segunda-feira, 27 de julho de 2026

Portugal - África & História - Revista ‘AFRIQUE ASIE’, n. 58 - 10.06.1974 - (‘GUINEA-BISSAU: LA VÉRITÉ SUR LES NEGOCIATIONS’) - Paris 1974 - MUITO RARO;















Portugal - África & História - Importante Dossier sobre as negociações entre as novas autoridades portuguesas após o derrube do regime do Estado Novo e os movimentos de libertação, com destaque para as negociações com o PAIGC sobre a Guiné e Cabo Verde, referências aos massacres em Moçambique no final da guerra colonial e o apelo da oposição a Agostinho Neto para a realização de um Congresso do MPLA perante a eminência do processo de descolonização em Angola 


Revista ‘AFRIQUE ASIE’, n. 58 - De 10 de Junho de 1974.
‘GUINEA-BISSAU: LA VÉRITÉ SUR LES NEGOCIATIONS’ 
Paris 1974 


Exemplar com 58 páginas, ilustrada e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Temas em destaque: 
- ‘GUINEA-BISSAU: LA VÉRITÉ SUR LES NEGOCIATIONS’ 
Par Aquino de Bragança 
‘Que s’est passé à Londres, entre les négociateurs portugais et guinéens ?
Trois des envoyés spéciaux d’AFRIQUE ASIE’, Aquino de Bragança, Jack Bourderie et Wilfred Burchett, qui ont suivi le déroulement de la première phase des pourparlers, en présentent ici le Dossier.’ 
‘Pressions américaines’ 
“Même avec le diable…” 

Les negociations de Londres 
- ‘LA MORT D’UN PROJET’, par Wilfred Burchett 
‘A Londres, Wilfred Burchett a suivi la prémiere rencontre entre les délégués portugais et africains. Ils s’est souvenu d’autres conférences…’ 
‘Eviter l’impasse’ 

Lisbonne 
- ‘LES CHEMINS DE LA DÉMOCRATIE’, par Aquino de Bragança 
‘On connait encore mal la Partie immergée des forces qui détiennent Aujourd’hui le pouvoir au Portugal.’ 
“Le reste, c’est du vent” 
‘Une direction bicéphale’ 

Les negociations de Londres 
- ‘LA QUESTION DU CAP-VERT’, par Jack Bourderie 
‘Les malentendus’ 
‘Une grande victoire’ 

Mozambique 
- ‘LES 220 JOURS LES PLUS LONGS D’INHAMINGA’ 
‘Le Terrorisme et les massacres perpétrés par les portugais dans et autour d’Inhaminga (Mozambique) entre aoút 1973 et mars 1974 relatés par les Pères travaillant dans cette mission.’ 
Journal des Pères des Sacrés-Coeurs 

- ‘ANGOLA: DERNIÈRES MANOEUVRES DE HOLDEN ROBERTO’ 
Par Pietro Petrucci 

- ‘APPEL POUR UN CONGRÈS DU MPLA’ 


Preço: 0,00€; (Indisponível) 

Política & Autarquias - ‘O PODER LOCAL E AS AMBIÇÕES DE TAVIRA’, de Macário Correia - Lisboa 1997 - MUITO RARO;






Política & Autarquias - A experiência e propostas de análise e trabalho nas autarquias nacionais baseadas na vasta experiência do Autor  


‘O PODER LOCAL E AS AMBIÇÕES DE TAVIRA’ 
De Macário Correia 
Edição ANASD (Associação Nacional dos Autarcas Social Democratas) 
Lisboa 1997 


Livro com 168 páginas e em bom estado de conservação. Capa com algum desgaste. Miolo impecável. 
Exemplar com dedicatória e assinatura do autor. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


O Autor: 
“JOSÉ MACÁRIO CORREIA nasceu no Barranco da Nora (Tavira) em 1957, licenciado em Engenharia e em Arquitectura Paisagista pelo Instituto de Agronomia (1982). Obteve o grau de Mestre em Economia (1984), tendo iniciado preparação de Doutoramento na Faculdade de Ciências e Tecnologia (U.N. Lisboa) na área da Engenharia do Ambiente. 
Desempenhou funções na Administração Pública, no Governo e no Parlamento. Desenvolveu intensos contactos e relações com as autarquias locais, através da celebração de protocolos e contratos-programas nas áreas do ambiente, saneamento básico, conservação da natureza e defesa do consumidor. 
Enquanto presidente da Comissão de Saúde da Assembleia da República, contactou com dezenas de autarquias com actividades na área da saúde pública e dos estilos de vida saudáveis. 
Do Poder Local tem também a experiência concreta de ter sido eleito Membro da Assembleia Municipal, Vereador na maior Câmara Municipal do país, Deputado na Comissão específica dos assuntos autárquicos e Presidente de uma associação nacional de autarcas. 
Participou nos últimos anos em todos os acontecimentos relevantes das políticas autárquicas: nos Congressos e Exposições da A.N.Municípios Portugueses, da ANAFRE (Freguesias), da Eurocidades, da F.M.Cidades Unidas, no Ibero-americano de Municípios, bem como na discussão das Leis do Poder Local e ainda em palestras e debates em várias zonas do país, além de monitor em acções do Centro de Estudos e Formação Autárquica (Coimbra). 
Este livro reúne mais de 50 posições públicas assumidas no âmbito dos assuntos autárquicos, senso algumas de ordem geral, enquanto outras reflectem um pensamento é uma aplicação concreta ao concelho de Tavira.“ 



Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 

I. - O PODER LOCAL 
1. - UMA VISÃO SOBRE AS AUTARQUIAS DO FUTURO 
1 - 20 anos de Poder Local 
2 - Plano Estratégico Municipal 
3 - O que não é um Plano Director Municipal 
4 - Poder Local: à procura de outro modelo 
5 - Recomeçar pelas autarquias 
6 - Autárquicas de 97: novas circunstâncias 
7 - Precisamos de qualidade na Administração Local 
8 - Autarcas do terceiro milénio 
9 - Organizar as autarquias do século XXI 
10 - Os jovens e o Poder Local 
11 - Criação de empregos locais 
12 - Novas competências locais 
13 - Acerca das atribuições e competências das freguesias 
14 - Renovar começando pelo Poder Local 
2. - AS PROMESSAS E A REALIDADE DAS COISAS 
1 - Tempo de balanço 
2 - Contradições entre as promessas e a realidade: O Poder Local a descer 
3 - Contradições e incoerências 
4 - O clientelismo 
5 - Concursos locais: a pequena corrupção 
3. - ÓRGÃOS DE INFORMAÇÃO E AUTARQUIAS 
1 - Parcialidade em rádios locais 
2 - Debates locais 
4. - QUESTÕES DELICADAS: URBANISMO E AMBIENTE 
1 - Autarquias e Áreas Protegidas 
2 - Conservação da Natureza a nível local 
3 - Mais betão sobre o litoral 
4 - Contrapartidas urbanísticas: entre a regra e o acaso 
5. - OS AUTARCAS, OS PARTIDOS E AS PALAVRAS DADAS 
1 - Cumprimento dos mandatos 
2 - O valor da palavra 
3 - Continuidade ou mudança 
4 - O caciquismo e as eleições 
5 - O círculo vicioso da mediocridade 
6 - Os partidos e os independentes 
7 - Albufeira: os espinhos da rosa 
6. - A ADIADA REGIONALIZAÇÃO 
1 - Sobre a Regionalização 
2 - Regionalização e referendo 
3 - Revisão Constitucional e Regionalização 
4 - Regionalização: uma peça de teatro mal ensaiada 
5 - Muita parra e pouca uva 
6 - Moer sem grão 
7 - Um Algarve alentejano 

II. - ALGUMAS AMBIÇÕES DE TAVIRA 
1. - O DIAGNÓSTICO 
1 - Tavira a cair 
2 - Descolar do pelotão 
3 - Investimentos municipais no Sotavento 
2. - A ESPECULAÇÃO E OS MITOS 
1 - A urbanização da ilha e da marina 
2 - Na maré das marinas 
3 - Ideias ou intriga 
3. - ALGUMAS PROPOSTAS NOVA 
1 - Centro Cultural do Algarve 
2 - Tavira: um património a valorizar 
3 - Tavira: cidade de acontecimentos 
4 - Tavira no PIDDAC 97 
5 - Autarquias e habitação social 
4. - A MUDANÇA NATURAL 
1 - Pela diferença é pela renovação 
2 - Razões e objectivos de uma candidatura 


Preço: 27,50€; 

Portugal - Política & História - Revista ‘DOMINGO’ - 21.01.2007 - (‘CUNHAL - SALAZAR, O que os une… …E o que os separa’) - Lisboa 2007 - MUITO RARO;










Portugal - Política & História - Destaque para duas reportagens, sobre o confronto de personalidades entre Álvaro Cunhal e Oliveira Salazar e a Pré-publicação de um livro sobre os serviços secretos portugueses 


Revista ‘DOMINGO’ - De 21 de Janeiro de 2007. 
‘CUNHAL - SALAZAR, O que os une… …E o que os separa’ 
Revista dominical do jornal ‘CORREIO DA MANHÃ’ 
Lisboa 2007 


Exemplar com 64 páginas, ilustrada e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Temas em destaque: 
Um deles pode ser eleito o melhor português de sempre 
- ‘CUNHAL - SALAZAR, O que os une… …E o que os separa’, texto de Manuel Catarino 
‘ Foram duas das figuras que mais marcaram o século XX português.’ 
‘Descubra as diferenças e semelhanças entre Salazar e Cunhal.’ 
‘CUNHAL E SALAZAR eram implacáveis: ambos mandaram matar adversários.’ 
‘Quando CUNHAL nasceu, em Coimbra, já Salazar era conhecido na cidade.’ 
‘SALAZAR teve romances ocasionais. CUNHAL viveu com várias mulheres.’ 
O QUE OS UNE…:  -  …E O QUE OS SEPARA 
- PERGUNTAS CRUZADAS: 
Respondem Jaime Nogueira Pinto e Odete Santos 

Pré-Publicação - ‘OS SERVIÇOS SECRETOS PORTUGUESES’ 
- ‘OS SEGREDOS DA NOSSA SECRETA’ 
‘O jornalista e escritor José Vegar passou a pente fino a história dos Serviços Secretos Portugueses. É um livro que promete vir a dar muito que falar. Pré-Publicação em exclusivo na DOMINGO.’ 
‘Existe uma competição negativa.’ 
‘A competição entre os organismos é a regra que vigora.’ 
‘Os nossos deputados são avessos à discutir questões de segurança nacional.’ 
‘A solução é adiada desde 1987.’ 

- ‘O MISTERIOSO “MASCARILHA” ALENTEJANO’ 
“Em Sines, um desconhecido mascara o rosto e anda pela rua à noite a apalpar senhoras.’ 
Text de Maria Ramos Silva - Fotos de João Cortesão 

Foto reportagem 
- ‘MARAVILHAS DO OCEANO’ 


Preço: 27,50€; 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Portugal - Ultramar & História - ‘TAMBÉM QUERO DEPOR SOBRE TIMOR (1941-1946)’, de Ana de Sousa Santos - Lourenço Marques 1973 - MUITO RARO;




Portugal - Ultramar & História - Testemunhos das vivências das populações de Timor no período da ocupação pelas tropas japonesas e da actuação da administração portuguesa no referido período 


‘TAMBÉM QUERO DEPOR SOBRE TIMOR (1941-1946)’ 
De Ana de Sousa Santos 
Edição Minerva Central 
Lourenço Marques 1973 


Livro com 84 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


SINOPSE: 
“Testemunho dedicado a Timor Português durante os anos da Segunda Guerra Mundial, período marcado pela ocupação japonesa da ilha e pela presença de forças australianas e neerlandesas. A autora evoca os acontecimentos vividos entre 1941 e 1946 e as difíceis circunstâncias enfrentadas pela administração e população timorenses durante e após o conflito.
Publicação de particular interesse para a história de Timor durante a Segunda Guerra Mundial e para o estudo da presença portuguesa no território num dos períodos mais conturbados da sua história contemporânea.”


Preço: 0,00€; (Indisponível) 

Cabo Verde - Política & História - ‘A TORTURA EM NOME DO PARTIDO ÚNICO’, de Onésimo Silveira - São Vicente 1991 - MUITO RARO;








Cabo Verde - Política & História - Os desmandos, a repressão e tortura que caracterizou a governação do PAICV nos anos do partido único, numa compilação orientada pelo grande intelectual Onésimo Silveira 


‘A TORTURA EM NOME DO PARTIDO ÚNICO’ 
O PAICV e a sua Polícia Política - Depoimentos 
De Onésimo Silveira - Compilação e Introdução 
Prefácio Silvestre Évora 
Edição Terra Nova e Ponto & Vírgula 
Cabo Verde, São Vicente 1991 


Livro com 186 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 


UMA OPINIÃO SOBRE O LIVRO: 
“Um Livro, que de cabeceira deve ser, para todas as gerações de Cabo-verdianos aterem sobre a  história de  CV e os desmandos dos 15 anos da independência.Assuntos delicados
Obra e compilação de depoimentos do DR. Onésimo Silveira, grande intelectual e figura que esteve , também ele, na luta armada.
Hoje, apeteceu-me navegar nos depoimentos plasmados no livro em apreço e aprofundar na  política do Paicv durante os 15 anos de partido único.
Não é fácil lembrar os depoimentos vertidos neste livro no ano que se comemora os 50 anos de independência e a teimosia em resistir a um pedido de desculpas aos torturados, à sociedade , pelo regime do partido único.
Convido a juventude a embarcar comigo, que entrego a bússola da história e o azimute que nos leva a bom porto. Convido a uma leitura serena e façam por tirar as ilações e saibam dos amargos de boca  que o povo sofreu no consulado do partido único.
Na nossa perspetiva existem livros que não são apenas páginas escritas para lembrar um passado de má memória, são gritos de dor ,memórias de horror e testemunhos de coragem que nos dilacera.Política
‘A TORTURA  EM NOME DO PARTIDO ÚNICO’ é um desses livros . Um documento que incomoda, porque rasga o véu da hipocrisia e revela o que muitos tentam esconder, que entre 1975 e 1990 , Cabo Verde viveu sobre uma ditadura de partido único, governado pelo Paicv, onde pensar diferente era  crime e discordar podia custar a liberdade e a vida.
A juventude de hoje precisa saber que os 15 anos de governação do Paicv não foram apenas ‘tempos difíceis’, mas tempos de repressão, censura, tribunais populares, perseguição politica e tortura.
A chamada ‘polícia política’, inspirada nos métodos mais sombrios, foi usada para intimidar, prender e castigar quem oussasse levantar a voz.
A sociedade terá que estar atenta, porque muitos tentem apagar a história e diga que é “coisa do passado”,  que não vale a pena reabrir feridas.Cumprimento da lei
No nosso entender, como é óbvio , a história não pode ser enterrada , pois o silêncio sobre os crimes do passado é o terreno fértil para que tais actos se repitam.
Convido a todos, para que leiam, releiam esse livro e possam trazer esse passado/ presente que constitui uma mancha vergonhosa na nossa história como país independente, que ficará para sempre gravado na memória do povo, por forma a que não-mais se permita que a democracia seja ultrajada e para que os valores sacros como a liberdade, justiça, legalidade, sejam preservados e defendidos contra toda e qualquer tentativa de ULTRAJE!”


O Autor: 
“ONÉSIMO SILVEIRA (Mindelo, 1935 - 29 de abril de 2021) foi um político, diplomata, escritor e tradutor de Cabo Verde. É considerado um dos mais proeminentes da elite literária de Cabo Verde.

Nascimento - 1935 - Mindelo
Morte - 29 de abril de 2021 (85–86 anos)

Ocupação - escritor, político, embaixador, tradutor
Cargo(s) - membro da Assembleia Nacional de Cabo Verde

Biografia:
Nasceu em 1935 na ilha de São Vicente e estudou em Uppsala, na Suécia durante a década de 1960, depois de ter passado um período na China. Fez o doutoramento em Ciências Políticas, pela Universidade de Uppsala (Suécia), em 1976, ano em que começou a trabalhar na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.
Foi crucial para o início do trabalho de solidariedade com o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
Foi embaixador de Cabo Verde em Portugal, em 2002, e o primeiro presidente da Câmara Municipal do Mindelo, em 1992.
Em 2012 recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade do Mindelo, em Cabo Verde. 
Faleceu em 29 de abril de 2021, vítima de doença prolongada.” 


UM HOMEM DO LADO CERTO DA HISTÓRIA 
“E nem podia! Quem esteve do lado certo da história não tem medo do seu julgamento!
Onésimo Silveira esteve do lado certo da história em 1963 com o seu ensaio ‘Consciencialização na literatura caboverdeana’, publicado pela Casa dos Estudantes do Império em Coimbra onde estudava.
Até então era editado na Praia o ‘Boletim Cabo Verde’ (de 1949 até 1963) mais os dois números do ‘Suplemento Cultural’ de junho e julho de 1962. A chamada geração ‘Boletim Cabo Verde’ revelou uma plêiade de jovens poetas, contistas e outros prosadores, desde o ensaio à crítica literária. Cito aqui Arménio Vieira, Corsino Fortes, Mário e Aguinaldo Fonseca, Yolanda Morazzo, Terêncio Anahory, Guilherme Rocheteau, Teobaldo Virgínio, Ovidio Martins… e porventura Amilcar Cabral, ainda jovem estudante.
O jovem Onésimo, também ele menino da geração pós-claridosa, marca a diferença do ponto de vista das tendências literárias do seu tempo. Foi, porventura, um dos mais aguerridos anticonformistas da geração dos anos 60, e há quem considere o seu ensaio como uma pedra no charco, rompendo com a linha auto-contemplativa de ‘Claridade’ que considerou inadequada e obsoleta face à realidade colonial.
O jovem ‘Cuxim’ estava do lado certo da História ao apontar o dedo ao colonialismo português, ainda que de forma velada. Outras plumas vão seguir o mesmo caminho, algumas erigindo-se em arma de contestação.
Enquanto a França e o Reino-Unido se resignavam em conceder a independência às suas colónias em África, Salazar assobiava para o lado e a guerra anticolonial eclodia na Guiné.
Silveira escolhe o lado certo da História e passa a representar o PAIGC na Suécia onde reside.
Mas em 1973, quando foi a Conakry para as exéquias de Cabral, não gostou do que viu: a ‘unidade Guiné-Cabo Verde’ era mais um dogma político do Partido do que uma realidade, e a tensão era palpável. Sete anos depois, com o golpe de Estado de Nino Vieira, em novembro de 1980, certamente pensou – “eu já sabia”. Tinha razão, o Onésimo.
Já nas vésperas da independência, desentende-se com o PAIGC e bate com a porta. O democrata convicto, que vivia na Suécia e não em Moscovo, já devia pressentir os desmandos do futuro partido-Estado que havia servido com zelo. Deve ter-se sentido bastante incomodado ao ver caboverdeanos seus patrícios serem encarcerados no Tarrafal enquanto o povo gritava vivas à ‘unidade Guiné-Cabo Verde’!
Onésimo sabia que a manipulação das consciências era a marca dos regimes totalitários, podendo ir até à negação do seu semelhante. Estava do lado certo da História ao bater com a porta.
Quem ficou a perder foi o PAIGC pois em 1976 Silveira obtém o seu doutoramento pela Universidade sueca de Upsala, passando a servir como funcionário diplomático das Nações Unidas.
Em 1986 fui convidado ao simpósio comemorativo dos 50 anos de ‘Claridade’, e lembro-me do seu discurso soando como uma mea culpa perante Baltasar Lopes e Manuel Lopes, os fundadores presentes. No fundo, quis dizer que ninguém devia ser julgado fora do seu tempo e do seu contexto existencial. Mais uma vez, do lado certo da História…
Também me lembro da sua reaparição espetacular em 1990, ato contínuo à abertura política. Na hora certa, como bom democrata que era, calcorreando as ruas de S. Vicente de megafone na mão no seu “suzuki” sonorizado. Fez campanha “tambour battant” pelo MpD, mas por conta própria, sem militar no novel partido. Com os seus ares atípicos, seu nó “butterfly”, seus suspensórios e sua cabeleira ao vento, houve quem pensasse, não o conhecendo, que o homem era algum lunático extravagante.
Escreveu então “A TORTURA EM NOME DO PARTIDO ÚNICO’, com depoimentos de vozes discordantes denunciando as sevícias que sofreram sob o regime. Era chegada a hora da mudança, e mais uma vez Onésimo Silveira estava do lado certo da História.
Nenhuma pasta lhe foi atribuída no Governo de Carlos Veiga, mas Onésimo ganhou três vezes as eleições para a Câmara Municipal de S. Vicente e deixou a sua marca como autarca. A termo “l’enfant terrible” se afastaria do MpD, guardando as suas distâncias com o Primeiro-Ministro Carlos Veiga. Chegou até a denunciar um ‘estado de fome’ em S. Vicente por alegada incúria do governo central!
Onésimo tentou quebrar a dualidade MpD/PAICV fundando, em 1998, o PTS, mas o seu partido não deu em nada, como não deu em nada a sua inconclusiva candidatura à Presidência da República em 2001.
Em vez disso foi nomeado Embaixador em Lisboa, deixando estupefactos os seus correligionários que não compreenderam essa súbita reaproximação ao Presidente Pedro Pires que tratara de ditador 10 anos atrás, declarando a guerra ao PAICV. Fica o mistério desse arranjo político que o isolou dos seus seguidores e admiradores.
Muitos viram em “Cuxim” um político calculista, inconsequente, movido por interesses que chegaram a imperar sobre os escrúpulos da moral. Mas, diga-se o que se disser, uma coisa é certa: Onésimo Silveira não foi uma pessoa qualquer. Homem do mundo com uma cosmovisão da vida, foi também homem de causas e convicções – e lutava por elas.
Uma das suas causas era a regionalização administrativa, por uma distribuição mais equitativa da insularidade, seus recursos e falta deles. Nesse particular, a ilha de S. Vicente, que o viu nascer, perdeu um dos seus mais combativos porta-estandartes.
Ficaram conhecidas as suas tiradas irónicas contra o Primeiro-Ministro José Maria Neves e a sua ‘República de Santiago’.
Também, a falar ou a escrever, nenhum outro político se media com este intelectual e homem de letras. “Cuxim” para o povo, convivia e jogava uril com qualquer pé-descalço, mas em seus comícios e discursos falava o Dr. Onésimo, em bom português vernáculo, com a maior naturalidade deste mundo, opondo-se sem complexos ao Alupec e seus mentores. Verdadeiro “mucim de Soncent”, Cuxim, aliás Dr. Onésimo, era muito querido pelo seu bom povo que três vezes o sufragou nas urnas.
Cabo Verde perde um dos seus mais exímios tribunos, de uma retórica ímpar que só ouvi num Abílio Duarte, antigo Presidente da Assembleia Nacional, Aristides Pereira ou António Mascarenhas Monteiro que foram Presidentes da República.
Cala-se o poeta e escritor, homem de cultura, ensaísta e polemista, um político como poucos, diplomata de requinte, também conhecido pelo seu caráter insubmisso, por vezes imprevisível. Desaforo não engolia, de onde quer que viesse – e é, curiosamente, essa sua irreverência que o ‘empurrou’, muitas vezes, para o lado certo da História… enfim, nem sempre, mas ninguém é perfeito.
E quem viveu do lado certo da história, não tem medo do seu julgamento!”

David Leite - 29 de abril 2021


Preço: 0,00€; (Indisponível) 

Portugal & África - ‘NOVOS RACISMOS - Perspectivas comparativas’, de Jorge Vala - Oeiras 1999 - MUITO RARO;





Portugal & África - Uma obra organizada por Jorge Vala, que analisa as novas formas de racismo e exclusão social, focando na sua expressão subtil, cultural e psicossociológica,e examina como o racismo se manifesta através da negação da igualdade, preconceito e discriminação quotidiana contra imigrantes e minorias, comparando diferentes contextos sociais.


‘NOVOS RACISMOS - Perspectivas comparativas’ 
De Jorge Vala (Organizador) 
Edição Celta 
Oeiras 1999 


Livro com 180 páginas (com gráficos) e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Da contracapa:
“O conjunto de textos que integram este livro, todos eles construídos a partir de estudos empíricos, visa contribuir para uma análise do racismo em Portugal, que vá para além das perguntas irrelevantes sobre quantos racistas há no nosso país, se há mais racistas aqui do que noutros lados, ou se os portugueses são ou não racistas. A perspectiva comparativa adoptada permite descortinar fortes continuidades do racismo entre contextos sociais muito diversificados. Essas continuidades não decorrem, porém, da unidimensionalidade do fenómeno ou dos factores que lhe subjazem. O racismo é tão diversificado nas suas manifestações e na sua génese que os autores preferem falar em racismos, distinguindo nomeadamente entre racismo flagrante e racismo subtil, para não o reduzir a esta ou aquela das suas manifestações mais visíveis ou identificáveis.“ 


O Organizador e outros participantes: 
“JORGE VALA é professor de psicologia social no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa e investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. 
Participam ainda neste livro, Valentim Alexandre, Luciano Arcuri, Stefano Boca, Rodrigo Brito, Leonel Garcia-Marques, Diniz Lopes, Roel W. Meertens, Serge Moscovici, Juan A. Pérez e Thomas F. Petrigrew.“ 



Do ÍNDICE: 

Índice de Figuras e quadros 
Sobre os Autores 

INTRODUÇÃO 
- Por Jorge Vala 

PARTE I - O RACISMO SUBTIL E FLAGRANTE EM PORTUGAL. 
E NA EUROPA: PERSPECTIVAS COMPARATIVAS 
1. - SERÁ O RACISMO SUBTIL MESMO RACISMO ? 
Por Roel Meertens e Thomas F. Pettigrew 
- Amostras e variáveis 
- Conclusões 
- Anexo / Escalas e subescalas de racismo flagrante e subtil 
2. - O RACISMO FLAGRANTE E O RACISMO SUBTIL EM PORTUGAL 
Por Jorge Vala, Rodrigo Brito e Diniz Lopes 
- O racismo flagrante e subtil no contexto das novas abordagens dos racismos 
- Racismo flagrante e racismo subtil: a organização das crenças racistas e os predispores do racismo em Portugal 
- Dimensões de organização das crenças racistas 
- Factores subjacentes ao racismo flagrante e subtil 
- Conclusões 
Anexo I - Indicadores das variáveis independentes utilizadas no modelo comparativo 
Anexo II - Indicadores das variáveis independentes utilizadas no segundo modelo 
3. - POSICIONAMENTOS POLÍTICOS: RACISMO SUBTIL E RACISMO FLAGRANTE EM ITÁLIA 
Por Luciano Arcuri e Stefano Boca 
- Definição do problema 
- Descrição e validação das medidas 
- Racismo e orientação política 
- Reacções psicológicas contra uma ameaça do exogrupo: uma experiência de campo 
- Conclusões 

PARTE II - RACISMOS E DINÂMICAS NA REPRESENTAÇÃO DA DIFERENÇA 
4. - A SISTEMATIZAÇÃO DOS PREDITORES DO RACISMO: UMA PERSPECTIVA EMPÍRICA 
Por Thomas F. Pettigrew 
- Descrição das amostras e das medidas 
- Os principais preditores do racismo 
- A organização dos preditores do racismo 
- Os factores enquanto preditores do racismo 
- As relações entre personalidade e racismo 
- Serão estes resultados generalizáveis a todas as amostras estudadas ? 
- Implicações teóricas 
- Uma nota final 
5. - AA EXTRAORDINÁRIA RESISTÊNCIA DAS MINORIAS À PRESSÃO DAS MAIORIAS: O CASO DOS CIGANOS EM ESPANHA 
Por Serge Moscovici e Juan Antonio Pérez 
- Conversão e / ou perseguição: das estratégias usadas para converter a minoria cigana em Espanha 
- Resistência à conversão e mudança na representação dos ciganos 
- Dois estudos exploratórios 
6. - O ESTUDO DOS ESTEREÓTIPOS E AS NOVAS ANÁLISES DO RACISMO: SERÃO OS EFEITOS DOS ESTEREÓTIPOS INEVITÁVEIS ? 
Por Leonel Garcia-Marques 
- O modelo dissociativo: principais conceitos 
- O modelo dissociativo: aplicações à presente investigação 
- O modelo dissociativo: aspectos por desenvolver 
- Será o estereótipo inevitável ? Epílogo e conclusões 
7. - O IMPÉRIO E A IDEIA DE RAÇA (Séculos XIX e XX) 
Por Valentim Alexandre 
- O Império de Antiga Regime (1825-1875) 
- Do nacionalismo populista à ‘mística imperial’: racismo e etnocentrismo (1875-1945) 
- A política de integração nacional e o apelo ao luso-tropicalismo 
8. - A CONSTRUÇÃO SOCIAL DA DIFERENÇA: RACIALIZAÇÃO E ETNICIZAÇÃO DAS MINORIAS 
Por Jorge Vala, Diniz Lopes e Rodrigo Brito 
- Crianças organizadoras da ideia de ‘raça’ no senso comum 
- Diferenciação cultural e racismo 
- A organização das percepções de diferenças raciais e de diferenças culturais 
- Distintividade racial, distintividade cultural, escolaridade e conservadorismo 
- Identidades sociais, distintividade racial e distintividade cultural 
- Psicologia social do conhecimento, categorização social e análise da hetero-racialização e hetero-etnicização de minorias 

Referências Bibliográficas 


Preço: 32,50€; 

Portugal - Política & História - Jornal ‘ACÇÃO SOCIALISTA’, n. 112 - 15.01.1981 -(‘SER A ESPERANÇA DA JUVENTUDE’) - Lisboa 1981 - Muito Raro;






Portugal - Política & História - Um exemplar histórico do órgão oficial do PS (Partido Socialista) do ano de 1981, enquanto partido da oposição e um governo da AD (Aliança Democrática) constituído por membros do PSD/PPD, CDS e PPM e liderado por Francisco Pinto Balsemão 


Jornal ‘ACÇÃO SOCIALISTA’, n. 112 - De 15 de Janeiro de 1981.
‘SER A ESPERANÇA DA JUVENTUDE E DO SOCIALISMO’ 
Director: Alfredo Barroso 
Lisboa 1981 


Exemplar com 16 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.



Temas em destaque: 
Margarida Marques eleita secretário-coordenador da JS 
- ‘SER A ESPERANÇA DA JUVENTUDE E DO SOCIALISMO’ 

- NOVO SECRETARIADO DA FAUL ( Federação da Área Urbana de Lisboa) 
Hermínio da Palma Inácio e Francisco Igrejas Caeiro eleitos coordenadores 

Revisão Constitucional 
- ‘DEPUTADOS SOCIALISTAS DEBATEM PROJECTO DO PS’ 

- ‘AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS OS PRESIDENCIALISMOS E O BLOCO CENTRAL’ 
Artigo de Joaquim Mestre 

A visita de Mário Soares ao concelho de Vila do Conde 
- ‘MAIS UM EXEMPLO DA NOTÁVEL GESTÃO DOS AUTARCAS DO PS’ 

Zenha à saída de encontro com o Governo 
- ‘PS PELA PARLAMENTARIZAÇÃO MAS CINTRA A CONCENTRAÇÃO DE PODERES NO EXECUTIVO’ 


Preço: 7,50€; 

África & Congo - Postal ‘PANORAMA DU CONGO’ - Bruxelles 1961 - MUITO RARO;





África & Congo - Um postal histórico do Congo Brazzaville do período imediatamente a seguir à independência da Bélgica 


Postal ‘PANORAMA DU CONGO’ - Rapides de la M’Pozo 
De Paul Mathieu et Alfred Bastien 
Carte Postale - Post Card - Postkaart - Postkarte 
Éditions d’Art E. Meertens 
Bruxelles 1961 


Exemplar em muito bom estado de conservação. Excelente.b
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Preço: 15,00€; 

domingo, 19 de julho de 2026

África & Literatura - ‘ANGOLA, ME DIZ AINDA’, de José Luís Mendonça - Lisboa 2018 - Raro;






África & Literatura - Uma colectânea de poemas do autor consagrado e com vasta obra bibliográfica editada em Angola e Portugal 


‘ANGOLA, ME DIZ AINDA’ 
De José Luís Mendonça 
Edição Guerra & Paz 
Lisboa 2018 


Exemplar com 96 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
Com dedicatória e assinado pelo autor. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


Da contracapa:
“Sou charrua sem tractor.
Sou razão suficiente.
Removo as raízes de um tempo 
que está por nascer em Angola. 

Rasgo a argila de estados 
que ainda não floriram 
de pessoas que não existem 
de mães que nunca pariram 
de crianças sem cabeça 
que sabem cantar o hino 
Angola avante revolução 
pelo poder popular.“


SINOPSE: 
“Um livro que se conjuga e alia ao sopro de mudança política que Angola começou a viver. Um autor já publicado em Portugal na área do romance com uma linha poética que não se reduz à militância, antes dando conta de outras dimensões humanas. Um livro que vai mexer com a comunidade angolana em Portugal.”


Da badana:
“Sem fugir do real não há 
literatura, mas sim mero 
recorte do real, texto 
informativo ou jornalístico, 
ou mero relatório de polícia.“ 
José Luís Mendonça 


O Autor: 
“JOSÉ LUÍS MENDONÇA, licenciado em Direito, tem vindo a exercer, também, o jornalismo nas colunas de diversos jornais angolanos. É diretor e redator-chefe do semanário ‘Cultura - Jornal Angolano de Artes e Letras’ editado em Luanda. Publicou, o seu primeiro livro ‘Chuva Novembrina’, em 1981. Membro da União de Escritores Angolanos, em linha natural com todos os jovens escritores da denominada “novíssima geração”, a sua produção escrita desponta como reflexo de uma situação histórica demasiado centralizadora e redutora, os seus textos constroem-se como uma unidade que gravita em torno do “sentir” do sujeito poético face à morte das utopias vanguardistas e revolucionárias dos anos 60 e 70 e do seu desencanto com a realidade do presente e a incerteza do futuro.“


Obras do Autor:
- ‘Chuva Novembrina’ - Poemas - INALD - Luanda 1981; 
- ‘Gíria de Cacimbo’ - Poemas - UEA - Luanda 1986; 
- ‘Respirar as mãos na Pedra’ - Poemas - UEA - Luanda 1990; 
- ‘Quero Acordar a Alva’ - Poemas - INALD - Luanda 1996; 
- ‘Se a Água Falasse’ - Poemas - Primeiro Prémio Jogos Florais do Caxinde - Luanda 1997; 
- ‘Logarítmos da Alma’ - Poemas - UEA - Luanda 1998; 
- ‘Ngoma do Negro Metal’ - Poemas - Edição Chá de Caxinde - Luanda 2000; 
- ‘Um Canto para Mussuemba’ - Antologia de Poesia - INCM-Casa da Moeda - Lisboa 2002; 
- ‘Cal & Grafia’ - Antologia de 20 anos de poesia - Edição Kilombelombe - Luanda 2005; 
- ‘Nua Maresia’ - Poemas - UEA - Luanda 2005; 
- ‘Um Voo de Borboleta no Mecanismo Inerte doTemoo’ - Poemas - INALD - Luanda 2006; 
- ‘Poesia Manuscrita pelos Hipocampos’ - Poemas - UEA - Luanda 2010; 
- ‘Olfactos do Afecto’ - Poemas - UEA - Luanda 2010; 
- ‘Africalema’ - Antologia de poemas - Edição Nóssomos  Vila Nova de Cerveira 2011; 
- ‘Saias Sem Mim à Rua esta Manhã’ - Edição Nóssomos - Vila Nova de Cerveira 2011; 
- ‘Esse País Chamado Corpo de Mulher’ - UEA - Luanda 2012: 
- ‘O Reino das Casuarinas’ - Romance - Edição Leya - Lisboa 2014; 
- ‘Luanda Fica Longe e outras Estórias Austrais’ - Contos - Texto Editores - Luanda 2016;



Do ÍNDICE: 

ANGOLA, ME DIZ AINDA 
- Murmúrios de bagas de mulemba 
- Angola, me diz ainda 
- Privatizaram os monumentos 
- Praça da não-independência 
- No bolso de traz das calças 
- Charrua 
- A rosa oculta 
- Carta para Agostinho Neto 
- Crise económica 
- O povo é feito de barro 
- Perdão, povo angolano ! 
- Poema preto de fome 
- No jango do sol 
- Escuta o negro, carnaval 
- Canção de roda no Morro Bento 
- Jacaré bangão 
- A cada questão o seu feitiço 
- De mulher a zungueira 
- Menino morto de rua 
- Ser e não ser 
- Que martelaste, António 
- Canto ao dia de hoje 
- O fim da guerra 
- De olhos fechados 
- Eu, o poeta marginal 
- Avenida Brasil 
- Cabuenha 
- Eu nunca hei-de ser presidente da república 
- O poeta sabe mafumeiras 
- Rua do comércio 
- Parágrafos de silêncio 
- Se eu fosse ministro 
- Encontrei brancos a comer no meu prato 
- O último Ngola 
- Beijar-te na Mutamba ao meio-dia 
- Praça da Independência 

MUJIMBOS DAS CIGARRAS 
- Revelação 
- Corrida armamentista 
- Atenção às fotografias ! 
- O homem e o boi 
- O cão não faz a guerra 
- A cor da Humanidade 
- Noticidiàrio 
- Dinheiro 
- Os grandes actores de cinema 
- África grande 

POÉTICAS PARA UM MUSEU DE CERA 
- HOJI YA HENDA 
- AO CAMARADA TOMBADO EM 1975 
- RICARDO DE MELLO 
- MARIA DO CARMO MEDINA 
- WANHENGA XITU 

Obras do Autor 


Preço: 47,50€; 

Portugal & Ultramar - ‘MOÇAMBIQUE - Viagem Presidencial - 1964’ - Lisboa 1964 - MUITO RARO;






Portugal & Ultramar - Em edição do Serviço Nacional de Informação, a visita do Presidente Américo Tomás a Moçambique em 1964, mereceu esta edição de grande raridade e qualidade, profusamente ilustrada com excelentes fotografias do acontecimento 


‘MOÇAMBIQUE - Viagem Presidencial - 1964’ 
Edição do S.N.I. e da Companhia Nacional Editora 
Lisboa 1964 


Álbum de grandes dimensões, com 74 páginas, profusamente ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Preço: 77,50€; 

Angola & Ultramar - LOTE DE 3 POSTAIS, MALANGE E HUMPATA - Angola 1969 - MUITO RAROS;






Angola & Ultramar - Três postais desta antiga província ultramarina portuguesa da África Ocidental de grande raridade 


LOTE DE 3 POSTAIS, MALANGE E HUMPATA 
1. - ‘GABELA’ - Angola 
Edição da Câmara Municipal da Gabela / Comer Lisboa 
2. - ‘GABELA’ - Angola 
Edição da Câmara Municipal da Gabela / Comer Lisboa 
3. - ‘CAPRICÓRNIO’ 
Edição do Hospital Missionário de Vouga - Humpata 
Angola 

Angola 1969 

Exemplares não circulados e em muito bom estado de conservação. Excelentes. 
MUITO RAROS. 


Preço: 25,00€;  (Lote completo) 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Antropologia & Literatura - ‘ÁFRICA - NEGRITUDE, CRIOULISMO E ASSIMILAÇÃO EM ANGOLA’, de Lupi Fialho - Lisboa 2023;





Antropologia & Literatura - O livro analisa como a ‘Negritude’ - movimento literário e político fundado por nomes como Aimé Césaire e Léopold Senghor  - foi aplicada à realidade da África Lusófona. A obra investiga ainda o fenómeno do assimilacionismo e critica o conceito de luso-tropicalismo’ face à realidade local, bem como a associação errónea do termo ‘crioulo’ em Angola. Explora a complexa sociologia, história e política colonial angolana através destas três correntes identitárias.


‘ÁFRICA - NEGRITUDE, CRIOULISMO E ASSIMILAÇÃO EM ANGOLA’ 
O Anti-Cristo da Colonização 
De Lupi Fialho 
Edição LISBON - International Press 
Lisboa 2023 


Livro com 228 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 


SINOPSE: 
“Mais importante do que o conteúdo das ideias e das derivações, das falsas deduções, da História da colonização europeia dos séculos XV e XVI, em particular da colonização Ibérica, para o movimento woke, o peso da palavra, o jogo do sentido, ou da falta de sentido, das ideias que se apropriam de conceitos mal elaborados, é o que marca posição. 

Não é de espantar que o alvo directo, e de mais fácil apreensão para o movimento, seja o complexo das redes sociais e uma certa imprensa irresponsavelmente manipuladora que serve os seus interesses políticos mais radicais, que teima em maltratar as estéticas e os valores da civilização europeia presente na colonização, sejam eles os etnocêntricos, sejam ele os cristocêntricos, que foram, e continuam a ser, assimilados pelos ex-colonizados. Falamos aqui das estéticas e dos valores da Francofonia, da Lusofonia e da Hispanofonia, de que falava Léopold Senghor.

As raízes deste movimento woke encontram-se no pós II Grande Guerra, em que os existencialistas marxistas, cujo expoente foi Jean-Paul Sartre, tentaram, sobretudo a partir da década de 50 do século passado, destruir o papel desses valores e dessas estéticas, a ponto de no seu texto Orphée Noire este existencialista dogmático ter ensaiado uma definição pouco inteligente de Negritude, dela dizendo que é o racismo anti-racista. 

Felizmente, apesar de tudo e de alguns desencontros ideológicos, que a Legitime Defense e, mais tarde, o Movimento Presence Africaine, estavam dotados de mentes mais inteligentes, sensíveis e conhecedoras do significado da civilização negra, como Aimé Césaire, Léopold Senghor, Léon Damas, Alioune Diop e outros, que puseram a ridículo esta tese, em particular Léopold Senghor no seu célebre discurso de 21 de Abril de 1961 na Sorbonne.

Pretende-se neste ensaio tratar as questões e as raízes da Negritude e compreender a sua ligação ao errado qualificativo de Crioulos, onde ela não existe e, sobretudo, ao Assimilacionismo e ao seu pressuposto, no caso que nos interessa da África Lusófona, o Luso Tropicalismo.”


O Autor: 
“LUÍS FIALHO nasceu em 13 de Fevereiro de 1955. Por mero acaso nasceu em Lisboa, quando tudo apontava para que nascesse em Luanda, para onde regressou com apenas 15 dias. 
Após uns anos no Colégio Militar, de onde saiu no final do quinto ano do Liceu contra sua vontade, face à circunstância de que não havia ali a alínea ‘E’ do então chamado Curso Complementar dos Liceus, que dava acesso ao curso de Direito, acabou o Liceu em Nova Lisboa, actualmente Huambo. Formou-se em Direito na Faculdade de Direito de Lisboa em 1980. 
Após uma passagem pelo ensino nessa Faculdade e na Universidade Lusíada, abandonou-o para se dedicar, em exclusivo, à sua actividade profissional com uma longa carreira nos domínios dos petróleos, e não só, como advogado e jurisconsulto, com passagens pela gestão. 
Foi essa longa carreira que lhe permitiu correr entre Portugal, os EUA, vários países da Europa e de África, em particular Angola e alguns do Médio Oriente, onde ganhou larga experiência, quer a nível nacional, quer a nível internacional. 
Agora, limita-se basicamente, a ler e a escrever, que é o que gosta de fazer.“ 



Do ÍNDICE: 

NOTA INTRODUTÓRIA 

I. - NEGRITUDE E CULTURA 
1. - Aimé Césaire 
2. - Léopold Senghor 

II. - LUSO-TROPICALISMO E CRIOULISMO 
A - Luso-Tropicalismo 
1. - Gilberto Freire 
B - Crioulismo em Angola 
1. - Introdução ao tema 
2. - Mário António 
3. - Uma primeira conclusão 

III. - CORRENTES NEGACIONISTAS 
A - As correntes moderadas 
1. - Orlando Albuquerque 
2. - Leonel Cosme 
3. - Exemplo errado de Cabo Verde em Leonel Cosme 
B - Correntes radicais. O Anti-Cristo da Colonização
1. - Considerações introdutórias
2. - Victor Kajibanga 
3. - Buanga Fele 
4. - Claudia Castelo 
5. - A Miscigenação Não compreendido por Cláudia Castelo 
6. - Maria da Conceição Neto 

IV. - CRIOULISMO E ASSIMILAÇÃO 
1. - Nota Introdutória aos Temas 
2. - Crioulismo e Mário António 
3. - O papel do jornalismo e a consolidação da elite intelectual urbana 
4. - Crioulismo e Lusofonia 
5. - Assimilação cultural 
6. - A questão do dialecto crioulo 
7. - Aculturação e negritude: Não crioulismo
8. - Assimilação e associação 

Bibliografia 


Preço: 42,50€; 

Portugal - Descolonização & História - ‘TIMOR - ABANDONO E TRAGÉDIA’, de José Alberto Morais da Silva e Manuel Amaro Bernardo - Lisboa 2023;




Portugal - Descolonização & História - Uma obra de análise profunda do processo que Timor atravessou desde que em Lisboa o MFA derrubou o regime do Estado Novo e deu início à descolonização, que redundou numa guerra civil entre timorenses (UDT, KOTA, APODETI, PT e FRETILIN), a que sucedeu a invasão pela Indonésia em Dezembro de 1975 perante a incapacidade e passividade da Administração portuguesa civil e militar, que culminou com a retirada para a ilha de Ataúro 


‘TIMOR - ABANDONO E TRAGÉDIA’ 
De José Alberto Morais da Silva e Manuel Amaro Bernardo 
Edição Âncora Editora 
Lisboa 2023 


Livro com 282 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


SINOPSE: 
“Neste livro os autores assumem que Timor foi uma terra esquecida, abandonada e martirizada. Sem fazer juízos de valor sobre as opiniões expressas pelos autores (designadamente no que concerne à opinião sobre a atuação militar e política de alguns camaradas), mas tendo vivido intensamente como cidadão os momentos de apoio à independência de Timor, entendo que passados cerca de 23 anos da primeira edição, a mensagem principal continua atual.

Confirmei isso mesmo na relação de trabalho que fui tendo com vários oficiais timorenses, alguns dos quais com funções de grande responsabilidade. Confirmo ainda, com particular satisfação, que o desejo dos autores de que tudo deveria ser feito em prol do Povo timorense, "que soube resistir ao invasor indonésio e merece ser um País", tem sido consolidado pelo tempo histórico, inclusivamente a sua inclusão na lusofonia.

Efetivamente, pouco depois da primeira edição desta obra, em abril de 2001, os timorenses foram às urnas e escolheram Xanana Gusmão como o novo presidente. A 20 de maio de 2002 (Dia da Restauração da Independência), Timor-Leste tornou-se independente como república unitária semipresidencialista, na sequência de um esforço conjunto da comunidade internacional em que Portugal (e os portugueses) teve papel de relevo.

Entretanto, os cerca de 1,3 milhões de timorenses, numa mescla de vários grupos étnicos, passaram a ter o tétum e o português como línguas oficiais. E o jovem País passou a fazer parte de várias Organizações Internacionais, nas quais se inclui a CPLP. Apesar das receitas decorrentes de reservas de petróleo e gás natural, a maioria da população ainda depende da agricultura de subsistência e quase metade da população vive em extrema pobreza (ao nível do índice do desenvolvimento humano ainda se situa em torno do 140º lugar).” 


Preço: 37,50€; 

Moçambique - FRELIMO & História - ‘SAMORA MACHEL - UMA BIOGRAFIA’, de Allen Isaacman e Barbara Isaacman - Maputo 2022 - MUITO RARO;






Moçambique - FRELIMO & História - Uma das mais completas biografias do primeiro presidente do país, líder da Frente de Libertação após o assassinato de Eduardo Mondlane em 1969, das suas origens, adesão à luta armada, ascensão na direção política e militar, o triunvirato com Marcelino dos Santos e Uria Simango, a liderança, a independência e a tentativa de construção do ‘Homem Novo’ esmagando toda a contestação e oposição, até ao Acordo de Nkomati, uma ‘rendição’ ao Apartheid e a sua morte em circunstâncias ainda hoje não totalmente apuradas 


‘SAMORA MACHEL - UMA BIOGRAFIA’ 
De Allen Isaacman e Barbara Isaacman 
Prefácio de Albie Sachs 
Edição Outro Mundo 
Maputo 2022 


Livro com 280 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Da contracapa:
“Filho de pequenos agricultores, Samora Machel (1933-1986) tornou-se uma das principais figuras da luta contra o colonialismo português em Moçambique. Membro destacado da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), comandante militar vitorioso conduziu o seu povo à independência, celebrada em 25 de Junho de 1975, senso proclamado o primeiro presidente da República Popular de Moçambique. 
Os autores desta biografia, Allen e Barbara Isaacman, viveram muitas destas mudanças em Moçambique, nomeadamente no período após a independência. 
Este livro, que junta recordações pessoais, pesquisa de arquivo e o resultado de um conjunto de entrevistas, analisa a trajectória de Machel: os primeiros anos de vida, a sua relação com a história africana, a sua politização em Maputo, quando se tornou enfermeiro, a fuga e envolvimento na guerra de libertação com a FRELIMO, o desejo partilhado com Eduardo Mondlane da formação de uma sociedade socialista e não racialista em Moçambique, a tomada do poder, as inúmeras conquistas de pós-independência, a guerra civil e o difícil contexto externo, mas também os conflitos internos, os diversos erros e as derivas autoritárias.
Por fim, interpreta as circunstâncias incertas da sua morte, em 1986, quando o seu avião se despenhou, e a vida de Moçambique no período pós-Machel. Este livro é feito por investigadores politicamente comprometidos, mas que perfilham uma conhecida frase de Edward Said: ‘nunca a solidariedade antes da crítica’.“ 


Os Autores: 
“Ao longo de várias décadas, ALLEN ISAACMAN e BARBARA ISAACMAN ergueram um dos mais relevantes projetos de investigação histórica sobre a África Austral, e especialmente sobre o território que corresponde hoje às fronteiras de Moçambique. Como outros académicos da sua geração, envolveram-se nas lutas anti-coloniais e mantiveram, depois da independência de Moçambique, uma colaboração com as suas estruturas académicas, ensinando e formando novos investigadores.
Nas suas obras, o recurso intensivo às narrativas orais coloca no centro da análise as estratégias das populações africanas e o modo como se confrontaram com a presença colonial europeia. 
Rejeitando visões eurocêntricas da história africana, recuperaram o processo de formação das sociedades locais, relataram as suas fracturas internas, lutas próprias e formas de resistência. Allen e Barbara Isaacman produziram igualmente uma análise detalhadas única do colonialismo português, referindo-se às formas de estruturação do poder colonial e ao papel da escravatura, do trabalho forçado, da violência, da presença do Estado colonial e dos seus agentes.“ 



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO, por Albie Sachs 
Agradecimentos 

PRÓLOGO - O Desafio da Representação 

1. - VIVER NO COLONIALISMO 
- A criação de um insubmisso 
- Sul de Moçambique: O Contexto Colonial 
- A Vida sob o Jugo Colonial 

2. - A EDUCAÇÃO POLÍTICA INICIAL DE SAMORA MACHEL 
- A Criação de um Lutador pela liberdade (1950-63) 
- A carreira de Enfermeiro de Samora 
- Panorama Político em Mudança em Moçambique 
- Actividade Anticolonial de Samora 

3. - A LUTA DENTRO DA LUTA (1962-70) 
- Treino Militar na Argélia 
- Divisões no Seio da FRELIMO 
- Ascensão de Samora ao Poder 

4. - SAMORA E A LUTA ARMADA (1964-75) 
- Preparação para a Luta Armada 
- Implementação de Estratégias para Prosseguir a Luta Armada 
- As Zonas Libertadas e Aldeamentos: Um Campo de Trabalho 
- O Custo da Guerra 
- Os Acordos de Lusaka e as suas Repercussões 

5. - POLÍTICA, PERFORMANCE E PODER POPULAR (1975-CA 1977) 
- Construir uma Nação 
- Construção de um Estado: Política pós-Colonial 
- Transformar a Sociedade 
- Transformações Económicas 
- Reconstituição da sua Família 

6. - O MARXISMO DE SAMORA MACHEL E A DEFESA DA REVOLUÇÃO (1977-82) 
- Rumo ao Socialismo 
- A Defesa da Revolução: Combate ao Inimigo Interno 
- Em Defesa da Soberania Moçambicana 
Alianças Regionais, Não-Alinhamento e Aliados Naturais 
- A Defesa da Nação contra a Desestabilização Sul Africana 

7. - O DESENROLAR DA REVOLUÇÃO SOCIALISTA MOÇAMBICANA (1983-86) 
- O Recuo do Socialismo 
- Operação Produção 
- Acordo de Nkomati 

8. - QUEM MATOU SAMORA ? 
- Prelúdio do Despenhamento 
- A Morte de Samora: Indícios de Assassinato 

9. - A VIDA POLÍTICA PÓSTUMA DE SAMORA E A POLÍTICA DA MEMÓRIA 
- Suprimir o Socialismo, Suprimir Samora 
- Recordar a Partir de Baixo 

CONCLUSÃO: A Vida de Samora Revisitada 

NOTAS 
LEITURA RECOMENDADA 
Glossário 


Preço: 77,50€;