Guiné & História - Uma análise aprofundado sobre os dirigentes do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e de Cabo Verde), desde a sua fundação em 1956, por Rafael Barbosa, Amílcar Cabral e outros, até ao golpe de Nino Vieira em 1980 em Bissau que pôs fim ao partido único dos dois estados, tendo surgido em Cabo Verde o PAICV
Livro com 330 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente.
Muito Raro.
Agradecimentos
PREFÁCIO, por Luís Reis Torgal
INTRODUÇÃO
1. - A evolução do PAIGC
2. - Um tema tratado de forma desigual
3. - À procura de trajetórias
4. - Um estudo no cruzamento de três disciplinas
5. - O necessário cruzamento de fontes
I. - OS FUNDADORES: A PRIMEIRA GERAÇÃO DOS DIRIGENTES DO PAIGC
I.1. Bissau, 1952 – 1956: um terreno decisivo de efervescência política
I.1.1. A fundação do partido na clandestinidade ou como a sua história é incerta
I.1.2. Da ”Associação Desportiva e Recreativa dos Africanos” ao Sindicato Nacional dos Empregados do Comércio e da Indústria da Guiné: sucessos e insucessos das atividades associativas pré- revolucionárias
I.2. Os traços comuns das trajetórias familiares: seca, emigração e uma certa relação com a cultura dominante
I.2.1. A idade dos fundadores, espetadores da grande fome
I.2.2. Emigrantes cabo-verdianos na Guiné: uma velha história e os frutos de um terreno muito fértil
I.2.3. Professores primários e padres santiaguenses: as trajetórias dos pais e avós paternos ou como ludibriar o dominador
I.2.3.1. Trajetórias paternas
I.2.3.2. Trajetórias dos avós paternos
I.3. Da tomada de consciência identitária à política: locais e tempos de formação e de experiência profissional
I.3.1. O liceu que afirmava a caboverdianidade
I.3.1.1. O liceu Gil Eanes no Mindelo, ilha de S. Vicente
I.3.1.2. O papel de Baltasar Lopes da Silva
I.3.1.3. A revista Claridade
I.3.2. A Universidade de Lisboa: o encontro e o confronto dos colonizados ou... quem influenciou quem?
I.3.3. As trajetórias profissionais dos fundadores, homens com carreiras de sucesso
I.4. Fugas ou prisão: A etapa decisiva para ascender à direção do Partido
I.4.1. As três fugas que salvaram o partido
I.4.1.1. O não-regresso de Amílcar Cabral
I.4.1.2. A fuga precipitada de Luís Cabral
I.4.1.3. A passagem tranquila de Aristides Pereira à clandestinidade
I.4.2. Em Conakry, terra de acolhimento: tudo a perder ou tudo a ganhar?
I.4.3. Enfrentar, resistir e suportar a PIDE
II. - OS COMBATENTES: A LONGA E PROGRESSIVA TOMADA DO PODER PELA SEGUNDA GERAÇÃO DOS DIRIGENTES DO PAIGC
II.1. O recrutamento dos militantes no mundo obscuro da clandestinidade
II.1.1. As profissões e atividades dos combatentes: assalariados guineenses em Bissau e estudantes cabo-verdianos em Portugal
II.1.2. A hegemonia guineense ou como a realidade foi mal observada
II.1.3. O espectro da fome sempre presente em Cabo Verde
II.1.4. A quase-ausência de mulheres na direção e as esposas na sombra
II.1.5. A etapa decisiva: a fuga em direção ao teatro de guerra
II.2. O recrutamento dos dirigentes
II.2.1. Trajetórias no partido: políticos-militares, políticos-diplomatas ou outros?
II.3. Itinerários dos pais e avós paternos: saber converter os capitais disponíveis
III. - HERÓIS E IDEÓLOGOS: VALORES E PRINCÍPIOS APÓS A INDEPENDÊNCIA
III.1. A heroificação dos dirigentes falecidos
III.1.1. Combatentes guineenses ou o heroísmo nacional quase exclusivo
III.1.2. Combatentes dedicados lutando pela liberdade e pelo progresso
III.1.3. Universalidade e excelência: que imagem construir do líder perdido, mas não esquecido?
IIII.1.3.1. Amílcar Cabral, um revolucionário dedicado ao ideal da dignidade do Homem Africano
III.1.3.2. Cabral: um artesão genial, fundador da Nacionalidade
III.1.4. Um reconhecimento oficial: a dupla imagem de Cabral nos selos de Correio
III.2. Continuar a revolução
III.2.1. Nascimento do Novo Homem Africano ou como se libertar do passado preservando a sua identidade
III.2.2. As relações suicidárias da pequena burguesia e do PAIGC, «guia das massas», com a sociedade
III.2.3. Da união política vitoriosa à difícil unidade com vista ao desenvolvimento socioeconómico
IV. - REVOLUCIONÁRIOS NO PODER: MUDAR GERINDO AS HERANÇAS
IV.1. Como revolucionar a sociedade: Instrumentos políticos nos dois novos estados
IV.1.1. Um Estado que executa o programa do partido
IV.1.2. Militantes armados ou militares? A sobreposição de cargos de direção
IV.1.3. As formas de militantismo do cidadão
IV.2. De uma diversidade das heranças económicas a um clara unidade nos projetos de mudança social
IV.2.1. As relações dos dirigentes de segunda geração do partido com os dois Estados independentes: dirigentes e ministros
IV.2.2. Crescer economicamente ou modernizar-se? A primazia dada ao desenvolvimento económico
IV.2.2.1. A polémica sobre o desenvolvimento na época da luta armada: manter os costumes ou mudá-los
com base em métodos científicos?
IV.2.2.2. Os agricultores guineenses no centro do debate e na base das mudanças
a) Uma economia guineense dependente e frágil, baseada no setor agrícola
b) Quebrar a economia de subsistência: a agricultura como motor e reflexo dos outros setores
IV.2.2.3. Em Cabo Verde: combater a seca, fugir ao espectro da fome
IV.2.3. Prosseguir as experiências sociais inovadoras da época da luta armada no quadro de uma nova realidade social
IV.2.3.1. A justiça pelo “povo” e inspirada por este
IV.2.3.2. Desenvolvimento e inovação no setor da Saúde: das «brigadas sanitárias» aos «projetos de desenvolvimento comunitário»
IV.2.3.3. Educar um Homem Novo
IV.2.3.4. Prioridades culturais: salvaguardar o património, escrever línguas e encorajar os artistas
IV.3. O fim abrupto do PAIGC
IV.3.1. A Guiné em sintonia com o continente: o golpe de Estado de 1980, causa da rutura do partido
IV.3.1.1. Os homens do golpe de Estado: militares que dominam os dirigentes políticos
V.3.1.2. Acusações e falhanço da unidade Guiné-Cabo Verde
IV.3.1.3. Falar sem se compreender: a condenação da ala cabo-verdiana
IV.3.2. A criação do PAICV ou a rutura assumida do partido
CONCLUSÕES
Tabelas
IMAGENS
Bibliografia citada