domingo, 1 de agosto de 2021

Portugal & PREC - ‘11 DE MARÇO: AUTÓPSIA DE UM GOLPE’, de AAVV - Lisboa 1975 - Raro;















Portugal & PREC - Os acontecimentos de 11 de Março de 1975, que misturaram uma provável ‘Matança da Páscoa’ (eliminação de militares e civis da direita....) com um agudizar da revolução, com a nacionalização da Banca privada e do ritmo da esquerdizacão do próprio processo 


‘11 DE MARÇO: AUTÓPSIA DE UM GOLPE’ 
De Jorge Feio, Fernanda Leitão e Carlos Pina 
Edição Agência Portuguesa de Revistas 
Lisboa 1975 


Livro com 244 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização. 
Raro.


SINOPSE:
“Não se é jornalista seis horas por dia, a tantos contos por mês. É-se jornalista 24 horas por dia, mesmo estando desempregado. Não se é Português só quando toca o Hino. É-se português minuto a minuto. Ama-se Portugal mesmo quando a História impõe a separação de territórios. Tudo o resto é retórica. Despojados e simples vimos dar ao leitor um livro de consulta, feito a partir do que a Imprensa publicou na hora negra do 11 de Março de 1975. Somos independentes, não temos aprtido. Até 25 de Abril de 1975 batemo-nos pela Liberdade pela Paz, pela Independência Nacional. Hoje 16 de Março de 1975 batemo-nos pelo mesmo.”


Da contracapa: 
“Que desta lamentável aventura saia mais uma vez reforçada a unidade do Povo-MFA, e que a população portuguesa ê mais um exemplo ao mundo da sua maturidade política.“ 
COSTA GOMES - General e Presidente da República 



Do ÍNDICE: 

EXPLICAÇÃO NECESSÁRIA 
1. Cronologia dos acontecimentos 
2. O ataque ao R.A.L. 1 
3. Tancos: o quartel general das forças contra-revolucionárias 
4. Quartel do Carmo: reduto dos vencidos 
5. Comunicações oficiais 
6. A euforia de um país 
7. Reações dos partidos políticos 
8. Ano de vitórias e sobressaltos 
9. O golpe em depoimentos 
10. A intentona em editorial 
11. Repercussões no estrangeiro 
12. Análise da situação política 
13. Consequências do golpe 
14. Perguntas no ar 
15. A intentona e o humor 



Preço: 27,50€; 

Moçambique & Colonialismo - ‘O REI DO MONTE BRASIL’, de Ana Cristina Silva - Lisboa 2012 - Raro;





Moçambique & Colonialismo - Gungunhana e Mouzinho de Albuquerque: guerra, traição, amor e morte num conflito que marcou a história portuguesa 


‘O REI DO MONTE BRASIL’ 
De Ana Cristina Silva 
Edição Oficina do Livro 
Lisboa 2012 


Livro com 166 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa: 
“Nos finais do século XIX, o oficial de cavalaria Joaquim Mouzinho de Albuquerque interna-se, ao serviço do Rei D. Carlos, no coração de África com o objectivo de subjugar as tribos à administração colonial portuguesa: para isso, porém, queima aldeias inteiras, mata os insubmissos e, desobedecendo a ordens superiores, captura com espectacularidade o detentor do um império vastíssimo, Gungunhana, que traz para Portugal como troféu e acaba exilado nos Açores até ao fim dos seus dias. 

Apesar de recebido pelo povo e aclamado pela imprensa como um herói da pátria, a crítica ao comportamento pouco ético de Mouzinho nos corredores do Paço, a indiferença do Governo em relação aos seus planos para África e a paixão nunca abertamente confessada por D. Amélia acabam por levá-lo ao suicídio. Mas, se a notícia escandaliza o País, a verdade é que é lida com entusiasmo e sentimento de justiça por um Gungunhana já velho e destroçado, que passa os dias escondido na floresta do Monte Brasil, o local que encontrou na ilha terceira... que mais se assemelha à terra dos seus antepassados.

Com uma alternância de vozes narrativas que nos oferecem duas versões muito distintas do mesmo conflito, ‘O REI DO MONTE BRASIL’ explora as memórias dos seus protagonistas às vésperas da morte, ilustrando-nos sobre a sua infância, as suas paixões marcantes, as atrocidades para as quais encontram sempre justificação e, de certa forma, a reflexão sombria sobre a decadência e a glória perdida.“ 


Da badana: 
“Por pouco que o perigo tivesse durado, não tardou que o sentimento do dever cumprido desse lugar a um delírio de intrepidez, uma espécie de estranho êxtase unindo um homem ao seu destino glorioso. A sensação acentuou-se quando o régulo saiu da palhota e me apressei a quebrar a sua soberba: uma súbita embriaguez tomou conta de mim e matei dois rios de Gungunhana. Não nego que me ocorreu fuzilar também o chefe dos Vátuas: estava possuído pela disposição de matar, essa atracção proibida que durante uns instantes parecia mais forte de que os constrangimentos impostos pelos deveres de disciplina e pela ordens de António Enes, o Comissário Régio. Havia sido proibido de prender Gungunhana, mas ali estava ele, feito prisioneiro, e nas minhas mãos. 

Algumas mulheres, porventura pressentindo os meus humores instáveis, ajoelharam-se, suplicando pela vida do seu rei. Afastei-me dos instintos violentos que me possuíam e deixei de contemplar com ferocidade a minha vítima para assumir a sobriedade de um militar de cavalaria, cujos princípios de acção assentavam na racionalidade e na estratégia. Gungunhana apresentava a trágica expressão de um derrotado, cujo sofrimento pela perda dos tios se misturava ao medo de morrer. 

Criticaram-me muito aqui em Portugal por causa desses fuzilamentos. Conversas de sociedade, intrigas palacianas armadas por quem nunca esteve no mato e não sabe nem pode imaginar o que é estarem cinquenta brancos rodeados por três mil negros.“ 


A AUTORA: 
“ANA CRISTINA SILVA 
È docente universitária no ISPA-IU. Doutorada em Psicologia da Educação, especializou-se na área da aprendizagem da leitura e da escrita, desenvolvendo  investigação neste domínio com obra científica publicada em Portugal e no estrangeiro. 

Publicou até ao momento oito romances, ‘MARIANA, TODAS AS CARTAS’ (2012), ‘A MULHER TRANSPARENTE’ (2003), ‘BELA’ (2005), ‘À MEIA LUZ’ (2006), ‘AS FOGUEIRAS DA INQUISIÇÃO’ (2008), ‘A DAMA NEGRA DA ILHA DOS ESCRAVOS’ )2009), ‘CRÓNICA DO REI-POETA AL-MU’TAMID’ (2010) e ‘CARTAS VERMELHAS’ (2011).“ 



Do ÍNDICE: 

Abertura 
- Gungunhana, o rei do Monte Brasil 

Mouzinho 
O Leão de Gaza 
Gungunhana: o rei do Monte Brasil 
Mouzinho: um almoço com o Rei 
O Império de Gaza 
Gungunhana: o rei do Monte Brasil 
A queda do Império 
O suicídio de Mouzinho 
Gungunhana: o rei do Monte Brasil 


Preço: 27,50€; 

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Ultramar - Moçambique & Literatura - ‘ZAMBEZIANA - Cenas da vida colonial’, de Emílio de San Bruno - Maputo 1999 - Muito Raro;






Ultramar - Moçambique & Literatura - Uma obra originalmente editada em 1927 e das mais significativas da literatura colonial portuguesa 


‘ZAMBEZIANA - Cenas da vida colonial’ 
De Emílio de San Bruno 
Introdução histórica de José Capela 
Comentário crítico de Fátima Mendonça 
Edição Arquivo Histórico de Moçambique 
Maputo 1999 


Livro com 308 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.


O AUTOR: 
“EMÍLIO DE SAN BRUNO 
Filipe Emílio de Paiva nasceu na freguesia de Santa Isabel, em Lisboa, a 6 de Outubro de 1871. Assentou praça na Marinha a 5 de Novembro de 1888. 

Segundo tenente. 27 de Dezembro de 1893, primeiro tenente em 28 de Março de 1901 e capitão-tenente a 23 de Março de 1915. Destacado para a Divisão Naval do Índico embarcou a 29 de Novembro de 1899 no transporte ‘África’ para Moçambique onde chegou a 11 de Janeiro do ano seguinte. De Lourenço Marques seguiu para a Esquadrilha do Zambeze em 27 de Outubro de 1900. Na ‘ZAMBEZIANA’ estão as impressões que a Beira e o Chinde deixaram ao autor na sua viagem a caminho de Quelimane. Apresentou-se como guia da esquadrilha do Zambeze na canhoeira ‘Rio Lima’. Da ‘Rio Lima’ foi destacado para o navio depósito ‘Índia’, em tratamento, a 28 de Outubro de 1900, e aí ficou até 7 de Novembro, data em que regressou à ‘Rio Lima’. 

Partiu para Lisboa em 3 de Março do ano seguinte. Faleceu a 8 de Junho de 1954. 

Com o pseudónimo de Emílio de San Bruno, além de ‘ZAMBEZIANA’, publicou ‘GADIR E MAURITÂNIA’, ‘A VELHA MAGRA DA ILHA DE LUANDA’ e ‘O CASO DA RUA VA-LONG, N. 7’, em Macau.“ 


EMÍLIO DE SAN BRUNO - Obras do autor:
1. - 'ZAMBEZIANA - Cenas da vida colonial' (Moçambique) Lisboa 1927; 
Esta obra venceu o 2. Prémio do Concurso Literário da Agência Geral das Colónias de 1927;
2. - 'O CASO DA RUA VOLONG' (Macau) Lisboa 1928; 
3. - 'A VELHA MAGRA DA ILHA DE LUANDA - Cenas da vida colonial' (Angola) Lisboa 1929; 
4. - 'GADIR E MAURITÂNIA' (Norte de África) Lisboa 1930; 
5. - 'ISABEL CÁ-NHÓ-BÁ' (Cabo Verde) Lisboa 1932 



Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO HISTÓRICA 
De José Capela 

‘ZAMBEZIANA’ OU O DISCURSO EXÓTICO A VÁRIAS VOZES: COMENTÁRIO CRÍTICO 
Por Fátima Mendonça 


ZABEZIANA - CENAS DA VIDA COLONIAL 

PRÓLOGO 

Capítulo I 
Capítulo II 
Capítulo III 
Capítulo IV 
Capítulo V 
Capítulo VI 
Capítulo VII 
Capítulo VIII 
Capítulo IX 
Capítulo X 
Capítulo XI 
Capítulo XII 
Capítulo XIII 
Capítulo XIV 
Capítulo XV 
Capítulo XVI 
Capítulo XVII 
Capítulo XVIII 
Capítulo XIX 
Capítulo XX 
Capítulo XXI 
Capítulo XXII 


Preço: 77,50€; 

Portugal - Estado Novo & Ultramar - ‘MARCELO CAETANO - O Homem que perdeu a fé’, de Manuela Goucha Soares - Lisboa 2009 - Raro;






 

 




Portugal - Estado Novo & Ultramar - Uma biografia pormenorizada com informações importantes e inéditas par melhor conhecer Marcelo Caetano, sucessor de Oliveira Salazar na condução do país nos seus últimos anos de vigência 


‘MARCELO CAETANO - O Homem que perdeu a fé’ 
De Manuela Goucha Soares 
Edição Esfera dos Livros 
Lisboa 2009 


Livro de capas duras e sobrecapa, com 294 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


Da contracapa: 
“Quando António de Oliveira Salazar caiu da cadeira, Marcelo Caetano, há muito apontado como o delfim do regime, não hesitou. Chegara a sua hora de assumir o cargo de presidente do Conselho, e sair definitivamente da sombra de Salazar, um homem de quem muita vezes discordara. Ao longo de três décadas, Salazar afastara-o repetidamente do caminho do poder, mas, apesar disso Marcelo nunca o confrontou nem tentou derrubá-lo. 

Marcelo Caetano era um homem em tudo diferente de Salazar. Gostava de conhecer o mundo e as pessoas e houve quem, durante algum tempo, respirasse a sua ‘Primavera’, na esperança de que novos ventos soprassem em Portugal. Mas era tarde de mais. A 25 de Abril de 1974, o sonho do último presidente do Conselho caiu por terra. 

A jornalista Manuela Goucha Soares, numa investigação cuidada, com base em documentos, fotografias e depoimentos nunca antes tornados públicos, traça um retrato único desta figura fundamental da segunda metade do século XX português. Um homem recheado de tensões e contradições. Desde as suas origens modestas, católicas e monárquicas, passando pela sua brilhante carreira académica, onde ficou conhecido como o ‘pai’ do Direito Administrativo português, até à sua família e ao amor incondicional pela mulher, Teresa, doente de foro psiquiátrico que se tornou numa autêntica cobaia nas mãos dos médico e que Marcelo acompanhou até aos últimos dias de vida. 

Aos 67 anos, Marcelo Caetano partiu para o Brasil, o seu destino de exílio. Morreu aos 74, no Rio de Janeiro, agnóstico e desiludido com a vida e com o país que deixará do outro lado do Atlântico. Era um homem que tinha perdido definitivamente a fé.“ 


A AUTORA: 
“MANUELA GOUCHA SOARES é autora da ‘FOTOBIOGRAFIA DE RAMALHO EANES’ e do livro ‘PRIMEIRAS-DAMAS DO PÓS 25 DE ABRIL’, ambos editados pelo Museu da Presidência da República.

Jornalista do ‘EXPRESSO’ desde 1988, licenciou-se em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa, frequentou um curso intensivo na Graduate School of Journalism da Columbia University, em Nova Iorque, com uma bolsa da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. 

Entre Dezembro de 2000 e Janeiro de 2003, foi assessora de imprensa do Ministro da Administração Interna e, depois, da Presidência Portuguesa da OSCE. 

Em 1985 publicou o seu primeiro livro para crianças, ‘A AVESTRUZ COM RODAS’, a que se seguiram ‘SEGREDOS DO DINHEIRO DE PAPEL’ e ‘HISTÓRIAS E SEGREDOS DO EXPRESSO’.“




Do ÍNDICE: 

INTRODUÇÃO 

I - Mudar de vida aos 67 anos 
II - Filho da Monarquia, genro da república 
III - Jornalista na juventude 
IV - O encontro com Salazar 
V - Viagens com roteiro ideológico 
VI - Finalmente, ministro das colónias 
VII - O MUD juvenil na própria casa 
VIII - Revolução a preto e branco 
IX - Magnífico professor 
X - O drama de Teresa 
XI - Primavera marcelista 
XII - O Brasil que acolheu Mercelo 

EPÍLOGO 
ANEXOS - Depoimentos 
- Depoimento de Jorge Sampaio 
- Depoimento de Rui Patrício 
Notas 
Bibliografia 


Preço: 37,50€; 

África & Política - ‘CABO VERDE - GUINÉ-BISSAU, da democracia revolucionária à democracia liberal’, de Fafali Koudawo - Bissau 2001 - MUITO RARO;






África & Política - Os processos de transição dos regimes ditatoriais de cariz marxista em Cabo Verde e na Guiné, para as democracias pluralistas 


‘CABO VERDE - GUINÉ-BISSAU, da democracia revolucionária à democracia liberal’ 
De Fafali Koudawo 
Edição do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa 
Bissau 2001 


Livro com 232 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização.
MUITO RARO.


Da contracapa: 
“A 13 de Janeiro de 1991 o PAICV, no poder desde 1975, organizava as primeiras eleições legislativas pluralistas em Cabo Verde e perdia-as. Em 3 de Julho de 1994 o PAIGC, no poder desde 1974, submeteu-se, por sua vez às primeiras eleições pluralistas não Guiné-Bissau e obteve uma maioria absoluta no parlamento. Dois percursos de liberalização política, dois desfechos radicalmente diferentes, analisados no presente livro mediante uma dupla abordagem diacrónica e temática que sustenta um minucioso estudo comparativo da passagem da democracia revolucionária à democracia liberal nestes dois países ligadas entre si tanto quanto o podem ser dois gémeos autênticos, mas verdadeiramente dissemelhantes como podem ser dois falsos gémeos. 

Com um erudito e elucidativo Prefácio de Jorge Carlos Fonseca, protagonista e testemunha da evolução política em Cabo Verde desde os primórdios da independência.“ 


O AUTOR: 
“Doutorado em Ciências Política pelo Institut De Haute Etudes Internationales de Genève, Fafali Koudawo é actualmente director de pesquisa no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP) de Bissau, e publicou nomeadamente: ‘LA FORMATION DES CADRES AFRICAINS EN EUROPE DE L’EST DEPUIS 1918’ (Paris, 1992): ‘ELEIÇÕES E LIÇÕES’ (Bissau, 1994): ‘PLURALISMO POLÍTICO NA GUINÉ-BISSAU: UMA TRANSIÇÃO EM CURSO’ (Coordenação, Bissau, 1996).“ 



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO 
Por Jorge Carlos Fonseca (Praia, 2001) 
Notas 

OS CONTEXTOS DO TEXTO 

INTRODUÇÃO 
I. CABO VERDE: A ABERTURA COMO FIM DO MONOLITISMO 
Um processo curto e denso 
Motivos e características da abertura política 
- A necessidade de um ajustamento político 
- A confiança e o balanço 
- A antecipação e as suas duas fases: o pragmatismo e o maquiavelismo 
As causas de uma alternância histórica 
- O desgaste do poder 
- As contradições internas 
- O ‘libertador’ mal integrado 
- O papel da Igreja Católica 
- O paradoxo de Tocqueville 
- Desconhecimento, ingenuidade e lealdade 
II. GUINÉ-BISSAU: O PAÍS DA DUPLA TRANSIÇÃO 
Nas origens da primeira transição política 
As etapas da primeira transição 
Nas origens da segunda transição política 
- Uma violência de raízes múltiplas 
- Uma crise nacional de dimensões regionais 
- Legalidade republicana versus legitimidade popular 
- A redistribuição de cartas de Maio de 1999: a segunda transição 
III. TEMPO E TRAÇOS GERAIS DAS TRANSIÇÕES CABO-VERDIANA E GUINEENSE 
Um processo inédito 
Liberalizações imbricadas 
Dois tempos e dois contextos de transição 
Duas atitudes, dois resultados 
A semelhança das formas 
O subjectivo e o imponderável 
Apostas institucionais, jogos pessoais e violência colectiva 
Fuga em frente e olhares sobre o passado
O papel dos emigrantes 
A influência da Igreja Católica 
Militares e civis face ao poder político 

EPÍLOGO 
Bibliografia 


Preço: 37,50€; 

Portugal & Combatentes - ‘MONUMENTO AOS COMBATENTES DO ULTRAMAR (1961-1974)’, de General Altino Magalhães - Lisboa 2007 - RARO;











Portugal & Combatentes - Resenha histórica das razões e forma como surgiu a ideia e a construção do Monumento aos Combatentes do Ultramar localizado em Belém, no Forte do Bom Sucesso 


‘MONUMENTO AOS COMBATENTES DO ULTRAMAR (1961-1974)’ 
De General Altino Magalhães 
Edição Europress L.da 
Lisboa 2007 


Livro com 128 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
RARO.


O AUTOR: 
“ALTINO DE MAGALHÃES nasceu em Ribabouga, Carrazeda de Ansiães, em 8 de Maio de 1922; assentou praça em 12 de Agosto de 1940; fez o Curso de Infantaria da Escola do Exército; foi promovido ao posto de General em 26 de Agosto de 1978. 

Do seu curriculum podem ser retirados os seguintes eventos: 
- Como oficial subalterno prestou serviço nos Açores e em Angola incorporado em batalhões operacionais da sua Arma; 
- No posto de capitão serviu em Macau, como Adjunto do Comando de um Batalhão destacado de Angola; 
- Fez os Cursos Geral e Complementar de Estado-Maior e participou nas manobras da 3.a Divisão (NATO) como oficial de operações de um dos 3 regimentos de infantaria; 
- Como oficial superior foi professor do IAEM; 
- Comandante do Batalhão de Infantaria da Madeira; 
- Adido Militar Naval e Aeronáutico junto da nossa embaixada no Brasil; 
- Chefe do Estado-Maior da Região Militar de Angola; 
- Promovido a General comandou o sector Militar do Uíge, acumulando estas funções com as de governador do distrito do mesmo nome; 
- Depois do 25 de Abril foi nomeado Comandante Militar de Angola, com acumulação das funções de Adjunto do Comando-Chefe e de membro da Junta Governativa de Angola; 
- Nomeado Comandante-Chefe dos Açores, veio também a acumular estas funções com as de Presidente d Junta Regional dos Açores antecessora do actual governo Regional; 
- Regressado a Lisboa foi Director Geral de Instrução do Exército e, depois, Vice-Chefe do EME, Vice-Chefe do EMGFA e Director do Instituto de Defesa Nacional. 

Na situação de Reserva foi Presidente da Liga dos Combatentes e da Comissão Executiva do Monumento aos Combatentes do Ultramar.“ 



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO 


I - INTRODUÇÃO 
- Razões da construção do Monumento 

II - ORGANIZAÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DO MONUMENTO 
- Acções preliminares 
- Comissão Executiva do Monumento 
- Comissão Técnica 
- Comissão de Honra 

III - TIPIFICAÇÃO DO MONUMENTO 

IV - LOCAL DE CONSTRUÇÃO DO MONUMENTO 

V - ELABORAÇÃO DO PROJECTO 
- Activação da Comissão Técnica 
- Regulamentação do Concurso Público 
- Realização do Concurso 

VI - EXPOSIÇÃO DE MAQUETES 

VII - CONSTRUÇÃO DO MONUMENTO 
- Concurso Público para a Construção 
- Realização dos trabalhos 

VIII - MEIOS FINANCEIROS 
- Origens das receitas 
- Receitas recebidas 
- Despesas 

IX - INAUGURAÇÃO DO MONUMENTO 
- Planeamento da cerimónia 
- Realização da inauguração 
- Discursos proferidos na Cerimónia 
- Outras considerações 

X - NOTAS FINAIS 
- Placas com os nomes dos Mortos 
- Extinção da Comissão Executiva do Monumento 
- Consideração Final 

DIAGRAMA 
ADENDA - Placas com os nomes dos mortos 
ANEXOS 
A - Museu do Combatente 
B - Contributos Financeiros 
C - Discursos de Inauguração 
FOTOGRAFIAS 


Preço: 32,50€; 

Angola & Guerra do Ultramar - ‘A ARMA’, de Alexandre Marta - Lisboa 1999 - Muito Raro;






Angola & Guerra do Ultramar - A experiência de um militar dos comandos no conflito militar nesta antiga província ultramarina portuguesa 


‘A ARMA’ 
De Alexandre Marta 
Roma Editora 
Lisboa 1999 


Livro com 128 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.


O AUTOR: 
“ALEXANDRE MARTA MONTEIRO PINHEIRO nasceu a 8 de Agosto de 1950 em Miuzela, Almeida.

Fez uma comissão em Angola, como Alferes miliciano (1971-1973), servindo na 33.a Companhia de Comandos. É capitão do exército na situação de reforma. 

Licenciou-se em Educação Física pelo Instituto Superior de Educação Física de Lisboa. Foi professor no Instituto Militar dos Pupilos do Exército (1978-1983).

É professor no Colégio Campo de Flores (Almada) desde 1985.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
PREFÁCIO 
Por A. Neves (Major ‘CMD’) 

- Vazio 
- Despedida 
- Metamorfose 
- A partida 
- África 
- E agora? 
- Pesadelo 
- A dor 
- A dúvida 
- A raiva 
- A indiferença 
- A amante 
- O prazer 
- O desafio do silêncio / Esquecer 
- A arma 


Preço: 17,50€; 

Política Internacional - ‘AMBUSH - The war between the SAS and the IRA’, by James Adams - London 1988 - Raro;






Política Internacional - O conflito militar sangrento na Irlanda do Norte que durou décadas 


‘AMBUSH - The war between the SAS and the IRA’ 
By James Adams, Robin Morgan & Anthony Bambridge 
Edition Pan Books 
London 1988 


Livro com 200 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 



CONTENTS: 

PREFACE 


PART ONE 
Chapter 1 - ‘Matters will be resolved...’ 
Chapter 2 - The sixty-niners 
Chapter 3 - Deployment 
Chapter 4 - The Regiment 
Chapter 5 - Early days 
Chapter 6 - Mavericks 

PART TWO 
Chapter 7 - Loughgall 
Chapter 8 - Stopping the rot 
Chapter 9 - Revenge 
Chapter 10 - Gibraltar 
Chapter 11 - Fall-out 
Chapter 12 - The way ahead 

APPENDICES 
Index 


Preço: 15,00€; 

Descolonização & Poesia - ‘TIMOR-POVO-TIMOR’, de António Oliveira Cruz - Lisboa 1997;





Descolonização & Poesia - A poesia da solidariedade para com o povo timorense e as suas angústias da trágica invasão Indonésia 


‘TIMOR-POVO-TIMOR’ 
De António Oliveira Cruz 
Edição Instituto Piaget 
Lisboa 1997 


Livro com 44 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 



Do ÍNDICE: 

I - Dedicatória 

II - De Díli ao Tejo 
- A voz de um povo 
- Quando a vida sente 
- De Díli ao Tejo 

III - Timor-Povo 
- Erga-se um rosto 
- Vias várias 
- Timor-Povo 
- A cavalo louco 
- Gusmão e Xanana 

IV - Seguir sempre em frente 
- Deixar-se nunca 
- Agarrar-se aos pés 
- Seguir sempre em frente 
- O futuro soa 
- Ser História 


Preço: 22,50€; 

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Guerra do Ultramar & Moçambique - ‘IRMÃOS DE ARMAS’, de António Brito - Lisboa 2016 - Raro;






Guerra do Ultramar & Moçambique - A guerra transformou-os em matilha de caçadores, ninguém os treinou para viver em paz.....


‘IRMÃOS DE ARMAS’ 
De António Brito 
Edição Clube do autor
Lisboa 2016 


Livro com 388 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização.
Raro.


Sinopse: 
“Um grupo de rapazes de origens humildes, com vidas duras durante a infância e a juventude, alistam-se nos pára-quedistas durante a guerra do Ultramar. São mobilizados para Moçambique e, mais tarde, selecionados e enviados para o DONDO, perto da Beira, onde se organizaram para um tipo de guerra não convencional. Formam um grupo com aptidões especiais, capaz de viver no meio do inimigo, persegui-lo e destruí-lo onde ele se encontrar. Esse grupo, tem o nome de código Rolling Stones e durante meses actua em todo o norte e oeste de Moçambique, dentro e fora de fronteiras. Realizam acções de enorme violência que os transfiguram para sempre. O narrador da história é um dos rapazes, o protagonista, Alex Baldaia, a quem chamavam Príncipe por ler Maquiavel. 

Quando são desmobilizados e largados no mundo, estes rapazes sentem-se perdidos sem o poder das armas que os fez crescer, incapazes de organizar a sua vida num contexto de paz. Apenas as mulheres da sua vida permanecem ligadas a eles por laços de afecto e amor.“ 


Da contracapa: 
ESTA É A HISTÓRIA DOS ROLLING STONES, TREINADOS E ARMADOS PARA O COMBATE NA DLORESTA, ‘IRMÃOS DE ARMAS’, SOBREVIVERAM A MORTES E DESVARIOS. QUANDO OS DESMOBILIZARAM, LARGÁRAMO-NOS NO MUNDO, INCAPAZES DE SOBREVIVER SEM GUERRA. SÓ AS MULHERES DA SUA VIDA OS AMPARARAM NA ADVERSIDADE. 

TUDO COMEÇOU NO DONDO, MOÇAMBIQUE, EM SETEMBRO DE 1970. 

“Chamo-me Alex, Alex Baldaia, e comandei os Rolling Stones até à desmobilização. Decorreram décadas desde que passei o Bojador e na Guiné me alcunharam de Príncipe - o meu nome de guerra. Desconheço porque me deram esse nome. 
Talvez por me verem transportar na mochila com as rações de combate, o livro de Nicolau Maquiavel - sardinhas em tomate, feijão enlatado e intriga política - uma mistura explosiva a sacolejar nas costas. (...) 
Talvez porque em certas noites no acampamento, sob as estrelas, eu recordava aos soldados do pelotão as palavras de Florentino: 
‘A história é uma obra dos homens e não um conjunto de abstrações.’ 
E naquela época nós andávamos a fazer história. Oh, se andávamos!” 

“Uma história friccionada mas assente em vivências reais, minhas e de pessoas que conheci e com quem convivi, adornada por factos históricos mais ou menos conhecidos.“ 


O AUTOR: 
“ANTÓNIO BRITO nasceu entre as serras do Açor e do Caramulo, no concelho de Tábua, distrito de Coimbra. 

Aos dezoito anos, alistou-se na Força Aérea, nas Tropas Pára-quedistas. Mobilizado para a guerra em Moçambique, participou em algumas das mais importantes operações militares da Guerra Colonial. Com dezanove anos combatia em locais tão remotos como as florestas da serra Mapé, os pântanos do rio Rovuma, o planalto dos Macondes e o vale do rio Messalo. Em Moçambique, escreveu para jornais histórias de homens e de guerra. Depois da desmobilização licenciou-se em Direito, na Universidade Clássica. Durante anos foi director de empresas multinacionais, formador e consultor, até se estrear na ficção. 

Em 2007, publicou o romance ‘OLHOS DE CAÇADOR’, seguiu-se, em 2009, o romance ‘O CÉU NÃO PODE ESPERAR’. É também autor dos dois primeiros livros da série ‘SAGAL’: - ‘UM HERÓI FEITO EM ÁFRICA’ e ‘O PROFETA DO FIM’, ambos editados em 2012. 

‘IRMÃOS DE ARMAS’ comprova a sua extraordinária mestria narrativa e a sua arte de nos envolver numa trama que combina factos da história de Portugal com elementos romanescos.



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 

I - Heróis, diabos é loucos 
II - Sorvia a harmónica e o púcaro de aguardente 
III - Sobrevivia com penúrias e roupa amarrotada 
IV - Na alcofa da sopa levava a panela amolgada 
V - Tinha encontro com o destino e não sabia 
VI - Peregrino dos Rolling Stones 

Epílogo 


Preço: 32,50€;