MPLA, UNITA, PAIGC e FRELIMO), constatou que após a libertação dos últimos detidos a 1 de Maio de 1974, mediante ordem da JSN e do MFA de Lisboa… o Campo voltou a ser reaberto…entre Dezembro de 1974 e Setembro de 1975…
Para voltar a encarcerar presos políticos, agora pelas ditas autoridades revolucionárias do PAIGC e MFA local, de cidadãos Caboverdianos e portugueses, suspeitos de serem opositores da nova liderança política uns, outros sem qual justificação, de forma autoritária e arbitrária, nunca acusados, sem direito à defesa e sem serem investigados e os processos nunca elaborados… soltos nos finais de 1975, sem qualquer justificação. A sua história esteve omitida por todas as forças políticas e governamentais e pelos investigadores e historiadores, até à publicação desta obra completamente inédita. 


‘TARRAFAL 1975 - O Campo do Silêncio’ 
De Sandra Inês Cruz 
Edição 
Porto 2025 


Livro com 220 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da badana: 
“Este livro documenta a última fase de funcionamento do Tarrafal enquanto espaço de privação de liberdade. 
Silenciado pela historiografia e pelas iniciativas de preservação da memória, o Campo reaberto no final de Dezembro de 1974 voltou a encarcerar dezenas de homens por motivos políticos. Quem eram e porque foram presos no Tarrafal quando o 25 de Abril gritava liberdade a partir de Lisboa 
? 
Aqui se identificam a apresentam os prisioneiros do fim. Os que não queriam que Cabo Verde e Guiné fossem um só país, aqueles que preferiam deixar ao povo a decisão sobre o futuro do arquipélago e outros que, não se manifestando contra nada, também não se mostraram a favor de coisa alguma. Vozes incomodas, pensamentos desalinhados com o ideário de independência do PAIGC apoiado por Portugal, passaram meses fechados sem acusação, sem processo, sem saberem como chegar à liberdade de Abril. É este Campo, apenas encerrado em Julho de 1975, que falta contar.“ 


A Autora:
“SANDRA INÊS CRUZ é jornalista. Licenciada pela Escola Superior de Jornalismo, foi repórter e pivot de informação na RTP e na TVI. Deu aulas de francês, de televisão e de Teorias da Comunicação. Trabalhou como freelancer, realizando programas de viagens e de ciência para o canal público de televisão. Tem uma pós graduação em Direito da Comunicação, um mestrado em Literaturas e Culturas Africanas é um Doutoramento em pós-Colonialismos e cidadania Global pela Universidade de Coimbra. A sua Tese de Doutoramento foi dedicada ao esquecimento no Campo do Tarrafal.“ 


PRESOS NO TARRAFAL EM 1975 
- Adalberto Augusto Gomes Martins; - Adelino da Rocha Lopes; - Adriano Pereira Semedo; - Aires Leitão da Graça; - Alexandre Freitas Santos; - Alexandre Pires; - Ângelo Jesus de Fátima Lima; - António Gumercindo Ribas Chantre; - Arlindo Pereira Barradas; - Arnaldo Gomes Barbosa; - Augusto Macedo de Melo; - Augusto Mónica de Pina; - Caetano da Graça Cardoso; - Camilo Gomes; - Carlos Alberto Santos Rosa; - Clarimundo Silva Delgado; - Emídio Freire; - Emídio Vieira Fontes; - Estevão Lopes Correia; - Eugénio Vieira Fernandes; - Fausto Emanuel Vasconcelos Vicente Barbosa; - Fernando Pinto de Almeida Henriques; - Francisco de Barros; - Francisco Xavier St. Aubyn Mascarenhas; - Gabriel Rodrigues Miranda; - João Caetano da Silva; - João de Carvalho Varela; - João Horácio Monteiro; - João Monteiro Macedo; - João Tolentino Silva Andrade; - Joaquim Francisco Silva; - Joaquim Santana Rodrigues; - Jorge Alberto de Freitas Vitória; - Jorge Henrique Almeida Júnior; - José Elias Mendes dos Reis; - José do Nascimento Pinto; - José Vaz Moreira; - Júlio Pereira da Lomba Reverdes; - Juvenal Augusto Gomes Miranda; - Lourenço Barros Martins; - Manuel Cecílio dos Santos Nunes; - Manuel Rosário da Silva; - Manuel Socorro de Pina; - Mário Marques Gomes dos Santos; - Miguel Ângelo Fernandes; - Miguel Lopes; - Nicolau Moreira; - Octaviano Tavares Barreto; - Orlando Lopes; - Orlando Pina de Almeida Vitória; - Pedro Alexandrino de Carvalho Varela; - Romão Silva Ferreira; - Rufino José da Silva; - Sidónio de Oliveira Ramos; - Tomás Ferreira Lima Benrós; - Valdemar Cardoso; - Venâncio de Andrade; - Vicente António dos Santos. 



Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 
PRESOS NO TARRAFAL EM 1975 
1. - OS ANTECEDENTES 
2. - OS FACTOS 
3. - A PRISÃO NA BOCA DOS PRISIONEIROS 
4. - A PRISÃO NA MEMÓRIA DAS FAMÍLIAS 
5. - OS PRISIONEIROS NA MEMÓRIA DO ARQUIVO 
6. - ECOS DO TARRAFAL DE 1975 

Anexos 
Apêndice 
Lista de Abreviaturas 
Fontes e Referências Bibliográficas 


Preço: 62,50€; 

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Portugal - Ultramar & Colonialismo - ‘HISTÓRIA A HISTÓRIA - ÁFRICA’, de Fernando Rosas - Lisboa 2018 - Raro;





Portugal - Ultramar & Colonialismo - O autor retrata a política e administração colonial nas antigas províncias ultramarinas portuguesas africanas (Angola, Guiné e Moçambique) onde decorreu a guerra colonial entre 1961 e 1974, terminada após a destituição do regime do Estado Novo a 25 de Abril de 1974 e o processo de descolonização 


‘HISTÓRIA A HISTÓRIA - ÁFRICA’ 
De Fernando Rosas 
Edição Tinta da China 
Lisboa 2018 


Livro com 200 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


SINOPSE:
“Do início sangrento da guerra colonial em Angola ao que resta das ‘aldeias portuguesas’ no colonato do Limpopo; da revolta da população branca de Lourenço Marques contra os Acordos de Lusaca à histórica barragem de Cahora Bassa; da ‘Operação Mar Verde’, desastroso ataque à Guiné Conacri, ao campo de concentração do Tarrafal; da Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa e Coimbra, onde se reacendeu a chama da libertação das nações sob domínio colonial, ao dramático retorno a Portugal de 500 a 700 mil colonos brancos de Angola e Moçambique: Fernando Rosas revisita os lugares simbólicos das antigas colónias africanas portuguesas, e assim recontextualiza polémicas, e discute os momentos decisivos da guerra e os efeitos sociais da queda do regime.
‘HISTÓRIA A HISTÓRIA - ÁFRICA’ surge no decurso de um debate surdo acerca dos tão glosados ‘brandos costumes’ do colonialismo português, revisitando e desconstruindo os seus três grandes mitos: 
- a longa ‘Pax’ imperial portuguesa em África, só interrompida por intriga externa, quando na verdade, em perto de cem anos de ciclo africano do império, mais de 50 foram consumidos em guerras de ocupação e sujeição das populações africanas; 
- o ‘colonialismo de rosto humano’ e a sua temperança cristã, ainda que investigações recentes revelem um poder colonial essencialmente suportado nesse tripé político e social que foram a discriminação jurídica e racial do Estatuto do Indígena, o trabalho forçado e uma política de terras expropriadora em favor da ocupação branca;
- a mitigada violência na África colonial portuguesa, quando hoje se conhece a brutalidade e extensão da violência repressiva da polícia política nas colónias, bem como o rasto massivo de crimes que deixou no seu encalço, os quais ficaram totalmente impunes.
‘HISTÓRIA A HISTÓRIA - ÁFRICA’ condensa décadas de investigação e compõe um grande fresco sobre a época mais conturbada do século XX português.”


O Autor: 
“FERNANDO ROSAS é professor emérito da Universidade Nova de Lisboa e professor catedrático jubilado de História Contemporânea da NOVA FCSH. Foi fundador e presidente do Instituto de História Contemporânea. É autor de uma vasta obra historiográfica com grande foco na Primeira República, no Estado Novo e na Revolução de 1974/1975. Foi autor e apresentador das séries televisivas História a História e História a História África (RTP2 e RTP África, 2016/2017). Entre as suas obras mais recentes editadas pela Tinta-da-china, destacam-se Salazar e o Poder (Prémio Pen Club de Ensaio, 2012); Salazar e os Fascismos (Prémio de História Contemporânea da Fundação Calouste Gulbenkian/Academia Portuguesa de História, 2019) e Ensaios de Abril (2023). Foi deputado à Assembleia da República e candidato à Presidência da República. Integrou a Comissão Instaladora do Museu Municipal do Aljube e é membro da Comissão Instaladora do Museu Nacional do Forte de Peniche. Recebeu a medalha do Ministério da Ciência em 2017. Em 2015, foi condecorado pelo presidente Jorge Sampaio com a Ordem da Liberdade.” 


Preço: 32,50€; 

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Portugal & Guerra do Ultramar - ‘REVISTA’ do jornal ‘Expresso’, n. 1.117 - 26.03.1994 - (Marcelo Caetano - ‘CEDER À BEIRA DO FIM’) - Lisboa 1994 - MUITO RARO;






Portugal & Guerra do Ultramar - 


‘REVISTA’ do semanário ‘Expresso’, n. 1.117 - De 26 de Março de 1994. 
Marcelo Caetano - ‘CEDER À BEIRA DO FIM’ - ‘REENCONTRO EM LONDRES’ 
‘Marcello Caetano tentou negociar um cessar-fogo com o PAIGC a poucas semanas do 25 de Abril. Um segredo com 20 anos que só agora é desvendado.’ 
Lisboa 1994 


Exemplar com 82 páginas, muito ilustrada e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Temas em destaque: 
Marcelo Caetano 
- ‘CEDER À BEIRA DO FIM’ - ‘RECONTRO EM LONDRES’
- A REUNIÃO QUE VEIO TARDE DEMAIS’ 
Texto de José Pedro Castanheira e fotos de A.P. Ferreira 
‘Marcelo Caetano tentou um acordo de cessar-fogo com o PAIGC. Foi, em Londres, há 20 anos. Só agora, os participantes acederam a desvendar o mistério.’ 
‘Embaixador Britânico de visita à Guiné’ 
‘A Nigéria alinha’ 
‘…e contacta o PAIGC’ 
‘Passaportes falsos’ 
“Que Deus vos acompanhe” 
‘Nosso Cônsul em Milão’ 
‘Uma única condição’ 
‘O “TIMES” é um cravo vermelho’ 

Vitor Saúde Maria 
- ‘O RIVAL DE NINO’ 
‘Como o Rui Patrício não apareceu, eu achei que não deveria estar presente na reunião. Afinal de contas, eu era Comissário de Estado dos Negócio Estrangeiros.’ 
‘Os 535 de Dolphin Square’ 
‘Impasse sobre Cabo Verde’ 
‘Novo encontro a 5 de Maio…’ 
‘… cancelado pelo 25 de Abril’ 

Silvino da Luz 
- ‘DE GUERRILHEIRO A MINISTRO’ 
‘Villas-Boas ofereceu-me um exemplar do livro ‘Portugal e o Futuro’. Creio que foi o primeiro exemplar a chegar a Conacri. Conservo-o na minha casa do Mindelo.’ 

Gil Fernandes 
- ‘DIPLOMATA “MADE IN USA”.’ 
‘Estou certo que toda a conversa foi gravada. Só se fossem idiotas é que não o fariam… Os serviços secretos britânicos não brincam, são dos melhores do mundo, ao lado dos israelitas e dos da ex-RDA.’ 

Villas-Boas 
- ‘O HOMEM DOS IMPOSSÍVEIS’ 
‘Nas minhas deambulações pela zona de Victória encontrei um amigo. Fiquei um bocado aflito e arranjei uma desculpa: disse-lhe que se tratava de uma aventura amorosa. Acho que ele não acreditou.’ 

- ‘UM SEGREDO COM VINTE ANOS’ 
‘Américo Tomaz, Silva Cunha e Baltazar Rebelo de Sousa não foram informados da cimeira de Londres.’ 
‘Silêncio de Marcello’ 
‘Spínola e Costa Gomes’ 

- ‘NAPALM: A REALIDADE DIANTE DOS OLHOS’ 
‘Os militares portugueses gostam pouco da palavra Napalm. No entanto, a sua utilização durante a guerra colonial era um facto bem conhecido dos combatentes.’ 
- ‘A GUERRA DO FOGO’, texto de Frederico Carvalho 
‘Napalm foi usado com frequência na guerra colonial. Mas, para os militares é um assunto tabu.’ 
‘Atrás das chamas vão os soldados’ 
‘A velha camponesa e o fogo do céu’ 
‘600 litros largados em voo rasante’ 
‘O pó que vinha da Alemanha’ 
‘Um fogo que arde sem se ver’ 


Preço: 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Portugal & Colonialismo - ‘REGULAMENTO DA OCUPAÇÃO E CONCESSÃO DE TERRENOS NAS PROVÍNCIAS ULTRAMARINAS’ - Lisboa 1961 - MUITO RARO;




Portugal & Colonialismo - A legislação aplicável à ocupação e utilização dos terrenos nas províncias ultramarinas portuguesas, particularmente no continente africano 


‘REGULAMENTO DA OCUPAÇÃO E CONCESSÃO DE TERRENOS NAS PROVÍNCIAS ULTRAMARINAS’ 
Edição do Ministério do Ultramar e 
Agência Geral do Ultramar 
Impressão na Imprensa Nacional de Lisboa 
Lisboa 1961 


Exemplar com 80 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Do ÍNDICE: 

Decreto n. 43.894 

Regulamento da Ocupação e Concessão de Terrenos nas Províncias Ultramarinas 
Título I
Disposições gerais 
Capítulo I - Do domínio público do Estado e do património das províncias 
Capítulo II - Dos terrenos pertencentes ao domínio público do Estado 
Secção I - Do leito do mar na plataforma marítima 
Secção II - Dos outros terrenos pertencentes no domínio público do Estado 
Capítulo III - Das reservas 
Capítulo IV - Das povoações 

Título II 
Dos terrenos vagos 
Capítulo I - Dos direitos sobre terrenos 
Capítulo II - Da classificação dos terrenos 
Capítulo III - Das disposições dos terrenos 
Secção I - Da disposição a favor do património privado da província 
Secção II - Dos forais 
Secção III - Da disposição a favor de particulares 
Secção IV - Da ocupação de terrenos pelas regedorias e seus vizinhos 

Título III 
Disposições finais e transitórias 
Capítulo I - Do cadastro 
Capítulo II - Do registo predial 
Capítulo III - Dos órgãos de execução 
Capítulo IV - Das sanções penais 
Capítulo V - Disposições transitórias 


Preço: 27,50€; 

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Portugal - Estado Novo & Oposição - ‘O ASSASSÍNIO DO GENERAL HUMBERTO DELGADO’, de Pedro Ramos de Almeida - Lisboa 1978 - Raro;





Portugal - Estado Novo & Oposição - Os planos de assassinato de Humberto Delgado e os seus antecedentes na visão da esquerda conotada com o Partido Comunista Português, organização política com divergências com os apoiantes do general bem conhecidas à época 


‘O ASSASSÍNIO DO GENERAL HUMBERTO DELGADO’ 
A Armadilha Política 
De Pedro Ramos de Almeida 
Edição Editorial Caminho 
Lisboa 1978 


Livro com 96 páginas e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


Da contracapa: 
“O completo esclarecimento do assassínio do general Humberto Delgado e a punição dos agentes salazaristas que directamente o assassinaram, como de todos os responsáveis por este premeditado e bárbaro crime político, é para os portugueses tanto um inegável actores justiça como, de certo modo, uma exigência do processo de estabilização da democracia portuguesa.”



Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 
- O começo da provocação de Mário Carvalho contra o General Delgado 
- Um plano violento 
- Um revolucionário que tem influência na questura e dificuldades de permanência em Itália 
- ‘Continuador’ de Bernardino Machado 
- O desconhecido herói antifascista 
- Um estranho silêncio 
- … e contactos com um inspector da PIDE 
- Um dólar para os selos 
- … e planos de invasão revolucionária de Portugal 
- Carvalho e Bisongo contra a Conferência Europeia pela Amnistia em Portugal 
- ‘Sopa de Letras’ ou a guerra de desgaste das ‘Frentes’ - uma ‘Conferência’ em Florença 
- Mário Carvalho responsável da propaganda eleitoral dos Partidos Socialista e Social Democrata italianos 
- Um velho ‘plano’ sempre actual 
- O ataque à Frente Patriótica 
- Um estranho negócio de armamentos que passa por Nova Iorque 
- Nascimento da organização fantasma de Mário Carvalho 
- Os financeiros da revolução 
- Pela divisão e pelo colonialismo 
- Os contactos políticos do Dr. Bisogno 
- Uma autobiografia turva 
- A ‘Frente’ Carvalho: um aborto 
- ‘Resistência’… à verdade 
- Uma organização imbatível 
- As principais táticas da ‘Frente’: a inação e o apoio ao governo 
- Uma ‘organização’ cujos métodos se assemelham demasiado aos da PIDE 
- Sólidas posições militares 
- Reeditar o 19 de Outubro de 1921 
- A engrenagem da provocação acelera 
- O General Humberto Delgado não dá o devido valor às advertências do PCP contra Mário Carvalho 
- Um contacto pessoal de consequências dramáticas 
- O objectivo das pressões policiais: separar definitivamente o general Humberto delgado da FPLN 
- Uma falsa conferência: o general Humberto Delgado prende-se na armadilha 
- Um artigo na imprensa italiana 
- Cinco milhões de liras é um barão di Turno 
- A preparação da reunião de Paris 
- Ernesto Castro e Sousa faz o seu aparecimento pela mão de Mário Carvalho 
- A reunião de Paris 
- Pela mão de Mário Carvalho e de ‘Ernesto Castro e Sousa’ 
- O dedo da CIA 
- A véspera do assassínio 
- ‘Ernesto Castro e Sousa’ entre os assassinos 
- Explicações e silêncios comprometedores 
- Quem é E. M. Bisogno ? Onde estava ele no momento do crime ? 
- Praticado o crime, os assassinos tornam-se inocentes 


Preço: 17,50€; 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Portugal - História & Política - ‘FRANCISCO PINTO BALSEMÃO’, de Joaquim Vieira - Lisboa 2017 - Raro;










Portugal - História & Política - A primeira biografia não oficial do militante n. 2 do PPD/PSD, deputado da ala liberal no Estado Novo e na Assembleia da República após o 25 de Abril de 1974, primeiro-ministro após a morte prematura de Francisco Sá Carneiro, fundador do semanário ‘Expresso’ e da SIC, a televisão privada que acabou com o monopólio estatal


‘FRANCISCO PINTO BALSEMÃO’ 
De Joaquim Vieira 
Edição Planeta 
Lisboa 2017 


Livro com 572 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
Exemplar com dedicatória e assinatura do autor. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


Da contracapa:
“FRANCISCO PINTO BALSEMÃO tem um protagonismo singular na história portuguesa. 

Como ousado empresário da comunicação social, fundou o semanário ‘Expresso’ e a ‘SIC’; na qualidade de primeiro-ministro e líder de uma maioria parlamentar, deu um contributo decisivo para a configuração regime democrático em que hoje vivemos. 

Da infância à vida académica, dos negócios à política, a família, os amigos, as cumplicidades e as inimizades, eis o primeiro retrato de corpo inteiro de PINTO BALSEMÃO publicado em livro. 

Investigada e escrita por um autor seu colaborador durante uma década e meia, esta é uma biografia não oficial, rigorosa, exaustiva e surpreendente.“ 


O Autor:
“JOAQUIM VIEIRA (n. 1951), jornalista, ensaísta e documentarista, ocupou cargos directivos no ‘Expresso’, na RTP e na ‘Grande Reportagem’ e foi provedor do leitor do ‘Público’. 

É autor de uma vasta obra histórica, política e biográfica. Assinou a colecção ‘Portugal Século XX - Crónica em imagens’, em 10 volumes, e dirigiu uma série de 18 Fotobiografias de personalidades portuguesas do século XX, de que escreveu as de Salazar, Marcello Caetano, Almada Negreiros e Joshua Benoliel. Entre outros livros, assinou ‘Mário Soares - Uma vida’, ‘Álvaro Cunhal - O Homem e o Mito’, ‘A Governanta - D. Maria, companheira de Salazar’, ‘Mocidade Portuguesa - Homens para um Estado Novo’, ‘Só um Milagre nos Salva’ e ‘De Abril à TROIKA - Quatro décadas de Democracia que Transformaram Portugal’. 

Foi co-autor de ‘Os Meus 35 Anos com Salazar’, ‘Mataram o Rei - O Regicídio na imprensa internacional’, ‘República em Portugal - O 5 de Outubro visto pela imprensa internacional’, ‘Nas Bocas do Mundo - O 25 de Abril e o PREC na imprensa internacional’ e ‘150 Perguntas e Respostas Essenciais sobre a História de Portugal - De Viriato aos nossos dias’.“ 



Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO - Declaração de interesses 
PRÓLOGO - O momento decisivo 

Capítulo 1. - Berço de ouro 
Capítulo 2. - Direito e o resto 
Capítulo 3. - No aparelho do regime 
Capítulo 4. - O jornal da família 
Capítulo 5. - A tentativa reformista 
Capítulo 6. - A perda da inocência 
Capítulo 7. - O filho natural 
Capítulo 8. - Um semanário chamado ‘Expresso’ 
Capítulo 9. - As ameaças 
Capítulo 10. - Quando tudo mudou 
Capítulo 11. - O caminho do poder 
Capítulo 12. - Um acaso da História 
Capítulo 13. - Em dose dupla 
Capítulo 14. - Poder sem glória 
Capítulo 15. - A queda 
Capítulo 16. - Retorno à sociedade civil 
Capítulo 17. - A aventura da SIC 
Capítulo 18. - A grande nau 
Capítulo 19. - Passagem de testemunho 

EPÍLOGO - O ator improvável 

Bibliografia consultada 
Índice onomástico 


Preço: 32,50€;