Portugal & Guerra colonial - Memórias da guerra na Guiné, então uma antiga província ultramarina portuguesa
‘DIÁRIO DA GUINÉ 1968-1969 - Na Terra dos Soncó'
De Mário Beja Santos
Edição Círculo de Leitores
Lisboa 2008
Livro de capas duras, com 366 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente.
De muito difícil localização.
Muito Raro.
O AUTOR:
“MÁRIO BEJA SANTOS foi, até outubro de 2012, técnico superior da Direção-Geral do Consumidor.
Em 2009, publicou ‘Quem Mexeu no Meu Comprimido?’, a que ‘Tens Bom Remédio!’ dá continuidade no que toca à cidadania na saúde e educação do consumidor.
É autor de mais de três dezenas de títulos relacionados com as temáticas da política dos consumidores. Continua a colaborar ativamente na imprensa diária e regional, bem como em alguns blogues.
Foi professor do ensino superior; cofundador da Plataforma Saúde em Diálogo e da UGC – União Geral de Consumidores; colaborou durante mais de duas décadas em emissões radiofónicas ligadas à defesa do consumidor e foi autor e apresentador dos programas televisivos ‘10 Milhões de Consumidores’ e ‘Come e Cala’; na sua participação no consumerismo europeu, foi vice-presidente do Conselho Consultivo de Consumidores da Comissão Europeia e diretor da Associação Europeia de Consumidores.
Alguns dos seus últimos livros são dedicados à Guiné:
- ‘Diário da Guiné (1968-1969) – Na Terra dos Soncó’;
- ‘Diário da Guiné (1969-1970) – O Tigre Vadio’
- ‘Mulher Grande’; e
- ‘A Viagem do Tangomau’. “
Da contracapa:
“Era uma vez um menino alferes que chegou à Guiné e foi lançado no regulado do Cuor, no Leste, em 1968. A sua missão principal era proteger o rio Geba, garantindo a sua navegação, indispensável para a continuação da guerra. O alferes comandava dois aquartelamentos e alguns dos soldados mais valentes do mundo: caçadores nativos e milícias, gente que vivia no Cuor, em Missirá e em Finete. Mas havia outras missões, para além de proteger o rio: emboscar, patrulhar, minar, atacar e defender, garantir um professor para as crianças, reconstruir os quartéis flagelados, levar os doentes ao médico, praticar a justiça com o régulo, um destemido Soncó, neto de Infali Soncó que derrotara Teixeira Pinto no dealbar do século XX. Era uma vez um alferes que aprendeu a trabalhar com um morteiro 81, a emboscar na calada da noite, a enterrar os mortos e a levar os moribundos às costas. Era uma vez um alferes que se deslumbrou com as terras dos Soncó e que resolveu escrever um diário para se manter vivo e lembrar aos entes queridos que se estava a fazer um homem. A partir daquela guerra, Cuor e os Sancó, viveram sempre no coração do alferes. Era uma vez…“
Do ÍNDICE:
Dedicatória
Nota Explicativa para o blogue onde nasceu esta narrativa
Comentário de Virgínio Briote, co-editor do blogue ‘Luís Graça e Camaradas da Guiné’
Nota Explicativa para os leitores deste diário de guerra
Agradecimentos
AGOSTO DE 1968
- O Pimbas é sempre a ópera Aida !
- Bambadinca, o admirável mundo para lá do Geba
- As primeiras operações: as solidariedades do mato
- A minha missão para cá do Geba
- A chegada a Missirá
- Um patrulhamento à aldeia de Cuor
- Lembranças das minhas caixas de livros e de discos
- A primeira ida a Mato Cão
- Kafka e Abudu Cassamá
- “Vamos criar uma escola !”
- A superior questão de comer com regalo do estômago
- A nomeação do primeiro guarda-costas
- Kaputt nas noites de Missirá
- “Nada de números, só nomes !”
- “Onde é que estou, quem me dá de comer ?”
- A odisseia de José Manuel Fernandes
- As insígnias do conflito
- Leituras de Saint-John Perse e O’Neill
- Bacari Soncó e Fodé Dahaba, os meus irmãos de Finete
- Patrulhamentos, revelações, confirmações
- As perduráveis amizades
SETEMBRO DE 1968
- “Não se nasce soldado !”
- Descriptar mensagens, passear despreocupadamente em Missirá
- Fotografias, uma aguada de lembranças
- O que foi visto e não será julgado
- “Ex.mo senhor meu alferes”
- Como vivi o meu baptismo de fogo
- Missirá, uma ordem natural das coisas
OUTUBRO DE 1968
- “Como é possível tantos autos de abate ?”
- Assim escrevi o meu primeiro louvor
- Confundidos com os terrorristas
- A odisseia de um atrelado que atravessou o Geba
- O soldadinho de fogo
- A segunda flagelação a Missirá
NOVEMBRO DE 1968
- Conversas com Sadjo Baldé e Malã Soncó
- Operação ‘Meia Onça’
- Os preparativos da viagem
- A primeira visita a Enxalé
- Sua Excelência apresenta-se em Missirá
- Meu inefável Queta Baldé
- O oficial mais punido da Guiné
- Cherno Suane, o meu novo guarda-costas
- Uma emboscada em Chieri
DEZEMBRO DE 1968
- Um encontro com Hélio Felgas
- Flagelação de Finete, felizmente sem consequências
- Depois de Chieri, a caminho de Madina
- O calvário de Paulo Ribeiro Semedo
- Preparativos para receber o ‘profeta cristão’
- Chegou o Natal
- De Bissau a Bambadinea
- Os meses de que precisei para aprender à minha custa
- Para reconstruir Missirá aprendemos a aproveitar tudo
- Um grande, persistente e disfarçado ódio
JANEIRO DE 1969
- O regulado do Cuor visto do ar
- Os palmeirais do Gambiel, uma beleza e o inesperado dos morteiros
- Barranco de Cegos, por Alves Redol
- Uma intriga sem pés nem cabeça
- Segredos do Bombolom
- Um memorando para o Pimbas
- Um interrogatório sem tréguas
- “Quando é que nos mandam luz para o mato ?”
- Operação ‘Andorra’
- Os inesquecíveis bilhetes-postais !
FEVEREIRO DE 1969
- “Tu não passas de um alferes de merda…”
O prisioneiro de Quebá Jilã
- O patrulhamento até Quebá Jilã é um prisioneiro
- Os preparativos da Operação ‘Anda Cá’
- A primeira viagem no Sintex
- Atormentado, converso com o Pimbas
- Os sucessivos desastres da ‘Anda Cá’
- Começo a despedir-me da Missirá, que tanto amo
- Orar e patrulhar: a última noite em Missirá
MARÇO DE 1969
- Bissau rua após rua: vários reencontros
- Visita a Fodé Dahaba
- O BENG 447
- Andanças sem destino em Bissau
- À entrada do HM 241
- Uma tão dolorosa notícia
- Elogio aos reconstrutores de Missirá
- A flagelação de 19 de Março
- Memória de tantos carinhos recebidos
- Para o Ruy Cinatti
Cartas de um militar de além-mar em África para aquém em Portugal (1)
- Para o Carlos Sampaio
- Para o Padre António de Almeida Fazenda, S.J.
- Para Ângela Carlota Gonçalves Beja
- Para Cristina Allen
ABRIL DE 1969
- Carta para o comandante Avelino Teixeira da Mota
Cartas de um militar de além-mar em África para aquém em Portugal (2)
- Carta para Luís Zagalo Matos
- Carta para Cristina Allen
- Carta para Paulo Simões da Costa
Cartas de um militar de além-mar em África para aquém em Portugal (3)
- Carta para José Carlos Megre
- Carta para Cristina Allen
- Uns tiros para os lados de Fá
- Um belíssimo poema de Ruy Cinatti
- De um patrulhamento até a um olhar diferente sobre Bambadinea
- Os soldados africanos da Guiné Portuguesa
MAIO DE 1969
- Perguntas sobre um lugar para lá do Geba
- Um patrulhamento com ‘Unimog’ e Sintex
- Com muita chuva e muito Mato de Cão
- A visita e o interrogatório
- Madina e Missirá, um jogo do gato e do rato
- A emboscada da minha vida
- A pôr o expediente em dia
- Uma flagelação demolidora !
JUNHO DE 1969
- O reencontro com o furriel Pires
- Missirá em vigília forçada
- Para Paulo Ribeiro Semedo, no Hospital Militar Principal
Cartas de um militar de além em África para aquém em Portugal (4)
- Para Carlos Sampaio
- Para Cremilde Tapia, em São Miguel
- Para Ruy Cinatti
- Para Cristina Allen
- Nova flagelação a Missirá
- Operação ‘Goldfinger II’
- A emboscada da bruxa
- Para Filipe Nazareth Fernandes
Cartas de um militar de além-mar em África para aquém em Portugal (5)
- Para o José Braga Chaves, no SPM 4374
- Para Ângela Carlota Gonçalves Beja
- Para Cristina Allen
JULHO DE 1969
- Parto a correr, porque quero regressar a correr
- Com o réu Ieró Djaló
- Onde se conversa de cultura a bordo de um vaso de guerra
- O depoimento d valoroso e sempre discreto Queta Baldé
- De novo as memórias do furriel Pires
- Sangue no rio Geba. Bambadinea tem novo comandante
- O formidável poder da escrita: a lembrança dos meus aerogramas
- Depois de Mato Cão, nova viagem ao Enxalé
- Um tornado sobre Bambadnea
- Um funeral em Madina Xaquili
- A primeira operação com gente da CCAÇ 12
AGOSTO DE 1969
- A acompanhar os trabalhos em Finete
“Mataste uma mulher, branco assassino !”
- Uma emboscada com uma crise de nervos
- Um diálogo extraordinário com o novo comandante
- Para o Ruy Cinatti
- Carta para Luis Zagalo Matos
- Carta para Ângela Carlota Gonçalves Beja
- Carta para Cristina Allen
Glossário
LEITURAS DE GUERRA
MÚSICAS DE GUERRA
Preço: €42,50€;




























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