Mostrar mensagens com a etiqueta Cabo Verde. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cabo Verde. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Guiné & Cabo Verde - ‘DO PAIGC AO PAICV’ - Mem Martins 1981 - MUITO RARO;










Guiné & Cabo Verde - Documentos fundamentais para a análise e compreensão da divisão que se registou no PAIGC após em Bissau João Bernardo Vieira ter derrubado Luís Cabral em 1980, e tomado a liderança do PAIGC (partido único comum à Guiné e a Cabo Verde) e do Estado guineense, com a denúncia da supremacia dos quadros originários do arquipélago Caboverdiano, levando estes à separação com a designação de PAICV (Partico Africano para a Independência de Cabo Verde). 


‘DO PAIGC AO PAICV’ 
Documentos 
Edição PAICV 
Impressão Gráfica Europan, L.da 
Mem Martins 1981 


Livro com 132 páginas, em bom estado de conservação, capa com algum desgaste e miolo impecável. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Da INTRODUÇÃO: 
“Fundado a 19 de Setembro de 1956 por Amílcar Cabral, Aristides Pereira, Luís Cabral, entre outros jovens patriotas da Guiné e Cabo Verde esteve durante cerca de 25 anos à frente de uma das mais árduas lutas de libertação que conheceu o continente africano, para se consolidar, primeiro como movimento político-armado escudado nas largas massas da população, desenvolvendo depois, com brilhantes sucessos, uma Acção armada e diplomática contra a potência colonizadora, dando finalmente aos dois países, que libertou da dominação portuguesa, as bases da sua afirmação no concreto das nações e da consolidação das conquistas arrancadas com tanto sacrifício. 
No contexto do ‘Movimento Libertador Africano’, a própria concepção do PAIGC como partido binacional surge não só como uma necessidade estratégica da luta pela independência dos povos da Guiné e de Cabo Verde, mas também como resposta concreta à ideia pan-africanista da necessidade de unidade a nível continental. 
(…) 
Ignorando a ideologia do Partido e os mecanismos do seu funcionamento, os homens do golpe do 14 de Novembro de 1980 preferiram recorrer às armas, bloqueando logo a seguir todas as hipóteses de diálogo com uma torrente de declarações públicas insensatas que atingiriam gravemente o prestígio da gloriosa luta de libertação dos povos da Guiné-Bissau e Cabo Verde. 
Dolorosa mas clara evidência: o PAIGC estava enfermo dos desvios denunciados pelo seu Secretário-Geral na reunião do CSL de Junho de 1980, e foi destruído pelo folpe que lhe vibraram os homens do 14 de Novembro. 
A reflexão colectiva que levou os militantes de Cabo Verde à dolorosa conclusão da destruição do PAIGC e à proclamação do PAICV como força continuadora da obra encetada em Cabo Verde sob a égide do partido de Cabral foi longa e amadurecida. 
(…)“ 



Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 
- Sobre alguns problemas ideológicos no seio do PAIGC 
(Extracto do Relatório do Secretário-Geral do PAIGC ao CSL em Junho de 1980) 
- Despachos 
- Comunicado do Conselho de Ministros 
- Mensagens trocadas entre o Secretário-Geral do PAIGC e o Comandante 
de Brigada João Bernardo Vieira 
- Comunicação do Secretário-Geral do PAIGC 
- Comunicado do CNCV do PAIGC 
- Cimeira de Luanda - Comunicado 
- Conferência Nacional dos militantes do PAIGC.
Discurso do camarada Secretário-Geral 
- Proclamação 
- Resolução Geral 
- Discurso do Primeiro-ministro, Comandante de Brigada Pedro Pires 
no comício de encerramento do I.* Congresso do PAICV 
- Discurso do Secretário-Geral camarada Aristides Maria Pereira 
no encerramento do I.* Congresso do PAICV 


Preço: 47,50€; 

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Portugal - Estado Novo & Oposição - ‘MANUEL DA LUZ GRAÇA - Tarrafalista setubalense’, de Américo Lázaro Leal - Setúbal 2006 - RARO;





Portugal - Estado Novo & Oposição - Nesta obra, é editada a biografia do sindicalista setubalense Manuel da Luz Graça, deportado para o Campo de Concentração do Tarrafal e depoimentos dos seus companheiros e homenagem pelo seu percurso político sindical 


‘MANUEL DA LUZ GRAÇA - Tarrafalista setubalense’ 
De Américo Lázaro Leal 
Edição URAP (União de Resistentes Antifascistas Portugueses);
Setúbal 2006 


Livro com 78 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
RARO. 


SINOPSE: 
“Manuel da Luz Graça foi um operário e resistente antifascista setubalense, conhecido por ter sido um dos presos políticos enviados para o Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde. 
 Filiou-se no Partido Comunista Português (PCP) em 1927. Teve um papel de destaque na organização operária em Setúbal, integrando o Comité Revolucionário local durante a histórica greve de 18 de janeiro de 1934.
Foi detido pela polícia política (PVDE) em fevereiro de 1935, sendo classificado como "extremista". Após passar por várias prisões em Portugal Continental (Aljube e Peniche), foi julgado pelo Tribunal Militar Especial. Em outubro de 1936, fez parte do primeiro grupo de presos enviados para o recém-criado Campo de Concentração do Tarrafal.” 


Da contracapa: 
“Este livro, editado em homenagem ao destacado patriota e combatente antifascista Manuel da Luz Graça é dedicado a todos os resistentes setubalenses que ao longo de 48 anos de regime fascista, nas condições mais adversas e de diferentes formas, deram a sua valiosa contribuição para o derrubamento da ditadura salazarista e para que possamos estar hoje em liberdade, a defender as conquistas do Portugal de Abril.“ 



Do ÍNDICE: 

APRESENTAÇÃO 

INTRODUÇÃO 
- Fotos relacionadas com Manuel Graça e as prisões 
- Notas biográficas sobre Manuel Graça 

I. - SETÚBAL - 1926 
Abordagem: 
- Aos principais sectores da vida económica do concelho de Setúbal 
- As associações de classe e os sindicatos nacionais fascistas 
- O dirigente sindicalista Manuel Graça 
- A sua companheira Maria Arminda Cândido Graça e filhos 

II. - A REPRESSÃO, A PRISÃO, A TORTURA 
Abordagem: 
- Aos métodos de actuação da PVDE / PIDE 
- Ao Campo de Concentração do Tarrafal 
- À actuação do Director e do médico da prisão do Tarrafal 
- Os factos da vida prisional 
- À “frigideira” e ao “segredo” 
- Às fugas e à sua ligação como parte da continuação da luta dos patriotas presos 

III. - O VALOR DA SOLIDARIEDADE 
- Dos familiares dos trabalhadores, dos democratas e dos próprios companheiros da prisão 

IV. - NA CONTINUAÇÃO DA LUTA ATÉ À PONTA FINAL DA VIDA 
Contém: 
- Depoimentos sobre Manuel Graça 
- Carta do Dr. Manuel Baptista dos Reis ao Director da Prisão 
- Lista dos presos deportados para o Tarrafal 
- Lista dos prisioneiros mortos na prisão do Tarrafal 


Preço:  0,00€; (Indisponível) 

sábado, 18 de abril de 2026

Cabo Verde & Literatura - ‘TERRA TRAZIDA’, de Manuel Ferreira - Lisboa 1980 - Raro;





Cabo Verde & Literatura - Uma das obras mais importantes sobre as vivências do arquipélago e dos seus habitantes 


‘TERRA TRAZIDA’ 
De Manuel Ferreira 
Edição Plátano 
Lisboa 1980 


Livro com 172 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


O Autor: 
“MANUEL FERREIRA - Nasceu em Gândara dos Olivais – Leiria em 1917. Concluiu o curso de Farmácia e o curso de Ciências Sociais e Política Ultramarina, tendo frequentado ainda a Faculdade de Letras de Lisboa.
De 1941 a 1947 destacado como expedicionário em Cabo Verde, ali casa e lhe nasce o filho mais velho. Nestes seis anos convive com o grupo da revista Claridade e exerce decisiva influência no aparecimento do grupo Certeza.
Entretanto permanece seis anos na Índia e dois anos em Angola. 
Colaboração dispersa pela Revista Vértice, Seara Nova, 'Cultura e Arte' d’'O Comércio do Porto', Página Literária do 'Diário de Lisboa, Revista de Portugal, 'Ocidente', 'Estudos Ultramarinos', 'Colóquio/Letras', 'Província de Angola', e outros. 
Foram-lhe atribuídos os prémios Fernando Mendes Pinto para 'Morabeza', Ricardo Malheiros para 'Hora di Bai', Imprensa Cultural para 'A aventura crioula'.
Esta longa experiência ultramarina vai ser decisiva na sua carreira de escritor e explicar a predominância da motivação africana na sua actividade literário, traduzida não só na ficção como no ensino, na literatura infantil, e em artigos, colóquios, etc.”



Do ÍNDICE: 

Abertura 
Dedicatória 
- Puchinho
- Bélinha foi ao baile pela primeira vez
- Dia domingo em casa de amigos
- O cargueiro tornou ao Porto
- Antonieta
- Filipe, cabeça de peixe
- D. Ester, chá das cinco
- Amarito
- Uma flor entre os cardos
- Nhô Vicente, conte a história toda
- Os Mandongues de Pujinho Sema
- A visita de nha Joana
- Quando as chuvas não voltam mais
- Nha dos Ramos
- A raiva de nhô João

Glossário 


Preço: 37,50€; 

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Portugal & Ultramar - ‘INTRODUÇÃO À ANTROPOLOGIA TROPICAL’ - AAVV - Lisboa 1962 - MUITO RARO;








Portugal & Ultramar - Estudos Aprofundados da antropologia dos territórios portugueses ultramarinos 


‘INTRODUÇÃO À ANTROPOLOGIA TROPICAL’ 
AAVV - Alfredo Athayde, Maria Emília de Castro e Almeida e A. A. Mendes Corrêa 
Edição da Junta de Investigações do Ultramar 
Centro de Estudos de Etnologia do Ultramar 
Lisboa 1962 


Livro de capas duras, com 238 páginas, ilustrado com inúmeros quadros e gráficos e em muito bom estado de conservação. Excelente. Com resumos em inglês e francês. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO 
POSFÁCIO 

INTRODUÇÃO A ANTROPOLOGIA DE ALÉM-OCEANO 
Por Alfredo Athayde 

ESTATÍSTICA ANTROPOLÓGICA APLICADA AO ULTRAMAR PORTUGUÊS 
Por Maria Emília de Castro e Almeida 

DA ANTROPOBIOLOGIA ULTRAMARINA 
Por A. A. Mendes Corrêa 


Preço: 77,50€; 

segunda-feira, 23 de março de 2026

Portugal - Estado Novo & Ultramar - Jornal ‘DIÁRIO DA MANHÃ’, n, 12.521 - 28.05.1966 - (‘COMEMORAÇÕES DO 40.* ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO’) - Lisboa 1966 - MUITO RARO;
















Portugal - Estado Novo & Ultramar - Uma edição histórica do jornal da UN (União Nacional) de comemoração dos 40.* aniversário da instauração do regime e noticiário sobre o acontecimento em território europeu e nas províncias ultramarinas 


Jornal ‘DIÁRIO DA MANHÃ’, n, 12.521 - De 28 de Maio de 1966. 
‘COMEMORAÇÕES DO 40.* ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO NACIONAL DE 28 DE MAIO’ 
Director: Barradas de Oliveira - Editor: António da Fonseca 
Lisboa 1966 - 


Exemplar com 12 páginas e em muito bom estado de conservação. 
Nota para um corte no cabeçalho da primeira página. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Temas em destaque: 
Começaram hoje em Braga 
- ‘AS COMEMORAÇÕES DO 40.* ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO NACIONAL DE 28 DE MAIO’ 
‘O CHEFE DE ESTADO SEGUIU ONTEM PARA O NORTE DO PAÍS’ 
‘VIAJOU DE AVIÃO PARA O PORTO O PRESIDENTE DO CONSELHO’ 
‘SALAZAR - Cidadão honorário da cidade da Praia’ 

ANO 40 DA REVOLUÇÃO 
- ‘FORÇAS DAS UNIDADES AQUARTELADAS NO ALGARVE COMEMORAM A DATA GLORIOSA’ 
- CRONOLOGIA - ‘40 ANOS DE VIDA NACIONAL’ 
- ‘AS COMEMORAÇÕES DA REVOLUÇÃO NACIONAL NAS ILHAS E ULTRAMAR’ 
‘Inauguração de uma linha de montagem de automóveis em Moçambique’ 
‘Inaugurações em Cabo Verde’ 
‘Iniciaram-se as comemorações em S. Tomé e Príncipe’ 
‘Várias manifestações na cidade da Beira’ 
- ‘Comemorações no distrito da Zambézia’ 

- ‘DECRETADA UMA AMNISTIA DE ELEVADO NÚMERO DE ELEMENTOS DAS FORÇAS ARMADAS’
‘Em consideração do interesse excepcional de que se reveste para a vida pública portuguesa o aniversário da revolução nacional e do comportamento altamente meritório das Forças Armadas na defesa da integridade territorial do país.’ 

- ‘UNIÃO NACIONAL - QUARENTA ANOS’ 
- ‘A ÍNDIA PORTUGUESA ESTÁ PRESENTE’ 

- ‘COMUNICADO DAS FORÇAS ARMADAS DE ANGOLA’ 
- ‘UM BUSTO DO ENG. TRIGO DE MORAIS NO LIMPOPO’ 
- ‘DESPENHOU-SE UMA AVIONETA EM MOÇAMBIQUE - Morreram os 2 ocupantes’ 
- ‘TEM CEM ANOS UM GUERREIRO QUE RECORDA A HEROICIDADE DE MOUZINHO’ 
- ‘DEIXA MOÇAMBIQUE O ANTIGO SECRETÁRIO GERAL DA PROVÍNCIA’ 
- ‘CONTINGENTE DE TROPAS QUE SEGUIU PARA O ULTRAMAR’ 
- Exército - ‘MILITARES FALECIDOS EM ANGOLA’ 
- ‘MOVIMENTO NACIONAL FEMININO AGRADECE A COLABORAÇÃO DA IMPRENSA MOÇAMBICANA. 

- ‘ESTÁ SALVO O ÚLTIMO PORTUGUÊS PRISIONEIRO DOS REBELDES DO BONDO’ 

- ‘AS RELÍQUIAS DE SANTO ANTÓNIO QUE VÊM DE PÁDUA A LISBOA’ 


Preço: 37,50€; 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Estado Novo & ONU - ‘PORTUGAL E A INTERNACIONALIZAÇÃO DOS PROBLEMAS AFRICANOS’, de Marcelo Caetano - Lisboa 1971 - Muito Raro;




Estado Novo & ONU - Análise política e jurídica dos confrontos que o regime foi enfrentando com as organizações internacionais, nomeadamente as Nações Unidas, face à política e estratégia nacional relativamente à administração das províncias ultramarinas portuguesas e das suas populações 


‘PORTUGAL E A INTERNACIONALIZAÇÃO DOS PROBLEMAS AFRICANOS’ 
História de uma batalha: da liberdade dos mares às Nações Unidas 
De Marcello Caetano 
Edições Àtica 
Lisboa 1971 


Livro com 276 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 



Preço: 32,50€; 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Portugal - Estado Novo & Oposição - Semanário ‘Nascer do SOL’, n. 955 - 13.12.2024 - (‘A PAIXÃO DE UMA COMUNISTA PELO PIDE QUE A TORTUROU’) - Lisboa 2024 - Muito Raro;




















Portugal - Estado Novo & Oposição - Uma extraordinária investigação histórica sobre os laços pessoais, políticos e amorosos entre uma militante comunista e um agente da PIDE, até então ignorada e esquecida, mas que faz parte do quotidiano das vivências do regime do 28 de Maio e a oposição 


Semanário ‘Nascer do SOL’, n. 955 - De 13 de Dezembro de 2024.
‘A PAIXÃO DE UMA COMUNISTA PELO PIDE QUE A TORTUROU’, por Felícia Cabrita 
‘Deixou tudo pelo Partido, até a filha, esteve na URSS e na Guerra Civil de Espanha. Acabou por se juntar a um agente da polícia política.’ 
Director interino: Vitor Rainho 
Lisboa 2024 


Exemplar com 64 páginas (caderno principal) e 32 páginas (suplemento ‘LUZ’), ilustrados e em muito bom estado de conservação. Excelentes. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 



Temas em destaque: 
- ‘A PAIXÃO DE UMA COMUNISTA PELO PIDE QUE A TORTUROU’ 
- ‘CAROLINA LOFF - A história extraordinária de uma espia portuguesa, da prisão em Lisboa à Moscovo de Estaline.’ 
‘Pertenceu às Juventudes Comunistas, foi trabalhar em Moscovo onde entregou a filha bebé aos cuidados do PC Soviético, militou na Guerra Civil de Espanha, regressou a Portugal, senso ajudada por Álvaro Cunhal. Muito bela, virou a cabeça aos homens. 
Publica-se hoje a primeira parte da vida de Catarina Loff da Fonseca - a quem o futuro reservava uma história extraordinária, que surpreendeu amigos e adversários.’ 
‘Um ambiente de conspiração em casa.’ 
‘Inscrição nas Juventudes Comunistas.’ 
“É perigosíssima”, regista a PIDE. 
- ‘ERA UM TEMPO DE GRANDES PAIXÕES INTELECTUAIS E FÍSICAS. À BELEZA, CAROLINA ACRESCENTAVA A ALEGRIA E SENSUALIDADE, O QUE CONTRASTAVA COM A SUA DURA DISCIPLINA.’ 
‘Grávida de um estudante comunista.’ 
‘A primeira prisão e um parto.’ 
‘Convite para a URSS.’ 
‘Na “Pátria do Socialismo”.’ 
- ‘EM MARÇO DE 1935, COM 24 ANOS E A FILHA AO COLO, INICIA A SUA DIGRESSÃO INTERNACIONAL. UM MÊS DEPOIS, NUMA CARRUAGEM DE 1.a CLASSE, PARTE PARA MOSCOVO.’ 
“Corto-te a cabeça, se revelares a missão.” 
‘Adeus a Moscovo, sem se despedir da filha.’ 
‘A voz da rádio do PCP.’ 
‘Um caso com o General Modesto.’ 
“Acreditei que seria fuzilada.” 
- “CAROLINA DIZIA MUITAS VEZES QUE SOFREU MENOS AQUI, NA PIDE, DO QUE EM ESPANHA. VEIO COM AS PERNAS CHEIAS DE CICATRIZES DA SARNA, COMEU RATOS, TUDO O QUE SE POSSA SUPOR.” 
‘Em Espanha, comeu ratos.’
“Não contaram nada das nossas vidas.” 

- ‘NO FIM DO CHÃO BOM FICA A VERGONHA SILENCIOSA DO CAMPO DA MORTE LENTA.’, texto de Afonso de Melo, no Tarrafal 
‘Paredes amarelas escondem-se em esquinas amarelas. O Campo de Concentração do Tarrafal tem o seu chão de terra a estalar ao sol. CHÃO BOM: Txon bon. Que tem de bom este chão de morte ? Que vergonha silenciosa brota das paredes que rodearam centenas de prisioneiros. E todos sabiam que vinham para aqui para morrer ? Os nomes nunca são apenas nomes…’ 
‘Um inferno amarelo.’ 
‘De cada vez que a desumanidade nós é apresentada em toda a sua desnaturada crueza, então o último lugar onde podemos ir parar é ao silêncio.’ 


Preço: 37,50€; 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Portugal - Ultramar & História - ‘FILHOS DA TERRA’, de António Manuel Hespanha - Lisboa 2019 - Raro;





Portugal - Ultramar & História - A mestiçagem portuguesa que acompanhou todas as fases dos múltiplos territórios do império português ao longo dos séculos 


‘FILHOS DA TERRA’ 
Identidades mestiças nos confins da expansão portuguesa 
De António Manuel Hespanha 
Edição Tinta da China 
Lisboa 2019 


Livro com 368 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


Da contracapa:
“A história da expansão portuguesa 
contada às avessas: não do ponto de vista da 
metrópole, mas sim do ponto de vista daqueles que 
partiram e se instalaram nas margens do Império português. 

António Manuel Hespanha alcança neste livro um feito singular: conta uma história que todos conhecemos - a da expansão portuguesa - segundo uma perspectiva até aqui largamente ignorada. É a perspectiva dos portugueses e seus descendentes que, nos territórios longínquos da expansão, se desviaram da rede do ‘império formal’ para integrarem as sociedades indígenas locais. Será que nessas comunidades - em África, na América, no Oriente - estes mestiços eram de facto portugueses ? Carregariam consigo memórias, sentimentos, valores e traços culturais que se pudessem relacionar com Portugal ? E em tais lugares remotos, fora do controlo da coroa, que visão tinham deles as populações nativas e os estrangeiros ‘concorrentes’ ? 

‘FILHOS DA TERRA’ reconfigura os termos da análise historiográfica e mostra-nos que há uma versões mais rica e policromática da expansão portuguesa e da história social, das pessoas comuns. Partindo das fontes da época, e fugindo a elementos míticos e envolvimentos emocionais, somos, levados a questionar as identidades destes ‘portugueses’ e, com isso, a exercer escrutínio crítico sobre um lugar-comum dos nacionalismo português: o carácter ‘ecológico’, aberto e universalista da ‘presença portuguesa no mundo’.“ 


Da badana:
“Em imagens dos séculos XVI a XIX sobre o Oriente - desde bronzes do Benin e colchas ‘à la manière des Indies’ até biombos namban, passando por pinturas de templos tailandeses e cambojanos e por gravuras de viajantes holandeses, franceses e ingleses - aparecem frequentemente sujeitos com chapeuzinhos nas cabeças, algumas vezes com um arcabuz nas mãos, outras em posição de mando. São ‘portugueses’. Podem usar mais alguma peça do trajo europeu e andar calçados. Mas as suas feições e a cor da pele, quando se podem notar, nem sempre são as características dos ocidentais. Estas figuras representam a ‘gente de chapéu’, um tipo humano e social que restou do contacto entre portugueses e os naturais das zonas de expansão. 
Na verdade, o que mais se lhes ajusta é a designação de ‘filhos da terra’, uma expressão usada na Guiné, em São Tomé, em Angola, em Moçambique, na Índia, em Malaca e em Macau para referir estas comunidades mestiças, na civilização e na cultura. 
No conjunto, elas podem ser consideradas como uma outra face do ‘império’, cuja história, discreta, ambígua, e frequentemente menos cómoda, tem sido pouco cultivada na historiografia portuguesa. 
Este livro procura reunir e tratar conjuntamente elementos para a análise daquilo que se vem chamando desde há uns anos o ‘império sombra’ dos portugueses, ou seja, aquele conjunto de comunidades que, fora das fronteiras formais do Império, sobretudo em África e na Ásia, se consideravam como ‘portugueses’ - qualquer que fosse o sentido disso.“ 


O Autor:
“ANTÓNIO MANUEL HESPANHA nasceu em Coimbra, em 1945. Embora licenciado em Direito, fez a sua carreira ensinando e escrevendo história. A sua tese de Doutoramento - ‘As Vésperas do Leviatahan’, 1986 -, dedicada ao sistema de poderes das monarquias tradicionais europeias, renovou a historiografia sobre a época, realçando a multiplicidade de corpos políticos, de imagens identitárias, de direitos e modos de dominar típicos da época. Essa imagem pluralista do,poder tradicional - que estrutura também os volumes que dirigiu na ‘História de Portugal’ e na ‘História Militar de Portugal’ (Círculo de Leitores) e que deixou marcas nos seus estudos sobre o século XIX, nomeadamente, ‘Guiando a Mão Invisível’, 2004 - subjaz também este livro, em que o ‘império’ é substituído por uma constelação de grupos, de identidades mutáveis e imprecisas. Mesmo nos livros de teoria de direito que publicou (‘O Caleidoscópio do Direito’, 2009, ‘Pluralismo Jurídico e Direito Democrático’, 2013, e ‘O Direito Democrático numa Era Pós-Estatal’, 2018) esta sensibilidade à pluralidade de mecanismos não estaduais de governar é o principal traço da sua originalidade.“ 



Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 
- Identidade ‘portuguesa’ ? 
- Perspectiva de análise 

Capítulo I - O ‘IMPÉRIO INFORMAL’ DOS PORTUGUESES 
- Um ‘Império em rede’ 
- O ‘Império na sombra’ 
- As novidades da ‘historiografia do Atlântico’ 

Capítulo II - ASPECTOS METODOLÓGICOS DE UMA HISTORIOGRAFIA DO ‘IMPÉRIO INFORMAL’ 
- Linhas de orientação 
- Cautelas a ter em conta 
Um exemplo não único da colonização informal 
Uma de muitas tribos 
O ‘portuguesismo’ do Império sombra 
- A observação da identidade: questões de método 
- Um nível diferente de abordagem da história imperial 

Capítulo III - AS ‘PROVÍNCIAS’ DO IMPÉRIO SOMBRA 
- A Guiné 
- A América 
- Angola 
- Moçambique 
- A ‘Índia’ 
O Índico ocidental 
- As ‘praças do Norte’ 
- Goa 
- A Costa do Malabar 
- O Ceilão 
- S. Tomé de Meliapor 
- O Golfo de Bengala 
O Reino de Bengala 
Arracão e Pegu 
Birmânia 
- O Sudoeste Asiático 
Malaca 
O Arquipélago: 
Macassar, O Mar de Timor, As Molucas (Ternate, Amboíno, Tidore) 
Conclusão 
- A Indochina 
O Sião 
O Camboja 
O Vietname 
- Macau 
- O Extremo Oriente 
A China 
O Japão 

Capítulo IV - A ‘TRIBO PORTUGUESA’ 
- Volume demográfico 
- Reinóis 
- ‘Desejo tropical’ e mestiçagem 
- Gente ‘solta’, industriosa, mas menos recomendável 
- Os fatores de prestígio 
Soldados profissionais 
Intérpretes 
Comerciantes 
Médicos e cirurgiões 
Cristãos 

Capítulo V - DOMINAR E ADMINISTRAR ‘A SOMBRA’ 

Capítulo VI - QUESTÕES DE IDENTIDADE: DIFERENCIAÇÃO EXTERNA E HOMOGENEIDADE INTERNA 
- ‘Portugueses’ 
- Divisões e conflitualidades internas 
Divisões dos nativos 
Livres e escravos 
Distinção da cor 
Profissão e riqueza 

Capítulo VII - O UNIVERSALIMO DOS PORTUGUESES 

Notas 
Bibliografia citada 


Preço: 62,50€; 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Guiné-Bissau - Cabo Verde & História - ‘MANECAS SANTOS - UMA BIOGRAFIA DE LUTA’, de Rosário Luz - Cabo Verde 2024 - Raro;









Guiné-Bissau - Cabo Verde & História - A biografia de um dos mais destacados membros da guerrilha do PAIGC e da história das últimas décadas dos dois países unidos na luta de libertação e separados no futuro das respectivas independências 


‘MANECAS SANTOS - UMA BIOGRAFIA DE LUTA’ 
De Rosário Luz 
Edição Rosa de Porcelana 
Cabo Verde 2024 


Livro com 166 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa: 
“A experiência de Manecas Santis abrange dois países e uma época inteira. As suas particularidades como indivíduo e participante do processo revolucionário destacam-no como uma figura única nos eventos em que esteve envolvido; e os seus relatos são um excelente meio para iluminar esta época tão determinante para o nosso presente. 

A disputa pela nossa História tem sido interesseira e desleal para com os povos a quem ela pertence. Não há nada mais perigoso do que a colonização da História pelo Poder Político, pois não existe nada mais valioso para qualquer comunidade do que compreender a sua própria história. Daí a importância de ter acesso a narrativas que não foram moldadas pelo cinismo de Napoleão; narrativas como esta, que buscam revelar, sem agendas ou interesses, como a vida de um homem se cruzou com a História num período crucial.“ 


Da badana:
“Um dos deveres mais seminais da sociedade civil, em qualquer tempo e lugar, é zelar para que a memória preservada não seja uma mera projecção dos interesses das elites. É este o esforço que ‘MANECAS SANTOS: UMA BIOGRAFIA DE LUTA’ pretende integrar. 

A actualidade nas repúblicas de Cabo Verde e da Guiné-Bissau foi moldada pela luta anti-colonial e, por inerência pelo PAIGC. Esse processo produziu muito mais do que independências; influenciou - por vezes determinou - o carácter do Estado e a personalidade política dos cidadãos nas duas repúblicas. Para compreender o nosso presente, precisamos entender esse período chave da nossa história - um período que o protagonista desta narrativa biográfica percorreu ao longo de uma trilha privilegiada. 

A vida de Manecas Santos cruzou o epicentro dos eventos e das decisões que deram forma a uma época seminal da história da Guiné e de Cabo Verde. O seu percurso capacitou-o a observar e transmitir os acontecimentos basilares do seu tempo. Através dele, conseguimos perceber três aspectos que fundamentam a nossa existência contemporânea: o colonialismo; o esforço anti-colonial; e os obstáculos que se colocam à governação dos estados independentes, completamente imprevistos pelos idealistas do pan-africanismo e protagonistas da luta de libertação.“ 


A Autora:
“ROSÁRIO LUZ estreou-se como escritora em 2012, com uma coluna no semanário caboverdiano ‘Expresso das Ilhas’, focada nos aspectos únicos da política, história e cultura de Cabo Verde. Desde então, tem contribuído regularmente com artigos de opinião para várias publicações, tanto locais como estrangeiras, mantendo sempre o foco na singularidade da experiência caboverdiana.
‘MANECAS SANTOS: UMA BIOGRAFIA DE LUTA’ é o seu primeiro livro. Explora as realidades sociais da Guiné-Bissau e das ilhas de Cabo Verde - duas antigas colónias portuguesas na África Ocidental - e as motivações políticas dos combatentes do PAIGC, através dos olhos de um jovem guerrilheiro: seu tio.“ 



Do ÍNDICE: 

NA DISPUTA PELA HISTÓRIA 
O PORQUÊ DESTA NARRATIVA 

PRÓLOGO 

- Mindelo 
- Lisboa 
- Moselle, Argel e Havana 

II
- O exército de libertação 
- A guerrilha 

III
- Paris 
- Strela-2M 
- Cabral 
- Guidaje 

IV
- O Congresso sem Cabral 
- A Comissão Nacional de Cabo Verde 
- A proclamação do Estado 
- O fim da guerra 

V
- Governo 
- O III Congresso 
- Transportes 

VI
- A segurança do Estado 
- 14 de Novembro de 1980 
- Estradas 
- 1986 

VII
- Comércio 
- Finanças 
- O V Congresso 

VIII 
- O desmoronamento do Estado 
- Guerra Civil 
- EPÍLOGO 


Preço: 42,50€;