'MILICIANOS - Os peões das Nicas'
De Rui Neves da Silva
Editorial Prefácio
Lisboa 2007
Livro com 732 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito, muito difícil localização.
MUITO RARO.
O autor, oficial do exército português que conviveu com vários quadros de renome das Forças Armadas portuguesas, descreve o ambiente castrenses entre os militares, nomeadamente durante a sua comissão em território africano de Angola.
Um bom livro sobre esta vertente da participação militar portuguesa nas guerras de África.
Da badana:
“Quase meio século após publicar, ainda que clandestinamente, um opúsculo em que, em oitavas de incipiente verso heróico, criticou o ‘establishment’ e lançou o desassossego entre os membros do corpo docente da desaparecida Instituição de ensino que em primeiras-mão desbastou e poliu o intelecto de passadas e actuais figuras relevantes da nossa cena política (o prestigioso Instituto Comercial de Lisboa), Rui Neves da Silva decidiu dar à estampa o livro em que, vivendo de perto o encantamento e a desilusão do 25 de Abril, crítica o despundonor dos militares na abordagem das verdadeiras razões que estiveram na génese da sua sublevação e aponta o dedo aos historiadores que, também eles, procuraram fazer dos milicianos os ‘Piões das Nicas’.
Embora a vida militar o atraísse e no seio da família castrense tivesse os seus ícones (Ernesto Melo Antunes, de quem foi camarada no RAL 1 e confidente dos seus já então afirmados anseios ideológicos acontecidos em zonas de guerra em Angola, e Gabriel Augusto do Espírito Santo, antigo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, que com a patente do Tenente foi seu instrutor no Curso de Oficias Milicianos, em Vendas Novas), Rui Neves da Silva retomou a sua carreira profissional de auditor financeiro numa empresa internacional sem contudo perder de vista a promessa feita a si próprio de um dia vir a escrever um romance em que o leitor pudesse, entre acontecimentos reais ou de realidade possível, intuir a verdade sobre a participação dos capitães milicianos nas guerras do Ultramar e sobre o nefasto papel dos militares de carreira, na hora de a Pátria, reconhecendo merecimento aos seus iguais, ir compensá-los com igual estatuto.
A carreira literária de Rui Neves da Silva, não consideradas as muitas dezenas de livros que traduziu ou que sob pseudónimo escreveu para a extinta Agência Portuguesa de Revistas, resume-se a isto. Se recomeçou tarde só o futuro dirá.“
Da contra-capa:
"Em Julho de 1970, cinco dezenas de cidadãos com idades compreendidas entre os 27 e os 35 anos e com formação académica superior foram convocados pelo Ministério do Exército para se apresentarem em Mafra, na Escola Prática de Infantaria. Todos eles tinham em comum as seguintes particularidades: haviam cumprido já o serviço militar obrigatório, estavam numa fase ascendente das suas carreiras profissionais e eram politicamente contestatários do regime.
Sem qualquer prévia avaliação das suas capacidades de comando, a instituição militar ministrou-lhes em 4 meses a formação que considerou necessária para cada um deles, enquanto Comandante de Companhia, se responsabilizar em zonas de guerra pela vida de 165 homens.
Na sua essência, foi o recurso a estes capitães milicianos para colmatar a falta de oficiais do quadro de Comando de Companhias, as unidades tácticas por excelência no combate anti-guerrilha, que esteve na origem do 25 de Abril.
Esta é a história romanceada de um punhado de homens que, tendo feito parte do rebanho entrado no redil do Convento de Mafra em 1970, se assumiram como testemunhas de eventos que militares envolvidos na Revolução dos Cravos e historiadores teimam em calar ou desvirtuar."
DO ÍNDICE:
PREFÁCIO - Barroso da Fonte
INTRODUÇÃO
PRÓLOGO - O grande redil
- LIVRO PRIMEIRO - E.P.I.: Fábrica de Heróis
- INTERMEZZO
- LIVRO SEGUNDO - A Guerra: Fábrica de heróis
EPÍLOGO - A revolução: Fábrica de equívocos
Preço: 37,50€;



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