‘FICAVA EM ANGOLA E CHAMAVA-SE NOVA LISBOA’
De Inácio Rebelo de Andrade
Capa Francisco G. Amorim
Edição Colibri
Lisboa 2010
Livro com 206 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização.
MUITO RARO.
UMA ANÁLISE NO ‘JORNAL DAS CALDAS’:
“No seu 16º título Inácio Rebelo de Andrade (n.1935) retoma um tema anterior: ‘Quando o Huambo era Nova Lisboa’ de 1998. São 81 fotos comentadas com a cronologia e o glossário.
A partir da memória do clima (‘Não há céu como o do Huambo: tão azul, tão luminoso, tão belo!’) alcança o fundador da cidade em 1912: ‘Norton de Matos, visionário, criava uma cidade no meio do mato, criticado pela imprensa da época pelo arrojo e pela insensatez’.
Havia as ruas (‘A Avenida 5 de Outubro era a Avenida do Colete porque começou com casas de um só lado’) e o caminho de ferro: ‘A locomotiva entrava ruidosamente na estação, novelos densos de fumo a sair pela chaminé, a composição chiando nos carris’.
Havia os colégios como o Alexandre Herculano (‘Era da dona Laura Pepe e do senhor Leite, ambos usando a pedagogia da época – palmatoadas nas mãos por eros no ditado e nas contas’) e havia o bispo D. Daniel Junqueira: ‘Ouvi-lo pregar era um regalo, mesmo quando se repetia; vê-lo gesticular era um espectáculo, mesmo quando se enganava’.
Havia o tempo da rádio com Fernando Curado Ribeiro (‘Aqui Rádio Clube do Huambo, uma voz Portuguesa em África’) e o tempo dos velhos que sabiam muito como Sapalo Camunda: ‘Que idade tens? – Eu está quase século’.
Sem esquecer os escritores como Ernesto Lara Filho (‘Jornalista brilhante e poeta maior, esbanjou o seu talento pela imprensa angolana da época’) ou como Alexandre Dáskalos que escreveu sobre o contrato:
‘Cuidado com o branco /
que anda por lá…/
Não sejas roubado /
cuidado, cuidado!’.”
Preço: 0,00€; (Indisponível)

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