domingo, 1 de março de 2026

*** ALTERAÇÃO DA DENOMINAÇÃO DO BLOGUE ***





Nesta data, acrescentamos a designação da nossa vocação, a divulgação de ÁFRICA sob todas as temáticas e todos os pontos de vista, com o intuito de prestar melhor colaboração a todos quantos amam este continente e dele querem saber mais, divulgar as suas opiniões, sentimentos e memórias na esperança de o futuro ser muito melhor, mais tolerante e cultural.

Continuamos ao dispor de todos.

1 de Março de 2026 

OS COLABORADORES 


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Portugal & Literatura - ‘NOVEMBRO’, de Jaime Nogueira Pinto - Lisboa 2012 - Raro;






Portugal & Literatura - O autor, viveu com intensidade o período final do regime do Estado Novo e a guerra do Ultramar nas suas mais importantes províncias ultramarinas (Angola, Guiné e Moçambique), a conspiração e reivindicação corporativa dos militares que deu origem ao MFA e ao derrube do Governo de Marcelo Caetano, a revolução de 25 de Abril de 1974 e o período revolucionário até aos finais de 1975 e consequentemente o seu final, assim como o terminus do Império 


‘NOVEMBRO’ 
De Jaime Nogueira Pinto 
Edição Esfera dos Livros 
Lisboa 2012 


Livro com 638 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


Da contracapa:
“Henrique Pinto de Vasconcelos levantou os olhos do jornal. Nunca se cansava daquele mar, daquela Baía, daquela estrada da Barra, das ondas verde-garrafa nos rochedos pardos, dos costeletes burgueses a montante do comboio. No princípio de Julho, com o sol a aquecer, já aparecia gente pelas praias: velhos tímidos e senhoras com crianças cá por cima, famílias na areia, dois ou três rapazes no banho, um cargueiro é um petroleiro no horizonte (…) Afundou-se no banco de trás do carro e voltou ao jornal. (…) Por cá, naquela espécie de diários do Governo que eram os matutinos, não acontecia nada de especial, nem era de esperar que acontecesse.”

“No Portugal tranquilo de 1973, Henrique segue pela Marginal a caminho da Baixa, para mais um conselho de Administração do Banco. Ao fim da tarde, o seu filho Eduardo atravessa a Praça de Londres rumo ao Bunker, um rés-do-chão semi-devoluto que serve de sede a um movimento de jovens nacionalistas radicais. É aí que Alexandre dirige a ‘Ofensiva’. 
Henrique tenta esquecer a mulher desaparecida em romances e relações atípicas. Eduardo move-se não esperança de encontrar Diana. Alexandre procura na paixão política o romantismo e aventura que não encontra na vida.
Mas a História está a preparar-se para tomar conta das histórias destes homens e das mulheres que amam. Num andar de Nova Oeiras, o capitão Vasco de Carvalho abre o segundo maço ‘Português Suave’ e traça, na noite, o plano do golpe militar. 
A torrente da revolução e da contra-revolução vai arrastar os heróis de ‘NOVEMBRO’ por Lisboa, Luanda, Madrid, Londres e Washington. Tal como na tragédia antiga, Henrique e Alexandre vão cumprir um destino, sabendo que grande parte da sua Acção é inútil. 
‘NOVEMBRO’ é o primeiro romance de Jaime Nogueira Pinto, um romance construído a partir da experiência vivida e da história por contar dos que quiseram resistir à História; um fresco realista que descreve com ritmo, entre o Verão de 73 e o Outono de 75. É em Novembro que acabam o Império e a Revolução e com eles os sonhos dos que, em lados opostos, jogaram tudo por um destino e por um país diferente.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 

1973 
Capítulo 1
Ao Capítulo 24 

1974 
Capítulo 1 
Ao Capítulo 38 

1975 
Capítulo 1 
Ao Capítulo 55 

NOVEMBRO 
Capítulo 1 
Ao Capítulo 21 

Siglas 


Preço: 32,50€; 

África & Igreja - ‘O ECHO D’ÁFRICA’ - Roma 1907 - MUITO RARO;








África & Igreja - Resenha da actividade missionária no continente, com inúmeras referências às então colónias portuguesas de Angola e Moçambique 


‘O ECHO D’ÁFRICA’ 
Edição da Sociedade de S. Pedro Claver 
Roma 1907 


Livro de capas duras, com 192 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.



Do ÍNDICE: 

O que é e o que quer ‘O ECHO D’ÁFRICA’ 
- ‘DIFFERENTES MISSÕES DA ZAMBÉZIA’ 
I. Zumbo 
II. Boroma 
III. Chupanga 
IV. Quelimane 
V. Kwalain 
- ‘MISSÃO DE S. JOSÉ DE MÔNGUÉ’, por Padre Alberto Teixeira 
- ‘PREFEITURA APOSTÓLICA DO CONGO PORTUGUEZ’, por Irmã Fernanda Maria 
- ‘MISSÃO DE BOROMA ZAMBÉZIA’ - companhia de Jesus 
- ‘CARTA DO REV.do P. ALBERTO TEIXEIRA’, missionário da África Oriental Portugueza 
- ‘VICARIATO APOSTÓLICO DO NYASSA’ (Padres Brancos) 
- ‘CARTA DO REV.do P. RAFAEL’, missionário da África Oriental Portugueza 
- ‘MISSÃO DA LUNDA’ (Padres do Espírito Santo) 
- ‘A MISSÃO DE LÂNDANA’ 
- MISSÃO DA ZAMBÉZIA’ (Companhia de Jesus) 


Preço: 37,50€; 

Angola - História & FAPLA - ‘PROJECTO DE REGULAMENTO DE ORDEM UNIDA’ - Luanda 1977 - MUITO RARO;











Angola - História & FAPLA - Um documento histórico da formação das forças armadas de Angola sob o governo do MPLA, após a independência do país registada a 11 de Novembro de 1975


‘PROJECTO DE REGULAMENTO DE ORDEM UNIDA’ 
República Popular de Angola 
Ministério da Defesa 
FAPLA - Forças Armadas Populares de Libertação de Angola 
Luanda 1977 


Exemplar com 64 páginas, ilustrado e com grande desgaste nas capas, conforme as imagens. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


Da Abertura: 
“O Regulamento de Ordem Unida determina os movimentos de marcha sem armas e com armas: as formaturas das subunidades e unidades a pé e montando viaturas: a forma de prestar continência e realizar Revista à formatura: posição da Bandeira da unidade militar na formatura, formas de tirá-la e devolvê-la; os deveres dos militares antes da formação e na formatura e as condições a que se deve satisfazer a Instrução de Ordem Unida deles bem como os métodos de deslocamento dos militares no campo da batalha. 

Por este Regulamento em pé de igualdades militares, navios e subunidades regem-se todos os Estados-maiores, Repartições (Direcções) e estabelecimentos de ensino das Forças Armadas da RPA.“ 



Do ÍNDICE: 

Abertura 

Capítulo 1. - Generalidades 
Capítulo 2. - Movimentos e marcha sem arma 
Capítulo 3. - Movimentos e marcha com arma 
Capítulo 4. - Continências, saída da formatura e apresentação ao chefe 
Capítulo 5. - Movimentos ‘deitar (ao combate)’, ‘levantar’ lanços rastejos 
Capítulo 6. - Formações da secção 
Capítulo 7. - Formações do Pelotão 
Capítulo 8. - Formações de Campanha 
Capítulo 9. - Formações do Batalhão 
Capítulo 10. - Formações da Brigada 
Capítulo 11. - Formações das subunidades durante as acções em viaturas 
Capítulo 12. - Revista à formatura 
Capítulo 13. - Da Bandeira 

ANEXOS 


Preço: 72,50€; 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Angola - História & Guerra Civil - Boletim mensal da UNITA ‘KWACHA’, n.* 1 - Julho 1987 - (‘SEM ACORDO NÃO HÁ LINHA FÉRREA’) - Angola, Jamba 1987 - MUITO RARO;

 
















Angola - História & Guerra Civil - Um exemplar histórico do Boletim mensal da UNITA, contento inúmera informação das suas iniciativas no plano do combate ao governo de Luanda do MPLA e dos seus contactos diplomáticos e acções na comunidade internacional 


Boletim mensal da UNITA ‘KWACHA’, n.* 1 - De Julho 1987. 
‘SEM ACORDO NÃO HÁ LINHA FÉRREA’ 
Edição do Secretariado da Informação 
Angola, Jamba 1987 


Exemplar com 8 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Temas em destaque: 
A UNITA toma posição sobre a via estratégica 
- ‘SEM ACORDO NÃO HÁ LINHA FÉRREA’ 
- ‘POLÍTICA DE DUAS FACES CONDENADA’, dos países da Linha da Frente 
- ‘AS DIVISÕES APROFUNDAM-SE NO SEIO DO MPLA’ 
- ‘AVISO AOS TÉCNICOS ESTRANGEIROS’ 
- ‘NEGROS AMERICANOS LANÇAM INICIATIVA DE PAZ PARA ANGOLA’ 
- “A MINHA PÁTRIA EM PRIMEIRO LUGAR”, declarou o Dr. Jonas Savimbi 
- ‘MAIS DESERÇÕES DE OFICIAIS DAS FAPLA’ 
- ‘A UNITA ESTÁ PRONTA A CONFRONTAR A OFENSIVA’, contra a Jamba e Mavinga 
- ‘APELO AOS ANGOLANOS EM DEFESA DA PÁTRIA’ 
- ‘QUANDO A TERRA VOLTAR A SORRIR UM DIA’ 
Poema extraído da obra poética com o mesmo título, do Presidente Jonas Savimbi 

IMAGENS DA RESISTÊNCIA 


Preço:  0,00€; (Indisponível) 

Portugal & Guerra do Ultramar - ‘MEMÓRIAS DE ANGOLA’, de Eduardo Alberto Franco Barata - Oeiras 2021 - Raro;






Portugal & Guerra do Ultramar - A missão militar do autor no norte de Angola, então província ultramarina portuguesa da África Ocidental onde decorreu o conflito armado entre 1961 e 1974, com descrição pormenorizada das inúmeras operações em que participaram contra os guerrilheiros nacionalistas 


‘MEMÓRIAS DE ANGOLA’ 
Aventuras e desventuras em terras distantes 1963 - 1966 
De Eduardo Alberto Franco Barata 
Edição Âncora Editora 
Oeiras 2021 


Livro com 182 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


Da contracapa:
“Escrever sobre um tema como o da Guerra do Ultramar, num tempo em que alguns pretendem reescrever à sua maneira a História, renegando um passado, constitui em si um ato de coragem e valor. Estas memórias são e serão, seguramente, um valioso contributo para essa mesma história, de um passado recente, que tocou todos os que, de uma forma ou de outra, o viveram, sofreram e no fim de tudo o venceram. A História também se faz de memórias, daqueles que viveram os factos, das vivências pessoais que ficam para lá dos relatos oficiais e os complementam. 
(…) 
Li de uma assentada e gostei, porque vivi e senti a cada curva de uma picada, em cada acção de patrulha, em cada momento de meditação, de angústia e dúvida, em cada decisão espontânea. 
(…) 
As dezenas de operações realizadas, descritas com clareza e com um realismo, e simplicidade que envolve e transporta para a ação quem lê. Presente, nesses relatos, a tensão e ansiedade antes da partida para mais uma operação, o destino no momento fatídico e a imprevisibilidade da guerra à espreita em cada curva, escondida no denso capim. 
(…) 
Em suma um relato empolgante, que mostra como a maioria dos que serviram a Pátria nestas paragens, nos confina de um Portugal longínquo de então, o fizeram com dignidade e sacrifício, cumprindo o melhor que souberam e puderam as missões que lhes foram pedidas.“ 
Tenente-General António Carlos de Sá Campos Gil - in POSFÁCIO 


O Autor:
“EDUARDO ALBERTO FRANCO BARATA nasceu em Cascais, é casado, tem dois filhos e cinco netos. 
Licenciado em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Farmácia do Porto, onde foi professor auxiliar, assistente e investigador. Foi também professor auxiliar na Faculdade Farmácia de Lisboa e no Instituto S.C.S. Egaz Monoz. Possui pós-graduações em farmacopidemologia pela FFUL e em ciência cosmética pela Alfa Wasserman. Tem o curso de AEGP do IDN. 
Foi director técnico dos laboratórios: dermatológicos da Vichy, farmacêuticos da Vitória, e Searle. Consultor da AIC, responsável de dermofarmácia dos cursos de formação contínua da ANF. Perito da Ordem dos Farmacêuticos, membro de várias sociedades da especialidade e empresário na área cosmética. 
Tem publicados vários trabalhos científicos e livros técnicos, é conferencista no ramo das ciências farmacêuticas e realizou mais de duas dezenas de exposições de pinturas e desenhos da sua autoria. 
Cumpriu o serviço militar em Angola, de 1963 a 1966, como oficial miliciano,“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
Nota Prévia 
PREFÁCIO, por José Magalhães Alves 

INTRODUÇÃO 

Parte I - MAFRA, HOSPITAL E FORMAÇÃO DA UNIDADE 
- Incorporação 
- 2.* ciclo do COM 
- Hospital Militar 
- Minas e armadilhas 
- Formação da Unidade 
- Algarve 

Parte II - VIAGEM - LUANDA 
- Luanda - Grafanil 

Parte III - QUANZA NORTE 
- Dondo 
- Primeiro susto 
- Grande susto 
- Barragem de Cambambe 
- Incêndio do capim 
- Operação ‘Marabunta’ 
- Operação ‘Omo Cinzento’ 

Parte IV - UÍGE 
- Quitexe 
- Fazenda Liberato 
- Distribuição de correio 
- Operação ‘Zambe’ 
- Operação ‘Chelas Dois’ 
- Operação ‘Outra Vez’ 
- Operação ‘Rompe e Rasga’ 
- Férias 
- Novo comandante 
- Operação ‘Comprido’ 
- Operação ‘Serra do Pingano’ 
- Aldeia Viçosa 
-  Receção pela população 
- Visita de uma delegação sul-africana 
- O verificado de registo criminal 
- Aniversário do embarque em Lisboa 
- Operação ‘Directiva VA-40’ 
- Operação ‘Cheque-Mate’ 
- Operação ‘Meio Dange’ 
- O problema da água 
- Permanência em Aldeia Viçosa 
- A minha veia de taxidermista 
- Operação ‘Outra Gente’ 
- Operação ‘Grande Escovadela’ 
- As cantáridas 
- Operação ‘Cheque Mate’ 
- Operação ‘Marabunta’ 
- Operação ‘Vigário’ 
- Operação ‘Reduzida’ 
- Aniversário da chegada a Angola 
- A nossa vivência em Aldeia Viçosa 
- Operação ‘Reduzida’ 
- Operação na ‘Serra da Cadeada’ 
- Operação ‘Dominó’ 
- As ‘boleias’ para a metrópole 
- Operação com os Comandos 
- Operação ‘Aniversário’ 
- Operação ‘Alpinismo’ 
- Considerações sobre acidentes decorridos em operações 
- O meu estado de saúde 
- Operação ‘Canários’ 
- Operação ‘Dona Chiça’ 
- Operação na serra ‘Vamba’ 
- Operação ‘Despedida’ 
- Mais uma operação no vale do Vamba 
- Operações ‘Satisfação’ I e II 
- O Batalhão de Caçadores 547 
- Considerações sobre o pessoal do 4.* GC 
- Rendição pela CArt. 429 

Parte V - LUNDA NORTE 
- A caminho de Camaxilo 
- Caungula 
- Reconhecimento da zona de Acção 
- A vida em Caungula 
- Problemas com o abastecimento 
- Reconstrução dum tanque de água 
- Uma situação complicada com o pessoal 
- A última missão 
- Visita a sanzalas perdidas no infinito 
- Encontro imprevisto com babuínos 
- Em casa do administrador 
- O dente de elefante 
- Regresso a Luanda 
- O regresso 

Comentários Finais 
POSFÁCIO, por António Carlos de Sá Campos Gil  (Tenente-General)
ANEXOS 


Preço: 37,50€; 

Portugal - Ultramar & História - ‘FILHOS DA TERRA’, de António Manuel Hespanha - Lisboa 2019 - Raro;





Portugal - Ultramar & História - A mestiçagem portuguesa que acompanhou todas as fases dos múltiplos territórios do império português ao longo dos séculos 


‘FILHOS DA TERRA’ 
Identidades mestiças nos confins da expansão portuguesa 
De António Manuel Hespanha 
Edição Tinta da China 
Lisboa 2019 


Livro com 368 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


Da contracapa:
“A história da expansão portuguesa 
contada às avessas: não do ponto de vista da 
metrópole, mas sim do ponto de vista daqueles que 
partiram e se instalaram nas margens do Império português. 

António Manuel Hespanha alcança neste livro um feito singular: conta uma história que todos conhecemos - a da expansão portuguesa - segundo uma perspectiva até aqui largamente ignorada. É a perspectiva dos portugueses e seus descendentes que, nos territórios longínquos da expansão, se desviaram da rede do ‘império formal’ para integrarem as sociedades indígenas locais. Será que nessas comunidades - em África, na América, no Oriente - estes mestiços eram de facto portugueses ? Carregariam consigo memórias, sentimentos, valores e traços culturais que se pudessem relacionar com Portugal ? E em tais lugares remotos, fora do controlo da coroa, que visão tinham deles as populações nativas e os estrangeiros ‘concorrentes’ ? 

‘FILHOS DA TERRA’ reconfigura os termos da análise historiográfica e mostra-nos que há uma versões mais rica e policromática da expansão portuguesa e da história social, das pessoas comuns. Partindo das fontes da época, e fugindo a elementos míticos e envolvimentos emocionais, somos, levados a questionar as identidades destes ‘portugueses’ e, com isso, a exercer escrutínio crítico sobre um lugar-comum dos nacionalismo português: o carácter ‘ecológico’, aberto e universalista da ‘presença portuguesa no mundo’.“ 


Da badana:
“Em imagens dos séculos XVI a XIX sobre o Oriente - desde bronzes do Benin e colchas ‘à la manière des Indies’ até biombos namban, passando por pinturas de templos tailandeses e cambojanos e por gravuras de viajantes holandeses, franceses e ingleses - aparecem frequentemente sujeitos com chapeuzinhos nas cabeças, algumas vezes com um arcabuz nas mãos, outras em posição de mando. São ‘portugueses’. Podem usar mais alguma peça do trajo europeu e andar calçados. Mas as suas feições e a cor da pele, quando se podem notar, nem sempre são as características dos ocidentais. Estas figuras representam a ‘gente de chapéu’, um tipo humano e social que restou do contacto entre portugueses e os naturais das zonas de expansão. 
Na verdade, o que mais se lhes ajusta é a designação de ‘filhos da terra’, uma expressão usada na Guiné, em São Tomé, em Angola, em Moçambique, na Índia, em Malaca e em Macau para referir estas comunidades mestiças, na civilização e na cultura. 
No conjunto, elas podem ser consideradas como uma outra face do ‘império’, cuja história, discreta, ambígua, e frequentemente menos cómoda, tem sido pouco cultivada na historiografia portuguesa. 
Este livro procura reunir e tratar conjuntamente elementos para a análise daquilo que se vem chamando desde há uns anos o ‘império sombra’ dos portugueses, ou seja, aquele conjunto de comunidades que, fora das fronteiras formais do Império, sobretudo em África e na Ásia, se consideravam como ‘portugueses’ - qualquer que fosse o sentido disso.“ 


O Autor:
“ANTÓNIO MANUEL HESPANHA nasceu em Coimbra, em 1945. Embora licenciado em Direito, fez a sua carreira ensinando e escrevendo história. A sua tese de Doutoramento - ‘As Vésperas do Leviatahan’, 1986 -, dedicada ao sistema de poderes das monarquias tradicionais europeias, renovou a historiografia sobre a época, realçando a multiplicidade de corpos políticos, de imagens identitárias, de direitos e modos de dominar típicos da época. Essa imagem pluralista do,poder tradicional - que estrutura também os volumes que dirigiu na ‘História de Portugal’ e na ‘História Militar de Portugal’ (Círculo de Leitores) e que deixou marcas nos seus estudos sobre o século XIX, nomeadamente, ‘Guiando a Mão Invisível’, 2004 - subjaz também este livro, em que o ‘império’ é substituído por uma constelação de grupos, de identidades mutáveis e imprecisas. Mesmo nos livros de teoria de direito que publicou (‘O Caleidoscópio do Direito’, 2009, ‘Pluralismo Jurídico e Direito Democrático’, 2013, e ‘O Direito Democrático numa Era Pós-Estatal’, 2018) esta sensibilidade à pluralidade de mecanismos não estaduais de governar é o principal traço da sua originalidade.“ 



Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 
- Identidade ‘portuguesa’ ? 
- Perspectiva de análise 

Capítulo I - O ‘IMPÉRIO INFORMAL’ DOS PORTUGUESES 
- Um ‘Império em rede’ 
- O ‘Império na sombra’ 
- As novidades da ‘historiografia do Atlântico’ 

Capítulo II - ASPECTOS METODOLÓGICOS DE UMA HISTORIOGRAFIA DO ‘IMPÉRIO INFORMAL’ 
- Linhas de orientação 
- Cautelas a ter em conta 
Um exemplo não único da colonização informal 
Uma de muitas tribos 
O ‘portuguesismo’ do Império sombra 
- A observação da identidade: questões de método 
- Um nível diferente de abordagem da história imperial 

Capítulo III - AS ‘PROVÍNCIAS’ DO IMPÉRIO SOMBRA 
- A Guiné 
- A América 
- Angola 
- Moçambique 
- A ‘Índia’ 
O Índico ocidental 
- As ‘praças do Norte’ 
- Goa 
- A Costa do Malabar 
- O Ceilão 
- S. Tomé de Meliapor 
- O Golfo de Bengala 
O Reino de Bengala 
Arracão e Pegu 
Birmânia 
- O Sudoeste Asiático 
Malaca 
O Arquipélago: 
Macassar, O Mar de Timor, As Molucas (Ternate, Amboíno, Tidore) 
Conclusão 
- A Indochina 
O Sião 
O Camboja 
O Vietname 
- Macau 
- O Extremo Oriente 
A China 
O Japão 

Capítulo IV - A ‘TRIBO PORTUGUESA’ 
- Volume demográfico 
- Reinóis 
- ‘Desejo tropical’ e mestiçagem 
- Gente ‘solta’, industriosa, mas menos recomendável 
- Os fatores de prestígio 
Soldados profissionais 
Intérpretes 
Comerciantes 
Médicos e cirurgiões 
Cristãos 

Capítulo V - DOMINAR E ADMINISTRAR ‘A SOMBRA’ 

Capítulo VI - QUESTÕES DE IDENTIDADE: DIFERENCIAÇÃO EXTERNA E HOMOGENEIDADE INTERNA 
- ‘Portugueses’ 
- Divisões e conflitualidades internas 
Divisões dos nativos 
Livres e escravos 
Distinção da cor 
Profissão e riqueza 

Capítulo VII - O UNIVERSALIMO DOS PORTUGUESES 

Notas 
Bibliografia citada 


Preço: 62,50€; 

Médio Oriente - ‘CASEI COM UM BESUINO’, de Marguerite van Geldermalsen - Lisboa 2013;








Médio Oriente - A história de uma mulher moderna neozelandesa que casou em Petra, na Jordânia, com um jovem beduíno e a história deste relacionamento, com três filhos comuns, contada pela autora de forma pormenorizada


‘CASEI COM UM BESUINO’ 
De Marguerite van Geldermalsen 
Tradução de Sónia Oliveira 
Edição ASA 
Lisboa 2013 


Livro com 296 páginas páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa:
“Porque não ficam comigo esta noite, na minha caverna ? Perguntou Mohammad. 

A neozelandesa Marqguerite não podia então imaginar como estas palavras iam mudar a sua vida. 

Ela viajava pelo Médio Oriente com uma amiga quando conheceu o carismático Mohammad, na Jordânia. A paixão que sentiram um pelo outro foi imediata. Por amor, Marguerite trocou a abundância do seu país pela aridez do deserto. 

Corajosamente e de uma forma simples e tocante, ela relata o seu dia a dia a partir do momento em que casou com o jovem beduíno e deu à luz os seus três filhos. Assistimos à sua adaptação a um modo de vida totalmente novo, que vai desde habitar numa caverna, sem electricidade ou água canalizada, a ter de ir de burro buscar água, lavar a roupa no rio, fazer pão e aprender a língua e os costumes de um povo primitivo. Assistimos ao choque cultural, linguístico e religioso, mas também à adaptação, por amor é grande entrega, a um povo que - embora primitivo e supersticioso - a recebeu e integrou como sendo uma deles.“


Da badana:
“Conheci Mohammad Abdallah em Petra. Estava sentada com a minha amiga Elizabeth nos degraus de pedra do ‘Tesouro’, encostada a uma enorme coluna, quando aquele jovem veio sentar-se mais abaixo e começou a falar connosco. Usava enrolado em volta da cabeça um lenço aos quadrados vermelhos e brancos, debruado com um franja, e vestia um fato ocidental em tecido sintético verde-garrafa, com calças à boca de sino. 

Elizabeth e eu tínhamos viajado juntas da Grécia e pelo Egito e encontrávamo-nos na Jordânia há uma semana. Estava tudo a correr bem. Procurávamos aventura e tínhamo-la encontrado.“ 


A Autora:
“MARGUERITE van GELDERMALSEN 
É natural da Nova Zelândia. Em 1978, casou com Mohammad Abdallah e, juntos, tiveram três filhos. Enviuvou em 2002 e divide agora o seu tempo entre Sydney e Patrão, na Jordânia.“ 



Do ÍNDICE: 

Agradecimentos 

1978: no início 
- Na caverna 
- Um pouco de história 
- A noiva 
- Um casamento beduíno 
- Acaso e destino 
- O namoro 
- Uma certidão de casamento para quê ? 
- Uma certidão de casamento: finalmente 
- Os sogros 
- Geografia e história antiga 
- O meu casamento beduíno 
- E dura… e dura… 
- Que disse a tua mãe ? 
- A rotina diária 
- ‘Shraak, wobrs e madeira de zimbro 
- Querida Elizabeth 
- Lavar na nascente 
- Uma aventura por uma cura 
- Uma cheia repentina 

1979: um lindo bebé beduíno 
- Um pouco de prestígio 
- A Clínica de Petra 
- Os visitantes da Clínica 
- O velho e a rababa 
- O projecto da colónia 
- O ‘Tesouro’: local de trabalho do meu marido 
- Jantar de uma panela só 
- A loja local 
- A cidade e os espíritos 
- O escorpião de plástico 
- Desafiando o destino 
- A makeena 
- A peregrinação a Meça 
- Perigos 
- Ramos de cálamo 

1980: cartas 
- Pão sagrado 
- A estrada para Umm Sayhoon 
- Inscrições nabateias 
- Jidaya, a advinha 
- “Chama-lhe Awwad 
- Uma aventura em Wadi Sabra 
- Salwa: o nosso orgulho e alegria 
- Acompanhamento pós-parto 
- Horários flexíveis 
- Cavernas e tendas 
- Nuha, a senhora das vacinas 
- Inverno em casa de Abdallah 
- Eid a-Thehiya 
- Rumo a casa 

1981: chão novo e candeeiro velho 
- Um carro, um empréstimo 
- De carro, a caminho do Khateeb 
- A caminho de Ma’an a meio da noite 
- Acidentes acontecem (I) 
- Porquê dar quando se pode vender ? 

1982: familiares e obras em casa 
- Turistas neozelandeses de mochila às costas 
- Um palco no deserto 
- O contingente Yarmouk 
- Pulseiras beduínas 
- Al-Jimedy, um vizinho 
- Acidentes acontecem (II) 
- Wogbas e turnagas 
- O elefante é o bebé malcomportado 
- Raami chega… sem dar a volta 
- A ‘apresentação’ de Raami 

1983: Umm Salwa 
- O baloiço de Salwa 
- Histórias de verão 
- Tabaco 
- Parte de tudo aquilo 
- A tenda de Bekhita 
- Dakhil-allah, um homem doente 

1984: a rainha Isabel - uma visita real 
- Jejum 
- Uma rapariga e dois rapazes 
- Novamente os sogros 
- Estatuetas 

1985: o dente de ouro 
- A mudança 

EPÍLOGO 
Glossário 


Preço: 25,00€; 

África & História - ‘LEVAR A SOLIDARIEDADE A S. TOMÉ’, de Estrela Silva - Porto 2008 - Muito Raro;





África & História - Relato e testemunhos da autora sobre as campanhas de solidariedade em São Tomé e Príncipe 


‘LEVAR A SOLIDARIEDADE A S. TOMÉ’ 
Testemunho de Uma Missão (S. Tomé e Príncipe 2006) 
De Estrela Silva 
Edição Papiro Editora 
Porto 2008 


Livro com 104 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo, exceção. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 


Da contracapa:
“…Os olhos tristes das crianças de S. Tomé despertaram na autora a vontade de poder contribuir para lhes pôr um brilho no olhar, nem que fosse por um momento. Demorou, mas voltou à ilha e cumpriu o seu desejo como nos relata. Na sua realização, Estrela recebeu mais de cada uma daquelas pessoas do que o que lhes deu, traduzido nos sorrisos de gratidão que lhe preencheram a alma. Tendo sido ‘um pequeno copo de água no oceano’ creio ter sido também o primeiro passo de um sonho que, longe de se encerrar, irá crescer e dar-lhe a inspiração para um di próximo ensinar a pescar.“ 
Otilia Pires de Lima 


Da badana:
“ESTRELA SILVA testemunha uma missão de solidariedade que realizou em S. Tomé e Príncipe. Um diário de uma missão ilustrado com fotos recolhidas diariamente pelos locais onde passou e trabalhou.” 

“Escolhi esta ONG pelo trabalho que tem desenvolvido em prol dos mais carenciados, onde em instalações reduzidas fazem consultas a preços mais acessíveis, desenvolvem actividades no terreno, no combate à pobreza e informação sobre as doenças mais frequentes neste país, essencialmente o HIG - SIDA que tem proliferado a uma velocidade quase que incontrolável, pois não podemos esquecer dos meios e dos apoios que estás associações auferem ! 
(…) Este flagelo, esquecido e ignorado pelas sociedades, não afecta somente determinadas faixas etárias ou sexos, atinge toda a população. É duro pensarmos que além de toda esta pobreza incontornável, acresce mais este flagelo.“ 


A Autora:
“ESTRELA DE FÁTIMA MARTINS DA SILVA
Nasceu em Montemor-o-Novo no ano de 1972. 
Fez licenciatura em Engenharia Alimentar, na Escola Superior Agrária de Beja.
Pós-Graduação em Segurança, Higiene e Saúde do Trabalho, no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egaz Moniz. 
Frequenta a Pós-Graduação em Segurança Alimentar, na TÜV Akademie Reinland. 
Acções de solidariedade onde tem participado: 
- Dinamização na recolha de material essencial (essencialmente roupa) para as vítimas do Tsunami (2004); 
- Realização da campanha de solidariedade com ONG ((ASPF) de S. Tomé e Príncipe (2006); 
- Recolha de roupa e brinquedos e material escolar para as Aldeias de Crianças SOS (2006); 
- Colabora como voluntária com o Centro de Alojamento Temporário de Tercena. 
Outros projectos: 
- Fundação de uma Associação de Solidariedade para promover a realização de acções junto dos mais carenciados (principalmente em Portugal e África).“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
PREFÁCIO 
- Da riqueza de quem dá ao empobrecimento de quem retira 
Por Otilia Pires de Lima 

O SONHO 
A ONG 
MÃOS-À-OBRA 
A CAMPANHA 

A VIAGEM 
1.* Dia de Missão 
2.* Dia de Missão 
3.* Dia de Missão 
4.* Dia de Missão 
5.* Dia de Missão 
6.* Dia de Missão 
7.* Dia de Missão 
8.*, 9.* e 10.* Dia de Missão 
11.* Dia de Missão 
S. Marcos (20.00h) 


Preço: 17,50€; 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Guiné-Bissau - Cabo Verde & História - ‘MANECAS SANTOS - UMA BIOGRAFIA DE LUTA’, de Rosário Luz - Cabo Verde 2024 - Raro;









Guiné-Bissau - Cabo Verde & História - A biografia de um dos mais destacados membros da guerrilha do PAIGC e da história das últimas décadas dos dois países unidos na luta de libertação e separados no futuro das respectivas independências 


‘MANECAS SANTOS - UMA BIOGRAFIA DE LUTA’ 
De Rosário Luz 
Edição Rosa de Porcelana 
Cabo Verde 2024 


Livro com 166 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa: 
“A experiência de Manecas Santis abrange dois países e uma época inteira. As suas particularidades como indivíduo e participante do processo revolucionário destacam-no como uma figura única nos eventos em que esteve envolvido; e os seus relatos são um excelente meio para iluminar esta época tão determinante para o nosso presente. 

A disputa pela nossa História tem sido interesseira e desleal para com os povos a quem ela pertence. Não há nada mais perigoso do que a colonização da História pelo Poder Político, pois não existe nada mais valioso para qualquer comunidade do que compreender a sua própria história. Daí a importância de ter acesso a narrativas que não foram moldadas pelo cinismo de Napoleão; narrativas como esta, que buscam revelar, sem agendas ou interesses, como a vida de um homem se cruzou com a História num período crucial.“ 


Da badana:
“Um dos deveres mais seminais da sociedade civil, em qualquer tempo e lugar, é zelar para que a memória preservada não seja uma mera projecção dos interesses das elites. É este o esforço que ‘MANECAS SANTOS: UMA BIOGRAFIA DE LUTA’ pretende integrar. 

A actualidade nas repúblicas de Cabo Verde e da Guiné-Bissau foi moldada pela luta anti-colonial e, por inerência pelo PAIGC. Esse processo produziu muito mais do que independências; influenciou - por vezes determinou - o carácter do Estado e a personalidade política dos cidadãos nas duas repúblicas. Para compreender o nosso presente, precisamos entender esse período chave da nossa história - um período que o protagonista desta narrativa biográfica percorreu ao longo de uma trilha privilegiada. 

A vida de Manecas Santos cruzou o epicentro dos eventos e das decisões que deram forma a uma época seminal da história da Guiné e de Cabo Verde. O seu percurso capacitou-o a observar e transmitir os acontecimentos basilares do seu tempo. Através dele, conseguimos perceber três aspectos que fundamentam a nossa existência contemporânea: o colonialismo; o esforço anti-colonial; e os obstáculos que se colocam à governação dos estados independentes, completamente imprevistos pelos idealistas do pan-africanismo e protagonistas da luta de libertação.“ 


A Autora:
“ROSÁRIO LUZ estreou-se como escritora em 2012, com uma coluna no semanário caboverdiano ‘Expresso das Ilhas’, focada nos aspectos únicos da política, história e cultura de Cabo Verde. Desde então, tem contribuído regularmente com artigos de opinião para várias publicações, tanto locais como estrangeiras, mantendo sempre o foco na singularidade da experiência caboverdiana.
‘MANECAS SANTOS: UMA BIOGRAFIA DE LUTA’ é o seu primeiro livro. Explora as realidades sociais da Guiné-Bissau e das ilhas de Cabo Verde - duas antigas colónias portuguesas na África Ocidental - e as motivações políticas dos combatentes do PAIGC, através dos olhos de um jovem guerrilheiro: seu tio.“ 



Do ÍNDICE: 

NA DISPUTA PELA HISTÓRIA 
O PORQUÊ DESTA NARRATIVA 

PRÓLOGO 

- Mindelo 
- Lisboa 
- Moselle, Argel e Havana 

II
- O exército de libertação 
- A guerrilha 

III
- Paris 
- Strela-2M 
- Cabral 
- Guidaje 

IV
- O Congresso sem Cabral 
- A Comissão Nacional de Cabo Verde 
- A proclamação do Estado 
- O fim da guerra 

V
- Governo 
- O III Congresso 
- Transportes 

VI
- A segurança do Estado 
- 14 de Novembro de 1980 
- Estradas 
- 1986 

VII
- Comércio 
- Finanças 
- O V Congresso 

VIII 
- O desmoronamento do Estado 
- Guerra Civil 
- EPÍLOGO 


Preço: 42,50€;