domingo, 1 de março de 2026

*** ALTERAÇÃO DA DENOMINAÇÃO DO BLOGUE ***





Nesta data, acrescentamos a designação da nossa vocação, a divulgação de ÁFRICA sob todas as temáticas e todos os pontos de vista, com o intuito de prestar melhor colaboração a todos quantos amam este continente e dele querem saber mais, divulgar as suas opiniões, sentimentos e memórias na esperança de o futuro ser muito melhor, mais tolerante e cultural.

Continuamos ao dispor de todos.

1 de Março de 2026 

OS COLABORADORES 


sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Portugal - História & Moçambique - ‘TESTEMUNHOS DA GUERRA DO ULTRAMAR’, de Artur Soares - Rio Tinto 2010 - Raro;










Portugal - História & Moçambique - A Comissão Militar do autor cumprida no norte desta antiga província ultramarina portuguesa da África Oriental editada em memórias 


‘TESTEMUNHOS DA GUERRA DO ULTRAMAR’ 
Histórias, casos e acontecimentos vividos pelo Autor 
De Artur Soares 
Edição Lugar da Palavra Editora 
Rio Tinto 2010 


Livro com 176 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa:
“NORTE DE MOÇAMBIQUE - 1966 a 1968 

O aroma do capim e do mato do norte de Moçambique chegam até nós pela mão do furriel Artur Soares, que nos presta um surpreendente testemunho da Guerra do Ultramar. 
De Kakuia a Montepuez, no distrito do Niassa, o autor traz-nos o romance dramático e a aventura. Sobrevive à guerrilha com Macondes de Cabo Delgado e aos ‘turras’, encontra-se com Deus, desencanta-se com o homem, revolta-se. 
Nesta viagem, o autor reaviva o processo de descolonização, questiona e acusa sem pruridos nem temores, doa a quem doer, e denuncia a insuportável incoerência dos políticos de ocasião, dos cobardes… antes e depois do 25 de Abril de 1974.“ 


O Autor:
“ARTUR SOARES nasceu a 8 de Dezembro de 1943, na freguesia de Panóias, em Braga. 
Começou a trabalhar como empregado de comércio aos 13 anos e fez o 2.* ciclo - Liceu como ‘aluno externo’. 
Estudou Filosofia, Cristologia e frequentou, na Fundação Konrad Adenauer, em Bona - Alemanha, um curso intensivo de Sociologia.
Fez o serviço militar obrigatório entremos aos de 1965 e 1968, terminando-o como segundo sargento miliciano e com uma comissão de serviço a guerra colonial de Moçambique. 
Aos 26 anos foi correspondente do jornal ‘O Primeiro de Janeiro’ do Porto, em Vila Nova de Famalicão, e iniciou a sua colaboração com ‘Artigos de Opinião’ nos jornais ‘Notícias de Famalicão’, ‘Expresso do Centro’, ‘O Gerezão’, ‘Correio do Minho’, ‘O Conquistador’ e várias revistas, sem prejuízo da subida na carreira de funcionário público, onde atingiu a chefia de Repartição de Finanças, na categoria de Tesoureiro Gerente de 1.a classe. 
Actualmente, encontra-se na situação de aposentado.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 

PREFÁCIO 
A GUERRA NO TERRENO 
- O Galego 
- O Manhente 
- O lança-granadas 
- A Banja 
- Fátima, no mato de Moçambique 
- Um capelão da guerra que traz a paz 
A REVOLUÇÃO 
- Aquela noite ! 
- A política de tarecos 
- Aço frio de armas quentes 
- Apresentar… arma !!! 
- Fado traído 
- Miscelânea 
- Isto é Portugal 
- Derrubamento 
- Khadafy e Portugal de Abril 
- A despedida 
- A viagem 
- Tenhamos esperança 
- A máfia 
- A vitória dos retrovertidos 
- As cavalariças e as mulas 
- Racismo e ditadores 
- Agoureiros e imbecis 
GUERRA, FARRAPOS DE VERDADES, FICÇÃO 
- A multidão cansada 
- Capim e desolação 
- Julgamentos económicos 
- Acordar a sorrir 
- A Pirologia e o Belchior 
- O filho do Cientista 
- As minhas comadres 
- A herança 


Preço: 32,50€; 

Portugal - Turismo & Automobilismo - ‘MISSÃO NA ÁSIA - Primeiro “Raid” automóvel Lisboa-Goa’, de Fernando Laidley - Lisboa 1970 - RARO;





Portugal - Turismo & Automobilismo - 


‘MISSÃO NA ÁSIA - Primeiro “Raid” automóvel Lisboa-Goa’ 
De Fernando Laidley 
Capa de Luiz Filipe 
Edições Tapete Mágico 
Lisboa 1970 


Livro com 192 páginas, muito ilustrado (Mapas e fotografias) e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
RARO. 


Da contracapa: 
“MAIS UMA VITÓRIA DA BARDAHL 

O autor e os seus companheiros de viagem percorreram nove países num total de mais de 15 mil quilómetros. 
UM ROMANCE DE AVENTURAS VIVIDAS: bloqueados pela neve nas montanhas da Anatólia Central, a 2.200 metros de altitude, com a embraiagem queimada, sob uma temperatura de 35 graus negativos; travessia do desolado deserto do Baluquistão num percurso de mais de 2.000 quilómetros; travessia de regiões infectadas por bandidos; uma luta sem tréguas com a neve, com a lama, com a poeira e com o frio intensíssimo, etc. 
UM DOCUMENTO DE VIAGENS: travessia da Jugoslávia; os estranhos costumes dos persas e dos turcos; Istambul a cidade dos dois continentes; Atenas, cidade de contrastes; dois meses na Índia Portuguesa, etc. 
UM GUIA: para todos aqueles que desejarem viajar até Goa por via terrestre.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
INTRODUÇÃO 

I Parte - DE LISBOA A GOA 
- Partida 
- Na cidade do Duomo, da indústria… e do Scala 
- Rumo à Jugoslávia 
- Eu passei a ‘Cortina de Ferro’ 
- Onde se fala um pouco da Jugoslávia 
- Bratstvo-Iedinstvo 
- Onde se fala dos Gregos 
- Chagada a Ankara 
- A Sibéria Turca 
- Rumo à fronteira Persa 
- Onde atingimos a altitude máxima nesta viagem 
- Onde se fala do Irão 
- Através do Azerbaijão 
- Onde percorremos cerca de quatrocentos quilómetros sem embraiagem 
- Quinze dias em Teerão 
- Rumo ao Sul da Pérsia 
- Fim do primeiro “Raid” automóvel Lisboa-Goa 

II Parte - DOIS MESES NA ÍNDIA PORTUGUESA 
Introdução à segunda Parte  
- Primeiro contacto com a Índia Portuguesa 
- Visitas e descanso 
- Quatro séculos e meio de História 
- Goa, terra de Portugal 
- Visitas ao interior 
- Fortalezas de Goa 
- Dio, a fortaleza heróica 
- Vinte e quatro horas em Damão 
- Ronda pela Fronteira 


Preço: 27,50€; 

Moçambique - Literatura & Ultramar - ‘KUFEMBA’, de João Salva-Rey - Lourenço Marques 1972 - MUITO RARO;






Moçambique - Literatura & Ultramar - kufemba é um Ritual de Limpeza Espiritual em Moçambique, os rituais consistem em invocar espíritos que vão dizer o que querem para tratamento de problema da sociedade e dar a solução.


‘KUFEMBA’ 
De João Salva-Rey (Pseudónimo de João Reis) 
Capa de Zeca Lobo Fernandes 
Edição da Livraria Académica 
Lourenço Marques 1972 


Livro com 372 páginas e em muito bom estado de conservação. 
Exemplar com dedicatória e assinatura do Autor. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


Obras do Autor:
- ‘Kufemba’ 
- ‘Ioé ioé que o Matola Morreu’ 
- ‘Marrabenta Kadina’ 
- ‘Excomungado’ 


Preço: 67,50€; 

Moçambique - Série de 6 selos dos Correios Moçambicanos - PÁSSAROS - Maputo 1978 - Muito Raro;




Moçambique - Uma Colecção editada pelos Correios Moçambicanos no ano de 1978 de raridade em estado excepcional de conservação 


Série de 6 selos dos Correios Moçambicanos - PÁSSAROS
1. - Selo de 50 centavos 
2. - Selo de 1,00 metical 
3. - Selo de 1,50 meticais 
4. - Selo de 2,50 meticais 
5. - Selo de 3,00 meticais 
6. - Selo de 15,00 meticais 
Maputo 1978 


Exemplares em muito bom estado de conservação. Excelentes. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.



Preço: 25,00€; 

Magrebe & Argélia - ‘LA SALE GUERRE’, de Habib Souaïdia - Paris 2001 - MUITO RARO;






Magrebe & Argélia - O autor, oficial pára-quedista das Forças Armadas Argelinas, denuncia as práticas sanguinárias da hierarquia militar contra civis e suspeitos do terrorismo islâmico no seu país 


‘LA SALE GUERRE’ 
Le témoignage d'un ancien officier des forces spéciales de l'armée algérienne 
De Habib Souaïdia 
Édition la Découverte 
Paris 2001 


Livro com 204 páginas, ilustrado com mapas e a reprodução de documentos, em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


“L’ouvrade d’Habib Souaïda, ancien parachutiste intégré aux forces spéciales algériennes mérite de retenir l’attention des lecteurs. Tout d’abord, ce livre – réédition de celui de 2001 augmenté d’une préface et postface de l’auteur - est le premier témoignage, à visage découvert, d’un officier ayant participé à la « sale guerre » qui a déchiré l’Algérie durant les années 1990 à partir de l’annulation des élections législatives, remportées par les islamistes du FIS (Front Islamique du Salut). Selon l’ONG Human Rights Watch, 100 000 Algériens auraient trouvé la mort durant ces années sanglantes. 

Voir à ce sujet : Amnesty International, Fédération Internationale des droits de l’homme, Human Rights (...)
Pour la plupart des personnes ayant suivi de l’étranger le drame se déroulant en Algérie, les massacres quotidiens de civils et de populations entières désarmées étaient uniquement l’œuvre de terroristes islamistes fanatisés. Ce témoignage précis remet en cause la lecture linéaire (simpliste ?) donnée par les médias occidentaux de cette époque. Au fil des pages qui nous conduisent de la formation initiale du jeune officier, à la guerre civile jusqu’à sa condamnation pour vol, son incarcération puis son départ en exil vers la France, les constats dressés sont accablants. Tortures, exécutions sommaires, manipulation, politique de la terreur… Ce témoignage laisse apparaître une mainmise de l’armée sur l’ensemble des rouages de la société. Ainsi, le récit de cette page terrible de l’histoire de l’Algérie contemporaine constitue un matériau brut à partir duquel les scientifiques doivent pouvoir tirer des faits, après recoupement et vérification, et lever le voile posé sur ces années sanglantes. Plusieurs éléments permettent, toutefois, de le considérer comme plausible : les faits rapportés sont extrêmement précis et recoupent des observations réalisées par des associations indépendantes de défense des droits de l’homme. La thèse de l’auteur est claire : « Le terrorisme apparaît à la fois comme le moyen de lutte des groupes armés islamistes contre « le système » et comme instrument utilisé par un pouvoir invisible, non pour défendre la démocratie, mais pour rester en place» (p 16). Cette stratégie a été un instrument aux mains de la hiérarchie militaire et d’une élite de privilégiés pour conserver le pouvoir en créant une psychose collective engendrée par l’insécurité généralisée, pour empêcher tout changement et détourner l’attention des Algériens de problèmes sociaux profonds. Pour l’auteur, la montée islamiste dans l’opinion publique a été aussi le révélateur d’une crise politique, éthique et morale au cœur de la société algérienne. Un instrument juridique a été mis en place pour accompagner la répression : l’âge de la responsabilité pénale a été abaissé de 18 à 16 ans, les simples faits d’être soupçonné d’avoir des liens avec les islamistes ou de ne pas avoir dénoncé un acte terroriste deviennent des crimes, criminalisant de fait le simple soupçon. C’est une porte ouverte aux abus de pouvoir. Pour l’auteur, ce corpus législatif a simplement contribué à criminaliser l’opposition islamique, soit plus de trois millions de citoyens qui avaient voté pour le FIS en 1992 ou à forger les instruments légaux qui allaient mener à leur radicalisation.” 


Da contracapa: 
“Je m'appelle Habib Souaïdia. Je suis un ancien officier ayant appartenu aux troupes spéciales de l'armée algérienne. J'ai trente et un ans. " Engagé volontaire, en 1989, dans les rangs de l'Armée nationale populaire (ANP), j'étais loin de penser que j'allais être un des témoins de la tragédie qui a frappé mon pays. " J'ai vu des collègues brûler vif un enfant de quinze ans. J'ai vu des soldats se déguiser en terroristes et massacrer des civils. J'ai vu des colonels assassiner, de sang-froid, de simples suspects. J'ai vu des officiers torturer, à mort, des islamistes. J'ai vu trop de choses. Autant d'atteintes à la dignité humaine que je ne saurais taire. Ce sont là des raisons suffisantes, j'en suis convaincu, pour briser le mur du silence. " Ancien parachutiste dans les forces spéciales de l'armée algérienne, Habib Souaïdia apporte dans ce livre le premier témoignage, à visage découvert, d'un officier ayant vécu au jour le jour la " sale guerre " qui déchire son pays depuis 1992. Il raconte ce qu'il a vu : la toiture, les exécutions sommaires, les manipulations, les assassinats de civils. Et surtout il lève le voile sur l'un des tabous les mieux gardés du drame algérien : le fonctionnement interne de l'armée algérienne. Il donne à voir le cynisme calculateur et la folie sanguinaire de certains généraux, le bourrage de crâne de leurs troupes, mais aussi le désespoir des soldats contraints à des actes barbares, les ravages de la drogue et des purges internes... Loin de la désinformation qui a trop souvent empêché l'opinion européenne de prendre conscience de la dimension effrayante de la guerre qui se livre outre-Médîterranée, ce témoignage exceptionnel aura un grand retentissement.”



Do ÍNDICE: / TABLE: 

PRÉFACE, par Ferdinando Imposimato 

INTRODUCTION 

1. - Mês premiers pas sous l’uniforme 
2. - ‘La société est gangrenée’ 
3. - La parenthèse Boudiaf 
4. - À l’école des paras de Biskra 
5. - Dans la guerre 
6. - La ‘Société nationale de formation des terroristes’ 
7. - La descente aux enfers 
8. - La honte 
9. - 1995, un tournant dans la guerre 
10. - Une armée de barbares 
11. -  Mon incarcération 
12. - Partir à tout prix 
En Guise de Conclusion 

Annexes 


Preço: 27,50€; 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Angola - História & UNITA - Suplemento EXTRA da revista ‘NOTÍCIA’, n. 369 - 31.12.1966 (‘NATAL SANGRENTO NO LESTE DE ANGOLA’) - Luanda 1966 - MUITO RARO;















Angola - História & UNITA - 


Suplemento EXTRA da revista ‘NOTÍCIA’, n. 369 - De 31 de Dezembro de 1966.
‘NATAL SANGRENTO NO LESTE DE ANGOLA’ 

Luanda 1966 


Suplemento de 8 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito, muito difícil localização. 
MUITO, MUITO RARO.



O SUPLEMENTO - EXTRA - Revista ‘NOTÍCIA’ n. 369 - 31.12.1966: 
‘NATAL SANGRENTO NO LESTE DE ANGOLA’, do enviado especial Joaquim Cabral 
- ‘QUE NEM UMA ROCHA !’ 
‘Prova e baptismo de fogo da nova organização da “Defesa Civil”: O êxito militar foi possível porque a população não se meteu onde não era chamada.’ 
- ‘A “TORRE E ESPADA” para Teixeira de Sousa’ 
- ‘SERENIDADE E FIRMEZA’ 
Bem Servir 
Armas (abandonadas pelos guerrilheiros) 
Corpos (dos atacantes em grande número) 
Alívio (da população civil, europeus e africanos) 
- ‘A DOR DE UM CÃO QUE PERDEU O DONO’ 
- ‘MOBUTU, OS BARRETES E OS C. F. DE BENGUELA’   


Preço: 

Angola - Literatura & História - ‘AMOR E GUERRA’, de José Carlos Moutinho - Lisboa 2021;






Angola - Literatura & História - A guerra que decorreu nesta antiga província ultramarina portuguesa da África Ocidental, entre 1961 e 1974, é o cenário onde decorre esta obra de José Carlos Moutinho, que ali viveu à época e registou as emoções e o ambiente que tão realista descreve 


‘AMOR E GUERRA’ 
De José Carlos Moutinho 
Prefácio de Onofre dos Santos 
Posfácio de Luísa Ramos 
Edição Guerra & Paz 
Lisboa 2021 


Livro com 176 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa:
“ Será que o amor, o incansável amor, vence sempre todas as barreiras?

A Angola colonial, a par das desigualdades e conflitos subterrâneos, era também um paraíso. Quem chegava era apanhado por um estranho feitiço para o resto da vida. O rumor longínquo da guerrilha assombrava essa aparente harmonia. A guerrilha funciona – é da sua natureza! – pela surpresa. As gigantescas matas cerradas não permitiam a penetração das tropas chegadas de Portugal e eram perfeitas para a ocultação dos guerrilheiros. Nas cidades, porém, iludia-se a guerra: vivia-se freneticamente o dia-a-dia. Praias, vida nocturna, bares e restaurantes conferiam às cidades, em particular a Luanda, um cosmopolitismo sedutor. Luanda tinha feitiço. A guerra, granadas e minas, era lá longe. A música das G3 e das AK não chegava aos ouvidos da cidade. ‘AMOR E GUERRA’ segue um personagem mobilizado para Angola.

Encontrará fatalidades, incertezas e paixões. Eis uma história de vida num paraíso cheio de inóspitas armadilhas. Será que o amor, o incansável amor, vence sempre todas as barreiras?“ 


Da badana: 
“- É muito aborrecido isso, não é, Rafael ? Ter a vida suspensa, depois de anos a estudar, por causa do serviço militar ? - questionou Matilde, visivelmente consternada.
- É uma grande verdade, mas temos de lutar pela Pátria, se bem que esta é uma guerra muito atípica. Afinal, aqui também é Portugal, ou pelo menos pensa-se que assim é. Parece que a guerra que travamos é fratricida, pois se aqui é Portugal, os de cá são portugueses… Mas isso agora não interessa. Posso tratar-te por tu ? E já agora, onde trabalhas, Matilde ? 
- Sim, claro. Realmente, falar de guerra é deprimente. Felizmente que Luanda parece ignorar o que se passa no interior. Aliás, aqui não chega qualquer informação relativa ao que acontece nas zonas de conflito. Estou a trabalhar na Casa de Saúde do Carmo. Ainda sou praticamente estagiária, acabei o meu curso este ano, mas já tinha estado cerca de três meses numa Clínica em Sacavèm. 
- Vamos dançar - disse ousadamente Rafael -, sinto anseio de te ter nos meus braços , Matilde. Mas com todo o respeito - acrescentou.“


O Autor:
“JOSÉ CARLOS MOUTINHO nasceu em Junho de 1944 na freguesia do Sobralinho, em Vila Franca de Xira. 
Ainda jovem, saiu de Portugal para ir viver para Angola, de onde se mudaria mais tarde para o Brasil, retornando a Portugal anos depois. 
Com 15 anos, em Angola, deu os seus primeiros passos na poesia. Contudo, foi na área farmacêutica que faz carreira em Angola e no Brasil, iniciando-se na Informação Médica aos 22 anos e tendo exercido funções até 1980. 
Em Portugal, foi empresário da indústria hoteleira na cidade da Maia, onde ainda hoje reside. 
Até ao momento, participou em mais de 45 colectâneas e conta já com 13 livros editados, entre eles, o seu último romance, ‘A Força de Amar’, e o seu mais recente livro de poesia, ‘Mar de Saudade’. 
Participou com 3 trabalhos no Prémio ‘Professor Mário Clímaco’ de 2017, organizado anualmente pela Academia de Letras, Ciência e Artes de Ponte Nova – ALEPON, tendo sido todos premiados: 2.º lugar para o poema ‘Lonjura do tempo’, Menção honrosa para o poema ‘Sabiá da minha saudade’ e 3.º lugar para a crónica ‘Caçador Profissional’. 
Este romance, ‘AMOR E GUERRA’, é o seu 14.º livro.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
Agradecimentos 
PREFÁCIO, por Onofre dos Santos 

AMOR E GUERRA 
INTRODUÇÃO 
Capítulo I 
Ao 
Capítulo XXXIII 
EPÍLOGO 

NOTAS DO AUTOR 
POSFÁCIO, por Luísa Ramos 


Preço: 27,50€; 

Portugal & Ultramar - ‘CONSCIÊNCIA DA LUSO / TROPICALIDADE’, de António Ferronha - Luanda 1969 - MUITO RARO;




Portugal & Ultramar - O autor atribui a consciência da Luso-Tropicalidade aos princípios humanistas de Portugal, à visão da África pré-portuguesa, constituição, futuro e responsabilidade na colonização 


‘CONSCIÊNCIA DA LUSO / TROPICALIDADE’ 
Ideário de Portugalidade 
De António Ferronha 
Edição do Autor 
Luanda 1969 


Livro com 280 páginas e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 

I - Parte - OS PRINCÍPIOS HUMANISTAS 
I. - Capítulo - As Civilizações Históricas 
II. - Capítulo - A Civilização Universal 
III. - Capítulo - A Finalidade Superior da Conduta Humana 
IV. - Capítulo - As Minhas Relações com os Outros Homens 
V. - Capítulo - O Respeito da Lei 
VI. - Capítulo - O Cristianismo é a Base Religiosa e Moral de Nossa Sociedade Luso-Tropical 
VII. - Capítulo - O Estado, Espelho da Estrutura e dos Interesses da Nação 

II - Parte - VISÃO DA ÁFRICA PRÉ-PORTUGUESA 
I. - Capítulo - O Aparecimento do Homem Sobre a Terra 
II. - Capítulo - A Evolução Cultural das Primeiras Idades 
III. - Capítulo - A Distribuição do Homem à Superfície da Terra 
IV. - Capítulo - Causas da Diferenciação Cultural dos Povos 
V. - Capítulo - O Caso Típico da África Austral 
VI. - Capítulo - Os Povos Atrasados da África Austral Começam a Sair das Trevas 

III - Parte - CONSTITUIÇÃO DA LUSO-TROPICALIDADE 
I. - Capítulo - Uma Nação em Potência 
II. - Capítulo - Factores Próximos da Fundação de Portugal 
III. - Capítulo - Organização Social dos Primeiros Tempos 
IV. - Capítulo - A Organização Política e Administrativa da Nação nos Primeiros Tempos 
V. - Capítulo - Portugal Realiza-se na Expansão Ultramarina 
VI. - Capítulo - Os Descobrimentos, Obra de Interesse para Toda a Humanidade 
VII. - Capítulo - Integração dos Povos na Cultura Ocidental e no Humanismo Português 
VIII. - Capítulo - Um Exemplo de Portugalidade: Formação e Desenvolvimento da Sociedade Multirracial do Brasil 
IX. - Capítulo - Perplexidades na Vocação de Portugal no Século XVIII 
X. - Capítulo - Os Maus Caminhos do Século XIX 

IV - Parte - FUTURO E RESPONSABILIDADE DA LUSO-TROPICALIDADE 
I. - Capítulo - Para uma Melhor Rentabilidade de Nossa Terra 
II. Capítulo - Uma Nova Orientação Escolar 
III. - Capítulo - A Consciência das Relações Humanas 
IV. - Capítulo - A Nossa Forma de Estado 


Preço: 52,50€; 

Angola & literatura - ‘O CÁGADO NAS FÁBULAS AFRICANAS’, de Francisco Kapitiya - Benguela 2007 - MUITO RARO;






Angola & literatura - Recolha de fábulas africanas em torno dos animais selvagens 


‘O CÁGADO NAS FÁBULAS AFRICANAS’ 
De Francisco Kapitiya 
Capa de Bernardo Carlos Fundulo 
Edição do Secretariado Diocesano de Pastoral 
Benguela 2007 


Livro com 72 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


SINOPSE: 
“ ‘O CÁGADO NAS FÁBULAS AFRICANAS’ é uma recolha do Padre Francisco Kapitiya, sacerdote de Benguela, Angola. É uma recolha de fábulas de diversos autores selecionados pensando na “educação” das crianças, juventude e da população no geral e dar resposta as necessidade de desenvolver a inteligência através das mensagens que as fábulas trás. As fábulas e os contos exprimem a sabedoria dos povos através de animais, pessoas e coisas e constituem uma herança imprescindível na história humana. São instrumentos de educação cujas lições envolvem todos os âmbitos do homem (a moral, a honra, a economia, o poder, o respeito, a tradição, a cultura,etc). Há tradições que conservam essa sabedoria através dos textos escritos, como há também aquelas que ainda transmitem-na de geração em geração por via oral. Em África os mais velhos que asseguram essa tradição representam um número ínfimo, podendo mesmo afirmar que há uma lacuna entre gerações anteriores e actuais.”


O Autor:
“FRANCISCO KAPITIYA é sacerdote diocesano de Benguela, Angola. 
É autor de: ‘Método de Estudo’, ‘Óscar Braga sonho realizado’, ‘ABC de Metodologia Científica’ e ‘Anedotas para todos’. 
Em Angola, os mais velhos que asseguram a tradição oral são poucos, podendo mesmo afirmar que há uma lacuna entre gerações anteriores e actuais. 
Por isso, os centros de intelectualidade, o Ministério da Cultura, os investigadores, os antropólogos, os sociólogos etc, devem unir esforços para que a educação, através de fábulas e contos, se mantenha viva no seio do povo. 
As cenas narradas em fábulas ou contos são agradáveis ao ouvido e as suas lições são percebidas e assimiladas sem outros recursos de compreensão. 
Este trabalho, ainda que insignificante, representa um pequeno esforço do Autor para mostrar ao leitor o modo como o cágado, a quem nas fábulas se atribui a inteligência, sendo um animal pequeno, simples, sem força, sem agilidade, sem defesa notória, inofensivo, raro, que aparece apenas para decisões, vence até elefantes. 
A inteligência é uma poderosa arma ao dispor do homem. Não deve ser trocada, não deve ser esquecida; pelo contrário deve ser desenvolvida através de estudos, de reflexões, de narrações de fábulas, declamações de poemas, discussões académicas, trabalho, etc.“ 
Apoio: Pe. Eduardo Alexandre - Vigário Geral da Diocese de Benguela 


Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 
1. - A maratona na floresta 
2. - O Cágado, a Quizumba e a Zebra 
3. - O Cágado e os outros animais 
4. - O Cágado e o Jacaré 
5. - O Chihungu o Cágado 
6. - A Tartaruga dá uma lição bem dada 
7. - O Fígado da Lebre 
8. - O Homem e o Cágado 
9. - A esperteza da Tartaruga 
10. - O Coelho e a Hiena 
11. - O Cágado e a Rapariga que não queria casar 
12. - O Coelho e os outros animais 
13. - A Lebre e a Tartaruga 
14. - O Peru selvagem e outras aves 
15. - O Caçador, o Leão e o Cágado 
16. - A Tartaruga e o Hipopótamo 
17. - A Pacaça, a Raposa, o Papagaio e a Tartaruga 
18. - O Cágado e a Palanca 


Preço: 37,50€;