Portugal - Angola & Guerra do Ultramar -
‘EM ARMAS PELO SONHO DO IMPÉRIO’
Angola: o mito do império português desfeito por um ex-combatente
De António Carneiro Chaves
Edição Mayamba
Luanda 2014
Livro com 356 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização.
Muito Raro.
Da contracapa:
“ÁFRICA foi, desde tempos remotos, alvo de interesses e de cobiça, por parte de nações do continente Europeu.
De 1961 a 1974, os territórios africanos sob domínio de Portugal foram palco de combate e chão de morte para tantos que aí nasceram e para os que em Portugal continental foram arrancados, na flor da idade, às suas famílias e terras de origem, e enviados para a ‘guerra do Ultramar’. Morte de certa forma, também, para aqueles que regressaram irremediavelmente marcados pelo horror, incapacitados de uma reinserção normal no tecido social da Pátria pela qual foram obrigados a combater. Sobre este caiu um manto de indiferença, incompreensão e silêncio, conferindo-lhes, comodamente, uma espécie de não-existência. Numa escrita por vezes poética na descrição de paisagens e emoções, António Chaves procura, à luz de uma investigação histórica, a génese da explosão nacionalista, as políticas, os preconceitos raciais e sociais que desembocaram na guerra em que participou. Por entre o relato autobiográfico e o ensaio sobressaem as questões prementes da convivência entre a cultura africana e a europeia, tão diferentes entre si, revelando a impreparação, ou pelo menos a dificuldade, de uma parte compreender a outra.”
Glória de Sousa
AMBOS fomos personagens de uma guerra que ninguém queria, mas que era imprescindível e inevitável, dada a justeza das reivindicações dos povos de Angola e a inflexibilidade do Governo português.
Por isso o Antigo pegou em armas e lutou - quiçá contra as suas convicções, por um lado, e pelo amor da pátria, por outro - dilacerado pelas mesmas dolorosas contradições por que eu mesma passava ao desejar que os portugueses saíssem incólumes e, simultaneamente, não afrontassem os chamados ‘turras’, em cujas fileiras se contava um dos seres mais importantes da minha vida: o meu irmão.
Assim explico a relutância em ler a obra: tema em ferida, ainda aberta e na qual, quando assim é, não apetece mexer.
Mas a excelência do escritor e a história em comum eram imperativos incontornáveis e li-a. Não de um só folgo, porque as memórias obrigam a parar, mas com a delícia de quem, relembrando, descobre que, afinal, não dói tanto assim, há maneiras e maneiras de tomar o mundo nos braços. O António pega-lhe com doçura, mas determinação.”
Eduarda Correia
O Autor:
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Do ÍNDICE:
Dedicatória
PREFÁCIO
Parte I
INÍCIO DA VIDA MILITAR
- 1964 - Chamada ao serviço militar
- Apresentação no Quartel de Mafra
- O início da recruta
- Marchas finais
- Embarque para a Ilha de S. Miguel, Açores
- Recruta nos Açores
- Jantar de boases-vindas na Bateria de Artilharia em Pinta Delgada
- Armando Maçanita da Silva rumo ao Nambuangongo em 1961
- Salazar e os milionários
- Reacção dos movimentos pela Independência de Angola
- ‘Operação Viriato’
- Natureza e sociedade na Ilha de S. Miguel
- Acidente mortal no rio Douro
- Codeçoso e Negrões: ligação histórica
- Da Aldeia de Negrões à viagem de barco para Angola
- Embarque, 9 de Janeiro de 1965
- Notas de viagem
- Leituras a bordo
- Pisões: ponto de confluência e hospitalidade
- Primeira ligação de política
- Último dia da viagem marítima
Parte II
NORTE DE ANGOLA
- Desembarque em Luanda
- Luanda, 25 de Janeiro de 1965
- Caxito - Companhia de Caçadores 482
- Fazenda do Bim Jesus (2 de Abril de 1965)
- Uma Páscoa diferente
- Regresso ao Caxito
- Quadros da vida real no interior do quartel do Caxito
- Caxito às portas da guerra
- Alcides, o ‘impedido’ da Companhia 482
- De Luanda para Sá da Bandeira
- Instalação e correspondência
- A recruta em Sá da Bandeira
- Colocação em Vila Roçadas
- Memória inquietante
Parte III
RESENHA HISTÓRICA
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Parte IV
SUL DE ANGOLA
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Bibliografia
Preço: 77,50€;




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