terça-feira, 1 de setembro de 2026

Angola & Cabo Verde - CONJUNTO DE DISCOS HISTÓRICOS EM VINIL - MUITO RAROS






















Angola & Cabo Verde - Um lote de discos entre singles e LP’s históricos 


CONJUNTO DE DISCOS HISTÓRICOS EM VINIL - MUITO RAROS 

1. - LP em vinil 'PERCY SLEDGE IN ANGOLA' - Digressão africana em 1970.
Disco em vinil gravado durante a sua digressão ao sul de África (África do sul e Angola).
Na antiga colónia portuguesa terá actuado em Luanda e em Nova Lisboa (Huambo).
Na sua viagem da África do Sul para Angola fez escala no Luso. 

2. - Disco vinil 'SINGLE' - 'MASSACRE DE KIFANGONDO' 
Editado pelo DIP-MPLA - Luanda 1976
 
3. - Disco vinil - Single 'HOLDEN OYÉ!'
Músicas alusivas à FNLA e Holden Roberto. 
Edição da Companhia de Discos de Angola - Luanda 1975 - Angola. 

4. - Disco vinil - Single 'O GUERRILHEIRO + KIBELA', de David Zé.
Conjunto MERENGUE
Edição 'CDA - Movimento' - Luanda 1975

5. - Disco vinil - Single ‘CANÇÃO DO HOMEM NOVO’ - Tanga 
Edição ‘CDA - Fonográfica’ - Luanda - República Popular de Angola 

6. - Disco vinil - Single ‘MANUEL FARIA’ 
Acompanhamento musical do Grupo Sêmba - Edição Valentim de Carvalho (Angola) L.da 
Luanda 1975 

7. - Disco vinil - Single 'O DISCO DE ÁFRICA' - 'MAJUBA' - 'Makgolokgolo' (African Jazz) 
'Majuba (Batwanyana) - R. Bopape, M. Naukwane) e 'sihunyiwe Thokozile' - (S. Nkabinde)
Fabricado em Angola por Valentim de Carvalho - N'GOLA (Marca registada) - Luanda  

8. - Disco vinil - Single ‘DUO OURO NEGRO’ 
‘MUXIMA’ - ‘Kuricutéla’ - ‘Mana Fatia’ - ‘Tala on N’Bundo’ 
Fabricado em Portugal - Columbia - Lisboa 1961 

9. - Disco vinil - Single ‘DUO OURO NEGRO' - 1.º disco vinil (1959) - MUITO RARO 
‘MUXIMA’ - ‘Kuricutéla’ - ‘Mana Fatia’ - ‘Tala on N’Bundo’ 
Fabricado em Portugal - Columbia - EMI, SLEM 2053 - Lisboa 1959 

10. - Disco vinil - Single ‘PAULO JORGE’ 
‘Cunhado (Uedi Ami)’ - ‘N’Golo O Sota O Sabi’ - Acompanhamento Conjunto ‘Merengue’ 
Gravação Estúdios Norte - Distribuição Companhia de Discos de Angola - Luanda 

11. - Disco vinil - Single ‘CONJUNTO ACADÉMICO JOÃO PAULO’ - Eurovisão 1966 
‘Nunca Durei Adeus’, ‘Caio’ - ‘Ele e Ela’, ‘Balada a uma Rapariga Triste’ 
Fabricado em Portugal - Lisboa 1967 

12. - Disco vinil - Single ‘CONJUNTO JOÃO PAULO’ 
‘La Mamma’ - ‘Hélio’ - ‘Dolly !’ - ‘Eu tão só’ - ‘Ma Vie’ 
Fabricado em Portugal - Lisboa 1968 

13. - Disco vinil - Single ‘TUNA ACADÉMICA’ 
Do Grupo de Teatro do Liceu Paulo Dias de Novais 
Uma produção do Centro Escolar da M. P. 
Editado em Angola por ‘TELECTRA’ Luanda 

14. - Disco vinil - Single ‘FADO ANGOLA’, por Fernando Farinha 
Raúl Nery e o seu conjunto de guitarras 
Fabricado em Portugal - Lisboa 1966 

15. - Disco vinil - Single ‘TONY sempre TONY’ 
‘Lisboa é sempre Mulher’ - ‘Boca Molhada’ - ‘Anabela de Luanda’ - ‘John Português’ 
Editado por Discos Estúdio - Lisboa 1967 

16. - Disco vinil - Single ‘ANGOLA É NOSSA’ - MUITO RARO 
Coro e Orquestra da F.N.A.T., dirigida por Duarte Pestana 
‘Angola é Nossa’ - ‘Marcha do Trabalho’ 
Fabricado em Portugal - Lisboa 1961 

17. - LP de vinil - ‘A VITÓRIA É CERTA’ 
Holanda, Amsterdam 1976 

18. - Disco vinil - Single 'PIONEIRO PEDRITO' 
De F. Zau - Luanda 1976

19. - Disco vinil - Single de PÉPÉ PEPITO - 'HOJI YA HENDA' 
Edição Fonográfica
Luanda 1975 (República Popular de Angola) 

20. - Disco vinil - Single de FERNADO ASSIS - ‘Havemos de volta’ 
Lado A - Havemos de Voltar - Poema de Agostinho Neto
Lado B - Canto da prisão - Henrique Guerra 
Luanda 1979 

21. - Disco vinil - LP - 'A LUTA CONTINUA' 
Produzido pelo MPLA e gravado em Moçambique sob licença Somodiscos.
Edição DIP-MPLA - Luanda 1976 

Face A
'O Massacre de Kifangondo'; – 'Desculpa'; – 'Valódia'; – 'Traição de Savimbi'; – 'Zeca'; – 'Pouco a pouco';
Face B
'Jika'; – 'O Trabalhador'; – 'Nunca tuá di Muene'; – 'Depressa'; – 'Santa'; – 'A Independência está Chegando';



Preço: 

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Angola - MPLA & História - Semanário ‘PÁGINA UM’, n. 193 - 16.06.1977 - (“ANGOLA - TUDO SOBRE O GOLPE RACISTA’) - Lisboa 1977 - MUITO;









Angola - MPLA & História - Está edição do semanário ‘PÁGINA UM’ constitui um documento histórico sobre os acontecimentos em torno do 27 de Maio de 1977, que opôs duas alas do MPLA - do lado do governo os netistas de Agostinho Neto e dos fraccionistas de Nito Alves, múltiplas informações, entrevistas, documentos e fotografias das movimentações e dos personagens envolvidos 


Semanário ‘PÁGINA UM’, n. 193 - De 16 de Junho de 1977.
“ANGOLA - TUDO SOBRE O GOLPE RACISTA’ 
‘As cabeças do golpe’ 
Director: Jorge Fagundes 
Lisboa 1977 


Exemplar com 28 páginas (20 + 8 suplemento), muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO. 



Temas em destaque 
- ‘ANGOLA - TUDO SOBRE O GOLPE RACISTA’ - Títulos de primeira página 
‘Os últimos momentos da euforia nitista.’
‘A composição do governo fantoche.’ 
‘Os golpistas: que conseguiram e porque fracassaram.’ 
‘Como foi desencadeado o contra-golpe.’ 

Destacável especial de 8 páginas 
- ‘ANGOLA - A CRIMINOSA AVENTURA NITISTA’ 
‘Revelações e documentos de todo o golpe.’ 
- ‘Natureza do golpe, sua preparação e execução.’
- ‘Objectivos do golpe e como se desencadeou.’ 
- ‘A contra-ofensiva.’ 
- ‘Objectivos conseguidos pelos racistas.’ 
‘COMANDANTE PETROFF: Como foram ludibriados os carrascos racistas.’ 
‘DIRECÇÃO MILITAR DA REVOLTA RACISTA’
- Comando do Golpe 
- Unidades do golpe 
‘DOMINGOS FRANCISCO: Os últimos momentos dos chefes racistas’ 
‘RUI COELHO confessa’ 
‘FORTUNATO REVELA GOVERNO FANTOCHE’ 
‘VELOSO: a corrupção em pessoa’ 

- ‘COSTA MARTINS’ - capitão do MFA e ministro do Trabalho nos governos provisórios 


Preço: 97,50€;

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Cabo Verde - Política & História - ‘A TORTURA EM NOME DO PARTIDO ÚNICO’, de Onésimo Silveira - São Vicente 1991 - MUITO RARO;








Cabo Verde - Política & História - Os desmandos, a repressão e tortura que caracterizou a governação do PAICV nos anos do partido único, numa compilação orientada pelo grande intelectual Onésimo Silveira 


‘A TORTURA EM NOME DO PARTIDO ÚNICO’ 
O PAICV e a sua Polícia Política - Depoimentos 
De Onésimo Silveira - Compilação e Introdução 
Prefácio Silvestre Évora 
Edição Terra Nova e Ponto & Vírgula 
Cabo Verde, São Vicente 1991 


Livro com 186 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 


UMA OPINIÃO SOBRE O LIVRO: 
“Um Livro, que de cabeceira deve ser, para todas as gerações de Cabo-verdianos aterem sobre a  história de  CV e os desmandos dos 15 anos da independência.Assuntos delicados
Obra e compilação de depoimentos do DR. Onésimo Silveira, grande intelectual e figura que esteve , também ele, na luta armada.
Hoje, apeteceu-me navegar nos depoimentos plasmados no livro em apreço e aprofundar na  política do Paicv durante os 15 anos de partido único.
Não é fácil lembrar os depoimentos vertidos neste livro no ano que se comemora os 50 anos de independência e a teimosia em resistir a um pedido de desculpas aos torturados, à sociedade , pelo regime do partido único.
Convido a juventude a embarcar comigo, que entrego a bússola da história e o azimute que nos leva a bom porto. Convido a uma leitura serena e façam por tirar as ilações e saibam dos amargos de boca  que o povo sofreu no consulado do partido único.
Na nossa perspetiva existem livros que não são apenas páginas escritas para lembrar um passado de má memória, são gritos de dor ,memórias de horror e testemunhos de coragem que nos dilacera.Política
‘A TORTURA  EM NOME DO PARTIDO ÚNICO’ é um desses livros . Um documento que incomoda, porque rasga o véu da hipocrisia e revela o que muitos tentam esconder, que entre 1975 e 1990 , Cabo Verde viveu sobre uma ditadura de partido único, governado pelo Paicv, onde pensar diferente era  crime e discordar podia custar a liberdade e a vida.
A juventude de hoje precisa saber que os 15 anos de governação do Paicv não foram apenas ‘tempos difíceis’, mas tempos de repressão, censura, tribunais populares, perseguição politica e tortura.
A chamada ‘polícia política’, inspirada nos métodos mais sombrios, foi usada para intimidar, prender e castigar quem oussasse levantar a voz.
A sociedade terá que estar atenta, porque muitos tentem apagar a história e diga que é “coisa do passado”,  que não vale a pena reabrir feridas.Cumprimento da lei
No nosso entender, como é óbvio , a história não pode ser enterrada , pois o silêncio sobre os crimes do passado é o terreno fértil para que tais actos se repitam.
Convido a todos, para que leiam, releiam esse livro e possam trazer esse passado/ presente que constitui uma mancha vergonhosa na nossa história como país independente, que ficará para sempre gravado na memória do povo, por forma a que não-mais se permita que a democracia seja ultrajada e para que os valores sacros como a liberdade, justiça, legalidade, sejam preservados e defendidos contra toda e qualquer tentativa de ULTRAJE!”


O Autor: 
“ONÉSIMO SILVEIRA (Mindelo, 1935 - 29 de abril de 2021) foi um político, diplomata, escritor e tradutor de Cabo Verde. É considerado um dos mais proeminentes da elite literária de Cabo Verde.

Nascimento - 1935 - Mindelo
Morte - 29 de abril de 2021 (85–86 anos)

Ocupação - escritor, político, embaixador, tradutor
Cargo(s) - membro da Assembleia Nacional de Cabo Verde

Biografia:
Nasceu em 1935 na ilha de São Vicente e estudou em Uppsala, na Suécia durante a década de 1960, depois de ter passado um período na China. Fez o doutoramento em Ciências Políticas, pela Universidade de Uppsala (Suécia), em 1976, ano em que começou a trabalhar na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.
Foi crucial para o início do trabalho de solidariedade com o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
Foi embaixador de Cabo Verde em Portugal, em 2002, e o primeiro presidente da Câmara Municipal do Mindelo, em 1992.
Em 2012 recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade do Mindelo, em Cabo Verde. 
Faleceu em 29 de abril de 2021, vítima de doença prolongada.” 


UM HOMEM DO LADO CERTO DA HISTÓRIA 
“E nem podia! Quem esteve do lado certo da história não tem medo do seu julgamento!
Onésimo Silveira esteve do lado certo da história em 1963 com o seu ensaio ‘Consciencialização na literatura caboverdeana’, publicado pela Casa dos Estudantes do Império em Coimbra onde estudava.
Até então era editado na Praia o ‘Boletim Cabo Verde’ (de 1949 até 1963) mais os dois números do ‘Suplemento Cultural’ de junho e julho de 1962. A chamada geração ‘Boletim Cabo Verde’ revelou uma plêiade de jovens poetas, contistas e outros prosadores, desde o ensaio à crítica literária. Cito aqui Arménio Vieira, Corsino Fortes, Mário e Aguinaldo Fonseca, Yolanda Morazzo, Terêncio Anahory, Guilherme Rocheteau, Teobaldo Virgínio, Ovidio Martins… e porventura Amilcar Cabral, ainda jovem estudante.
O jovem Onésimo, também ele menino da geração pós-claridosa, marca a diferença do ponto de vista das tendências literárias do seu tempo. Foi, porventura, um dos mais aguerridos anticonformistas da geração dos anos 60, e há quem considere o seu ensaio como uma pedra no charco, rompendo com a linha auto-contemplativa de ‘Claridade’ que considerou inadequada e obsoleta face à realidade colonial.
O jovem ‘Cuxim’ estava do lado certo da História ao apontar o dedo ao colonialismo português, ainda que de forma velada. Outras plumas vão seguir o mesmo caminho, algumas erigindo-se em arma de contestação.
Enquanto a França e o Reino-Unido se resignavam em conceder a independência às suas colónias em África, Salazar assobiava para o lado e a guerra anticolonial eclodia na Guiné.
Silveira escolhe o lado certo da História e passa a representar o PAIGC na Suécia onde reside.
Mas em 1973, quando foi a Conakry para as exéquias de Cabral, não gostou do que viu: a ‘unidade Guiné-Cabo Verde’ era mais um dogma político do Partido do que uma realidade, e a tensão era palpável. Sete anos depois, com o golpe de Estado de Nino Vieira, em novembro de 1980, certamente pensou – “eu já sabia”. Tinha razão, o Onésimo.
Já nas vésperas da independência, desentende-se com o PAIGC e bate com a porta. O democrata convicto, que vivia na Suécia e não em Moscovo, já devia pressentir os desmandos do futuro partido-Estado que havia servido com zelo. Deve ter-se sentido bastante incomodado ao ver caboverdeanos seus patrícios serem encarcerados no Tarrafal enquanto o povo gritava vivas à ‘unidade Guiné-Cabo Verde’!
Onésimo sabia que a manipulação das consciências era a marca dos regimes totalitários, podendo ir até à negação do seu semelhante. Estava do lado certo da História ao bater com a porta.
Quem ficou a perder foi o PAIGC pois em 1976 Silveira obtém o seu doutoramento pela Universidade sueca de Upsala, passando a servir como funcionário diplomático das Nações Unidas.
Em 1986 fui convidado ao simpósio comemorativo dos 50 anos de ‘Claridade’, e lembro-me do seu discurso soando como uma mea culpa perante Baltasar Lopes e Manuel Lopes, os fundadores presentes. No fundo, quis dizer que ninguém devia ser julgado fora do seu tempo e do seu contexto existencial. Mais uma vez, do lado certo da História…
Também me lembro da sua reaparição espetacular em 1990, ato contínuo à abertura política. Na hora certa, como bom democrata que era, calcorreando as ruas de S. Vicente de megafone na mão no seu “suzuki” sonorizado. Fez campanha “tambour battant” pelo MpD, mas por conta própria, sem militar no novel partido. Com os seus ares atípicos, seu nó “butterfly”, seus suspensórios e sua cabeleira ao vento, houve quem pensasse, não o conhecendo, que o homem era algum lunático extravagante.
Escreveu então “A TORTURA EM NOME DO PARTIDO ÚNICO’, com depoimentos de vozes discordantes denunciando as sevícias que sofreram sob o regime. Era chegada a hora da mudança, e mais uma vez Onésimo Silveira estava do lado certo da História.
Nenhuma pasta lhe foi atribuída no Governo de Carlos Veiga, mas Onésimo ganhou três vezes as eleições para a Câmara Municipal de S. Vicente e deixou a sua marca como autarca. A termo “l’enfant terrible” se afastaria do MpD, guardando as suas distâncias com o Primeiro-Ministro Carlos Veiga. Chegou até a denunciar um ‘estado de fome’ em S. Vicente por alegada incúria do governo central!
Onésimo tentou quebrar a dualidade MpD/PAICV fundando, em 1998, o PTS, mas o seu partido não deu em nada, como não deu em nada a sua inconclusiva candidatura à Presidência da República em 2001.
Em vez disso foi nomeado Embaixador em Lisboa, deixando estupefactos os seus correligionários que não compreenderam essa súbita reaproximação ao Presidente Pedro Pires que tratara de ditador 10 anos atrás, declarando a guerra ao PAICV. Fica o mistério desse arranjo político que o isolou dos seus seguidores e admiradores.
Muitos viram em “Cuxim” um político calculista, inconsequente, movido por interesses que chegaram a imperar sobre os escrúpulos da moral. Mas, diga-se o que se disser, uma coisa é certa: Onésimo Silveira não foi uma pessoa qualquer. Homem do mundo com uma cosmovisão da vida, foi também homem de causas e convicções – e lutava por elas.
Uma das suas causas era a regionalização administrativa, por uma distribuição mais equitativa da insularidade, seus recursos e falta deles. Nesse particular, a ilha de S. Vicente, que o viu nascer, perdeu um dos seus mais combativos porta-estandartes.
Ficaram conhecidas as suas tiradas irónicas contra o Primeiro-Ministro José Maria Neves e a sua ‘República de Santiago’.
Também, a falar ou a escrever, nenhum outro político se media com este intelectual e homem de letras. “Cuxim” para o povo, convivia e jogava uril com qualquer pé-descalço, mas em seus comícios e discursos falava o Dr. Onésimo, em bom português vernáculo, com a maior naturalidade deste mundo, opondo-se sem complexos ao Alupec e seus mentores. Verdadeiro “mucim de Soncent”, Cuxim, aliás Dr. Onésimo, era muito querido pelo seu bom povo que três vezes o sufragou nas urnas.
Cabo Verde perde um dos seus mais exímios tribunos, de uma retórica ímpar que só ouvi num Abílio Duarte, antigo Presidente da Assembleia Nacional, Aristides Pereira ou António Mascarenhas Monteiro que foram Presidentes da República.
Cala-se o poeta e escritor, homem de cultura, ensaísta e polemista, um político como poucos, diplomata de requinte, também conhecido pelo seu caráter insubmisso, por vezes imprevisível. Desaforo não engolia, de onde quer que viesse – e é, curiosamente, essa sua irreverência que o ‘empurrou’, muitas vezes, para o lado certo da História… enfim, nem sempre, mas ninguém é perfeito.
E quem viveu do lado certo da história, não tem medo do seu julgamento!”

David Leite - 29 de abril 2021


Preço: 0,00€; (Indisponível) 

domingo, 28 de junho de 2026

Cabo Verde & História - ‘ARISTIDES PEREIRA - Minha Vida, Nossa História’, por José Vicente Lopes - Praia 2012 - MUITO RARO;





Cabo Verde & História - Aristides Pereira Nasceu a 17 de novembro de 1923, foi o primeiro presidente da República de Cabo Verde e empresta o seu nome ao Aeroporto Internacional da Boa Vista, ilha onde nasceu. 


‘ARISTIDES PEREIRA - Minha Vida, Nossa História’ 
Por José Vicente Lopes 
Edição Spleen Edições
Cabo Verde, Praia 2012 


Livro com 494 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente.n
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


ARISTIDES PEREIRA: 
“Nascido na ilha da Boa Vista em 1923, Aristides Pereira faleceu em 2011. Tinha 88 anos de idade. Cabo-verdiano, lutou pela libertação da Guiné-Bissau e de Cabo Verde. Foi o braço direito de Amílcar Cabral, líder dessa luta.
Depois do assassinato de Amílcar em Conacri, a 20 de Janeiro de 1973, Aristides Pereira assumiu as rédeas do PAIGC (partido que levou os dois países à independência) e foi Presidente de Cabo Verde nos primeiros 15 anos de independência.”


O Autor: 
“JOSÉ VICENTE LOPES, jornalista e ensaísta, é autor de: 
- ‘Os bastidores da independência’(1996); 
- ‘As causas da independência’ (2003); 
- ‘A explicação do mundo’ (2004); 
- ‘Tarrafal - Chão Bom, Memórias e verdades’ (2010) e 
- ‘Aristides Pereira, Minha vida, nossa história’ (2012). 
Livros sobre a história recente de Cabo Verde, para além de ‘A fortuna dos dias’ (contos, 2007). 
É também autor de textos publicados de forma dispersa na imprensa cabo-verdiana e estrangeira, especialmente Portugal, Inglaterra e França.” 

“ ‘Foi uma sorte Cabo Verde ter tido um Chefe de Estado, após a independência, como Aristides Pereira’. A afirmação é do jornalista José Vicente Lopes, autor do livro-memória ‘ARISTIDES PEREIRA - Minha Vida, Nossa História ‘. Em Roma para uma homenagem a Aristides Pereira, José Vicente Lopes ilustrou, em entrevista à Rádio Vaticano, os bastidores desta obra e a imagem com que ficou desse governante cabo-verdiano.
Cabo Verde celebra neste dia 5 de Julho, 44 anos de independência. Quando se libertou do jugo colonial português, em 1975, era, segundo muitos observadores internacionais, um país inviável devido à extrema pobreza, seca, escassez de recursos materiais em que se encontrava.
Mas hoje, comemora a independência de cara  levantada pelos progressos sociais, económicos, políticos e culturais feitos nestas quatro décadas. Isto fica-se a dever também à classe política que teve imediatamente, com destaque para o Presidente Aristides Pereira - frisa o jornalista cabo-verdiano, José Vicente Lopes, autor de vários livros  sobre o percurso de Cabo Verde desde a luta de libertação, ao período pós independência. Um desses livros é ‘ARISTIDES PEREIRA - Minha Vida, Nossa História’, livro-memória realizado com base em entrevista com aquele combatente pela liberdade da Pátria e primeiro Chefe de Estado da República de Cabo Verde.” 
Dulce Araujo - Rádio Vaticano 


Preço: 77,50€; 

Portugal - Ultramar & Cultura - ‘PERSPECTIVA DE NAÇÃO PORTUGUESA’, de Fernando Sylvan - Lisboa 1965 - MUITO RARO;





Portugal - Ultramar & Cultura - Obra do pensador e ensaísta de Timor com apresentação editorial de António Quadros 


‘PERSPECTIVA DE NAÇÃO PORTUGUESA’ 
De Fernando Sylvan (Abílio Leopoldo Motta-Ferreira) 
Edição da Livraria Portugal 
Lisboa 1965 


Livro com 100 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


O Autor: 
“FERNANDO SYLVAN é o pseudónimo de Abílio Leopoldo Motta-Ferreira (Díli, 26 de agosto de 1917 – Cascais, 25 de dezembro de 1993), intelectual timorense com obra no domínio da poesia, da prosa e também do ensaio.
Saiu ainda criança de Díli, onde nasceu, e viveu a maior parte da sua vida em Portugal, onde acabou por falecer.
Timor funciona, apesar da distância física, como um eixo central da sua obra, tendo este autor dedicado atenção à recuperação de parte significativa do seu património literário e cultural tradicional, com a reescrita de lendas, por exemplo, mas também à reflexão sobre as suas tradições e folclore. O motivo da infância, associado à nostalgia com que recorda a sua vivência em Timor, ilustra muito bem a singularidade de um autor que esteve ligado, durante muito tempo, à Sociedade de Língua Portuguesa, de que foi presidente entre 1976 e 1993.
A sua obra poética é consideravelmente vasta, apesar de dispersa e, no caso dos livros mais antigos, estar praticamente indisponível ou inacessível, tanto aos leitores comuns, como aos próprios investigadores. Com a edição de ‘A Voz Fagueira de Oan Tímor’ (1993, organização de Artur Marcos e Jorge Marrão, prefácio de Maria de Santa Cruz), colmata-se parcialmente essa falta de visibilidade do autor, uma vez que a coletânea recupera e reagrupa textos de volumes anteriores, permitindo uma leitura transversal da obra de Fernando Sylvan.
Os organizadores, Artur Marcos e Jorge Marrão, em paratexto final ao volume, confirmam este desejo de divulgação do autor e da sua obra, promovendo o seu justo reconhecimento:
A razão principal deste agrupamento de poesias de Fernando Sylvan, por nós denominado ‘A Voz Fagueira de Oan Tímor’, é tornar acessível ao público a obra poética que se sabe existir, mas que poucos desfrutaram, fosse por raridade das edições, difusão restrita, circunstâncias várias.
Fernando Sylvan é bastante conhecido e merece apreço:
• já pelo seu trajeto cívico, iniciado há longos anos, desde quando em Portugal era difícil ou perigoso expressar opiniões abertamente;
• já pelo denodo com que desenvolve uma importante atividade de animador cultural à frente da Sociedade da Língua Portuguesa, ligando pessoas de diferentes e apartados lugares, dedicadas ou curiosas pelas coisas do idioma luso. Ademais, contribuindo com o seu jeito de atuação para preservar a Sociedade da Língua Portuguesa como um espaço cultural aberto, onde indivíduos muito diversos em ciência, estar, pensar ou ser, podem encontrar-se e tomar a palavra;
• já pela assunção clara da sua origem insular e o seu altear de voz junto ao povo resistente de Timor-Leste;
• já pelo que escreve.
Contudo, a obra de Fernando Sylvan – criador literário – é, no seu conjunto, menos lida/interpretada/usufruída/reconhecida, apesar do seu valor e recorte próprios, de alguns textos haverem sido largamente difundidos, existirem traduções em diversas línguas (inglês, francês, italiano, sueco, japonês…), grupos culturais leste-timorenses desfraldarem os seus versos de Oan Tímor (“filho de Timor” em tétum) na reivindicação de chão e de identidade e de liberdade.”


OBRAS DO AUTOR: 
1. - 'A UNIVERSIDADE E A ANSIEDADE ULTRAMARINA', Lisboa 1963; 
2. - 'DA PEDAGOGIA PORTUGUESA E DO DESVALOR DOS EXAMES', Lisboa 1959; 
3. - 'RELAÇÃO HISTÓRICA E FILOSÓFICA ENTRE OS IDIOMAS BASCO E PORTUGUÊS', Lisboa 1959; 
4. - 'ARTE DE AMAR PORTUGAL', Lisboa 1965; 
5. - 'O ENSINO DA LÍNGUA E HISTÓRIA PÁTRIA AQUÉM E ALÉM MAR', Lisboa 1960; 
6. - 'UMA UNIVERSIDADE DO TRABALHO SOCIAL NO HETEROGÉNEO QUADRO PORTUGUÊS', Lisboa 1963; 
7. - 'COMUNIDADE PLURI-RACIAL', Lisboa 1962; 
8. - 'A LÍNGUA E A FILOSOFIA NA ESTRUTURA DA COMUNIDADE', Lisboa 1965; 
9. - 'O IDEAL PORTUGUÊS NO MUNDO', Lisboa 1965; 
10. - 'O ESPAÇO CULTURAL LUSO-BRASILEIRO', Lisboa 1963;
11. - 'O BRASIL E A TEORIA DE COLÓNIAS PORTUGUESAS', Lisboa 1963; 
12. - 'FILOSOFIA E POLÍTICA NO DESTINO DE PORTUGAL', Lisboa 1963; 
13. - 'COMMENT VIT MEURT ET RESSUSCITE LE PEUPLE TIMOR', Santo Tirso 1963; 
14. - 'PERSPECTIVAS UNIVERSAIS DO FUSIONISMO BRASILEIRO', Coimbra 1965; 
15. - 'FUNÇÃO TEOLÓGICA DA LÍNGUA PORTUGUESA NO ESPAÇO CULTURAL LUSO-BRASILEIRO', Coimbra 1966;
16. - 'FUNDAMENTO FILOSÓFICO DA SITUAÇÃO NÃO-COLONIAL DO BRASIL', Coimbra 1963; 
17. - 'A UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA E A IRRADIACAÇÃO DA LÍNGUA E CULTURA PORTUGUESA', Lisboa 1963;  
18. - 'OBSCINA NARODOV TIMORA', Moscovo 1964; 
19. - 'ASPECTS OF THE FOLK-STORIES IN PORTUGUESE EAST AFRICA (Mozambique)', Athens 1965; 
20. - 'O RACISMO DA EUROPA E A PAZ NO MUNDO - Etnocentrismo, perspectiva, sociedade', Lisboa 1964; 
21. - 'PORQUE SOMOS PORTUGAL (Tribo, Nação, Pátria)', Lisboa 1965; 
22. - 'A CONTRIBUIÇÃO DOS PRÉ-HISTORIADORES E DOS ARQUEÓLOGOS À PROMOÇÃO HUMANA NO ESPAÇO PLURI-PORTUGUÊS AFRO-ASIÁTICO', Porto 1966; 
23. - 'SUBSÍDIOS PARA UMA BIBLIOGRAFIA DE PRÉ-HISTÓRIA E ARQUEOLOGIA SOBRE O ULTRAMAR PORTUGUÊS', Porto 1966; 
24. - '7 POEMAS DE TIMOR', Lisboa 1965; 
25. - 'PERSPECTIVA DE NAÇÃO PORTUGUESA', Lisboa 1965; 
26. - 'A ETNOGRAFIA E ARQUEOLOGIA NA FORMAÇÃO DE PÚBLICO CIENTÍFICO', Póvoa de Varzim 1966; 
27. - 'ARQUEOLOGIA, ETNOGRAFIA E EDUCAÇÃO REGIONAL', Porto 1966; 
28. - 'A LÍNGUA PORTUGUESA NO FUTURO DE ÁFRICA', Braga 1966; 
29. - 'COMUNISMO E CONCEITO DE NAÇÃO EM ÁFRICA', Lisboa 1967; 
30. - ‘MULHER - Ou o livro do teu nome’, Lisboa 1982; 


Preço: 0,00€; (Indisponível) 

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Portugal - Revolução & História - Revista ‘NEWSWEEK’ - 24.03.1975 - (‘PORTUGAL - UNDER THE ARMY’) - Washington 1975 - MUITO RARO;




Portugal - Revolução & História - Uma reportagen na imprensa internacional sobre o processo revolucionário nacional após o derrube do regime do Estado Novo e o recrudescer dos movimentos esquerdistas para o controlo da evolução política 


Revista ‘NEWSWEEK’ - De 24 de Março de 1975. 
‘PORTUGAL - UNDER THE ARMY’ 
Washington 1975 


Exemplar com 48 páginas, ilustrada e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Tema em destaque: 
- ‘PORTUGAL - UNDER THE ARMY’ 


Preço: 0,00€; (Indisponível) 

S. Tomé e Príncipe & Literatura - ‘O TESTEMUNHO DE CRISTINA’, de Sacramento Neto - Amadora 1995 - MUITO RARO;





S. Tomé e Principe & Literatura - Uma obra literária africana de expressão portuguesa vinda do equador 


'O TESTEMUNHO DE CRISTINA’ 
De Sacramento Neto 
Edição (?) 
Execução Gráfica - Gráfica 2000 
Amadora 1995 


Livro com 120 páginas e em bom estado de conservação. Excelente. 
De muito, muito difícil localização.
MUITO RARO.



Da contracapa: 
"A 'FICÇÃO AFRICANA' é escrita por autores africanos da Nova África de expressão portuguesa. 

A 'FICÇÃO AFRICANA' é África vista com verdade é sem preconceitos. 

A 'FICÇÃO AFRICANA' é a história africana narrada por seus próprios protagonistas. 

A 'FICÇÃO AFRICANA' corrige a literatura tendenciosa e falsária que ignora os valores humanos do continente negro. 

Apoie portanto a 'FICÇÃO AFRICANA'." 




Do ÍNDICE: 

Dedicatória 

Capítulo I 
Ao 
Capítulo XVIII 

Extractos da Conferência proferida pelo Autor, 
em 9 de Julho de 1993 no Museu Nacional de S. Tomé e Príncipe 



Preço: 25,00€; 

Portugal & PALOP’s - ‘VIAGEM A MOÇAMBIQUE’, de Maria de Jesus Barroso Soares - Coimbra 2009 - Raro;




Portugal & PALOP’s - A obra é um relato de Maria de Jesus Barroso Soares sobre a sua viagem a Moçambique em 1991, que documenta a sua intervenção humanitária e no processo de paz, incluindo testemunhos de figuras como Joaquim Chissano e Afonso Dhlakama 


‘VIAGEM A MOÇAMBIQUE’ 
De Maria de Jesus Barroso Soares 
Prefácio de Joaquim Chissano e Afonso Dhlakama 
Edição Fundação Pro Dignidade 
Gráfica de Coimbra 
Coimbra 2009 


Livro com 150 páginas, ilustrado (fotografias, mapas e documentos) e em muito bom estado de conservação. Excelente.n
De muito difícil localização. 
Raro. 


SINOPSE: 
“Por ocasião do falecimento do líder da Renamo Afonso Dhlakama, a Notícias UCCLA recorda a viagem que Maria Barroso realizou a Moçambique, em setembro de 1991, a convite da Conferência Episcopal da África Austral, sendo cardeal de Moçambique D. Alexandre dos Santos.
 
Durante a visita Maria Barroso conseguiu obter do Presidente Joaquim Chissano e do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, a garantia de que seria criada uma zona de paz em redor de Ressano Garcia, de 20 km, antes dos acordos de Roma, o que foi escrupulosamente cumprido. Nessa ocasião o Cardeal D. Alexandre do Nascimento nomeou pároco de Ressano Garcia o Padre Bretão Jean Pierre le Scour que coordenada na região de Masungulo, na África do Sul e na fronteira com Moçambique, um campo de refugiados moçambicanos.
 
No regresso Maria Barroso, que na altura estava acompanhada pelo atual Secretário-Geral da UCCLA, Vitor Ramalho, escreveu um livro que tem por título ‘VIAGEM A MOÇAMBIQUE’ com prefácios, entre outros, do ex-Presidente da República Joaquim Chissano e do líder da Renamo Afonso Dhlakama.
 
Publicado em 2009, o livro ‘VIAGEM A MOÇAMBIQUE’ tem a chancela da Gráfica de Coimbra e apresenta testemunhos do Cardel Alexandre dos Santos (Cardeal de Maputo); Joaquim Alberto Chissano (Presidente de Moçambique); Afonso Djakama e Maria de Jesus Barroso Soares.” 


A Autora: 
“Maria de Jesus Simões Barroso Soares, natural do Algarve, casada com o Dr. Mário Soares, tem dois filhos e cinco netos. Licenciada em Histórico- Filosóficas, com o curso de arte dramática do Conservatório Nacional; possui Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Aveiro, pela Universidade de Lisboa e pelo Lesley College de Boston. Foi agraciada com 28 condecorações e outras distinções académicas e honoríficas de que destacamos a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade [Portugal]. Pedagoga, deputada, fundadora do Partido Socialista. Pertence a 31 organizações nacionais e internacionais. É Presidente da Pro Dignitate – Fundação de Direitos Humanos e da Fundação Aristides de Sousa Mendes. Da sua colaboração na imprensa, destaque para os artigos nos jornais Diário Económico e Diário de Notícias e na revista Christus. Destaque, também, para os textos de sua autoria reunidos nos livros A Firmeza das Convicções e Olhares e para os livros ‘Cruz Vermelha’ e ‘Viagem a Moçambique’.”


Preço: 27,50€; 

Portugal & Literatura - ‘RAIZ DE LADO NENHUM’, de Mendes Bota - Lagoa 1992 - Muito Raro;






Portugal & Literatura - A segunda obra poética do autor, uma personalidade algarvia de relevo na política local e nacional que reuniu os seus escritos nesta última edição 


‘RAIZ DE LADO NENHUM’ 
De Mendes Bota 
Edição ‘Tribuna do Algarve’ 
Capa e fotografia de Arthur Ligne 
Gravuras de José Maria Oliveira 
Lagoa 1992 


Livro com 80 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
Exemplar com dedicatória e assinatura do autor. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 


O Autor: 
“JOSÉ MENDES BOTA nasceu em Loulé, a 4 de Agosto de 1955. Personalidade multifacetada, cedo se revelou no campo da música, da rádio e do jornalismo. A vocação poética, essa, uma licenciatura em Economia é uma carreira política de doze anos não parecem ter afectado. 
‘RAIZ DE LADO NENHUM’ é, depois de ‘TRIÂNGULOS DO DESESPERO’ (publicado em 1987), uma fascinante colectânea de poemas escritos com o coração, a confirmação da maturidade de um poeta tão surpreendente quanto inesperado.“ 


Da contracapa:
“Corolário comovente deste sentir-se ‘a tripulação amotinada de uma caravela sem vento’ é, no poema Estrela Inacessível o verso: ‘quem medeia poder trocar cada aplauso por um afago’. 
Respeitável confissão da dilacerante ambiguidade de quem, vivendo cercado de multidões ululantes quer-lhe exigiam a palavra que conduz ao redil do entorpecimento do não pensar, engole o som que atrai a estrela propiciadora dos afectos.“ 
Natália Correia 

“Livro intimista, tocante e profundo, esta é uma obra articulada pela mão de quem sabe, por tanto a ter sentido do seu âmago. ‘RAIZ DE LADO NENHUM’ tem o aspecto de pedra preciosa que, quer desbastemos de um lado ou de outro, por lhe ser tão inerente, sempre o seu brilho se mantém. 
Estamos sem sombra de dúvida, perante mais uma prova concludente da força poética inerente ao povo algarvio.“ 
Manuel Neto dos Santos 


Obras do Autor:
- ‘PODER LOCAL’ - 1986; 
- ‘TRIÂNGULOS DE DESESPERO’ - 1987 (Poesia); 
- ‘DEZ ANOS DE INTERVENÇÃO’ - 1990; 
- ‘VENCER NA EUROPA, APROXIMAR AO PAÍS’ - 1990; e 
- ‘RAIZ DE LADO NENHUM’ - 1992 (Poesia). 



Do ÍNDICE: 

PRÉ-VERSAÇÃO 
CARTA DE NATÁLIA CORREIA 

- Passarela cósmica 
- Edição especial 
- Delgada ponta do meu porto 
- No tempo das sombras luminosas 
- Pronto-a-versar 
- Saga dos nostálgicos 
- O adeus dos vencidos 
- Natal dos exilados 
- Estrela inacessível 
- Escritura possível 
- Qual Natal 
- Poema triste sem homem 
- Carnaval tudo 
- Torre de Belém 
- Controle fechado 
- Contra maré 
- Carlos segundo 
- Hasta siempre 
- Amizade estelar 
- Lágrimas de monstro 
- Raiz de lado nenhum 
- Fazer Maio em Janeiro 
- Regresso ao Mar 
- Derradeiro amor primeiro 
- Outra margem 
- Na nossa pequena aldeia 
- Partir de novo 
- Leito profundo 
- Carvão e cinza 
- Algarve expresso 
- Abraço 
- Amor campeão 

COMENTÁRIO 
- Por Manuel Neto dos Santos 


Preço: 32,50€; 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Portugal - Moçambique & Ultramar - ‘MEMÓRIAS DE UMA VIDA’, de Fernando Correia Soares - Loulé 2009 - MUITO RARO;


















Portugal - Moçambique & Ultramar - O autor, nascido no Algarve, passou grande parte da sua vida profissional pelo território da antiga província ultramarina portuguesa da África Oriental sem esquecer as suas raízes do sul do país e relata nesta sua autobiografia todas essas vivências 


‘MEMÓRIAS DE UMA VIDA’ 
Autobiografia 
De Fernando Correia Soares 
Edição do Autor 
Loulé 2009 


Livro com 270 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


“FERNANDO CORREIA SOARES (1926-2009)
Agraciado com a Medalha Municipal de Mérito Grau Bronze
 
No dia 3 de Junho de 1926, a freguesia de Alte viu nascer Fernando Correia Soares, filho de Isabel Cabrita Correia e de José Inácio Soares Júnior, registado no dia 14 do mesmo mês pelo Ajudante do Registo Civil de Alte. Após ter concluído o Ensino Primário na sua terra natal decidiu seguir vida eclesiástica ingressando no Seminário de São José em Faro, mais tarde passou para o de Almada e posteriormente para o Seminário Maior do Patriarcado nos Olivais, do qual recebeu os seus princípios morais de vida, destacou nas suas Memórias. Aos 22 anos, decidiu não prosseguir carreira eclesiástica e regressa à sua aldeia natal. Aí inicia funções na companhia de Seguros ‘O Alentejo’, cumpre o serviço militar e em 1952 ruma a Moçambique, onde permaneceu até 1975, desempenhando aí vários cargos na administração pública. Entretanto casou com a sua conterrânea Julieta Botica, com quem teve três filhos.
No seu regresso vem viver para Loulé onde começa a participar na Comissão de Festas do Carnaval. Com currículo na área do Folclore, já que havia fundado um Rancho Folclórico em Moçambique, foi convidado para formar um Rancho Infantil em Loulé o qual surgiu em 1977. Actualmente conhecido como Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé, este grupo fundador da Associação Grupo dos Amigos de Loulé, foi dirigido, orientado e ensaiado durante 32 anos por Fernando Soares e já promoveu o nome de Loulé, com a interpretação de danças e cantares da zona serrana de Alte, pelo País fora, em Espanha, França, na China, entre outros locais. Em 1999, a Câmara Municipal de Loulé decidiu homenagear este grupo com a atribuição da Medalha Municipal de Mérito – grau prata.
A 10 de Janeiro de 2009 Loulé e o seu Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé despediram-se desta personalidade que tanto fez para a promoção das tradições algarvios através do Folclore algarvio, em geral, e louletano em particular.”



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 

MEMÓRIAS DE UMA VIDA 
- Alte, minha terra 
- O milagre 
- Alvores da vida 
- Escola primária 
- Azinhal 
- 1.* casamento tradicional a que assisti 
- Regresso a Alte 
- O Seminário 
- O Açougue 
- Fabricação de queijo 
- 2.a Guerra Mundial 
- Folclore (Concurso) 
- O acordeão 
- Alte 
- Raízes etnográficas do concelho de Loulé 
a) - Localização e origem - Imagens de Alte - Artesãos 
b) - Folclore e suas raízes 
c) - Concurso da Aldeia mais Portuguesa 
- Mapa com as aldeias concorrentes 
- Os ensaiados 
- Os meus amores 
- O magala Moçambique 
- Rumo a Moçambique 
- Nampula 
- Quadro administrativo 
- Pacificação 
- Chegada da minha mulher 
- 1.* filho - Carlos Alberto 
- Freira controversa 
- Visita Presidencial - Craveiro Lopes 
- Mercados 
- Mongincual 
- Jacaré assassino 
- O leopardo atrevido 
- 2.* filho - José Manuel 
- Concurso para Chefe de Postob
- Nairoto 
- Pista de aterragem e dependências 
- Um parto sem dor 
- Passagem de ano na selva 
- 3.* filho - Fernando 
- 10 de Junho dia da Raça 
- Içar da Bandeira Nacional 
- ‘Maria da Raça’ 
- Folclore Algarvio em África 
- Baile mandado 
- Visita do Ministro do Ultramar - Prof. Silva Cunha 
- Aldeamentos 
- Ponte do rio Mueda arde 
- Lagoa sagrada 
- Cinegética é a arte de caçar 
- A carga do elefante 
- Pavor na Sanzala 
- Circuncisão e ataque do leopardo 
- O meu melhor tiro 
- Não era impala, era leão 
- Leões à pedrada 
- A jibóia 
- Viagem a Negomano 
- Os três almoços 
- No dia do ‘Paquete Santa Maria’ 
- Diabruras do meu Zé Manuel 
- Metuge 
- Um régulo faltoso 
- Visita ao aldeamento de Namau, Metuge 
- Recuperação de uma manada de vacas 
- Festejos - Santos Populares 
- Velhos ciúmes 
- Amor louco 
- Os Maus-Maus 
- Ladroagem 
- Outra recuperação 
- Fuzileiros em apuros 
- Natal molhado 
- O canapane 
- Agricultura em Metuge 
- O regedor Palma 
- A guerra 
- Mentalização 
- O julgamento 
- Penetração e subversão 
- Exemplos de isolamento 
- Apelo de mulheres 
- Outro exemplo 
- Obstinação e advertências 
- Estamos às suas ordens 
- O Motarua 
- Luta armada 
- Reconhecimento 
- Relações com a DGS 
- A guerra dos elefantes 
- Plagiato 
- Se ele pudesse, prendia-me 
- Promoção a Adjunto de Administrador de Concelho 
- Convite 
- Fim da 1.*a parte 

REGRESSO À METRÓPOLE 
- Palma 
- Secretário do governador 
- Melhoramentos rurais 
- Vida social 
- Compra de camiões 
- Mega operação 
- Ilha de Moçambique 
- Secretariar o governador de Tete - Convite 
- ‘Acordo de Lusaka’ e entrega 
- Grandes frustração 
- A minha saída de Moçambique 
- Despedida 
- Último entardecer 
- Chegada a Lisboa 
- Bagagem 
- Nova vida 
- Loulé 
- Criação do Rancho Folclórico infantil de Loulé 
- Operação ao coração 
- Mãe soberana 
- Renúncia 
- Folclore nas escolas 
- Escrevi estas minhas memórias 
- Mãe do Céu ! 
- Cronologia 
- Agradecimentos 

Índice fotográfico 


Preço: 37,50€;