domingo, 28 de junho de 2026

Portugal - Oposição & História - ‘A.R.A. - Acção Revolucionária Armada - A História Secreta’, de Raimundo Narciso - Lisboa 2000 - Muito Raro;




Portugal - Oposição & História - 


‘A.R.A. - Acção Revolucionária Armada’
A História Secreta do Braço Armado do PCP 
De Raimundo Narciso 
Edição Publicações Dom Quixote 
Lisboa 2000 


Livro com 410 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 


Da contracapa:
“A ARA foi uma organização criada pelo PCP para a luta armada contra a ditadura fascista. Activa entre 1970 e 73, realizou acções armadas com grande impacto político, algumas tão espectaculares como a do comando que penetrou na Base Aérea 3, emTancoa, em 1971 e destruiu ou danificou 28 aviões e helicópteros.

Este livro é a narrativa, ao vivo, de cada uma das acções da ARA, de secreto e tormentoso processo da sua criação, da furiosa perseguição desencadeada pela PIDE e também de como um clandestino viveu os últimos dias da ditadura e se deslumbrou com essa inolvidável explosão de alegria de um povo que foi o 25 de Abril de 1974. 

Não é um ensaio político nem uma enumeração de factos. É o registo - por quem a viveu - da luta abnegada, das aventuras, medos, raivas, coragens, de homens e mulheres com nome e rosto, quase todos ainda vivos, e que andam por aí, má labuta do dia a dia, iguais a todos os outros, iguais a rodos nós. 

‘Quem viveu aqueles tempos… aqueles tempos de PIDE e Tarrafal, de Mocidade Portuguesa e saudação fascista de braço no ar, de Censura Prévia e Cardeal Cerejeira a abençoar Salazar, de exílio e sindicatos proibidos, de exploração desmedida e perda de emprego por razões políticas, de banimento da função pública e da Universidade… Tempos em que uma telefonista não podia casar para não prejudicar o trabalho ou se casasse perdia o emprego; em que um oficial das forças armadas só podia casar com uma mulher que os superiores considerassem digna da sua classe. Tempos em que as mulheres não podiam votar nas eleições fantoches e o chefe de família era o dono da mulher e o dono dos filhos. Quem não viveu esses tempos de medo, de pobreza, exploração, arbítrio e mesquinhez não consegue avaliar. E sem saber isto, pode até pensar que as pessoas que iam para a clandetinidade eram heróis, loucos ou mártires quando na realidade eram pessoas como os outros. Talvez mais informadas, mais indignadas ou mais trituradas pela engrenagem’.”


O Autor: 
“RAIMUNDO NARCISO nasceu em Torres Vedras, em 1938. A intervenção cívica e política que desenvolveu desde o ingresso na Universidade, em 1956, em Lisboa, obrigou-o, nas condições da repressão política de então, a viver na clandestinidade, em Portugal, de 1964 até ao derrubamento do fascismo em 25 de Abril de 1974. 
Teve um papel central na criação e na direcção da Acção Revolucionária Armada e foi membro do Comité Central do Partido Comunista Português de 1972 a 1988, tendo-se afastado deste partido no âmbito do um processo político que teve início em 1987 e grande repercussão pública. 
Em 1992, foi um dos fundadores do movimento político ‘Plataforma de Esquerda’ e foi deputado independente nas listas do Partido Socialista, de 1995 a 1999, altura em que aderiu a este partido. 
Raimundo Narciso é casado, tem uma filha e um filho, nascidos na clandestinidade e desde 1989 exerce a profissão de gestor de empresas.“ 



Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 

Capítulo I - A SABOTAGEM DO CUNENE 
- Carlos Coutinho 
- Gabriel Pedro 
- A captura do barco a remos 
- A Viagem 
- António Pedro Ferreira 
- A minagen do ‘Cunene’ 
- Victor d’Almeida d’Eça 
- Observar o porto de Lisboa e imaginar o socialismo 
- Plano alterado à última hora 
- O ‘Cunene’ nos jornais 

Capítulo II - PASSAR À CLANDESTINIDADE 
- Junho de 1964 
- Os anos sessenta 
- Esperas 
- Começo difícil 
- Rogério de Carvalho 
- Despedidas 

Capítulo III - TRÊS ACÇÕES SIMULTÂNEAS 
- Escola Técnica da PIDE/DGS 
- Cais da Fundição 
- Centro Cultural Americano 

Capítulo IV - UNIÃO SOVIÉTICA E CUBA 
- Cunhal confunde Brejnev com o Sol da Terra 
- Francisco Miguel 
- Visitar Cuba de Cadillac 
- Condecorações: de Mikoyan a Gorbatchov 

Capítulo V - SABOTAGEM DA BASE AÉREA DE TANCOS 
- Ângelo de Sousa 
- Jaime Serra 
- A chave falsa 
- Os roubos da gasolina 
- O Paiol Central 
- O plano avança 
- No Comando Central 
- O Laboratório na Arruda 
- O Polícia ajuda-me nos explosivos 
- Interceptados pela Polícia de Choque 
- A partida para Tancos 
- Os helicópteros ali mesmo à mão 
- Aproximam-se militares 
- Morrer de ansiedade em Santarém 
- O Relatório Oficial e…
- …o nosso Comunicado 
- Sargento inocente preso e expulso das Forças Armadas 
- A Televisão Sueca quer fazer um programa com o Ângelo 

Capítulo VI - PRISÕES E CLANDESTINIDADE EM AUTO-GESTÃO 
- O Sr. Pires: uma cruz pior que a minha 
- Cassiano Bessa 
- Morais 
- Leonel 
- Mário Reis 
- A PIDE vai prender um clandestino da FAP e saí-lhe um do PCP ! 
- A primeira ‘acção especial’… falhada 
- Os primeiros passos e a vaga de prisões 
- A minha irmã traz-me dinheiro 
- Esconder um clandestino 
- Mário Lino 
- Ângelo Veloso 
- Pausa e curso no Konsomol 

Capítulo VII - O CORTE DAS TELECOMUNICAÇÕES 
- Conselho do Atlântico Norte 
- Alberto Serra 
- A Central de Telecomunicações 
- O corte dos cabos 
- Cortar ou não cortar a electricidade 
- Ramiro Morgado 

Capítulo VIII - RECOMEÇAR 
- Falsa partida para as acções armadas 
- Segundo curso em Cuba totalmente perdido 
- Casa clandestina ao lado do chefe da PIDE 
- Casamento com boda 
- Trabalho de formiga 
- Cunhal manda formar ‘especialistas’ na União Soviética 

Capítulo IX - ASSALTO AO PAIOL 
- Manuel Policarpo Guerreiro 
- Armando Ventura da Silva 
- O Paiol 

Capítulo X - CRIAR INFRA-ESTRUTURAS 
- O Paiol Central 
- Galiza e Manuela 
- Nina e José Morais 
- A casa do Sobreiro 

Capítulo XI - A SABOTAGEM DO COMBERLANT 
- Observar o objectivo 
- Manuel Santos Guerreiro 
- O grande susto 
- Jorge Trigo de Sousa 
- A Operação 

Capítulo XII - CONSOLIDAR A ORGANIZAÇÃO 
- Almendra 
- Do Vale de Lobos para Alcabideche 
- Organizar: um trabalho de filigrana 

Capítulo XIII - O NAVIO MUXIMA 

Capítulo XIV - ÚLTIMOS PREPARATIVOS ANTES DO INÍCIO DAS OPERAÇÕES 
- Credencial para Carlos Coutinho 
- ‘Vendíamos’ comunismo, um produto perigosíssimo 
- A chegada de Jaime Serra 

Capítulo XV - A OPERAÇÃO CURTO-CIRCUITO 
- Do ‘New York Times’ à Tabanca de Tassilina 
- Operação fracassada 
- Contra o Presidente fantoche 
- Mário Abrantes 
- Ângelo de Sousa volta à clandestinidade 

Capítulo XVI - A GRANDE PERSEGUIÇÃO 
- A cabeça a prémio 
- Saber da morte do pai pelo jornal 
- ‘Mandato de busca e apreensão’ a casa dos meus pais 
- A minha mãe decide interpelar a PIDE 
- Ver o Comité Central 
- Romeu 
- De revolucionário a bufo 
- Vésperas de prisões 
- Ordem de Prisão 
- A PIDE atrás do Eusébio 
- Prisão e… suicídio ? 
- Encontro com Francisco Miguel 
- Paragem nas acções armadas 

EPÍLOGO 
- O 25 de Abril de 1974 

ANEXOS: 
- Organigrama da ARAC
- Notas Biográficas 
- O contexto político da criação da ARA - Fim do tempo 


Preço: 37,50€; 

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