quarta-feira, 22 de maio de 2024

Guerra do Ultramar & Guiné - 'DE CONAKRY AO MDLP (Dossier secreto)', de Alpoim Calvão - Lisboa 1976 - Raro;



Guerra do Ultramar & Guiné - Da Invasão de Conakry na ‘Operação MAR VERDE’ ao MDLP (Movimento Democrático de Libertação de Portugal) em oposição às forças de esquerda no PREC, um relato das vivências do autor 


'DE CONAKRY AO MDLP (Dossier secreto)'
De Alpoim Calvão
Editora Intervenção
Lisboa 1976


Livro com 238 páginas, ilustrado (fotografias, mapas e documentos) e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização.
Raro.


O autor dá a sua visão sobre o seu percurso militar e político com destaque para a 'OPERAÇÃO MAR VERDE', quando tropas portuguesas e guineenses de Conakry invadiram o país do ditator então reinante, que protegia e apoiava a guerrilha do PAIGC.


SINOPSE: 
“Na primeira parte, o autor descreve a sua infância em Moçambique, a formação para oficial da Armada e resume a sua carreira militar e o envolvimento no MDLP, durante o PREC (Processo Revolucionário em Curso) até ao 25 de Novembro de 1975.

Na segunda parte, descreve em pormenor a ‘Operação Mar Verde’, que consistiu no ataque a Conakry, capital da antiga Guiné francesa, que apoiava a guerrilha do PAIG e expõe a sua opinião sobre o assassinato de Amílcar Cabral.

Na terceira parte, descreve as suas actividades entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975.

Fonte muito importante para estudar a guerra na Guiné entre 1963 e 1974 e o período da descolonização, até ao 25 de Novembro, e especialmente valiosa pois o Estado Português, ainda hoje não admite a participação de Portugal na ‘Operação Mar Verde’ e nunca foram disponibilizados documentos sobre essa operação secreta.” 



Do ÍNDICE: 

NOTA DO EDITOR 

PRIMEIRA PARTE 

SEGUNDA PARTE 
- O ataque à Conackry 
- A morte de Amílcar Cabral 

TERCEIRA PARTE 
- O 25 de Abril 
- A Descolonização 
- Apontamentos 
- Criação do M.D.L.P. 
- Subversão 
- Pinheiro de Azevedo 
- Fim do Gonçalvismo 
- O 25 de Novembro 
- Conclusões finais 
- Documento significativo 
- Matança da Páscoa 
- Organização clandestina 
- M.D.L.P. 
- Suspensão do Movimento 
- Martírio de um herói 


Preço: 27,50€; 

domingo, 19 de maio de 2024

Portugal & Guerra Colonial - ‘HISTÓRIA DOS BOINAS NEGRAS’, de Jorge Martins Barbosa - Lisboa 2018;




Portugal & Guerra Colonial - Relato da missão da CCAV 2482, integrada no BCAV 2867, na Guiné, de Fev de 1969 a Dez 1970, com a sede do Batalhão em Tite e Unidades em Fulacunda, Nova Sintra e Jabadá. 


‘HISTÓRIA DOS BOINAS NEGRAS’ 
De Jorge Martins Barbosa 
Edição Fronteira do Caos 
Lisboa 2018 


Livro com 286 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Sobre o Livro: 
“A obra inclui depoimentos, como o do Major-General Luciano Garcia Lopes, o testemunho do Alferes Miliciano Médico Rustom Framrose Bilimória, do Alferes Ilídio Vaz Saleiro Maranhão, dos Furriéis Carlos de Jesus Gouveia Rodrigues, Daniel Resende de Oliveira, Domingos Robalo, do 1.º Cabo Júlio Gago de Almeida, do Soldado Patrício Manuel dos Santos, Fernando Agostinho de Sousa Duarte, Jorge Ferreira Damásio dos Santos, Carlos Alcântara da Conceição Domingues, do 1.º Cabo António dos Santos Craveiro e Susana Duque, filha do Furriel José Alberto Sequeira Duque. Segue-se um álbum de imagens da comissão e a lista completa dos “Boinas Negras”.

A obra permite estudar a evolução da guerra nesta região do Quínara entre 1969 e 1970.”


Preço:   0,00€; (Indisponível) 

Angola & História - Revista ‘NOVEMBRO’, n. 2 - Dez 1976 - (‘MPLA - 20 ANOS DE LUTA’) - Luanda 1976 - MUITO RARO;




























Angola & História - Um exemplar da revista ‘NOVEMBRO’ com importante é histórica informação sobre o país e o MPLA 


Revista ‘NOVEMBRO’, n. 2 - Dezembro de 1976.
‘MPLA - 20 ANOS DE LUTA’ 
Director: Mário Alcântara Monteiro 
Edição das Edições Novembro 
Luanda 1976 


Exemplar com 94 páginas (70 + XXIV), muito ilustrada e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito, muito difícil localização. 
MUITO, MUITO RARO; 




Do ÍNDICE: 
- ‘MPLA - 20 ANOS DE LUTA’ 
Uma jornada de luta 
A criação do nosso movimento 
O colonialismo português não caiu sem combate 
Resposta do colonialismo: reforço do aparelho repressivo 
O direito do povo angolano à independência 
A repressão continuava a abater-se sobre o povo angolano 
Os heróis quebram as algemas 
Os exploradores não largaram facilmente a sua presa… 
O camarada Agostinho Neto toma a direcção da nossa luta libertadora 
O imperialismo desencadeia novas manobras 
Guerra popular de longa duração 
Generalização da luta armada a toda a extensão do território nacional 
A morte heróica de quatro camaradas da OMA 
O MPLA instala a sua sede no interior de Angola 
Hoji Ya Henda tomba heroicamente no ataque ao quartel de Karipande 
MPLA - O único representante do povo angolano 
Tombaram outros queridos filhos do povo angolano 
Nas zonas libertadas o povo participa no poder 
Perspectivas mais favoráveis para a nossa luta de libertação nacional 
Arrancamos passo a passo a nossa independência 
Reunião plenária do Comité Director do MPLA 
Arretada a bandeira portuguesa num quartel da Frente Leste 
O povo do Cunene levanta-se contra os colonialistas 
Movimento de reajustamento 
Novos ‘complots’ contra-revolucionários contra o MPLA 
25 de Abril - A vitória dos povos 
As soluções neo-colonialistas ensaiadas em Lisboa… 
Proclamação das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola 
O que deveria ser o I Congresso do MPLA 
Conferência Inter-Regional de militantes do MPLA 
Acorde de tréguas e a chegada triunfal a Luanda da delegação do MPLA 
“Nós temos de fazer com que o nosso povo se sinta realmente senhor do seu país” 
Resistência Popular Generalizada - Segunda guerra de libertação nacional 

Entrevista com o camarada Ilídio Machado: 
- ‘OPERAÇÃO “CLALECLAN” - Missão cumprida’ 

- ‘O ANIVERSÁRIO DA NOSSA INDEPENDÊNCIA’ 

- ‘SEGUNDO GOVERNO DA REPÚBLICA POPULAR DE ANGOLA’ 
- ‘MUSEU NACIONAL DE ANTROPOLOGIA’ 

- ‘NO C.I.R. “COMANDANTE KWENHA” ‘ 
Por Luís Alberto Ferreira 

- BIÉ - “É chegada a altura de vermos quem é militante do MPLA” 
Texto de Eurélio Freitas e fotos de Lucas de Sousa 

- ‘OS CONSTRUTORES DO FUTURO PRESTARAM JURAMENTO’ 
- ‘OS ESCRITORES EM LIBERDADE’ 

DOCUMENTAÇÃO 
- Textos integrais dos discursos de Aristides Pereira, Pinto da Costa, Samora Machel e Agostinho Neto por ocasião das comemorações do 1.* aniversário da independência da RPA 
- Declaração do Bureau Político do MPLA sobre o 1.* aniversário da independência e o 20.* aniversário da fundação do MPLA 
- Comunicado da UNTA (União dos Trabalhadores Angolanos) por ocasião do 1.* aniversário de Proclamação da independência nacional 
- Texto do discurso do camarada Presidente Agostinho Neto no acto da inauguração da Campanha de Alfabetização 


Preço:   0,00€; (Indisponível) 

Portugal - PREC & Descolonização - Semanário ‘O PAÍS’, n. 11 - 19.03.1976 - (Marcelino da Mata - “FUI TORTURADO NO RALIS” e ‘ACUSARAM-ME DE SER O GENERAL KAÚLZA DE ARRIAGA”) - Lisboa 1976 - MUITO RARO;
















Portugal - PREC & Descolonização - Ainda notícias dos abusos cometidos em nome da revolução de 25 de Abril, com prisões arbitrárias e sem culpa formada, mandatos de captura em branco, tortura sobre os ‘reacionários’ e também os abusos e abandono de cidadãos portugueses no período da descolonização nas ex-colónias africanas que se tornaram entretanto independentes…


Semanário ‘O PAÍS’, n. 11 - De 19 de Março de 1976. 
Marcelino da Mata - “FUI TORTURADO NO RALIS” e ‘ACUSARAM-ME DE SER O GENERAL KAÚLZA DE ARRIAGA” 
Director: José Vacondeus 
Lisboa 1976 - MUITO RARO; 



Temas em destaque: 
Marcelino da Mata 
- “FUI TORTURADO NO RALIS”, por Rui de Brito 
Afirmações do Alferes-comando (Torre Espada) 
Os Torcionários da Revolução de Abril 

Dossier Moçambique 
- “ACUSARAM-ME DE SER O GENERAL KAÚLZA DE ARRIAGA” 
SERAFIM DE JESUS SILVA conheceu Moçambique porque para lá foi enviado como militar.
Da mesma maneira que muitos outros, terminado o período em que foi compelido a desempenhar aquilo que, na altura era considerado obrigatório, tencionou casar-se com uma natural da região e radicou-se em Nampula. 
A sua odisseia, a partir do momento em que foi detido sob a acusação de ser o general Kaúlza de Arriaga, está descrita na exposição que fez ao Secretário de Estado dos Retornados e de cujo documento extraímos as passagens mais significativas.
O julgamento do caso pertence aos leitores. 

Comandante Gomes Mota: 
- “DISCORDO DA POLÍTICA SEGUIDA COM OS NOVOS ESTADOS AFRICANOS” 

Medeiros Ferreira: 
- “SURGIRÃO DIFICULDADES NA RELAÇÕES COM AS EX-COLÓNIAS” 

Agostinho da Silva
- ‘UM CASO DE “INJUSTIÇA REVOLUCIONÁRIA” ‘ 

O Drama da Reforma Agrária 
- “DESAPAREÇAM ANTES QUE SEJA TARDE!…” 
Gritaram histéricos, os habitantes de Santa Justa (Couço) 

Partido da Democracia Cristã 
- “SÓ IREMOS ÀS ELEIÇÕES SE DOR ESCLARECIDO O 11 DE MARÇO” 
Afirmações de Santos Ferreira 



E NA PRÓXIMA EDIÇÃO…
O Caso Angoche: 
- ‘ENTREVISTA COM A MULHER DO COMANDANTE DESAPARECIDO’ 


Preço: 77,50€; 

Angola & Descolonização - ‘A BALADA DO ULTRAMAR’, dr Manuel Acácio - Lisboa 2009 - Raro;






Angola & Descolonização - A tragédia do processo que levou ao final do império colonial e à consequente independência em 1975, desta então província ultramarina portuguesa, que causou a fuga de portugueses e angolanos, perante a guerra fratricida entre os movimentos de libertação e a ausência de segurança e autoridade, é retratada nesta obra do autor, jornalista da TSF 


‘A BALADA DO ULTRAMAR’ 
De Manuel Acácio 
Edição Oficina do Livro 
Lisboa 2009 


Livro com 222 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa: 
“Eu sou de Angola, que é a terra onde nasceram a minha mulher, as minhas filhas e as minhas netas. Eu ainda digo jindungo em vez de malagueta, geleira em vez de frigorífico, curtia em vez de penso rápido e jinguba em vez de amendoim.“ 

“AS CORES, OS CHEIROS, A PAISAGEM E AS MEMÓRIAS DE ÁFRICA NUM ROMANCE EMOCIONANTE E CORAJOSO QUE NOS DEMONSTRA QUE O NOSSO CORAÇÃO PERTENCE AO LUGAR ONDE FOMOS FELIZES.”


O Autor: 
“MANUEL ACÁCIO nasceu em Évora, em 1964. Licenciado em Filosofia, é um dos fundadores da TSF-Radio Notícias. Jornalista profissional, acompanhou de perto a situação em Timor e foi editor do programa ‘Fórum TSF’ durante vários anos. Actualmente desempenha as funções de chefe de redacção daquela estação de rádio. 

Com base na sua experiência como jornalista, escreveu ‘TIMOR - Os Peregrinos da Liberdade’ e ‘A Última Bala é a minha Vitória’, ambos editados pela Oficina do Livro. 

‘A Balada do Ultramar’ é o seu primeiro romance.“ 


Da badana: 
“Naquela manhã de 1951, ao embarcar num navio com destino a Angola em busca de uma nova oportunidade, estava longe de imaginar o que o futuro lhe reservava. Décadas depois é obrigado a regressar à metrópole e mais uma vez a vida decide surprendê-lo. 

Quando chega, sente o peso da discriminação: ‘retornado’, todos lhe apontam o dedo. É verdade que conseguiu ultrapassar todos os ultrajes, mas há cicatrizes que deixam marcas. Não é impunemente que se é testemunha da queda de um império. 

Esta obra leva-nos de volta a Angola, ao tempo em que a principal riqueza das famílias era a felicidade que sentiam por viver em África. Sem subterfúgios, o autor retrata a angústia de quem tudo perdeu e teve de recomeçar uma nova vida. 

Escrito com uma ousadia invulgar, sem medo de abordar temas proibidos, ‘A BALADA DO ULTRAMAR’ revela-nos, também, que recordar é um bálsamo que ajuda a sarar muitas feridas. Se tivermos coragem para isso…“ 



Do ÍNDICE: 

Agradecimentos 
Dedicatória 

Capítulo 1 
Ao 24 


Preço: 25,00€; 

Portugal - Ultramar & Descolonização - ‘A MEMÓRIA É VITAL - Angola, 25 de Abril e a CSARA’, de Maria José Gama - Lisboa 2014 - Muito Raro;






Portugal - Ultramar & Descolonização - A autora percorre a sua intensa actividade política ligada intimamente ao PS (Partido Socialista) e revela o seu papel na Comissão Socialista de Apoio aos Retornados no período da descolonização das antigas províncias ultramarinas portuguesas 


‘A MEMÓRIA É VITAL - Angola, 25 de Abril e a CSARA’ 
De Maria José Gama 
Prefácio de Adriano Moreira 
Posfácio de Manuel Alegre 
Edição Arandis 
Lisboa 2014 


Livro com 162 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.


RESUMO:
“Maria José Gama, nascida em Angola, humanista e autora de «A Memória é Vital», narrativa histórica prefaciada pelo Professor Adriano Moreira e com posfácio do Escritor Manuel Alegre, desde cedo manifestou ideais de independência, liberdade e igualdade. Viveu intensamente o 25 de Abril e sempre se empenhou na defesa de causas de justiça social. Assim ao publicar este livro desejou acrescentar aos já editados, escritos biográficos e sociais, os seus conhecimentos vividos nos bastidores da política sobre períodos importantes e conturbados de Angola e de Portugal. Contudo, não deixa de neste testemunho manifestar renovada esperança num Portugal melhor, mais justo e próspero para as gerações vindouras.” 


Da contracapa: 
“MARIA JOSÉ GAMA 

Socialista, humanista, tertuliana e bloguista. Maria José Gama assessorou Jorge Sampaio, secretariou cinco líderes parlamentares e o Vice-presidente da AR Manuel Alegre. De fortes convicções empenhou-se em causas políticas e sociais. Foi autarca, fundadora e dirigente da ASAS, estando associada a outras IPSS. Nascida em Angola, estudou e cresceu em Lisboa no seio de família da oposição democrática ao Estado Novo. Desde cedo manifestou ideais de independência, liberdade, igualdade, fraternidade e prosperidade. Desejou e viveu intensamente o 25 de Abril. Durante a descolonização, perante o drama dos que chegavam na ponte aérea e numa fase em que o IARN ainda não estava operacional, criou a CSARA (Comissão Socialista de Apoio aos Retornados). Ness sua solitária iniciativa, contou com o apoio de Mário Soares e Salgado Zenha mas também com a adversidade por parte de outras individualidades do PS. Desde o império até à recente limitação da soberania face aos ditames da TROIKA, é um pouco de tudo isto que a autora, ao correr da pena e da memória, que é vital, nos revela neste seu testemunho, sem saudosismos nem falsas modéstias e com renovada esperança num futuro melhor para Portugal e para as gerações vindouras.“ 
J.S. - Out. 2014 


A Autora e a CSARA (Comissão Socialista de Apoio aos Retornados): 
“Nos primeiros tempos da CSARA, Maria José tenta mobilizar apoios. Falou com Maria de Jesus Barroso, tendo-lhe esta dito que só colaboraria se tivesse o beneplácito de Mário Soares. Tendo este apoiado entusiasticamente a iniciativa, a CSARA começa a funcionar, beneficiando de outro apoio de peso, Salgado Zenha. 
No período gonçalvista, diz Maria José, a televisão jamais noticiou os comunicados da CSARA, que sempre lutou contra a manipulação da imprensa e da rádio, as quais, no seu entender, procuraram a todo o custo ‘ocultar a realidade relativamente aos Retornados’. Mais aliados de peso: Vasco da Gama Fernandes, Vera Lagoa, o jornalista Antunes Ferreira. Maria Irene Zenha. 
E outros, vindos da Noruega, do Instituto Norsk Folkehjelp, que muito ajudaram a CSARA nas suas oito áreas de actividade: assistência médica e medicamentosa; assistência jurídica; procura de empregos; distribuição de vestuário, calçado e agasalhos; distribuição de cobertores; distribuição de leite, especialmente para crianças e doentes; pequenos subsídios para alimentação, alojamento, etc.” 
Por António Araújo


Preço:  32,50€; 

Política Internacional - ‘OS ENGENHEIROS DE ALMAS - O Partido Comunista e os Intelectuais’, de João Madeira - Lisboa 1996 - Raro;





Política Internacional - A permanente cumplicidade e captação da adesão dos intelectuais pelos partidos marxistas leninistas, da extinta URSS de Stalin e do PCP de Álvaro Cunhal 


‘OS ENGENHEIROS DE ALMAS - O Partido Comunista e os Intelectuais’ 
De João Madeira 
Edição Editorial Estampa 
Lisboa 1996 


Livro com 412 páginas e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa: 
“Em ‘OS ENGENHEIROS DE ALMAS’ - expressão utilizada por Estaline para se referir à função dos escritores - ensaia-se o percurso de aproximação e sedução dos intelectuais pelo marxismo e também a forma como o Partido Comunista geriu e incorporou esse fascínio nos limites instáveis da necessidade do seu apoio e da desconfiança estigmatizante com que os encarava.
Num país espartilhado por um regime autoritário e repressivo, onde as mudanças estruturais, mesmo que ‘invisíveis’ ou lentas, não deixaram de se fazer sentir, procura-se apreender o efeito dessas mudanças sobre diferentes gerações de intelectuais comunistas. 
‘OS ENGENHEIROS DE ALMAS’ é a abordagem de praticamente três décadas de encontros e desencontros, de polémicas e de fidelidades, de calorosas solidariedades e de ranger de dentes em surdina, protagonizado por criadores e ensaístas, mas também por intelectuais orgânicos, caminhando como que emparedados entre o dever e a rigidez de militâncias indeclináveis e a necessidade de questionar, de discordar, de pensar na primeira pessoa.“ 



Do ÍNDICE: 

NOTA PRÉVIA 
INTRODUÇÃO 
1. - O objecto do trabalho 
2. - As unidades de observação e a sequência de análise 
3. - A crónica, o libelo e a História 
4. - Informação sobre fontes e bibliografia 
5. - Problemas de metodologia 

Primeira Parte 
INTELECTUAIS, SOCIEDADE E MARXISMO 
I. POLISSEMIA DE UM CONCEITO, HETEROGENEIDADE DE UM GRUPO 
II. “UMA ELITE POLÍTICA COM UMA MISSÃO ESPECÍFICA” 
III. “LEGITIMADORES DA IDEOLOGIA’ 
1. - “Parte da causa geral do proletariado” 
2. - A filosofia da felicidade 
IV. O “PEQUENO MUNDO ESTREITO” DOS INTELECTUAIS EM PORTUGAL 

Segunda Parte 
A DIFUSÃO DO MARXISMO LENINISMO ENTRE OS INTELECTUAIS PORTUGUESES 
I. A “ENCRUZILHADA DOS MUNDOS EM QUE NOS ENCONTRÁVAMOS” 
1. - “Tudo ia começar do zero” 
2. - “Que os intelectuais se deixem penetrar por um espírito novo” 
3. - “Despertar a alma colectiva das massas” 
4. - “Ir da ideia e da palavra para o movimento…” 
II. “A GERAÇÃO PORTUGUESA QUE NASCEU ENQUANTO A EUROPA ARDIA” 
1. - “… um contacto permanente com a corrente viva da história” 
2. - “… estávamos verdadeiramente empenhados em salvar o mundo” 
3. - “Um problema de orientação” 
4. - “Os homens da minha têmpera nasceram para grandes atitudes” 

Terceira Parte 
OS INTELECTUAIS COMUNISTAS 
I. A REORGANIZAÇÃO DE 1940-41 E OS INTELECTUAIS 
1. - “Isto foi um núcleo que explodiu e levou o Partido para muito lado” 
2. - A “regra de ouro” e a mobilidade vertical dos intelectuais 
3. - “… numa intensa actividade clandestina…” 
4. - “… ligar a zona clandestina à zona legal” 
5. - Ainda o confronto crítico entre materialistas e idealistas 
6. - O predomínio de uma elite de formação universitária 
II. DAS “JUVENTUDES” AOS MUDJ - “FORMANDO UMA FRENTE ÚNICA JUVENIL, NA LUTA PELO PÃO E PELA CULTURA” 
1. - “… por um novo tipo de militante juvenil” 
2. - O MUDJ - “uma vasta organização juvenil de massas” 
3. - “… um desvirtuamento dos verdadeiros objectivos do MUD Juvenil” 
III. SOB O SIGNO DA GUERRA FRIA 
1. - “A luta do nosso Partido de ser (…) conduzida em duas frentes” 
2. - Sectarismo e intransigência na política de quadros 
3. - A ruptura da unidade e a crise da oposição 
IV. A POLÉMICA INTERNA DO NEO-REALISMO 
1. - “(…) que gritassem verdades como punhos” 
2. - Os engenheiros de almas e a “ponte Abstracta” 
3. - “A filosofia presente era a ligação dos camponeses com a terra” 
V. OS ANOS CINQUENTA E A CRISE DO MUD JUVENIL 
1. - Novas tarefas para uma organização em crise 
2. - “Somos como as ostras…” 
VI. DO “COMBATE AO SECTARISMO” À LUTA IDEOLÓGICA 
1. - “Aos intelectuais comunistas não tem chegado a voz do Partido” 
2. - “Sonhos, lendas e contagens aritméticas de votos” 
3. - Os intelectuais em ruptura - percursos e reagrupamentos 
VII. UMA NOVA GERAÇÃO INTELECTUAL 
1. - Nova consciência de geração num país a mudar 
2. - Os intelectuais orgânicos e a crítica ao “desvio de direita” 

CONCLUSÕES 
Fontes e Bibliografia 


Preço: 27,50€; 

Política & História - ‘LE PORTUGAL - Vingt ans aprés la Révolution des oeillets’, de Yves Léonard - Paris 1994 - Raro;





Política & História - A revolução portuguesa de 1974 e a democracia implantada, analisada 20 anos depois por um investigador francês com recurso a inúmera informação e estatísticas 


‘LE PORTUGAL - Vingt ans aprés la Révolution des oeillets’ 
De Yves Léonard 
Édition La Documentation Française 
Paris 1994 


Livro com 242 páginas, ilustrado com quadros e gráficos e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Do ÍNDICE: 

INTRODUCTION 
Une césure dans l’histoire du Portugal 
Identité et singularité lusophones 
“Encore reste-t-il au Portugal de s’accomplir” 

Enraciner la démocratie 

1. - ‘DÉMOCRATISER, DÉCOLONISER, DÉVELOPPER’ 
Quelle Révolution ? 
- ‘Grândola, vila morena’ - ‘Orgueilleusement Seul’ - A la croisée des chemins - La Révolution déchirée - La Révolution institutionnalisée 
Sauvegarder et développer 
- Le socialisme democratique dans l’impasse - Présidentialisme ou parlementarisme? - Vers un régime parlamentaire classique - L’Europe, nouvelle ‘grande découverte’ du Portugal 

2. - UNE DÉMOCRATIE EUROPÉENNE 
La stabilité retrouvée 
- Achever la trasition vers la démocratie - Les années ‘Orange’ - une ère de relative croissance 
A fleurets mouchetés 
- Une situation sociale préoccupante - Une cohabitation difficile - Quel avenir politique? 

ANNEXES 
Le pouvoir local 
Deux régions autonomes: Les Açores et Madère 

Réaffirmer l’indentité portugaise 

1. - A L’HEURE DE L’EOROPE 
L’impératif communautaire 
- Rattrapages et ajustements - Le Portugal et son avenir 
Sous le signe de l’Europe 
- Une societé à plusieures vitesses - L’Europe en tête 

2. - LE PORTUGAL DANS LE MONDE 
Un pont entre l’Europe et l’Afrique 
- Poussières d’empire - L’heure de revenir en Afrique 
De l’Atlantique à l’Europe 
- L’atout de la lusophonie - Lisbonne, carrefour des cultures 

CONCLUSION 

ANNEXES 
- Chronologie des principaux événements (1974-1993) 
- Statistiques de base du Portugal 
- Le programme du Mouvement des Forces Armées portugaises 
- Réforme et contre-réforme agraire 
- Les Forces Armées Portugaises 
- Composotion du XII gouvernement constitutionnel 

Bibliographie 
Liste des encadrés 
- 25 avril 1974 - 25 novembre 1975: les principales étapes du processus révolutionnaire 
- Composition des six gouvernements provisoires (1974-1976) 
- La première révision constitutionnelle et la situation après 1982 
- Dix anos de démocratie: trois témoignages 
- La révision constitutionnelle de 1989 
- Perspectives économiques au Portugal pour 1994-1995 
- Impact du cadre communautaire d’appui 
- La Constitution portugaise à l’épreuve de l’Europe 
- La troisième révision de la Constitution (1992) 
- Le secteur textile 
- Le secteur des télécommunications 
- Identité portugaise et espace ibérique 
- Un point de vue: le Portugal et l’Union économique et monétaire 
- Macao et Timor 
- La traduction en français de la littérature portugaise 
- Lisbonne, la nostalgie du futur 


Preço: 32,50€;