sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Portugal & Guerra Colonial - ‘DIÁRIO DA GUINÉ 1968-1969 - Na Terra dos Soncó', de Mário Beja Santos - Lisboa 2008 - Raro;































Portugal & Guerra colonial - Memórias da guerra na Guiné, então uma antiga província ultramarina portuguesa 


‘DIÁRIO DA GUINÉ 1968-1969 - Na Terra dos Soncó' 
De Mário Beja Santos 
Edição Círculo de Leitores 
Lisboa 2008 


Livro de capas duras, com 366 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização.
Muito Raro. 



O AUTOR: 
“MÁRIO BEJA SANTOS foi, até outubro de 2012, técnico superior da Direção-Geral do Consumidor. 
Em 2009, publicou ‘Quem Mexeu no Meu Comprimido?’, a que ‘Tens Bom Remédio!’ dá continuidade no que toca à cidadania na saúde e educação do consumidor. 
É autor de mais de três dezenas de títulos relacionados com as temáticas da política dos consumidores. Continua a colaborar ativamente na imprensa diária e regional, bem como em alguns blogues. 
Foi professor do ensino superior; cofundador da Plataforma Saúde em Diálogo e da UGC – União Geral de Consumidores; colaborou durante mais de duas décadas em emissões radiofónicas ligadas à defesa do consumidor e foi autor e apresentador dos programas televisivos ‘10 Milhões de Consumidores’ e ‘Come e Cala’; na sua participação no consumerismo europeu, foi vice-presidente do Conselho Consultivo de Consumidores da Comissão Europeia e diretor da Associação Europeia de Consumidores. 
Alguns dos seus últimos livros são dedicados à Guiné: 
- ‘Diário da Guiné (1968-1969) – Na Terra dos Soncó’; 
- ‘Diário da Guiné (1969-1970) – O Tigre Vadio’
- ‘Mulher Grande’; e 
- ‘A Viagem do Tangomau’. “ 


Da contracapa: 
“Era uma vez um menino alferes que chegou à Guiné e foi lançado no regulado do Cuor, no Leste, em 1968. A sua missão principal era proteger o rio Geba, garantindo a sua navegação, indispensável para a continuação da guerra. O alferes comandava dois aquartelamentos e alguns dos soldados mais valentes do mundo: caçadores nativos e milícias, gente que vivia no Cuor, em Missirá e em Finete. Mas havia outras missões, para além de proteger o rio: emboscar, patrulhar, minar, atacar e defender, garantir um professor para as crianças, reconstruir os quartéis flagelados, levar os doentes ao médico, praticar a justiça com o régulo, um destemido Soncó, neto de Infali Soncó que derrotara Teixeira Pinto no dealbar do século XX. Era uma vez um alferes que aprendeu a trabalhar com um morteiro 81, a emboscar na calada da noite, a enterrar os mortos e a levar os moribundos às costas. Era uma vez um alferes que se deslumbrou com as terras dos Soncó e que resolveu escrever um diário para se manter vivo e lembrar aos entes queridos que se estava a fazer um homem. A partir daquela guerra, Cuor e os Sancó, viveram sempre no coração do alferes. Era uma vez…“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
Nota Explicativa para o blogue onde nasceu esta narrativa 
Comentário de Virgínio Briote, co-editor do blogue ‘Luís Graça e Camaradas da Guiné’ 
Nota Explicativa para os leitores deste diário de guerra 
Agradecimentos 

AGOSTO DE 1968 
- O Pimbas é sempre a ópera Aida ! 
- Bambadinca, o admirável mundo para lá do Geba 
- As primeiras operações: as solidariedades do mato 
- A minha missão para cá do Geba 
- A chegada a Missirá 
- Um patrulhamento à aldeia de Cuor 
- Lembranças das minhas caixas de livros e de discos 
- A primeira ida a Mato Cão 
- Kafka e Abudu Cassamá 
- “Vamos criar uma escola !” 
- A superior questão de comer com regalo do estômago 
- A nomeação do primeiro guarda-costas 
- Kaputt nas noites de Missirá 
- “Nada de números, só nomes !” 
- “Onde é que estou, quem me dá de comer ?” 
- A odisseia de José Manuel Fernandes 
- As insígnias do conflito 
- Leituras de Saint-John Perse e O’Neill 
- Bacari Soncó e Fodé Dahaba, os meus irmãos de Finete 
- Patrulhamentos, revelações, confirmações 
- As perduráveis amizades 
SETEMBRO DE 1968 
- “Não se nasce soldado !” 
- Descriptar mensagens, passear despreocupadamente em Missirá 
- Fotografias, uma aguada de lembranças 
- O que foi visto e não será julgado 
- “Ex.mo senhor meu alferes” 
- Como vivi o meu baptismo de fogo
- Missirá, uma ordem natural das coisas 
OUTUBRO DE 1968 
- “Como é possível tantos autos de abate ?” 
- Assim escrevi o meu primeiro louvor 
- Confundidos com os terrorristas 
- A odisseia de um atrelado que atravessou o Geba 
- O soldadinho de fogo 
- A segunda flagelação a Missirá 
NOVEMBRO DE 1968 
- Conversas com Sadjo Baldé e Malã Soncó 
- Operação ‘Meia Onça’ 
- Os preparativos da viagem 
- A primeira visita a Enxalé 
- Sua Excelência apresenta-se em Missirá 
- Meu inefável Queta Baldé 
- O oficial mais punido da Guiné 
- Cherno Suane, o meu novo guarda-costas 
- Uma emboscada em Chieri 
DEZEMBRO DE 1968 
- Um encontro com Hélio Felgas 
- Flagelação de Finete, felizmente sem consequências 
- Depois de Chieri, a caminho de Madina 
- O calvário de Paulo Ribeiro Semedo 
- Preparativos para receber o ‘profeta cristão’ 
- Chegou o Natal 
- De Bissau a Bambadinea 
- Os meses de que precisei para aprender à minha custa 
- Para reconstruir Missirá aprendemos a aproveitar tudo 
- Um grande, persistente e disfarçado ódio 
JANEIRO DE 1969 
- O regulado do Cuor visto do ar 
- Os palmeirais do Gambiel, uma beleza e o inesperado dos morteiros 
- Barranco de Cegos, por Alves Redol 
- Uma intriga sem pés nem cabeça 
- Segredos do Bombolom 
- Um memorando para o Pimbas 
- Um interrogatório sem tréguas 
- “Quando é que nos mandam luz para o mato ?” 
- Operação ‘Andorra’ 
- Os inesquecíveis bilhetes-postais ! 
FEVEREIRO DE 1969 
- “Tu não passas de um alferes de merda…”
O prisioneiro de Quebá Jilã 
- O patrulhamento até Quebá Jilã é um prisioneiro 
- Os preparativos da Operação ‘Anda Cá’ 
- A primeira viagem no Sintex 
- Atormentado, converso com o Pimbas 
- Os sucessivos desastres da ‘Anda Cá’ 
- Começo a despedir-me da Missirá, que tanto amo 
- Orar e patrulhar: a última noite em Missirá 
MARÇO DE 1969 
- Bissau rua após rua: vários reencontros 
- Visita a Fodé Dahaba 
- O BENG 447 
- Andanças sem destino em Bissau 
- À entrada do HM 241 
- Uma tão dolorosa notícia 
- Elogio aos reconstrutores de Missirá 
- A flagelação de 19 de Março 
- Memória de tantos carinhos recebidos 
- Para o Ruy Cinatti 
Cartas de um militar de além-mar em África para aquém em Portugal (1) 
- Para o Carlos Sampaio 
- Para o Padre António de Almeida Fazenda, S.J. 
- Para Ângela Carlota Gonçalves Beja 
- Para Cristina Allen 
ABRIL DE 1969 
- Carta para o comandante Avelino Teixeira da Mota 
Cartas de um militar de além-mar em África para aquém em Portugal (2) 
- Carta para Luís Zagalo Matos 
- Carta para Cristina Allen 
- Carta para Paulo Simões da Costa 
Cartas de um militar de além-mar em África para aquém em Portugal (3) 
- Carta para José Carlos Megre 
- Carta para Cristina Allen 
- Uns tiros para os lados de Fá 
- Um belíssimo poema de Ruy Cinatti 
- De um patrulhamento até a um olhar diferente sobre Bambadinea 
- Os soldados africanos da Guiné Portuguesa 
MAIO DE 1969 
- Perguntas sobre um lugar para lá do Geba 
- Um patrulhamento com ‘Unimog’ e Sintex 
- Com muita chuva e muito Mato de Cão 
- A visita e o interrogatório 
- Madina e Missirá, um jogo do gato e do rato 
- A emboscada da minha vida 
- A pôr o expediente em dia 
- Uma flagelação demolidora ! 
JUNHO DE 1969 
- O reencontro com o furriel Pires 
- Missirá em vigília forçada 
- Para Paulo Ribeiro Semedo, no Hospital Militar Principal 
Cartas de um militar de além em África para aquém em Portugal (4) 
- Para Carlos Sampaio 
- Para Cremilde Tapia, em São Miguel 
- Para Ruy Cinatti 
- Para Cristina Allen 
- Nova flagelação a Missirá 
- Operação ‘Goldfinger II’ 
- A emboscada da bruxa 
- Para Filipe Nazareth Fernandes 
Cartas de um militar de além-mar em África para aquém em Portugal (5) 
- Para o José Braga Chaves, no SPM 4374 
- Para Ângela Carlota Gonçalves Beja 
- Para Cristina Allen 
JULHO DE 1969 
- Parto a correr, porque quero regressar a correr 
- Com o réu Ieró Djaló 
- Onde se conversa de cultura a bordo de um vaso de guerra 
- O depoimento d valoroso e sempre discreto Queta Baldé 
- De novo as memórias do furriel Pires 
- Sangue no rio Geba. Bambadinea tem novo comandante 
- O formidável poder da escrita: a lembrança dos meus aerogramas 
- Depois de Mato Cão, nova viagem ao Enxalé 
- Um tornado sobre Bambadnea 
- Um funeral em Madina Xaquili 
- A primeira operação com gente da CCAÇ 12 
AGOSTO DE 1969 
- A acompanhar os trabalhos em Finete 
“Mataste uma mulher, branco assassino !” 
- Uma emboscada com uma crise de nervos 
- Um diálogo extraordinário com o novo comandante 
- Para o Ruy Cinatti 
- Carta para Luis Zagalo Matos 
- Carta para Ângela Carlota Gonçalves Beja 
- Carta para Cristina Allen 

Glossário 
LEITURAS DE GUERRA 
MÚSICAS DE GUERRA 


Preço: €42,50€; 

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