quinta-feira, 19 de junho de 2025

Portugal - África & Memórias - ‘JOHNNY MAN: Lisboa - Porto - Luanda - Londres (1970 - 1975)’, de João Van Zeller - Porto 2024;



Portugal - África & Memórias - Memórias das múltiplas vivências do Autor por terras africanas e Portugal, além dos seus inúmeros contactos motivados por razões profissionais 


‘JOHNNY MAN: Lisboa - Porto - Luanda - Londres (1970 - 1975)’ 
De João Van Zeller 
Edições Afrontamento 
Porto, 2024 


Livro com 532 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente.


SINOPSE: 
“Este terceiro livro memorialista do autor é um relato rocambolesco de um promissor membro da juventude dourada portuguesa. A caminho das suas promoções profissionais, encontrou figuras literárias como Vladimir Nabokov, Jorge Amado, James Baldwin, artistas como Amália Rodrigues e Mary Martin, líderes políticos como os dos partidos de libertação, o Presidente da República do Zaire Mobutu Sese Seku, além de alguns dos protagonistas portugueses do 25 de Abril. 
O mundo bancário era representado pelo clã Espírito Santo. Mas também pelo segundo investidor em Angola, o First National City Bank, que ali fez uma grande injeção de capital pouco antes da Revolução de 1974, e que a perdeu. 
E do outro lado do Atlântico, o Secretário de Estado Henry Kissinger, com quem o autor também se encontrou, pouco se importava com o continente adormecido, comparado com o Vietname. 
Com humor e abundância de anedotas picantes e sensuais, João van Zeller oferece uma visão panorâmica da descolonização de Angola e da sociedade portuguesa. 
Relegado para o estrangeiro, lançou-se numa nova carreira internacional. Durante a sua vida profissional nos Bancos, o João observou: ‘A esmagadora maioria da gente abastada que encontrei em várias partes do Mundo nunca me pareceu feliz: a abundância parecia trazer obsessões doentias, securas, infelicidades, tudo bem antes de haver heranças’.”
Dennis Redmont, jornalista, antigo correspondente da Associated Press em Portugal, e depois responsável pela área do Mediterrâneo, baseado em Roma.


“Este livro cobre o período que decorreu entre 1970 e 1975, em três geografias distintas: Lisboa/Porto, Luanda e Londres, continuando assim a narrativa memorialista encetada pelo autor nos seus anteriores livros Johnny Boy e Young Johnny, publicados por esta editora em 2019 e 2021.

A Parte 1 aborda a sociedade portuguesa do tempo (num modelo que desapareceu a partir de 1975), destacando alguns dos principais protagonistas do mundo financeiro e industrial de Lisboa e do Porto entre 1970 e o início de 1973.

Angola é o assunto da Parte 2, no período crítico de 1973-75 que antecedeu a independência. E abordado numa óptica inédita, dada a posição que o autor ocupava como CEO de um Banco sediado em Luanda, que associava o então maior Banco do mundo, o Citibank, e o Banco Espírito Santo. As suas responsabilidades levaram João van Zeller a viver e testemunhar na primeira linha, e aqui relatar, o desastre que foi o desabar de uma sociedade e de uma economia que ninguém pôde ou quis evitar.

A Parte 3 do livro acompanha o autor no que resta de 1975. É uma saga entre os Estados Unidos e a Europa em busca de destino, seis meses em que se encontra com figuras internacionais de nomeada, e que terminam em Londres em grande incerteza. Finalmente, um grande Banco inglês oferece-lhe trabalho promissor, iniciando um período de vida mais sereno e de sucesso.”



O AUTOR: 
“João Guilherme Andresen van Zeller, nascido a 15 de Outubro de 1941, é natural do Porto, onde frequentou o ensino primário e secundário.
Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, tendo durante o curso trabalhado na Secção de Imprensa Estrangeira do Secretariado Nacional da Informação, até 1967. Nomeado em finais desse ano Chefe dos Serviços de Imprensa, Rádiodifusão e Televisão de Angola (CITA), após 1970 trabalhou 25 anos na banca, primeiro em Portugal e Angola até 1975, e depois em grandes bancos internacionais nos EUA, Reino Unido e Espanha.
Regressou a Portugal na primeira metade dos anos 90, após ter criado uma empresa de consultoria de gestão. Continuou ligado ao sector financeiro, envolveu-se com a fundação e desenvolvimento da TVI, tendo assumido entre 2004 e 2005 a Presidência da Confederação Portuguesa de Meios de Comunicação Social. Dedicou-se até 2009 a uma propriedade sua no Douro, no sector dos vinhos, integrando então o Conselho Consultivo dos Vinhos do Porto e Douro, e fazendo até hoje parte do Conselho de Fundadores do Museu do Douro. Continua a dedicar-se à gestão, a que acrescem projectos de solidariedade social.
Além de dezenas de artigos assinados em revistas e jornais nacionais e internacionais, as Edições Afrontamento publicaram três livros memorialistas seus.”


Preço: 47,50€; 

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