'DE MANHÃ CAI O CACIMBO (Contos angolanos)'
De Orlando Albuquerque
Edição Portucalense Editora
Porto 1969
Livro com 182 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização.
MUITO RARO.
Obra da autoria de um dos mais consagrados escritores em língua portuguesa do final do período colonial e uma das mais representativas de literatura oriunda do ultramar.
“Os factos e os personagens deste livro são produto da imaginação do autor, que, por conseguinte, declina qualquer responsabilidade com semelhanças, reais ou imaginárias, que lhe possam assacar, o que deverá apenas atribuir-se a mera coincidência.“
O Autor:
“ORLANDO DE ALBUQUERQUE nasceu em Lourenço Marques a 16 de Agosto de 1925 e em Lourenço Marques fez os seus estudos primários e o 6.* ano do Liceu. O Curso Liceal seria concluído na metrópole, em Viseu, depois do que se matriculou na Faculdade de Medicina de Coimbra.
Desde muito novo colaborou em jornais da metrópole e Ultramar (Angola e Moçambique) e, ainda hoje, mantém uma secção periódica no jornal mais antigo de Angola - ‘Notícias de Benguela’ -, secção a que deu o título de ‘A Casa do Tempo’, título que aliás, serviu para o seu primeiro livro de crónicas, onde reuniu parte dessa colaboração. Em Coimbra colaborou na revista ‘Vértice’ que fora, no seu tempo, órgão de um movimento de renovação literária - o neo-realismo - de que Orlando de Albuquerque era simpatizante. Foi, também, em Coimbra que tentou organizar, com outros naturais se Moçambique, o chamado ‘Grupo de Moçambicanos de Coimbra’ - o qual pugnava pela criação de uma literatura moçambicana de características próprias. Fizeram parte desse grupo, entre outros, Vitor Evaristo, João Dias, Alberto Lacerda, Vitor Matas e Sá, etc…
Tendo-se dedicado aos assuntos negros e africanos realizou na metrópole, várias conferências sobre arte e literatura negras de que foi um pioneiro na divulgação e esclarecimento desse problemática. Foi então que, com Vitor Evaristo, organizou a primeira antologia de poetas ultramarinos, publicada em 1947: ‘POETAS DE MOÇAMBIQUE’. No mesmo ano publicou ‘Batuque Negro’, livro de poemas que se encontra fora do mercado.
Formou-se em Medicina pela Universidade de Coimbra, indomdepoismpara Lisboa, onde exerceu clínica durante alguns anos, período diamante o qual se manteve alheio a actividades literárias. No entanto, em 1952, em edição da ‘Cada dos Estudantes do Império’ (Secção de Moçambique) organizava com Alda Lara (sua mulher) e Vitor Evaristo o volume ‘Godido’ de João Dias que inaugurava a colecção ‘Africa Nova’. Esse volume de um escritor que morrera jovem tinha a particularidade de apresentar uma capa de um artista plástico que morrera jovem também: António Aires. Nessa colecção anunciou Orlando de Albuquerque um ensaio que não foi publicado posteriormente: ‘Para um Esboço de Panorama Literário em Moçambique’.
Em 1959 embarca para Angola como cirurgião da Companhia de Diamantes de Angola, onde se manteve uma ano, após o que passou a exercer as mesmas funções na fase de construção da Barragem de Cambambe. Em Angola, além de retomar a actividade literária e jornalística tem-se dedicado a estudos etnográficos, publicando trabalhos em revistas da especialidade. Em 1962 publica, na Colecção ‘Aos 4 Ventos’ dois volumes de poemas: ‘Estrela Perdida’ e ‘Cidade do Índico’. Nesse mesmo ano Orlando de Albuquerque era incluído na antologia ‘Poetas de Moçambique’ organizada por Alfredo Margarido. Entretanto era publicada uma segunda edição da ‘Cidade do Índico’, em 1963, na ‘Colecção Unidade’ da A.G.U. a que se seguiu, em 1964, um novo livro de poemas, intitulado ‘Sobre o Vento Noroeste’ (Publicações Imbondeiro), as crónicas ‘A Cada do Tempo’ e ‘Quando a Chuva Molha’.
Entretanto em 1966 Orlando de Albuquerque aparece a organizar os ‘Poemas’, primeiro volume da ‘Obra Completa de Alda Lara’ que fora sua mulher; em 1967 publicou o volume de teatro ‘OVIMBANDA’ e ‘Alda Lara a Mulher e a Poetisa’. Entretanto o romance - ‘O Homem que tinha a Chuva’ era distinguido com o ‘Prémio Fernão Mendes Pinto’ da Agência Geral do Ultramar.
Ao lado da sua actividade literária e jornalística, Orlando de Albuquerque tem dado larga colaboração à Rádio de Angola, como produtor radiofónico de programas literários, de teatro e relacionados com a sua actividade profissional. Nesse plano foi ele autor se peça de teatro radiofónico - ‘O Grande Capitão, retirada da vida do fundador e primeiro Governador de Benguela - Manuel Cerveira Pereira, no ano em que se comemorava o 350.* aniversário da fundação da cidade de S. Filipe de Benguela.“
Obras do Autor:
- ‘Batuque Negro’ - poemas - 1947;
- ‘Estrela Perdida’ - poemas - 1954 e 1962;
- ‘Cidade do Índico’ - poemas - 1962 e 1963;
- ‘A Casa do Tempo’ - crónicas - 1964;
- ‘Sobre o Vento Noroeste’ - poemas - 1964;
- ‘Ovibanda’ - teatro - 1967;
- ‘O Grande Capitão’ - teatro - 1967;
- ‘Alda Lara, a Mulher e a Poetisa’ - ensaio - 1967;
- ‘O Homem que tinha a Chuva’ - 1968;
- ‘De Manhã cai o Cacimbo’ - 1969;
Do ÍNDICE:
Dedicatória
- As chuvas voltaram
- Gando, o jacaré
- O sacrifício
- O grande Soba
- Ombulungo
- Uma oferenda aos céus
- Regresso à terra
- O cego
- A bela Baluba
- Psicologia
- Os sapatos
- 35 anos de bons serviços
- E não aconteceu nada
- Eliminam-se
- De manhã cai o cacimbo
- Um grande negócio
- Tem o curso, tem ?
- A despedida
- A queimada
Vocabulário
Preço: 47,50€;


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