Portugal & História - Uma obra de 1930 escrita por Crispiniano da Fonseca, que descreve a reconstituição do assalto ao Solar de Carrapatêlo, perpetrado pela quadrilha do famoso José do Telhado
‘UM CRIME ATROZ E HORROROSO…’
De Adriano Crispiano da Fonseca
Edição Papelaria Progresso
Lisboa 1930
Livro com 70 páginas e em muito bom estado de conservação.
De muito difícil localização.
MUITO RARO.
SINOPSE:
“Obra de Adriano Crispiniano da Fonseca, é uma reconstituição histórica e jurídica de um dos episódios mais célebres do banditismo português.
Detalha o assalto ao Solar de Carrapatelo, levado a cabo pela quadrilha do mítico José do Telhado, decorria o ano 1852. Baseando-se no processo judicial da época, o autor (foi Juiz de Direito e Diretor da Polícia de Investigação Criminal em Lisboa) descreve com rigor a violência e o impacto social deste crime no século XIX.
Após descrever o ataque, o autor revela quem foram os sucessores do banditismo, após Zé do Telhado ser preso.
Dedica depois alguns capítulos, com o título de Nota, para descrever curiosidades culturais e de arqueologia de regiões míticas de Portugal. Por exemplo; Marco de Canavezes, Campêlo, Freixo, a povoação de Pinhares que é da freguesia de Penhalonga, castelo de Castro e as suas inscrições, a romaria do Castelinho entre outras.“
“No lugar da Sobreira, onde ele (José do Telhado) passou a viver depois de casado com sua prima Ana Lentina de Campos, ainda hoje é invocado respeitosamente por senhor José Teixeira e os seus numerosos parentes disputam a honra de serem da sua estirpe...
Naquela região, as pessoas são em geral conhecidas pelos nomes das casas ou quintas em que habitam, sendo certo que, em virtude da sua dispersão e isolamento, se torna necessaria uma designação especial que as identifique.
Grande parte dos apelidos heraldicos portugueses vem dessa origem.
José Teixeira da Silva era portanto conhecido por José do Telhado, por ter nascido na casa designada por este nome, situada na freguesia de Castelães de Recezinhos, comarca de Penafiel, a 22 de Junho de 1818, (e não 1816), conforme verificámos do respectivo assento de baptismo dos livros arquivados na Repartição do Registo Civil daquela cidade. (...)
A simpatia de que na verdade gosava o afamado capitão provinha da lenda de que tirava aos ricos para dar aos pobres, como certo é tambem haver disfructado por parte das casas nobres daqueles sitios uma escandalosissima protecção.
Esta circunstancia deu azo a que se afirmasse que muitos fidalgos andavam comprometidos nos assaltos realizados pela quadrilha, incluindo-se nesse numero um sacerdote. A tradicção não é de todo destituida de fundamento, como pode verificar-se pelo decurso desta narrativa e muito especialmente dum processo que na extinta comarca de Lousada foi, pela época, instaurado contra alguns comparsas daquele salteador."
(Excerto de, José do Telhado)
“JOSÉ DO TELHADO ou Zé do Telhado, alcunha de José Teixeira da Silva (1818-1875). "Nasceu no lugar do Telhado, em Castelões, Penafiel, a 22 de Junho de 1818.
De origens humildes, foi viver com o tio para freguesia de Caíde de Rei, Lousada, quando tinha 14 anos, casando com a prima Ana Lentina de Campos, aos 27.
Seguiu carreira militar e foi inclusivamente distinguido com a ’Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito’. Mas, por ter apoiado o lado perdedor, que lhe valeu uma pesada derrota militar e, com 5 filhos, atolado em dívidas de impostos que não conseguia pagar, expulso das forças armadas e sem emprego, acaba por se relacionar com bandoleiros e foras-da-lei, dando-se, assim, o início da lenda do famoso Zé de Telhado, que se imortalizou pela perícia e pela fama de ser generoso (‘roubar aos ricos para dar aos pobres’).
Acaba por ser preso em 1859 e é condenado ao degredo perpétuo na África Ocidental Portuguesa, onde casou novamente e teve três filhos. Viveu em Malanje, negociando em borracha, cera e marfim.
Faleceu com 57 anos, estando sepultado na aldeia de Xissa, município de Mucari, onde foi erguido um mausoléu em sua homenagem.
De referir que o bandoleiro mais conhecido do país muito deve da sua imagem romântica a Camilo Castelo Branco, com quem esteve preso na Cadeia da Relação do Porto."
(Fonte: https:// www. facebook. com/adporto/ posts/ 3579720545377769)
Do ÍNDICE:
Duas palavras
- José do Telhado
- Solar de Carrapatêlo
- A capela de S. Braz
- Preparativos do crime
- A caminho. | O ataque
- Os sucessores de José do Telhado
- Marco de Canavezes
- Freixo
- A velha cidade de Oncobriga
- As pedras misteriosas
- Um marco miliario
- O Pelouro
- Exéquias em Bemviver por alma de D. João VI
- A romaria do Castelinho
Preço: 0,00€; (Indisponível)

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