quinta-feira, 22 de julho de 2021

Guerra do Ultramar & Moçambique - ‘IRMÃOS DE ARMAS’, de António Brito - Lisboa 2016 - Raro;






Guerra do Ultramar & Moçambique - A guerra transformou-os em matilha de caçadores, ninguém os treinou para viver em paz.....


‘IRMÃOS DE ARMAS’ 
De António Brito 
Edição Clube do autor
Lisboa 2016 


Livro com 388 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização.
Raro.


Sinopse: 
“Um grupo de rapazes de origens humildes, com vidas duras durante a infância e a juventude, alistam-se nos pára-quedistas durante a guerra do Ultramar. São mobilizados para Moçambique e, mais tarde, selecionados e enviados para o DONDO, perto da Beira, onde se organizaram para um tipo de guerra não convencional. Formam um grupo com aptidões especiais, capaz de viver no meio do inimigo, persegui-lo e destruí-lo onde ele se encontrar. Esse grupo, tem o nome de código Rolling Stones e durante meses actua em todo o norte e oeste de Moçambique, dentro e fora de fronteiras. Realizam acções de enorme violência que os transfiguram para sempre. O narrador da história é um dos rapazes, o protagonista, Alex Baldaia, a quem chamavam Príncipe por ler Maquiavel. 

Quando são desmobilizados e largados no mundo, estes rapazes sentem-se perdidos sem o poder das armas que os fez crescer, incapazes de organizar a sua vida num contexto de paz. Apenas as mulheres da sua vida permanecem ligadas a eles por laços de afecto e amor.“ 


Da contracapa: 
ESTA É A HISTÓRIA DOS ROLLING STONES, TREINADOS E ARMADOS PARA O COMBATE NA DLORESTA, ‘IRMÃOS DE ARMAS’, SOBREVIVERAM A MORTES E DESVARIOS. QUANDO OS DESMOBILIZARAM, LARGÁRAMO-NOS NO MUNDO, INCAPAZES DE SOBREVIVER SEM GUERRA. SÓ AS MULHERES DA SUA VIDA OS AMPARARAM NA ADVERSIDADE. 

TUDO COMEÇOU NO DONDO, MOÇAMBIQUE, EM SETEMBRO DE 1970. 

“Chamo-me Alex, Alex Baldaia, e comandei os Rolling Stones até à desmobilização. Decorreram décadas desde que passei o Bojador e na Guiné me alcunharam de Príncipe - o meu nome de guerra. Desconheço porque me deram esse nome. 
Talvez por me verem transportar na mochila com as rações de combate, o livro de Nicolau Maquiavel - sardinhas em tomate, feijão enlatado e intriga política - uma mistura explosiva a sacolejar nas costas. (...) 
Talvez porque em certas noites no acampamento, sob as estrelas, eu recordava aos soldados do pelotão as palavras de Florentino: 
‘A história é uma obra dos homens e não um conjunto de abstrações.’ 
E naquela época nós andávamos a fazer história. Oh, se andávamos!” 

“Uma história friccionada mas assente em vivências reais, minhas e de pessoas que conheci e com quem convivi, adornada por factos históricos mais ou menos conhecidos.“ 


O AUTOR: 
“ANTÓNIO BRITO nasceu entre as serras do Açor e do Caramulo, no concelho de Tábua, distrito de Coimbra. 

Aos dezoito anos, alistou-se na Força Aérea, nas Tropas Pára-quedistas. Mobilizado para a guerra em Moçambique, participou em algumas das mais importantes operações militares da Guerra Colonial. Com dezanove anos combatia em locais tão remotos como as florestas da serra Mapé, os pântanos do rio Rovuma, o planalto dos Macondes e o vale do rio Messalo. Em Moçambique, escreveu para jornais histórias de homens e de guerra. Depois da desmobilização licenciou-se em Direito, na Universidade Clássica. Durante anos foi director de empresas multinacionais, formador e consultor, até se estrear na ficção. 

Em 2007, publicou o romance ‘OLHOS DE CAÇADOR’, seguiu-se, em 2009, o romance ‘O CÉU NÃO PODE ESPERAR’. É também autor dos dois primeiros livros da série ‘SAGAL’: - ‘UM HERÓI FEITO EM ÁFRICA’ e ‘O PROFETA DO FIM’, ambos editados em 2012. 

‘IRMÃOS DE ARMAS’ comprova a sua extraordinária mestria narrativa e a sua arte de nos envolver numa trama que combina factos da história de Portugal com elementos romanescos.



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 

I - Heróis, diabos é loucos 
II - Sorvia a harmónica e o púcaro de aguardente 
III - Sobrevivia com penúrias e roupa amarrotada 
IV - Na alcofa da sopa levava a panela amolgada 
V - Tinha encontro com o destino e não sabia 
VI - Peregrino dos Rolling Stones 

Epílogo 


Preço: 32,50€; 

Ultramar & Colonialismo - ‘AS CAMPANHAS COLONIAIS DE PORTUGAL (1844-1941)’, de René Pélissier - Lisboa 2006 - Raro;








Ultramar & Colonialismo - Uma obra de grande profundidade sobre a consolidação do império colonial português, da autoria do estrangeiro que melhor conhece a história nacional nesta temática 


‘AS CAMPANHAS COLONIAIS DE PORTUGAL (1844-1941)’ 
De René Pélissier 
Editorial Estampa 
Lisboa 2006 


Livro com 448 páginas e ilustrado com mapas, em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa: 
“O Prof. RENÉ PÉLISSIER é um especialista na História Colonial de Portugal recente. Esta obra, escrita num estilo vivo, é fruto de quarenta anos de investigação e trabalho nessa área. 

Pela primeira vez, este livro revela a história global da conquista do enorme império colonial que Portugal  chegou a construir em África, na Índia e na Insulindia, a partir de 1844. Marcada por guerras quase permanentes no início do século XX, esta conquista durou até 1941. No seu apogeu, a extensão do império português foi proporcionalmente igual à do império francês. Como é que, sem dinheiro nem emigrantes numerosos, mas por meio de armas, este pequeno e pobre reino, que as grandes potências queriam desapossar, foi capaz de conseguir uma tal empresa? É o que nos conta está obra minuciosamente documentada. 

Assim que parte para a sua corrida imperial, o país regista logo de início uma série de humilhações militares... até ao dia em que a metralhadora se romena sua aliada indispensável e omnipresente. Em 1910 realizou já o essencial das suas conquistas. Se, em Moçambique, a guerra de 1914-1918 se transforma em pesadelo para Portugal, ela também lhe permite vencer em Angola uma batalha gigantesca. 

Abundante em informações, este livro magistral esclarece toda uma vertente de História quase desconhecida, cujas consequências não cessam de se repercutir no nosso mundo contemporâneo.“ 


OBRAS DO AUTOR:
01. - 'Los territorios españoles de Africa', Instituto de Estudios Africanos. Madrid, 1964;
02. - 'Études hispano-guinéennes', éditions Pélissier, Montamets, Orgeval (France), 1969;
03. - 'Les Guerres grises. Résistances et révoltes en Angola (1845-1941)', éditions Pélissier, Montamets, Orgeval (France), 1978;
04. - 'Le Naufrage des caravelles. Études sur la fin de l'empire portugais (1961-1975)', éditions Pélissier, Montamets, Orgeval (France), 1979;
05. - 'La colonie du Minotaure. Nationalismes et révoltes en Angola (1926-1961)', éditions Pélissier, Montamets, Orgeval (France), 1979;
06. - 'Du Sahara à Timor. 700 livres analysés (1980-1990) sur l'Afrique et l'Insulinde ex-ibériques', éditions Pélissier, Montamets, Orgeval (France), 1991;
07. - 'Explorar. Voyages en Angola et autres lieux incertains', éditions Pélissier, Montamets, Orgeval (France), 1979;
08. - 'Africana. Bibliographies sur l'Afrique luso-hispanophone (1800-1980)', éditions Pélissier, Montamets, Orgeval (France), 1981;
09. - 'Naissance du Mozambique. Résistances et révoltes anticoloniales (1854-1918)', éditions Pélissier, Montamets, Orgeval (France), 1984;
10. - Participation à la rédaction du livre 'L'Afrique sous domination coloniale 1880-1935', volume 7 de 'L'histoire générale de l'Afrique', publiée par l'Unesco, édition Présence africaine, 1987;
11. - 'Don Quichotte en Afrique. Voyages à la fin de l'Empire espagnol', éditions Pélissier, Montamets, Orgeval (France), 1992;
12. - 'Timor en guerre. Le crocodile et les Portugais (1847-1913)', éditions Pélissier, Montamets, Orgeval (France), 1996;
13. - 'Naissance de la Guiné. Portugais et Africains en Sénégambie (1841-1936)', éditions Pélissier, Montamets, Orgeval (France), 1996;
14. - 'Les campagnes coloniales du Portugal (1841-1941)', éditions Flammarion, département Pygmalion, Paris, 2004;
15. - 'Spanish Africa - Afrique Espagnole. Études sur la fin d'un Empire', éditions Pélissier, Orgeval, France 2005;
16. - 'Angola. Guinées. Mozambique. Sahara. Timor, etc. Une bibliographie internationale critique (1990-2005)', éditions Pélissier, Montamets, Orgeval (France), 2006;
17. - 'Portugais et Espagnols en 'Océanie' - Deux empires: confins et contrastes', éditions Pélissier, Montamets, Orgeval (France), 2010;



Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 


1. BOLSA VAZIA E DENTES CERRADOS: O DESPERTAR DOS FIDALGOS 
- Um país fraco mas orgulhoso 
- Uma Marinha diminuída 
- Um Exército duvidoso, depois reforçado 

2. ENTRE A IMPOTÊNCIA E O RENASCIMENTO 
- Uma topografia sonhadora 
- Um Cabo Verde calcinado e uma Guiné obstinada 
- A pérola do império e a sua sombra: São Tomé e dependências 
- Um Brasil de todas as dores: Angola 
- Escalas transformadas em colónia: Moçambique 
- O relicário oriental: a Índia 
- Às portas da China: Macau 
- A rentabilização dos cortadores de cabeças: Timor 
- Precoces, precárias e amargas conquistas: uma vista de conjunto 

3. O TEMPO DAS HUMILHAÇÕES 
- Uma guerra de opereta sob o olhar dos estrangeiros: Bissau (1844) 
- As guerras comerciais no Cassange: Angola (1850-1852) 
- A fútil e dispendiosa conquista do Kongo: Angola (1855-1969?) 
- Terceira guerra no Cassange, um ‘desastre’: Angola (1861-1862)
- A vitória de um senhor contra o Napoleão do Angoche: Moçambique (1861) 
- Bonga, o obre de Massangano ou a humilhação suprema dos portugueses na Zambézia (1867-1969) 
- Uma nova derrota portuguesa entre os cortadores de cabeças: Timor (1868) 
- A vitória dos cabo-verdianos em Cachéu: Guiné (1871) 
- Revolta e independência dos Dembos: Angola (1871-1872) 
- Um defensor afro-napolitano de Portugal no Duque de Bragança: Angola (1874) 
- O ‘desastre de Bolor’: Guiné (1878) 
- Fulas e portugueses em guerra: Guiné (1881) 
- Progressão portuguesa na Guiné (1882-1884) 
- Capitalistas aliados a um senhor ambicioso: esperanças na Zambézia 
- Primeira revolta do Humbe: Sul de Angola (1885) 
- Gouveia, o senhor conquistador a oeste da Zambézia (1886) 
- Novas vitórias contra os Fulas: Guiné (1886) 
- Duas vitórias portuguesas contra os sucessores de Bonga: Zambézia (1887-1888) 
- Duas derrotas portuguesas no distrito de Moçambique e na Zambézia (1888) 
- Duas campanhas fáceis em Angola e em Timor (1889) 
- Um apocalipse imaginário: a humilhação do Ultimatum britânico (1889-1890) 
- À espera do apocalipse: vitórias abortadas na Zambézia (1889-1890) 
- O enterro do ‘sonho cor-de-Rosa’ no Bié: Angola (1890) 
- A conquista do Bié: Angola (1890) 
- A bofetada de Mucequece: Zambézia (1890) 
- Sangrento revés português: Bissau (1891) 
- Segunda revolta do Humbe e primeiro revés no Cuamato: Sul de Angola (1891) 
- Revés em Mucequece: Zambézia (1891) 
- Novo revés português no Massangano: Zambézia (1891) 
- O fim do senhor Gouveia: Zambézia (1892) 
- Êxito de algumas operações de manutenção da ordem: Guiné, Angola, Timor (1892-1893) 
- Uma enorme confusão: a terceira guerra de Bissau (1893-1894) 
- O fundo do cálice: Lourenço Marques ameaçada (1894) 

4. O TEMPO DOS CENTURIÕES 
- Suspender a decadência: uma guerra terapêutica no sul de Moçambique (1895) 
- Três vitórias portuguesas no sul de Moçambique: Marracuene, Magul, Coolela (1895) 
- Apoteose no sul de Moçambique: Chaimite (1895) 
- Na Oceânia, uma conquista que acaba mal: um massacre em Timor (1895) 
- Um motim é uma sublevação no Oriente: a Índia (1895-1896-1897) 
- A vingança de um governador implacável: Timor (1896) 
- Os centuriões recuam perante os Namarrais: norte de Moçambique (1896) 
- Derrota portuguesa na primeira guerra contra os Mandingas: Guiné (1897) 
- Regresso dos centuriões junto dos Namarrais: norte de Moçambique (1897) 
- O fim de Gaza militar: Sul de Moçambique (1897) 
- Terceira revolta do Humbe: Sul de Angola (1897-1898) 
- A conquista de Maganja da Costa: Zambézia (1898) 
- A grande campanha contra os Yaos: norte de Moçambique (1899) 
- Uma grande guerra ocultada contra Manufai: Timor (1900) 
- Em obscuros combates: Guiné (1902) 
- Contra o insuportável: o centro de Angola em guerra (1902) 
- Uma guerra para a glória no Barué: Zambézia (1902) 
- A guerra dos búfalos: Timor (1902) 
- A grande vitória dos Ovambos: Sul de Angola (1904) 
- A grande campanha da desforra contra os Ovambos: Sul de Angola (1907) 
- O início da reconquista dos Dembos: Angola (1907) 
- A guerra do fisco e o revés da quarta guerra de Bissau: Guiné (1908) 
- A conquista do Angoche: Moçambique (1910) 
- Um imperialismo regenerado e realista 

5. O TEMPO DAS LIQUIDAÇÕES 
- Endurecimento da conquista republicana 
- O fim do Cassange: Angola (1911) 
- O vermelho e o negro na Oceania ou como liquidar uma grande revolta: Timor (1912) 
- Um quarteto de vitórias portuguesas: Índia, Moçambique, Sul de Angola (1912) 
- A exterminação dos Namarrais: Moçambique (1913) 
- ‘Eu e Abdul’ ou a pacificação do Oio pelos mercenários: Guiné (1913) 
- A repressão da interminável revolta do Congo: Angola (1913-1915) 
- A pacificação em acção entre os Manjacos: Guiné (1914) 
- O arrasamento dos Balantas: Guiné (1914) 
- Naulila ou a derrocada de trinta anos  de esforços: Sul de Angola (1914) 
- A ‘libertação’ de Bissau e a ‘erradicação’ dos Papéis: Guiné (1915) 
- Môngua, o auge da conquista portuguesa: Sul de Angola (1915) 
- As revoltas continuam: Angola oriental (1916-1917) 
- O fundo do cálice, operações irrisórias: Moçambique (1916-1917) 
- A última grande revolta zanbeziana ou o triunfo dos mercenários: Moçambique (1917-1918) 
- Um Junker no inferno: Norte de Moçambique (1917-1918) 
- Uma explosão contra a exploração do Amboim-Seles e do Lobito: Angola (1916-1917) 
- Requiem pelos Dembos do Sul: Angola (1918-1919) 
- Os últimos alentos da guerra: Guiné (1919), Nordeste de Angola (1920-1926) 
- Canhambaque ou a última ilha insubmissa: Guiné (1925, 1935-1936) 
- A perseguição aos Cuvales ou a aviação contra os ladrões de bois: Sul de Angola (1940-1941) 
- Para não concluir 


ANEXOS 
Glossário 
Orientação bibliográfica 
Índice remissivo 
Índice dos mapas e créditos 


Preço: 37,50€; 

Angola & Literatura - 'NÃO ADIANTA CHORAR (Contos coloniais)', de Alfredo Bobela-Motta - Luanda 1979 - Muito raro;






Angola & Literatura - Obra literária de um escritor de ascendência portuguesa e adopção angolana, localizados nos inícios do século passado em plena colonização 


'NÃO ADIANTA CHORAR (Contos coloniais)' 
De Alfredo Bobela-Motta 
Edição UEA (União dos Escritores Angolanos) 
Luanda 1979 


Livro com 150 páginas e em bom estado de conservação. Algum desgaste nas capas. 
De muito difícil localização.
Muito raro.


Da contracapa e biografia:
"A. BOBELA-MOTTA chegou em 1924 a Angola para, durante onze anos chefiar o remoto posto da Baía dos Tigres, iniciando uma carreira administrativa que terminaria dezasseis anos depois com o seu regresso a Portugal em 1940. De Portugal, onde frequentou meios literários e progressistas e publicou o seu livro de poesia 'DESAGUISADOS' (1948), regressou a Angola em 1950, para ali se dedicar a uma imensa actividade literária e cultural, que acabou por o levar ao jornalismo profissional. Foi um dos dirigentes da Sociedade Cultural de Angola, extinta pelo Governador-Geral S. S. Marques em 1965, chefiou a redacção do 'ABC' de Machado Saldanha, fundou e dirigiu o semanário 'SUL' em Moçâmedes, e foi redactor principal de 'O COMÉRCIO' em 1971. 

Tem imensa colaboração na Rádio e em quase todos os jornais e outras publicações de Angola. Ficaram memoráveis as suas intervenções em polémicas históricas e literárias, designadamente as relativas ao livro 'ANGOLA DO MEU CORAÇÃO' de João Falcato ('ABC', 1962), ao I ENCONTRO DE ESCRITORES DE ANGOLA ('ABC', 1962) e à topónima arqueológica da Costa do Sul de Angola, que originou o seu opúsculo 'MANGAS TROCADAS' (1962).

Manifestando-se sempre profundamente antifascista e apoiando o nacionalismo angolano, depois do julgamento dos poetas angolanos António Jacinto, Luandino Vieira e António Cardoso (14 anos de Tarrafal), do primeiro dos quais foi testemunha de defesa, foi preso pela PIDE, em Luanda, e encarcerado 'punitivamente' durante cem dias, e, em 1965, depois de se ter organizado um inquérito-farsa para justificar a sua expulsão e a dos advogados Eugénio Ferreira e Antero de Abreu, de Angola (acusados de intervenções variadas na atribuição de prémios literários ao escritor Luandino Vieira) - expulsão que não se consumou por a ela se ter oposto o Conselho Económico e Social de Angola - foi forçado pela PIDE a abandonar o jornalismo profissional. 

Continuou, no entanto, a colaborar na imprensa com o pseudónimo de Luís Vilela, produzindo centenas de crónicas, algumas das quais foram coligidas num livro a que deu o título 'LETRAS DESCONTADAS', que, por estranha coincidência foi lançado no dia 25 de Abril de 1974. 

A queda do fascismo, lançou A. Bobela-Motta em intensa actividade política. Fez parte do primeiro directório do Movimento Democrático de Angola, que se fundou naquela altura. Foi o autor do Relatório daquele Movimento, publicado pela África Editora com o título 'MASSACRES DE LUANDA'.

É membro fundador da União dos Escritores de Angola." 



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO - De Manuel Ferreira 
'A COISIFICAÇÃO COLECTIVA DO HOMEM NEGRO' 


NÃO ADIANTA CHORAR 
(Quissama, 1939) 
I - MUXIMA 
- Firmino Alberto 
- Zé Bento 
- Maria Paula 
II - CUANZA 
- Paola 
- Farmácias 
- Polo dia Dibulu 

O MIÚDO 
(Andulo, 1936) 

CONTRATO 
(Baía dos Tigres, 1935) 

LADRÕES DE GADO 

CONFLITOS DE JURISDIÇÃO 
(Porto Alexndre, 1929) 

HONESTIDADE 
(Gambos, 1925) 


Preço: 32,50€; 

sábado, 17 de julho de 2021

Ultramar & Estado novo - 'O BANDO DE ARGEL - RESPONSABILIDADES NA DESCOLONIZAÇÃO', de Patricia McGowan - Lisboa 1979 - MUITO RARO;





Portugal - PREC & Descolonização - As divergências na oposição e nos guerrilheiros que lutaram contra a administração colonial portuguesa nas diversas colónias africanas 


'O BANDO DE ARGEL - RESPONSABILIDADES NA DESCOLONIZAÇÃO'
De Patricia McGowan
Editorial Intervenção
Lisboa 1979


Livro com 260 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização.
MUITO RARO. 


A autora, membro da oposição democrática ao regime de Salazar e Marcello Caetano, recolheu informações sobre as divergências entre a oposição portuguesa e mesmo entre os líderes dos diversos movimentos guerrilheiros de Angola e Moçambique e Guiné. 


Da contracapa: 
“Patrícia McGowan Pinheiro, co-autora, cm Peter Flyer, de ‘OLDEST ALLY: A PORTRAIT OF SALAZAR’S PORTUGAL’ (Dobson, Londres, 1961), traduzido para francês, espanhol e checo, filha de pai português e mãe britânica, participou nos movimentos de oposição ao regime desde os 17 anos de idade. Além de entrar como voluntária no exército britânico durante a segunda guerra mundial, filiou-se no Partido Comunista Inglês do qual se tornou dissidente depois da revolta da Hungria, em 1956, esmagada pelos tanques soviéticos. 

De 1962 a 1966 viveu na Argélia onde foi redactora do jornal argelino ‘RÉVOLUTION AFRICAINE’. 

Traduziu para inglês ‘QUANDO OS LOBOS UIVAM’ de Aquilino Ribeiro e ‘OS MAIAS’ de Eça de Queirós. Foi-lhe proibida a entrada em Portugal de 1961 a 1971. Cursou Direito na Universidade de Liverpool e McGill University, Montreal. 

É licenciada em Ciências de Educação e Gestão de Empresas pela Universidade de Londres. Vive em Portugal desde Julho de 1974.“ 



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO 
Chave de Abreviaturas 
Documentos citados 


Primeira Parte: AS ORIGENS DO BANDO 
1. - Conspiração comunista? 
2. - O complot de Marrocos 
3. - Piteira Santos inicia o seu consulado 
4. - As prepotências do bando 
5. - As dissidências começam 

Segunda Parte: DELGADO EM ARGEL 
6. - Uma suspeita legítima 
7. - Os problemas políticos de Cunhal 
8. - A chegada de Delgado 
9. - A guerra 

Terceira Parte: OS MESES DO FIM 
10. - A Frente Portuguesa 
11. - Ben Bella aposta no bando 
12. - O desaparecimento de Delgado 
13. - O bando desmascarado 
14. - As prisões dos portugueses 

Quarta Parte: UM COMENTÁRIO ESQUECIDO 
15. - A oposição portuguesa depois da morte de Delgado 

Quinta Parte: O INÍCIO DA ‘DESCOLONIZAÇÃO EXEMPLAR’ 
Os interesses dos pró-soviéticos 
16. - Os falsos anti-colonialistas 
17. - O MPLA e a sua guerrilha de fachada 
18. - A OUA reconhece a FNLA de Holden Roberto 


Preço: €42,50; 

Angola & Guerra Civil - ‘O LEÃO VERMELHO - Memórias de um combatente’, de Pedro Arregui - Lisboa 2014 - Muito Raro;






Angola & Guerra Civil - O relato verídico de um militar cubano, voluntário à força no teatro de guerra angolano, quando o contigente de Cuba ali chegou em 1975 para ajudar o MPLA a derrotar a UNITA 


‘O LEÃO VERMELHO - Memórias de um combatente’ 
De Pedro Arregui 
Edição Cavalo de Ferro 
Lisboa 2014 


Livro com 176 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.


Sobre o livro: 
“Estava tudo em silêncio. Soldados caminhavam apressados de um lado para o outro. Um mapa gigante de Angola projectado num ecrã de cinema no fundo do palco prendia a nossa atenção. Depois de vários minutos sentados, fez a sua entrada o comandante-chefe Fidel Castro. A sala levantou-se ovacionando-o e aplaudindo até que nos pediu que nos sentássemos. Iniciou uma longa exposição sobre aquela que o Estado-Maior baptizou com o nome de ‘Operação Carlota’, outorgado em honra de uma escrava que se sublevou contra o colonialismo espanhol na região de Matanzas (...). Mas o esgotamento físico dos presentes, depois de tantos dias de tensão e de quase ausência de sono, começou a fazer estragos nas tropas. Por esse motivo, não me causou estranheza observar como, ao olhar em volta, boa parte dos presentes não ouvia o discurso. Estavam a dormir nos seus lugares! Talvez alguns dos adormecidos tivessem aberto nem que fosse um olho quando, quase no final da sua intervenção, o máximo líder disse: 
Esperamos desembarcar em Angola e expulsar o inimigo.“ 


Da contracapa: 
“Certa madrugada, os motores pararam. Aproximámo-nos da escotilha e conseguimos vislumbrar, à distância, as luzes de uma cidade. Não restavam dúvidas. Aquilo que estávamos a ver era Luanda. Entregáramo-nos as mochilas e os fuzis e mandaram-nos vestir os uniformes. Ao amanhecer, avistava-se a costa. No dia 27 de Novembro, o navio ‘Vietname Heróico’ atracava no cais. (...).” 


“Em finais de 1975, Fidel Castro decide intervir em larga escala na guerra civil que alastra em Angola e ordena o envio maciço de tropas cubanas para esse país de África, naquela que designou como ‘Operação Carlota’. Em Novembro desse ano, desembarca em Luanda o primeiro regimento cubano de artilharia, formado por militares reservistas.

Este livro, intenso e raro testemunho pessoal, relata em primeira mão a crónica dos primeiros anos dessa intervenção militar, que se prolongou no tempo, envolvendo não apenas soldados, mas engenheiros, médicos e professores.“ 


O AUTOR: 
“PEDRO AREGUI nasceu em 1948 em Nueva Gerona, ilha da juventude, Cuba, onde transcorreu a sua adolescência. Mecânico de profissão, integrou o primeiro contigente militar cubano que participou na guerra civil de Angola, operação militar desse país caribenho em África que ficou conhecida pelo nome de ‘Operação Carlota’.

Vive actualmente em Espanha, dedicando-se à escrita.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
Nota do autor 
PRÓLOGO 

PREPARAÇÃO E CHEGADA A ÁFRICA 

II 
FRENTE SUL: OS CADÁVERES INSEPULTOS 

III 
FRENTE LESTE: TERRA DE FOME E DE MORTE 

IV 
REGRESSO INFERNAL E CHEGADA TRIUNFAL 


Preço: 52,50€;

Angola & Descolonização - ‘O PAÍS FANTASMA’, de Vasco Luís Curado - Lisboa 2015;





Portugal - Ultramar & Descolonização - A odisseia de duas famílias em Angola entre os massacres de 1961 e a ponte aérea de 1975 


‘O PAÍS FANTASMA’ 
De Vasco Luís Curado 
Edição Dom Quixote 
Lisboa 2015 


Livro com 502 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa: 
“O PAÍS FANTASMA 
O alferes Capelo está a cumprir o serviço militar em Angola quando se dá o massacre de centenas de brancos em povoações isoladas do Norte; é por isso chamado a participar na primeira resposta militar contra os rebeldes e acaba por fazer duas comissões na Guerra Colonial e já não regressar à metrópole, casando-se e tornando-se proprietário de plantações de Café. Na mesma altura, Mateus, funcionário público e amante da poesia e do xadrez, é iniciado em Moçâmedes nas relações de poder entre colonos e colonizados, assistindo à prisão e tortura de rebeldes e guerrilheiros; manda vir a família e instala-se na Gabela, cruzando-se com Capelo, já desmobilizado, ambos desconhecendo que assistem aos últimos estertores do Império. Na verdade, o 25 de Abril muda tudo: o Governo de Lisboa prepara a independência das colónias e, na Gabela, as atenções dividem-se entre o MPLA e a FNLA, a que pertence a filha mais velha de Mateus, que namora uma rapaz oportunista que se faz passar por herói da independência. 

Quando rebenta a guerra civil, a população branca aflui aos portos e aeroportos e aproveita-se o caos para fazer ajustes de contas pessoais. Mateus e a família são agora refugiados que aguardam embarque na maior ponte aérea civil alguma vez realizada entre dois continentes e chegam a Lisboa com milhares de outros desalojados em pleno PREC. 


‘O PAÍS FANTASMA’ é um romance sobre o fim do período colonial, com descrições impressionantes da violência recíproca que moldou Angola antes, durante e depois da guerra, é o relato de como muitas famílias testemunharam, da pior maneira, o fim de um ciclo que durou mais de quinhentos anos.“ 


O AUTOR: 
“VASCO LUÍS CURADO nasceu em 1971. 
Publicou um livro de contos, ‘A CASA DA LOUCURA’, a Novela ‘O SENHOR AMBÍGUO’ e os romances ‘A VIDA VERDADEIRA’ e ‘GARE DO ORIENTE’, este último finalista do Prémio Leya. 

Psicólogo clínico de formação, pelo ISPA, publicou uma tese de mestrado na área da psicopatologia,
intitulada, ‘SONHO, DELÍRIO E LINGUAGEM’.“ 



Do ÍNDICE: 

Luanda e Uíge, 1961 
Moçâmedes, 1956-1961 
Uíge, 1961-1964 
Gabela, 1964-1974 
Gabela e Luanda, 1975 
Malange, 1975 
Nova Lisboa, 1975 
Lisboa, 1975 

EPÍLOGO 


Preço: 17,50€; 

Portugal & Estado Novo - ‘OS SINDICATOS E O SALAZARISMO’, de José Pedro Castanheira - Lisboa 1983 - Muito Raro;





Portugal & Estado Novo - A história do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas entre 1910 e 1969 


‘OS SINDICATOS E O SALAZARISMO’ 
De José Pedro Castanheira 
Edição Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas 
Lisboa 1983 


Livro com 442 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.


Da contracapa: 
“O essencial da história do sindicalismo português no último meio século passa pela classe bancária, e designadamente pelo Sindicato do Sul e Ilhas. Este livro prova-o, de forma irrefutável, no que respeita ao período salazarista. 

Primeiro sindicato corporativo a ser constituído no continente, em 14 de Dezembro de 1933, o Sindicato Nacional dos Empregados Bancários do distrito de Lisboa é um organismo de vanguarda do Estado Novo. Líder indiscutível do sindicalismo corporativo, ocupa um lugar de relevo dentro do próprio regime. 

A sua história é paralela ao percurso político do fascismo: a implantação do corporativismo, repressão do movimento operário, a guerra civil de Espanha, a segunda guerra mundial, a esperança de uma ruptura democrática, a decadência dos anos 50, a guerra colonial, o aumento da contestação, o advento do marcelismo. 

Na classe bancária, a era corporativa coincide com a longa passagem de Salazar pelo poder: nasce com a ascensão do ditador à presidência do Conselho, e morre com a fatídica ‘queda da cadeira’. A história do sindicato acaba, assim, por ser a narração, feita de um ângulo muito especial (até agora inédito), do salazarismo. 

Quando Marcelo Caetano sobe ao poder, já os bancários romperam com o corporativismo e se preparam para ocupar, de novo um lugar de vanguarda - desta feita, porém, na luta contra o próprio regime. 

O autor do trabalho é o jornalista José Pedro Castanheira. Com 31 anos de idade, é redactor do semanário ‘O JORNAL’ e tem-se especializado na informação sobre a área laboral e sindical. 

A Edição é do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas e insere-se nas comemorações do cinquentenário do Sindicato e dos 72 anos do associativismo bancário.“ 



Do ÍNDICE: 

Apresentação 
INTRODUÇÃO 
- Uma forma especial de viver o salazarismo 

DA REVOLUÇÃO DE 5 DE OUTUBRO AO ESTATUTO DO TRABALHO NACIONAL 
(1910-1933) 

VIDA E MORTE DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DOS EMPREGADOS BANCÁRIOS 

OS PRIMEIROS PASSOS DO SINDICATO NACIONAL DOS EMPREGADOS BANCÁRIOS DO DISTRITO DE LISBOA 

A GERÊNCIA DE JAYME FERREIRA (1934-1939) 
O corporativismo de raiz fascista 
- Um presidente que encarna o sindicato 
- Vanguarda do Estado Novo 
- Da rua Augusta à rua da Palma 
- Soldado de um regimento chefiado por Salazar 
- CCT: o sonho transforma-se em pesadelo 
- Vítima de si próprio e da democracia 
PERÍODO DE PEREIRA FERRAZ (1939-1951) 
O corporativismo de inspiração católica 
- Líder incontestado de uma equipa homogénea 
- O arrumar da casa 
- Casa do bancário: um projecto de longo prazo 
- Pioneiro do abone de família 
- Um contrato colectivo por ano 
- Uma Federação bancária sem o apoio do maior sindicato 
- Uma ala trabalhista dentro do regime 
- Os caminhos (impossíveis) da congestão 
- 13 anos depois, a demissão 
OLIVEIRA MARTINS E RAFAEL SOARES (1951-1957) 
Ingerência do governo no sindicato 
- A gestão dos negócios correntes 
- A casa... do banqueiro 
- Serviços clínicos correm sobre rodas 
- Nas mãos do grémio 
- Perda da liderança 
- Derrotas dos herdeiros da solução administrativa 
A DIRECÇÃO DE ARROBAS DA SILVA (1957-1965) 
O princípio do fim do corporativismo 
- O advogado-sindicalista 
- A sede começa a ser pequena 
- A caminho dos dez mil sócios 
- A explosão dos serviços clínicos 
- A anexação da Índia e a guerra colonial 
- Mais meia hora de trabalho 
- À procura de uma direcção 
O TRIÉNIO DE RUI PIMENTEL (1966-1968) 
Uma fase de transição 
- Uma solução de compromisso 
- Oito mil contos de receita 
- Projectos adiados 
- Os sindicatos não se entendem 
- O fim da era corporativa 

ANEXOS 
- A Assembleia Geral da ruptura 
- Acta n. 1 da APEB 
- Estatutos da APEB 
- ‘Sessão inaugural’ no Teatro de S. Carlos 
- Estatuto do Sindicato Nacional dos Empregados Bancários do distrito de Lisboa 
- ‘Veteranos’ 
- ‘A hora chegou’ 
- Mensagem a Salazar 
- Salazar eleito sócio honorário do Sindicato 
- ‘A democracia social cristã triunfa na Europa’ 
- ‘Caderno reivindicativo’ 
- Pelo bem comum 
- Lista dos Corpos Gerentes do Sindicato 
- Relação das Assembleias Gerais do Sindicato 
- Lista dos contratos colectivos de trabalho 
- Tabelas salariais dos CCT’s 
- Evolução do número de sócios do Sindicato 
- Evolução das receitas do Sindicato 
- Relação percentual Receitas / Quotização 

Glossário de abreviaturas 
Bibliografia essencial 


Preço: 27,50€; 

Portugal & PREC - ‘SALÁRIO PARA UM PRESIDENTE’, de Henrique de Sousa e Melo - Montijo 1975 - MUITO RARO;







Portugal & PREC - Inspirado em personagens e acontecimentos autênticos da vida portuguesa da época revolucionária nos anos de 1974/75 


‘SALÁRIO PARA UM PRESIDENTE’ 
De Henrique de Sousa e Melo 
Edição Agência Portuguesa de Revistas 
Montijo 1975 


Livro com 144 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito, muito difícil localização. 
MUITO, MUITO RARO.


Da contracapa: 
“Os jornais de 29 de Setembro de 1974, abordando com larga soma de testemunhos e fotografias, notícias e comentários, os acontecimentos da véspera, não deram grande relevo a uma tentativa de assassínio que passou, por esse facto, quase despercebida - embora as vítimas fossem, nada mais, nada menos, do que o Chefe do Estado e o Primeiro-ministro.

Num simples título a três colunas, dizia o ‘DIÁRIO DE NOTÍCIAS’: 
- ‘PREPARAVAM-SE PARA ASSASSINAR O CHEFE DE ESTADO E O PRIMEIRO-MINISTRO SETE INDIVÍDUOS PRESOS NA CALÇADA DA ESTRELA’

E acrescenta a notícia em sub-título: 
- ‘Conseguiu fugir o atirador que dispararia uma espingarda com alça telescópica’ 

Nunca chegou a ser revelada a identidade dos sete indivíduos presos e menos ainda a do atirador em fuga. Para aumentar o mistério de tudo quanto a notícia revelava, lia-se ainda a certa altura: 
- ‘Veio a apurar-se que do grupo fazia parte mais um indivíduo, precisamente o que dispararia essa espingarda em momento próprio, talvez quando decorresse a manifestação em Belém que viria a ser cancelada e no decorrer da qual se planeava por igual o assassínio do General Spínola e, porventura, de outras destacadas figuras.’ 

Segundo a mesma notícia, num prédio próximo da residência oficial do primeiro-ministro, que era ao tempo Vasco Gonçalves, teria sido descoberto armamento numa operação-surpresa dos fuzileiros encarregados da segurança do palacete na Rua da Imprensa à Estrela... 
Ano e meio decorrido sobre estes acontecimentos, Henrique de Sousa e Melo debruça-se sobre eles e, com a força poderosa da sua imaginação, apoiada por elementos até hoje nunca revelados, desenrola a longa teia da tenebrosa conspiração, incidindo sobre ela a luz forte de uma apaixonante lucidez.“ 


Preço: 27,50€; 

Angola & Guerra do Ultramar - ‘CRÓNICAS DE UM CIDADÃO COMUM’, de Augusto Martins - Porto 2007 - Raro;






Angola & Guerra do Ultramar - Relatos de diversos acontecimentos e vivências do autor, da passagem por África na guerra e a sua vida profissional em Portugal 


‘CRÓNICAS DE UM CIDADÃO COMUM’ 
De Augusto Martins 
Papiro Editora 
Porto 2007 


Livro com 78 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa: 
“Estas crónicas têm apenas a pretensão de narrar episódios, de uma forma aleatória, que aconteceram ao longo da vida deste cidadão. Não têm a finalidade de serem as suas memórias, mas apenas de apresentar, romanceando, os mais interessantes episódios e peripécias da sua vida atribulada.“ 


O AUTOR: 
“AUGUSTO FARELO MARTINS
Nascido na Vila do Torrão do Alentejo, concelho de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, em 18 de Julho de 1952. Nativo de Caranguejo. 

Desde muito novo que vive na zona de Lisboa. Depois de passar por Lousa, Odivelas e Olivais do Sul, acabou por se radicar  na bonita cidade de Setúbal.

Cumpriu o serviço militar em Angola como 1.* cabo de engenharia.

Tem o 9.* ano de escolaridade e tirou vários cursos: informática, vendas, assessoria, Primeiros Socorros da Cruz Vermelha e Escrita Criativa.“ 



O ÍNDICE: 

Nota prévia 

Capítulo 1 
DÉCADA DE 50 

Capítulo 2 
DÉCADA DE 60 

Capítulo 3 
A FASE ADULTA - 1966 

Capítulo 4 
ANGOLA 
- 1968 

Capítulo 5 
1969 
- Junho 

Capítulo 6 
REGRESSO À VIDA CIVIL 
- 1969 

Capítulo 7 
1972 
- 1974 
- 1975 
- Década de 1980 

Capítulo 8 
VIAGENS 

Capítulo 9 
VIDA ARTÍSTICA 
- Telenovela ‘O Misterioso Dr. Cornélius’ 
- Telenovela ‘Vidas de Sal’ 
- Telenovela ‘Filhos do Vento’ 
- Uma noite se sonho 
- Filme ‘Non ou a Vã Glória de Mandar’ 


Preço: 22,50€; 

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Guerra do Ultramar - ‘OS FUZILEIROS - Em África (1961-1974)’, de John P. Cann - Lisboa 2018 - Raro;















Guerra do Ultramar - Uma análise do papel e da actividade desenvolvida pelo corpo de fuzileiros portugueses no conflito africano nas antigas províncias ultramarinas de Angola, Guiné e Moçambique 


‘OS FUZILEIROS - Em África (1961-1974)’ 
De John P. Cann 
Edição Tribuna 
Lisboa 2018 


Livro com 142 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


SINOPSE: 
“Este livro trata da atuação dos Fuzileiros Portugueses, um corpo militar com quase quatro séculos de tradição, criado em 1621 com o Terço da Armada, reorganizado como Brigada Real de Marinha em 1797, depois Regimento da Armada, Batalhão Naval, Brigada da Guarda Naval, etc., até ser dissolvido em 1926. Em 1961 este corpo foi novamente reativado, com elementos da Marinha enviados a treinar nas Marinhas Francesa e Britânica e com a criação da Escola de Fuzileiros no Vale de Zebro. O primeiro destacamento de Fuzileiros Especiais (o DFE 1) é enviado em outubro de 1961 para Angola. Durante 13 anos de guerra, 12 500 fuzileiros combateram no designado Ultramar e 154 deixaram as suas vidas em África, 74 em combate. O heroísmo dos Fuzileiros foi lembrado com a entrega de quatro ordens da Torre e Espada, 12 medalhas de Valor Militar com Palma, 156 Cruzes de Guerra e 49 medalhas de Serviços Distintos com Palma.” 


Da contracapa: 
“Entre 1961 e 1974 Portugal envolveu-se numa luta para manter as suas possessões africanas, que se estendiam ao longo de milhares de quilómetros nas costas ocidentais e orientais do continente africano, numa das maiores frentes de combate da história moderna, um esforço colossal para um pequeno país europeu com recursos económicos limitados e uma população relativamente pequena.

As táticas militares de contenção das actividades de insurreição requerem, pela própria natureza do conflito, qualidades específicas das forças de intervenção militar, com substâncias meios humanos de atuação em acções de proximidade, intensamente treinados, motivados, que se querem de reputação temida pelo inimigo. Em suma, verdadeiras tropas de elite. Para esse fim o Exército Português criou as unidades de infantaria ligeira ditas de Comandos, aptas a operarem decidida e eficazmente em territórios inóspitos; a Força Aérea criou os Pára-quedistas, para actuações pontuais acompanhadas por helicópteros e apoio aéreo próximo, e a Marinha criou os Fuzileiros Navais e Especiais, para actuação nos rios e águas interiores africanos, bem como nas zonas de delimitação e vias de comunicação indispensáveis nos vastos territórios africanos. 

Este livro trata da atuação dos Fuzileiros Portugueses, um corpo militar com quase quatro séculos de tradição, criado em 1621 com o Terço da Armada, reorganizado como Brigada Real de Marinha em 1797, depois Regimento da Armada, Batalhão Naval, Brigada da Guarda Naval, etc, até ser dissolvido em 1926. No seguimento dos acontecimentos no Congo Belga em finais da década de 1950 e por empenhamento do Almirante Reboredo , em 1961 este corpo foi novamente reativado, com elementos da Marinha enviados a treinar nas Marinhas Francesa e Britânica e com a criação da Escola de Fuzileiros no Vale de Zebro. O primeiro Destacamento de Fuzileiros Especiais (o DFE I) é enviado em Outubro de 1961 para Angola. Os Fuzileiros foram submetidos a um dos mais longos e fisicamente exigentes treinos de infantaria do mundo, com uma duração de quarenta e duas semanas, uma percentagem de 15% a 35% de sucesso e a obtenção da desejada boina azul. Quando destacados em África, eram ainda submetidos a um período de aclimatação de semanas, que os preparava para o desconfortável clima húmido das matas fluviais e para poderem operar com destreza e imprevisível surpresa nas águas e nos lados dos rios e cursos de água interiores da Guiné, de Angola e de Moçambique. 

As unidades de Fuzileiros, dispersos pelos rios, lagos e mares estreitos da África portuguesa, sujeitas às dificuldades do isolamento nos mangais, vivendo nos espaços exíguos dos navios-patrulha e nas lanchas de desembarque e patrulhando incessantemente nos seus zodiaques de borracha, lutaram numa nobre missão que hoje é pouco conhecida ou lembrada. Para eles, a guerra não foi perdida no campo de batalha. Durante 13 anos de guerra, 12.500 fuzileiros combateram no designado Ultramar e 154 deixaram as suas vidas em África, 74 em combate. O heroísmo dos fuzileiros foi lembrado coma entrega de quatro ordens da Torre e Espada, 12 medalhas de Valor Militar com Palma, 156 Cruzes de Guerra e 49 medalhas de Serviços Distintos com Palma.“ 


O AUTOR - John P. Cann 
“Capitão-de-mar-e-guerra Aviador da Marinha dos Estados Unidos da América na reforma, sendo actualmente professor de Assuntos de Segurança Nacional no Instituto Superior de Comando e Estado-Maior do Corpo de Fuzileiros dos EUA. Com grande interesse pelo estudo da guerra que Portugal manteve no então Ultramar, doutorou-se no King´s College de Londres, em 1996, com a tese 'Counterinsurgency in Africa, The Portuguese Way of War, 1961-1974'. Conta já com duas edições em português da sua tese, tendo a segunda sido apresentada na Academia de Marinha em 2005.” 



Do ÍNDICE: 

Glossário 
INTRODUÇÃO 


Capítulo I 
PARA ÁFRICA 
- O Planeamento da Guerra Naval 
- Operações 
- O Inimigo 
- Os fuzileiros 

Capítulo II 
O NORTE DE ANGOLA 
- Uma terra admirável 
- A chegada dos fuzileiros 
- Postos ao longo do rio Zaire 

Capítulo III 
OS RIOS DA GUINÉ 
- Um teatro complicado 
- PTO 
- O empenhamento naval 
- Os Fuzileiros deixam a sua marca 
- A operação ‘Tridente’ 
- Operações em 1965 
- 1966 e 1967 - A ascensão do PAIGC 
- 1968 e 1969 - Os anos da mudança 
- Os fuzileiros africanos 
- A caminho da ‘MAR VERDE’ 
- Os últimos anos 

Capítulo IV 
O NIASSA E O OCEANO ÍNDICO 
- O problema dos rebeldes 
- O empenhamento naval 
- Operações no Niassa 
- Operações no oceano Índico 

Capítulo V 
O LESTE DE ANGOLA 
- O problema dos rebeldes 
- Ação e reacção 
- Projecção da força naval 

Capítulo VI 
O PREÇO 


Bibliografia 
Agradecimentos 


Preço: 47,50;