domingo, 23 de novembro de 2025

Portugal & História - ‘O IMPÉRIO DERROTADO’, de Kenneth Maxwell - São Paulo 2006 - MUITO RARO;






Portugal & História - A revolução portuguesa que a 25 de Abril de 1974 com o pretexto de reivindicação corporativa e salarial derrubou o regime do Estado Novo, analisada e esmiuçada pelo autor, investigador e historiador britânico 


‘O IMPÉRIO DERROTADO’ 
Revolução e Democracia em Portugal 
De Kenneth Maxwell 
Tradução de Laura Teixeira Motta 
Edição Companhia das Letras 
Brasil, São Paulo 2006 


Livro com 334 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Da contracapa: 
“PORTUGAL era subdesenvolvido, arcaico e o último império colonial na África quando, em 25 de Abril de 1974, sua Revolução dos Cravos surpreendeu, fascinou e alarmou o mundo: um golpe militar derrubou a longa ditadura salazarista e abriu caminho para a independência das colónias portuguesas no Ultramar. Em plena Guerra Fria, a esquerda assumiu o poder em um país da Europa Ocidental. Mas o sonho inicial dos revolucionários durou pouco, enveredou por caminhos imprevistos e, para que a democracia se estabelecesse em Portugal nos moldes como é hoje, a revolução ‘precisou ser somada’. 
Salientando os económicos, políticos, sociais e psicológicos que interferiram nos rumos da revolução e analisando o contexto internacional, no qual Portugal ocupava uma posição geopolítica estratégica, Kenneth Maxwell faz uma análise imparcial e rigorosa do processo de construção da democracia portuguesa.

“Vívido e rico em detalhes, um relato sensacional.
Foreign Affairs 

“Combinação poderosa e persuasiva de força académica e mérito literário. Deveria tornar-se leitura obrigatória para todos os estudiosos da história e da política portuguesa.
Comparative Politics 


Da badana:
“Em uma cena do belo filme ‘Capitães de Abril’, vemos os militares revoltosos e seus tanques de guerra dirigindo-se ao confronto e à tomada do poder. A certa altura, porém, o comboio empaca, singelamente, diante de um sinal de trânsito vermelho. 
A simbologia algo cómica da cena se desdobra em significados contraditórios: o impulso revolucionário e o respeito à ordem; a força contra a força e a deferência ao espaço público; a cor vermelha como símbolo e como impedimento; as dúvidas sobre o sentido da responsabilidade e sobre quais sinais deveriam, ou não, ser ultrapassados; a exceção e a regra. Tudo aquilo que, como diz Kenneth Maxwell, caracterizou a revolução portuguesa de 1974, esse processo ‘impressionante em seu poder psicológico, mas limitado na capacidade de reordenar a sociedade’. Todos esses paradoxos que rumam ao ajuste democrático e liberal (resultado da vitória dos moderados liderados por Mário Soares, o ‘Kerensky português’) são desvendados neste livro, escrito por um historiador acostumado a costurar as contradições e os processos de formação tanto de Portugal quanto do Brasil. 
A Revolução dos Cravos e tudo aquilo que lhe diz respeito - a descolonização da África, a redemocratização de Portugal (e da vizinha Espanha, e da América Latina), o fim da Guerra Fria, a reordenação da Europa - está longe de nós por estar tão perto. Isso é algo que este livro brilhante e sereno nos ensina: ‘quanto mais próximo de nós é o passado, mais distante nos parece’. Maxwell elimina essa distância da proximidade (que os historiadores tanto temem) trazendo não apenas a análise local da revolução anti-salazarista e seus desdobramentos, mas também seu contexto e repercussão internacional, destacando a atabalhoada intervenção norte-americana. 
E a proximidade restituída nos traz o presente. O Autor acredita que estudar a ‘revolução domada’ e seu desfecho moderado pode ajudar a estabelecer um caminho possível para países na mesma condição, como os ex-países comunistas que hoje procuram a democracia e a integração à Europa liberal. O leitor poderá julgar se esta lição, e esta aposta, faz sentido. Também para isso, não há material melhor do que este livro.“ 
Francisco Alambert 


O Autor: 
“KENNETH MAXWELL é professor visitante do Departamento de História e ‘senior fellow’ do Centro de Estudos Latino-Americanos de Harvard. Leccionou em Yale, Princeton, Columbia e Kansas. Escreve sobre o Brasil, a América Latina e os países ibéricos para diversos jornais e revistas.“ 



Do ÍNDICE: 

Agradecimentos 
Glossário 

INTRODUÇÃO 
1. - Prisioneiros da História 
2. - Os guardas pretorianos 
3. - Golpe de Estado 
4. - Conflitos e confusões 
5. - Dilemas africanos 
6. - Revolução 
7. - Contra-revolução 
8. - A revolução domada 
9. - Arrumação da casa 
Conclusão 

Notas 
Ensaio Bibliográfico 
Bibliografia 
Índice remissivo 


Preço: 

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