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domingo, 28 de junho de 2026

Cabo Verde & História - ‘ARISTIDES PEREIRA - Minha Vida, Nossa História’, por José Vicente Lopes - Praia 2012 - MUITO RARO;





Cabo Verde & História - Aristides Pereira Nasceu a 17 de novembro de 1923, foi o primeiro presidente da República de Cabo Verde e empresta o seu nome ao Aeroporto Internacional da Boa Vista, ilha onde nasceu. 


‘ARISTIDES PEREIRA - Minha Vida, Nossa História’ 
Por José Vicente Lopes 
Edição Spleen Edições
Cabo Verde, Praia 2012 


Livro com 494 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente.n
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


ARISTIDES PEREIRA: 
“Nascido na ilha da Boa Vista em 1923, Aristides Pereira faleceu em 2011. Tinha 88 anos de idade. Cabo-verdiano, lutou pela libertação da Guiné-Bissau e de Cabo Verde. Foi o braço direito de Amílcar Cabral, líder dessa luta.
Depois do assassinato de Amílcar em Conacri, a 20 de Janeiro de 1973, Aristides Pereira assumiu as rédeas do PAIGC (partido que levou os dois países à independência) e foi Presidente de Cabo Verde nos primeiros 15 anos de independência.”


O Autor: 
“JOSÉ VICENTE LOPES, jornalista e ensaísta, é autor de: 
- ‘Os bastidores da independência’(1996); 
- ‘As causas da independência’ (2003); 
- ‘A explicação do mundo’ (2004); 
- ‘Tarrafal - Chão Bom, Memórias e verdades’ (2010) e 
- ‘Aristides Pereira, Minha vida, nossa história’ (2012). 
Livros sobre a história recente de Cabo Verde, para além de ‘A fortuna dos dias’ (contos, 2007). 
É também autor de textos publicados de forma dispersa na imprensa cabo-verdiana e estrangeira, especialmente Portugal, Inglaterra e França.” 

“ ‘Foi uma sorte Cabo Verde ter tido um Chefe de Estado, após a independência, como Aristides Pereira’. A afirmação é do jornalista José Vicente Lopes, autor do livro-memória ‘ARISTIDES PEREIRA - Minha Vida, Nossa História ‘. Em Roma para uma homenagem a Aristides Pereira, José Vicente Lopes ilustrou, em entrevista à Rádio Vaticano, os bastidores desta obra e a imagem com que ficou desse governante cabo-verdiano.
Cabo Verde celebra neste dia 5 de Julho, 44 anos de independência. Quando se libertou do jugo colonial português, em 1975, era, segundo muitos observadores internacionais, um país inviável devido à extrema pobreza, seca, escassez de recursos materiais em que se encontrava.
Mas hoje, comemora a independência de cara  levantada pelos progressos sociais, económicos, políticos e culturais feitos nestas quatro décadas. Isto fica-se a dever também à classe política que teve imediatamente, com destaque para o Presidente Aristides Pereira - frisa o jornalista cabo-verdiano, José Vicente Lopes, autor de vários livros  sobre o percurso de Cabo Verde desde a luta de libertação, ao período pós independência. Um desses livros é ‘ARISTIDES PEREIRA - Minha Vida, Nossa História’, livro-memória realizado com base em entrevista com aquele combatente pela liberdade da Pátria e primeiro Chefe de Estado da República de Cabo Verde.” 
Dulce Araujo - Rádio Vaticano 


Preço: 77,50€; 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Portugal - Angola & Poesia - ‘VELHAS LATITUDES’, de Rui Romano - Lisboa 1974 - MUITO RARO;






Portugal - Angola & Literatura - O autor, jornalista com vasta carreira na comunicação social, particularmente na televisão portuguesa, nascido nesta antiga província ultramarina portuguesa da África Ocidental, editou uma excepcional obra onde reuniu os seus poemas de longa data prefaciada pelo consagrado Rodrigo Emílio 


‘VELHAS LATITUDES’ 
De Rui Romano - 
Prefácio de Rodrigo Emílio 
Edição do Autor 
Lisboa 1974 


Livro com 174 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito, muito difícil localização. 
MUITO, MUITO RARO. 


Da DEDICATÓRIA: 
“Estes dez anos de exercício poético
- dez anos de aprendizagem e de convívio com o mundo - 
dedico-os a meus filhos e à minha terra: 
ANGOLA.“ 


Do PREFÁCIO: 
“Rui Rimani é nome que responde, criadoramente, por uma infinidade de atribuições, homem que se desmultiplica numa profusão de actividades, rosto que se desmede num sem número de face(ta)s, espírito que se joga em dádiva constante de si mesmo, com aquela versatilidade e aquele eclectismo que são apanágio de todas as sensibilidades polivalentes.
Vocacionado por uma gama enorme de solicitações, Romano detém com ele um raro condão: o condão de saber dar o talento ao manifesto em muitas frentes ao mesmo tempo, e em todas elas com inteira autenticidade. 
Ora, sucede que esse desdobramento latitudinàrio de aptidões vem a achar na poesia o seu denominador comum por excelência.
Rodrigo Emílio 


O Autor: 
“RUI JOSÉ DE SOUSA ROMANO (Luanda 26 Janeiro 1932 - Lisboa 2 Novembro 2000) 

Rui Romano faleceu a 2 de Novembro de 2000. Tinha 68 anos, e havia sido sujeito a uma intervenção cirúrgica há 15 dias. 

Jornalista profissional há 44 anos, estava reformado da Rádio Televisão Portuguesa.

Ao serviço da RTP, Rui Romano fez tudo o que havia para fazer no jornalismo televisivo. Foi autor de grandes reportagens e enviado especial por várias ocasiões ao continente africano, tendo apresentado ainda telejornais, programas desportivos, literários e de cinema.

Depois de 30 anos ligado à televisão pública portuguesa, Rui Romano esperava o regresso ao pequeno ecrã para apresentar um programa «onde pudesse conversar com as pessoas», consequência do que considerava ser uma «longa e rica carreira».

O continente africano acompanhou Rui Romano desde sempre. Foi lá, em Luanda mais precisamente, que nasceu e foi lá que deu os primeiros passos na profissão, estreando-se na Emissora Católica de Angola e trabalhando depois naquela que é a hoje a Rádio Nacional de Angola, onde chegou a ser director de produção e de programação.

Rui Romano foi assessor para a Comunicação Social da Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, Maria de Jesus Barroso, um cargo que acumulava com a sua vida académica, sendo docente da Universidade Moderna.”


Preço: 77,50€; 

sábado, 30 de maio de 2026

Portugal - Moçambique & Poesia - ‘A PELE DO CAPIM’, de Fátima Negrão - Cantanhede 2016 - MUITO RARO;










Portugal - Moçambique & Poesia - A poesia da autora, africana de ascendência europeia e as ilustrações de um artista relevante moçambicano 


‘A PELE DO CAPIM’ 
De Fátima Negrão 
Ilustrações de João Timane 
Edição da Autora 
Patrocínio do Município de Cantanhede e da 
Junta de Freguesia de Cantanhede e Pocariça 
Cantanhede 2016 


Livro com 76 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
Com dedicatória e assinatura da autora. Edição única de 250 exemplares. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


A Autora:
“FÁTIMA NEGRÃO, nascida em solo africano, deixou Moçambique há 42 anos. O cheiro da terra quente marcou a sua vida, incorporando na poesia a cor de sabores exóticos, o sol que queima a pele simples de suas gentes…

O 25 de abril de 1974 mudaria o rumo à sua vida. Deixou o ultramar, seus pais, dois irmãos mais velhos, e veio, com os três mais novos para Portugal. Cada verso da sua poesia reflete este corte nas suas raízes, amores, sonhos…

Obteve o Curso do Magistério Primário, em Moçambique, onde lecionou um ano como professora. Em Portugal, prosseguiu estudos e concluiu formação superior no ensino de crianças com deficiência auditiva e especialização em Língua Gestual Portuguesa. Uma fase da vida dedicada à educação de crianças surdas, abraçando outras causas a elas ligadas. 

Mãe de duas gémeas, vê realizado outro sonho, e investe nele toda a sua generosidade e amor. Em 2009, estreia-se na edição de poesia, em ‘Pedaços’, ilustração de São José, com lançamento em Cantanhede, onde vive presentemente. 

Participou em eventos de divulgação e leitura de poesia, em várias zonas do país, a convite de instituições e inserida no Grupo de Leitura da Biblioteca Municipal de Cantanhede. 

Em 2016, surge a presente edição, ‘A PELE DO CAPIM’, ilustração de João Timane, moçambicano, que traduz em cor e forma os sentimentos expressos por palavras pela autora.“ 


O Ilustrador: 
“JOÃO TIMANE é já uma referência internacional como artista plástico moçambicano. Nascido em Maputo, em 1991 é, desde muito cedo, um jovem promissor no mundo das Artes Plásticas. 

Frequentou a Escola Nacional de Artes Visuais em Maputo. Tem leccionado a pintura artística às crianças do bairro do Aeroporto, inspirado nos ideais do grande mestre Malangatana, em Maputo, cidade moçambicana onde vive. 

Participou em várias Exposições individuais de Pintura, nomeadamente em 2014, com ‘Retratos de Mil Gotas de Sonho’ e, em 2015, com ‘Entre os Azuis do Índico’ na Mediateca BCI, em Maputo - Moçambique, assim como em muitas outras exposições coletivas dentro e fora do país.

Tem já um extenso currículo como ilustrador de capas para livros dada a sua grande sensibilidade na pintura, podendo citar, a título de exemplo, ‘Vontades de Partir e Outros Desejos’, de Lino Mukurruza; ‘Política e Informação’, de Matias Guente, e ‘Prédio 333’, de Helga Languana. 

É também autor do cartaz do 2.* Open Internacional de Dança Desportiva, em Maputo - Moçambique, e de algumas revistas nacionais e internacionais como, por exemplo, a revista ‘Ómnia’. 

Atualmente frequenta o curso de licenciatura em Engenharia Geológica e de Minas na Universidade Wutive.“ 



Do ÍNDICE: 

A PINTURA POEMA 
- Por António Canteiro 
PRÓLOGO 

- África 
- Morri sozinha 
- Calo, mas sinto ! 
- A paz 
- Como um hino 
- Desafio 
- Contradições 
- É de noite 
- A pele do capim 
- Esperança 
- Corpo 
- Grito de Liberdade 
- Hoje 
- Outono 
- Não desisto 
- O amor acontece 
- Porquê ? 
- Amor 
- Penso e não quero 
- Queria ser 
- Quando…
- Sem abrigo 
- Ser mulher ! 
- Toquei o céu 
- Terra africana 
- Um mau bocado 
- Palavras coloridas 

Glossário 


Preço: 47,50€; 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Portugal - Descolonização & História - ‘DIÁRIO DE NOTÍCIAS’, n. 53.526 - 04.11.2015 - (‘HISTÓRIAS DOS QUE VOLTARAM COM A INDEPENDÊNCIA DAS EX-COLÓNIAS’) - Lisboa 2015 - Muito Raro;




Portugal - Descolonização & História - 


‘DIÁRIO DE NOTÍCIAS’, n. 53.526 - De 04 de Novembro de 2015.
‘HISTÓRIAS DOS QUE VOLTARAM COM A INDEPENDÊNCIA DAS EX-COLÓNIAS’ 
‘40 anos depois, os caixotes voltaram ao Padrão dos Descobrimentos numa instalação integrada na exposição “RETORNAR - Traços da Memória”.’ 
Director: André Macedo - Directora Adjunta: Mónica Bello 
Lisboa 2015 


Exemplar com 48 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização.
Muito raro. 


Temas em destaque: 
- ‘RETORNAR, OU SEJA, TORNAR VIVAS AS MEMÓRIAS QUE TEMOS DE ÁFRICA’ 
Reportagem de Maria João Caetano 
Exposição. ‘A partir de hoje, entre o Padrão dos Descobrimentos e a Galeria Av. da Índia, em Lisboa, a exposição “RETORNAR - Traços de Memória’ apresenta os testemunhos de quem viveu nas colónias de Angola e Moçambique.’
- ‘O que é retornar ?’ 
- ‘A vergonha do desapossamento.’ 

- ‘COSTA ADMITE ASSINAR DOIS ACORDOS: UM COM O BLOCO E OUTRO COM PCP.’ 
Alternativa. Negociação tem sido feita a dois e não há plano para encontro tripartido. Acordos separados permitiriam ultrapassar divergências 
- ‘PS admite assinar acordos diferentes com BE e PCP.’ 

- ‘O CINEMA E A POLÍTICA JUNTARAM-SE NO ADEUS A FONSECA E COSTA.’ 

- ‘VÃO OS SEMIDEPUTADOS DEPUTAR, ENFIM ?’
Por Ferreira Fernandes 

- ‘JEAN PATRICE KEKA, O CONGOLÊS QUE QUER PÔR RATOS NO ESPAÇO’ 
Jean-Patrice Keka procura doadores para o seu projecto. Ainda não tem nenhum. 


Preço: 27,50€;

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Angola & História - ‘VIDAS E MORTES DE ABEL CHIVUKUVUKU’, de José Eduardo Agualusa - Luanda 2024;




Angola & História - A extraordinária vida e ‘mortes’ de Abel Chivukuvuku, um dos mais brilhantes membros da UNITA insubmissos a Savimbi, relatadas por José Eduardo Agualusa com pormenores rocambolescos e trágicos 


‘VIDAS E MORTES DE ABEL CHIVUKUVUKU’ 
Uma Biografia de Angola 
De José Eduardo Agualusa 
Edição Elivulu Editora 
Luanda 2024 


Livro com 232 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


SINOPSE: 
“Este livro conta a história de um homem cujo nome, Chivukuvuku, significa bravura. Um homem casado com uma mulher chamada Victória. Um homem nascido a 11 de Novembro (data da Independência de Angola) e que dedicou toda a sua vida ao combate pela democratização do seu país. Abel Epalanga Chivukuvuku sobreviveu a duas quedas de avião durante a Guerra Civil, a um atentado e a uma terrível tentativa de linchamento, sem jamais perder a alegria pela vida e a capacidade de perdoar, de escutar o outro, de dialogar. A sua história é também a história de Angola, olhada a partir do Bailundo, no coração da nação ovimbundo.”


O Autor:
“JOSÉ EDUARDO AGUALUSA nasceu na cidade do Huambo, em Angola, a 13 de Dezembro de 1960. Estudou Agronomia e Silvicultura. Viveu em Lisboa, Luanda, Rio de Janeiro e Berlim. É romancista, contista, cronista é autor de literatura para crianças. 
Os seus romances têm sido distinguidos com os mais prestigiados prémios literários, assim como os seus livros de contos e pra crianças: O Grande Prémio do Conto APE, por exemplo, ou o Grande Prémio de Literatura para crianças da Fundação Calouste Gulbenkian.
Na área do romance, foi galardoado com o Grande Prémio de Literatura da RTP (atribuído a ‘Nação Crioula’, em 1998), e com o Independent Foreign Fiction Prize (por ‘O Vendedor de Passados’, de 2004); ‘Teoria Geral do Esquecimento’ recebeu o Prémio Fernando Namora, em 2013; foi finalista do Man Booker Prize, em 2016; e vencedor do International Dublin Literary Award (antigo IMPAC Dublin Award), em 2017. Mais recentemente, em 2022, José Eduardo Agualusa recebeu o Grande Prémio da Crónica e Dispersos Literários da Associação Portuguesa de Escritores / Câmara Municipal de Loulé pelo livro ‘O Mais Belo Fim do Mundo’. 
A sua obra está publicada na Quetzal e traduzida em mais de trinta línguas.“


Obras do Autor:
- ‘O Ano em que Zumbi Tomou o Rio’; 
- ‘Barroco Tropical’; 
- ‘Catálogo de Sombras’; 
- ‘A Conjura’; 
- ‘A Educação Sentimental dos Pássaros’; 
- ‘Estação das Chuvas’; 
- ‘Um Estranho em Goa’; 
- ‘A Feira dos Assombrados’; 
- ‘Fronteiras Perdidas; 
- ‘O Livro dos Camaleões’; 
- ‘O Mais Belo Fim do Mundo’; 
- ‘As Mulheres do Meu Pai’; 
- ‘Nação Crioula’; 
- ‘O Paraíso e Outros Infernos’; 
- ‘Passageiros em Trânsito’; 
- ‘A Rainha Ginga’; 
- ‘A Sociedade dos Sonhadores Involuntários’; 
- ‘A Substância do Amor e Outras Crónicas’; 
- ‘Teoria Geral do Esquecimento’; 
- ‘O Terrorista Elegante e Outras Histórias’ (com Mia Couto); 
- ‘O Vendedor de Passados’; 
- ‘A Vida no Céu’; e 
- ‘Os Vivos e os Outros’. 



Do ÍNDICE: 

Abertura 

- A segunda morte de Abel Epalanga Chivukuvuku 
- A linhagem dos homens-pássaros 
- Os meninos do Dondi 
- A fase romântica da guerra 
- Operação Cabinda e a primeira morte de Abel Epalanga Chivukuvuku 
- Nem sempre a pior queda resulta de um desastre aéreo 
- A batalha do Lomba 
- De como Jonas Savimbi acendeu a alta fogueira que acabou por queimá-lo 
- No coração do inimigo 
- As primeiras eleições 
- A segunda morte de Abel Chivukuvuku, segundo o seu matador - e a imprevisível ressurreição 
- Um exílio interior, seguido de nova ressurreição política 
- O testamento de Jonas Savimbi 
EPÍLOGO 

Agradecimentos 
Breve bibliografia 


Preço: 27,50€; 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Portugal - Do PREC à Descolonização - Semanário ‘O DIABO’, n. 70 - 03.05.1978 - (‘TIMORENSES RESPONDEM A ALMEIDA SANTOS’) - Lisboa 1978 - Muito Raro;











Portugal - Do PREC à Descolonização - Uma edição deste semanário que durante os anos da revolução (1974/75) foi um jornal de desassossego e constante denúncia das mais diversas situações porque o país foi passando, tendo continuado após o período revolucionário 


Semanário ‘O DIABO’, n. 70 - 03 de Maio de 1978. 
‘TIMORENSES RESPONDEM A ALMEIDA SANTOS’ 
Directora: Vera Lagoa (Maria Armanda Falcão) 
Lisboa 1978 


Exemplar com 24 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 



Temas em destaque: 

O ‘Caso ANGOCHE’, mais de seis anos depois 
- ‘OPERAÇÃO CONACEI…NA TANZÂNIA ?’, por Metzner Leone 
- ‘TIMORENSES RESPONDEM A ALMEIDA SANTOS’ 
- ‘A VIAGEM DO DR. ALMEIDA SANTOS’, por Luiz Aguiar 
- ‘AÇORES: A PEOVA DA INCOMPETÊNCIA GOVERNAMENTAL OU A CARTADA DAS SUAS INCONFESSÁVEIS JOGADAS ?’ 
- ‘RAMALHO EANES: UM DISCURSO PARA CUMPRIR ?’ 
- ‘25 DE ABRIL EM 1978: O POVO IGNOROU-O’ 
- ‘PROCESSO-CRIME CONTRA KAÚLZA ?’ 
- ‘INSUFICIÊNCIA NAS INVESTIGAÇÕES’, Julgamento de uma rede bombista 
- “OUÇO DIZER QUE O EXECUTIVO NÃO CONCORDA COM A RTI MAS VAMOS FALAR COM ELES’, disse-nos o Almirante Pinheiro de Azevedo 
- ‘ABAIXO-ASSINADO PARA O REGRESSO DE AMÉRICO TOMÁS ESTÁ A CIRCULAR NA EMIGRAÇÃO’ - Já recolheu perto de 200.000 assinaturas 
- ‘A “LIBERDADE DE IMPRENSA” TIROU A MÁSCARA’ 
- ‘PORQUE OLHAM OS PORTUGUESES PARA SANTA COMBA DÃO ?’ 
- ‘A BURGUESIA ARRIVISTA NO PODER’ - Freitas, o novo “recruta” 
- ‘PINHEIRO DE AZEVEDO PROMETE “SURPRESAS” - Num comício do PDC 
- ANÁLISE POLÍTICA - ‘UMA INTERPRETAÇÃO DO CDS’, por José Miguel Júdice 


Preço: 27,50€; 

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Política Internacional - ‘A AGENDA PERDIDA DA RECONSTRUÇÃO PÓS-BÉLICA: O Caso de Timor-Leste’, de Mónica Rafael Simões - Coimbra 2001 - Muito Raro;




Política Internacional - A reconstrução do país após mais de duas décadas e meia de ocupação Indonésia e as políticas de conciliação entre as facções independentista e os colaboracionistas com os ocupantes, após a restauração da autonomia e os massacres dos grupos terroristas contra as populações civis 


‘A AGENDA PERDIDA DA RECONSTRUÇÃO PÓS-BÉLICA: O Caso de Timor-Leste’ 
De Mónica Rafael Simões 
Prefácio de Vital Moreira 
Edição Quarteto 
Coimbra 2001 


Livro com 120 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito raro. 


“Uma das tarefas incontornáveis do processo de reconstituição das sociedades saídas de regimes repressivos ou de guerras civis destruidoras consiste na reconciliação nacional.
Neste aspecto, um dos problemas mais árduos e controversos tem a ver com a maneira como se encara o passado muitas vezes ainda dramaticamente vivo, das violações mais grosseiras dos direitos humanos.
A vasta literatura sobre a transição democrática em países saídos de regimes violentamente repressivos ou de devastadores conflitos armados internos, mostra que as opções caem numa de duas dicotomias quanto ao modo de encarar a passada violação dos direitos humanos: esquecer / lembrar, perdoar/ punir.” 
Vital Moreira - in PREFÁCIO 


Preço: 27,50€; 

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Angola & História - ‘MPLA - A REVOLUÇÃO TRAÍDA - 13 Teses da minha Defesa - NITO ALVES’ - Luanda 2021 - MUITO RARO;












Angola & História - O documento histórico da defesa e justificação das atitudes de Nito Alves e do seu grupo após a suspensão de dirigente pelo CC do MPLA, sendo este dirigente o elemento preferencial do PCUS e da URSS, nas relações bilaterais e internacionalistas, tendo estado em representação de Angola no 25.* Congresso em Moscovo, acompanhado de José Van Dúnem em Fevereiro de 1977…


‘MPLA - A REVOLUÇÃO TRAÍDA’
13 Teses da minha Defesa - NITO ALVES 
Prefácio de José Reis 
Posfácio de Manuel Santis Torres 
Edição ELIVULU 
Luanda 2021 


Livro com 224 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
Nota: as fotografias não fazem parte do livro. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Da contracapa: 
“…Mas quando a minha conversa teve lugar com Frank Carlucci, já a CIA estava bem entrincheirada em Angola e pretendia expulsar a influência soviética pela força e não dialogar com o MPLA…
…A CIA, por sua vez, em 1976, já dispunha de 83 agentes na Angolan Task Force no terreno, num plano de estreita cooperação com a África do Sul ‘e com os chineses, que apoiariam a UNITA e a FNLA na sua luta contra os soviéticos, a quem disputavam o aumento de influência em África’.“
Rui Mateus, ‘CONTOS PROIBIDOS - Memórias de um PS Desconhecido’ 

“…Há algumas semanas, descobri um relatório redigido pela CIA, intitulado ‘The Angolan Leadership: current perspectives and prospects after Neto’. Foi escrito por Randy Pherson e publicado em Dezembro de 1978. Actual presidente da próspera ‘Pherson Associates’, ‘especializada na oferta de formação em técnicas analíticas avançadas, destinadas a analistas que trabalham como métodos analítico básicos de espionagem, contra-terrorismo, contra-informação, negação e engano e segurança interna’, tive esperança de o poder entrevistar, mas, depois de responder a um primeiro e-mail, Randy remeteu-se a um silêncio obstinado… Embora Randy se tenha recusado a conversar comigo, outro norte-americano mostrou-se mais aberto e comunicativo. Refiro-me ao embaixador Don McHenry, um afro-americano que foi vice-representante dos Estados Unidos nas Nações Unidas, entre 1977 e 1979, e exerceu funções como representante permanente entre 1979 e 1981. Numa conversa telefónica, falando do seu gabinete na Universidade de Georgetown, disse-me que tivera uma boa reação com Neto. A,nos mantiveram o que descreveu como ‘conversações produtivas’, em 1977, 1978 e 1979. Segundo McHenry, ao longo deste período, ‘Neto mostrou-se muito interessado em criar uma relação com Os Estados Unidos’… Não obstante, é com surpresa que oiço o embaixador admitir a presença de várias personalidades norte-americanas em Luanda, no dia 27 de Maio de 1977. ‘A nossa presença não era segredo’ disse. Estivermos lá, durante vários dias, e falámos com Lopo do Nascimento (o primeiro-ministro)…“ 
Lara Pawson - ‘EM NIME DO POVO - O Massacre que Angola Silenciou’ 

“…O fantasma de um pretenso ‘grupo Nito’, o fantasma do ‘Golpe de Estadi’ é, como ficou exaustivamente e objectivamente denunciado, demonstrado e desmontado ao longo da minha defesa, uma criação de iniciativa e responsabilidade histórica das forças da reacção interna objectivamente ao serviço do imperialismo, que, para tanto, consertou a sua acção com as forças externas da reacção mundial. São agentes provocadores da própria DISA quem montou o fantasma, como se viu nos documentos comprovados do ponto de vista jurídico, cuja validade jamais seria contestada em nenhum tribunal do mundo. Mas os verdadeiros réus são os advogados da pequena e média burguesia, os conscientes defensores da reacção interna. A aliança reaccionária entre à direita, os anti-comunistas e os maoistas são a expressão do instrumento político-ideológico daquela base social, cuja ampla plataforma é o anti-sovietismo…
Nito Alves - ‘13 Teses em Minha Defesa’, 1977 


Da BADANA: 
“…As exigências que acabo de formular não ultrapassam o aspecto formal. A questão de fundo, como claramente venho demonstrando ao longo deste extenso documento que trago à vossa consideração, situa-se em termos ideológicos e de princípio e a História, por mera casualidade perante mim a pesada e inadiável responsabilidade de classificar profundamente o fenómeno em curso, de forma a que os mais altos ideais revolucionários dos operários, dos camponeses, dos intelectuais revolucionários, dos sectores patrióticos da burguesia, em suma, de todo o povo que se levantou em armas há cerca de 16 anos, irmanados numa ampla frente nacional anti-imperialista que é o MPLA, dizendo não à exploração do homem pelo homem e que há pouco definiu sem ambiguidades a sua opção socialista, não sejam traídos por manobras tecidas por oportunistas de todos os países, por manipulações reaccionárias alicerçadas na santa aliança de sociais-democratas e maoistas que embora se sirvam da capa do marxismo-Leninismo, mais não fazem quedavam um fosso cada vez mais profundo entre o MPLA e o movimento revolucionário mundial em geral e o campo socialista em particular, de forma a criar as condições para a implantação de um regime neo-colonial, para uma real e efectiva dependência face ao capitalismo internacional…
Nito Alves - ‘13 Teses em Minha Dedesa’, 1977 

“… Olhando as coisas sob um prisma da contra inteligência, eis como estão a proceder, neste momento, em Angola, os presumíveis oficiais da CIA que, segundo fontes citadas, estão infiltrados na DISA para operações contra-revolucionárias de destabikização política… Essa política tem de acabar definitivamente, há que negar a condução de revolução seguida até agora; esta é uma imperiosa necessidade que se impõe. Não se trata de um quadro nauseante de luta de influências - é falso e reaccionário apresentar assim o problema. É o próprio futuro da revolução que está em causa…
Nito Alves - ‘13 Teses em Minha Defesa’, 1977 

“Tamanho é o manancial de provas que nos revelam aquelas treze questões, grandes na denúncia, que só por si são a arma de arremesso contra os que urdiram a trama. Não fosse assim e não teriam suportado os horrores da tortura e sucumbido, todos aqueles que, em algum momento, passaram os olhos por tão odiadas páginas, ou que a mera suspeita do carrasco assim o tivesse ditado. No interior da DISA, por exemplo, alguns dos seus quadros atingidos pelo ‘fraccionismo’, viram a pena agravada, isto é, foram passados pelas armas, quando, no móbil do crime, aparecia a perversa leitura das perniciosas teses. E quem as leu não viu tudo, pois das 143 páginas policopiadas que foram entregues ao MPLA, há a acrescentar os anexos, um conjunto de documentos probatórios, que levaram sumiço e nunca, mesmo a pedido, nos chegaram às mãos…“ 
José Reis, in ‘ANGOLA O 27 DE MAIO - A História por Contar’ 



Do ÍNDICE: 

Cronologia da vida de Nito Alves 
NOTA PRÉVIA 
Algumas breves palavras sobre a urgência da publicação deste livro 
PREFÁCIO 
“DIREITO À DEFESA” 

13 TESES em minha defesa 
Isto também é a nossa história 
Pontos e causas das divergências 

1.a TESE 
- O método dialético e o método metafísico 
2. TESE 
- Os antecedentes históricos - as diversas frentes de luta guerrilheira nunca se encontraram 
3. TESE 
- O que é ser vanguarda 
4. TESE 
- Unidade nacional 
5. TESE 
- O anti-sovietismo 
6. TESE 
- A CIA e a revolução angolana 
7. TESE 
- Como iludir o povo 
8. TESE 
- A importância do estudo da teoria 
9. TESE 
- A propósito da opção socialista 
10. TESE 
- Um partido leninista ou um partido social-democrata maoista ? 
11. TESE 
- Análise global do 3.* Plenário do Comité Central - o verdadeiro significado dos cinco minutos que entraram na história do MPLA. As teses em confronto 
12. TESE 
- Conclusão final 
As causas reais e objectivos das nossas divergências nos planos filosóficos, ideológico, organizativo e histórico. A dualidade de critérios de disciplina 
13.a TESE 
- Exijo, no imediato, severa Justi aos verdadeiros réus: e verdadeiro veredicto 

Brevíssimas notas à Guisa de Posfácio 


Preço: 67,50€; 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

África - História & Literatura - ‘VIVER E MORRER EM ANGOLA’, de Paulino Soma Adriano - Luanda 2016 - Muito Raro;






África - História & Literatura - O autor, nesta sua primeira obra em romances, aborda os traumas que as diversas guerras que os angolanos tiveram de enfrentar entre 1961 e 1992, que marcaram de forma trágica as gerações antigas e actuais onde o ódio deu lugar à esperança, convivência, tolerância e paz 


‘VIVER E MORRER EM ANGOLA’ 
De Paulino Soma Adriano 
Prefácio de Américo Correia de Oliveira 
Edição Mayamba 
Luanda 2016 


Livro com 366 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 


Da contracapa:
“O mundo que atravessa o teu belo romance é um mundo de guerra (mbuanga), com o seu cortejo de horrores: raptos, insegurança, medos, fome e morte. Mas, julgo eu, a mensagem que subjaz à tua obra literária, como um cacimbo que penetra subtilmente até aos ossos, é a do amor, da esperança de melhores dias para esta tua gente do país que tanto amas, Angola. 

O teu romance é um romance-testemunho, verdadeiras estórias de vida, atentíssimo à realidade natural e social que envolve as ruas personagens, sem que tu, narrador omnisciente, tomes partido em relação a qualquer dos lados da contenda. Como o poderias fazer, se avós, pais, filhos e irmãos estão, por força das circunstâncias, em diferentes trincheiras de combate ? Só a tua amada natureza rural, a pequena / grande família angolana, os pequenos / grandes amores dos avós, pais, filhos, namorados e amigos, o grande companheirismo / amizade dos civis e militares, em tempo de guerra e perdição, subsistem, contra tudo e contra todos. 
Pelo teu romance perpassa a genuína sabedoria angolana, tão antiga como o mundo: provérbios e canções (de amor e de guerra; de ninar e de trabalho), orações mágico-religiosas, jogos infantis, a culinária típica, os rituais / crenças e festas agrícolas. 

Julgo ser o primeiro romance angolano que aborda, de modo frontal, ‘desapaixonadamente imparcial’, corajoso e, diria mesmo, patriótico, o tema-tabu das recentes ‘guerras angolanas’, que, quer queiramos ou não, farão parte da rica história da tua querida Pátria.“ 
Américo Correia de Oliveira - in PREFÁCIO 


O Autor: 
“PAULINO SOMA ADRIANO
É natural da província da Huíla. Nasceu a 8 de Março de 1982. É doutor em Linguística pela Universidade de Évora, mestre em Consultoria e Revisão Linguística pela Universidade Nova de Lisboa é licenciado em Linguística Portuguesa pelo Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED - Huíla).
Foi docente do ISCED-Huila e chefe de Repartição de Ensino e Investigação do Português na mesma instituição. 
É, actualmente, decano da Escola Superior Pedagógica do Cunene.
Em 2013 publicou a obra poética ‘Amálgama d’Alma’; em 2016, o ensaio ‘A Crise Normativa do Português em Angola: cliticização e regência verbal - que atitude normativa para o professor e o revisor ?’ 
Foi assistente de revisão linguística e de projectos na ONG ACORD (Agency for Cooperation and Research in Development). Coordenou o Projecto ‘Falando sobre a Terra no CTH’ (Consórcio Terras da Huíla).“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
EM JEITO DE PREFÁCIO 

- O militar 
- Quimbanda ou Deus 
- Couraça à prova de balas 
- Namusso Ekovo 
- Olukongolo no Natal 
- O receio do sol 
- Pelo corpo de Madalena 
- Eu vou morrer em Angola 
- Zezinho 
- A noite e as luzes 
- Inútil reencontro mortal 
- A zungueira 
- Cheques e choques 
- Amada Caty 
- O Mõla, o chefe de casa 
- A gazeta 

Glossário 


Preço: 52,50€; 

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Portugal - Descolonização & HISTÓRIA - ‘DEIXAR ÁFRICA (1974 - 1977)’, de Alexandra Marques - Lisboa 2024;






Portugal - Descolonização & HISTÓRIA - A autora reuniu informação, documentação e testemunhos da forma como o processo de descolonização foi conduzido pelo MFA (Movimento das Forças Armadas) após o derrube do regime do Estado Novo a 25 de Abril de 1974, onde fica provada a conivência das novas autoridades militares portuguesas nas ex-províncias ultramarinas de Angola e Moçambique com os movimentos nacionalistas marxistas-leninistas (MPLA, FRELIMO e PAIGC), em que estes tiveram carta branca para perseguir, prender e liquidar os seus adversários internos e promover a saída dos cidadãos brancos, mestiços e negros, muitos dos quais nascidos em África - até com várias gerações - e a defesa de vidas e bens dos cidadãos portugueses não foram devidamente protegidas pela administração nacional ainda vigente, antes pelo contrário…


‘DEIXAR ÁFRICA (1974 - 1977)’ 
O Trauma dos Portugueses de Angola e Moçambique 
De Alexandra Marques 
Edição Dom Quixote 
Lisboa 2024  


Livro com 420 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa: 
“Alexandra Marques regressa com um livro sobre uma das páginas mais negras do Portugal contemporâneo - o processo de descolonização de Angola e de Moçambique. Um relato que vem, por fim, contar a verdade chocante sobre o que aconteceu aos portugueses das ex-colónias.

Se deixar África foi um trauma para os portugueses radicados em Angola e Moçambique, que razões o ditaram? O que aconteceu nessas duas maiores colónias portuguesas que impulsionou a sua saída? Que promessas fizeram os decisores militares e políticos do pós-25 de Abril e quais ficaram por cumprir? Que diplomas de expropriação e cerceamento de direitos vigentes foram criados?

Que retrato socioeconómico de Angola traçou o então ministro da Economia, Vasco Vieira de Almeida? O que foi feito para que pudessem salvar parte das poupanças? Como se processou a fuga até aos pontos de embarque? Como se vivia no campo de refugiados de Nova Lisboa, equiparado a um campo nazi por um capitão do MFA? Como foi a epopeia dos aportados a Portugal em traineiras e dos que se acolheram na África do Sul? O que fizeram as autoridades pelos portugueses que estavam nas prisões dos Movimentos armados? E se não houve uma guerra civil em Moçambique antes da independência, por que partiram quase todos os portugueses?

O que foi negociado nas reuniões secretas entre Melo Antunes e a delegação da Frelimo na capital da Tanzânia, antes do Acordo de Lusaca? O que aconteceu em Lourenço Marques no dia 7 de Setembro de 1974 e no massacre de brancos em 21 de Outubro? Que legislação emitiu o Governo de Transição e o Alto-Comissário, Vítor Crespo? E o que se passava nos campos de reeducação da Frelimo, para onde tantos portugueses foram levados?“


Da badana:
“A que se deveu a mágoa e a revolta dos portugueses que deixaram Angola e Moçambique ? A investigação empreendida deu origem à tese doutoral ‘DEIXAR ÁFRICA (1974 - 1977) Experiência e Trauma dos Portugueses de Angola e Moçambique’ (2017), na qual se baseia este livro. 
Distanciado da versão oficial - de ter sido uma descolonização e historicamente inevitável - está, por isso, mais próximo da visão crítica de conceituados autores ocidentais que a descrevem como caótica, desordenada e de prolongada violência, constituindo um momento traumático para quem estava em retirada. A descolonização gerou transições turbulentas, guerras civis sangrentas e a instauração de regimes totalitários nas duas ex-colónias portuguesas, que motivaram o êxodo das populações, radicadas e autóctones. 

Talvez por isso, em 1984, a opinião pública nacional tinha já uma ideia desencantada e até mesmo negativa do processo, alegando que as independências africanas tinham sido concedidas sem se defender os direitos dos portugueses lá radicados. Esta ideia foi tida por errónea, esperando-se que se apagasse da memória colectiva. O que não aconteceu. Porque não foi um processo desejado, pacífico e bem-sucedido para quem deixou Angola e Moçambique à pressa, fugindo ao ódio e ao revanchismo. A violência física e psicológica (sofrida ou observada) e o colapso dos sistemas (de saúde, ensino, justiça, segurança e administração) ditaram a partida, não obstante as perdas materiais e emocionais que implicava. Perderam lugares de pertença, o estatuto socioeconómico e o património adquirido e sofreram danos (Morais e/ou físicos) antes e durante o êxodo. Foram (como disse Costa Pinto) ‘os grandes perdedores’ da descolonização e, por isso, a sua voz não foi ouvida.“ 


A Autora: 
“ALEXANDRA MARQUES nasceu em 1968, em Lisboa, onde vive atualmente. Foi jornalista de política nacional e europeia de 1991 a 2014. É doutorada em História Contemporânea pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e autora da obra Segredos da Descolonização de Angola.”



Do ÍNDICE: 

Siglas 

I. - A PARTIDA DE ANGOLA: DA INCERTEZA AO DESESPERO 

1. - INQUIETOS E APREENSIVOS 
- Promessas e contradições 
- Abusos e retaliações 
- A exploração do medo 
- Ataques aos muceques 
- À espera de ficar 
- O partidarismo branco 
- Cercados e acossados 
- Atemorizados e agredidos 
- A agonia da escolha 
- Desprotegidos e ameaçados 
- Em estado de guerra 
- Desalojados em Luanda 

2. - UM ÊXODO DOLOROSO 
- Indesejados nas duas pátrias 
- Inseguros e perturbados 
- A nacionalidade do retorno 
- Fugindo à guerra 
- Por terra até Portugal 
- Flagelados: rumo ao sul 
- Despojados por decretos 
- O colapso e a ingerência 

3. - ULTRAJADOS NO ADEUS 
- Presos e raptados 
- Como num campo nazi 
- Refugiados na RAS 
- Nos meandros da ponte aérea 
- No caos da partida
- Na realidade pós-colonial 


II. - A PARTIDA DE MOÇAMBIQUE 

1. - NO TURBILHÃO REVOLUCIONÁRIO 
- Revoltados com a tropa 
- Evoluídos e destribalizados 
- Pressionados pela FRELIMO 
- À beira da rendição 
- Nas reuniões secretas 
- Antes de Lusaca 
- O 7 de Setembro 
- ‘O Povo Unido jamais será vendido’ 

2. - RUMO AO TOTALITARISMO 
- A caça aos reaccionários 
- Massacrados na vingança 
- Com medo da violência 
- Sob a ruína e a censura 
- Prisões e campos de trabalho 
- Impelidos pelo pânico 

3. - NO EXPURGO PÓS COLONIAL 
- Expropriados pelas leis 
- Cerceados nos direitos 
- Acossados pelas autoridades 
- Poderes abusivos 
- Detidos após a independência 
- Violentados e expulsos 
- Indignados à chegada 
- Expulsos pela nacionalidade 

Notas 
Índice onomástico 


Preço: 47,50€; 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Portugal - PREC & Descolonização - Revista ‘VISÃO’, n. 581 - 22.04.2004 - (‘Fotos de Sebastião Salgado - 30 ANOS 25 DE ABRIL’) - Lisboa 2004 - MUITO RARO;














Portugal - PREC & Descolonização - Algumas das mais significativas fotografias do mundialmente conhecido fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado que captou no período revolucionário a que se seguiu ao 25 de Abril de 1974 e no processo de descolonização em Angola e Moçambique 


Suplemento d Revista ‘VISÃO’, n. 581 - De 22 de Abril de 2004.
‘As Fotos de Sebastião Salgado - ESPECIAL 30 ANOS 25 DE ABRIL’ 
EDIÇÃO HISTÓRICA 
Lisboa 2004 


Exemplar com 34 páginas, totalmente ilustrada e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO; 



Da Abertura: 
“O FOTÓGRAFO DA REVOLUÇÃO 

Este suplemento especial da ‘VISÃO’ é inteiramente preenchido com fotos, muitas delas inéditas em álbum, obtidas em Portugal por Sebastião Salgado nos anos de brasa de 1974-1975. 
Brasileiro radicado em França, Sebastião Salgado - hoje um dos mais famosos e geniais fotógrafos do mundo, bem conhecido dos nossos leitores por termos divulgado uma parte significativa da sua obra - viveu entre nós com a família durante oito meses, em 1975. Da casa alugada na Graça, em Lisboa, partia para o ‘país real’ e ainda para Angola e Moçambique (quase sempre ‘à boleia’ da Força Aérea), fotografando as cenas do PREC e do processo de descolonização. Recorda ainda com saudade as bichas para o pão em que as pessoas discutiam tudo ou as deslocações profissionais da sua mulher, Lélia, também repórter fotográfica, ao Palácio de Belém, confiando o filho pequeno aos soldados da GNR. 
Nascido em 1944, em Aimorés, Minas Gerais, Sebastião Salgado estudou Economia em São Paulo, EUA e Paris. Foi só depois de se ter entusiasmado a captar imagens com a máquina de Lélia durante uma viagem por África que se decidiu a abraçar a carreira que o celebrizaria (antes trabalhara como economista para a Organização Mundial do café). Depois de ter colaborado com a Sygma e a Gamma, integrou a prestigiosa cooperativa Magnum. Estabelecido em Paris, fundou aí a Amazonas Images. 
Após a estada em Portugal, Salgado percorreu durante sete anos regiões remotas da América Latina, recolhendo imagens para o livro e a exposição ‘Outras Américas’, uma reflexão sobre a vida e a resistência cultural dos camponeses índios. Em meados da década de 80 trabalhou 15 meses com a NOG Francesa ‘Médicos Sem Fronteira’ nas estepes africanas do Sahel. De 1986 a 1992 focalizou a sua atenção no tema ‘Trabalho’, objecto de uma exposição que correu mundo e inaugurou o CCB, em Lisboa. A exposição ‘Êxodos’ (patente em 2000 no Pavilhão de Portugal do Parque das Nações, com o patrocínio da ‘VISÃO’) é outro momento alto da sua obra. Ambos estes trabalhos foram em devido tempo publicados em fascículos pela nossa revista. 
Sebastião Salgado foi este ano presidente do Júri do Prémio ‘VISÃO’ Fotojornalismo.


Preço: 42,50€; 

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Portugal - Ultramar & História - ‘SORTILÉGIO DA COBRA - Descolonização Obrigatória’, de Mário Jesus da Silva - Lisboa 2005 - Raro;









Portugal - Ultramar & História - O autor percorreu diversos pontos do território nacional e das antigas províncias ultramarinas portuguesas em missão militar e daí o seu vasto conhecimento das últimas décadas do regime do Estado Novo e do conflito com a Índia em Goa e a guerra colonial em Angola, seguida do processos de descolonização e guerra civil entre os movimentos de libertação, o estranho caso do uso e controle dos Catangueses pelo MFA e MPLA e ainda de uma fracassada conspiração para derrube do governo em 1967…


‘SORTILÉGIO DA COBRA - Descolonização Obrigatória’ 
De Mário Jesus da Silva 
Prefácio de Francisco Sarsfield Cabral 
Edição Ésquilo edições e multimédia 
Lisboa 2005 


Livro com 240 páginas e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


Da contracapa:
FACTOS INÉDITOS DA DESCOLONIZAÇÃO PORTUGUESA 
DE GOA AOS MASSACRES DE ANGOLA 

“Temos aqui um forte e impressivo - porque vivido - retrato de alguns momentos-chave da ‘descolonização obrigatória’. (…) É um testemunho amargo, mas nem por isso menos lúcido e oportuno. Neste país sem memória, a ‘má consciência do colectivo português’ em relação à ‘tragédia da descolonização’ apenas será ultrapassada conhecendo os factos e analisando-os com serenidade. Ouvindo e lendo quem os viveu - e tantos desses preferem silêncio e o esquecimento. Não foi o caso do general Mário Jesus da Silva. Por isso, como português, lhe estou grato.
Francisco Sarsfield Cabral - Excerto do PREFÁCIO 

“Nós, os militares da minha geração, vivemos um emocionante livro de aventuras, rico de emoções e cheio de muitos trabalhos e sacrifícios. Não nos podemos queimar que tenha sido uma vida aborrecida,crotineira, monótona e sedentária. Bem pelo contrário. Mas em todo o processo de descolonização não conseguimos alterar favoravelmente o rumo geral dos acontecimentos. Fomos amachucados como meros peões executantes nessa partida de xadrez difícil e confusa, que foi tão mal jogada por Portugal.“ 
Mário Jesus da Silva 


O Autor:
“MÁRIO JESUS DA SILVA 
O autor é tenente-general do Exército, oriundo da Cavalaria, actualmente na reforma. Além do serviço nas ex-colónias, esteve duas vezes na Bélgica em comissão da NATO, foi sete anos assessor militar do então Primeiro-ministro Prof. Cavaco Silva, regressando depois como Director ao Colégio Militar, que frequentou como aluno.



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO 

INTRODUÇÃO 

Livro I - GOA 
Goa Inesquecível 
- Missão no Paraíso 
- A Cobra Real 
- Maus presságios 
- Satchitananda Naik 

A Queda de Goa 
- Graves decisões 
- Tensão nervosa 
- A Invasão 
- Mapa de Goa 

Prisioneiros 
- Desminagem em Bicholim 
- Prisioneiros em Pindá 
- 19 de Março de 1962 
- Mal recebidos em Portugal 

Livro II - NA SENDA DA DESCOLONIZAÇÃO 
Angola é Nossa ? 
- Os Dembos 
- No Leste de Angola - A Cameia 
- Abertura da Frente Leste 

1967 - Conspiração falhada 
- Os carros de combate de Santa Margarida 
- Encontros imediatos, Mario Soares 
- Fiasco completo 

São Tomé - O Mundo é pequeno 
- Um paraíso menor 
- Mário Soares em São Tomé 
- Apoio ao Biafra 

25 de Abril nos Açores 
- As ilhas da bruma 
- Ventos da revolução 
- 25 de Abril de 1974 
- PREC mitigado nos Açores 


Livro III - ADEUS A ANGOLA 
- Primacial vermelha em Portugal 
- Ambiente turvo em Angola 
- Primeiros confrontos em Saurimo 
- A Companhia Integrada 421B 
- Os catangueses 
- Saque em Saurimo 
- A completa destruição da cidade 
- Um jantar de grande luxo 
- Expulsão da U.N.I.T.A. da LUNDA 
- Adeus a Angola 
Mapa de Angola 

EPÍLOGO 

CRONOLOGIA DA DESCOLONIZAÇÃO 
Referências Bibliográficas 


Preço: 32,50€;