domingo, 18 de agosto de 2013

Angola & Guerra colonial - 'ATÉ AO FIM - A última operação', de António Vasconcelos Raposo - Lisboa 2011 - RARO;


 

 

 


Angola - Relarto de operações de combate no sudeste angolano com os fuzileiros


'ATÉ AO FIM - A última operação'
De António Vasconcelos Raposo
Sextante editora
Lisboa 2011


Livro com 120 páginas, ilustrado e como novo.

O autor, um dos membros da companhia de fuzileiros de que o livro trata, relata o ambiente - em vésperas de 25 de Abril de 1974 - e os meandors de uma operação especial para capturar um comando de guerrilheiros na zona sudeste de Angola.

É um relato apaixonante e muito dramático e emocionante. Aqui se pode 'ver' e 'sentir' como se faziam as operações militares de grande secretismo e risco, realizadas pro tropas especiais, no caso pelos fuzileiros.

Um livro muito bom sobre o ambiente militar que se vivia no terreno, tendo ainda como parte do enredo o agente da PIDE presente na operação e que é apanhado pela revolução de Abril !


Preço: 25,00€

Angola & Guerra do Ultramar - 'AMOR NA GUERRA', de Daniel Costa - Alcochete 2010 - Muito Raro;


 

 


Angola - Um tstemunho da guerra nesta antiga província ultramarina portuguesa 


'AMOR NA GUERRA'
De Daniel Costa
Edição Alfarroba
Alcochete 2010


Livro com 100 páginas, muito ilustrado e como novo. Excelente.
De muito difícil localização.
Muito Raro.


Um interessante e muito bem escrito livro sobre as memórias da sua passagem pela guerra do Ultramar, tendo como cenário a antiga província de Angola, para onde foi mobilizado em 1962, com a sua companhia de cavalaria.

Na recruta conviveu em Estremoz com o então tenente-coronel António de Spínola e na viagem de navio para África foi em conjunto com a companhia chefiada pelo então também tenente-coronel Costa Gomes.

Este livro está ainda ilustrado com magníficas e muito elucidativas fotografias da guerra em Angola.


Preço: 25,00€; 

Guerra Colonial - 'ÀS VEZES NEVA EM ABRIL', de João dos Santos Lopes - Lisboa 1998 - RARO;



Guerra colonial - O teatro como pano de fundo usado para abordar o dramático conflito africano


'ÀS VEZES NEVA EM ABRIL'
De João Santos Lopes
Publicações Dom Quixote
Lisboa 1998


Livro com 82 páginas, como novo.
De muito difícil localização.
Muito Raro.


Da contra-capa:
"A minha opinião é que em Portugal, se há assuntos que são claramente tabus, um é a questão da Guerra Colonial.
Ninguém fala da Guerra Colonial ou, quando se fala, fala-se sempre de forma deturpada.
O peso da Guerra de África é muito forte.
Aquela ideia de que os portugueses são um povo de brandos costumes tem sido muito alimentada. Nós não somos realmente um povo de brandos costumes.
Nunca tivemos foi aqui na nossa sociedade denâmicas de senvolvimento capitalista suficientemente intensas que gerassem uma filosofia individualista forte.
É devido à ausência dessa filosofia que não atingimos ainda niveis de tensão racial tão agudos como se verifica nos países mais desenvolvidos."



Preço: 17,50€;

Angola & Gastronomia - 'COOKBOOK OF THE COMMUNITY' - Luanda 1970 - MUITO RARO;


 

 

 

 


Angola - A gastronomia africana e portuguesa com influência indiana usada nesta antiga colónia portuguesa


'COOKBOOK OF THE COMMUNITY'
Edição Neográfica
Luanda 1970


Livro com 260 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação.
Em português e inglês.
De muito, muito dificil localização.
MUITO, MUITO RARO.


Livro muito completo com receitas da gastronomia que se usava na década de setenta do século passado em Angola, com as suas influências africanas, portuguesas e indianas.

Considerado o melhor livro de gastronomia de Angola e do antigo ultramar português.


Preço: 175,00€;

sábado, 17 de agosto de 2013

Guerra colonial - 'AUTÓPSIA DE UM MAR DE RUÍNAS', de João de Melo - Lisboa 1987 - Muito Raro;




Guerra colonial - A guerra vista por quem a viveu e a descrveu...


'AUTÓPSIA DE UM MAR DE RUÍNAS' 
De João de Melo
Edição Círculo Leitores
Lisboa 1987


Livro com 264 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização.
Muito Raro. 


Com vasta obra bibliográfica, o autor dedica uma grande parte ao tema, guerra colonial. Considerado um dos exemplares da temática com mais impacto entre o público leitor.


Sobre o livro 'AUTÓPSIA DE UM MAR DE RUÍNAS', 
edição de 1984, escreveu Domingos de Oliveira Dias, da Brown University:
"(...) João de Melo oferece-nos um romance cuidadosamente elaborado, o arado da sua escrita resolve bem fundo no chão onde pisamos as palavras do quotidiano, a autópsia proposta talves não se circunscreva apenas ao cadáver de uma guerra morta à nascença, mais morta que a maior parte das guerras, porquanto até para matar, trucidar, extreminar, é preciso ter objectivos e motivações - por egoístas ou irracionais que sejam (são-no sempre) uns e outros - não se chacinapelo simples prazer de sentir o cheiro do sangue (...)
Ora, ao povo português faltava, felizmente, essa sanha de ferocidade mórbida que só a irracionalidade 'justicia'(...)"



Preço: 25,00€; 

Moçambique - 'FRELIMO - TERCEIRO CONGRESSO' - Edição FRELIMO - Maputo 1978 - MUITO RARO;




Moçambique - O primeiro congresso após a independência de Junho de 1975


'FRELIMO - TERCEIRO CONGRESSO'
Edição FRELIMO
Maputo 1978


Livro de grande dimensão, com 220 páginas, muito ilustrado (Mais de 250 fotografias a p/b e a cores))e em muito bom estado de conservação. Referência para algum desgaste na contra capa do livro.
De muito, muito difícil localização.
MUITO, MUITO RARO.


O livro insere uma cronologia histórica de Moçambique e da FRELIMO, com fotografias históricas da guerra de libertação.

Com mais de duas centenas e meia de fotografias, excepcionais e históricas, algumas de dupla página.

Os principais documentos e resoluções do congresso além da intervenção principal de Samora Machel, então o líder incontestado da FRELIMO.

Livro muito interessante e histórico.


Preço: 147,50€; 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Moçambique & Literatura - 'O CHÁ DE MANJACAZE', de Francisca Fernandes - Lisboa 1996 - Raro;




Moçambique - O trabalho desenvolvido pelas freiras católicas no período da guerra civil


'O CHÁ DE MANJACAZE'
De Francisca Fernandes
Irmãs Concepcionistas ao serviço dos Pobres
Lisboa 1996


Livro com 224 páginas, ilustrado e como novo.
De muito difícil localização.
Raro. 


Desde a indepencência a 25 de Junho de 1975, que Moçambique viveu uma guerra civil que opôs o governo central liderado pela FRELIMO à guerrilha da RENAMO.

Com o país paralisado e todo o esforço económico deslocado para o esforço da guerra, as populações sofreram todo o tipo de carências.

As diversas congregações católicas de freiras encetaram ajudas de todos os géneros às populações e carênciados.

Este livro relata um pequeno e significativo testemunho dessa ajuda.


Preço: 17,50€; 

Guerra colonial e Descolonização - 'NO SEGREDO DOS DEUSES', de Christine Ockrent (1988) - RARO - Dedicatória e assinatura do editor



Guerra Colonial - Os Serviços Secretos franceses em actuação em África e em Angola


'NO SEGREDO DOS DEUSES'
De Christine Ockrent
Edições Referendo
Lisboa 1988


Livro com 296 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente.
Com dedicatória e assinatura do editor.
De muito difícil Localização.
Muito Raro.m


Desde muito cedo que os serviços secretos franceses trabalhavam em África, em destaque para as suas ex-colónias e países vizinhos, de forma a garantir um fluxo de informação que ajudasse o governo de Paris a apoiar os seus aliados africanos e numa outras fase a garantir estabilidade e conhecimento de todas as alterações que pudessem ameaçar os interesse económicos.

E assim, entre 1974 e 1976, Angola foi um ponto nevrálgico da espionagem gaulesa.

Como seria a descolonização, que forças estavam no terreno e que garantias havia para os interesses franceses relativamente ao petróleo, diamantes e outras matérias primas, com os movimentos de guerrilhas angolanos?

Assim, de ajuda à UNITA, durante o processo de descolonização e início da guerra civil, até à passagem para o governo de Luanda foi uma questão de tempo.

A autora teve durante anos a responsabilidade de direcção dos serviços secretos, por isso sabe do que escreve.

Um livro muito interessante sobre este assunto.



Do ÍNDICE:

- Nome de código Ave Maria;

01. - A aprendizagem;
02. - Grandeza e serviços;
03. - A "guerra" das denúncias;
04. - O patrão;
05. - Entre os chefes da guerra;
06. - De uma forma de vitória a uma foma de guerra;
07. - Do serviço às missões;
08. - Das missões aos serviços;
09. - Os serviços e os seus instrumentos;
10. - Operações de todo o género;
11. - Memória e política;
12. - O director-Geral e o seu patrão;
13. - Intrigas africanas;
14. - Uma frente esquecida: Angola;
15. - A ameaça global;
16. - As conquistas do Império: o Afeganistão;
17. - As guerras do petróleo;
18. - O Xá e o Ayatolla;
19. - Os lodaçais do próximo oriente e de outras áreas;
20. - Em guerra: o terrorismo;
21. - O Caso "Greenpeace";
22. - Para um Conselho Nacional de Segurança;

EPÍLOGO:
- As ameaças permanentes;
- A ameaça actual;
- Plano básico do Ocidente;
- À maneira de Post-Scriptum;
- Agradecimentos;



Preço: 45,00€

Portugal - 'SALAZAR - RESPONDENDO A AFONSO COSTA', de Carlos Camposa (Barcelos 1976) - Muito raro



Portugal - A resposta dos membros do estado novo aos democratas e republicanos


'SALAZAR - RESPONDENDO A AFONSO COSTA'
De Carlos Camposa
Edição de autor
Barcelos 1976


Livro em muito bom estado de conservação.
MUITO RARO.

Com um preâmbulo e comentário sobre O 25 DE ABRIL do autor.


Preço: 15,00€

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Portugal & Guerra do Ultramar - 'GUINÉ - 9 DIAS EM MARÇO', de Horácio Caio - Lisboa 1970 - Muito raro;



















Portugal & Guerra do Ultramar - A visita do último Ministro da Defesa Nacional, Silva Cunha (1973-1974) à Guiné, quando o PAIGC afiançava na imprensa internacional controlar grande parte do território, na sequência da declaração unilateral da independência em Madina do Boé, visando percorrer o território para desmentir a propaganda do movimento guerrilheiro 



'GUINÉ - 9 DIAS EM MARÇO'
De Horácio Caio
Lisboa 1970


Livro com 44 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação.
De muito difícil localização.
MUITO RARO.


Reportagem da visita do Ministro Silva Cunha que na companhia do comandante e governador da Guiné, Gen António de Spínola, visitou todo o território em tranquilidade, contrariando assim a propaganda da guerrilha que afirmava estar o território todo ele na posse, controle ou disputa pelo que as autoridades portuguesas não podiam circular.



Do ÍNDICE: 

I - A GRANDE ÁRVORE TOMBOU
E FUGIRAM OS PÁSSAROS QUE ELA ALBERGAVA
(Da canção de Alfá Iáiá)
- ENQUANTO DOS PORTUGUESES CONSTROEM
OS INIMIGOS APENAS DESTROEM

II - A NOITE É GRANDE E NÃO DEVE SER GASTA
DO SOL POSTO À MANHÃ, TODA A DORMIR
(Da canção de Cherno Rachide)
- UMA JUBILOSA PEREGRINAÇÃO SEM ESCOLTA
AOS LOCAIS FRONTEIRIÇOS 'OCUPADOS' PELO INIMIGO

III - ... HÁ EM TODA A TERRA, UMA NAÇÃO DE NEGROS
TIDA E HAVIDA ENTRE ELES POR JUDEUS...
('Tratado breve dos Rios da Guiné', de Antão Álvares de Almada)
- NA GUINÉ, APESAR DA GUERRA
OS JOVENS PARTICIPAM JÁ DE UMA VIDA MELHOR

IV - OS COBARDES, ESSES VIVEM MAIS
MAS NUNCA TERÃO MÚSICA PARA DANÇAR
(Da canção de Quelé Fabá)
- O PRIMEIRO SOLDADO DA GUINÉ
EXEMPLO DE CONFIANÇA NA RECONSTRUÇÃO

V - DEVES TER FÉ EM DEUS QUE TUDO PREVÊ
E TUDO PODE ACERCA DOS MORTAIS
(Da canção do sábio Lagomane)
- COMEÇA A DESVENDAR-SE O VÉU
DA MENTIRA INTERNACIONAL




Comentário sobre o livro: 
"Em 1970, Horácio Caio escreve “Guiné, 9 dias em Março”. O ponto de partida era uma entrevista que Amílcar Cabral concedera à revista Newsweek, em Março desse ano, e onde mais uma vez se referia que o PAIGC controlava dois terços do território. Feliz coincidência, diz o jornalista, chegava a Bissau por essa altura o ministro do Ultramar, Silva Cunha, que viria a ser alvo de apoteótica recepção. O senhor ministro iniciava uma visita de 9 dias, o jornalista estava ali para testemunhar como eram destituídas de fundamento as afirmações do líder do PAIGC.
A Guiné no seu todo dá sinais de progresso, rasgam-se e alcatroam-se estradas pelo interior da floresta, lançam-se pontes e viadutos, constroem-se aldeamentos, escolas e hospitais, criam-se granjas agrícolas, recuperam-se bolanhas onde viceja o arroz. Nesse ano de 1970 inicia-se a terceira cobertura da província por rastreio antituberculoso seguido de vacinação BCG. O senhor ministro examina maquetes, desloca-se a escolas, tudo em Bissau.
Depois toma um avião e vai até Bafatá, agora elevada a cidade, é acolhido por uma multidão. A Primeira Companhia de Comandos Africanos presta-lhe honras militares, estão lá o Capitão João Bacar Djaló e o Alferes Zacarias Saiegh. Seguem depois de helicóptero (Silva Cunha e Spínola) para uma visita às populações na fronteira com o Senegal, vão primeiro a Sare Bacar, Horácio Caio escreve:
“No ar da Guiné portuguesa, dois helicópteros desarmados, ora voando junto à savana, ora erguendo-se aos duzentos metros, nervosos e extremes, como libélulas gigantes, a deixar jogar a paisagem plana, selvagem e exótica dos trópicos”.
Tanta poesia para falar da liberdade de circular pela Guiné de helicóptero! A viagem prossegue, como escreve o repórter:
“Canhamina é um complexo de aldeamentos autodefendidos, um pouco ao Sul. Os helicópteros desceram, os residentes acercaram-se em número de algumas centenas e as crianças em correria louca gritavam aos que se encontravam nos campos próximos para que viessem também”.
Regressam a Bafatá e o senhor ministro entra num automóvel que o conduz a Bambadinca. Escreve o repórter que se trata de uma airosa estrada asfaltada, no “coração da floresta”.
Novo dia de trabalho, desta vez uma viagem de avião até ao Gabu, o senhor ministro vai inaugurar um aeródromo. Milhares de pessoas aglomeram-se ao redor da pista. Em Nova Lamego, continua o repórter, está a operar-se um milagre na agricultura e na pecuária, é o que todos podem ver na Granja Agrícola do Gabu. O senhor ministro andou livremente e sem medo. Foi onde quis. De lés-a-lés, a Guiné conheceu a presença do senhor ministro. E para que não sobrassem dúvidas, os helicópteros visitaram as povoações de Beli e de Madina de Boé, isto é, os helicópteros sobrevoaram a baixa altitude os antigos quartéis, ali não havia nada para ver, a fotografia publicada na reportagem é elucidativa: helicóptero poisado, o ministro conversa com o Comandante-Chefe, Almeida Bruno ergue na vertical uma G3, não vá o diabo tecê-las.
Nos dias que se seguem, o ministro vai de helicóptero até à ilha do Como, depois Guileje, Gadamael – porto, Cacine, Cabedú e Catió. Assim se desfaz uma mentira da propaganda adversária, o senhor ministro esteve no Centro Geográfico da Ilha de Como onde portugueses mesmo desarmados, como foi o caso, podem permanecer quando e enquanto quiserem. Horácio Caio regista a vivacidade destes encontros:
“Em Guileje e Gadamael, a despreocupação de todos era evidente. De tronco nu, soldados e oficiais entregavam-se ao desporto e às ocupações matinais. A intensa alegria com que receberam os visitantes, somada à determinação que puseram nas suas afirmações, demonstraram mais uma vez a razão da sua permanência em tão inóspitas paragens”.
A visita prossegue pelo chão manjaco, há trabalhos na estrada alcatroada Bula – São Vicente. A recepção apoteótica em Teixeira Pinto. Depois Mansoa. O último dia na sua estada na Guiné reservou-o o titular da pasta do ultramar para presidir em Aldeia Formosa a inauguração do aeródromo do Quebo. E a reportagem termina assim: “Começa a desvendar-se o véu da mentira internacional, lançado sobre a Guiné portuguesa”.


Mário Beja Santos
Fonte: http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/2011/11/guine-6374-p9024-notas-de-leitura-301.html



Preço: 32,50€;