domingo, 2 de agosto de 2026

Angola & História - ‘EU E A UNITA’, de Orlando Castro - Lisboa 2023;





Angola & História - O autor relata as suas ligações de décadas com a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), a organização guerrilheira liderada por Jonas Savimbi, onde esteve sempre com espírito crítico e empenhado, tendo saído desiludido com o futuro do país e desta organização política nacionalista 


‘EU E A UNITA’ 
De Orlando Castro 
Prefácio de William Tonet 
Edição Perfil Criativo 
Lisboa 2023 


Livro com 120 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa: 
“(…) 1975, emerge como marco do pico identitário dos ventos de mudança, que não se endeusam em si mesmo, porque o horizonte está aí. 

‘Ao longo dos anos defendo aquilo que considero o mais correcto para a minha terra, Angola. Consigo não agradar nem a gregos (MPLA) nem a troianos (UNITA)’, assegura. 

O autor coloca a carruagem, nos trilhos do Caminho de Ferro, percorrendo os interiores até ao litoral, visionado, em cada apeadeiro a euforia e o declínio de ideologias, responsáveis pelo descarrilamento da soberania de sonhos de uma multirracialidade, nunca desembarcada no hoje/futuro. (…)“ 
William Tonet in PREFÁCIO 


O Autor: 
“ORLANDO CASTRO 

Orlando Castro nasceu em 1954 em Nova Lisboa, Huambo, Angola. 
Jornalista, licenciado em História, é autor dos livros: 
- ‘Algemas da Minha Traição’ (1974); 
- ‘Açores - Realidades Vulcânicas’ (1995); 
- ‘Ontem, Hoje… e Amanhã ?’ (1997); 
- ‘Memórias da Memória’ (2001); 
- ‘Alto HAMA - Crónica PS (diz)taídas’ (2006); 
- ‘Cabinda - Ontem protectorado, hoje colónia, amanhã Nação’ (2011); 
- ‘António Marinho e Pinto - Mudar Portugal’ (2015); 
- ‘Egoísmo’ (2022); 
- ‘Eu e a UNITA’ (2023). 

Co-autor dos 16 volumes da Colecção ‘GUERRA COLONIAL - A História na Primeira Pessoa’, distribuída em 2011 pelo ‘Jornal de Notícias’ e ‘Diário de Notícias’.“


PARA OS (MEUS) MENINOS DO HUAMBO,
PARA TODOS OS (MEUS) MENINOS DE ANGOLA 

Com fios feitos de lágrimas de dor 
os meus meninos do Huambo choram 
ainda marcados pelo muito horror 
da miséria e da fome onde moram. 

Com os lábios de muito dizer aiuê 
soletram pensamentos de esperança 
como quem se alimenta de tanta fé 
inebriada pelos sorrisos de criança. 

Os meus meninos à volta da fogueira 
já aprenderam que dizer a verdade 
será talvez mais uma bonita bandeira 
mas que o melhor é não falar de saudade. 

Com os sorrisos mais lindos do Planalto. 
Essa é uma certeza para a eternidade, 
fazem contas engraçadas de sobressalto 
e subtraem a fome a sonhos de igualdade. 

Dividem a chuva miudinha pelo milho 
como se isso fosse o seu eterno destino, 
soltam ao céu toda a dor feita andarilho 
no seu estilhaçado mundo peregrino. 

Os meus meninos à volta da fogueira 
não vão aprender novas palavras 
porque a dor da miséria é cegueira 
que alimenta todos os dias as lavras. 

Assim descontentes à voltinha da poesia 
juntam palavras do tempo que passa 
para ver se alimentam a barriga vazia 
e se descobrem o fim de tanta desgraça. 



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO, por William Tonet 
- A Orla do Orlando que não é Jesus 

EU e a UNITA 
PRIMEIRA PARTE 

FOTOGRAFIAS 
Anos 70 - Nova Lisboa / Huambo 

EU e a UNITA 
SEGUNDA PARTE 
Acordo do Alto Kauango (19 de Maio de 1991) 


Preço:  0,00€; (Indisponível) 

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