sábado, 13 de dezembro de 2025

Portugal - Angola & Ultramar - ‘OS VERDES DO MATO NÃO ACABAM’, de João Coutinho - Vila Nova de Gaia 2005 - RARO;






Portugal & Ultramar - A odisseia dos heróis anónimos em Angola (1849 - 2000). Angola do século XIX e XX - emigração, colonização, Conferência de Berlim, guerra colonial, libertação e descolonização…


‘OS VERDES DO MATO NÃO ACABAM’ 
De João Coutinho 
Edição 
Vila Nova de Gaia 2005 


Livro com 292 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
RARO. 


Da contracapa: 
“(…) Perguntaram a um miúdo de doze anos, que tinha ficado sem as pernas por causa de uma mina, qual era o sonho dele para o Natal. Teve uma resposta que me deixou doente: 
- A senhora acha que eu posso ter sonhos? (…)“ 

“Neste livro ‘OS VERDES DO MATO NÃO ACABAM’. 
Tal como nas queimadas, tudo fica destruído, plantas e animais. Pouco tempo depois, com uma chuvada e aquele cheiro de cinza molhada, começam a rebentar pequenos botões com aquele tom vermelho escuro. O chão fica um tapete lindo, de tonalidades diferentes. Mas esperando um pouco mais, em poucos dias, tudo começa a ficar verde, até as plantas e os animais voltarem a usar o chão que era deles. Donde vieram não interessa. Pena é se têm como único destino serem destruídos pela queimada seguinte. E todos os anos o ciclo repete-se.
ATÉ QUANDO ?“ 


Badana:
“Tinha ouvido contar algumas coisas, mas nunca a esse nível - confessou Miguel Dias - Isso é uma coisa que ultrapassa tudo o que podia imaginar. Lembro-me de ter visto num canal de televisão uma reportagem feita no Kuito. Perguntaram a um miúdo de doze anos, que tinha ficado sem as pernas por causa de uma mina, qual era o sonho dele para o Natal. 
Teve uma resposta que me deixou doente:
- ‘A senhora acha que eu posso ter sonhos ?’ “ 


O Autor:
“JOÃO COUTINHO nasceu na República Democrática do Congo, a 6 de Abril de 1944. 

Durante o período de 1967 a 1969 foi oficial miliciano, em Angola. Em Setembro de 1975, parte definitivamente de Angola, todavia a imagem telúrica dos ‘verdes do mato’, simbólico PS da força regenerativa deste continente, perduraram a sua memória. 

Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, exerceu a profissão de docente (actualmente reformado). 

Neste momento, partilha o seu tempo entre a escrita, a tradução e a televisão, onde é jornalista colaborador (RTP) na área do desporto. 

‘OS VERDES DO MATO NÃO ACABAM’ marca a estreia do autor na escrita da ficção, desvelando-se, neste inebriante romance, um mundo bem presente na memória de muitos portugueses. 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
Nota do Autor 

1. - Porque tudo acabou 
2. - Fugir da pobreza 
3. - Deserto verde 
4. - Por terra de vai e vem 
5. - E porque chegam mais ? 
6. - Mariana chegou e partiu 
7. - Como todos se entenderam 
8. - Viver depressa 
9. - Que faz um húngaro aqui ? 
10. - Nem só de régua e esquadro 
11. - Silva Porto 
12. - Vêm aí os boers ! 
13. - Viver não suportava mais 
14. - Chissingui 
15. - Aiué Kurikutela 
16. - Raízes da utopia 
17. - Dr. Walter Strangway 
18. - ‘Fugar’ é preciso 
19. - O caminho da descoberta de Lisboa 
20. - De derrocada em derrocada 
21. - Andam sonhos no ar 
22. - O problema do pêlo da barba 
23. - Não escolheram 
24. - Hoje há fado 
25. - Sebastião 
26. - A paz vem aí ! 
27. - Mas o sofrimento é das mães 
28. - Usados e enganados 
29. - De Angola se conta 
30. - O olhar cego 
31. - Aí se fala de ‘desígnio nacional’ 
32. - A última viagem 


Preço: 42,50€; 

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