quarta-feira, 16 de setembro de 2026

África Austral & História - ‘COMMANDOS DE BROUSSE’, de Patrick Ollivier - Paris 1985 - MUITO RARO;







África Austral & História - Relatos dos combates dos comandos rodesianos no conflito que ocorreu nos finais das década de setenta entre o governo minoritário de Ian Smith e as guerrilhas da ZANU e ZAPU, lideradas respectivamente por Robert Mugabe e Joshua Nkomo 


‘COMMANDOS DE BROUSSE’ 
De Patrick Ollivier 
Édition Bernard Grasset 
Paris 1985 


Livro com 276 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Da contracapa:
“Témoin privilégié, j'ai vu de 1976 à 1980 à la Rhodésie devenir le Zimbabwe, lan Smith le leader blanc faire place à Robert Mugabe, le chef des nationalistes africains.
Témoin privilégié ?
Oui, car témoin les armes à la main, Français engagé volontaire, au départ simple soldat au service d'une cause ‘anachronique’ et un peu folle.
Cinq ans de guerre, cinq ans d'aventures qui me porteront en tant qu'officier à la tête de mon escadron aux Grey's Scouts. Avec cette unité à cheval, j'ai combattu la guérilla des révolutionnaires noirs de la frontière montagneuse du Mozambique à la vallée du Zambèze, aux chutes Victoria, en passant par les fameuses ruines, jamais expliquées, de Zimbabwe.
De retour en Europe, j'ai ouvert mes carnets de route à Jérôme Sarde. Il en a tiré le livre qui suit...”

“Como testemunha privilegiada, vi, entre 1976 e 1980, a Rodésia transformar-se no Zimbábue e Ian Smith, o líder branco, dar lugar a Robert Mugabe, o chefe dos nacionalistas africanos.
Testemunha privilegiada?
Sim, pois fui testemunha de armas na mão, um francês voluntário que começou como simples soldado a serviço de uma causa ‘anacrônica’ e um tanto insana.
Cinco anos de guerra, cinco anos de aventuras que me levariam, já como oficial, a comandar meu esquadrão nos Grey's Scouts. Com essa unidade de cavalaria, combati a guerrilha dos revolucionários negros desde a fronteira montanhosa com Moçambique até o vale do Zambeze e as Cataratas Vitória, passando pelas famosas e enigmáticas ruínas do Zimbábue.
De volta à Europa, abri meus diários de campanha para Jérôme Sarde. Ele deles extraiu o livro que se segue...”



Do ÍNDICE : 

AVANT-PROPOS 
- Vol de nuit 
- L’attentat 
- Le baptême du sang 
- La cueillette macabre 
- Mission interdite 
- Sous le feu des mortiers 
- Le phosphore 
- Major Mike Williams 
- Un coup tordu 
- Le faux Nègre 
- Bus-stop 
- Bus-stop 2 
- On the track 
- Mazoe street 
- Les chutes Victoria 
- Les branconniers 
- L’attaque 
- Nouvelle affectation 
- Patrouille dans les Mateke Hills 
- Les révolutionnaires 
- Lions Den 
- La déchirure 


Preço: 72,50€; 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Antropologia & Literatura - ‘ÁFRICA - NEGRITUDE, CRIOULISMO E ASSIMILAÇÃO EM ANGOLA’, de Lupi Fialho - Lisboa 2023;





Antropologia & Literatura - O livro analisa como a ‘Negritude’ - movimento literário e político fundado por nomes como Aimé Césaire e Léopold Senghor  - foi aplicada à realidade da África Lusófona. A obra investiga ainda o fenómeno do assimilacionismo e critica o conceito de luso-tropicalismo’ face à realidade local, bem como a associação errónea do termo ‘crioulo’ em Angola. Explora a complexa sociologia, história e política colonial angolana através destas três correntes identitárias.


‘ÁFRICA - NEGRITUDE, CRIOULISMO E ASSIMILAÇÃO EM ANGOLA’ 
O Anti-Cristo da Colonização 
De Lupi Fialho 
Edição LISBON - International Press 
Lisboa 2023 


Livro com 228 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 


SINOPSE: 
“Mais importante do que o conteúdo das ideias e das derivações, das falsas deduções, da História da colonização europeia dos séculos XV e XVI, em particular da colonização Ibérica, para o movimento woke, o peso da palavra, o jogo do sentido, ou da falta de sentido, das ideias que se apropriam de conceitos mal elaborados, é o que marca posição. 

Não é de espantar que o alvo directo, e de mais fácil apreensão para o movimento, seja o complexo das redes sociais e uma certa imprensa irresponsavelmente manipuladora que serve os seus interesses políticos mais radicais, que teima em maltratar as estéticas e os valores da civilização europeia presente na colonização, sejam eles os etnocêntricos, sejam ele os cristocêntricos, que foram, e continuam a ser, assimilados pelos ex-colonizados. Falamos aqui das estéticas e dos valores da Francofonia, da Lusofonia e da Hispanofonia, de que falava Léopold Senghor.

As raízes deste movimento woke encontram-se no pós II Grande Guerra, em que os existencialistas marxistas, cujo expoente foi Jean-Paul Sartre, tentaram, sobretudo a partir da década de 50 do século passado, destruir o papel desses valores e dessas estéticas, a ponto de no seu texto Orphée Noire este existencialista dogmático ter ensaiado uma definição pouco inteligente de Negritude, dela dizendo que é o racismo anti-racista. 

Felizmente, apesar de tudo e de alguns desencontros ideológicos, que a Legitime Defense e, mais tarde, o Movimento Presence Africaine, estavam dotados de mentes mais inteligentes, sensíveis e conhecedoras do significado da civilização negra, como Aimé Césaire, Léopold Senghor, Léon Damas, Alioune Diop e outros, que puseram a ridículo esta tese, em particular Léopold Senghor no seu célebre discurso de 21 de Abril de 1961 na Sorbonne.

Pretende-se neste ensaio tratar as questões e as raízes da Negritude e compreender a sua ligação ao errado qualificativo de Crioulos, onde ela não existe e, sobretudo, ao Assimilacionismo e ao seu pressuposto, no caso que nos interessa da África Lusófona, o Luso Tropicalismo.”


O Autor: 
“LUÍS FIALHO nasceu em 13 de Fevereiro de 1955. Por mero acaso nasceu em Lisboa, quando tudo apontava para que nascesse em Luanda, para onde regressou com apenas 15 dias. 
Após uns anos no Colégio Militar, de onde saiu no final do quinto ano do Liceu contra sua vontade, face à circunstância de que não havia ali a alínea ‘E’ do então chamado Curso Complementar dos Liceus, que dava acesso ao curso de Direito, acabou o Liceu em Nova Lisboa, actualmente Huambo. Formou-se em Direito na Faculdade de Direito de Lisboa em 1980. 
Após uma passagem pelo ensino nessa Faculdade e na Universidade Lusíada, abandonou-o para se dedicar, em exclusivo, à sua actividade profissional com uma longa carreira nos domínios dos petróleos, e não só, como advogado e jurisconsulto, com passagens pela gestão. 
Foi essa longa carreira que lhe permitiu correr entre Portugal, os EUA, vários países da Europa e de África, em particular Angola e alguns do Médio Oriente, onde ganhou larga experiência, quer a nível nacional, quer a nível internacional. 
Agora, limita-se basicamente, a ler e a escrever, que é o que gosta de fazer.“ 



Do ÍNDICE: 

NOTA INTRODUTÓRIA 

I. - NEGRITUDE E CULTURA 
1. - Aimé Césaire 
2. - Léopold Senghor 

II. - LUSO-TROPICALISMO E CRIOULISMO 
A - Luso-Tropicalismo 
1. - Gilberto Freire 
B - Crioulismo em Angola 
1. - Introdução ao tema 
2. - Mário António 
3. - Uma primeira conclusão 

III. - CORRENTES NEGACIONISTAS 
A - As correntes moderadas 
1. - Orlando Albuquerque 
2. - Leonel Cosme 
3. - Exemplo errado de Cabo Verde em Leonel Cosme 
B - Correntes radicais. O Anti-Cristo da Colonização
1. - Considerações introdutórias
2. - Victor Kajibanga 
3. - Buanga Fele 
4. - Claudia Castelo 
5. - A Miscigenação Não compreendido por Cláudia Castelo 
6. - Maria da Conceição Neto 

IV. - CRIOULISMO E ASSIMILAÇÃO 
1. - Nota Introdutória aos Temas 
2. - Crioulismo e Mário António 
3. - O papel do jornalismo e a consolidação da elite intelectual urbana 
4. - Crioulismo e Lusofonia 
5. - Assimilação cultural 
6. - A questão do dialecto crioulo 
7. - Aculturação e negritude: Não crioulismo
8. - Assimilação e associação 

Bibliografia 


Preço: 42,50€; 

Portugal - Descolonização & História - ‘TIMOR - ABANDONO E TRAGÉDIA’, de José Alberto Morais da Silva e Manuel Amaro Bernardo - Lisboa 2023;




Portugal - Descolonização & História - Uma obra de análise profunda do processo que Timor atravessou desde que em Lisboa o MFA derrubou o regime do Estado Novo e deu início à descolonização, que redundou numa guerra civil entre timorenses (UDT, KOTA, APODETI, PT e FRETILIN), a que sucedeu a invasão pela Indonésia em Dezembro de 1975 perante a incapacidade e passividade da Administração portuguesa civil e militar, que culminou com a retirada para a ilha de Ataúro 


‘TIMOR - ABANDONO E TRAGÉDIA’ 
De José Alberto Morais da Silva e Manuel Amaro Bernardo 
Edição Âncora Editora 
Lisboa 2023 


Livro com 282 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


SINOPSE: 
“Neste livro os autores assumem que Timor foi uma terra esquecida, abandonada e martirizada. Sem fazer juízos de valor sobre as opiniões expressas pelos autores (designadamente no que concerne à opinião sobre a atuação militar e política de alguns camaradas), mas tendo vivido intensamente como cidadão os momentos de apoio à independência de Timor, entendo que passados cerca de 23 anos da primeira edição, a mensagem principal continua atual.

Confirmei isso mesmo na relação de trabalho que fui tendo com vários oficiais timorenses, alguns dos quais com funções de grande responsabilidade. Confirmo ainda, com particular satisfação, que o desejo dos autores de que tudo deveria ser feito em prol do Povo timorense, "que soube resistir ao invasor indonésio e merece ser um País", tem sido consolidado pelo tempo histórico, inclusivamente a sua inclusão na lusofonia.

Efetivamente, pouco depois da primeira edição desta obra, em abril de 2001, os timorenses foram às urnas e escolheram Xanana Gusmão como o novo presidente. A 20 de maio de 2002 (Dia da Restauração da Independência), Timor-Leste tornou-se independente como república unitária semipresidencialista, na sequência de um esforço conjunto da comunidade internacional em que Portugal (e os portugueses) teve papel de relevo.

Entretanto, os cerca de 1,3 milhões de timorenses, numa mescla de vários grupos étnicos, passaram a ter o tétum e o português como línguas oficiais. E o jovem País passou a fazer parte de várias Organizações Internacionais, nas quais se inclui a CPLP. Apesar das receitas decorrentes de reservas de petróleo e gás natural, a maioria da população ainda depende da agricultura de subsistência e quase metade da população vive em extrema pobreza (ao nível do índice do desenvolvimento humano ainda se situa em torno do 140º lugar).” 


Preço: 37,50€; 

Moçambique - FRELIMO & História - ‘SAMORA MACHEL - UMA BIOGRAFIA’, de Allen Isaacman e Barbara Isaacman - Maputo 2022 - MUITO RARO;






Moçambique - FRELIMO & História - Uma das mais completas biografias do primeiro presidente do país, líder da Frente de Libertação após o assassinato de Eduardo Mondlane em 1969, das suas origens, adesão à luta armada, ascensão na direção política e militar, o triunvirato com Marcelino dos Santos e Uria Simango, a liderança, a independência e a tentativa de construção do ‘Homem Novo’ esmagando toda a contestação e oposição, até ao Acordo de Nkomati, uma ‘rendição’ ao Apartheid e a sua morte em circunstâncias ainda hoje não totalmente apuradas 


‘SAMORA MACHEL - UMA BIOGRAFIA’ 
De Allen Isaacman e Barbara Isaacman 
Prefácio de Albie Sachs 
Edição Outro Mundo 
Maputo 2022 


Livro com 280 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Da contracapa:
“Filho de pequenos agricultores, Samora Machel (1933-1986) tornou-se uma das principais figuras da luta contra o colonialismo português em Moçambique. Membro destacado da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), comandante militar vitorioso conduziu o seu povo à independência, celebrada em 25 de Junho de 1975, senso proclamado o primeiro presidente da República Popular de Moçambique. 
Os autores desta biografia, Allen e Barbara Isaacman, viveram muitas destas mudanças em Moçambique, nomeadamente no período após a independência. 
Este livro, que junta recordações pessoais, pesquisa de arquivo e o resultado de um conjunto de entrevistas, analisa a trajectória de Machel: os primeiros anos de vida, a sua relação com a história africana, a sua politização em Maputo, quando se tornou enfermeiro, a fuga e envolvimento na guerra de libertação com a FRELIMO, o desejo partilhado com Eduardo Mondlane da formação de uma sociedade socialista e não racialista em Moçambique, a tomada do poder, as inúmeras conquistas de pós-independência, a guerra civil e o difícil contexto externo, mas também os conflitos internos, os diversos erros e as derivas autoritárias.
Por fim, interpreta as circunstâncias incertas da sua morte, em 1986, quando o seu avião se despenhou, e a vida de Moçambique no período pós-Machel. Este livro é feito por investigadores politicamente comprometidos, mas que perfilham uma conhecida frase de Edward Said: ‘nunca a solidariedade antes da crítica’.“ 


Os Autores: 
“Ao longo de várias décadas, ALLEN ISAACMAN e BARBARA ISAACMAN ergueram um dos mais relevantes projetos de investigação histórica sobre a África Austral, e especialmente sobre o território que corresponde hoje às fronteiras de Moçambique. Como outros académicos da sua geração, envolveram-se nas lutas anti-coloniais e mantiveram, depois da independência de Moçambique, uma colaboração com as suas estruturas académicas, ensinando e formando novos investigadores.
Nas suas obras, o recurso intensivo às narrativas orais coloca no centro da análise as estratégias das populações africanas e o modo como se confrontaram com a presença colonial europeia. 
Rejeitando visões eurocêntricas da história africana, recuperaram o processo de formação das sociedades locais, relataram as suas fracturas internas, lutas próprias e formas de resistência. Allen e Barbara Isaacman produziram igualmente uma análise detalhadas única do colonialismo português, referindo-se às formas de estruturação do poder colonial e ao papel da escravatura, do trabalho forçado, da violência, da presença do Estado colonial e dos seus agentes.“ 



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO, por Albie Sachs 
Agradecimentos 

PRÓLOGO - O Desafio da Representação 

1. - VIVER NO COLONIALISMO 
- A criação de um insubmisso 
- Sul de Moçambique: O Contexto Colonial 
- A Vida sob o Jugo Colonial 

2. - A EDUCAÇÃO POLÍTICA INICIAL DE SAMORA MACHEL 
- A Criação de um Lutador pela liberdade (1950-63) 
- A carreira de Enfermeiro de Samora 
- Panorama Político em Mudança em Moçambique 
- Actividade Anticolonial de Samora 

3. - A LUTA DENTRO DA LUTA (1962-70) 
- Treino Militar na Argélia 
- Divisões no Seio da FRELIMO 
- Ascensão de Samora ao Poder 

4. - SAMORA E A LUTA ARMADA (1964-75) 
- Preparação para a Luta Armada 
- Implementação de Estratégias para Prosseguir a Luta Armada 
- As Zonas Libertadas e Aldeamentos: Um Campo de Trabalho 
- O Custo da Guerra 
- Os Acordos de Lusaka e as suas Repercussões 

5. - POLÍTICA, PERFORMANCE E PODER POPULAR (1975-CA 1977) 
- Construir uma Nação 
- Construção de um Estado: Política pós-Colonial 
- Transformar a Sociedade 
- Transformações Económicas 
- Reconstituição da sua Família 

6. - O MARXISMO DE SAMORA MACHEL E A DEFESA DA REVOLUÇÃO (1977-82) 
- Rumo ao Socialismo 
- A Defesa da Revolução: Combate ao Inimigo Interno 
- Em Defesa da Soberania Moçambicana 
Alianças Regionais, Não-Alinhamento e Aliados Naturais 
- A Defesa da Nação contra a Desestabilização Sul Africana 

7. - O DESENROLAR DA REVOLUÇÃO SOCIALISTA MOÇAMBICANA (1983-86) 
- O Recuo do Socialismo 
- Operação Produção 
- Acordo de Nkomati 

8. - QUEM MATOU SAMORA ? 
- Prelúdio do Despenhamento 
- A Morte de Samora: Indícios de Assassinato 

9. - A VIDA POLÍTICA PÓSTUMA DE SAMORA E A POLÍTICA DA MEMÓRIA 
- Suprimir o Socialismo, Suprimir Samora 
- Recordar a Partir de Baixo 

CONCLUSÃO: A Vida de Samora Revisitada 

NOTAS 
LEITURA RECOMENDADA 
Glossário 


Preço: 77,50€; 

Moçambique & Literatura - ‘ÁFRICA COLONIAL’, de Afonso Ribeiro - Lourenço Marques 1975 - MUITO RARO;




Moçambique & Literatura - Uma obra do autor editada na ainda cidade de Lourenço Marques (actual Maputo) no seu refúgio e exílio dada a censura de que era vítima em Portugal 


‘ÁFRICA COLONIAL’ 
De Afonso Ribeiro 
Edição Publicações NOTÍCIAS 
Lourenço Marques 1975 


Livro com 180 páginas e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


O Autor: 
“AFONSO RIBEIRO nasceu em 1911, na Vila da Rua, Moimenta da Beira, foi professor primário e conhecedor profundo das classes pobres das zonas rurais, da sua vida árdua, aliada à falta de solidariedade dos proprietários de terras. Inspiração que passou, sem artifícios, para os seus catorze livros, nos quais desmistifica a vida feliz e saudável da vida no campo e constrói narrativas reais de existências tristes, de fome, doença e trabalho agrícola ’escravo’. 
Como um dos fundadores do ‘Sol Nascente’, em 1938 publicou ‘Ilusão Na Morte’, obra censurada pela PIDE, que o consagrou como precursor do neorrealismo. A sua vida ficou marcada pela perseguição do regime de Salazar, que o impediu de ser docente, o levou para o jornalismo, e até após a sua fuga para Moçambique, não só lhe fechou todas as portas, como chegou a levá-lo para a prisão. Dez anos após o seu regresso a Portugal, em 1986, já mergulhado num certo esquecimento e falta de dinheiro, escreve ainda ‘A Árvore e os Frutos’.
O brilhante autor e contista da ’Vila da Rua’ morreu em Cascais, em 1993.” 


Obra do Autor: 
Contos 
- ‘Ilusão na Morte’; 
- ‘Povo’; 
- ‘Da vida dos Homens’; 
- ‘África Colonial’; 
- ‘A Árvore e os Frutos’; 
- ‘Vila da Rua’; 
Romances 
- ‘Aldeia’; 
- ‘Trampolim’; 
- ‘Escada de Serviço’; 
- ‘O Pão da Vida’; 
- ‘O Caminho da Agonia’; 
Teatro 
- ‘Três Setas Apontadas ao Futuro’; 



Do ÍNDICE: 

Explicação Necessária 

- O AMARGO PESO DA SOLIDÃO 
- ENQUANTO AGUARDA QUE PATRÃO CHAME 
- NOITE DE CHACAIS 
- A ATRACÇÃO DAS PALAVRAS 
- ENTRE DOIS MUNDOS 
- TRÊS HISTÓRIAS DE MOLEQUES COM ALGUMAS NOTAS DE ABERTURA À LAIA DE PRÓLOGO 
- PRIMEIRA HISTÓRIA: 
PANOS PARA A VELHA MAMANA 
- SEGUNDA HISTÓRIA: 
VÉSPERAS DE NATAL 
- TERCEIRA HISTÓRIA: 
UM PÁSSARO TODO BONITO - UM PÁSSARO DE MADEIRA QUE NÃO CHEGOU A SER FEITO 
- OS DESENRAIZADOS 
- LIBERTAÇÃO 
- O FUTURO COLONIZADOR 
- NAS TREVAS DA NOITE É QUE AS MADRUGADAS SE GERAM 

Glossário 


Preço: 27,50€; 

Portugal & História - ‘DESCOBRIMENTOS - E outras ideias politicamente incorretas’, de João Pedro Marques - Lisboa 2023;






Portugal & História - A polémica em torno da história secular portuguesa dos descobrimentos e da escravatura e as tentativas de depurar os factos, isolando uns para enaltecer outros de modo a tornar a narrativa histórica uma campanha ideológica do século XXI 


‘DESCOBRIMENTOS - E outras ideias politicamente incorretas’ 
De João Pedro Marques 
Edição Guerra & Paz 
Lisboa 2023 


Livro com 200 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da Contracapa: 
“Irá Lisboa ter um Museu das Descobertas, como foi prometido, ou continuará essa promessa a ser travada pelo clamor dos radicais de esquerda? Irão esses mesmos radicais prosseguir a sua campanha de desinformação acerca do envolvimento de Portugal na escravatura? Continuarão a querer demolir alguns monumentos e estátuas, bem como alterar os livros escolares e a nossa linguagem do dia-a-dia? E como responderemos nós a essas e a outras pressões? Iremos resistir-lhes ou iremos ceder-lhes, modificando, por exemplo, os programas da disciplina de História do secundário para as satisfazer? Essas são algumas das questões levantadas e respondidas em ‘DESCOBRIMENTOS e Outras Ideias Politicamente Incorrectas’. 
Este livro é um combate contra os apologistas e praticantes do pensamento politicamente correto, que são os mesmos que têm aversão mental aos Descobrimentos e ao Império, e que flagelam Portugal com o tema da escravatura, esforçando-se por transpor essa flagelação para o nosso ensino secundário.” 


O Autor: 
“JOÃO PEDRO MARQUES nasceu em Lisboa, em 1949. Foi professor do ensino secundário e, depois, durante mais de duas décadas, investigador do Instituto de Investigação Científica Tropical e Presidente do Conselho Científico desse Instituto, em 2007-2008.

Doutorado em História pela Universidade Nova de Lisboa, onde leccionou durante a década de 1990, é autor de dezenas de artigos sobre temas de história colonial, e de vários livros, dois dos quais publicados em Nova Iorque e Oxford (The Sounds of Silence, 2006; e, em co-autoria, Who Abolished Slavery? A debate with João Pedro Marques, 2010).

Em 2010, a Porto Editora deu a conhecer o seu primeiro romance  - ‘Os Dias da Febre’ -, a que se seguiu, dois anos depois, ‘Uma Fazenda em África’, um grande sucesso, com múltiplas edições. Desde então, o autor publicou ‘O Estranho Caso de Sebastião Moncada’ (2014), ‘Do Outro Lado do Mar’ (2015), ‘Vento de Espanha’ (2017), ‘A Aluna Americana’ (2019), ‘O Prazer de Guiar’ (2021), ‘Até ao Fim da Terra’ (2023) e ‘Haiti’ (2025).”


Preço: 0,00€; (Indisponível) 

Portugal - Angola & Informação - Revista ‘NOTÍCIA’, n. 146 - 15.09.1962 - (BASE ÁREA DE MONTE-REAL) - Luanda 1962 - MUITO RARO;













Portugal - Angola & Informação - Noticiário das vivências nesta então província ultramarina portuguesa da África Ocidental 


Revista ‘NOTÍCIA’, n. 146 - De 15 de Setembro de 1962. 
BASE ÁREA DE MONTE-REAL 
Director: Eng. António Sacadura Ribeiro de Albuquerque 
Luanda 1962 


Exemplar com 32 páginas, ilustrada e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Temas em destaque: 
- BASE ÁREA DE MONTE-REAL 
Reportagem de Rui Romano - Fotos de J. Cabral 
“Alcança quem não cança” 
‘É ali o ninho dos “Falcões” mais ferozes do mundo.’ 

- ‘CAZUMBI: SEIS ANOS AO SERVIÇO DA GAROTADA’ 
Texto de Mário Pereira - Fotos de Manuel Ferreira 

Ainda há disto em Angola 
- ‘COMO SE FORMOU EM DALATANDO UMA SOCIEDADE ANÓNIMA’ 
Por Alberto Santos 

- ‘REMEMORANDO MAIS DE MEIO SÉCULO ININTERRUPTO EM ANGOLA’ 

- ‘Será este o primeiro Boletim do TOTOBOLA a circular em Luanda’ 

- ‘Universitários do Porto enchem Luanda’ 


Preço: 32,50€; 

Portugal - Moçambique & Desporto - ‘EUSÉBIO - A Biografia’, de João Malheiro - Lisboa 2014 - Raro;





Portugal - Moçambique & Desporto - A biografia do grande futebolista nascido em Lourenço Marques (actual Maputo), que ficou conhecido por ‘Pantera Negra’ da autoria de um dos seus maiores amigos e admiradores 


‘EUSÉBIO - A Biografia’ 
De João Malheiro 
Edição Versos da História 
Lisboa 2014 


Livro com 128 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


Da contracapa:
“O maior futebolista português de todos os tempos viveu períodos em que a sua vida desportiva se confundiu com a fábula. 
Exornou os requintes de um campeão.
Merecido para o predestinado, mas sempre trabalhador insano, lutador indomável. 
Repentista, intuitivo, enleante, não deixou de ser um óptimo companheiro é um admirável adversário. 
Engalfinhado em lesões várias e incompreensões múltiplas, superou com elevação aflições, dores e raivas. 
O futebol cristalino de Eusébio provocou hemorragias coletivas de prazer.
Deixou páginas ornaras de fantasia, aos quais emprestou golos plasticamente belos. 
Chegou a deixar o país em transe, agitou o orgulho pátrio.
Fez o Mundi acordar vermelho e… português.“ 



Do ÍNDICE: 

Abertura 
Eusébio, cidadão do mundo 
- Aníbal Cavaco Silva  (Presidente da República) 
Obrigado Eusébio ! 
- Luís Filipe Vieira (Presidente do Sport Lisboa e Benfica) 

PREFÁCIO - por António Victorino d’Almeida 

INTRODUÇÃO 

VERDE SINAL NA ÁFRICA NEGRA 
- Infidelidades-que-não-foram 
- Mistura de sangues 
- Falta um 
- Magagaga é vermelho 
- Chico maneta, vendedor de cautelas 
- Vencer no Sporting 
- Cantos de Sereia 
- Dinheiro grande 
- Tentação leonina 

TRANSFERÊNCIA, NOVELA, SEQUESTRO E TUDO 
- Guerra e paz 
- Profissão de fé 
- Fadário da Ruth 
- Ter juízo 
- Votar vencido e ganhar 
- Senhora de Fátima 

TEMPO DE ESTREIAS, DEBUTE DE GÉNIO 
- Amor à primeira vista 
- Penalti madastro 
- Lume nos olhos 
- Titã contra gnomo 
- Pérola negra 
- América inóspita 
- Manchar a honra 

A EUROPA RENDE-SE AO ENCANTO DO ASTRO 
- Santa das boas graças 
- Urso da sorte 
- Besta goleadora 
- A droga do bacalhau 
- Mulher de César 
- Frango em italiano 
- Fantasma de Wembley 

O MUNDO PROCLAMA UMA NOVA MAJESTADE 
- Magriço por Camões 
- Passes de mágica 
- Orgulhosamente não só 
- À velocidade da luz 
- Limite só o céu 
- Lágrimas de Portugal 
- Bola igual a musa 
- Homem ao quadrado 

MAGISTÉRIO DO GOLO, PARADIGMA DA PERFEIÇÃO 
- 1137 
- Colecção de recordes 
- Prata e ouro 
- Camisolas de mérito 
- Eurobola 
- Piscar de olhos 

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA, EUSÉBIO 
- Jogo político 
- Generosidade postiça 
- Património do Estado 
- Xaile e ópio 

ADMIRAÇÃO NACIONAL, RESPEITO UNIVERSAL 
- Monarquia absoluta 
- Verdade imperial 
- Imitar o pai 
- Lenda viva 
- Reserva moral 

ETERNAMENTE EUSÉBIO 


Preço: 27,50€; 

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Portugal - Colonialismo & História - ‘TRAVESSIA DA ÁFRICA’, de Lacerda e Almeida - Lisboa 1936 - MUITO RARO;





Portugal - Colonialismo & História - Relatos das vivências sociais, históricas e coloniais das parcelas territoriais portuguesas do continente africano 


‘TRAVESSIA DA ÁFRICA’ 
De Lacerda e Almeida 
Edição da Agência Geral das Colónias 
Lisboa 1936 


Livro com 418 (412 + VI) páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Ilustrado com 24 desdobráveis extratexto contendo reprodução de um atlas francês e 23 folhas contendo mapas manuscritos da travessia do autor.


SINOPSE: 
“Edição acrescida do diário da viagem de Moçambique para os rios de Sena e do diário do regresso a Sena pelo Padre Francisco João Pinto. 
Com uma introdução crítica do Dr. Manuel Múrias. 
A introdução de Manuel Múrias ocupa 75 páginas, refere as anteriores tentativas de atravessar o continente africano, descreve a inovadora e esclarecida obra de D. Rodrigo de Sousa Coutinho, Ministro e Secretário de Estado da Repartição de Marinha e do Ultramar, que foi o impulsionador da tentativa de travessia da África executada por Lacerda e Almeida. Múrias apresenta uma biografia do malogrado explorador e descreve o enquadramento e preparação da viagem.
O volume inclui os seguintes documentos: 
1 - Diário da viagem de Moçambique para os Rios de Sena. 
2 – Diário da viagem de Tete a Cazembe em 1797. 
3 – Diário da viagem de Cazembe a Tete, pelo P. Francisco João Pinto. 
4 – Conjunto de 5 documentos referidos no texto do diário de 1797.
Fonte muito importante para o estudo da expansão portuguesa em África, para a história de Portugal, de Moçambique e de Angola.“ 


Preço: 0,00€; (Indisponível) 

Portugal - Estado Novo & História - ‘O Essencial sobre A PIDE’, de Irene Flunser Pimentel - Lisboa 2023 - Raro;





Portugal - Estado Novo & História - O historial e análise das polícias políticas da ditadura militar de 28 de Maio de 1926 ao derrube do regime a 25 de Abril de 1974, passando pelas diversas fases que culminou com a transformação da PIDE em DGS por Marcelo Caetano na designada ‘primavera marcelista’ após a sua designação como chefe do governo na sequência da morte de António de Oliveira Salazar 


‘O Essencial sobre A PIDE’ 
De Irene Flunser Pimentel 
Edição da Imprensa Nacional 
Lisboa 2023 


Livro com 142 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


Da contracapa: 
“ ‘O Essencial sobre A PIDE’ - Irene Flunser Pimentel 

A PVDE/PIDE/DGS ajudou 
o regime a manter-se, assim como 
outros dos seus grandes pilares, 
a Igreja Católica e sobretudo as 
Forças Armadas, que asseguraram 
a continuidade do regime, em 1958, 
durante o ‘terramoto delgadista’ 
e em todo o período da guerra colonial. 
Mas que a polícia política era essa, 
quais os seus fundamentos, 
práticas e ramificações ?“ 



Do ÍNDICE: 

PRÓLOGO: A tomada da sede da PIDE/DGS 
- Os tiros para o ‘ar’ e a rendição da DGS 

1. - AS POLÍCIAS POLÍTICAS DA DITADURA MILITAR, 1962 - 1932 
- Dois grupos no seio da Ditadura Nacional 

2. - A CHEGADA DE SALAZAR AO PODER E A POLÍCIA DE VIGILÂNCIA E DE DEFESA DO ESTADO (PVDE), 1933 - 1945 
- Crimes de ‘rebelião’ e a criação da Polícia de Defesa Política e Social (PDPS) 
- A Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE) 
- Os alvos e métodos da PVDE 
- Uma PVDE à semelhança das polícias políticas fascista e nazi ? 
- Polícia política na Itália fascista e a PVDE 
- As polícias nazis e a PVDE 
- Polícias na Espanha de Franco 
- A PVDE durante a II Guerra Mundial e o PCP 
- Os presos da PVDE, até 1945 

3. - A POLÍCIA INTERNACIONAL DE DEFESA DO ESTADO (PIDE), 1945 - 1969 
- As primeiras duas fases da vida da PIDE, 1945 - 1960 
- A ‘internacionalização’ da PIDE 
- Homero de Matos substitui Neves Graça, na direcção da PIDE, 1960 - 1962 
- A terceira fase da vida da PIDE e a remodelação da Direcção, 1962 - 1969 
- A PIDE e as empresas 
- Os alvos da PIDE. Para que serviam as prisões ? 
- Uma polícia eficaz ? Os métodos da PIDE: informadores e tortura 
- A rede de informadores 
- A violência e a tortura nos interrogatórios 
- Objectivos de tortura e como nasce um torcionário 
- Modalidades de tortura: espancamentos, ‘estátua’ e ‘sono’ 
- O exemplo da CIA 
- O isolamento 
- Mulheres torturadas 
- Torturas com conotações sexuais e os terríveis anos de 1965 - 1966 

4. - A DGS, DURANTE O MARCELISMO 
- A quarta fase da vida da PIDE/DGS: recrudescimento das torturas 
- Marcello Caetano e a DGS: uma organização de ‘Intelligence’ ? 
- A reorganização da DGS, em 1972 

5. - O FIM DA DGS 
- O destino do director e de outros directores de serviços da DGS 
- O que aconteceu nas colónias ainda em guerra ? 
- Criação da Comissão de Extinção da PIDE/DGS 
- A Lei n. 8/75 de criminalização dos elementos da PIDE/DGS 
- O 25 de Novembro de 1975 e a aprovação da Constituição de 1976 
- Houve um processo de justiça de transição em Portugal ? O caso da PIDE/DGS 

NOTAS FINAIS: para que serviu a polícia política em Portugal ? 

Fontes 
Bibliografia 


Preço: 25,00€;