segunda-feira, 28 de abril de 2025

Angola & MPLA - ‘REGULAMENTO DA ESTRUTURA E DO FUNCIONAMENTO DAS ORGANIZAÇÕES DE BASE DA JMPLA’ - Luanda 1983 - Muito Raro;





Angola & MPLA - As normas de actuação da Juventude do partido do poder em Angola desde a independência 


‘REGULAMENTO DA ESTRUTURA E DO FUNCIONAMENTO DAS ORGANIZAÇÕES DE BASE DA JMPLA - Juventude do Partido’ 
Edição 
Luanda 1983 


Documento com 32 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.



Do ÍNDICE: 

REGULAMENTO DA ESTRUTURA E DO FUNCIONAMENTO DAS 
ORGANIZAÇÕES DE BASE DA JMPLA - Juventude do Partido 

I. - Introdução 
II. - Tarefas Básicas das Organizações de Base 
III. - Estrutura das Organizações de Base 
IV. - Grupos da JMPLA do Partido 
V. - Funcionamento das Organizações de Base 
VI. - Funções 
VII. - Sobre a Orientação, a Atenção e o Apoio das Organizações de Base da JMPLA do Partido às Estruturas de Base da OPA - Organização de Pioneiros Agostinho Neto 
VIII. - Sobre a Orientação, Atenção e Apoio às Associações Estudantis 
IX. - Relações da Organização de Base a Administração ou Direcção do Local de Trabalho 
X. - Relações da Organização de Base com as Estruturas Sindicais nos Centris de Trabalho 
XI. - 
XII. - Disposições Finais 


Preço: 25,00€; 

Portugal - História & PREC - ‘DO 25 DE ABRIL AO 25 DE NOVEMBRO’, de Paradela de Abreu - Lisboa 1993 - MUITO RARO;






Portugal - História & PREC - Relatos das memórias do autor, escritor e resistente no PREC contra o domínio da extrema esquerda militar e civil que pretendiam a implantação de um regime ditatorial comunista 


‘DO 25 DE ABRIL AO 25 DE NOVEMBRO’ 
Memória do Tempo Perdido 
De Paradela de Abreu 
Edição Intervenção 
Lisboa 1993 


Livro com 224 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


Da contracapa:
“I 
Mulher de armas e valente 
Nunca do povo esquecida 
Era a Maria da Fonte 
Que p’la Pátria pôs a vida. 

II 
Eia avante, Porrugueses, 
Para a frente sem temer 
Pela nossa q’rida Pátria, 
Ou triunfar ou morrer 
Ou triunfar ou morrer. 

III 
Que grande exemplo esta mulher nos deu, 
De culto à Pátria de amor à Nação 
Que a Pátria escrava de estrangeira gente, não consente 
E o sangue dá p’la sua redenção.“ 
Letra original do Hino da Maria da Fonte 


O Autor: 
WALDEMAR PARADELA DE ABREU (Ílhavo, 30.08.1932 - Lisboa, 17.12.20023) foi apelidado de ‘editor maldito’ pelo facto de ter tido a coragem e ousadia de através da sua Editora ‘Intervenção’ ter publicado livros de António de Spínola, Mário Soares, Jorge Jardim, Vera Lagoa, Alpoim Calvão e Franco Nogueira, entre muito personagens controversos no período do PREC (Processo Revolucionário Em Curso), tendo granjeado inúmeros adversários e inimigos pela sua actividade ‘reaccionária’ e ‘fascista’. 
No período do ‘Verão Quente’, enquanto dava à estampa os seus livros, criou no norte um Movimento designado por ‘Maria da Fonte’, uma organização anti-comunista que ajudou a combater a tentativa dos partidos marxistas e de extrema esquerda de implantar no país um regime comunista, com ligações e estratégia com o MDLP (Movimento Democrático de Libertação de Portugal). 

Iniciou a sua actividade profissional como jornalista, em 1955, no jornal ‘República’, onde trabalhou até 1958, e ao serviço do qual fez a cobertura da Guerra do Suez, em 1956. Durante esse período, escreveu dois livros ‘O Princípio do Fim’,  em 1956 e as ‘Reportagens no Egipto’, em 1957, que aproveita a cobertura que tinha feito sobre a guerra, para o jornal. Em 1959 funda a editora Estampa e mais tarde em 1972, foi editor da Arcádia, onde publicou dois livros relevantes no panorama político da época, ‘Portugal e o Futuro’, do general António de Spínola, e ‘Portugal Amordaçado’, de Mário Soares. Em Março de 1974, depois da compra a Arcádia pelo grupo CUF, é despedido. Entre 1974 e 1975 exerceu as funções de director do semanário ‘O Social-Democrata’ e de chefe de redacção do semanário ‘Liberdade’, trabalhando depois nos jornais ‘O Dia’, ‘Tempo’ e ‘O Título’. Colaborou ainda como ‘freelancer’ em jornais regionais e esporadicamente no ‘Século de Joanesburgo’. 
Em 1976 foi ainda editor na ‘Intervenção’ (1976–82) e ‘Referendo’ (1987-91) e em 1983 publicou a obra intitulada ‘DO 25 DE ABRIL AO 25 de NOVEMBRO’ que relata o período onde o Movimento Maria da Fonte esteve activo. 
Conduz em 1984, pelo Jornal ‘O Dia’, uma extensa entrevista a Evo Fernandes, Secretário-Geral da RENAMO, sobre a Guerra Civil Moçambicana. 
Publica em 1997 ‘TIMOR - A VERDADE HISTÓRICA’. 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
INTRODUÇÃO 

O PRIMEIRO DIA 

O LIVRO DE SPÍNOLA 

O EQUÍVOCO DA CUF 

A SENSATA SENHORA 

ENTRE O SONHO E A REALIDADE 
- Uma sede para a LUAR 
- O dinheiro de Emídio Guerreiro 
- Três dias no Partido Socialista 
- Quinze dias no PPD 
- O partido de Palma Carlos 
- As barricadas 
- 14 de Janeiro de 1975 
- O Partido Social Democrata Independente 
- A esquerda impossível e a esquerda possível 
- O comício da Democracia Cristã 
- O meu 11 de Março 
- O Julgamento 
- ‘Virar Portugal do avesso’ 

DA ANGÚSTIA NASCE UM PLANO
- Evitar a ditadura comunista 
- O cenário 
- A concepção 
- A realização 
- A aventura 
- ‘Para alcançar a paz é preciso fazer a guerra’ 
- Ninguém aceitava Spínola 
- O pagamento das facturas 
- O último livro de Spínola 

AS TRÊS NOITES NEGRAS DE LEIRIA 

OUTUBRO: O MÊS DOS ESPIÕES 
- Reunião secreta em Chaves 

O CERCO DO SEMINÁRIO 

O ROUBO DE GUIMARÃES 

O ASSASSINATO DE JOAQUIM FERREIRA TORRES 

O MEU 25 DE NOVEMBRO 
- As campas abertas 
- ‘Uma andorinha não faz a primavera’ 


Preço: 52,50€; 

sábado, 26 de abril de 2025

Angola & Literatura - ‘O DIA EM QUE O PATO DNALD COMEU PELA PRIMEIRA VEZ A MARGARIDA’, de João Melo - Lisboa 2006 - Raro;






Angola & Literatura - Obra da nova literatura angolana com temática mundana da actual sociedade da capital 


‘O DIA EM QUE O PATO DNALD COMEU PELA PRIMEIRA VEZ A MARGARIDA’ 
18 histórias quase pós-modernas 
De João Melo 
Edição Caminho 
Lisboa 2006 


Livro com 182 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


O Autor: 
“JOÃO MELO é jornalista, escritor, publicitário e professor universitário.
Nasceu em Luanda em 1955. Estudou Direito em Coimbra e em Luanda. Licenciou-se em Comunicação Social e fez Mestrado em Comunicação e Cultura no Rio de Janeiro.
Dirigiu vários meios de comunicação angolanos, estatais e privados. Membro fundador da União dos Escritores Angolanos (UEA), ocupou diversos cargos de responsabilidade nos respectivos órgãos sociais, tais como secretário-geral, presidente da Comissão Directiva e presidente do Conselho Fiscal.
Actualmente é director de uma agência de comunicação, dá aulas e é deputado à Assembleia Nacional.“ 


Da badana: 
“Quando ela nasceu, incaracterística, minha mãe disse na mãe dela, amiga de infância, mais do que irmã, comadre antecipada, combina feita antes do casamento de ambas as duas, ‘Ah, tão querida, tem mesmo e casar com o meu rapaz!’, a outra, exausta do parto, ainda espantada com aquele milagre barulhento que sairá das suas entranhas, sem forças para responder, silêncio é consentimento, toda a gente sabe. 
Crescemos juntos. Brincámos de médico, professor, engenheiro. Brincámos de casamento. Brincámos de papá e mamã. Nesse dia, lhe mostrei a minha pila. Ela disse: ‘Ih, tão pequenina!’ Depois levantou as saias: as suas cuecas floridas deixaram-me paralisado de admiração. Quando quis lhe dar um beijo, como aqueles que o meu pai dava na empregada, quando a minha mãe não estava, ela fugiu. Durante uma semana, não apareceu na minha casa.
Nossas progenitoras exultavam: 
- ‘Dão-se lindamente! Parece mesmo que vai sair casamento…’ “ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 

- O usurpador 
- O segredo 
- O pato revolucionário e o pato contra-revolucionário 
- Violência 
- O império da velocidade 
- Retrato da personagem em busca do escritor
- A beleza americana 
- Maria 
- O cão 
- O dia em que o Pato Donald comeu pela primeira vez a Margarida 
- O fim do mundo 
- A morte é sempre pontual 
- O Canivete agora é branco 
- A tia Holy 
- O Canalha 
- A noiva de Deus 
- O escritor 
- Angola é toda a terra onde eu planto a minha lavra 


Preço: 27,50€; 

Angola & Literatura - ‘GENTE QUE ANDA POR AÍ’, de Henrique Abranches - Lisboa 2004 - Raro;






Angola & Literatura - Uma das últimas obras deste autor que tem uma vasta bibliografia editada no país e em Portugal 


‘GENTE QUE ANDA POR AÍ’ 
De Henrique Abranches 
Edição Caminho 
Lisboa 2004 


Livro com 162 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da badana: 
“Esta obra foi concebida e escrita com a intenção de dar à nossa juventude leitora outras fontes da cultura e da linguagem nos vários níveis académicos em que ela se bate pela vida e mede adquire alguma informação mais enriquecedora do que aquela que as actuais deficientes circunstâncias que a rodeiam lhe permite. 
Mas foi também concebida para que funcionasse como um contributo que a afaste de uma tendência que parece querer considerar ‘Literatura Angolana’ apenas o que se passa em Luanda, o que é redutor da cultura de Angola. 
Por isso a obra tem três partes: a primeira feita a partir de sonhos que o autor sonhou e julgou serem realidade angolana, mesmo quando se passavam em Paris ou em Havana; a segunda contendo várias maneiras de ficcionar em torno da realidade; e a terceira constituída por contos tradicionais que foram contados ao autor - ou cantados - no estilo próprio do narrador tradicional, ou mesmo totalmente por aquele fantasiados. Em suma, este trabalho representa um esforço para globalizar diversos vectores da cultura. Justamente à procurada atrás mencionada ‘Cultura Tradicional’.“ 
H. A. 


O Autor: 
“HENRIQUE ABRANCHES nasceu em Lisboa em Setembro de 1932 e foi para Angola logo após a segunda guerra mundial. Em Sá da Bandeira (actual Lubango) inicia-se na actividade política literária, na pintura e nos estudos etnográficos. Mais tarde, já em Luanda, escreve principalmente poesia e textos de etnologia para a Sociedade Cultural de Angola e para a revista da Associação dos Naturais de Angola, na época dirigida por António Jacinto. 
Preso pela PIDE, escreve na prisão o esboço do seu primeiro romance, ‘A Konkhava de Feti’, que consegue fazer sair do país. É enviado para Lisboa com residência fixa, onde colabora com a ‘Casa dos Estudantes do Império’ dando palestras, escrevendo e fazendo trabalho político. 
É membro fundador da União dos Escritores Angolanos e da UNAP (União Nacional dos Artistas Plásticos), de que foi presidente. As suas obras ‘A Konkhava de Feti’ e ‘O Clã de Novembrino’ (em três volumes) foram galardoados com o Prémio Nacional de Literatura.
Dedica-se ainda à expansão da Banda Desenhada através de escolas de sua início. 
Com mais de 50 títulos publicados abrangendo temática variada, tem de momento no pré-olímpica pequeno livro de contos.“ 


Obras do Autor:
- 'Cigarros sujos' (1960); 
- 'Diálogos' (teatro) (1962); 
- 'História de Angola' (c/ Pepetela e Adolfo Maria) (1965); 
- 'Sobre o feiticismo' (1978); 
- 'Manual de Museologia' (1979); 
- 'Sobre as culturas regionais angolanas' (1979); 
- 'Reflexões sobre cultura nacional' (1980); 
- 'Konkhava de Feti' (1981); 
- 'Titânia' (1983); 
- 'Cântico barroco' (1987); 
- 'Sobre a colina de Calomboloca' (1987); 
- 'Identidade e património cultural' (1989); 
- 'O clã de Novembrino' (3 volumes) (1989); 
- 'Kissoko de guerra' (1989); 
- 'Sobre os Bassolongos: arqueologia da tradição oral' (1991); 
- 'Misericórdia para o reino do Kongo!' (1996); 
- 'O arcano do leão' (1997); 
- 'Os senhores do areal' (1997); 
- 'O elogio do paradoxo' (1998); 
- 'O Ovo Magentino' (2000);
- 'Nsanta Madiya habitou entre nós' (2003); 
- 'O homem dos sete talentos' (2003); 
- 'Gente que anda por aí' (2004); 



Do ÍNDICE: 

CONTOS DIVAGANTES 
- Elvina 
- Diálogo de Mana Balbina e Padre Joaquim 
- O rapto das cidades 
- Diálogo no cume das montanhas 
- A venda de antiguidades 
- Uma tarde em Havana 
- O leão de Karapurkar 
- Caminho longo 

AS PALAVRAS TÊM DONO 
- O predador 
- O último dia do pintor 
- O canhangulo de Avô Ndalo 
- Escombros 
- Seis pés de matebeira 
- Amor e morte 
- Era uma vez uma órfã 
- O segredo de Tchimbaya 
- A panela mágica 

À maneira de post facio 
Glossário 


Preço: 25,00€; 

Portugal - Moçambique & Literatura - ‘A ÚLTIMA HISTÓRIA DE AMOR’, de Conceição Queiroz - Lisboa 2014 - Raro;






Portugal - Moçambique & Literatura - Uma obra onde a narrativa da ficção se confunde com a realidade vivida pela autora 


‘A ÚLTIMA HISTÓRIA DE AMOR’ 
Três mulheres unidas pelo sangue e por África 
De Conceição Queiroz 
Prefácio de José Eduardo Agualusa 
Edição A Esfera dos Livros 
Lisboa 2014 


Livro com 246 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa: 
“Conceição Queiroz parece ter trazido do seu país histórias suficientes para alimentar uma vida. ‘A ÚLTIMA HISTÓRIA DE AMOR’ trata do lugar do mal, e de como esse mesmo mal ecoa e repercute pelo tempo fora, contaminando tudo. Conceição Queiroz junta-se então a um outro nome da literatura moçambicana, Paulina Chiziane, no projecto de dar uma voz às mulheres do seu país. Esperemos que não se fique por este título, e nos dê mais histórias.” 
José Eduardo Agualusa, in PREFÁCIO 

“A NOTÍCIA DEIXA-O ENLOUQUECIDO DE RAIVA.
O FAZENDEIRO ALEMÃO DE CAÇADEIRA EM PUNHO
LANÇA-SE PELA SELVA ADENTRO EM PERSEGUIÇÃO DO SEU 
FILHO ZINKKE E DA NEGRA ÂNGELA, QUE ACABOU DE DAR À 
LUZ AS SUAS NETAS. MERKEL ARRASTA TUDI O QUE ENCONTRA 
À SUA FRENTE. ZINKKE SABE QUE TEM DE PARTIR, FUGIR DI 
ÓDIO DO PAI, PROTEGER A MULHER QUE AMA E AS SUAS DUAS
FILHAS. MAS É TARDE DE MAIS.“ 

“Duas balas atingem-no e Zinkke cai por terra com uma das recém-nascidas ao colo. O avô não tem dó - segura-a pelos pés e, cruelmente, esmaga-a contra o tronco de uma árvore. Ângela consegue escapar com Gabriela: é preciso deixar Moçambique para trás. 
Gabriela cresce em Lisboa, a ouvir os relatos da mãe sobre a terra onde nasceu, e deseja voltar a África para conhecer as suas raízes. Nessa viagem, descobre a história da avó, traída e abandonada pelo marido, desvenda o passado da mãe, que, depois de tantos anos, continua agarrada a um grande amor. 
Neste romance apaixonante, inspirado na história da própria família da autora, a jornalista Conceição Queiroz transporta-nos para o surpreendente mundo africano onde foi vivida a última história de amor.” 


A Autora: 
“CONCEIÇÃO QUEIROZ nasceu em Moçambique. É jornalista desde 1994. Trabalhou no grupo ‘Semanário’, no ‘Rádio Clube Português’ e foi directora de Informação da Televisão de Cabo Verde.
É grande repórter na TVI e esteve em reportagem em Angola, no Reino Unido, em Moçambique, no Uganda, na África do Sul, e num dos maiores campos de refugiados do mundo, no Quénia.
O seu trabalho foi distinguido por uma dezena de prémios: entre os galardões que recebeu encontram-se os da UNESCO, da Liga Portuguesa Contra o Cancro e da AMI - Jornalismo Contra a Indiferença. 
Entrou para o ensino superior com 19 valores, licenciou-se em Sociologia e frequentou uma segunda licenciatura em Política Social. É Mestre em História Moderna e Contemporânea e doutorada em Estudos Portugueses, com especialização em Literatura Portuguesa, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. 
É membro do Centro de Investigação Média e Jornalismo. 
‘A ÚLTIMA HISTÓRIA DE AMOR’ é o seu terceiro livro, depois de ter publicado ‘Serviço de Urgência’ (2007) e ‘Os Meninos da Jamba’ (2008).”


 
Do ÍNDICE 

PREFÁCIO 
Dedicatória 

Capítulo 1 
Ao 
Capítulo 24 


Preço: 27,50€; 

sexta-feira, 25 de abril de 2025

Portugal - História & PREC - LOTE DE 20 LIVROS - 25 de Novembro de 1975 - MUITO RAROS;











Portugal - História & PREC - Um lote fundamental e de grande raridade de obras sobre os acontecimentos que levaram ao golpe do 25 de Novembro de 1975 que viria a pôr fim à deriva esquerdista do processo revolucionário levado a efeito pela ala marxista do MFA com apoio dos comunistas e da extrema esquerda para a instauração de um regime ditatorial alinhado com os ditos países socialistas do leste europeu 


LOTE DE 20 LIVROS - 25 de Novembro de 1975 

1. - ‘25 DE NOVEMBRO DE 1975 - Os “Comandos” e o Combate pela Liberdade’ - (77,50€;) 
De Manuel Amaro Bernardo, Francisco Proença Garcia e Rui Domingues Fonseca 
Edição Associação de Comandos 
Lisboa 2005 

Livro com 522 páginas, muito ilustrado (fotografias, documentos e imprensa) e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 

2. - ‘A REVOLUÇÃO NUM REGIMENTO - A Polícia Militar em 1975’ - (32,50€;) 
AAVV - Militares do Regimento de Polícia Militar 
Helena Domingos, José Serras Gago e Luís Salgado Matos 
Edição Armazém das Letras 
Lisboa 1977 

Livro com 96 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização.
MUITO RARO. 

3. - ‘NOVEMBRO 25 - ANATOMIA DE UM GOLPE’ - (37,50€;) 
De L. Pereira Gil 
Edição EDITUS 
Lisboa 1976 

Livro com 324 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização.
Muito raro. 

4. - ‘OS “COMANDOS” NO EIXO DA REVOLUÇÃO’ - (35,00€;) 
De Manuel Branco 
Edição Abril 
Lisboa 1977 

Livro com 352 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização.
Muito raro. 

5. - ‘O CASO RIO MAIOR’ - (47,50€;) 
De José Alves de Meira Burguete 
Edição O SÉCULO 
Lisboa 1978 

Livro com 144 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 

6. - ‘25 DE NOVEMBRO’ - (27,50€;) 
Breve Panorama Gráfico e Noticioso duma Crise 
Edição Terra Livre 
Lisboa 1976 

Livro com 180 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização.
Raro. 

7. - ‘OS 3 DIAS DO DIABO’ - (32,50€;) 
(Narrativas) 
De Josué da Silva 
Edição Orion 
Amadora 1976 

Livro com 152 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização.
MUITO RARO. 

8. - ‘25 DE NOVEMBRO SEM MÁSCARA’ - (37,50€;) 
De Pinheiro de Azevedo 
Edição Intervenção 
Lisboa 1979 

Livro com 168 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito raro. 

9. - ‘DO 25 DE ABRIL AO 25 DE NOVEMBRO’ - (52,50€;) 
Memória do Tempo Perdido 
Edição Paradela de Abreu 
Edição Intervenção 
Lisboa 1983 

Livro com 224 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização.
MUITO RARO. 

10. e 11. - ‘RELATÓRIO DO 25 DE NOVEMBRO’ - 2 Volumes - (77,50€;) 
Texto Integral 
Edição Abril 
Editor Martinho Simões 
Lisboa 1976 

Livros com 290 páginas (I volume) e 312 páginas (II Volume) e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
RAROS. 

12. - ‘ABRIL NOS QUARTÉIS DE NOVEMBRO’ - (32,50€;) 
De Avelino Rodrigues, Cesário Borga e Mário Cardoso 
Edição Livraria Bertrand 
Lisboa 1979 

Livro com 484 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 

13. - ‘PORTUGAL - ANTES E DEPOIS DO 25 DE NOVEMBRO’ - (27,50€;) 
De Wilfred Burchett 
Edição Seara Nova 
Lisboa 1976 

Livro com 64 páginas e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização.
Muito Raro. 

14. - ‘ELEMENTOS PARA A COMPREENSÃO DO 25 de NOVEMBRO’ - (27,50€;) 
De capitão Duran Clemente 
Edições Sociais 
Lisboa 1976 

Livro com 128 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização.
RARO. 

15. - ‘O NORTE E O 25 DE NOVEMBRO’ - (32,50€;) 
De Silva Tavares 
Participação de Pires Veloso, Jaime Neves, Lemos Ferreira e Pinho Freire 
Edição Âncora 
Lisboa 2001 

Livro com 208 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito raro. 

16. - ‘O 25 DE NOVEMBRO A NORTE’ - (32,50€;) 
De Jorge Sarabando 
Edição da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto 
Porto 2015 

Livro com 160 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito raro. 

17. - ‘O SEGREDO DO 25 DE NOVEMBRO’ - (32,50€;) 
De José Freire Antunes 
Edição Publicações Europa-América 
Lisboa 1981 

Livro com 372 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito raro. 

18. - ‘JAIME NEVES - Homem de Guerra e Boémio’ - (42,50€;) 
De Rui de Azevedo Teixeira 
Edição Bertrand 
Lisboa 2013 

Livro com 
De muito difícil localização.
Raro. 

19. - ‘A CONTRA REVOLUÇÃO DE FACHADA SOCIALISTA’ - (37,50€;) 
De Varela Gomes 
Edição Ler Editora 
Lisboa 1981 

Livro com 264 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito raro. 

20. - ‘LIVRO BRANCO DA 5.a DIVISÃO’ - (62,50€;) 
(1974 - 75) 
Preâmbulo de Ramiro Correia e Varela Gomes 
Edição Ler Editora 
Lisboa 1984 

Livro com 446 páginas e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Preço: 

Moçambique & Arte - Catálogo de Exposição de 2 Artistas Moçambicanos - Lisboa 2013 - Muito Raro;





Moçambique & Arte - Um excelente catálogo da exposição conjunta destes dois artistas moçambicanos que decorreu na Galeria Perve em Alfama, de 27 de Agosto a 21 de Setembro de 2013


ERNESTO SHIKHANI & REINATA SADIMBA 
Catálogo de Exposição de 2 Artistas Moçambicanos 
Curadoria e Textos - Carlos Cabral Nunes 
Edição Perve Galeria - Alfama 
Lisboa 2013


Catálogo com 32 páginas, muito ilustrado (reprodução das respectivas obras) e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.



Os Artistas: 
“ERNESTO SHIKHANI nasceu no dia 16 de Abril de 1934, na região de Muvesha, distrito de Marracuene, em Moçambique. Filho de camponeses, foi pastor até aos 16 anos. Faleceu em Maputo em 2010.
Começou por dedicar-se à escultura, a partir de 1969, no Núcleo de Arte, tendo como mestre o escultor português Lobo Fernandes. Em 1963 torna-se assistente do professor Silva Pinto, escultor na Escola Industrial Mouzinho de Albuquerque.
A primeira exposição em que participa data de 1968, em Matalana. A partir de 1970, começa a dedicar-se à pintura. Recebe, em 1973, bolsa da Fundação Gulbenkian para realizar, em Portugal, uma primeira exposição individual. 
A partir de 1976 radica-se na Beira, onde permanece vários anos. Aí, até 1979, orienta aulas de Desenho no Auditório-Galeria. Em 1982, recebe uma bolsa de estudo, para expor na antiga URSS. No início da década de 1990, regressa a Maputo, aí se fixando até ao final da sua vida.
Realizou vários murais em baixo relevo na cidade da Beira e em Maputo. 
Participou em inúmeras exposições individuais e colectivas, maioritariamente em Moçambique e nos países vizinhos, em Portugal e muitos outros países.

“REINATA SADIMBA nasceu em 1945, na aldeia de Nemu (Planalto de Mueda, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique). Filha de camponeses, recebeu educação tradicional maconde, que incluía o fabrico de objectos utilitários em barro (pratos, cântaros e afins). 
Em 1972, durante a luta armada, ingressa na FRELIMO. Em 1975, é abandonada pelo pai dos seus filhos o que força a ter de garantir, sozinha, o sustento da família. 
Começa então a ser procurada, em Cabo Delgado, por alguns estrangeiros que ouviram falar dessa mulher que produzia esculturas com ‘formas estranhas’. Em 1978, passa à reserva da FRELIMO. 
Devido à guerra civil e à ostracização a que é votada pela generalidade dos Macondes (por se dedicar, precisamente, à produção de esculturas artísticas, algo só permitido, à época, aos homens - que trabalhavam as suas obras, exclusivamente, em pau-preto), emigra para a Tanzânia, em 1980, onde permanece até 1992. Durante esse período, a sua obra obtém vasto reconhecimento internacional, por intermédio de um marchand de arte suíço que lhe comprara centenas de obras e as exibe em vários países.
A partir de 1993, fixa residência em Maputo, onde ainda vive e trabalha. Em 1998 realizou aí uma muito aclamada semana de ensino sobre cerâmica escultórica. 
Participou em inúmeras exposições individuais e colectivas, por Moçambique, países vizinhos e em Portugal.


Preço: 27,50€; 

Moçambique & Literatura - ‘O PICO DA MICAIA’, de Luís Amorim Sousa - Lisboa 1997 - RARO;






Moçambique & Literatura - As memórias africanas do autor na sua juventude por terras das duas maiores então províncias ultramarinas portuguesas de Angola e Moçambique 


‘O PICO DA MICAIA’ 
De Luís Amorim Sousa 
Edição Assírio & Alvim 
Lisboa 1997 


Livro com 192 páginas e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
RARO.


SINOPSE:
“Depois do excelente livro de vivências londrinas ‘Crónica dos Dias Tesos’, Luís Amorim de Sousa regressa às suas memórias africanas em ‘O Pico da MICAIA’: a visão de um adolescente do mundo anteriormente construído paulatinamente no seu imaginário infantil. Todos os que procuram bons romances portugueses têm a obrigação de ler este livro.”


O Autor: 
“LUÍS AMORIM DE SOUSA nasceu em 1937 na cidade colonial de Nova Lisboa, Angola, de onde foi levado para Lisboa no primeiro ano de vida. Permaneceu em Lisboa até o começo da adolescência. De lá partiu para Lourenço Marques, Moçambique, onde publicou os seus primeiros poemas e se manteve até atingir a maioridade. Desde então viveu grande parte da sua vida no estrangeiro. 
Trabalhou e dirigiu o serviço noticioso português da BBC, em Londres, até 1976. 
Partiu seguidamente para Washington, onde desempenhou o cargo de Conselheiro de Imprensa junto da Embaixada de Portugal. Nessas funções residiu posteriormente em Brasília, e em Londres uma vez mais, até atingir a reforma. 
Viveu seguidamente em Portugal de onde partiu para Oxford, onde reside. 
Além de vários livros de memórias, reuniu a sua poesia em cinco colectâneas: ‘Ultramarino e O Verbo Trafalgar’ (IN/CM), ‘Bellini e Pablo Também’ (Assírio & Alvim), ‘Mera Distância’ (Artefacto) e ‘Este Incómodo Meu’ (húmus).”



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 

Do capítulo I 
Ao 
Capítulo L 

Glossário 


Preço: 32,50€; 

quarta-feira, 23 de abril de 2025

África & Guiné-Bissau - ‘CARTAS DE AMÍLCAR CABRAL A MARIA HELENA’ - AAVV - Lisboa 2016 - RARO;





















África & Guiné-Bissau - A história de Amílcar Cabral e da Guiné e Cabo Verde através das cartas pessoais dirigidas a Maria Helena nas décadas de 50 e 60 


‘CARTAS DE AMÍLCAR CABRAL A MARIA HELENA’ 
A outra Face do Homem 
AAVV - Iva Cabral - Márcia Souto - Filinto Elísio (Organização) 
Acervo documental - Iva Cabral 
Edição Rosa Porcelana 
Parcerias editoriais - Fundação Amílcar Cabral e Fundação Calouste Gulbenkian 
Lisboa 2016 


Livro de grandes dimensões (30,6 x 22 cm), capas duras e sobrecapa, com 400 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
RARO.


Da badana:
“O conjunto de carta, divididas essencialmente em duas décadas (1946-1950 e 1950-1960), reflete o olhar de Amílcar sobre a vida, em duas componentes que o mesmo considera fundamentais e indissociáveis: o indivíduo e a sociedade. É nestes dois pilares que as reflexões do jovem assentam, tendo, por princípio orientador, a firmeza de uma vida que se sonha, se edifica e se completa em duo. E porque Cabral relê e repensa o seu quotidiano e ideais com Helena, estas cartas devolvem-nos a vida em construção de um homem que acredita n interação ativa e afirmativa entre o indivíduo, a sociedade e a humanidade. “ 
Carlos Lopes 

“Esse tecido epistolar torna-se instituição (no sentido em que há instâncias de legitimação desta entidade, senso uma delas a sua publicação, através da publicação pela Rosa Porcelana Editora, com o apoio de duas instituições historicamente legitimaras pelo seu papel social, cultural e político, a Fundação Amílcar Cabral e a Fundação Calouste Gulbenkian), na medida em que a voz amilcariana, embora da intimidade e do privado, foi constantemente atravessada pela ideologia de uma razão pública que dinamizava a pauta da vida do seu autor.
Inocência Mata 

“A leitura das cartas, no seu todo, transmitiu-me o sentimento de como se estivéssemos numa sala de teatro em que duas personagens, uma mulher e um homem que se amavam, se confrontavam num diálogo intenso e rico em que um e outro manifestavam as suas certezas e dúvidas e contrapunham as suas razões e argumentos para confirmar ou duvidar da viabilidade do projeto de união e de vida em comum desejado, complexo e difícil, contudo possível e pleno de virtualidades e riqueza espiritual.“ 
Pedro Pires 



Do ÍNDICE: 

A OUTRA FACE DO HOMEM 
Triunfar sobre a morte vulgar ou considerações acerca da edição do livro 
‘CARTAS DE AMÍLCAR CABRAL A MARIA HELENA: a outra face do Homem’
- Márcia Souto e Filinto Elísio 
Convergências no tempo e nos propósitos 
- Pedro Pires 

As cartas de Amílcar a Maria Helena como ‘documento expressivo’ 
na construção de uma narrativa coletiva 
- Inocência Mata 

História em dueto 
- Carlos Lopes 

AQUI ME TENS 
Cartas 1946 
- 7 de Outubro 
- 21 de Outubro 
- Mote para M. Helena V. Rodrigues 
Cartas 1948 
- Fevereiro 
- 26 de Fevereiro 
- 24 de Março 
- 28 de Março 
- 30 de Março 
- 1 de Abril 
- 12 de Abril 
- 25 de Abril 
- 4 de Agosto 
- 5 de Agosto 
- 7 de Agosto 
- 13 de Agosto 
- O Soneto do nosso Amor 
- 14 de Agosto 
- 15 de Agosto 
- 18 de Agosto 
- 20 de Agosto 
- 23 de Agosto 
- 24 de Agosto 
- 25 de Agosto 
- 26 de Agosto 
- 27 de Agosto 
- 28 de Agosto 
- 29 de Agosto 
- 4 de Setembro 
- 5 de Setembro 
- 8 de Setembro 
- 12 de Setembro 
- 13 de Setembro 
- 15 de Setembro 
- 22 de Setembro 
- 15 de Outubro 
- Amílcar Lopes Cabral (Alda do Espírito Santo) 
- Para ti, Iva 
- Maria Helena Ataíde Vilhena Rodrigues 
Cartas 1950 
- 2.a canção de Amor 
- Telegrama de 4 de Abril 
- 4 de Abril 
- 6 de Abril 
- 10 de Abril 
- 3 de Julho 
- 18 de Agosto 
- 23 de Agosto 
- 28 de Agosto 
- 16 de Dezembro 
- Tese: Desejamos e queremos viver em comum 
Carta 1951 
- 3 de Janeiro 
Cartas 1952 
- 17 de Setembro 
- 24 de Setembro 
Carta 1953 
- 20 de Agosto 
Cartas 1955 
- 29 de Agosto 
- 30 de Agosto 
- 1 de Setembro 
- 10 de Outubro 
- 31 de Outubro 
- 4 de Novembro 
Carta 1957 
- 21 de Outubro 
Carta 1960 
- 30 de Abril 


Preço: 120,00€; 

Portugal - História & Ultramar - ‘FORÇAS EXPEDICIONÁRIAS DE CABO VERDE’, de Adriano Miranda Lima - Mindelo 2020 - MUITO RARO;






Portugal - História & Ultramar - Relato dos expedicionários enviados para o arquipélago de Cabo Verde 


‘FORÇAS EXPEDICIONÁRIAS DE CABO VERDE’ 
De Adriano Miranda Lima 
Edição do Autor 
Mindelo 2020 


Livro com 242 páginas em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.



“Cabo-verdiano de nascimento e nabantino ou tomarense por opção, Adriano Moreira Lima, coronel da situação de reforma e nosso camarigo, transmite-nos, ao longo das quase duas centenas e meia de texto e fotografias da época, a forma de vida e sentimentos de dois povos: o metropolitano, na medida em que foi representado pelos militares que para o arquipélago foram destacados; e o povo cabo-verdiano, nas populações que tão bem souberam receber os que ali aportaram. 
No início dos anos quarenta do século XX, com o eclodir da II Guerra, numa atitude dissuasiva do governo português, apesar da neutralidade declarada, enviou para as ilhas atlânticas milhares de militares, não deixando de continuar a embarcar para África – Angola e Moçambique – destacamentos de reforço às guarnições locais. 
O maior contingente foi destinado ao arquipélago dos Açores, com cerca de 30.000 militares, sendo o envio para a Madeira de uma força de mais ou menos 1.000 militares, como reforço das unidades recrutadas localmente. 
Cabo Verde foi o destino de quase 6.000 militares, a serem distribuídos pelas ilhas de S. Vicente, cerca de 3.000; para o Sal, em número de mais de 2.000; e para Santo Antão, mais de 700 militares. 
Não podemos esquecer que a plataforma continental poderia ser, aliás como se veio a provar, pretendida não só pelos espanhóis como pelos alemães, para expansão do território no primeiro caso, apesar da Tratado Ibérico, e na segunda hipótese, para obstar o desembarque, de forças inglesas, nas costas de Portugal. Caso algum desses cenários se verificasse, o governo português rumaria para os Açores, mas havia que assegurar um efectivo militar que activasse o retardamento das tropas invasoras, quer pela destruição de estradas e pontes com utilização de explosivos, pela engenharia, quer pela utilização de forças combinadas, infantaria e artilharia, em acções de emboscadas.”



Preço:  0,00€; (Indisponível)