Portugal & Ultramar - A autonomia de Angola que foi sendo almejada pelas elites angolanas ao longo do século XX relativamente à dependência política, administrativa e económica na metrópole e Lisboa, numa análise do princípio dos anos do regime republicano após a abolição da monarquia
‘AUTONOMIA DE ANGOLA’
De José de Macedo
Prefácio de Jorge Borges de Macedo
Edição do Centro de Sócio-Economia
Instituto de Investigação Científica Tropical
Lisboa 1988
Livro com 304 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização.
Muito Raro.
Badana:
“Em vez de beneficiar da estabilidade monetária e cambial que um orçamento centralizado pressupõe, o desenvolvimento económico de Angola foi travado por um centralismo administrativo e financeiro - que havia de perdurar até à independência. Ao mostrar que já em 1910 existiam alternativas viáveis ao modelo colonial centralista, contribui-se para explicar o aparentemente inexplicável atraso da autonomia de Angola. Atraso cujas consequências de política económica vêm até aos nossos dias.“
Da NOTA PRÉVIA do Director do Centro Sócio Económico do IICT.
Do ÍNDICE:
NOTA PRÉVIA
UMA REAPRESENTAÇÃO
- Por Jorge Borges de Macedo
AUTONOMIA DE ANGOLA
Estudo de Administração Colonial
I. - OPINIÃO DOMINANTE SOBRE AS COLÓNIAS. - Erros que convém dissipar. - Angola e a sua falta de garantias. - A culpa não é apenas dos governos. - Os capitaes nacionaes e a Companhia de Luanda. - Alienação das colónias. - Opinião do Sr. Marnoco de Sousa e da imprensa. - A dívida colonial. - Quem proclama a sua necessidade. - Os deficits coloniaes. - Resumo da nossa história contemporânea. - A dívida nacional e o seu crescimento contínuo. - Como a história se repete.
II. - O QUE DIZEM ALGUNS HOMENS PÚBLICOS RELATIVAMENTE ÀS DESPESAS COLONIAIS. - Falhas cometidas no ultramar. - Carência de elementos de trabalho. - O que dizia D. José I. - As colónias não são culpadas dos seus deficits. - Contradições em que incorreu um ministro e publicista.
III. - O QUE TEM SIDO A ADMINISTRAÇÃO DE ANGOLA. - A lição dos números. - Despesas e receitas de Angola. - A que ficam reduzidos os seus deficits. - Confrontos das despesas úteis com os inúteis. - Falta de justiça nos ataques ao cancro da metrópole.
IV. - A EVOLUÇÃO CENTRALISTA EM PORTUGAL. - Argumentação pró e contra a descentralização. - À autonomia na própria metrópole. - O ministério das Colónias. - Exposição dos sistemas administrativos nas várias possessões alemãs, belgas, francesas, holandesas e inglesas.
V. - UM POUCO DE HISTÓRIA. - O que foi a primitiva organização colonial. - África, Brasil e Índia. - Ngola e os seus primitivos governadores. - O abuso das autoridades. - O início da Junta consultiva do Ultramar. - A sua evolução. - A organização administrativa de Rebelo da Silva. - As Juntas geraes de província. - As qualidades e defeitos. - A organização militar.
O Código Júlio de Vilhena. - O espírito democrático que o inspirou. - Quatro diplomas notáveis. - Razões contrárias à administração militar. - A Lunda. - Um documento importantíssimo. - Perseguições em Malange.
VI. - A EXPLICAÇÃO PRÉVIA. - A moderna orientação colonial em Portugal. - Sua origem, - Homens que marcam uma nova época. - Discordância dum político. - A argumentação contra a autonomia. - Sentimento público e o problema administrativo.
Porque é que muitos autores condenam a autonomia. - A razão do seu desacordo. - O debate doutrinário sobre o assunto. - Os grandes acusadores da centralização. - Os partidos políticos e o problema colonial. - Os partidos monárquicos. - Os partidos democráticos. - Os congressos colonial e nacional. - As colónias e a sua ação autonomista. - A Associação Comercial de Loanda. - Uma representação em que se consigna a opinião autonomista. - Movimento geral de Angola. - As aspirações geraes.
VII. - PLANOS DE SISTEMAS ADMINISTRATIVOS COLONIAIS. - Os planos genéricos. - Os que se referem especialmente a Angola. - Os distritos e a sua organização. - O exclusivissimo militarista. - Algumas variantes. - O que deverá ser o plano desta região. - A Confederação de Angola. - Como deveria ser a autonomia. - O congresso provincial. - Considerações deraes.
VIII. - ANGOLA E A REPÚBLICA
Preço: 57,50€;


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