terça-feira, 30 de setembro de 2025

Portugal & Ultramar - ‘OS MILITARES PORTUGUESES E A DESCOLONIZAÇÃO EM CABO VERDE’, de Sandra Cunha Pires - Lisboa 2022 - Raro;










Portugal & Ultramar - Nesta obra, a autora analisa e revela de forma inédita, como se processou a descolonização e a independência de Cabo Verde - a 5 de Julho de 1975 - e de que forma os militares do MFA (Movimento das Forças Armadas) controlaram e garantiram o processo e a transferência do poder para o PAIGC, sem que houvesse eleições a que todas as formações políticas locais pudessem concorrer e os cabo-verdianos se pronunciassem 


‘OS MILITARES PORTUGUESES E A DESCOLONIZAÇÃO EM CABO VERDE’ 
De Sandra Cunha Pires 
Edições Colibri 
Lisboa 2022 


Livro com 466 páginas, ilustrado (com a reprodução de documentos) e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa: 
“Como a autora demonstra, o MFA assume um papel nuclear, não só porque desencadeara a própria revolução, mas principalmente porque q ação dos seus membros no terreno procurou assegurar uma transição pacífica, quer através do controlo da atuação do corpo expedicionário, quer da gestão das expectativas da sua população que irrompem em desencontradas direcções, libertas já dos diques da censura colonial. 
Ao interligar a história das FAP e a atuação do grupo político MFA a autora procurou, por outro lado, ir mais fundo na compreensão de várias dimensões do ‘fenómeno’MFA, tal como vivido localmente por um conjunto de decisores com responsabilidades político-militares, sujeitos a múltiplos condicionalismos - tratando um tema até aqui completamente inédito. E que ela objetiva, indo à procura dos entrosamentos entre o papel destes militares e a multiplicidade de formas de ação dos diversos protagonistas cabo-verdianos da luta pela independência, de como procuraram interagir com eles e com a população, estabelecendo, mesmo pontualmente, alianças informais para assegurar o objectivo da descolonização.


Da badana: 
“O objetivo deste livro é o de estudar a intervenção dos militares portugueses no decurso da descolonização e transição para a independência em Cabo Verde, entre 25 de Abril de 1974 e 5 de Julho de 1975. Analisa-se a ação militar e política das forças armadas locais, nas relações estabelecidas tanto com a população como com as correntes nacionalistas, de modo a apurar em que medida contribuíram para a fase final da descolonização. Foi possível concluir que as forças armadas (FAP e MFA) participaram ativamente na vida do arquipélago, e que a conjugação da função militar com a forma como foram assumindo decisões políticas asseguraram a transição pacífica à independência, num ambiente com frequência explosivo.


A Autora: 
“SANDRA CUNHA PIRES
Doutorada em História pelo Programa Interuniversitário de Doutoramento em História (ICS e Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, a Universidade Católica de Portuguesa e a Universidade de Évora), Mestre em História Defesa e Relações Internacionais (ISCTE-IUL e Academia Militar de Lisboa), Licenciada em História Moderna e Contemporânea (ISCTE-IUL). 
Funcionária do Arquivo Municipal de Lisboa integra a equipa editorial da revista científica ‘Cadernos do Arquivo Municipal’.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatórias 
Glossário de siglas 

PREFÁCIO, de Ana Mouta Faria 

Agradecimentos 
NOTA PRÉVIA 

INTRODUÇÃO 

Capítulo 1 - A COLONIZAÇÃO EM CABO VERDE 
1.1 - Características geográficas e demográficas do território 
1.2 - Especificidades do colonialismo português no arquipélago 
1.3 - O discurso de ‘excepcionalidade’: os cabo-verdianos são ‘mais portugueses do que africanos’ ? 

Capítulo 2 - NACIONALISMO E RESISTÊNCIA EM CABO VERDE 
2.1 - Resistência e mobilização política da população no período colonial 
2.2 - Formações políticas clandestinas 
2.3 - Organizações internacionais: as colónias portuguesas deixaram de estar sós ! 
2.4 - Deportados, presos políticos e julgamentos de cabo-verdianos como impulso à consciência nacionalista 
2.5 - Das companhias de milícias ao recrutamento ‘forçado’ de ‘indígenas’ para as tropas portuguesas 

Capítulo 3 - DISPOSITIVO MILITAR E FORÇAS REPRESSIVAS EM CABO VERDE 
3.1 - Organização e missão das Forças Armadas Portuguesas antes do 25 de Abril 
3.2 - Origem da PIDE em Cabo Verde 
3.3 - Outras forças policiais e para-militares: Polícia de Segurança Pública e Legião Portuguesa 
3.3.1 - Polícia de Segurança Pública em Cabo Verde 
3.3.2 - Legião Portuguesa em Cabo Verde 
3.4 - “Vá com força. Tenha fé. O nosso carro ainda não anda, mas um dia vai andar!”: as FAP em Cabo Verde e o despertar da consciência anti-colonial 

Capítulo 4 - O CAMINHO PARA A INDEPENDÊNCIA 
4.1 - (Re)estruturação das Forças Armadas Portuguesas e organização do MFA no território, entre 25 de Abril e 31 de Dezembro de 1974 
4.1.1 - Organização e missão do Movimento das Forças Armadas em Cabo Verde: “Um dever Histórico a cumprir (…) doa a quem doer” 
4.1.2 - Reestruturação das FAP em Cabo Verde: “As Forças Armadas actuarão!” 
4.2 - Desmantelamento das estruturas repressivas coloniais 
4.2.1 - A libertação dos presos políticos do Tarrafal 
4.2.2 - A extinção da PIDE/DGS 
4.3 - Controlo das forças policiais e militares 
4.3.1 - Polícia de Segurança Pública 
4.3.2 - FAP: tropas (expedicionárias e de recrutamento local) desajustadas do ‘espírito do MFA’ 
4.4 - Os militares portugueses e as novas e velhas organizações partidárias: submissão ‘aos desígnios da revolução’ 
4.4.1 - União Democrática de Cabo Verde (UDC) 
4.4.2 - União dos Povos das Ilhas de Cabo Verde: da independência ‘total’ à solução federalista 
4.4.3 - PAIGC - Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde e suas organizações políticas 
4.4.3.1 - Grupo de Acção Democrática de Cabo Verde 
4.4.3.2 - Frente Ampla Nacional Anticolonial 
4.4.3.3 - Milícias populares e comités de vigilância como garantes da ‘ordem revolucionária’ 
4.4.3.4 - Sob os olhos dos militares: mobilização popular e PAIGC 
4.5 - “Que fortes e misteriosas forças se opõem à descolonização do Arquipélago” ? 
4.5.1 - As negociações: “E… vae victis” 
4.5.2 - Os EUA contra a independência de Cabo Verde ‘sob a égide do PAIGC’ 
4.5.3 - A definição do estatuto específico de Cabo Verde: dificuldades e tensões 
4.6 - Finalmente, o acordo de Lisboa 

Capítulo 5 - O PERÍODO DE TRANSIÇÃO: “A VOSSA TERRA SERÁ PARA O VOSSO POVO” 
5.1 - Criação, composição e competências do Governo de Transição 
5.2 - Reestruturação e nova missão do MFA/FAP 
5.3 - O papel da ONU no processo de transição cabo-verdiano 
5.4 - Desmobilização e repatriamento das forças militares e militarizadas 
5.5 - As novas Forças Armadas e militarizadas cabo-Verdianas 
5.6 - Transferência do poder 
CONCLUSÕES 

Fontes 
Bibliografia 
ANEXOS 


Preço: 67,50€; 

Portugal & Colonialismo - ‘TIMOR ESSE DESCONHECIDO’, de Filipe Themudo Barata - Lisboa 1973 - MUITO RARO;






Portugal & Colonialismo - Uma descrição pormenorizada do território de Timor pelo autor, governador do território entre 1959 e 1963, à época uma colónia portuguesa no Extremo Oriente 


‘TIMOR ESSE DESCONHECIDO’ 
De Filipe José Freire Themudo Barata 
Edição do Instituto Superior de Ciências e Política Ultramarina 
Lisboa 1973 


Livro com 24 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.



Preço:   0,00€; (Indisponível) 

Portugal - África & História - Semanário ‘AZ’, n. 1 - 11.09.1984 - (Destaque - ‘GUERRA CIVIL EM MOÇAMBIQUE’) - Lisboa 1984 - MUITO RARO;





















Portugal - África & História - Uma grande reportagem sobre a guerra civil em Moçambique quando a oposição armada da RENAMO e o governo da FRELIMO se sentaram à mesa em Pretória para chegarem à Paz no país que vinha vivendo o conflito desde 1976


Semanário ‘AZ’, n. 1 - De 11 de Setembro de 1984. 
Destaque - ‘GUERRA CIVIL EM MOÇAMBIQUE’ e ‘LOBISOMEM EM SANTARÉM ?’ 
Director: Mário de Oliveira 
Lisboa 1984 


Exemplar com 52 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


Temas em destaque: 
GUERRA CIVIL EM MOÇAMBIQUE 
- ‘FRELIMO E RENAMO À PROCURA DA PAZ’, por Sobral de Oliveira 
‘Delegações da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), que há anos combatem pelo controlo político da antiga colónia portuguesa, reuniram-se recentemente na capital sul-africana, num encontro que os observadores políticos consideram histórico e surpreendente.’ 
‘Início das conversações em Pretória’ 

Evo Fernandes 
- “TER UM HINO E UMA BANDEIRA NÃO É SINÓNIMO DE LIBERDADE.” 

Exortação Pastoral dos Bispos de Moçambique 
- “ESTÁ GUERRA É UM MAL QUE URGE ULTRAPASSAR” 
Afirmam em recente exortação pastoral às comunidades cristãs, os bispos de Moçambique, a qual traduz, na sua essência, um autêntico apelo à paz na antiga colónia portuguesa do Índico.’ 
‘A urgência da Paz’ 
‘O sofrimento aumenta’ 
‘Esta guerra não serve o nosso povo’ 
‘Violências e crimes’ 
‘O Acordo de N’komati’ 
‘Outros passos se impõe’ 
‘O combate à fome’ 
‘O combate à violação da justiça’
‘Medidas desumanas e degradantes’ 
‘Administração da Justiça’  
‘A violência armada’ 
‘Esta guerra é uma guerra intolerável’ 
‘Um apelo à reconciliação nacional’ 
‘As populações afectadas pela guerra’ 
‘A Paz empenha a todos’ 

Os portugueses ainda acreditam em Lendas 
- ‘LOBISOMEM EM SANTARÉM ?’, por Judith Jorge 

Rui Machete em entrevista 
- “AO GENERAL EANES FALTA CARISMA, LUCIDEZ E DETERMINAÇÃO’ 
Entrevista de João Ladeiras 

Derrota humilhante do Partido Liberal 
- ‘CONSERVADORES VENCEM ELEIÇÕES NO CANADÁ’ 

Opinião 
- ‘RELANÇAR O GOVERNO - debelar a crise’, por António Capucho 

- ‘O PAÍS E O SISTEM ECOLÓGICO CORRE PERIGO’ 
Por Adulcino Silva 

Astronomia 
- ‘REFLECTINDO SOBRE O MACROSOSMOS…’ (1), pelo tenente-coronel Teles Grilo 

O sentir do Seleccionador Nacional de Futebol José Torres aos 46 anos 
- “SOU UM HOMEM FELIZ E PLENAMENTE REALIZADO” 

A FECHAR…
- Álvaro Cunhal: ‘RESSURREIÇÃO DOS MONOPÓLIOS FASCISTAS’ 
- Lucas Pires: ‘O GOVERNO DESTRUIU A ECONOMIA’ 


Preço:  0,00€; (Indisponível) 

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Angola & Guerra Civil - ‘JONAS SAVIMBI - Combats pour l’Afrique et la démocratie’, avec Atsuté Kokouvi Agbobli - Paris 1997 - MUITO RARO;






Angola & Guerra Civil - Uma importante é histórica obra do género entrevista, em que Jonas Savimbi, líder e fundador da UNITA, responde a inúmeras perguntas relacionadas com o drama que o país atravessou após a descolonização mal conduzida por Portugal e a guerra civil que se seguiu com as invasões dos exércitos do Zaire, Cuba e África do Sul em socorro dos movimentos nacionalistas angolanos 


‘JONAS SAVIMBI - Combats pour l’Afrique et la démocratie’ 
Entretiens avec Atsuté Kokouvi Agbobli 
Edition FAVRE 
Paris 1997 


Livro com 272 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


Da contracapa: 
“ ‘JONAS SAVIMBI - Combats pour l’Afrique et la démocratie’ 

JOMAS Savimbi, fondateur et président de ‘Union nationale pour l’indépendance totale de L’ANGOLA (UNITA), c’est l’Homme du refus. Refus du colonialisme portugais d’abord. Refus, ensuite, de la domination étrangère sous toutes ses formes. 
C’est aussi l’homme du courage et de la volonté. Depuis plus de trente ans, ni la coalition de ses ennemis, ni l’abandon de certains de ses plus proches amis, ne l’ont fait dévier d’un objectif qu’il sait devoir atteindre un jour: l’indépendance ‘totale’ de son pays. 
Jonas Savimbi, enfin, c’est l’un des derniers ‘monstres sacrés’ de la scène politique mondiale. C’est l’homme d’État que son charisme désigne à la vindicte des nouveaux colonisateurs, jusqu’à en faire l’homme à abattre. 
À ses pairs africains, aux Américains, aux Français, aux Russes, aux Portugais, Jonas Savimbi dit leurs quatre vérités; pour la première fois, sur le racisme, le pétrole, la guerre et la paix, il s’exprime longuement. Dans le style qui est le sien: clair et direct. 
À l’heure où l’Afrique centrale explose, tandis que de nouvelles et fabuleuses découvertes pérrolières au large de l’Angola viennent aviver les tensions, il faut entendre et méditer le témoignage d’un grand Africain de notre temps.“ 



“JONAS MALHEIRO SAVIMBI, né le 3 août 1934 à Munhango (Angola portugais) et tué au combat le 22 février 2002 à Lucusse (Angola), est un chef nationaliste angolais. Il est né dans la province de Moxico et issu de l’ethnie ovimbundu. Jonas Savimbi était un sociologue, homme politique et guérillero angolais, dirigeant de l'Union nationale pour l'indépendance totale de l'Angola (UNITA) pendant plus de trente ans. Durant la lutte pour l'indépendance et la guerre civile, elle a bénéficié, à différentes étapes, du soutien des gouvernements des États-Unis d'Amérique, de la république populaire de Chine, du régime de l'apartheid de l'Afrique du Sud, de plusieurs dirigeants africains et mercenaires étrangers. Savimbi a passé une grande partie de sa vie à lutter d'abord contre l'occupation coloniale portugaise et, après l'indépendance de l'Angola, contre le gouvernement marxiste angolais. Il est surnommé ‘Galo Negro’ (Coq noir) et ‘Jaguar Negro dos Jagas’ (Jaguar noir des Jagas).”



Do ÍNDICE: 

INTRODUCTION: 
Jonas M. Savimbi, l’UNITA 
L’Afrique et l’histoire 

I. - LE LEGS DE L’HISTOIRE 
- L’indépendance confisquée 
- Solidarités africaines 
- Le jeu des puissances 

II. - LES MANOEUVRES DE LA GUERRE ET DE LA PAIX 
- La longue marche de l’UNITA 
- Les combattants de la liberté 
- La victoire usurpée 

III. - LA DĒMOCRATIE, CONDITION DU DÉVELOPPEMENT ÉCONOMIQUE 
- Un État dans la guerre 
- Pluralisme contre Partie unique 
- Le Président, responsable Suprême 

IV. - UN MONDE IMPITOYABLE 
- Dépasser l’indépendance formelle 
- Dans le cours des grands 
- La panafricanisme nécessaire 


Preço: 72,50€; 

Portugal - São Tomé e Príncipe & Literatura - ‘A NAU DE QUIXIBÁ’, de Alexandre Pinheiro Torres - Lisboa 1989 - Raro;

 




Portugal - São Tomé e Príncipe & Literatura - Uma obra cujo cenário é este arquipélago africano 


‘A NAU DE QUIXIBÁ’ 
De Alexandre Pinheiro Torres 
Edição Caminho 
Lisboa 1989 


Livro com 248 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


O Autor: 
“ALEXANDRE PINHEIRO TORRES nasceu a 27 de dezembro de 1921, em Amarante. 
Na Universidade do Porto tirou o bacharelato em Físico-Química e, mais tarde, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas. 
Foi professor do ensino secundário e fundador da revista A Serpente e, enquanto residia em Coimbra, empenhou-se na publicação do Novo Cancioneiro, de que faziam parte os mais destacados poetas da altura. Foi romancista, poeta e ensaísta, tendo vasta obra publicada nas diversas áreas, e colaborou, como crítico literário, em diversas publicações, como as revistas Seara Nova e Gazeta Musical e de Todas as Artes ou do Jornal de Letras, Artes e Ideias e Diário de Lisboa. 
Da convivência com esses poetas, com o movimento dos neorrealistas e na sequência de ter feito parte do júri da Sociedade Portuguesa de Escritores, que atribuiu ao livro ‘Luuanda’, de José Luandino Vieira, o Grande Prémio de Ficção, foi, em 1965, proibido pelo Estado Novo de exercer a docência. 
Exilou-se, então, primeiro no Brasil e, depois, em Cardiff, no País de Gales, onde foi professor na respetiva universidade e onde criou a disciplina de Literatura Africana de Expressão Portuguesa. 
Em 1976 criou o Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros. 
Recebeu em 1979 o Prémio de Ensaio Jorge de Sena atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores, em 1983 o Prémio de Ensaio Ruy Belo e o Prémio de Poesia pela APE. 
É cidadão honorário de São Tomé e Príncipe e membro da Academia Maranhense de Letras de São Luís do Maranhão, Brasil. 
Parte importante do seu vasto espólio foi doado à Biblioteca Municipal da Póvoa de Varzim. Alexandre Pinheiro Torres faleceu em Cardiff a 3 de agosto de 1999.“



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO à primeira edição 
Dedicatória 

Capítulo I 
Ao 
Capítulo XX 

POSFÁCIO 
Do verdadeiro e do possível em ‘A NAU DE QUIXIBÁ’ 


Preço: 25,00€; 

Timor - História & Biografia - ‘26 ANOS, UM TESTEMUNHO’, de Manuel Cárceres da Costa - Díli 2010 - MUITO RARO;







Timor & História - A biografia e o testemunho de Manuel Carrascalão, um influente timorense com papel destacado na história contemporânea do país, um dos mais importantes membros da UDT, desde o período colonial, processo de descolonização de 1974/75, guerra civil e resistência contra os invasores indonésios de 1975 a 1999 e com papel decisivo no referendo pró independência 


‘26 ANOS, UM TESTEMUNHO’ 
De Manuel Cárceres da Costa 
Edição da Livraria Central 
Díli 2010 


Livro com 136 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


Descrição:
“Testemunho autobiográfico ligado à história recente de Timor-Leste, relatando experiências pessoais, contexto político e vivências durante períodos marcantes da luta timorense. A obra combina memória histórica, reflexão política e relato humano, oferecendo perspetiva direta sobre acontecimentos que influenciaram a identidade nacional timorense. Tem interesse para leitores de história contemporânea, estudos lusófonos, política internacional e relações coloniais. Além do valor documental, destaca-se pelo testemunho pessoal e dimensão humana dos acontecimentos descritos. Livro relevante para compreender processos históricos, culturais e políticos ligados ao espaço lusófono no século XX.”


O Autor: 
“MANUEL CÁRCERES DA COSTA is an East Timorese politician and writer. Between June 2018 and March 2022, he was the Minister of Justice, serving in the VIII Constitutional Government of East Timor led by Prime Minister Taur Matan Ruak.

Cárceres da Costa in 2019 - Minister of Justice In office (22 June 2018 – 22 March 2022) 

Prime Minister - Taur Matan Ruak
Preceded by - Maria Ângela Carrascalão - Succeeded by - Tiago Amaral Sarmento 

Personal details
Born - Lacló, Manatuto, Timor 
Party - People's Liberation Party
Profession - Writer

Costa is the son of two devoted Roman Catholic teachers who lived in Lacló, in the then District of Manatuto, where he was born. After attending primary school there, he received his secondary education at the Bishop of Medeiros College (Colegio de Bispo de Medeiros) in Dili. 
In compliance with a decision of his deceased father, Costa then entered the Seminary of Our Lady of Fatima in Dili. Subsequently, after realising that he was unable to fulfil his parents' dream that he would become a priest, he left the seminary and enrolled at the Liceu Dr. Francisco Machado. 
By 1978, Costa had become a Fretilin member; that year he witnessed the destruction by the Indonesians of the East Timorese resistance base in Laclo. 
In 1999, Costa graduated with a degree in Public Administration. 

Career
After the withdrawal of the Indonesians from East Timor in 1999, Costa worked for the United Nations Transitional Administration in East Timor (UNTAET) and became the UNHCR's representative in East Timor for eight years. 
In the 2001 parliamentary election, Costa stood as an independent candidate to become a direct representative for the then district of Manatuto. He received only 838 votes (5.4%). 
From 2006 to 2010, Costa studied law, majoring in criminal law, at the Universidade da Paz (UNPAZ) in Dili. In February 2009, he became an advisor to Timor Telecom and, three months later, its director of Institutional Relations until 2018. 
On 22 June 2018, after being approached and supported by the People's Liberation Party (PLP), Costa was sworn in as Minister of Justice of the VIII Constitutional Government, under Prime Minister Taur Matan Ruak. Up to that point, he had considered that his political career had ended in 2001. 
In an interview published in May 2019, Costa said that he had told Ruak during his pre-appointment meeting that "I come to serve, not add more numbers to ministerial positions." 
Costa remained in office as Minister of Justice notwithstanding the breakdown of the Alliance for Change and Progress (AMP) coalition during the first few months of 2020, and the consequent restructuring of the government in mid-2020. However, at the end of February 2022, the Prime Minister gave him permission to take leave for health reasons. On 22 March 2022, he was replaced by Tiago Amaral Sarmento. 

Publications
In addition to his autobiographical book ‘26 ANOS, UM TESTEMUNHO’ (Dili: Livraria Central, 2010, 2nd edition 2013; OCLC 897041092) on the East Timorese struggle for freedom, Costa has written various poems on the same topic. He speaks Tetum, Portuguese, Indonesian and English.”


MANUEL CARRASCALÃO: 
“Manuel Guterres Viegas Carrascalão (Ataúro, 16 de dezembro de 1933 — Díli, 11 de julho de 2009) foi um parlamentar português e indonésio e defensor da independência de Timor-Leste, tendo sido uma das figuras proeminentes da consulta popular de autodeterminação em 1999, ao ponto de a sua casa ter sido atacada pelas milícias Aitarak, sob comando de Eurico Guterres, opositor da independência Maubere. 

Manuel Carrascalão
Nascimento - 16 de dezembro de 1933 - Ataúro
Morte - 11 de julho de 2009 - Díli
Cidadania - Timor-Leste
Progenitores - Manuel Viegas Carrascalão
Ocupação - político
Distinções - Cavaleiro da Ordem do Mérito Agrícola e Industrial

De seguida sucedeu a Xanana Gusmão na liderança do Conselho Nacional da Resistência Timorense, a coligação independentista timorense. Tinha 11 irmãos, sendo o mais velho, e entre eles estavam João Viegas Carrascalão, fundador da União Democrática Timorense e candidato presidencial em 2007, e Mário Viegas Carrascalão, que fundou o Partido Social Democrata de Timor-Leste. 
A 22 de Maio de 1952, com apenas 18 anos, foi feito Cavaleiro da Ordem Civil do Mérito Agrícola e Industrial Classe Agrícola. 
Morreu no dia 11 de Julho de 2009, no Hospital Nacional Guido Valadares, em Díli, na sequência de uma embolia cerebral.” 


Preço:  0,00€; (Indisponível) 

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Portugal & Angola - ‘MEMÓRIAS DA GUERRA COLONIAL - Na Lunda da DIAMANG e dos Quiocos’, de Nuno Roque da Silveira - Lisboa 2024;








Portugal & Angola - Um extraordinário livro de memórias do autor, que relata a parte final da sua comissão militar na guerra do ultramar nesta antiga província ultramarina portuguesa, a relação com todos os elementos da sua companhia (oficias, sargentos e soldados), como viu as populações da Lunda nos seus aspectos genuínos e no dia-a-dia, cultura, arte e tradições, a riqueza diamantífera explorada pela DIAMANG, o turismo pelas terras do interior angolano com a publicação de cerca de três centenas de magníficas fotografias 


‘MEMÓRIAS DA GUERRA COLONIAL - Na Lunda da DIAMANG e dos Quiocos’ 
De Nuno Roque da Silveira 
Edição Colibri 
Lisboa 2024 


Livro com 532 páginas, profusamente ilustrado (cerca de 300 fotografias) e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa:
“Ao falarmos sobre a situação no norte de Angola, que nesta altura é o principal teatro de guerra, e dizendo-lhe eu das dificuldades em conseguir desalojar e prender os elementos de uma guerrilha, até porque conhecem melhor o terreno e nele se escondem, disse-me convictamente: - Temos hoje em dia as possibilidades técnicas de traçar no terreno zonas de extermínio, nas quais sistematicamente se poderá fazer um desbaste de toda a vegetação. Isto levará a descobrir todos os terroristas nas matas, que deverão ser pura e simplesmente eliminados.“ 


Da badana: 
“Em 2007 ao dar à estampa as minhas memórias da estadia em Angola como combatente das tropas que para ali iam, prometi escrever sobre o que se passara na segunda parte dessa, como se dizia, missão de soberania, em local de descanso. Infelizmente passaram todos estes anos e penitencio-me por esta minha falta.

No decorrer da leitura das ‘memórias’ que aqui deixo, julgo transmitir a enorme riqueza que me foi oferecida com esta estadia em descanso militar na zona da Lunda dos Diamantes. Também me foi possível transmitir aos soldados mais próximos de mim a iniquidade da guerra em que fôramos obrigados a participar nos meses anteriores lá pelo Zemba, Mucondo, Maria Fernanda… passados todos estes anos, muitos de nós entenderam que da nossa parte, da nossa entrega, não houve resultados heróicos antes a necessidade de um esquecimento modesto e silencioso.“ 


O Autor: 
“NUNO ROQUE SILVEIRA nasceu na Chibia, Angola, em 1940. Fez os seus estudos primários e secundários em Lisboa, Barreiro, Algueirão e Lourenço Marques (hoje Maputo). Licenciado pela Universidade Técnica de Lisboa, ainda pensou voltar à sua terra e exercer a preparação obtida com estudos em Ciências Sociais e em Política Ultramarina, mas acabou por fazer uma pós-graduação em Administração Hospitalar; tendo cumprido a maior parte da sua vida profissional como administrador hospitalar. Anteriormente ainda tinha trabalhado numa forma alemã de Dusseldórfia, acompanhando jornalistas, escritores e cientistas alemães, suíços e austríacos em visitas pormenorizadas as todas as regiões das então colónias de Angola e Moçambique. 

Publicou nesta editora: 
- ‘UM OUTRO LADO DA GUERRA - Zemba, Angola (1963-1964)’; 
- ‘LOURENÇO MARQUES - Acerto de contas com o passado (1951-1965).
Desde 2007 faz trabalho de campo na Feira da Ladra.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
INTRODUÇÃO 

1. - DE ZEMBA PARA A LUNDA 
- Henrique de Carvalho / Lunda 

2. - LUXILO 

3. - UM OUTRO MUNDO SE DESVENDA 
- O memória 

4. - DESEMPENHO DE GUERRA EM SITUAÇÃO DE PAZ 

5. - QUE FAZIAM OS OFICIAIS. QUE FAZIAM OS SARGENTOS. QUE FAZIAM OS SOLDADOS 

6. - O NOSSO MÉDICO FALA-NOS E LEVA-NOS A ANDRADA 

7. - CONHECER A LUNDA DA DIAMANG 
- Muinda 

8. - O BEM-ESTAR NA LUNDA 
- Rodrigo 
- O senhor Nicolau 

9. - OS BAILES NA DIAMANG 
- A família Laranjeira 
- Relações dos nossos militares com os civis 

10. - VEM DO LADO DO ÍNDICO 
- Regresso à Lunda 
- Um pouco de turismo não faz mal a ninguém 
- Memórias de Zé do Telhado e da Rainha Ginga 
- Na morte de José de Freitas Vieira 

11. - A ENCOMENDA DO LEITÃO 
- Aproxima-se o Natal 
- Visita à Central de Escolha 

12. - O ASSIMILADO 
- Instrução primária 
- O ‘Odemira’ 

13. - NA MORTE DE HUMBERTO DELGADO 
- O ócio 
- … E vamos ter teatro 

14. - MARÇO E A DÁDIVA DE UM DIAMANTE 
- Os ovos da Páscoa 
- Infidelidade em tempo de guerra 

15. - O CANZAR EM PERSPECTIVA 
- De guerreiros passamos a senhores 
- Estaremos no Paraíso ? 
- Ida ao nordeste 
- Permanência no Canzar 

16. - TXONZA, O GRANDE ESCULTOR 
- O grande Soba Cassombo 
- O dia-a-dia no Canzar 
- A cega 

17. - BERNARDO ASPIRA A UM DIA SE CASAR 
- Férias e regresso 
- O Nabais Jorge apaixona-se 
- Protesto 
- Os ferreiros 
- Vem o enfermeiro branco que faltava 
- O Cacimbo e as chuvas 

18. - IDA AO LUSO 
- Tempos difíceis 
- O MPLA dá sinal de vida 
- Domingos no Canzar 

19. - MONUMENTAL ROUBO DE GALINHAS 
Desvario em Luanda ? 
- Convite para a Kapa 18 (k18) 
- Um cantineiro no Canzar 
- O Natal vai mesmo ser aqui 

20. - OS ADEUSES E PREPARATIVOS PARA A VIAGEM 
- Vamos mesmo partir 
- A viagem desejada 
- Estamos em Lisboa 

EPÍLOGO 


Preço: 47,50€; 

Moçambique & Guerra Colonial - ‘FROM UDENAMO TO FRELIMO’, by Lopes Tembe Ndelana - Maputo 2016 - MUITO RARO;















Moçambique & Guerra Colonial - O autor relata o seu percurso político desde a participação pela UDENAMO e a fundação da FRELIMO, a colaboração com Eduardo Mondlane e a opção pela vida diplomática após a independência do país a 25 de Junho de 1975 


‘FROM UDENAMO TO FRELIMO’ 
And Mozambican Diplomacy 
By Lopes Tembe Ndelana 
Edition Headline Books, Inc. 
Maputo 2016 


Livro com 224 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


SINOPSE: 
“The historical facts narrated here relate to the various stages of the Struggle, creating a fascinating set of collective memories that embody the role of the Freedom Fighters in obtaining justice and developing Mozambique. The narrative begins with organizational efforts in Dar es Salaam, then moves to the educational centers and military training that took place in Tanzania, with particular emphasis paid to Kongwa and Nachingwea and special discussions about retrieving supplies and infiltrating weapons and other military provisions. Finally, the Freedom Fighters mobilized and included the population in education and agricultural production. The history and the depiction of direct combat with the enemy make this a story that must be read. 
The statements in this book are a testament of a shared journey of struggle, friendship and camaraderie cultivated over the years of the Struggle. The Liberation Struggle of Mozambique was one fought on political, military and diplomatic fronts. Lopes Tembe reminds us of this multifaceted experience where regional and international solidarity played an unforgettable role.” 
- Joaquim Alberto Chissano

“Os fatos históricos narrados aqui relacionam-se com as várias etapas da Luta, criando um fascinante conjunto de memórias coletivas que incorporam o papel dos Combatentes da Liberdade na obtenção de justiça e no desenvolvimento de Moçambique. A narrativa começa com os esforços de organização em Dar es Salaam, passando depois para os centros educacionais e o treinamento militar que ocorreram na Tanzânia, com ênfase particular em Kongwa e Nachingwea e discussões específicas sobre a recuperação de suprimentos e a infiltração de armas e outros materiais militares. Finalmente, os Combatentes da Liberdade mobilizaram e incluíram a população na educação e na produção agrícola. A história e a descrição do combate direto com o inimigo fazem desta uma história que deve ser lida.
As declarações neste livro são um testemunho de uma jornada compartilhada de luta, amizade e camaradagem cultivada ao longo dos anos da Luta. A Luta de Libertação de Moçambique foi travada nas frentes política, militar e diplomática. Lopes Tembe nos lembra dessa experiência multifacetada, onde a solidariedade regional e internacional desempenhou um papel inesquecível.” 
- Joaquim Alberto Chissano


NA IMPRENSA MOÇAMBICANA: 
“ ‘Da UDENAMO à FRELIMO e a diplomacia moçambica­na’ é o título do livro de Lo­pes Tembe Ndelana, distinguido Menção Honrosa no Festival de Livro de Londres (Inglaterra), na categoria de Melhor Biografia/ Memória. O reconhecimento in­ternacional da obra de memórias do antigo combatente de Luta Ar­mada de Libertação Nacional sur­ge numa competição anual que honra as melhores publicações li­terárias ao nível internacional, es­critas em inglês, francês, alemão, português e italiano.
O livro de estreia de Lopes Tem­be Ndelana conta experiências políticas que o autor colheu ao longo dos vários anos de dedica­ção aos valores essenciais para a libertação do país da dominação colonial portuguesa. Partindo das principais vivências que marcaram a sua infância, quer em Moçambi­que quer na África do Sul, neste “Da UDENAMO à FRELIMO e a diplomacia moçambicana”, Ndela­na recupera os contextos sociais e políticos que fomentaram a forma­ção da UDENAMO e, mais tarde, da FRELIMO, instituição política onde se consolida a diplomacia moçambicana do ponto de vista estrutural.
Neste livro com 206 páginas, Ndelana traz consigo a bagagem de quem teve de passar por vários cantos do mundo para se formar como político e como homem, ca­sos do Zimbabwe, Tanzânia, Gana, Egipto, China, Japão, Paquistão ou Coreia do Norte. Para que o livro fosse distinguido, a paixão com que o autor narra as suas vivências e o potencial discursivo suficiente para conquistar os leitores do mun­do inteiro, foram alguns requisitos.”
Na edição impressa do Jornal ‘O PAIS’ - Maputo. 


Da contracapa - O Autor: 
“LOPES TEMBE NDELANA was born on March 20, 1937, in Maputo. He is married and has six children. He attended primary school in South Africa at the Holy Cross and Swiss Mission Schools. He studied through the International Correspondence School (Cape Town), Kwame N kruma Institute (Wineba, Ghana), Kivokoni College (Dar es Salaam, Tanzania) and at the Military Academy of Enchasse in Egypt. 

His long career began in 1974 at the Office of the Prime Minister of the Transitional Government in the Department of International Cooperation. He was later promoted to Chief of State Protocol in the Ministry of Foreign Affairs (1975-1978) and then served as Deputy Director of the National Commission for Communal Villages (1978-1983). He was also Member of Parliament between 1977 and 1994.

Lopes Tembe Ndelana is currently a retired Ambassador. He was Ambassador Extraordinary and Plenipotentiary of Mozambique to the Peoples Republic of China, Democratic People's Republic of Korea, Pakistan and Japan (1983 and 1989); and the Republic of Zimbabwe and Botswana (1989-1996). He served in the Kingdom of Swaziland between 1996 and 1998. He is a polyglot who speaks English, Portuguese, Swahili, ChiNyanja, Ronga, Zulu and Shona.

Lopes Tembe Ndelana is a founding member of UDENAMO and FRELIMO. He was distinguished with the Medal of the 20th Anniversary of Foundation of FRELIMO, the Victory of Adwa Centurary Medal, 1896-1996, and a Medal of Veteran of the Liberation Struggle of Mozambique.”



Do ÍNDICE: 

Acknowledgments 
FOREWORD 
INTRODUCTION 

- My childhood 
- Parents origin 
- Immigration to South Africa 
- School and community 
- The role of my mother, Nenci Matola 
- My political experiences, 1950-56 
- My return to Lourenço Marques 
- Employment at Dallas & Company 
- The registrar at the administration 
- Departure to Rhodesia / Zimbabwe 
- The foundation of UDENAMO 
- The mission of UDENAMO in Lourenço Marques 
- The return to Rhodesia 
- Heading to Dar es Salaam 
- Departure to Ghana: Kwame Nkrumah ideological Institute, 1962 
- Return to Dar es Salaam 
- Mungulani Center 
- UDENAMO’s petition to the United Nations 
- Mondlane’s Visit to Dar es Salaam 
- Unity Conference and the foundation of FRELIMO 
- The first Congress of FRELIMO 
- The training in Egypt, Academy of Enchasse and the Integration in Kongwa Camp 
- At the Kongwa Camp 
- Reconnaissance mission in the south of Mozambique 
- The collaboration of the local authority Mahele 
- A return to Dar es Salaam 
- From Kongwa to a new mission in Lourenço Marques 
- Group reunion in Lusaka and a trip to Bulawayo 
- The second time at Mahele’s en route to Mozambique 
- Return to Dar es Salaam, December 1964 
- From Kongwa to Bugamoyo and Nachingwea, 1965 
- Wgypt, 1965 
- Return to Dar es Salaam 
- Trio to Sweden 
- Return to Dar es Salaam 
- Invasion of the offices of FRELIMO, May 6, 1968 
- Preparation of the second Congress, July 20 - 25, 1969 
- My first marriage, 1968 
- The death of Eduardo Mondlane, February 3, 1969 
- Departure to Cuba, 1969 
- From Cuba to Dar es Salaam, 1970 
- Mission in Tete, 1971-1974 
- From April 25 to the Lusaka Agreement of September 7, 1974 
- Going Home, October 1974 
- The last mission in Dar es Salaam 
- Definitive return to Mozambique, 1975 
- Ministry of Foreign Affairs, 1975 
- Nationalizations 
- The third Congress of FRELIMO and the people’s Assembly 
- Cooperation and International Solidarity 
- The construction of my brick House in Matola 
- My second marriage 
- National Commission for Communal Villages 
- First Mozambican Ambassador to China, 1983-1989 
- First trip to Hong-Kong, 1984 
- President Samora Machel’s visit to China, 1984 
- President Samora Machel’s visit to North Korea, 1984 
- Visit to Japan, 1984 
- Visit to Pakistan, 1984 
- Honorary Consul of Mozambique to Hong-Kong, 1984 
- First President visit to Japan, May 1986 
- President Joaquim Chissano’s trip to Asia, 1988 
- Cooperation with China 
- End of Diplomatic mission in China 
- Ambassador to Zimbabwe, August 1989-1996 
- Early work at the Embassy 
- Strengthening the esconomic Cooperation 
- ZIMOFA - Zimbabwe Mozambique Friendship Association 
- Polical-Military Cooperation 
- Zimbabwe en route from Mozimbican peace talks 
- Our membership to the commonwealth 
- Mission in Botswana (1989-1996) 
- Mission in Swaziland (1996-1998) 
- An abrupt end to the mission in Swaziland 
- My Return to Mozambique 
- Participation in the tenth Congress 
- Final thoughts 

References 
Attachments 
Testimonials 


Preço:  0,00€; (Indisponível)