quarta-feira, 3 de maio de 2023

Angola & Desporto - ‘FUTEBOL POPULAR NO SAMBIZANGA (1974-1976)’, de Francisco Van-Dúnem - Lisboa 2020;












Angola & Desporto - Uma obra que retrata o ambiente num dos bairros mais populares de Luanda, entre o início da descolonização, os confrontos pré independência entre os adeptos dos três movimentos de libertação angolanos, a guerra civil e a independência a 11 de Novembro de 1975 


‘FUTEBOL POPULAR NO SAMBIZANGA (1974-1976)’ 
De Francisco Van-Dúnem 
Prefácio de Lopo do Nascimento 
Perfil Criativo Edições 
Lisboa 2020


Livro com 150 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Do livro: 
“Numa altura em que faltava tudo e mais alguma coisa; em que até nos centros urbanos só se ouviam o silvo das balas e o ribombar dos canhões, com o pretexto de saudar a proclamação da Independência, um jovem que atendia pela alcunha de ‘Vadiago’ decidiu quebrar a monotonia e organizar uma prova de futebol envolvendo várias equipas do Bairro Sambizanga e arredores.”
Revista ‘O Progresso’ - Edição de Novembro / Dezembro 2008. 



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO 
De Lopo do Nascimento
INTRODUÇÃO 


CAPÍTULO 1
O quotidiano do Sambizanga no final da época colonial

CAPÍTULO 2
Futebol no bairro – A festa do povo

CAPÍTULO 3
Contexto sócio-politico
O 25 de Abril e a descolonização
Distúrbios na capital
Confrontos entre irmãos desavindos
Independência de Angola

CAPÍTULO 4
O campo do Bukavu
Porta de entrada do MPLA no Sambizanga

CAPÍTULO 5
1ª Edição do Torneio Popular Independência
Equipas participantes

CAPÍTULO 6
2ª Edição do Torneio Popular Independência
Fase final do torneio

CAPÍTULO 7
As grandes equipas do torneio
Clube de Futebol Bom Sucesso
Progresso Associação do Sambizanga
Santos Futebol Clube

CAPÍTULO 8
Homenagens
Aos kotas da Velha-Guarda
Ao Cavungi

CAPÍTULO 9
Novos valores no Sambizanga

CAPÍTULO 10
A importância dos Torneios Independência

CAPÍTULO 11
Diagnóstico do nosso futebol e subsídios para o seu desenvolvimento
A organização dos clubes
A Federação Angolana de Futebol ‒ FAF

CAPÍTULO 12
As infra-estruturas do futebol
Os campos de terra batida
Novas infra-estruturas

CAPÍTULO 13
A massificação do futebol angolano
O Futebol popular
O desporto corporativo
O desporto escolar
As escolas de futebol
O Girabola

CAPÍTULO 14
Valorizar as antigas glórias do nosso futebol

CAPÍTULO 15
Treinadores nacionais da velha guarda

Agradecimentos
Bibliografia e Fontes 


Preço: 32,50€; 

Portugal & 25 de Abril de 1974 - ‘A REVOLUÇÃO PORTUGUESA’, de Claudio de Farias Augusto - São Paulo 2011 - MUITO RARO;






Portugal & 25 de Abril de 1974 - A revolução portuguesa que derrubou o regime do Estado Novo, analisada por investigadores teóricos brasileiros 


‘A REVOLUÇÃO PORTUGUESA’ 
De Claudio de Farias Augusto 
Edição UNESP 
São Paulo 2011 


Livro com 180 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


Da contracapa: 
“O movimento militar iniciado em 25 de Abril de 1974 em terras portuguesas marcou o fim do período em que Portugal vivenciou o regime salazarista, uma das mais duradouras ditaduras de que se tem notícia no mundo ocidental. 

Além de reinserir o país no mapa geopolítico mundial, aquela que ficou conhecida como Revolução dos Cravos estabeleceu um ambiente efectivamente democrático e delineou um novo futuro para o povo português.“ 



Do ÍNDICE: 

Apresentação da Colecção 
Dedicatória 
Lista de abreviaturas 


1. - PORTUGAL: DE JARDIM DA EUROPA A ÚLTIMO SONHO SOCIALISTA EUROPEU DO SÉCULO XX 

2. - O COLONIALISMO TRADICIONAL EXTEMPORÂNEO 
- A guerra na África 
- Salazar e a descontração do futuro 
- O período caetanista: do futuro desconstruído à implosão dos escombros 

3. - 1974-1976: A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS ENTRE O PASSADO E O FUTURO 
- Seis governos provisórios e um destino 
- Primeira etapa 
- Segunda etapa 
- Terceira etapa 
- Quarta etapa 
- A revolução e a chegada do novo futuro 
- Oito cravos vermelhos plantadas no jardim da Europa 
- Núcleo revolucionário formado exclusivamente por militares 
- Apoio e adesão da população 
- Ausência de efectivos policiais nos espaços públicos 
- A actuação do General Francisco da Costa Gomes 
- Ausência de liderança carismática 
- O compromisso desde a primeira hora com os partidos políticos 
- A questão colonial 

4. - PORTUGAL E O SEU NOVO FUTURO 


Referências 


Preço: 47,50€; 

segunda-feira, 1 de maio de 2023

África & Independências - ‘ANGOLA - Falo dum país que se procura’, de Guenay Ulutuncok e Gabriela Antunes - Munique 1992 - MUITO RARO;

























África & Independências - Um grande álbum fotográfico totalmente dedicado a Angola, país que alcançou a sua independência em 11 de Novembro de 1975, após a presença colonial portuguesa de cinco séculos, da autoria do fotojornalista Guenay Ulutuncok, de origem turca e língua alemã 


‘ANGOLA - Falo dum país que se procura’ 
‘ANGOLA - Ich spreche von einem Land, das wir suchen’ 
Fotografias de Guenay Ulutuncok 
Textos de Gabriela Antunes, Pepetela e Agostinho Neto 
Edição Marino Verlag 
Munique 1992 


Livro de capas duras, sobrecapa, bilíngue (português e alemão), com 92 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito, muito difícil localização. 
MUITO, MUITO RARO.


Da contracapa: 
“Angola - um dos países africanos maiores e mais universais. Inicialmente um centro de reinos poderosos, depois colonizados durante vários séculos pelos portugueses, conquistou a sua independência depois de uma longa guerra de libertação. Na sua história o país muito raramente conseguiu aproveitar e desfrutar a sua beleza e as suas riquezas naturais. Com o fim da guerra civil, em 1991, surge novamente um fio de esperança. Esta obra fornece informações sobre as pessoas, a história e a cultura do país. Os textos foram redigidos pelos autores angolanos mais importantes. 

As ilustrações de Guenay Ulutuncok são fruto de várias estadias de longa duração em Angola. O seu olhar discreto mostra novas perspectivas, livres de sensacionalismo e aversão. O dia-a-dia e a convivência humana por entre destruição, miséria e fuga. É um olhar que não mostra apenas indigência mas também riqueza, a riqueza de um pobre país.“ 


OS AUTORES: 
“GUENAY ULUTUNCOK, nascido em Istambul em 1954. É fotógrafo-jornalista, mora na Alemanha desde 1974, onde participou, em 1981, na criação da agência PHOTOS & REPORTAGEN em Colónia. Ele interessa-se particularmente pelos países onde os conflitos étnicos, religiosos ou sociais culminam em conflitos políticos ou militares. As suas actividades concentram-se principalmente em reportagens fotográficas da África e do Próximo Oriente.“ 

“GABRIELA ANTUNES, nascida no Huambo, cidade do planalto central angolano. Desde 1972 trabalha como professora de Literatura e língua portuguesa e dirige um curso de jornalismo. Além disso, é tradutora e intérprete e directora da Biblioteca Nacional de Angola.“ 

“PEPETELA, nascido em Benguela em 1941, é formado em sociologia. Desempenhou um papel activo na luta de libertação e depois no Ministério da Educação. Pepetela, o autor mais importante de Angola, trabalha como professor e escritor em Luanda.“ 

“AGOSTINHO NETO, nascido em 1922. Desde muito cedo a figura do movimento cultural nacional angolano. Em 1972 foi designado para Presidente do Movimento de Libertação MPLA. Depois da independência, Agostinho Neto, também um importante poeta, foi presidente do país até à sua morte, em 1979.“



Do ÍNDICE: 

POEMA 
Agostinho Neto 
ANGOLA 
Pepetela 

ANGOLA - Dados 
ANGOLA - Daten 

A Acção Agrária Alemã em Angola 
Von der Nothilfe Entwicklungszusammenarbeit 
- Die Deutsche Welthungerhilfe in Angola 


Preço: 157,50€; 

Ultramar & Colonialismo - 'ANGOLA - DA ESCRAVATURA AO TRABALHO LIVRE (subsídios para a história demográfica do século XVI até à independência)', de António Carreira - Lisboa 1977 - MUITO RARO;








Ultramar & história - Estudo aprofundado das relações comerciais em torno da escravatura nesta angola colónia portuguesa da África ocidental


'ANGOLA - DA ESCRAVATURA AO TRABALHO LIVRE (subsídios para a história demográfica do século XVI até à independência)'
De António Carreira 
Editora Arcádia 
Lisboa 1977 


Livro com 176 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação.
De muito difícil localização.
MUITO RARO.


Da contracapa: 
“ ‘ANGOLA: DA ESCRAVATURA AO TRABALHO LIVRE’, de António Carreira 

Ao propormo-nos perscrutar o que somos, o que temos sido e o queremos ser, não podemos ficar confinados ao rectângulo inscrito na Península Ibérica, mesmo com os seus prolongamentos nas ilhas adjacentes.
Porque, ao desfiar dos séculos, em pedaço pelo mundo repartidos, só compreendemos os portugueses no contexto das múltiplas sociedades e civilizações que descobriram, com que contactaram, em que se integraram; e também a história delas não se pode desligar tantas vezes da presença ou da acção dos nossos, embora não bastem, nem mesmo sejam frequentemente decisivas para a explicar. Daí a inclusão de livros como o que vai ler-se nesta colecção.“ 
Vitorino Magalhães Godinho 


O AUTOR: 
“ANTÓNIO CARREIRA 

Natural da Ilha do Fogo, de Cabo Verde. 
Funcionário administrativo na ex-colónia da Guiné, onde viveu 43 anos.

Conhece parte dos territórios africanos, como o Senegal, Costa do Marfim, Daomé, Togo, Gana, Nigéria e ex-Congo Belga, quer de passagem, quer por presença como comparticipante em reuniões internacionais sobre temas de antropologia cultural ou sociologia (1952, 1953 e 1954); assim como parte do Brasil (em 1964) e como bolseiro do governo brasileiro (1967) em S. Salvador (Baía), ocupando-se em pesquisas nos arquivos públicos e privados.

De 1964 a 1973 efectuou, em quase todos os anos demoradas viagens de estudo (com a duração de 3 a 8 meses em cada ano) a Angola, Moçambique e Cabo Verde, com vista à obtenção de peças destinadas ao Museu de Etnologia e à efectivação de pesquisas de campo em matérias antropológica, em serviço do Centro de Estudos de Antropologia Cultural, da Junta de Investigações Científicas do Ultramar. Possui um razoável conhecimento de grande parte do território (e dos povos) angolano, através de longos e demorados percursos na área rural; e em pormenor, de todas as ilhas do arquipélago cabo-verdiano.“ 



Do ÍNDICE: 

Alguns elementos sobre a população de Angola através dos tempos
Causas da estagnação ou lento crescimento da população autóctone

Causas remotas
1. - Escravidão doméstica
2. - Ordálios
3. - Males e doenças endémicas e epidérmicas
4. - Eliminação de gémeos, albinos e portadores de anomalias diversas 
5. - Escravatura interna
6. - Tráfico intercontinental de escravos

Causas recentes
7. - Fornecimento de serviçais às roças de S. Tomé e Príncipe; de carregadores e machileiros aos negociantes e de trabalhadores às organizações agrícolas e industriais de Angola
a) - Fazendas de Café
b) - Fazendas de cana-de-açucar
c) - Fazendas de sisal
d) - Criação de gado
e) - Extracção de minério de ferro
f) - Extracção de diamantes
g) - Pescarias
8. - Cultura obrigatória de algodão

- Bibliografia e notas 
- Mapa de Angola



Preço: 35,00€;

Guerra do Ultramar & Moçambique - ‘A GUERRA NA PICADA’, de Rodrigues Soares - Lisboa 2014 - Raro;





Guerra do Ultramar & Moçambique - “A picada transformara-se no altar de Deus da guerra, com oferenda de soldados em sacrifício”, escreve o autor, nascido em Penacova a 16 de Maio de 1947


‘A GUERRA NA PICADA (Moçambique 1970)’ 
De António Manuel Rodrigues Soares 
Chiado Editora 
Lisboa 2014 


Livro com. 496 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa: 
“Junto do ferido, com intenção de animá-lo, fui incapaz de lhe dizer o que quer que fosse. 

Fiquei prostrado diante dele, trocando olhares, linguagem de dor e de sofrimento, com as lágrimas a correrem-nos pela face. Um tremendo nó apertava-me a garganta. Não devia chorar e, no entanto, era só isso que podia fazer...” 


Da badana: 
“O autor, nascido em Penacova em 16 de Maio de 1947, concretiza nesta obra um sonho cujo esboço surgiu em 1977 quando o ‘Diário de Notícias’ publicou e premiou as suas crónicas subordinaras ao tema ‘Aconteceu na minha vida’ e que o próprio encaminhou, à época, para as mais recentes experiências vividas na guerra colonial no norte de Moçambique. 

Sendo uma histeria vida real e não ficcionada, cruza-se com tantas outras de milhares de portugueses que na oportunidade do fruto desta partilha, mantém presentes as suas recordações.“ 


Da INTRODUÇÃO: 
“Passadas quatro décadas, por que razão só agora vem à tona esta narrativa? — Poder-se-á perguntar.
 
Tal como todos nós, também a escrita precisa de um tempo para amadurecer, tempo desmesurado que, para quem, como eu, não nasceu talhado para a lide, parece ainda mais longo.
 
Numa pequena agenda, comecei por registar os acontecimentos mais importantes desde que entrei para o serviço militar, em janeiro de 1969.
 
Em 1977, o ‘Diário de Notícias’ desafiou os leitores a escreverem sobre o tema: ‘Aconteceu na minha vida’. O mote ressuscitou-me a ideia de escrever sobre a guerra. Nas semanas seguintes deitei mãos à obra, reproduzindo as imagens que me trespassavam a mente com uma precisão impressionante. Por fim, lá enviei as 50 páginas datilografadas a dois espaços, o máximo que era permitido apresentar a concurso. E aguardei pelo resultado, sem grande expectativa, diga-se em abono da verdade.
 
Depois de enviar o texto para o jornal, dei-me ao trabalho de o reler várias vezes. No final de cada leitura resultava a mesma conclusão: a limitação das 50 páginas obrigou-me a resumir situações, a deixar pormenores importantes por contar. Apesar de me saber sem veia para grandes floreados estilísticos, estava decidido a reescrever a narrativa.
 
Fiquei surpreendido quando, semanas depois, me comunicaram que o júri tinha classificado ‘Quem foi à Guerra’ em primeiro lugar. O prémio de vinte contos, devo confessá-lo, fez-me esfregar as mãos de contente; às finanças familiares, então com ordenados em atraso, deu um jeitão.
 
Em agosto do mesmo ano, o jornal começou a publicar a narrativa em rodapé, ao jeito de folhetim, com uma chamada de atenção na primeira página. Fiquei então a saber a opinião do júri, constituído pelos escritores Augusto Abelaira, João Gaspar Simões, Maria Judite Navarro, pelo diretor do jornal, João Gomes, e pelo jornalista e crítico literário, Diogo Pires Aurélio.
 
O escritor Augusto Abelaira, na sua declaração de voto, fez questão de deixar expresso: ‘Pessoalmente, choca-me que o autor, referindo-se aos patriotas moçambicanos, os acuse de cobardia por causa do tipo de luta que impunham às tropas portuguesas, mas compreendo que quem assiste à morte e ao sofrimento dos camaradas dificilmente seja capaz de uma visão serena e equilibrada. De qualquer modo, penso que merece o primeiro prémio.’
 
Recebi algumas cartas de incentivo, bem como um cartão do José Vaz, companheiro de jornada, dizendo: ‘E... Vamos ao livro.’ De um emigrante em França veio a exceção. E que exceção! Fez saber na sua carta que combateu em Angola e por lá derramou sangue e suor. Para depois, sem mais delongas, afirmar: ‘... Só me lamento e me revolto por esse sangue e suor que lá derramei estar a ser sugado pelos soviéticos e cubanos.’ Terminou apelidando-me ‘... traidor, cobarde, indigno...’
 
Deu-me que pensar a posição extremada desse senhor, a par da crítica do escritor Augusto Abelaira, não tanto pelas posições assumidas, mas sobretudo pela convicção que me ficou de quão controversa e polémica era a questão da guerra colonial. Decidi, por isso, deixar passar o tempo. O distanciamento traria a tal ‘visão serena e equilibrada’ de que todos beneficiaríamos.
 
Mas não tardei em deitar de novo mãos à obra e reescrever a narrativa. No final, não lhe reconheci mérito para poder ambicionar vê-la publicada. Desde a década de oitenta que o ficheiro salta de computador para computador, sem que eu resolvesse dar-lhe a volta, burilar as suas arestas mais agrestes.
 
Finalmente, decidi pôr um ponto final nesta saga. Com uma única preocupação: não escamotear a verdade.
 
Nestas quatro décadas, muita coisa se tem dito e escrito sobre a guerra colonial, especialmente do ponto de vista político. Livros, vídeos, fotografias e depoimentos procuram fazer luz sobre um período negro e conturbado da nossa história coletiva. Esta narrativa pretende apenas ser mais uma pequena e humilde achega.
 
Da guerra não guardo ódio nem saudade. Todavia, passados mais de quarenta anos, ela continua viva na minha memória, não se desvanece. Vai morrer comigo, pressinto.
 
Não fui guerreiro. Muito menos herói. Fui um entre muitos milhares de portugueses que se limitaram a cumprir um dever que lhes foi imposto.
 
Este livro é também uma singela homenagem a todos aqueles que viveram a dolorosa experiência da guerra colonial, especialmente aos meus companheiros do Batalhão de Artilharia 2901.”



Do ÍNDICE: 

Agradecimento 
INTRODUÇÃO 

1. - O embarque 
2. - De Alcântara a Mocimboa da Praia 
3. - A caminho de Mueda 
4. - Batismo de fogo 
5. - Aquartelamento de Nangololo 
6. - O ‘reumático’ 
7. - Primeiros reabastecimentos 
8. - Morte e sofrimento 
9. - O inferno na picada 
10. - As férias 
11. - De regresso a Nangolo 
12. - Epílogo 

NOTA FINAL 


Preço: 27,50€; 

Portugal & Política Internacional - ‘TIMOR - Sangue !… Cinzas !… Lágrimas !…’, de Nelson Cerveira - Anadia 2020 - Raro;






Portugal & Política Internacional - O balanço político e histórico da situação em Timor, desde a trágica descolonização portuguesa, a sangrenta guerra civil que se seguiu e a fuga das autoridades militares lusas para a ilha de Ataúro e a invasão e ocupação Indonésia em 1975 até ao referendo em 1999 


‘TIMOR - Sangue !… Cinzas !… Lágrimas !…’ 
De Nelson Cerveira 
Prefácio do Bispo Dom Ximenes Belo 
Comentário da Dr.a Gabriela Carrascalão Cid 
Edição do Autor 
Anadia 2020 


Livro com 176 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa: 
“O livro do meu agora conterrâneo e grande escritor Cerveira, relata a verdade sobre o meu país de origem, Timor, e aponta uma saída para o futuro sempre ligado a Portugal pela ancestralidade e pelo sangue.
Adorei o seu livro. Parabéns !“ 
Da (agora) conterrânea é amiga: Gabriela Carrascalão Cid 


Da badana: 
“Todas as lutas de emancipação são, à partida, combates pelo impossível. A luta timorense pela sua autodeterminação foi claramente uma dessas lutas. 
As democracias ocidentais ao darem preferência a ignorarem, permitiram que seus governos contribuíssem decisivamente para que a Indonésia massacrasse de uma forma contínua o povo timorense na tentativa de o sujeitar à sua submissão. 
A confrontação bipolar, gerada pela guerra fria, foi responsável pela aceitação da invasão e ocupação Indonésia do território e do genocídio do povo timorense.
A legitimidade do comportamento indonésio em Timor Leste foi aceite como um preço razoável a pagar pela protecção dos interesses ocidentais na região: a luta contra o comunismo no Sudoeste Asiático, o trânsito de submarinos nucleares entre o Pacífico e o Índico, as reservas petrolíferas do mar de Timor, a defesa da minoria católica no maior país muçulmano do mundo, etc. 
O adormecimento da questão de Timor na agenda do Conselho de Segurança desde 1976 é uma expressão desta aceitação.
A percepção da importância geopolítica da Indonésia à expansão do comunismo na região conferiu-lhe o apoio claro dos Estados Unidos, Reino Unido e França. 
A República Popular da China também não concebia qualquer iniciativa de afrontamento de um tão importante aliado asiático. A própria U.R.S.S. veio a pautar o seu comportamento pelo pragmatismo da realpolitik: ‘A Indonésia era (é) demasiadamente importante no mundo em desenvolvimento para poder eternizar-se como inimigo a abater’. 
Todos estes contextos políticos levaram a pensar-se que a luta dos timorenses seria uma luta impossível. 
O Referendo organizado pelas Nações Unidas em Agosto de 1999, pelo qual a esmagadora maioria dos timorenses votou pela independência, foi uma prova manifesta de que, por vezes, o impossível acontece.
A adesão de Portugal à Comunidade Europeia em 1986, o ‘efeito CNN’ do massacre de Santa Cruz (1991) e a atribuição do Prémio Nobel da Paz a Ramos Horta e ao Bispo Belo (1996), bem como o efeito combinado da transição democrática na Indonésia com a profunda crise económica dos dragões asiáticos desde 1997 constituíram oportunidades históricas únicas que levaram a que o povo timorense visse realizado o seu sonho de autodeterminação.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
PREFÁCIO 
Por Dom Ximenes Belo (Prémio Nobel da Paz 1996) 

INTRODUÇÃO 
- Hino de Timor ‘Pátria’ 
- Bandeira Nacional Timorense 
- Brasão de Armas Timorense 


I - Capítulo 
MASSACRE NO CEMITÉRIO DE SANTA CRUZ 
- Crónica de Joana Ferreira da Costa para o semanário ‘SOL’ de 11 de Novembro de 2012 
- Viagem do ‘Lusitânia Express’
Partiu de Lisboa a 23 de Janeiro de 1992 

II - Capítulo 
DÍLI 

III - Capítulo 
A CIDADE 

IV - Capítulo 
A GUERRA CIVIL EM TIMOR - 1975 

V - Capítulo 
OCUPAÇÃO INDONÉSIA 

VI - Capítulo 
MASSACRE KRARAS 

VII - Capítulo 
TIMOR - 1999 

VIII - Capítulo 
TOMÉ 

IX - Capítulo 
CRISE DE 2005 E 2006 

X - Capítulo 
REGRESSO A PORTUGAL 

Lista dos mortos do Massacre do Cemitério de S. Cruz 
Escrita pelo punho de Xanana Gusmão 

Referências bibliográficas 


Preço:   0,00€; (Indisponível) 

África - Cabo Verde & Gastronomia - ‘Grandes Chefes - JOÃO CARLOS SILVA’ - Lisboa 2005 - Raro;











África - Cabo Verde & Gastronomia - Um intelectual que privilegiou a cultura e gastronomia sãotomense às leis, para as quais se formou na Faculdade de Direito de Coimbra 


‘Grandes Chefes - JOÃO CARLOS SILVA’ 
Criação e execução das receitas: João Carlos Silva 
Fotografias de Adriana Freire 
Edição Oficina do Livro e revista VISÃO 
Lisboa 2005 


Livro com 72 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


O AUTOR: 
“JOÃO CARLOS SILVA nasceu em Angolares, São Tomé, em 1956. Estudou em São Tomé e Príncipe, Angola e Portugal, onde frequentou a Faculdade de Direito de Coimbra. 

Exerceu jornalismo, tendo, como artista plástico, iniciado as suas actividades em Lisboa. Fundou em São Tomé o CIAC (Centro Internacional de Arte e Cultura) e o Espaço Teia d’Arte (Artes Plásticas, teatro, dança, debates, oficina de letras, serviço educativo e cine-clube). Participou em várias exposições colectivas de artes plásticas, tanto em São Tomé como no estrangeiro. 

Dirige o projecto integrado de desenvolvimento da Roça de S. João (Agricultura, pecuária, educação não formal, ambiente, património, cultura e turismo). 

É também coordenador da Bienal de Arte e Cultura de São Tomé e Príncipe desde 1995. Apresentou o programa de televisão ‘Na Roça com os tachos’ na RTP. 

Autor dos livros ‘Na Roça com os tachos’ (2005) e ‘Façam o favor de ser felizes’ (2006). 

É autor e apresentador do novo programa de televisão ‘Sal na Língua’ produzido na RTP. Em 2008, a Assembleia Nacional reconhecem publicamente os serviços prestados ao país e João Carlos Silva foi nomeado pelo Governo Embaixador Itinerante de S. Tomé e Príncipe. 

É coordenador do novo projecto CACAU - Casa das Artes, Criação, Ambiente e Utopias.“ 



Do ÍNDICE: 

Apresentação de ingredientes 

ENTRADAS 
- Beringelas recheadas 
- Omelete de micocó 
- Pasta de abacate 
- Peixinhos da horta com gengibre 
- Moelas com molho de tomate 
- Bocadinhos de atum frito com molho de beringela 
- Bolinhos fritos de santola 
- Camarão com manga 
- Molho de caril com qualquer coisa 
- Quadradinhos de choco panado 
- Quadradinhos de frango com molho de café 
PEIXES 
- Bacalhau com óleo de palma e pasta de mandioca 
- Bacalhau com leite de coco 
- Camarão com banana-pão 
- Peixe vermelho à Nova Moca 
- Pataniscas de atum 
CARNES 
- Caldeirada de cabrito 
- Coelho com feijão preto 
- Costeletas de porco à João Carlos Silva 
- Moqueca de galinha 
- Pernas de frango assadas no forno com amendoim 
- Porco com ananás 
SOBREMESAS 
- Bolo de café 
- Creme de banana e queijo 
- Creme gelado de café e amendoim 
- Pêra-abacate com mel 
- Fofinhos de goiaba 
- Mousse de papaia 

Nota biográfica 


Preço: 25,00€;