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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

África & Literatura - ‘ANGOLA - Quotidiano I’, de João de Azevedo e Silva - Lisboa 1975 - MUITO RARO;






África & Literatura - 


‘ANGOLA - Quotidiano I’ 
De João de Azevedo e Silva 
Ilustrações do Autor 
Edição COSEC 
Lisboa 1975 


Livro com 98 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Do ÍNDICE: 

ANTECIPANDO 
POEMAS 



Preço: 32,59€; 

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

África - Literatura & História - ‘ANGOLA TERRA ENCANTADA’, de Maria Augusta Borges - Luanda 2024













África - Literatura & História - Uma história e biografia muito pormenorizada da autora, entre a sua Angola e Portugal 


‘ANGOLA TERRA ENCANTADA’ 
Recortes de uma vida 
De Maria Augusta Borges 
Edição Editora Caneta de Estilo 
Luanda 2024 


Livro com 160 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa: 
“Este livro é uma ode à sua existência, consagrada a causas nobres e, sobretudo, às pessoas que tiveram a sorte de, algum dia, com ela se cruzar.
A minha irmã nasceu uns anos antes de mim, em Cabiri, terra angolana de mil histórias e tradições, banhada pelo sol ardente da savana e acarinhada pela brisa fresca do Rio Bengo.
(...)
Desde cedo, a minha irmã Augusta aprendeu que a vida é feita de renovações e desafios, e que a adaptação é a chave para a superação.
Essa sabedoria, aliada à sua paixão pela Medicina, moldou o seu carácter e definiu a sua missão de vida: aliviar o sofrimento do próximo e trazer esperança às suas vidas.
Com a certeza de que esta história ainda terá muitos capítulos por desvendar e construir, desejo que este livro seja um tributo à alma nobre e ao espírito generoso da minha irmã, capaz de inspirar outros a trilharem um caminho semelhante.”
João Borges 


Da badana: 
“Costuma escrever pequenas histórias ficcionadas, aproveitando alguns momentos de inspiração. Gosta muito de ler poesia e prosa, principalmente de escritores angolanos, latino-americanos e portugueses, entre eles: Pepetela, Mário Vargas Lhosa, Jorge Amado, Isabel Allende, José Saramago e José Rodrigues dos Santos. 
Em termos de poesia, destaca: Florbela Espanca e Sofia de Mello Breyner. As biografias de líderes mundiais também lhe proporcionam bons momentos de leitura. 
Outro hobby que lhe dá prazer é a dança, sobretudo a africana. 
Continua feliz e apaixonada pela Medicina e pela vida, pela família, pelos amigos, contudo, com alguma desaceleração da actividade assistencial, por motivos de saúde. 
Ao longo da sua caminhada, os amigos e a família têm sido o seu grande suporte, que a tem ajudado a atenuado o combate de inúmeras contrariedades da vida.“ 


A Autora: 
“MARIA AUGUSTA BORGES 
A autora nasceu a 31 de Maio de 1954, em Cabiri, Província do Bengo, Angola. 
A sua infância foi vivida de forma intensa, no seio de uma modesta família e com parcos recursos, o que não impediu de ser feliz. Na escola sofreu bullying, mas conseguiu superar todas as adversidades e nada a impediu de ‘crescer’ como pessoa e, depois, como profissional.
Tomando a opção de dedicar a sua vida a ajudar a aliviar o sofrimento dos doentes, licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina na Universidade Agostinho Neto, em Luanda.“ 



Do ÍNDICE: 

Nota do Editor 
Dedicatória 
Agradecimentos 
PREFÁCIO 

INTRODUÇÃO 
ANGOLA 
A FAMÍLIA DE MIGÚ 
- A Mãe Maria e o Pai Armando 
- Os avós maternos 
Fernando Paiva e Mónica Pinheiro 
- Os avós paternos 
Daniel Borges e Isabel Pimentel 
- Os tios maternos 
Tio João, Tia Albertina (mãe da Guilhermina), Tia Guiomar, Tio Juvenal (Juca) e Tio Mário 
Avó Paulina 
- Os irmãos da Migú 
Emília, Daniel (Nelito) e Rogério 
Fátima (Fatinha) Carlos Manuel (Carlitos), Margarida (Nené), João (Joãozinho) e Armando 
- Primos maternos 
- Primos paternos (brasileiros) 
A INFÂNCIA DE MIGÚ 
- O Natal 
- As crianças continuavam a sonhar… 
- A etiqueta à mesa de um transmontano 
- A gastronomia transmontana 
- Os Patrícios 
- A escola primária da vila de Cambondo 
- Contratados 
- A Guerra Colonial 
- Luanda, quilómetro 12 
- Recuando no tempo… 
- Mas o tempo não pára…
- O gato ‘aristocrático 
MIGÚ ADOLESCENTE 
- Férias graciosas do pai na Metrópole 
- Família paterna (Trás-os-Montes 
Irmã Isabel Maria, Tio João, Tio César, Tio Manuel e Tio José 
Tia Sara e Tia Maria 
FALECIMENTO DO PAI 
MIGÚ, JOVEM ADULTA 
- A opção por Medicina - Luanda 
- 27 de Maio de 1977 
- Interrupção temporária do curso de Medicina 
- De Luanda a Camacupa 
- Tânia, a primeira filha 
- A fome 
- Regresso a Luanda 
- Ricardo, o filho 
- Nádia, a sobrinha como filha 
- Tempos difíceis em Luanda 
- O estágio em Saúde Pública 
A NOVA REALIDADE EM PORTUGAL 
- Especialidade de Medicina Interna e Medicina Tropical 
- Maternidade Dr. Alfredo da Costa 
A VIDA PROSSEGUIU O SEU CURSO… 
INVERNO DEVASTADOR E MUDANÇA DE VIDA 
- O sonho de Migú 
- E os amigos ? 
- Ericeira - algumas notas históricas e curiosidades 
- A casa da Gó (Ericeira) 
A MIGÚ VOLTOU A SORRIR ! 
- Os 60 anos da Migú 
- E os filhos 
- E profissionalmente ? Reflexões 
‘MÃE CORAGEM’ - O DECLÍNIO 
VEIO A DOENÇA TRAIÇOEIRA 
AS ESTÓRIAS TERMINAM QUASE SEMPRE BEM… 
- O regresso de Migú à sua terra Natal 
MOMENTOS PARA RECORDAR 

Glossário 
POSFÁCIO 


Preço:  0,00€ (Indisponível) 

Moçambique & Literatura - ‘ALGUNS POETAS DE MOÇAMBIQUE’, de Rodrigues Júnior - Braga 1982 - MUITO RARO;






Moçambique & Literatura - Conferência realizada na Sociedade de Estudos de Moçambique, a convite da secção de letras, em 7 de Julho de 1972 


‘ALGUNS POETAS DE MOÇAMBIQUE’ 
De Rodrigues Júnior 
Editora PAX 
Braga 1982 


Livro com 50 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


“O livro ‘ALGUNS POETAS DE MOÇAMBIQUE’, escrito por Rodrigues Júnior e publicado em 1972,  é um ensaio crítico dedicado à análise da produção poética relacionada a Moçambique. A obra reflete a perspetiva do autor sobre a literatura colonial portuguesa e insere-se no conjunto de estudos literários que produziu sobre o território moçambicano.”


Obras Publicadas do Autor: 
ENSAIOS 
- A Paz e a Vida (1937)
- Homem, Trabalho e Salário (1937)
- Para Uma Cultura Moçambicana (1951)
- Afirmação de Presença (1952)
- Literatura Colonial (1953)
- Considerações (1954)
- Terra, Homens e Ideias (1957)
- Literatura Ultramarina (O escritor, o Homem e o meio) (1962)
- Depoimento (1964)
- Poetas de Moçambique (1965)
- Encontros (1966)
- Mãe Negra (1967)
- O Homem Negro das Regiões ao Sul do Save (1969) 
(contribuição para um juízo interpretativo do problema da sua promoção social) 
- Os indígenas de Moçambique (1971)
- Alguns Poetas de Moçambique (1972)
- Do Homem Negro – da sua Vida e da Sua Arte (1974)
- Para Uma Cultura Africana de Expressão Portuguesa (1977)
- Ruy de Noronha – Poeta de Moçambique (1980) 

ESTUDOS DE ASSUNTOS ULTRAMARINOS 
- Caminhos de Ferro de Moçambique (1938)
- Sobre indígenas e Missões (1940)
- Aventura do Mato e Colonização Dirigida (1945)
- O Negro de Moçambique (1955)
- Transportes de Moçambique (1956)
- Colonização (Contribuição para o seu estudo em Moçambique) (1959)
- Alguns Aspectos Culturais do Turismo em Moçambique) (1961) 

REPORTAGENS INQUÉRITO 
- Problemas de Moçambique (1942)
- Diário de Viagem (8.000 kms em Moçambique) (1943)
- Actividades e Problemas do Niassa e de Manica e Sofala (1944)
- A Voz dos Colonos de Moçambique (1945)
- Terra Moçambicana (1945)
- À Procura de Outras Terras e Outras Gentes (1947)
- África – Terra de Promissão (1949)
- Meque – O Pescador Negro (1950)
- Por Terras de Monomotapa (1951)
- Viagem à Holanda (1954)
- Aguarelas (1956)
- Negros e Brancos (1958)
- Terra Nossa na Costa do Malabar (1961)
- Caminhos da Alemanha Ocidental (1963)
- Angola Terra de Portugal (1964)
- Moçambique Terra de Portugal (1965)
- Caminhos do Colonato do Limpopo (1965)
- Quando se Pensa nos Que Lutam (1970)
- Cabota-Bassa (1973)
- A Alma da Nossa Rua (1974) 

ROMANCES 
- Sehura (1944)
- O Branco da Motase (1952)
- Calanga (1965)
- Muende (1960)
- Era o Terceiro Dia de Vento Sul (1968)
- Omar Ali (1ª Edição em 1975 e 2ª Edição em 1977) 


Preço: 27,50€; 

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Portugal - Ultramar & Poesia - ‘ÁFRICA RAIZ’, de Fernanda de Castro - Lisboa 1966 - MUITO RARO;








Portugal - Ultramar & Poesia - A obra de Fernanda Castro é uma narrativa em verso de fragmentos da vida de várias personagens da Guiné, Fulas, Mancanhas, Manjacos, Papéis, que culmina com a morte de Joaquim Có, com ilustrações do artista angolano Eleutério Sanches 


‘ÁFRICA RAIZ’ 
De Fernanda de Castro 
Capa de Eleutério Sanches 
Ilustrações de Inês Guerreiro 
Edição da Autora 
Lisboa 1966 


Livro com 62 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


A AUTORA: 
“FERNANDA DE CASTEO (1900-1994)

Autora de inúmeros livros, no âmbito da literatura infantil, da poesia, do romance e do teatro, e ainda tradutora (traduziu o Diário, de Katherine Mansfield [1888-1923], e ‘Cartas a um Poeta’, de Rilke [1875-1926]), Fernanda de Castro tem tido a sua obra ignorada nas últimas décadas. Esquecimento a que não será alheia a marginalização da própria obra de seu marido, António Ferro (1895-1956). Factos certamente indissociáveis, pelos menos em parte, da imagem de ligação ao Estado Novo que o casal teve nas décadas de 1930 e 1940 e do entusiasmo que Ferro inicialmente manifestou pelo modelo fascista de Mussolini (1883-1945).

Diversos aspectos autobiográficos da vida da escritora, desde 1906 a 1987, encontram-se registados nas memórias intituladas ‘Ao Fim da Memória’, I (1986) e II (1988), uma reformulação do volume de memórias ‘O Pequeno Eu’, anunciado na década de 1960 e nunca publicado. A actividade da escritora e as suas relações com  elementos do meio artístico e literário, nacional e internacional, encontrar-se-ão também documentadas naquela que se presume seja a sua volumosa correspondência, ainda inédita. Sabe-se que, entre outras personalidades, manteve longa correspondência com a poetisa brasileira Cecília Meireles (1901-1964).

Fernanda de Castro raramente se debruçou sobre a temática africana até à publicação deste longo poema, que surge por  razões particulares. A dedicatória do livro desvenda parte dessas razões – ‘À terra de Bolama, em cujos braços repousa minha Mãe.’ Antes deste volume, havia publicado ‘Mariazinha em África’ (1959), uma obra de literatura infantil, tendo publicado posteriormente ‘Fim de Semana na Gorongosa’ (1973).” 


Obras da Autora: 
POESIA 
- ‘CIDADE EM FLOR’ 
- ‘JARDIM’ 
- ‘DAQUÉM E DALÉM ALMA’ 
- ‘39 POEMAS’ 
- ‘EXÍLIO’ 
- ‘ASA NO ESPAÇO’ 
- ‘A ILHA DA GRANDE SOLIDÃO’ 
ROMANCE 
- ‘O VENENO DO SOL’ 
- ‘MARIA DA LUA’ (Prémio Ricardo Malheiros, da Academia das Ciências) 
- ‘SORTE’ 
- ‘RAIZ FUNDA’ 
LITERATURA INFANTIL 
- ‘VARINHA DE CONDÃO’ (Contos, em colaboração com Teresa Leitão de Barros) 
- ‘O TESOURO DA CASA AMARELA’ (Teatro infantil) 
- ‘MARIAZINHA EM ÁFRICA’ (romance) 
- ‘AS AVENTURAS DE MARIAZINHA’ (romance) 
- ‘A PRINCESA DOS SETE CASTRLOS’ (romance) 
- ‘FIM DE SEMANA NA GORONGOZA’ 
TEATRO 
- ‘A PEDRA NO LAGO’ 
- ‘A ESOADA DE CRISTAL’ 
TRADUÇÕES 
- ‘DIÁRIO’ de Katherine Mansfield 
- ‘CARTAS A UM POETA’, de Rainet Maria Rilke 
NO PRELO
- ‘Rua Velha’ (poesia) 
- ‘Bloco 67’ (poesia) 
- ‘O pequeno Eu’ (diário) 
- ‘Fontebela’ (romance) 


Preço: 52,50€; 

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Portugal - Ultramar & Literatura - ‘ATRAVÉS DO CONTINENTE MISTERIOSO’, de Adolfo Simões Müller - Porto 1970 - Raro;









Portugal - Ultramar & Literatura - A vida e as viagens do explorador português Serpa Pinto e de outros exploradores na travessia de África. 


‘ATRAVÉS DO CONTINENTE MISTERIOSO’ 
A vida e as viagens de Serpa Pinto e outros exploradores 
De Adolfo Simões Müller 
Ilustrações de Fernando Bento 
Edição Livraria Tavares Martins 
Porto 1970 


Livro com 258 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 



Do ÍNDICE: 

O LIVRO QUE VÃO LER 
- Adolfo Simões Müller 

1. - Assim nasce uma grande aventura 
2. - Preparativos da expedição 
3. - Encontro com Stanley e Livingstone 
4. - Adeus ao Atlântico 
5. - A carta dos companheiros 
6. - Três vezes em perigo 
7. - A estranha caravana 
8. - A águia e rola 
9. - Mais um dia…  Outro dia… Um dia mais… 
10. - Chegada ao reino dos Luínas 
11. - Assalto ao acampamento 
12. - A carabina do Rei 
13. - Viagem no rio dos cem nomes 
14. - A fumarada que sobe e que troveja ! 
15. - Rumo aomsuo, com a família Coillard 
16. - A marcha no deserto 
17. - O último obstáculo 
18. - Outra Cruz no caminho 
19. - O fim da viagem maravilhosa 
20. - O tesouro do cheque rasgado 

O LIVRO QUE LERAM 


Preço: 27,50€; 

domingo, 2 de agosto de 2026

Angola & História - ‘EU E A UNITA’, de Orlando Castro - Lisboa 2023;





Angola & História - O autor relata as suas ligações de décadas com a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), a organização guerrilheira liderada por Jonas Savimbi, onde esteve sempre com espírito crítico e empenhado, tendo saído desiludido com o futuro do país e desta organização política nacionalista 


‘EU E A UNITA’ 
De Orlando Castro 
Prefácio de William Tonet 
Edição Perfil Criativo 
Lisboa 2023 


Livro com 120 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa: 
“(…) 1975, emerge como marco do pico identitário dos ventos de mudança, que não se endeusam em si mesmo, porque o horizonte está aí. 

‘Ao longo dos anos defendo aquilo que considero o mais correcto para a minha terra, Angola. Consigo não agradar nem a gregos (MPLA) nem a troianos (UNITA)’, assegura. 

O autor coloca a carruagem, nos trilhos do Caminho de Ferro, percorrendo os interiores até ao litoral, visionado, em cada apeadeiro a euforia e o declínio de ideologias, responsáveis pelo descarrilamento da soberania de sonhos de uma multirracialidade, nunca desembarcada no hoje/futuro. (…)“ 
William Tonet in PREFÁCIO 


O Autor: 
“ORLANDO CASTRO 

Orlando Castro nasceu em 1954 em Nova Lisboa, Huambo, Angola. 
Jornalista, licenciado em História, é autor dos livros: 
- ‘Algemas da Minha Traição’ (1974); 
- ‘Açores - Realidades Vulcânicas’ (1995); 
- ‘Ontem, Hoje… e Amanhã ?’ (1997); 
- ‘Memórias da Memória’ (2001); 
- ‘Alto HAMA - Crónica PS (diz)taídas’ (2006); 
- ‘Cabinda - Ontem protectorado, hoje colónia, amanhã Nação’ (2011); 
- ‘António Marinho e Pinto - Mudar Portugal’ (2015); 
- ‘Egoísmo’ (2022); 
- ‘Eu e a UNITA’ (2023). 

Co-autor dos 16 volumes da Colecção ‘GUERRA COLONIAL - A História na Primeira Pessoa’, distribuída em 2011 pelo ‘Jornal de Notícias’ e ‘Diário de Notícias’.“


PARA OS (MEUS) MENINOS DO HUAMBO,
PARA TODOS OS (MEUS) MENINOS DE ANGOLA 

Com fios feitos de lágrimas de dor 
os meus meninos do Huambo choram 
ainda marcados pelo muito horror 
da miséria e da fome onde moram. 

Com os lábios de muito dizer aiuê 
soletram pensamentos de esperança 
como quem se alimenta de tanta fé 
inebriada pelos sorrisos de criança. 

Os meus meninos à volta da fogueira 
já aprenderam que dizer a verdade 
será talvez mais uma bonita bandeira 
mas que o melhor é não falar de saudade. 

Com os sorrisos mais lindos do Planalto. 
Essa é uma certeza para a eternidade, 
fazem contas engraçadas de sobressalto 
e subtraem a fome a sonhos de igualdade. 

Dividem a chuva miudinha pelo milho 
como se isso fosse o seu eterno destino, 
soltam ao céu toda a dor feita andarilho 
no seu estilhaçado mundo peregrino. 

Os meus meninos à volta da fogueira 
não vão aprender novas palavras 
porque a dor da miséria é cegueira 
que alimenta todos os dias as lavras. 

Assim descontentes à voltinha da poesia 
juntam palavras do tempo que passa 
para ver se alimentam a barriga vazia 
e se descobrem o fim de tanta desgraça. 



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO, por William Tonet 
- A Orla do Orlando que não é Jesus 

EU e a UNITA 
PRIMEIRA PARTE 

FOTOGRAFIAS 
Anos 70 - Nova Lisboa / Huambo 

EU e a UNITA 
SEGUNDA PARTE 
Acordo do Alto Kauango (19 de Maio de 1991) 


Preço:  0,00€; (Indisponível) 

domingo, 19 de julho de 2026

África & Literatura - ‘ANGOLA, ME DIZ AINDA’, de José Luís Mendonça - Lisboa 2018 - Raro;






África & Literatura - Uma colectânea de poemas do autor consagrado e com vasta obra bibliográfica editada em Angola e Portugal 


‘ANGOLA, ME DIZ AINDA’ 
De José Luís Mendonça 
Edição Guerra & Paz 
Lisboa 2018 


Exemplar com 96 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
Com dedicatória e assinado pelo autor. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


Da contracapa:
“Sou charrua sem tractor.
Sou razão suficiente.
Removo as raízes de um tempo 
que está por nascer em Angola. 

Rasgo a argila de estados 
que ainda não floriram 
de pessoas que não existem 
de mães que nunca pariram 
de crianças sem cabeça 
que sabem cantar o hino 
Angola avante revolução 
pelo poder popular.“


SINOPSE: 
“Um livro que se conjuga e alia ao sopro de mudança política que Angola começou a viver. Um autor já publicado em Portugal na área do romance com uma linha poética que não se reduz à militância, antes dando conta de outras dimensões humanas. Um livro que vai mexer com a comunidade angolana em Portugal.”


Da badana:
“Sem fugir do real não há 
literatura, mas sim mero 
recorte do real, texto 
informativo ou jornalístico, 
ou mero relatório de polícia.“ 
José Luís Mendonça 


O Autor: 
“JOSÉ LUÍS MENDONÇA, licenciado em Direito, tem vindo a exercer, também, o jornalismo nas colunas de diversos jornais angolanos. É diretor e redator-chefe do semanário ‘Cultura - Jornal Angolano de Artes e Letras’ editado em Luanda. Publicou, o seu primeiro livro ‘Chuva Novembrina’, em 1981. Membro da União de Escritores Angolanos, em linha natural com todos os jovens escritores da denominada “novíssima geração”, a sua produção escrita desponta como reflexo de uma situação histórica demasiado centralizadora e redutora, os seus textos constroem-se como uma unidade que gravita em torno do “sentir” do sujeito poético face à morte das utopias vanguardistas e revolucionárias dos anos 60 e 70 e do seu desencanto com a realidade do presente e a incerteza do futuro.“


Obras do Autor:
- ‘Chuva Novembrina’ - Poemas - INALD - Luanda 1981; 
- ‘Gíria de Cacimbo’ - Poemas - UEA - Luanda 1986; 
- ‘Respirar as mãos na Pedra’ - Poemas - UEA - Luanda 1990; 
- ‘Quero Acordar a Alva’ - Poemas - INALD - Luanda 1996; 
- ‘Se a Água Falasse’ - Poemas - Primeiro Prémio Jogos Florais do Caxinde - Luanda 1997; 
- ‘Logarítmos da Alma’ - Poemas - UEA - Luanda 1998; 
- ‘Ngoma do Negro Metal’ - Poemas - Edição Chá de Caxinde - Luanda 2000; 
- ‘Um Canto para Mussuemba’ - Antologia de Poesia - INCM-Casa da Moeda - Lisboa 2002; 
- ‘Cal & Grafia’ - Antologia de 20 anos de poesia - Edição Kilombelombe - Luanda 2005; 
- ‘Nua Maresia’ - Poemas - UEA - Luanda 2005; 
- ‘Um Voo de Borboleta no Mecanismo Inerte doTemoo’ - Poemas - INALD - Luanda 2006; 
- ‘Poesia Manuscrita pelos Hipocampos’ - Poemas - UEA - Luanda 2010; 
- ‘Olfactos do Afecto’ - Poemas - UEA - Luanda 2010; 
- ‘Africalema’ - Antologia de poemas - Edição Nóssomos  Vila Nova de Cerveira 2011; 
- ‘Saias Sem Mim à Rua esta Manhã’ - Edição Nóssomos - Vila Nova de Cerveira 2011; 
- ‘Esse País Chamado Corpo de Mulher’ - UEA - Luanda 2012: 
- ‘O Reino das Casuarinas’ - Romance - Edição Leya - Lisboa 2014; 
- ‘Luanda Fica Longe e outras Estórias Austrais’ - Contos - Texto Editores - Luanda 2016;



Do ÍNDICE: 

ANGOLA, ME DIZ AINDA 
- Murmúrios de bagas de mulemba 
- Angola, me diz ainda 
- Privatizaram os monumentos 
- Praça da não-independência 
- No bolso de traz das calças 
- Charrua 
- A rosa oculta 
- Carta para Agostinho Neto 
- Crise económica 
- O povo é feito de barro 
- Perdão, povo angolano ! 
- Poema preto de fome 
- No jango do sol 
- Escuta o negro, carnaval 
- Canção de roda no Morro Bento 
- Jacaré bangão 
- A cada questão o seu feitiço 
- De mulher a zungueira 
- Menino morto de rua 
- Ser e não ser 
- Que martelaste, António 
- Canto ao dia de hoje 
- O fim da guerra 
- De olhos fechados 
- Eu, o poeta marginal 
- Avenida Brasil 
- Cabuenha 
- Eu nunca hei-de ser presidente da república 
- O poeta sabe mafumeiras 
- Rua do comércio 
- Parágrafos de silêncio 
- Se eu fosse ministro 
- Encontrei brancos a comer no meu prato 
- O último Ngola 
- Beijar-te na Mutamba ao meio-dia 
- Praça da Independência 

MUJIMBOS DAS CIGARRAS 
- Revelação 
- Corrida armamentista 
- Atenção às fotografias ! 
- O homem e o boi 
- O cão não faz a guerra 
- A cor da Humanidade 
- Noticidiàrio 
- Dinheiro 
- Os grandes actores de cinema 
- África grande 

POÉTICAS PARA UM MUSEU DE CERA 
- HOJI YA HENDA 
- AO CAMARADA TOMBADO EM 1975 
- RICARDO DE MELLO 
- MARIA DO CARMO MEDINA 
- WANHENGA XITU 

Obras do Autor 


Preço: 47,50€; 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Antropologia & Literatura - ‘ÁFRICA - NEGRITUDE, CRIOULISMO E ASSIMILAÇÃO EM ANGOLA’, de Lupi Fialho - Lisboa 2023;





Antropologia & Literatura - O livro analisa como a ‘Negritude’ - movimento literário e político fundado por nomes como Aimé Césaire e Léopold Senghor  - foi aplicada à realidade da África Lusófona. A obra investiga ainda o fenómeno do assimilacionismo e critica o conceito de luso-tropicalismo’ face à realidade local, bem como a associação errónea do termo ‘crioulo’ em Angola. Explora a complexa sociologia, história e política colonial angolana através destas três correntes identitárias.


‘ÁFRICA - NEGRITUDE, CRIOULISMO E ASSIMILAÇÃO EM ANGOLA’ 
O Anti-Cristo da Colonização 
De Lupi Fialho 
Edição LISBON - International Press 
Lisboa 2023 


Livro com 228 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 


SINOPSE: 
“Mais importante do que o conteúdo das ideias e das derivações, das falsas deduções, da História da colonização europeia dos séculos XV e XVI, em particular da colonização Ibérica, para o movimento woke, o peso da palavra, o jogo do sentido, ou da falta de sentido, das ideias que se apropriam de conceitos mal elaborados, é o que marca posição. 

Não é de espantar que o alvo directo, e de mais fácil apreensão para o movimento, seja o complexo das redes sociais e uma certa imprensa irresponsavelmente manipuladora que serve os seus interesses políticos mais radicais, que teima em maltratar as estéticas e os valores da civilização europeia presente na colonização, sejam eles os etnocêntricos, sejam ele os cristocêntricos, que foram, e continuam a ser, assimilados pelos ex-colonizados. Falamos aqui das estéticas e dos valores da Francofonia, da Lusofonia e da Hispanofonia, de que falava Léopold Senghor.

As raízes deste movimento woke encontram-se no pós II Grande Guerra, em que os existencialistas marxistas, cujo expoente foi Jean-Paul Sartre, tentaram, sobretudo a partir da década de 50 do século passado, destruir o papel desses valores e dessas estéticas, a ponto de no seu texto Orphée Noire este existencialista dogmático ter ensaiado uma definição pouco inteligente de Negritude, dela dizendo que é o racismo anti-racista. 

Felizmente, apesar de tudo e de alguns desencontros ideológicos, que a Legitime Defense e, mais tarde, o Movimento Presence Africaine, estavam dotados de mentes mais inteligentes, sensíveis e conhecedoras do significado da civilização negra, como Aimé Césaire, Léopold Senghor, Léon Damas, Alioune Diop e outros, que puseram a ridículo esta tese, em particular Léopold Senghor no seu célebre discurso de 21 de Abril de 1961 na Sorbonne.

Pretende-se neste ensaio tratar as questões e as raízes da Negritude e compreender a sua ligação ao errado qualificativo de Crioulos, onde ela não existe e, sobretudo, ao Assimilacionismo e ao seu pressuposto, no caso que nos interessa da África Lusófona, o Luso Tropicalismo.”


O Autor: 
“LUÍS FIALHO nasceu em 13 de Fevereiro de 1955. Por mero acaso nasceu em Lisboa, quando tudo apontava para que nascesse em Luanda, para onde regressou com apenas 15 dias. 
Após uns anos no Colégio Militar, de onde saiu no final do quinto ano do Liceu contra sua vontade, face à circunstância de que não havia ali a alínea ‘E’ do então chamado Curso Complementar dos Liceus, que dava acesso ao curso de Direito, acabou o Liceu em Nova Lisboa, actualmente Huambo. Formou-se em Direito na Faculdade de Direito de Lisboa em 1980. 
Após uma passagem pelo ensino nessa Faculdade e na Universidade Lusíada, abandonou-o para se dedicar, em exclusivo, à sua actividade profissional com uma longa carreira nos domínios dos petróleos, e não só, como advogado e jurisconsulto, com passagens pela gestão. 
Foi essa longa carreira que lhe permitiu correr entre Portugal, os EUA, vários países da Europa e de África, em particular Angola e alguns do Médio Oriente, onde ganhou larga experiência, quer a nível nacional, quer a nível internacional. 
Agora, limita-se basicamente, a ler e a escrever, que é o que gosta de fazer.“ 



Do ÍNDICE: 

NOTA INTRODUTÓRIA 

I. - NEGRITUDE E CULTURA 
1. - Aimé Césaire 
2. - Léopold Senghor 

II. - LUSO-TROPICALISMO E CRIOULISMO 
A - Luso-Tropicalismo 
1. - Gilberto Freire 
B - Crioulismo em Angola 
1. - Introdução ao tema 
2. - Mário António 
3. - Uma primeira conclusão 

III. - CORRENTES NEGACIONISTAS 
A - As correntes moderadas 
1. - Orlando Albuquerque 
2. - Leonel Cosme 
3. - Exemplo errado de Cabo Verde em Leonel Cosme 
B - Correntes radicais. O Anti-Cristo da Colonização
1. - Considerações introdutórias
2. - Victor Kajibanga 
3. - Buanga Fele 
4. - Claudia Castelo 
5. - A Miscigenação Não compreendido por Cláudia Castelo 
6. - Maria da Conceição Neto 

IV. - CRIOULISMO E ASSIMILAÇÃO 
1. - Nota Introdutória aos Temas 
2. - Crioulismo e Mário António 
3. - O papel do jornalismo e a consolidação da elite intelectual urbana 
4. - Crioulismo e Lusofonia 
5. - Assimilação cultural 
6. - A questão do dialecto crioulo 
7. - Aculturação e negritude: Não crioulismo
8. - Assimilação e associação 

Bibliografia 


Preço: 42,50€; 

Moçambique & Literatura - ‘ÁFRICA COLONIAL’, de Afonso Ribeiro - Lourenço Marques 1975 - MUITO RARO;




Moçambique & Literatura - Uma obra do autor editada na ainda cidade de Lourenço Marques (actual Maputo) no seu refúgio e exílio dada a censura de que era vítima em Portugal 


‘ÁFRICA COLONIAL’ 
De Afonso Ribeiro 
Edição Publicações NOTÍCIAS 
Lourenço Marques 1975 


Livro com 180 páginas e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


O Autor: 
“AFONSO RIBEIRO nasceu em 1911, na Vila da Rua, Moimenta da Beira, foi professor primário e conhecedor profundo das classes pobres das zonas rurais, da sua vida árdua, aliada à falta de solidariedade dos proprietários de terras. Inspiração que passou, sem artifícios, para os seus catorze livros, nos quais desmistifica a vida feliz e saudável da vida no campo e constrói narrativas reais de existências tristes, de fome, doença e trabalho agrícola ’escravo’. 
Como um dos fundadores do ‘Sol Nascente’, em 1938 publicou ‘Ilusão Na Morte’, obra censurada pela PIDE, que o consagrou como precursor do neorrealismo. A sua vida ficou marcada pela perseguição do regime de Salazar, que o impediu de ser docente, o levou para o jornalismo, e até após a sua fuga para Moçambique, não só lhe fechou todas as portas, como chegou a levá-lo para a prisão. Dez anos após o seu regresso a Portugal, em 1986, já mergulhado num certo esquecimento e falta de dinheiro, escreve ainda ‘A Árvore e os Frutos’.
O brilhante autor e contista da ’Vila da Rua’ morreu em Cascais, em 1993.” 


Obra do Autor: 
Contos 
- ‘Ilusão na Morte’; 
- ‘Povo’; 
- ‘Da vida dos Homens’; 
- ‘África Colonial’; 
- ‘A Árvore e os Frutos’; 
- ‘Vila da Rua’; 
Romances 
- ‘Aldeia’; 
- ‘Trampolim’; 
- ‘Escada de Serviço’; 
- ‘O Pão da Vida’; 
- ‘O Caminho da Agonia’; 
Teatro 
- ‘Três Setas Apontadas ao Futuro’; 



Do ÍNDICE: 

Explicação Necessária 

- O AMARGO PESO DA SOLIDÃO 
- ENQUANTO AGUARDA QUE PATRÃO CHAME 
- NOITE DE CHACAIS 
- A ATRACÇÃO DAS PALAVRAS 
- ENTRE DOIS MUNDOS 
- TRÊS HISTÓRIAS DE MOLEQUES COM ALGUMAS NOTAS DE ABERTURA À LAIA DE PRÓLOGO 
- PRIMEIRA HISTÓRIA: 
PANOS PARA A VELHA MAMANA 
- SEGUNDA HISTÓRIA: 
VÉSPERAS DE NATAL 
- TERCEIRA HISTÓRIA: 
UM PÁSSARO TODO BONITO - UM PÁSSARO DE MADEIRA QUE NÃO CHEGOU A SER FEITO 
- OS DESENRAIZADOS 
- LIBERTAÇÃO 
- O FUTURO COLONIZADOR 
- NAS TREVAS DA NOITE É QUE AS MADRUGADAS SE GERAM 

Glossário 


Preço: 27,50€; 

sábado, 11 de julho de 2026

Angola & Literatura - ‘SOBRE O VENTO NOROESTE’, de Orlando Albuquerque - Sá da Bandeira 1964 - MUITO RARO;





Angola & Literatura - Uma importante obra do autor, nos seus inícios de escritor e poeta 


‘SOBRE O VENTO NOROESTE’ 
POEMAS 
De Orlando Albuquerque 
Edição do Autor e Publicações Imbondeiro 
Sá da Bandeira 1964 


Livro com 66 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Descrição: 
“ ‘SOBRE O VENTO NOROESTE’, é um livro de poemas do médico e escritor moçambicano Orlando de Albuquerque, publicado originalmente em 1964 em Sá da Bandeira (atual Lubango), Angola. 
A obra foi lançada como uma edição do autor e distribuída pelas conhecidas Publicações Imbondeiro, um importante polo de dinamização literária no contexto da literatura colonial e da expressão africana em língua portuguesa.” 


“O presente volume encontra-se subdividido em três secções, Cantares, Consolança e Asfalto, apresentando trinta e sete poemas datados de anos que decorrem entre 1960 e 1963.

De todos estes poemas, apenas um, Chove Insistentemente, se relaciona explicitamente com África, pelo que se transcreve aqui, em conjunto com dois outros de registo bem distinto, sendo que o último até poderá sugerir uma certa ironia premonitória:

CHOVE INSISTENTEMENTE - (1960)

Chove insistentemente
com a persistência bruta
das coisas tropicais...

Jamais
consigo identificar-me com a chuva
nesta minha África abandonada.

Todo o instante é fugaz, é nada
perdido no oceano dos desejos
e ansiedades.

Possa a verdade
ainda um dia vir à tona da água
e sejamos nós, então, realidade
mesmo à custa da nossa mágoa.”


Preço: 0,00€; (Indisponível) 

Angola - Descolonização & História - ‘O FILHO DA PRETA - A Demanda de um filho esquecido’, de Francisco Rabaça - Lisboa 2009 - Raro;








Angola - Descolonização & História - Uma obra em que o autor relata os dramas causados pela trágica e sangrenta descolonização, um processo levado a efeito de forma apressada pelos militares portugueses do MFA que provocou além de milhares de mortes, feridos e refugiados, a separação dramática de inúmeras famílias 


‘O FILHO DA PRETA’
A Demanda de um filho esquecido em Angola 
De Francisco Rabaça - Quirimbo 70 
Edição Planeta Editora 
Lisboa 2009 


Livro com 212 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


Da contracapa: 
“UMA HISTÓRIA VERÍDICA 

Angola não foi só um sonho de muitos portugueses que partiram em busca de novas oportunidades, longe da Metrópole pobre e sem futuro, que Salazar permitia acontecer. Muitos dos portugueses encontraram uma vida de luta árdua, realizaram os seus sonhos e prosseguem encantados com o povo acolhedor, sentindo o apelo da vida desconcertante, saboreando e cultivando os dias com alma africana. Alguns, enamoraram-se pelas jovens que desde sempre pisaram aquele chão encarnado quente e generoso. Outros, abandonaram os seus filhos africanos.
Este romance é dedicado aos filhos abandonados por alguns portugueses, que deixaram para trás o fruto tão generosamente nascido de um amor eterno a uma terra doce. 

‘O FILHO DA PRETA’ relata a luta de um filho mulato esquecido e rejeitado pelo pai. 
É um romance que recorda o cheiro de uma África nunca esquecida. Desde a sanzala africana onde nasceu e viveu os primeiros anos de infância, aos anos turbulentos da Guerra da Independência, acompanha-se a vida de António, um médico reconhecido, numa luta de solidão, angústia e sobrevivência até encontrar a família que o julgava perdido.”


Da badana: 
“Quirimbo 70 é um filho de Angola, perdido no tempo e no mundo que vai ao encontro da sua identidade e raízes. 
Com o seu regresso a Portugal, deixou a terra prometida e o sonho de uma vida. 
Em ‘O FILHO DA PRETA’, revela-nos o quotidiano dos portugueses nas sanzalas angolanas, a luta de um povo pela sua independência e a demanda de um filho pela família perdida, que o destino teima em conciliar. 
Quirimbo 70 escreve desde jovem e cria um espaço é um tempo que aprisiona o fantasma de África e da sua Angola, um país que já só existe nas recordações de quem ali viveu os melhores anos da sua vida.“ 


Da Dedicatória: 
“Para os abandonados que ficaram por África, 
Para aqueles a quem os seus pais rejeitaram, 
Aqueles que os seus irmãos nunca viram, 
Porque simplesmente não sabem que existem. 
Para esses mulatos abandonados e esquecidos, 
Dedico este livro.“ 


O Autor: 
“ ‘Quirimbo 70’ é mais um filho de Angola, perdido no tempo e no mundo por onde anda numa busca constante pela sua identidade e raizes. Escreve desde jovem em demanda de um espaço e de um tempo onde possa matar o fantasma de África e da sua Angola.” 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 

Capítulo 1 
Capítulo 2 
Capítulo 3 
Capítulo 4 
Capítulo 5 
Capítulo 6 
Capítulo 7 
Capítulo 8 
Capítulo 9 
Capítulo 10 
Capítulo 11 

EPÍLOGO 


Preço: 27,50€; 

segunda-feira, 6 de julho de 2026

África & PALOP’s - ‘RECORDANDO… PORTUGAL E CABO VERDE’, de Fernando A. Guerreiro - Lisboa 2000 - MUITO RARO;





África & PALOP’s - Uma obra sobre as vivências do Autor entre o continente europeu e o arquipélago africano, profusamente ilustrado e com as suas obras de pintura e acrílico estampadas 


‘RECORDANDO… PORTUGAL E CABO VERDE’ 
De Fernando A. Guerreiro 
Prefácio de Maria do Rosário Pedreira 
Capas e desenhos de Armando Lopes 
Edição do Autor 
Lisboa 2000 


Livro com 120 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito, muito difícil localização. 
MUITO, MUITO RARO. 


Da contracapa:
“ ‘RECORDANDO… PORTUGAL E CABO VERDE’ 

Nada se perde, tudo se transforma, é a lei fatídica deste universo em constante evolução, de metamorfoses em metamorfoses, chegando a este ser que é humano, neste planeta chamado Terra, onde cada um, quer queira, quer não, tem de percorrer o seu caminho, nascer para morrer.
Todos têm a sua história durante a sua vivência.
Este pequenos contos fazem parte de alguns percursos do Autor.“ 


“Pois bem, foi isso que aconteceu a Fernando Guerreiro. Seguramente apaixonado pelos livros e pela sua magia, arrancou às suas memórias episódios singelos e dispersos – alguns cómicos, outros dramáticos, outros quase trágicos — e vem agora relatá-los neste pequeno livro com a simplicidade que lhe conhecemos. E, ao lê-lo, ficamos com a sensação de que Fernando Guerreiro quer partilhar connosco o seu passado de menino pobre da capital, quer que ouçamos as mornas que tocava e cantava em Cabo Verde para esquecer os sustos e as moscas nos pratos de comida, quer que saibamos o muito que conseguiu amar as mulheres nas mais adversas situações, quer que não o esqueçamos por todas as razões e mais algumas, sobretudo pelo muito que fez pelos livros todos estes anos.” 
in Prefácio por Maria do Rosário Pedreira


O Autor:
“FERNANDO A. GUERREIRO nasceu em 1920, na linda Lisboa, cidade das sete colinas, no já demolido Pátio das Parreiras, que estava situado dentro do Miradouro de Santa Luzia, ali mesmo por cima do antiquíssimo bairro de ALFAMA. 
Começou a trabalhar em artes gráficas aos 12 anos.
Actualmente encontra-se na produção de livros de uma conceituada editora.
Publicou a sua primeira obra em 1997 com o título ‘Vivências e Poesias de Cabo Verde e Portugal’.“ 


OBRAS DO AUTOR: 
- ‘VIVÊNCIAS E POESIAS DE CABO VERDE E PORTUGAL’ (1997); 
- ‘RECORDANDO… PORTUGAL E CABO VERDE’ (2000); 
- ‘MISSIVAS DE AMOR… - Viajantes no Tempo’. 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
NOTA DO AUTOR 

PREFÁCIO - Por Maria do Rosário Pedreira 
Sobre o Autor - Por Telma Filipa Guerreiro Ferreira 
Agradecimentos 

PORTUGAL 
- Oh ! Fon, Fé e Nando 
- Inocente com castigo 
- Ourivesaria ambulante 
- Maus instintos ? 
- Divagando 
- Os trabalhadores da saúde 
- Viagem através da música 
- Artes Gráficas 
- Avenida de Luísa Todi 

CABO VERDE 
- Advinhas com cartas 
- Rebate falso 
- Recordando Idalina 
- Santa ou Satanás ? 
- O violão… aquela voz 
- O fantasma, aquela lata 
- A crioula Vandinha 
- Último dia em Cabo Verde 


Preço: 37,50€; 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

África & Literatura - ‘CRÓNICAS DO LUGAR DO POVO MAIS FELIZ DA TERRA’, de Wole Soyinka - Lisboa 2022;






África & Literatura - Um importante e marcante livro que relata o assunto tabu em alguns dos países africanos, o tráfico de órgãos humanos por gente sem escrúpulos e motivo para as organizações criminosas proliferarem e os crimes subirem de forma incontrolável 


‘CRÓNICAS DO LUGAR DO POVO MAIS FELIZ DA TERRA’ 
De Wole Soyinka - 
Edição Livros do Brasil 
Lisboa 2022 


Livro com 544 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa: 
WOLE SOYINKA 
- ‘Crónicas do Lugar do Povo mais Feliz da Terra’ 

“Numa Níger imaginada, um astuto empreendedor próspera vendendo partes de corpos para seremusados em rituais. Quando o cirurgião Kighare Menka se apercebe de que o hospital onde trabalha se encontra no centro do fornecimento, decide-se a travar o macabro negócio. Recorre para isso ao seu antigo colega de escola, hoje um engenheiro reputado e bem-relacionado, Duyole Pitan-Payne, que está prestes a aceitar uma posição nas Nações Unidas, em Nova Iorque. Mas o caminhos das investigações vê-se tragicamente barrado. Nem o doutor Menka, nem Pitan-Payne imaginam quão próximo e quão poderoso é o inimigo que os ronda - e qual a extensão da teia que os circunda. Pérola literária com um engenhoso mistério para desvendar, recheado de ironia e crítica à corrupção política, social e religiosa. ‘CRÓNICAS DO LUGAR DO POVO MAIS FELIZ DA TERRA’ é um murro na mesa contra os abusos de poder, dado, por um dos mais aguerridos ativistas políticos em África e um gigante da literatura mundial.“  

“Um dos livros do ano 
para publicações como 
‘NEW YORK TIMES’ 
‘THE GURADIAN’ e ‘TIME MAGAZINE’, 
o regresso de Wole Soyinka ao 
romance depois de quase 
50 anos de interregno.“


O Autor:
“WOLE SOYINKA nasceu em Abeokuta, na Nigéria, em 1934, e é romancista, dramaturgo e poeta.
Destacam-se da sua obra ‘Os Intérpretes’, o seu romance de estreia, publicado em 1965, e a peça ‘Death and the King’s Horseman’, originalmente interpretada em 1976. 
Soyinka foi o primeiro africano a ser distinguido com o Prémio Nobel de Literatura, em 1986. 
Por duas vezes preso na Nigéria, por oposição ao governo, Soyinka tem sido um incansável ativista político, defensor da democracia nigeriana.“ 



Do ÍNDICE: 

PARTE I 
1. - Oke Konran-Imoran 
2. - O evangelho segundo a felicidade 
3. - O percurso do peregrino 
4. - O percurso do escarnecedor 
5. - Villa Potencia 
6. - Padre, é o senhor ? 
7. - Um assalto à propriedade intelectual - Os bastidores da história 
8. - Jos 
9. - É com o povo que me movo 
10. - A audiência 
11. - A mão de Deus 
12. - Boriga, haja o que houver 
13. - Transplante cirúrgico 
14. - Batedona 
15. - Badagry 
16. - O Codex Seraphinianus 
17. - Uma rivalidade mortal 
18. - Uma vigília longe de mais 

PARTE II 
19. - O discreto funeral da burguesia 
20. - Regresso a casa 
21. - Zigurate ou morte 
22. - A comissão da felicidade 
23. - Choque dos titãs 

Agradecimentos 


Preço: 32,50€; 

Portugal & Oposição Estudantil - ‘SETEMBRO VERMELHO’, de Cândido Ferreira - Coimbra 2012 - RARO;






Portugal - Oposição Estudantil - A crise estudantil de 1969 na Universidade de Coimbra que o autor vivei intensivamente é o cenário desta sua obra onde a realidade se mistura com a ficção, fazendo história dos acontecimentos 


‘SETEMBRO VERMELHO’ 
De Cândido Ferreira 
Edição Minerva Coimbra 
Coimbra 2012 


Livro com 288 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização.m
RARO. 


Da contracapa:
“No romance ‘O Senhor Comendador - Retratos de um Portugal de Abril’,  Cândido Ferreira é o raro exemplo de alguém que… um dia pensou que ‘também sou capaz de escrever um livro’…e é capaz de levar a bom termo a duríssima tarefa de completar quatrocentas páginas, que realmente apetece ir lendo. 
Livro bem humorado, por vezes cativante… e até bastante bem escrito… retrato fiel e verdadeiro do povo português, no melhor e no pior.” 
Humberto de Brito, in Revista ‘Os Meus Livros’ 
Classificação: Quatro Estrelas (em cinco) 

“A prosa levemente corrida e esguia de Cândido Ferreira recorda a escrita de Carlos Oliveira. No seu romance ‘A Paixão do Padre Hilário’… o ambiente rural, o ritmo dos dias, ou o conformado confronto entre o sagrado e o profano, são os marcos que moldam uma história de histórias.“ 
JEQ, in Suplemento Literário da Revista ‘O Semanário’
Classificação: Quatro estrelas (em cinco) 


O Autor:
“CÂNDIDO FERREIRA é casado, vive integrado numa larga família e é médico nefrologista na cidade de Leiria. Nascido em 1949, em Febres - Cantanhede, onde frequentou a Escola Primária, cumpriu a restante formação académica no Liceu de D. João III e na Faculdade de Medicina de Coimbra, até 1973. Foi bolseiro da Gulbenkian, trabalhador-estudante e atleta da AAC, tendo conquistado diversos títulos.
Em 1976, dirigiu o Hospital de Pombal, onde deixou reconhecida obra. Entre 1978 e 1982, foi Assistente de Nefrologia e frequentou um estágio em Lyon, na área das transplantações renais. Regressado aos Hospitais da Universidade de Coimbra, integrou a equipa do Prof. Linhares Furtado, tendo organizado a consulta de transplantação e a primeira colheita de órgãos e colaborado na primeira transplantação renal com rins de cadáver, em Portugal. Em 1982, enveredou pela diálise privada a partir de Leiria, tendo construído empresas e Clínicas consideradas modelares e sido responsável por uma vasta consulta de especialidade e por um milhão de tratamentos de hemodiálise.
Democrata e humanista, viveu a crise académica de 1969 e integrou o Executivo Distrital do MDP-CDE de Coimbra, antes do 25 de Abril, tendo chegado a ser detido por atividades contra a ditadura. Já não pertence a nenhum Partido, mas da sua incursão pela política ressalta, em 1975, ter declinado integrar a lista para a Assembleia Constituinte, pelo PS. Tendo exercido as funções de Presidente da Federação Distrital de Leiria daquele Partido, entre 1991 e 1995, recusaria também a carreira de Deputado à Assembleia da República.
Para além de uma vasta produção técnica e científica, alguma em colaboração com os mais reputados centros e publicações internacionais, foi responsável por largas centenas de artigos de opinião, acolhidos em múltiplos jornais, revistas e estações de rádio, tendo ainda efetuado inúmeras intervenções públicas, incluindo na TV.
É autor dos romances ‘O Senhor Comendador’, ‘A Paixão do Padre Hilário’ e ‘Setembro Vermelho’ e de três livros de crónicas - ‘Os Burros’, ‘Esmeralda’ -  ‘Sim!... e ‘Pelas Crianças de Portugal’; foi também porta-voz de um movimento na blogosfera, criado em torno do ‘Caso Esmeralda’. Tendo sempre merecido excelentes classificações por parte da crítica especializada, foi ainda largamente distinguido na Enciclopédia de Artistas Médicos e na Antologia de Ficionistas da Gândara.
Ligado ao colecionismo, anima a criação de um ‘Museu das Coleções’ em parceria com a Câmara Municipal de Cantanhede, a partir da doação de setecentas mil peças que reuniu, estudou e catalogou, e que se encontram dispersas por uma centena de temáticas, sendo algumas populares e outras ligadas à Bibliografia, ao Dinheiro, à História Postal, à Arqueologia e a diversas Artes Decorativas, como as coleções de pintura portuguesa e de artesanato, esta recolhida em todo o mundo.
Mantém cooperação regular com os países de expressão portuguesa. Em 2007 adquiriu uma propriedade no Alentejo, onde se esforça por instalar e desenvolver atividades ligadas à agricultura, à pecuária e à hotelaria, preparando assim um regresso à natureza e aos valores da vida tradicional.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
Explicação necessária 

Capítulo I 
Capítulo II 
Capítulo III 
Capítulo IV 
Capítulo V 
Capítulo VI 
Capítulo VII 
Capítulo VIII 
Capítulo IX 
Capítulo X 
Capítulo XI 
Capítulo XII 
Capítulo XIII 
Capítulo XIV 
Capítulo XV 
Capítulo XVI 
Capítulo XVII 
Capítulo XVIII 

EPÍLOGO 


Preço: 32,50€;