Portugal - Ultramar & História - Relatos dramáticos dos últimos grandes combates na Guiné, entre as Forças Armadas Portuguesas e os guerrilheiros do PAIGC, estes com cada vez melhor e mais modernos equipamentos de guerra, fornecidos pelos países do leste europeu
Revista ‘DOMINGO’, de 16 de Julho de 2023.
‘GUERRA COLONIAL - 30 DIAS CERCADOS PELO INIMIGO’
‘Quase no fim dos combates, em 1973, os militares portugueses destacados para a Guiné viveram dias de terror em Guidage. Os sobreviventes contam como foi.’
Lisboa 2023
Exemplar com 50 páginas, ilustrada e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização.
MUITO RARO.
Temas em destaque:
- ‘GUERRA COLONIAL - 30 DIAS CERCADOS PELO INIMIGO’, por Marta Martins Silva
‘GUIDAGE, povoado no norte da Guiné, tornou-se sinónimo de sofrimento e morte para os combatentes portugueses que ali estiveram cercados mais de um mês. Sobreviventes contam o que passaram.’
- “VAIS PARA GUIDAGE ? TU VAIS MAS É PARAR AO INFERNO, ESTÁS LIXASO !”
‘Naquela povoação da Guiné, que fazia ponteira com o Senegal, os militares portugueses ficaram cercados pelo inimigo durante mais de um mês sem comida, alimentavam-se com borras de café com sal e marmelada e conviviam com os feridos e os mortos, que não eram retirados porque não havia evacuação possível. O cerco a Guidage causou 100 mortos.’
- ‘Morreram mais de 3000 militares portugueses na Guiné, ao longo dos 11 anos que durou a guerra naquele território.’
‘JOSÉ PECHIRRO, 74 anos, foi mobilizado para a Guiné em 1971. Mal soube que ia para Guidage avisaram-no logo que era “o inferno”.’
- “Naquele dia 23 de Maio de 1973, às 4h da manhã, havia dois cheiros no quartel: a pólvora e a sangue. Os caixões estavam preparados.” - Honório Canelas (73 anos)
- “Disseram-me quando cheguei: vais ter medo nos primeiros oito dias, depois dá-se a sensação que os outros é que morrem.” - José Pechorro
‘SALGUEIRO MAIA FOI A GUIDAGE E CONTOU O QUE LÁ VIU.’
- “Foram dias seguidos de terror autêntico durante o cerco. Aquilo era ao deus-dará, era salve-se quem puder.” - Carlos Alexandre (74 anos)
- “Comíamos borras de café com sal, pão e arroz com marmelada. Duante dias não havia mais nada para comer. Zero.” - Carlos Alexandre
Preço: 27,50€;


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