Portugal & História - Uma magnífica obra sobre a presença portuguesa nesta antiga província ultramarina da Ásia, através da história e biografia dos seus governadores ao longo dos séculos
‘GOVERNADORES DE MACAU’
De Jorge Santos Alves
Edição Livros Oriente
Lisboa 2013
Livro de capas duras, com 526 páginas, profusamente ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente.
De muito difícil localização.
Raro.
SINOPSE:
“Trata-se de uma obra que apresenta de forma ordenada cronologicamente, as biografias de todos os capitães-gerais, Governadores, encarregados de Governos, Governadores interinos e, ainda, conselhos de Governo, que assumiram nas suas mãos os destinos da administração portuguesa de Macau, desde o século XVII até ao final do século XX.”
“ ‘GOVERNADORES DE MACAU’ é uma obra de Paulo Jorge Sousa Pinto, António Martins do Vale, Teresa Lopes da Silva e Alfredo Gomes Dias, com coordenação de Jorge dos Santos Alves e António Vasconcelos de Saldanha, numa edição de 2013 da Livros do Oriente.
O título Governador de Macau, criado em 1623, era dado a um oficial do Império português para a protecção e gestão executiva do território colonial de Macau. Era nomeado pelo Chefe de Estado (rei ou Presidente da República) de Portugal. Ao longo da presença portuguesa existiram 110, a esmagadora maioria militares.
O posto foi substituído pelo cargo de Chefe do Executivo de Macau a 20 de Dezembro de 1999, após a transferência de soberania (e da administração) de Macau para a China. Antes da criação do título de Governador, Macau era administrado e governado directamente pelo Leal Senado, a primeira câmara municipal de Macau e o símbolo da autoridade local.
‘GOVERNADORES DE MACAU’ biografa todos os capitães-gerais, governadores, encarregados de governo, governadores interinos e, ainda, conselhos de Governo.
O livro começou a ser escrito em 1997 mas só ficou concluído no ano passado. Duas razões explicam este longo parto. Por um lado, explica o editor Rogério Beltrão Coelho, ‘atrasos de vária ordem, que se prenderam basicamente com a instabilidade editorial em Macau após a transferência, levaram a que só em 2013 – assinalando os 500 anos da chegada de Jorge Álvares à China – o livro Governadores de Macau saia do prelo, como é de tradição dizer-se’. Não por acaso, certamente, os dois momentos correspondem a duas fases do seu próprio financiamento: a primeira, relativa à investigação e à produção dos textos, contou com o apoio da Universidade de Macau, do Instituto Politécnico de Macau e da anterior Fundação Macau; já a segunda, relativa à produção editorial e gráfica de GOVERNADORES DE MACAU’ teve o patrocínio da Fundação Jorge Álvares, Fundação Casa de Macau e Banco Nacional Ultramarino (Macau) )atraso teve uma outra consequência: os textos estão escritos no português anterior ao acordo ortográfico). Mas Beltrão Coelho também reconhece que ‘foi de todo prudente deixar que o tempo oferecesse o distanciamento que o saber histórico aconselha’. Até porque se o trabalho de investigação e de redacção até ao penúltimo governador estava concluído no início de 2000, ‘impunha-se algum distanciamento temporal relativamente ao consulado do governador que protagonizou o processo de transição e a transferência da administração para a China. Todos os governadores (em sentido lacto) deixaram em Macau uma marca (nuns casos muito suave, noutros muito profunda) do seu empenhamento e capacidade.
Porém, a História determinou que fosse o último governador a concluir projectos e estruturas novos ou herdados dos seus antecessores. As condições financeiras permitiram, em menos de dez anos, atingir metas e concretizar objectivos de forma a transferir para a República Popular da China uma Macau rica em infra-estruturas e preparada para entrar no século XXI. Por estas razões, o texto sobre este último governo resultou mais extenso do que a maioria dos anteriores’. O editor garante que ‘ao longo das cinco centenas de páginas desta obra, desfilam, ordenadas cronologicamente, as biografias de todos os capitães-gerais, governadores, encarregados de governo, governadores interinos e, ainda, conselhos de Governo, que assumiram nas suas mãos os destinos da administração portuguesa de Macau, desde o século XVII até ao final do século XX’, mas esclarece que ‘não é uma História de Macau, mas apresenta-se como um esforço de síntese de uma realidade histórica complexa como é a de Macau, onde se cruzam os tempos e os ritmos das mutações que foram ocorrendo na China, em Portugal e no seu Império, e mais globalmente na Ásia Oriental’, prometendo uma ‘uma interpretação globalizante de uma realidade social que se foi formando e desenvolvendo na península de Macau, no sul da China’. D. Francisco Mascarenhas (1623-1626) é o primeiro dos 155 biografados (...)”
Excerto de artigo da autoria de João Paulo Meneses - jornal ‘Ponto Final’ de 18.2.2013
Preço: 67,50€;

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